Categoria: Ralis

  • FPAK Júnior Team: Mariana Machado é a aposta da Sports & You

    A jovem Mariana Machado, de 17 anos, campeã nacional de karting em 2015, será a aposta da Sports & You no FPAK Júnior Team, iniciativa promovida e apadrinhada pela Federação Portuguesa Automobilismo e Karting (FPAK) para apoiar novos valores no desporto automóvel e que tem início já no Rali de Castelo Branco (11/12 junho).

    Recorde-se que o projeto, desenhado e com o suporte financeiro da entidade federativa, inclui a entrega de seis KIA Picanto a igual número de diferentes equipas, as quais ficam responsáveis não só pela preparação e assistência do carro nos ralis, bem como do recrutamento do piloto (idade até 23 anos) e da angariação e gestão de patrocínios para custear os gastos de participação nas cinco provas selecionadas em pisos de asfalto: Rali de Castelo Branco (CPR), Rali de Viana do Castelo (PROMO), 8/9 julho; Rali da Água-CIM Alto Tâmega (CPR), 2/3 setembro; Constálica Rali Vouzela e Viseu (PROMO), 17/18 setembro, e Rali Videiro (CPR), 7/8 outubro.

    Com um vasto historial na formação e promoção tanto de pilotos como de técnicos na área da competição automóvel, a Sports & You não hesitou em aceitar o desafio da FPAK, escolhendo Mariana Machado, uma jovem promessa que fez história em 2015, ao ser a primeira mulher no nosso país a sagrar-se campeã nacional de karting. Mais recentemente (2020), representou Portugal no projeto “Girls on Track”, organizado pela FIA (Federação Internacional do Automóvel).

    “É com redobrado entusiasmo, até porque, nos últimos anos, sempre defendemos a promoção de jovens pilotos, através da organização de troféus nos ralis, tanto em Portugal como em Espanha, que participamos nesta excelente iniciativa da FPAK. Há que incentivar e atrair os jovens para o desporto automóvel e olhar com atenção para o karting. Desde há algum tempo que acompanhamos a carreira da Mariana, uma jovem com muito valor, e eu sempre achei giro e interessante apostar nas mulheres, como é o exemplo da Inês Ponte, que desde há vários anos nos acompanha, como navegadora, nos ralis. Este projeto do FPAK Júnior Team é o bebé da Sports & You e vamos abordá-lo de forma profissional, garantindo todas as condições à Mariana para ela crescer com naturalidade e sem pressão, de modo a que possa ter novos objetivos no futuro. Para além dos parceiros da Sport & You, é uma honra contarmos, entre os patrocinadores, com uma instituição de tanto prestígio como o Automóvel Clube de Portugal”, disse José Pedro Fontes, um dos responsáveis da Sports & You.

    Natural de Vila Verde (Braga), Mariana Machado vai guiar o KIA Picanto da Sports & You nos cinco ralis em que participará o FPAK Júnior Team tendo como navegador Pedro Dias da Silva, filho do habitual co-piloto de Fernando Peres. E outro pormenor curioso e não menos relevante: a equipa técnica da Sports & You responsável pela preparação e assistência do KIA Picanto ao longo da época será, em grande parte, constituída por jovens estagiários que se encontram em formação na empresa.

  • Vítor Pascoal: “o RallySpirit é algo único em Portugal!”

    Começa já amanhã a edição 2022 do Rally Spirit, prova que já conquistou o seu lugar ao sol entre os Rally-Legends europeus e que, ao longo de três dias, coloca na estrada alguns dos melhores carros de ralis de todos os tempos. Vítor Pascoal será um dos pipotos consagrados em destaque na prova.

    Este é um evento “que não podemos faltar. Toda a sua envolvência, o muito público que adere a todos os momentos, a excelente organização e as classificativas espetaculares, transformam o RallySpirit num evento único”, afirma Vítor Pascoal.

    Este é um evento “que não podemos faltar. Toda a sua envolvência, o muito público que adere a todos os momentos, a excelente organização e as classificativas espetaculares, transformam o RallySpirit num evento único”, afirma Vítor Pascoal.

    O piloto de Baião, que este ano tem na conquista do título nacional da Categoria GT no Campeonato de Portugal de Montanha JC Group o seu principal objetivo, incluiu no calendário apenas alguns ralis, sendo o Rally Spirit um dos mais atrativos, até porque, como Vítor Pascoal explica, a participação “é também importante pois dois dos nossos patrocinadores principais, a Glassdrive e a Fuchs, são patrocinadores da prova e a nossa presença visa também lhes agradecer todo o apoio que nos dão, ano após ano”.

    O piloto será acompanhado por Martim Azevedo no Porsche 991 GT3 CUP e quer “desfrutar da prova, sem qualquer objetivo desportivo. O RallySpirit é uma festa e, como tal, queremos proporcionar ao público o máximo espetáculo, causar a maior diversão e assim também dar o máximo retorno aos nossos patrocinadores”.

    A edição de 2022 do RallySpirit terá 12 especiais, duas das quais percorridas em sistema de “Boucles” (perseguição), em Barcelos e Gaia, disputadas ao longo de três dias. À margem das classificativas, o público também poderá viver as emoções do evento no centro de Barcelos (Campo da Feira), na sexta-feira, às 14h25, 19h04 e 21h45, no sábado, às 09h30, e no domingo, às 10h20 e 12h36; na Marginal de Vila Nova de Gaia, no sábado, às 19h00; no Jardim das Sobreiras, no Porto, sábado, a partir das 22h00 e até às 09h00 de domingo; e ainda no centro de Famalicão, no sábado, às 16h15; Santo Tirso, no sábado, às 16h42; e Amares, na sexta-feira, às 16h46.

  • Rally Spirit Altice com a maior edição de sempre

    O passado e o presente voltam a cruzar-se na sétima edição do RallySpirit Altice, prova que já conquistou o reconhecimento entre os Rally-Legends europeus e que, ao longo de três dias, coloca na estrada alguns dos melhores carros de ralis de todos os tempos, como o Lancia Stratos, o Audi Sport Quattro ou o Toyota Corolla WRC, entre tantos outros. Barcelos (sexta-feira e domingo), Gaia (sábado) e Porto (sábado e domingo) são apenas algumas das passagens obrigatórios deste evento, que promete voltar a conquistar o público e reavivar as memórias de um passado glorioso.

    O conceito de Rally-Legends está cada vez mais em voga na Europa e, em Portugal, é o RallySpirit Altice que melhor o define. Os melhores carros de ralis de todos os tempos reúnem-se numa carismática prova de estrada para reavivar memórias do passado e satisfazer a curiosidade de milhares de aficionados da modalidade, cuja paixão atravessa diferentes gerações. 

    Será assim na sétima edição do RallySpirit Altice, já a partir da próxima sexta-feira e até domingo, num evento que volta a estar inserido no calendário do Slowly Sideways Europe, que reúne alguns dos principais Legends europeus como o Eiffel Rally Festival, o Alsace Rallye Festival e o Rallye Festival Spa-Francorchamps.  Cerca de 100 equipas, 30 das quais estrangeiras, não resistiram ao apelo da prova portuguesa, que contará com um assinalável parque automóvel. Carros emblemáticos dos anos 70, como o Lancia Stratos, Alpine-Renault A110 ou Fiat 131 Abarth, a par dos incontornáveis Grupo B da era dourada de 80, como o Audi Quattro, Audi Sport Quattro, Opel Ascona 400, Nissan 240 RS, Toyota Celica Twin Cam Turbo, Porsche 911, Talbot Sunbeam Lotus ou Ford Escort RS, prometem fazer as delícias dos aficionados. Mas a lista junta ainda outras máquinas mais recentes, mas igualmente emblemáticas, como Lancia Delta Integrale, BMW M3, Mitsubishi Lancer Evo, Subaru Impreza ou Toyota Corolla WRC, que tanto dizem os adeptos dos ralis. 

    Difíceis de concentrar numa só prova e atendendo a que muitas destas raridades são mesmo carros ex-oficiais que passaram pelas mãos de Campeões do Mundo, como Walter Röhrl, Didier Auriol, Juha Kankkunen ou Colin McRae, é fácil perceber o simbolismo e a atração ainda maior que a sua presença motivará.  Com um ambiente único, que combina competição e descontração, o RallySpirit Altice junta também pilotos consagrados – como Rui Madeira (“Campeão do Mundo de Grupo N”), Vítor Pascoal (Tetracampeão de Ralis – RGT) ou Pedro Leal e Hélder Oliveira – com verdadeiros gentleman’s drivers, numa fórmula que já mostrou ser uma das razões para o sucesso deste evento.  

    A edição de 2022 do RallySpirit Altice será também a maior desde que a prova se iniciou em 2015. A X-Racing (promotora) e o Clube Automóvel de Santo Tirso (organizador) prepararam um rali alinhado com as restantes provas do Slowly Sideways Europe em termos de quilometragem, oferecendo às equipas um total de 112,62 km de provas especiais. Serão 10 classificativas a definir os vencedores (nas categorias “Históricos” e “Spirit” uma vez que a categoria “Legend” não é cronometrada), a que se associam mais duas especiais percorridas em sistema de “Boucles” (perseguição), em Barcelos e Gaia, que trarão ainda mais espetáculo ao centro das respetivas cidades. 
    Contas feitas, serão três dias de animada competição, com três novas e espetaculares classificativas – Barcelos Norte, Vila Verde e Amares -, a que se juntam outras repetentes, como Barcelos Oeste (ex-Laúndos), Barcelos Sul (ex-Barcelos) e Santo Tirso (ex-Assunção), numa estrutura competitiva diversificada, que é geralmente do agrado das equipas e dos muitos espectadores.  

    À margem das provas especiais, o público também poderá viver as emoções do evento no centro de Barcelos (Campo da Feira), na sexta-feira, às 14h25, 19h04 e 21h45, no sábado, às 09h30, e no domingo, às 10h20 e 12h36; na Marginal de Vila Nova de Gaia, no sábado, às 19h00; no Jardim das Sobreiras, no Porto, sábado, a partir das 22h00 e até às 09h00 de domingo; e ainda no centro de Famalicão, no sábado, às 16h15; Santo Tirso, no sábado, às 16h42; e Amares, na sexta-feira, às 16h46. 

    Pedro Ortigão, um dos responsáveis da X Racing, a entidade promotora do evento, sublinha: “Estamos muito motivados por colocar na estrada mais uma edição do RallySpirit Altice. Trata-se de uma edição renovada, que, além de consolidar o apoio das habituais Câmaras Municipais, confirma a entrada de quatro novas edilidades, que atestam a validade do projeto. Este ano, a prova será mais longa, de forma a ir de encontro aos restantes Rally-Legends do Slowly Sidways Europe e com o objetivo de reforçar o seu estatuto também no panorama internacional. Por isso, estamos orgulhosos do caminho que temos vindo a traçar e muito confiantes no futuro. Mas quero deixar um agradecimento especial aos participantes, público e patrocinadores, pois sem eles esta grande festa dos ralis seria impossível de realizar.”

  • Fernando Teotónio e Luís Morgadinho querem vencer em Alitém

    A dupla do Mitsubishi Lancer EVO IX do Macambi Racing Team está muito motivada para lutar pelo triunfo nas “autoestradas” em terra das especiais que vão enfrentar já amanhã na edição 2022 do Rali Alitém. A prova não pertence ao Promo, mas incluiu mais uma jornada do Desafio Kumho Terra.

    O Rali Alitém possuiu alguns dos mais espetaculares troços cronometrados em pisos de terra de Portugal e esse fator torna-o muito atrativo para as equipas que adoram rodar neste tipo de piso. Entre elas está o Macambi Racing Team e a dupla Fernando Teotónio e Luís Morgadinho.

    Como tal, embora o rali não integre o calendário do Campeonato Promo de Ralis, competição liderada pela dupla e cujo título é o grande objetivo do ano, a sua presença em terras pombalenses justifica-se “por querermos competir nestas especiais fantásticas, sendo ainda mais uma excelente jornada para ganharmos quilómetros, ritmo e informações que nos façam melhorar o carro”, destaca Luís Morgadinho, navegador e team manager da equipa.

     Por seu lado, Fernando Teotónio assume que a dupla vai a Alitém “como sempre fazemos em todos os ralis: tentar vencer. Será um rali muito difícil, pois estão mais de uma dezena de carros com quatro rodas motrizes inscritos, o que só nos motiva mais, pois para nós é sempre bom haver muita concorrência. Vamos a Alitém com o firme propósito de conquistar mais um triunfo”.

    O rali tem outro ponto de interesse para a dupla, já que conta para o 5º Desafio Kumho Portugal, nas vertentes Kumho Centro e Kumho Terra. Se quanto às contas a centro, as mesmas não são um alvo de Teotónio e Morgadinho, já o Desafio Kumho Terra é “um dos objetivos da nossa época. Lideramos destacados e queremos aumentar essa vantagem em Alitém”.

    A estrutura competitiva do Rali Alitém 2022 incluiu duplas passagens pelas especiais de São Simão de Litém e Santiago de Litém terminando com mais uma dupla ronda na Super Especial de Pombal. No total serão 57,34 quilómetros contra o cronómetro, totalmente disputados amanhã, sábado, dia 28 de maio.

  • Rui Rijo: “apontámos ao Top 5 no Rali Alitém”

    Desta feita, o piloto da PoolShop Algarve será acompanhado pelo navegador Rodrigo Assunção. A participação na prova pombalense tem o foco na evolução e no divertimento, pois não está integrada em nenhuma das competições alvo da época de Rui Rijo.

    Depois de já ter participado na edição de 2021, Rui Rijo está de regresso ao Rali Alitém: “no ano passado, achei um rali bastante interessante com troços bastante rápidos e bom piso, pelo que aceitámos o desafio de vir fazer a prova, com o objetivo de continuar a ganhar ritmo e também para aperfeiçoar alguns pormenores para que possamos estar mais competitivos”.

    Vindo de uma desistência em Serpa, o piloto do Mitsubishi Lancer EVOIII MR quer “acabar o rali. Como é lógico queremos ser competitivos e andar o mais à frente possível, mas vamos adotar uma toada segura para levar a máquina até ao final”, sem deixar de assumir que “almejamos lutar por uma presença no Top 5 da prova!”.

    Uma das novidades passa pela presença de Rodrigo Assunção na baquet do lado direito: “tendo em conta que o Miguel Luz, meu habitual navegador não irá estar presente nesta prova por motivos pessoais, o navegador irá ser o Rodrigo Assunção. Será apenas o seu 3° rali e vamos rodar sem pressões para nos irmos entrosando”.

    A estrutura competitiva do Rali Alitém 2022 incluiu duplas passagens pelas especiais de São Simão de Litém e Santiago de Litém terminando com mais uma dupla ronda na Super Especial de Pombal. No total serão 57,34 quilómetros contra o cronómetro, totalmente disputados amanhã, sábado, dia 28 de maio.

  • Loeb regressa ao Safari Rally

    No que será o seu terceiro rali do ano com a equipa, Sebastien Loeb, nónuplo Campeão do Mundo e vencedor do Rali de Monte-Carlo 2022, vai estar à partida do Safari Rally Kenya ao volante de um Ford Puma Hybrid Rally1, no final de junho.

    A sua mais recente participação com a equipa em Portugal viu-o reclamar uma vitória numa especial da manhã de sexta-feira, fazendo-o saltar do sétimo lugar da geral para a liderança do rali, antes de protagonizar um acidente incaracterístico que o obrigou a abandonar. Como o comprova a vitória alcançada no Rali de Monte-Carlo, em janeiro último, Loeb continua a provar as suas capacidades para tirar o melhor partido do Puma Hybrid Rally1 em todas as superfícies.

    Loeb irá regressar à ação no evento baseado em Naivasha, a 100 km a noroeste da capital Nairobi. O Safari Rally Kenya 2022 será a sexta ronda do Campeonato do Mundo FIA de Ralis (WRC) de 2022. O nónuplo Campeão do Mundo vai voltar a contar com a navegadora Isabelle Galmiche ao seu lado, ela que o acompanhou na vitória em Monte-Carlo e que com ele esteve em Portugal.

    Assinalam-se, este ano, vinte anos desde a primeira e única participação, até á data, de Loeb no rali queniano, evento que terminou num sólido quinto lugar da geral, depois de ter alcançado três vitórias em troços. A edição de 2021 do rali colocou em destaque a importância de se saber ler e reagir às especificidades do terreno, algo que Loeb está mais do que habituado, como o comprovam os bons resultados alcançados em competições de rally-raid.

    Sébastien Loeb (FRA) is seen during WRC Msport test in Alpens , Spain on 10/19/2021

    Sebastien Loeb, afirmou: “Claro que foi agradável confirmar que fomos competitivos em Portugal com o Puma, o que foi bom, sendo bom saber que o Puma é muito rápido e competitivo em pisos de terra. O Quénia é algo de muito diferente face a Portugal; não conheço a versão atual do rali, mas já vi alguns vídeos das especiais, sendo muito diferentes, parecendo ser duras e com pedras muito grandes”, realçando ainda que “O Quénia é bastante surpreendente; acho que é o rali de onde tenho mais memórias! Nessa altura, o rali era muito diferente, tendo a especial mais longa 120 km de extensão, sendo que todos tínhamos um helicóptero a voar sobre os nossos carros, para nos anunciar sobre toda a vida selvagem de que nos aproximávamos ao longo da especial. Agora é muito diferente, mais como um típico rali do WRC, pelo que é mais fácil corrê-lo desta forma, mas a diferença para mim, em comparação com Portugal, é que não tenho experiência dessas especiais. É sempre muito mais complicado quando se chega a um rali de que nunca antes se fez as especiais, pelo que não vai ser fácil, mas estou muito feliz por lá estar.”

    O famoso rali em pisos de terra, com etapas desenhadas nas imediações do Lago Naivasha, bem como nas áreas florestais a norte da região, regressou ao WRC em 2021 após uma ausência de 19 anos. Saldou-se por um sucesso universal, repleto de ação e com travessias de cursos de água, saltos e até contactos com a vida selvagem, tornando-o num dos mais icónicos ralis do calendário.

  • Isaac Portela: “Em Alitém queremos medir forças com os R2 mais recentes e vencer o Desafio Kumho!”

    Será aos comandos do Citroen C2 com que habitualmente correm em asfalto que o piloto leiriense navegado por Duarte Susano estará na edição 2022 do Rali Alitém. Vencer e pontuar forte nas contas do Desafio Kumho Terra é o objetivo principal.

    Para já uma novidade: a dupla alinhará em Alitém com o Citroen C2 com que novamente só competem em provas de asfalto. O C2 preparado especificamente para terra ainda está “indisponível, pois estamos a reparar com todo o cuidado o motor. Por isso, a equipa teve de envidar esforços redobrados para alterar o C2 de asfalto para terra, mas devíamos este nosso sacrifício ao nosso grande amigo Hélder Costa, grande mentor da prova e que merece que estejamos presentes”, referiu Isaac Portela.

    A prova não conta para o Campeonato Promo de Ralis, onde estão centradas as atenções competitivas de Isaac Portela, mas está incluída no 5º Desafio Kumho Portugal.

    Como tal, o piloto de Leiria afirma que “encaramos o rali sem grande pressão de resultados, mas com um enorme compromisso com o cronómetro, pois se podermos ganhar não iremos facilitar”, até porque “a prova conta para o Desafio Kumho e queremos reforçar a nossa ambição de vencer o Desafio Terra na Divisão 2”.

    Isaac Portela tem outro foco nesta prova: “vamos aproveitar para medir forças com carros bem mais recentes como é o caso dos Peugeot 208 e ver onde nos situamos face a eles”.

    A estrutura competitiva do Rali Alitém 2022 incluiu duplas passagens pelas especiais de São Simão de Litém e Santiago de Litém terminando com mais uma dupla ronda na Super Especial de Pombal. No total serão 57,34 quilómetros contra o cronómetro, totalmente disputados no sábado, dia 28 de maio.

  • Hélder Miranda suplantou a dureza do Rali de Portugal

    Uma vez mais, o piloto de Cabeceiras de Basto logrou chegar a Matosinhos não sem que tivesse enfrentado quatro dias de extrema dureza, num rali onde os pneus Kumho foram um forte aliado para que lograsse conquistar o pódio na categoria RC4.

    Foi uma verdadeira saga a participação de Hélder Miranda e Hugo Pereira na edição 2022 do Vodafone Rali de Portugal. Ao longo dos quatro dias de prova, a dupla do Renault Clio RS R3T viu-se submetida a um desafio que, a espaços, se transformou num verdadeiro calvário.

    E tudo começou logo no arranque, que aconteceu na quinta-feira em Coimbra: “não tenho palavras para a desilusão com a organização. Fizemos a Super Especial à meia-noite (!), sem público e ainda com o desrespeito de já terem retirado toda a publicidade do rali, como se nós nã fizéssemos parte da prova. Inaceitável!”.

    A etapa de sexta-feira, quase integralmente percorrida no centro do país, revelou-se um “osso duro de roer”. O piloto destaca “o facto de termos passado nas classificativas com o piso já totalmente destruído. Depois, por a organização não ter tido sensibilidade para perceber que tinha de dar um tempo maior entre partidas, andamos sempre a sofrer com o pó de outros concorrentes mais lentos. Mesmo assim e tendo os pneus Kumho como um forte aliado, conseguimos suplantar todas as armadilhas e rumamos a Lousada com o carro em boas condições e cientes de que tínhamos feito um bom trabalho”.

    E seria já na Super Especial realizada na Pista da Costilha que aconteceria o pior. Como explica o piloto, a passagem por Lousada “estava a correr bem, a divertir-nos quando no salto, aterramos mal e partimos a blindagem do motor e os radiadores. Não pudemos regressar pelos próprios meios à Exponor. Fomos de reboque e felizmente a equipa da CRN foi fantástica e pudemos estar à partida da etapa de Sábado, já em Super Rali”.

    Os dias de sábado e domingo viram a dupla a rodar sem problemas, com um bom ritmo, destacando Hélder Miranda “os troços magníficos que fomos percorrendo. Destaco, obviamente, Cabeceiras, pois é sempre incrível correr perante os nossos conterrâneos, amigos e família e sinto muito orgulho pela classificativa ser espetacular e estar num estado perfeito!”. Hélder Miranda e Hugo Pereira terminaram assim mais um Rali de Portugal, almejando serem segundos nas contas do Grupo RC4, sextos entre os portugueses e terminando dentro do Top 40 da geral.

    O piloto fez um rescaldo “muito positivo da nossa exibição. Estamos felizes com o que conseguimos fazer no rali e, obviamente, agradecidos por todo o apoio que sentimos ao longo da prova”, não deixando, no entanto, de “lamentar a falta de respeito que, uma vez ais, a organização teve. Desorganização na Exponor, quando a prova ainda estava a decorrer e sermos forçados a passar no pódio sem receber o troféu dos RC4, transformando um momento protocolar num simples desfile”.

  • Luís Morais conquista pódio com exibição de grande nível no Rali de Portugal

    Estreando a seu lado Paulo Silva, o talentoso piloto de Lousada rubricou uma performance onde à intensidade aliou a inteligência tática, ultrapassando a extrema dureza da etapa onde se decidiu a competição reservada ao campeonato de Portugal de Ralis Duas Rodas Motrizes e à Peugeot Rally Cup Ibérica.

    Se dúvidas houvesse sobre o talento e a garra de Luís Morais, estão desfeitas. O lousadense não se deixou intimidar nem pelo facto de ser a sua estreia absoluta no “Melhor Rali do Mundo”, nem pelo autêntico “inferno” em que se transformaram as especiais em terra do centro do país, palco da 1ª etapa do Vodafone Rali de Portugal 2022.

    Pela frente Luís Morais e Paulo Silva, que iniciaram na prova do ACP a sua parceria, tinham 9 especiais, num total de cerca de 125 quilómetros. O arranque deu-se em Coimbra, com uma Super Especial de 2,8 quilómetros, tendo a dupla optado por “uma toada calma e que não nos fizesse cometer qualquer erro, que pudesse arruinar a prova”, assinando apenas o 5º tempo nas contas do Campeonato de Portugal de Ralis Duas Rodas Motrizes, nada que preocupasse o piloto, pois tinha consciência de que “a jornada de sexta-feira seria muito exigente. Ficamos logo com essa ideia nos reconhecimentos dos troços e tínhamos perfeita noção de que esta iria ser uma prova onde a inteligência tática ditaria o resultado”.

    A ronda matutina de sexta contava com uma primeira passagem pelas especiais de Lousã, Góis e Arganil e a sequência dura que provocaria muitas mossas na caravana, foi galgada por Luís Morais num ritmo cada vez mais em crescendo, embora sempre respeitando os limites impostos, para prevenir males maiores.

    4º na Lousã, naquele que seria o troço ainda em condições mais aceitáveis, o lousadense logrou ultrapassar a dureza extrema dos 19,33 kms de Góis, assinando o segundo melhor tempo, algo que o deixou “muito feliz. A classificativa estava totalmente destruída por todos os quatro rodas motrizes que nos antecederam. Pedra, muita pedra solta, regos fundos e ainda tivemos de enfrentar muito pó, que dificultou a visibilidade. Fizemos um excelente trabalho com as notas e o ritmo foi bom, mas sofremos muito”, com o “calvário” a continuar nos 18,72 kms de Arganil. Esta especial “pouco melhor estava do que a anterior e continuamos a sofrer com o pó. Felizmente, conseguimos andar bem e o terceiro tempo no fecho da ronda foi um bom premio para o nosso esforço”.

    Luís Morais e Paulo Silva regressavam assim ao reagrupamento já no 3º lugar do CPR 2RM, o que os motivava para a segunda ronda pelos três troços cronometrados, a que se juntaria ainda a única passagem por Mortágua e o desfecho da etapa em Lousada, no Eurocircuito da Costilha.

    Reconhecidamente lutador, Luís Morais partiu ao ataque na segunda seção e a sua exibição subiu ainda mais uns patamares. Foi o segundo mais rápido em Lousã 2 e nas duas mais duras especiais, Góis 2 e Arganil 2, o piloto de Lousada venceu, reduzindo a sua diferença para o 2º colocado para 20,3 segundos, reduzindo a mesma em quase um minuto apenas nessas três especiais! Como tal, Luís Morais e Paulo Silva preparam-se para “atacar em Mortágua, até porque era a Power Stage e dava pontos extra. Sabíamos ser difícil chegar a segundo, mas o andamento que estávamos a demonstrar indicava que era possível!”.

    Só que aí veio o balde de água fria. Um acidente de um concorrente anterior, fez a organização neutralizar a especial e, aí, como diz o piloto, “já nada havia a fazer. 20 segundos seria impossível de recuperar na Super Especial em Lousada e, como tal, aproveitamos para desfrutar da receção que tivemos na minha terra e dar espetáculo para os milhares presentes no circuito”, assumindo o piloto que “foi uma emoção tremenda estar perante as nossas famílias, os nossos amigos e conterrâneos a correr na Costilha integrado no Rali de Portugal e logo a comemorar o segundo pódio da temporada!”.

    O 3º lugar nas contas do CPR2RM foi ainda reforçado por um excelente 5º posto nas contas da Peugeot Rally Cup Ibérica, recolhendo assim preciosos pontos e subindo nas tabelas classificativas das duas competições, considerando Luís Morais que “esta época de estreia tem tido os seus momentos mais difíceis, mas está a exceder as minhas expectativas e quer eu, quer o Paulo, estamos muito motivados para tentar ainda melhorar mais nas provas que se seguem!”.

  • Quebra de transmissão forçou abandono de Iago Gabeiras no Rali de Portugal

    A dureza excessiva da etapa inaugural da prova, palco da discussão de mais uma prova da Peugeot Rally Cup Ibérica, fez ceder uma transmissão do 208 Rallye4 do jovem piloto galego, forçando-o a abandonar na segunda passagem pela especial da Lousã.

    A discussão da Peugeot Rallye Cup Ibérica estava confinada ao percurso da 1ª etapa do Rali de Portugal, que se iniciava o fim-de-tarde de quinta feia e se prolongava por todo o dia de sexta. A cidade de Coimbra foi palco do arranque oficial e da Super Especial de abertura da prova. Perante mais de 20 mil espetadores, Iago Gabeiras optou por “um andamento cauteloso, sobretudo focado em não cometer erros.  Fizemos tudo bem e acabamos por fazer um bom tempo”, que colocou o piloto galego na segunda posição da Copa.

    O dia de sexta prometia muita dureza, com 7 especiais e mais uma Super Especial de fecho, num total de mais de 120 quilómetros contra o cronómetro.

    Nos 12,03 kms da primeira passagem pela Lousã, Iago Gabeiras e Néstor Casal continuaram a apostar “num andamento controlado. Tentando ter um ritmo sólido e sempre dentro dos limites Não tínhamos certezas sobre como estaria o piso da classificativa, nem sobre qual o ritmo que os nossos adversários iriam impor”.

    Mas, o cronómetro não enganou e novo segundo melhor tempo, colocou a dupla na liderança da Copa, com 2,5 segundos de vantagem sobre os mais diretos perseguidores, provando que estavam no rali de Portugal para discutir o triunfo

    O desafio seguinte provou ser o mais duro que a prova tinha para oferecer nesta edição de 2022. A classificativa de Góis estava muito degradada praticamente ao longo de toda a sua extensão (19,33 kms), com especial destaque “para a parte inicial, onde o piso estava completamente destruído, tendo optado por rodar muito abaixo do limite, pois a mecânica estava sofrendo muito”, explica Iago Gabeiras que depois, ainda enfrentou outro problema: “a partir de metade da especial, apanhámos sempre muito pó, levantado pelos concorrentes anteriores e fui forçado a reduzir o andamento, impossibilitando-me de andar entre os da frente”.

    Como resultado, Gabeiras fez apenas a 5ª melhor marca e caiu para a mesma posição na geral da Copa, antes da terceira e última especial da ronda inicial de sexta-feira, Arganil, com 18,72 kms.

    E o pesadelo continuou. Logo após os quilómetros iniciais, voltou “o mesmo problema. A partir do quarto quilómetro, começamos a rodar no pó dos outros concorrentes e era impossível impor um ritmo rápido, que nos permitisse estar entre os melhores. Foi um inferno. Ora andávamos cem metros sem pó, ora entravamos numa nuvem de poeira em que não víamos um metro à nossa frente. Tivemos uma pequena saída de estrada e, a partir de certo ponto, fomos com toda a cautela, tentando sobreviver!”.

    Mesmo assim, Iago Gabeiras e Néstor Casal lograram estabelecer novamente a quinta melhor marca, mantendo o Peugeot 208 Rally4 da The Racing Factory no 5º lugar das contas particulares da Peugeot Rallye Cup Ibérica, no fecho da secção.

    Para a parte da tarde, o rápido piloto galego queria “forçar o andamento e atacar. Tínhamos de recuperar tempo e posições para, pelo menos, tentar chegar ao pódio. Chegamos à Lousã e mal partimos, percebemos que o piso estava totalmente destruído. Não fizemos nem 400 metros, pois a transmissão cedeu, depois de tanta pancada que apanhou ao longo das classificativas!”. Foi um desfecho inglório e injusto, com esta desistência a representar “mais uma prova sem pontos. Estamos muito tristes. Este Rali de Portugal foi um dos mais duros que alguma vez fiz. Agora, resta-nos seguir em frente e dar tudo para vencer já na próxima prova!”, que acontecerá nos dias 17 e 18 de junho. Será o Rali de Ourense, primeira prova em asfalto da época.