Decorreu no passado domingo, no Fórum Castelo Branco a apresentação da dupla albicastrense que irá competir no Campeonato Português de Ralis. Pedro Silva e Roberto Santos irão estrear-se no patamar mais elevado da competição de ralis a nível nacional e levarão o seu Peugeot 208 R2 com as referências do distrito, por terras de Portugal.
No decorrer do evento, ambos demonstraram a sua satisfação pela confiança depositada pelos seus parceiros e garantiram que tudo farão para dignificá-los: “ É com enorme orgulho e entusiasmo que partilhamos com todos as cores para 2022 e anunciamos todos aqueles que tornaram este projeto possível. Representar o nosso distrito é uma verdadeira responsabilidade mas também uma elevada honra.” , destacou o jovem piloto de Vila Velha de Rodão.
Pedro Silva reforça “O apoio que temos recebido tem sido fantástico e isso motiva-nos bastante! Sabemos que vamos ter uma época desafiante pois em termos de carro estamos claramente em desvantagem mas o que conta são os resultados finais. Tudo faremos para dar luta aos nossos adversários diretos e alcançar as melhores posições”. O primeiro passo para a concretização deste sonho está dado, agora é focar as atenções já na primeira prova. A estreia será no Rally Serras de Fafe e irá para a estrada já nos próximos dias 11 e 12 de Março. Este início de campeonato é feito em pisos de terra e espera-se altamente exigente”.
A Ford está de volta à ação nos grandes palcos nacionais com o Ford Fiesta Rally3 pilotado pela dupla Daniel Nunes/Nuno Mota Ribeiro. Uma temporada que arranca ao melhor nível, com a presença na prova de abertura do Campeonato Europeu FIA de Ralis e Campeonato Portugal de Ralis, o Rally Fafe Felgueiras Cabreira e Boticas, dias 11 e 12 de março.
Um exigente evento disputado em pisos de terra que se assume como um palco de excelência para exibir as potencialidades do Ford Fiesta Rally3, conforme destaca o piloto Daniel Nunes: “Estamos muito satisfeito por começar a época num rali de referência mundial. Um ano em que o Ford Fiesta Rally3 surge com as mais recentes atualizações da M-Sport, o que aumenta os nossos níveis de confiança para um bom resultado. Encaramos por isso este primeiro desafio com grande motivação, focados em fazer uma boa prova e em proporcionar ao muito público presente, e que já aguarda com expectativa a passagem do Fiesta Rally3, um grande espetáculo.”
Um entusiasmo partilhado pelo navegador Nuno Mota Ribeiro, que sublinha a boa adaptação do Ford Fiesta Rally3 aos pisos de terra: “O rali disputado na região de Fafe é um marco na competição. Uma prova conhecia pela exigência dos pisos de terra e onde a meteorologia pode ter uma importante preponderância para o resultado final. Da nossa parte, esta é a superfície que mais beneficia as características do Ford Fiesta Rally3 e acreditamos que será um rali onde podemos voltar a surpreender a concorrência.”
A presença no Rally Fafe Felgueiras Cabreira e Boticas dá luz verde à temporada desportiva da equipa Ford e será também o primeiro contacto da dupla Daniel Nunes/Nuno Mota Ribeiro com as mais recentes evoluções do Fiesta Rally3. O modelo apresenta agora um restritor de 31mm, em virtude das alterações regulamentares, que garante um aumento de 20 cv, com a potência final a estabelecer-se nos 235 cv. Por outro lado, o Ford Fiesta Rally3 surge com novas atualizações na centralina, o que confere maior eficácia na entrega e distribuição de potência às quatro rodas motrizes.
O Rally Fafe Felgueiras Cabreira e Boticas, prova de abertura do Campeonato Europeu FIA de Ralis e Campeonato Portugal de Ralis tem início sexta-feira, dia 11 de março, com a 1ª Secção, que compreende o Shakedown (3.04 km) às 16h30 e a Super Especial de abertura da prova, Fafe SSS1 (1.47 km), com início às 21h08. No sábado, dia 12 de março, os concorrentes arrancam às 07:20 do Parque Fechado, situado no Parque da Cidade, para a 2ª Secção da prova, composta na parte da manhã por um total de 4 especiais – Boticas 1 (15.05 km), Cabeceiras de Basto 1 (10.84 km), Vieira do Minho 1 (16.93 km) e Luilhas 1 (11.86 km) -, que terminam com o reagrupamento às 12:59 na Feira Velha, na Praça Mártires do Fascismo. Da parte da tarde tem lugar a segunda passagem pelas 4 especiais da manhã, com os concorrentes a darem entrada em Parque Fechado às 20:25. O exigente Rally Fafe Felgueiras Cabreira e Boticas tem um total de 9 especiais e 109.36 quilómetros cronometrados.
São 17 as duplas que se perfilam para iniciar a PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA 2022, uma Temporada 5 que voltará a apostar numa mistura entre novos valores da disciplina e outros com provas dadas, registando-se até o regresso de ex-Campeões da copa, quer Pilotos, quer Navegadores, numa composição de equipas de ambos os lados das fronteiras ibéricas e também de representantes da América do Sul.
Todos pretendem suceder a Alejandro Cachón / Alejandro ‘Jandrin’ Lopez , preparando-se para um calendário de seis provas icónicas, dos nacionais de ralis de Portugal (três em terra) e Espanha (três em asfalto), incluindo eventos do Europeu e do Mundial de Ralis da modalidade.
Companheiro na luta pelos melhores tempos nos troços e pelos lugares de pódio será, pelo terceiro ano consecutivo, o fiável e robusto PEUGEOT 208 Rally4, proposta competitiva que é evoluída com as mais recentes especificações, e que irá encher de emoção as especiais de classificação daqueles seis ralis, contribuindo para a conquista de um muito aliciante pacote de prémios. Coorganizado pela PEUGEOT Portugal e PEUGEOT Espanha, com o apoio da Sports & You, o especial destaque deste troféu de ralis de referência na Península Ibérica vai para o Grande Prémio Final, único e de sonho, a atribuir à dupla que se sagrar Campeã: um programa de ralis em 2023 em Espanha ou em Portugal ou mesmo no ambiente do Europeu de Ralis.
Suportando a transição energética inerente à evolução da marca PEUGEOT e sublinhando o seu compromisso para com o desporto automóvel, alguns dos ralis da PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA 2022 irão contar com um PEUGEOT e-208 100% elétrico, participando como “Carro de Segurança”, em apoio às respetivas organizações, abrindo os troços antes da passagem dos concorrentes.
Ernesto Cunha e Rui Raimundo estão de regresso ao Campeonato de Portugal de Ralis 2RM, numa reforçada aposta no Peugeot 208 Rally 4 e com planos para realizar todas as provas do CPR, apoiados pela estrutura da The Racing Factory.
Depois da conquista do Vice-Campeonato nas Duas Rodas Motrizes em 2021 e da habitual pausa desportiva, a EFC Rally Team está de volta aos pisos de terra do Rali Serras de Fafe-Felgueiras-Cabreira e Boticas. O arranque da competição acontece já no dia 11 de março e a equipa aponta para a vitória num Campeonato que se espera competitivo.
“É sempre bom voltar aos comandos do 208 Rally 4, um carro que já vou conhecendo bem, mas que continua a surpreender com a sua fiabilidade e performance. Será mais uma época para extrair o nosso melhor desempenho enquanto equipa no CPR 2RM e lutar pela vitória”, começa por referir o piloto. O desafio no primeiro rali é acrescido, uma vez que a dupla irá participar na prova do European Rally Championship, que acumula um total de cerca de 196 quilómetros cronometrados e uma extensa lista de inscritos com mais de 70 equipas.
Ernesto Cunha indica também que a participação em provas do ERC constitui uma motivação importante para a equipa e que é um fator fundamental na aquisição de ritmo competitivo logo desde os primeiros quilómetros: “Não nos vamos distrair do foco no campeonato, mas vamos aproveitar para medir forças com os pilotos mais rápidos, no ERC em Fafe e Açores e nas provas coincidentes com a Peugeot Rally Cup Ibérica.” A equipa já realizou testes de desenvolvimento de condução e melhoria de afinações do carro, que se revelaram bastante positivos.
A partida oficial do rali irá acontecer na sexta-feira à noite com uma Super Especial urbana no centro de Fafe e só termina no domingo com os 14,8 quilómetros da Power Stage da Lameirinha.
Armindo Araújo e Luís Ramalho estão a poucos dias de iniciar a temporada de 2022 do Campeonato de Portugal de Ralis e preparados para o arranque do Rali Serras de Fafe Felgueiras Cabreira e Boticas, a prova de abertura do calendário nacional, elegível também para o Campeonato Europeu de Ralis.
Após os testes de pré-temporada, a dupla do Škoda Fabia Rally 2 preparado pela The Racing Factory, encontra-se muito motivada para o regresso à competição e confiante em começar da melhor forma o CPR de 2022. “Estamos quase a iniciar um novo campeonato e preparados para voltar a lutar pelas vitórias e pela conquista do título absoluto esta temporada. Fizemos dois testes de preparação para esta prova e estamos confiantes em começar o ano com um bom resultado”, começa por dizer Armindo Araújo.
Numa prova que terá duas etapas, mas que apenas contará a primeira para o Campeonato de Portugal de Ralis, o piloto de Santo Tirso tem bem delineada a estratégia para o rali organizado pela Demoporto. “Este ano, à imagem do que acontece em outros ralis internacionais, apenas a primeira etapa será pontuável para o CPR. Teremos, por isso, que centrar em primeiro lugar as nossas atenções para essa luta e dividirmos em duas partes distintas esta prova. O nosso principal objetivo é conseguir o maior número de pontos possíveis para as contas nacionais e é esse o grande foco. Sabemos que os nossos adversários estarão igualmente fortes, mas esperamos terminar o dia de sábado com uma vitória”, afirma o hexacampeão nacional.
Pontuável para o Campeonato Europeu de Ralis, o Rali Serras de Fafe contará ainda com a etapa de domingo, e para o líder do Team Armindo Araújo/The Racing Factory, este é, sem dúvida, um tónico extra para o arranque de mais uma temporada. “No ano passado terminamos no pódio do Europeu e queremos obviamente repetir um bom resultado ao nível do ERC. Depois de alcançarmos a nossa primeira meta, podemos, na segunda etapa, medir forças em termos de classificação geral sabendo, de antemão, que uma boa classificação poderá, de alguma forma, estar condicionada pela estratégia que teremos de usar no primeiro dia. Uma coisa temos a certeza. Vamos para este rali com fortes ambições e na máxima força”, conclui Armindo Araújo.
O Rali Serras de Fafe Felgueiras Cabreira e Boticas terá início na tarde de sexta-feira com a disputa dos treinos livres e qualificação, que antecedem a Super Especial marcada para o centro de cidade de Fafe, prevista para as 21h08m. No dia de sábado dupla passagem por Boticas (15,05 km); Cabeceiras de Basto (10,84 km); Vieira do Minho (16,93 km) e Luílhas (11,86 km), formam a estrutura da 1ª Etapa, estando reservadas para domingo, duas incursões às classificativas de Montim (8,73 km); Seixoso (9,97 km); Sta Quitéria (9,18 km) e Lameirinha (14,83 km).
Dois Skoda Fabia Rally2 Evo preparados pela casa de Aguiar da Beira vão enfrentar os primeiros desafios do Campeonato de Portugal de Ralis em troços carismáticos e exigentes, que abrem também o FIA ERC 2022, agora com o mesmo promotor do WRC. A região do Minho vai estar em foco para os primeiros indicadores competitivos, onde Miguel Correia/Jorge Carvalho e Paulo Neto/Vítor Hugo vão lutar pelos melhores resultados.
Com Jorge Carvalho no banco do lado do Skoda, o piloto de Braga aposta num ano positivo, começando o campeonato com o pé direito. Cada vez com maior confiança, Miguel Correia pretende pôr em prática tudo o que aprendeu.
“É entusiasmante começar o campeonato com duas provas pontuáveis para o ERC. Vamos para Fafe com a moral em alta para dar início a um campeonato novo, com o máximo entusiasmo e vontade para superar resultados e adversários. Este poderá vir a ser o tal campeonato, pois é o segundo ano consecutivo com o mesmo carro, para tentar subir o degrau que ainda não subimos, tentando pôr em prática, tudo aquilo que aprendi. Há boas perspetivas e pretendemos entrar com o pé direito, e a fundo com o mesmo pé”, gracejou Miguel Correia.
Paulo Neto e Vítor Hugo vão estrear no CPR um Skoda Fabia Rally2 Evo, um carro novo e bem testado no asfalto do recente Rali das Camélias. Agora, com um novo desafio em pisos de terra, o piloto pretende ficar perto dos lugares da frente.
“É tudo uma questão de habituação. Existem algumas diferenças em relação ao carro do ano passado, essencialmente nas passagens de caixa e nas travagens. Temos de continuar dentro do mesmo espírito e, depois dos primeiros testes em terra, até pode ser que a adaptação seja boa. Lamento apenas partir para esta prova demasiado atrás. Acho que não faz sentido e, por uma questão de equilíbrio, penso que devia haver mais preocupações nesse aspeto. É a primeira prova do ano e vamos apontar para ficar perto dos cinco primeiros do CPR”, disse Paulo Neto.
O habitual empenho e profissionalismo da equipa de Aguiar da Beira volta a estar presente para o arranque do Campeonato de Portugal de Ralis. Lutar pelos melhores resultados dos seus pilotos é sempre o principal objetivo.
“É sempre entusiasmante, e um grande desafio, começar um novo campeonato. Todos os elementos da nossa equipa estão empenhados em proporcionar as melhores condições aos nossos pilotos e, este ano em Fafe iremos começar uma nova temporada, que espero venha a ser bastante positiva. Começar o CPR com uma prova do europeu de ralis, não deixa de ser um desafio interessante. Como sempre, estamos confiantes”, afirmou Augusto Ramiro.
A prova inaugural do Campeonato de Portugal de Ralis começa na próxima sexta-feira com uma super-especial no centro de Fafe, com o prato forte do CPR a ficar centrado no sábado e a prova a terminar no domingo em termos do ERC.
O líder da The Racing Factory (TRF) quer recuperar o título nacional de ralis com Armindo Araújo, voltar a vencer com Miguel Nunes na Madeira e melhorar os resultados dos pilotos da equipa no ERC. Desvenda ainda os planos da equipa para entrar na velocidade e no todo-o-terreno, anunciando a vontade de estar no Mundial de Ralis daqui a dois anos.
Nascida em 2018, a TRF tem-se assumido com uma das mais bem-sucedidas estruturas técnicas portuguesas dedicadas em exclusivo ao desporto motorizado. Sediada em S. Paio de Oleiros, no concelho de Santa Maria da Feira, estreou-se na época de 2019 vencendo, por equipas, o Campeonato Nacional de Todo-o-Terreno/SSV. No início de 2020, inaugurou as atuais instalações e, desde aí, vincou bem o seu espírito ganhador.
Num curto período de tempo, a TRF contribuiu já para a conquista de vários títulos, entre eles o Campeonato de Portugal de Ralis de 2020, com Armindo Araújo e o Campeonato da Madeira de Ralis de Coral 2020 e 2021, tendo Miguel Nunes como piloto de serviço. Em termos internacionais, o espanhol Pep Bassas levou um Peugeot 208 Rally4 preparado pela TRF ao 2º posto no ERC3.
E quem é Aloísio Monteiro?
Um autêntico “globetrotter”. Dividindo a sua base familiar e de trabalho pelas cidades do Porto e de Detroit, dedica-se de corpo e alma à família e ao portfólio de negócios que lidera, salientando-se a sua imensa experiência global enquanto gestor de topo na indústria automóvel. Alia essa trajetória de sucesso na indústria ao seu amor ao Motorsport. A sua ligação surge desde bem cedo, participando em eventos de motociclismo, ralicross, todo-terreno e ralis.
Em 2008, participou em seis ralis, como navegador de Manuel Inácio num Citroen C2 GT, passando no ano seguinte a navegar Miguel Campos num Renault Clio R3, piloto com quem se manteve em 2010 num Ford Fiesta S2000 e onde se consagra campeão nacional. Em 2015 passou para o volante de uma viatura de ralis. Aloísio Monteiro, navegado por Sancho Eiró, participou em três provas ao volante de um Renault Clio R3. Em 2016 inicia a sua primeira experiência além-fronteiras, competindo na Clio R3T Iberian Trophy, onde, no ano seguinte, se sagrou vice-campeão.
Dois anos depois, aos comandos de um Škoda Fabia R5, aposta na sua primeira experiência no European Rally Championship, onde se mantém até aos dias de hoje, já ao volante de um Škoda Fabia Rally2.
E, no início de mais uma época, fomos falar com o líder da The Racing Factory para conhecer os planos da estrutura para 2022.
Aloísio Monteiro não esconde que “voltaremos a ter objetivos muito ambiciosos nos ralis. Estaremos em várias frentes e com um único foco: vencer. Para além de queremos renovar o título madeirense pelo terceiro na consecutivo, é nosso propósito e dever lutar para vencer nas frentes em que, em 2021, tudo fizemos para triunfar, mas não conseguimos. E isto vale tanto para o panorama nacional como para as competições internacionais”.
O naipe de pilotos que confiam na estrutura aumentou para 2022. A Armindo Araújo, Pep Bassas, Miguel Nunes, Rafael Botelho, Ernesto Cunha, Juan Carlos Alonso e ao próprio Aloísio Monteiro, juntaram-se, até ao momento, Pedro Almeida, Paulo Roque, Yago Gabeiras e Alex Espanhol, bem como outros dois pilotos estrangeiros que farão ralis esporadicamente.
Mas isso não forçou a TRF a “grandes alterações na gestão e na área técnica. No entanto, apostamos em acrescentar à nossa equipa alguns elementos novos para gestão de alguns novos projetos e para que os nossos serviços seja cada vez mais capazes de proporcionar tudo o que é necessário”.
O homem forte da TRF defende que “quando nos apresentámos no mercado, quisemos marcar a diferença, contruindo uma estrutura com recursos humanos, técnicos e logísticos capazes de desenvolver atletas de alto rendimento nesta área, numa perspetiva de 360 graus, trabalhando com os pilotos na sua gestão de carreira, abordando aspetos tão diversos mas complementares, como a busca de patrocínios, gestão da imagem e redes sociais, gestão física , mental , profissional , espiritual e alimentar e, obviamente, coaching de melhoria da sua performance como piloto”.
Como tal, não esconde que “tenho a noção de que esta abordagem nunca poderia ser feita tendo o mercado português como único destino. Por isso e desde o primeiro momento que quisemos internacionalizar, mesmo para fora da Europa e estamos cientes que a breve prazo teremos pilotos apoiados por nós provenientes do Médio Oriente, da Ásia e da América do Sul. O futuro da TRF e risonho e iremos cumprir toda a nossa ambição continuando a fazer jus ao nosso cognome de Fábrica de Campeões!”.
Voltando a 2022 e quando questionado se assume também a candidatura ao título principal no ERC, o líder da equipa portuguesa “diz “que esse é um objetivo que queremos concretizar no futuro.Tínhamos um plano estruturado a 3 anos, juntamente com o Rally Team Spain, para levar o Pep Bassas até ao topo do ERC. A The Racing Factory esforçou-se muito em 2021 e os bons resultados alcançados permitiam pensar que o projeto teria tudo para vingar. Na sequência, começamos a trabalhar arduamente para 2022 e, quando tudo estava alinhado, na semana passada recebemos um email a informar que a ligação da equipa espanhola tinha terminado, sem mais nenhuma explicação. Lamentamos o esforço, dedicação e trabalho que dedicamos ao Rally Team Espanha. Só me resta no futuro aprender que com este tipo de pessoas não se deve traçar projetos desta natureza!”.
A TRF tem sido casa de sucesso para pilotos portugueses e estrangeiros de ralis. Essa confiança internacional advém, diz Aloísio Monteiro, do modelo de trabalho da estrutura: “neste sector de mercado, como sempre referi, as estruturas portuguesas são referência pela qualidade de serviço e pelos técnicos cujo talento é elevado. Pilotos e equipas cada vez mais vão buscar as melhores soluções de acordo com os objetivos que traçam. E escolhem as estruturas de assistência e apoio técnico independentemente da sua localização. Por outro lado, e dada a nossa estratégia, temos de estar preparados para proporcionar um trabalho de alta qualidade a todos, sabendo que hoje teremos pilotos de ponta portugueses como o Armindo Araújo, mas que amanhã podemos vir a ter um jovem da China ou de outra latitude!”.
Por outro lado, o homem forte da TRF realça que “as estruturas como a nossa não podem ter o cerne do seu foco apenas nos pilotos. Estamos num momento de grande mudança tecnológica e no futuro próximo a nossa competitividade vai também ser posta a prova quanto à capacidade de investimento que advém da introdução de novas soluções, como os carros híbridos e elétricos na competição. Rigor e disciplina financeira serão fundamentais para assegurar capacidade para podermos enfrentar os investimentos que nos serão colocados. E vamos estar prontos para isso!”.
Voltando a 2022, os ralis vão continuar a ser o “prato principal” da atividade da TRF. Mas a época que agora se inicia traz uma novidade. Aloísio Monteiro confirma que “vamos estar na velocidade. Adquirimos um Porsche 997 GT3 Cup e competiremos na Porsche GT3 Cup Portugal e, tudo indica, no Campeonato de Portugal de Velocidade, com dois pilotos, estando ainda a decorrer o processo de seleção. O projeto esteve para arrancar na época passada, mas a situação pandémica e a necessária contenção económica, forçou-nos a adiar para este ano a nossa entrada na modalidade”. A expansão irá ter continuidade. 2023 será o ano em que, segundo Aloísio Monteiro, a The Racing Factory “entrará novamente no Todo-o-Terreno e, desta feita, de forma muito intensa. E também aqui, a ambição é internacional. Queremos estar presentes em várias frentes, incluindo no Dakar, pois é nosso propósito estar na prova máxima da modalidade em 2024!”.
O Rallye Serras de Fafe-Felgueiras-Cabreira e Boticas marcará o arranque oficial da época para a dupla constituída por Ricardo Filipe e Fernando Almeida. Os algarvios voltam a apostar no Ford Fiesta R5, preparado pela Racing4You.
Fazendo um pouco de história sobre a carreira de Ricardo Filipe, é sólido afirmar que a competição sempre esteve no seu ADN. O Algarvio começou a competir nas duas rodas sem motor, participando em eventos de BTT, transitando depois para as motos, escolhendo o Motocross e o Enduro como palcos competitivos.
O salto para os automóveis, levou Ricardo Filipe a escolher “o antigo Campeonato Regional Sul de Ralis como campeonato preferencial, efetuando esporadicamente outras participações a nível nacional, com deslocações a Fafe ou a Mortágua, por exemplo”.
Em 2021, o piloto estreou o seu atual Ford Fiesta R5. Olhando para a época anterior, Ricardo Filipe considera que “acabou por ser positiva, pois fomos capazes de assumir uma aprendizagem constante. Para nós foi tudo novo, o carro, a equipa de assistência, as provas, até as notas de andamento que tivemos de ajustar ao longo do ano. No computo geral, faço um balanço positivo da época de 2021, apesar de termos iniciado com 2 desistências por motivos técnicos. Mas a última prova, em Mortágua, já nos deu outros indicadores e isso deixou-nos muito motivados para 2022”.
Para o corrente ano, o calendário do piloto louletano volta a centrar-se “nas provas de terra do CPR, excetuando os Açores, devido aos elevados custos logísticos da prova. Além disso iremos ainda participar em duas ou três provas de asfalto, para ganhar mais experiência neste tipo de pisos e uma ou outra prova extra – a definir ainda com os patrocinadores e dependente dos apoios que ainda conseguirmos obter”.
Como já destacado, o navegador será o Fernando Almeida. É para Ricardo Filipe “a escolha acertada. Já fazemos dupla desde o tempo do Regional Sul e temos trabalhado bem em conjunto”. Os objetivos são claros: “quero acima de tudo terminar as provas e tirar o máximo partido das provas em que participar. Quero igualmente capitalizar os conhecimentos adquiridos nas provas efetuadas no ano passado, dai apostarmos mais ou menos nas mesmas provas em 2022”.
Quanto a resultados, Ricardo Filipe tem “consciência que o CPR está muito competitivo, com muitos carros na categoria máxima – Rally2 – pelo que fazer um Top 10 será um ótimo resultado. Se tivermos nalguma prova a possibilidade de efetuar um Top5 ou até um pódio, isso seria excelente, mas será muito difícil”.
As dúvidas do calendário serão desfeitas quando “conseguirmos reunir o budget completo para 2022. Continuamos ainda à procura de parceiros para o nosso projeto desportivo. Independentemente disso, estamos muito motivados e o calendário já assegurado é ambicioso. Só é possível pelos apoios que já conseguimos. Quero agradecer principalmente à Olha o Cogumelo, a minha empresa, por me permitir continuar a praticar este desporto que tanto gosto, Azeite Silarca, Junta de Freguesia de Boliqueime, Bestkar – comercio de viaturas no Montijo, Domínio Binário, Pudim da TV e à One”.
Ricardo Filipe destaca ainda “a Racing4You, por todo o trabalho desenvolvido o ano passado e já este ano na preparação do carro. O seu responsável, Manuel Castro, tem sido importante na minha adaptação ao CPR, a ele o meu muito obrigado pelos conselhos e pela sua ajuda. Todos os elementos da Racing4You, sem exceção tem sido incansáveis!”.
O ex-piloto finlandês de ralis Timo Salonen vai estar presente na próxima edição do Rallye Verde Pino – Região de Leiria, que se realiza entre 8 e 10 de abril, sob a batuta do NDML-Núcleo de Desportos Motorizados de Leiria.
A carreira de Salonen no Mundial de Ralis começou com a Nissan, sobretudo em eventos de longa distância. Em 1984, contudo conseguiu ficar entre os 10 primeiros no final da temporada, levando ao convite por parte da Peugeot para ingressar na equipa oficial da marca francesa em 1985. Começou por ter um papel secundário com a presença de Ari Vatanen, mas depressa provou a sua capacidade de condução e liderança, especialmente após o quase fatal acidente de Ari na Argentina.
Venceu o Campeonato do Mundo e manteve-se na Peugeot em 1986, terminando atrás do Lancia Delta de Markku Alén e do seu companheiro de equipa Juha Kankkunen. Salonen mudou-se para a Mazda, conseguindo uma vitória no mítico Rali da Suécia em 1987.
O seu último rali foi em 1992, no Rali de Portugal com um Mitsubishi Galant VR-4, até regressar em 2002 no Rali da Finlândia. Conseguiu com o seu Peugeot 206 WRC o 14º lugar da geral.
Também enveredou no mundo do Todo-Terreno nos anos 90, sendo um dos pilotos oficiais da Citroen, aos comandos de um ZX Rallye-Raid, em várias edições do Rali Dakar.
Rally Serras de Fafe-Felgueiras-Cabreira e Boticacom lista de 53 inscritos na prova do ERCNúmero total vai superar os 70 participantes com a inclusão dos pilotosdo Campeonato de Portugal cuja prova decorre apenas no dia de sábado.
Mais de meia centena de inscritos na prova do ERC (European Rally Championship), de entre os quais 14 são portugueses, deixam antever uma edição espetacular do Rally Serras de Fafe-Felgueiras-Cabreira e Boticas, nos próximos dias 11, 12 e 13 do mês em curso, na abertura da época. A esse número haverá que acrescentar quase duas dezenas de pilotos do Campeonato de Portugal de Ralis, cuja lista apenas será divulgada esta quinta-feira, pelo que o total de inscritos no evento organizado pelo Demoporto vai ultrapassar os 70, cifra que supera todas as expetativas iniciais.
“De facto, a lista de inscritos está muito acima, quer em quantidade quer em qualidade, daquilo que esperávamos, até por ser a primeira prova do ano. Se em 2021 registamos 43 equipas do ERC, agora teremos mais uma dezena, o que significa um acréscimo de 25 por cento e, excetuando o russo Alexey Lukyanuk, estarão em Fafe, e em força, praticamente as mesmas equipas e protagonistas. Realço o facto de haver 14 pilotos portugueses inscritos no rali do ERC, o que é bastante bom, e embora no caso do Campeonato de Portugal de Ralis as inscrições ainda não tenham terminado, haverá que somar mais cerca de 20, o que para o panorama nacional será francamente bom. Portanto, o número de inscritos deixa-nos muito satisfeitos, pois se 60 já não seria mau de todo, ter um total superior a 70 equipas na lista de partida supera as nossas previsões iniciais e tudo se conjuga para que este Rally Serras de Fafe-Felgueiras-Cabreira e Boticas tenha um bom nível competitivo e apresente argumentos para entusiasmar todos quantos vão acompanhá-lo”, refere Carlos Cruz, presidente do Demoporto.
Esta quarta-feira será divulgada a lista de inscritos do Campeonato de Portugal de Ralis (CPR), cuja prova, à semelhança da Peugeot Rally Cup Ibérica, engloba apenas a super-especial (1,43 km) noturna de sexta-feira, no centro de Fafe, e as restantes classificativas (oito) de sábado, correspondentes a uma dupla passagem por Boticas (15,05 km), Cabeceiras de Basto (10,84 km), Vieira do Minho (16,93 km) e Luílhas (11,86 km).
Refira-se que o Rally Serras de Fafe-Felgueiras-Cabreira e Boticas, prova de abertura do ERC e do CPR, termina no domingo (13 março), pelas 15h47, em Fafe, e nesse último dia os pilotos fazem duas passagens pelas classificativas de Montim (8,73 km), Seixoso (9,97 km), Santa Quitéria (9,18 km) e Lameirinha (14,83 km), sendo esta última, a partir das 15H08, a “Power Stage”.