Categoria: Ralis

  • Problemas de motor no Citroen Saxo forçam Marco Ferreira a desistir no Rali das Camélias

    A edição 2022 do Rali das Camélias transformou-se numa prova atribulada para Marco Ferreira e Edgar Gonçalves. Muitos problemas ao longo da prova e uma desistência inglória a duas especiais do final.

    Logo na preparação do rali, Marco Ferreira enfrentou alguns problemas “num rali extremamente difícil e desafiador. Como tal era importante reconhecer bem os troços na sexta-feira, mas foi algo que não conseguimos cumprir como gostaríamos, e só com a ajuda dos amigos Pedro Lança e Paulo Marques foi possível passar nos troços e perceber as diferenças para 2019”.

    Por outro lado, o número atribuído pela organização “revelou-se penalizador. Apesar de termos conseguido um 15° lugar absoluto em 2019, e estarmos presentes nos campeonatos a Sul com classificações de alguma relevância, a organização decidiu atribuir-nos o número 67. Foi demasiado penalizador e vimos o nosso andamento condicionado logo na primeira PEC, ao apanharmos praticamente a meio do troço os dois concorrentes que saiam à nossa frente. Sem conseguirmos passar os carros em segurança, pois nenhum deles facilitou a ultrapassagem, contabilizámos muitos segundos perdidos e um 22º tempo à geral!”.

    E a saga continuou pois “na 2ª PEC voltamos a perder muitos segundos, mercê do tempo atribuído pela organização, pois não pudemos fazer o troço devido a um acidente com um concorrente anterior”.

    Na fase seguinte da prova, o percurso levou a equipa para a zona de Mafra, tendo pela frente “troços que, além de espetaculares, são de muito conhecimento e de ritmo, onde não conseguimos ser eficazes. Com alguma falta de confiança e com o Saxo a escorregar bastante de traseira, chegámos ao final da PEC 3 em 23° absoluto, mas já muito longe dos nossos concorrentes diretos. Restava tentar melhorar o acerto na assistência para tentar melhorar na fase final do rali!”.

    Mas a falta de sorte continua a assolar Marco Ferreira e Edgar Gonçalves. Focados em andar mais forte, até começaram da melhor forma ao saltar para dentro do top 20 absoluto, após a quarta especial. No entanto e logo a seguir, na 5ª PEC “voltamos a não ser bem-sucedidos. Foi o troço onde possivelmente cometemos mais erros, fruto de alguma desmotivação e de termos apanhado, uma vez mais, o concorrente que partia à nossa frente, já na parte final, isto apesar da organização nos ter concedido mais um minuto de diferença na partida!”.

    Era então tempo de “montar os faróis suplementares na assistência e voltar a Sintra para a dupla passagem nos Capuchos, onde íamos tentar subir na classificação, apesar da dificuldade que seria fazer pelo menos uma passagem já de noite”. Mas, logo na primeira passagem e “sem que nada o fizesse prever, e logo após o arranque, o carro perdeu potência e quase não conseguimos fazer as primeiras curvas da subida ao Palácio da Pena. Frustrados, fomos obrigados a abandonar a prova”.

    No rescaldo, Marco Ferreira não escondia “alguma desilusão por não termos conseguido cumprir os nossos objetivos e não termos feito os dois últimos troços que têm um encanto especial, quando feitos de noite. Temos que continuar a trabalhar a fiabilidade do Saxo que, ultimamente, tem-nos dado muitas dores de cabeça, e não nos permite demonstrar a nossa rapidez e concluir uma prova sem percalços”.

    O piloto de Santiago do Cacém agradeceu “a todo o público acompanhou a prova, à InsideMotor pela assistência, a todos os nossos patrocinadores e à minha família e amigos, que vieram do Alentejo para nos aplaudir nas últimas PEC’s e só viram o Saxo em cima do reboque. Prometemos, contudo, fazer os possíveis para alinharmos na primeira prova do Campeonato Start Sul de Ralis, em Portimão”.

    Quis ainda destacar “o excelente contributo do Edgar Gonçalves no fortalecimento da nossa dupla, e que apesar dos contratempos, arranja motivação e disponibilidade para que possamos estar à partida dos ralis. Queremos virar esta falta de sorte e conseguir ter sucesso nas próximas provas!”.

  • Exibição de gala leva Rui Madeira à vitória no Rali das Camélias!

    Mercê de uma exibição fabulosa, Rui Madeira e Nuno Rodrigues da Silva levaram o Mitsubishi Mirage a uma vitória tão saborosa quanto suada, numa das mais disputadas edições do Rali das Camélias.

    Diabólica. Assim foi a edição 2022 do Rali das Camélias. Três líderes diferentes e as correspondentes duas mudanças de liderança, dão conta do ritmo frenético a que se percorreram as 7 especiais de classificação da magnífica prova organizada pelo Clube de Motorismo de Setúbal.

    5 duplas estiveram na linha da frente do combate pelo pódio e entre elas Rui Madeira e Nuno Rodrigues da Silva. Nada receosos por estarem a tripular pela primeira vez o Mitsubishi Mirage, almejaram estar entre os melhores desde o arranque: “foi uma prova brutal, tal o ritmo que se imprimiu desde a 1 PEC. Para nós, até nem começou da melhor forma, pois fizemos toda a primeira especial, por sinal aquela que eu mais gosto de todo o rali, sem ALS, problema que nos acompanhou durante a manhã”, mas, mesmo assim, Rui Madeira logrou ser o 3º mais rápido, perdendo apenas 2,8 segundos.

    Estava dado o mote para a exibição de gala. Na 2ª PEC, a dupla do Mirage registou o segundo melhor tempo, a 2,2 segundos dos mais rápidos, subindo para o segundo posto da geral, a apenas 4,6 segundos dos colegas de equipa Pedro Clarimundo e Mário Castro, num Skoda Fabia Rallye2. O segundo tempo na 3ª PEC, última da secção matinal, permitiu a Rui Madeira e Nuno Rodrigues da Silva segurar uma posição no pódio provisório, chegando a esta fase no 3º lugar, mas apenas a dois segundos redondos dos líderes. Na assistência, Rui Madeira afirmava que “foi uma manhã atribulada, mas muito positiva. Apesar do problema, deu para nos posicionar face à concorrência. Fomos melhorando classificativa após classificativa e estamos na luta!”.

    Na assistência, foi tempo de “alterar o setup de suspensão do Mirage e a posição do ALS. Nos primeiros quilómetros da especial seguinte, percebemos logo que o carro ficou mais fácil de pilotar” e o resultado foi o salto para a liderança da prova logo na 4ª PEC, onde Rui Madeira e Nuno Rodrigues da Silva registaram o 3º melhor tempo. 1,9 segundos era então a vantagem sobre os mais diretos rivais e a “batalha” continuou acesa na especial seguinte. A dupla do Mirage voltou a ser terceira e viu a sua vantagem ser reduzida em três décimas.

    Chegávamos à dupla passagem final pela especial dos Capuchos. Rui Madeira tinha consciência “de que seriam decisivas para o desenrolar do rali. Aliás, já assim pensava antes da prova começar e quisemos reservar para esta parte final um pouco de energia para atacar a fundo e fazer a diferença. Por outro lado, o facto da segunda passagem pelos Capuchos ter sido feita de noite deixava-me entusiasmado pois já tinha saudades de correr com esse ambiente fantástico e particular de estarmos a competir com muito público naquele misto emocionante de escuridão e luz total dos faróis. Depois, competir à noite é algo que eu e o Nuno sempre gostamos e onde sempre fomos muito rápidos. “

    E assim foi. Madeira puxou dos galões, retirando todo o potencial do Mirage e venceu as duas especiais, com mais de dez segundos sobre toda a concorrência em cada uma das passagens, chegando ao pódio final das Camélias preparado para saborear mais um triunfo na prova e com um avanço que se cifrava em 40 segundos sobre os segundos classificados.

    O piloto estava “muito feliz. A luta pela vitória foi uma constante. Foi uma prova muito disputada entre nós e mais 3 pilotos, o nosso colega de equipa, Pedro Clarimundo o Gil Antunes e o Paulo Neto. Lamento que o Pedro tivesse desistido, quando liderava a prova com 2 segundos de vantagem sobre nós, pois seria interessante lutarmos até ao final. O Gil Antunes e Paulo Neto foram também adversários de respeito na luta pela vitoria, mas desta vez a sorte no final brindou a nossa equipa. Penso que eu e o Nuno merecemos a vitória. Estivemos sempre competitivos e, no momento decisivo, conseguimos atacar e ser superiores”.

    Rui Madeira quis dedicar o triunfo “aos meus patrocinadores, ao Tiago Almeida, o proprietário e timoneiro da montagem deste Mitsubishi e à assistência do Team Racing4You pela dedicação e por acreditarem sempre que era possível vencermos”.

    Comemorada mais esta saborosa vitória nas Camélias, o “mundialista” está agora perante a angústia de “continuamos com um programa muito indefinido. No entanto, esperamos fazer mais alguns ralis, nomeadamente duas provas em pisos de terra com um R5, mas a palavra depende dos patrocinadores”. Certa está a participação aos comandos do icónico Mitsubishi Lancer EVOIII no Rali Spirit e no Rali de Hoznayo.

  • Paulo Neto estreia novo Skoda Fabia Rally2 Evo no Rali das Camélias

    O bilstein group Rali das Camélias será palco da estreia absoluta de Paulo Neto com a mais recente ‘arma’ da Skoda Motorsport: o Fabia Rally2 Evo. Piloto de Sintra, navegado por Vítor Hugo, pretende ganhar ritmo competitivo na sua prova de ‘casa’, em preparação para o Campeonato de Portugal de Ralis.

    Ao longo dos anos, Paulo Neto tornou-se um dos mais respeitados pilotos dos ralis nacionais ao volante de diferentes tipos de carros. Depois dos bons resultados e da experiência acumulada com o R5 da Skoda, o piloto de Sintra vai em 2022 utilizar a mais recente evolução do Fabia Rally2, estreando-se oficialmente com o novo carro este fim de semana, no bilstein group Rali das Camélias.

    A escolha do local não foi por acaso, já que o Rali das Camélias é uma prova histórica no panorama nacional e que, depois do arranque oficial em Cascais, atravessa dois concelhos aos quais Paulo Neto está profundamente ligado: Sintra (onde nasceu e trabalha) e Mafra (onde reside). “De facto, apesar de já ter feito mais de uma centena de ralis ao longo da minha carreira, não é todos os dia que posso correr ‘em casa’, perante os meus amigos, família e patrocinadores. É sempre especial fazer o Rali das Camélias e esta é também a minha forma de apoiar o evento, que deveria fazer parte do Campeonato de Portugal de Ralis. O desporto automóvel precisa de um rali de envergadura nesta zona do país e acredito que há troços e condições para que isso seja uma realidade num futuro próximo”, afirmou Paulo Neto.

    À semelhança de milhares de adeptos dos ralis em Portugal, Paulo Neto ainda se recorda de “assistir aos troços do Rali de Portugal em Sintra, num ambiente único e que esta versão moderna do Rali das Camélias tenta recuperar, apesar das classificativas na serra serem agora feitas no sentido inverso. Ainda assim, é um local com muita história e tradição. Para nós, será também uma oportunidade para conhecermos a nova evolução do Skoda, ganhando ritmo para a temporada do CPR. Tenho de destacar também a chegada ao projeto da Revigrés – Indústria de Revestimentos de Grés, que é mais um parceiro de grande renome para a nossa equipa”, afirmou o piloto de Sintra, que é navegado pelo experiente Vítor Hugo.

    Organizado pelo Clube de Motorismo de Setúbal, o bilstein Group Rali das Camélias parte oficialmente dos Jardins do Casino Estoril, no próximo sábado (26 de fevereiro), disputando depois um total de sete classificativas de asfalto, a última das quais realizada já de noite. O percurso da prova perfaz 81,7 quilómetros cronometrados.

  • Rali das Camélias é o desafio que se segue para Marco Ferreira

    Será a segunda prova da temporada para o piloto de Santiago do Cacém. Acompanhado como sempre por Edgar Gonçalves, o piloto do Citroen Saxo encara a icónica prova como um momento importante de preparação para os objetivos da época. É ainda um rali muito especial para a dupla, por toda a sua envolvência e historial.

    Apenas 15 dias após ter dado o tiro de partida para a época 2022 no Termas Motorfestival, Marco Ferreira e Edgar Gonçalves têm agora pela frente a edição 2022 do Rali das Camélias, com esta participação a ser para o piloto “sempre um momento muito especial. Eu aprendi a gostar de ralis a ver o Rali das Camélias quando era miúdo, portanto é um rali que me faz recordar a infância, os grandes pilotos e os espetaculares carros da altura. Concretizei o sonho de fazer estes troços míticos em 2019, e volto a fazê-lo agora em 2022, pelo que estamos bastante ansiosos de voltar a acelerar naquelas estradas!”.

    Mas, para lá da emoção que sente por estar incluído no rico naipe de 75 inscritos para a prova, o piloto destaca a importância que o rali tem “para dar continuidade à nossa preparação para o Campeonato Start Sul, competição mais importante do nosso calendário e onde queremos estar fortes logo no arranque”.

    A edição 2022 do Rali das Camélias, organizado pelo Clube de Motorismo de Setúbal, vai para a estrada no sábado, dia 26 de fevereiro.

    A etapa única incluiu 7 especiais, num total de 81,78 kms contra o cronómetro, tendo chegada prevista às 20.00 horas, nos Jardins do Casino do Estoril.

    Marco Ferreira estudou bem o percurso e salienta que “será um desafio muito difícil. Na manhã de sábado, vamos enfrentar 3 troços (Sintra-Pé da Serra, Azoia- Cascais e Monte Gordo-Gradil), depois de almoço teremos 2 troços na zona da Mafra (Codeçal e Livramento) e depois voltaremos a Sintra para fazer 2 passagens pelo troço dos Capuchos, que terá a particularidade de, pelo menos uma das passagens ser feita de noite, sendo um rali frenético e onde não podemos cometer erros”.

    Perante um percurso tão desafiante, antecipa “bastantes dificuldades, devido às características dos troços, muito técnicos, e ainda devido à instabilidade climatérica, mas vamos fazer o nosso melhor, andar rápido e tentar terminar no top 20” fazendo votos que “o rali tenha muito público a assistir, sempre em segurança, sendo para nós muito importante aproveitar a abrangente projeção desta prova para divulgar o nome dos nossos patrocinadores”.

  • Isaac Portela: “a época passada foi um sucesso e queremos andar forte no Promo em 2022

    O piloto de Leiria tem a sua carreira desportiva nos ralis dividida por duas fases, separadas por um longo interregno. Campeão Nacional Júnior na primeira década do século, Isaac Portela é agora um dos protagonistas sobretudo nas provas a centro, tendo, em 2022, a sua ambição mais alargada, apontando à discussão dos lugares cimeiros nas 2RM, no Campeonato Promo de Ralis.

    Corria o ano de 2004 quando Isaac Portela deu arranque à sua carreira de piloto: “Comecei nos ralis com um Peugeot 309 GTi, carro muito original, que tinha apenas umas suspensões razoáveis e um autoblocante. Continuou a ser a minha aposta em 2005 e, no total, fiz 6 ralis com o carro, tendo como melhor resultado um Top 5 em Albergaria dos Doze”.

    A meio de 2005, o piloto leiriense comprou “um Peugeot 206 Troféu e, depois de lhe fazer uma revisão, ousei estrear-me no Nacional. Foi brutal a mudança e, ainda muito inexperiente, foi difícil, mas a vontade e a paixão pelos ralis eram tão grandes, que algo de bom tinha de acontecer. A meio dessa época, na passagem dos ralis em terra para os de asfalto e mesmo após uma fase de terra desastrosa, em que só acabei um rali, embora sendo sempre muito rápido, lá consegui dar o salto para uma equipa de renome, a LPM Grupo Lena Competição!”. Foi um momento tremendo para Isaac Portela, pois “com apenas 21 anos, consegui a estabilidade que me faltava para poder arrancar um final de época muito positivo, com um 3º lugar no Rali Vidreiro e mais dois ralis terminados”.

    Finda essa época e extinto o Troféu Peugeot 206, eis que surge a oportunidade de “com a LPM disputar o Campeonato Open de Ralis 2006 e tentar lutar pelo título nacional júnior, algo que no final, após muitas peripécias alcançámos!”.

    Cetro conquistado e Isaac Portela decidi “voltar no ano seguinte ao Nacional, desta feita no troféu Citroen C2. Foi uma opção infelizmente errada, pois tive de vender o meu 206, que estava muito evoluído, para conseguir terminar a época com um carro alugado. Da época ficam, como pontos positivos, termos sidos a terceira melhor equipa privada portuguesa no Rali de Portugal e termos concluído o troféu na 6ª posição”.

    A crise que afetou o setor automóvel nos anos seguintes levou o piloto a parar e longa foi a espera antes do regresso. Este só sucedeu em 2020 e mercê “do enorme apoio do Duarte Susano, o meu navegador, que tem sido uma peça chave no nosso projeto”. Adquiriu o Citroen C2 R2 e recomeçou o seu percurso, destacando Isaac Portela que “tendo sido um ano difícil, devido à pandemia, serviu sobretudo para recuperarmos o ritmo. Foi importante para que pudéssemos ser muito competitivos em 2021. A época passada foi um sucesso. Acabamos o ano no 4º lugar absoluto do Campeonato Centro de Ralis, sendo a terceira melhor equipa nos 2RM e ainda terminámos em 2º lugar na Divisão 2 do Desafio Kumho Centro”.

    De 2021, traz como momentos de destaque “o Rali da Bairrada, em que demonstrei um andamento brutal e, não fosse o tempo que me atribuíram em 2 PECS que não fiz, devido a acidentes de colegas meus, teria entrado nos 5 primeiros da geral num rali onde me estreava. Outro momento alto foi o regresso aos pisos de terra, 13 anos depois, com um 2RM no Rali de Alitém. Finalmente, não poderia deixar de destacar o Rali Vidreiro, que é o rali da minha terra e onde andei completamente a fundo, dando espetáculo e fazendo um fantástico 4º lugar à geral na prova do CCR e vencendo a Divisão 2 do Desafio Kumho!”.

    Quanto a esta competição, Isaac Portela eleva “o excelente apoio que a ASR Tyres e a Kumho nos dão. Para mim o Desafio é a única oportunidade de poder fazer épocas em ralis um pouco mais completas, pois sem a ajuda dos prémios, o preço e a qualidade dos pneus, as minhas épocas teriam de ser bem mais reduzidas”.

    O próximo fim-de-semana marcará o arranque da época de 2022 para Isaac Portela.

    Os Citroen “continuarão a ser a nossa arma. O Rali das Camélias servirá para testar o C2 R2 de asfalto e também para ganharmos ritmo, depois deste interregno de alguns meses”. O piloto confessa estar “ansioso e com uma forte expectativa por me estrear neste rali tão icónico. Já há muito que o queria fazer, pelo carisma que a prova possuiu”.

    Depois será tempo de focar nos objetivos de 2022: “será nos pisos de terra de Vieira do Minho, primeira prova do Campeonato Promo de Ralis, competição que vai ser a nossa aposta. Será incrível ir competir nos troços que fazem parte do Rali de Portugal e o resultado que conseguirmos nesse arranque do campeonato vai ser fundamental para decidirmos o que faremos mais durante o ano, tendo sempre em conta a minha vida profissional, que me toma muito tempo”, revelando Isaac Portela que “voltaremos a fazer parte da armada Kumho, tentando obviamente lutar pelos lugares cimeiros no Desafio. Se, no final da época, conquistarmos algum troféu, será a cereja no topo do bolo!”.

    2022, a exemplo do que aconteceu nas temporadas anteriores, será um ano desportivo que Isaac Portela dedicará “à minha família e à do meu navegador Duarte Susano. Agradeço ainda à ASR Tyres pelo excelente troféu que nos proporciona, à minha excelente equipa, HAC Motorsport, ao meu primo Ricardo Portela e a todos os nossos patrocinadores que tornam este sonho possível, DMS Trucks, Rep-Portela, ITVM, Portelabike, Primebiz-Avalibérica, RPPeliculas e CMF. Tudo faremos pra retribuir com bons resultados!”.

  • Rally Team Spain exclui Pep Bassas, piloto apoiado pela The Racing Factory

    A polémica instalou-se em torno da relação entre Pep Bassas Jr., piloto apoiado pela estrutura portuguesa da The Racing Factory e o Rallye Team Spain (RTS), com o jovem talento a acusar a RTS e a entidade federativa espanhola de romper o acordado para 2022.

    Depois de ter levado as cores da equipa apoiada pela federação espanhola ao 2º lugar no ERC3 em 2021, conquistando 3 vitórias e outras tantas presenças em pódios, isto nas 8 provas disputadas, Pep Bassas Jr. ficou arredado do título por poucos pontos, tendo rubricado uma época de alto nível.

    E, parecia que estava tudo acertado para o piloto espanhol, navegado por Axel Coronado, voltar a integrar o Rally Team Spain e a defender a bandeira espanhola no Europeu de 2022, agora aos comandos de um Skoda Fabia Rally2, novamente a cargo da The Racing Factory, que, aliás, já o tinha assistido em 2021, tendo como objetivo atacar os lugares cimeiros do ERC.

    Mas, ao que apuramos junto de fontes ligadas ao piloto, a ligação está por um fio ou mesmo já quebrada, com Pep Bassas a apontar o dedo aos responsáveis da equipa e da federação.

    Segundo as mesmas fontes, em outubro de 2021, Pep Bassas e a The >Racing Factory apresentaram ao Rally Team Spain e à federação espanhola (RFEDA) o projeto para 2022 e, depois de várias reuniões entre piloto, equipa e federação, ficou verbalmente acordada a continuidade da dupla na equipa oficial, tendo sido acertadas todas as condições mútuas quanto ao orçamento apresentado e candidatado então pela RFEDA e pelo Rally Team Spain ao Conselho Superior de Desportos de Espanha que, dizem as mesmas fontes, foi feita no início deste ano.

    Mas, para surpresa do piloto e da estrutura portuguesa que o apoia, terão então cessado os contactos, queixando-se de que os interlocutores federativos deixaram de responder às tentativas telefónicas e por correio eletrónico, estando agora, a menos de um mês do arranque do Europeu, no Rali Serras de Fafe Felgueiras Cabreira e Boticas, com um rombo significativo no orçamento, mesmo tendo piloto e TRF almejado reunir os apoios privados que o Rallye Team Spain  tinha exigido para manter o apoio público ao projeto.

    Filho de Josep (Pep) Bassas, lenda dos ralis espanhóis, Pep Bassas Jr. assinou até à época passada uma carreira fulgurante, sempre em crescendo. Vencedor em 2017 do Volant RACC, triunfou nos dois anos seguintes no Beca Junior R2, sendo ainda vencedor da Peugeot Rally Cup Ibérica Junior, em 2019. Saltando para o Europeu em 2020, logrou ser segundo no ERC3 e no ERC3 Junior, assinando uma vitória num dos ralis do calendário.

  • Rui Madeira aposta num Mitsubishi Mirage para o Rali das Camélias!

    Da estreia no TT para o asfalto das Camélias vai mediar apenas uma semana e Rui Madeira vai ousar ainda adicionar a dificuldade de estrear um Mitsubishi Mirage no rali, cabendo a Nuno Rodrigues da Silva a tarefa de “cantar” as notas. Os lugares da frente são o objetivo assumido.

    Assume-se já como um forte motivo de interesse para as Camélias. Rui Madeira vai juntar mais um carro aliciante à “coleção” que foi aumentando ao longo da sua carreira, apostando agora num Mitsubishi Mirage Proto para enfrentar a desafiante edição deste ano do Rali das Camélias.

    A hipótese de tripular o carro nipónico “já tinha surgido em finais de 2021 através de conversações com o Tiago Almeida, mas acabou por se concretizar agora para o Rali das Camélias, pois tinha bastante curiosidade em guiar um Mitsubishi mais próxima da nova geração de carros de Rali, se bem que se trate de um carro da categoria X6”.

    Navegado por Nuno Rodrigues da Silva, Rui Madeira está “muito expectante sobre o potencial do Mirage. Só o irei testar no próximo dia 24 e estou bastante curioso e ao mesmo tempo motivado por poder ajudar a desenvolver o carro no teste e ao longo do rali. Do que já vi e dos resultados que outros pilotos já conseguiram, tem tudo para ser competitivo e vou dar o meu máximo para extrair todo o seu potencial”.

    A assistência estará a cargo “do Tiago Almeida, em conjunto com o Manuel Castro, tendo total confiança nesta pareceria que agora encetamos”.

    Habituado a lutar sempre pela vitória, Rui Madeira assume que “vai ser muito difícil repetir o triunfo de 2021. O objetivo será fazer um bom rali, como sempre, tentar andar perto dos R5 e dos restantes R4, mas vai depender muito do teste que farei mais próximo da prova. Pensar na vitória seria algo utópico, sem ter testado a máquina que o Tiago Almeida nos colocou à disposição, mas tudo faremos para estar nos lugares cimeiros”.

    E talvez não fique por aqui a relação entre Rui Madeira e o Mirage: “para já, será só a participação neste rali, mas existe a possibilidade de fazer mais algumas provas, sobretudo em terra, mas tudo depende de reunirmos o orçamento que estamos a tentar encontrar”.

    A edição 2022 do Rali das Camélias, organizado pelo Clube de Motorismo de Setúbal, vai para a estrada no sábado, dia 26 de fevereiro. A etapa única incluiu 7 especiais, num total de 81,78 kms contra o cronómetro, tendo chada prevista às 20.00 horas, nos Jardins do Casino do Estoril.

  • Rali Serras de Fafe Felgueiras Cabreira e Boticas mais compacto e com Street Stage em Fafe

    A edição 2022 do Rali Serras de Fafe-Felgueiras-Cabreira e Boticas, prova de abertura do Campeonato da Europa (FIA ERC – European Rally Championship) e do Campeonato de Portugal de Ralis, que estará na estrada nos próximos dias 11, 12 e 13 de março, vai arrancar na noite de sexta-feira com o regresso da Street Stage no centro de Fafe e apresenta uma estrutura mais compacta face à dos anos anteriores.

    “Procurámos fazer um rali mais consensual, porque muitos pilotos foram da opinião de que Boticas encaixaria melhor no início do primeiro dia, permitindo, também, uma ligação e uma divulgação mais eficaz da Cabreira [Cabeceiras e Vieira do Minho], enquanto no domingo a prova ficaria concentrada entre Fafe e Felgueiras”, explica Carlos Cruz, presidente do Demoporto – Clube de Desportos Motorizados do Porto, organizador do evento que também teve de atender a novas exigências, já que a WRC Promoter sucede, a partir deste ano, à Eurosport Events como empresa promotora do campeonato FIA ERC.

    “Tivemos que atender às solicitações do novo promotor, designadamente em matéria de horários, para que o rali terminasse mais cedo, dada a diferença horária de Portugal para os restantes países da Europa e as transmissões televisivas que vão ser feitas. Daí que o rali termine antes das 16 horas e a Power Stage, o troço da Lameirinha, tenha início cerca das 15 horas. A superespecial, na noite de sexta-feira, vai ser, quanto a mim, uma mais valia e outras pequenas alterações introduzidas tiveram como objetivo tornar o rali mais compacto e fugir para os melhores pisos. As classificativas de Fafe, Felgueiras, Boticas e dois terços de Cabeceiras são autênticas autoestradas. Só espero que até à data do rali não sejamos surpreendidos por chuva forte que possa alterar o excelente estado atual estado dos pisos”, concluiu Carlos Cruz.

    Parcídio Summavielle, vice-presidente da Câmara Municipal de Fafe, sublinha a preocupação do seu município, nos últimos anos, de conferir ao Rali Serras de Fafe a maior dimensão possível a nível territorial, no sentido de atrair mais visitantes às regiões a Norte de Fafe e aos concelhos limítrofes.

    “É uma enorme e grande honra, em 2022, abrir tanto o Campeonato de Portugal de Ralis como o Campeonato da Europa de Ralis e eu lembro que nem a pandemia obstou a que esta prova fosse realizada, fazendo parte há 35 anos consecutivos do principal campeonato de ralis do nosso país, o que é de relevar e enaltecer. Será, nesta edição com um formato mais alargado, o terceiro ano no Europeu e último do contrato assinado com o anterior promotor [Eurosport], não sabemos ainda o que nos reserva o futuro com o novo promotor [WRC], que é o mesmo do Mundial, mas estou confiante, mais uma vez, no sucesso. Em maio teremos o rali do Mundial, é um esforço grande das autarquias e nem sempre vejo o reconhecimento que gostaria para quem trás para Portugal provas internacionais que tanto prestigiam o país e atraem milhares de turistas, o que significa um elevado retorno financeiro direto. Há um enorme empenho, dos clubes e das autarquias, para montar esses eventos e tanto os poderes políticos como o Governo não se podem demitir das responsabilidades e deixar-nos sozinhos. Há custos adicionais enormes, como os do policiamento, que não deveriam ser suportados por nós, face à promoção que é feita não só da região Norte como de Portugal”, sublinha aquele vereador da edilidade de Fafe.

    Ao contrário dos dois anos anteriores, desta vez não haverá limitações no acesso do público ao rali e Parcídio Summavielle faz questão de deixar uma mensagem:

    “Este ano convido o público, os entusiastas do desporto automóvel, a vir ver o rali, perto da emoção e longe do perigo, respeitando todas as regras de segurança estabelecidas pelas autoridades”.

    Programa

    SEXTA-FEIRA (11 março)

    13:00/14:30 – Treinos Livres – Lagoa (3.04 km)

    15:00 – Qualifying – Lagoa (3,04 km)

    16:30/18:30 – Shakedown – Lagoa (3,04 km)

    18:00 – Escolha da Ordem de Partida (Pavilhão Multiusos)

    21:03 – Partida da Rua Angelo Medon (Fafe)

    PEC 1 – Super Especial de Fafe (1,43 km)                                        21:08

    SÁBADO (12 março)

    Partida do Parque da Cidade (frente ao Pavilhão Multiusos)       07:20

    PEC 2 – Boticas 1 (15,05 km)                                                            09:00

    PEC 3 – Cabeceiras de Basto 1 (10,84 km)                                       10:17

    PEC 4 – Vieira do Minho 1 (16,93 km)                                             11:20

    PEC 5 – Luílhas 1 (11,86 km)                                                             12:20

    PEC 6 – Boticas 2                                                                              15:09

    PEC 7 – Cabeceiras e Basto 2                                                           16:26

    PEC 8 – Vieira do Minho 2                                                                17:29

    PEC 9 – Luílhas 2                                                                               18:29

    Entrada no Parque Fechado (Praça Mártires do Fascismo)             20:25

    DOMINGO (13 março)

    Saída do Parque Fechado (Praça Mártires do Fascismo)                 07:15

    PEC 10 – Montim 1 (8,73 km)                                                           08:08

    PEC 11 – Seixoso 1 (9,97 km)                                                           08:40

    PEC 12 – Santa Quitéria 1 (9,18 km)                                                 09:15

    PEC 13 – Lameirinha 1 (14,83 km)                                                   10:08

    PEC 14 – Montim 2                                                                           12:20

    PEC 15 – Seixoso 2                                                                            12:52

    PEC 16 – Santa Quitéria 2                                                                13:27

    PEC 17 – Lameirinha 2 – POWER STAGE                                          15:08

    Parque Fechado (Praça Mártires do Fascismo)                                15:47

  • Transmissão acaba com boa exibição de Marco Ferreira no Termas MotorFest

    Rápidos desde o arranque do Rali Termal, incluído no Termas Motorfest, Marco Ferreira e Edgar Gonçalves foram forçados a abandonar na 4ª PEC, com uma transmissão partida no Citroen Saxo.

    Foi um fim-de-semana diferente com a equipa do Citroen Saxo a usufruir “de um fantástico evento onde houve diversas atividades além do rali. Um conceito virado para a família, para a gastronomia, para a moda e para o relax, e que nos deixou com vontade de voltar”.

    E nem a malapata que parece não querer deixar o piloto de Santiago do Cacém lhe retira essa vontade. Mas, ainda não foi desta feita que a equipa do Citroen Saxo conseguiu competir num rali sem que os por0blemas lhes batam à porta.

    Vamos ao filme da sua participação em São Pedro do Sul.

    O rali arrancou na tarde e a dupla passagem na street stage nas ruas das Termas de São Pedro do Sul foi feita “com um ritmo prudente. Éramos o nº 32 e não quisemos cometer erros. Na primeira passagem registámos um 12.º tempo à geral e na 2ª conseguimos melhorar 6 segundos e com isso assinar a 10ª melhor marca, 2.ª da nossa classe”.

    A jornada final de domingo contemplava 5 troços com cerca de 54 kms cronometrados e a possibilidade de chuva sempre presente ao longo da jornada. Partindo no 12º posto absoluto, Marco Ferreira e Edgar Gonçalves decidiram “andar forte, até porque percebemos que o Citroen Saxo estava impecável e que as notas ditadas pelo Edgar também permitiam-me estar confiante”, destaca o piloto que viu ser inscrito na sua carta de controlo o 13.º tempo absoluto e o 2.º da classe na PEC 2.

    Na especial seguinte, a mais longa do rali, a dupla rodou forte, mas sem exageros e voltou a registar o 13º tempo absoluto, saltando para a11ª posição na geral, batendo assim à porta do Top 10.

    Mas, o azar estava prestes a bater à porta. Na 4ª PEC, segunda passagem pelo troço que tinha aberto a jornada dominical, e, quando, como nos diz Marco Ferreira, aumentaram “o ritmo fruto do conhecimento que obtivemos da primeira passagem e estava tudo a correr bem, apesar de começar a chover e estarmos com pneus de seco, numa travagem forte para uma esquerda, a cerca de 300 metros da chegada, ouvimos um ruído na redução de 4.ª para 3.ª e percebemos que não tínhamos qualquer tração. Encostámos na berma e verificámos que a transmissão tinha cedido”, nada mais restando à dupla do Saxo do que abandonar a prova.

    Fim inglório e que deixa “um sabor amargo. Estávamos a divertir-nos bastante e a andar bem. Em todo o caso, também percebemos que íamos ter bastantes dificuldades nos restantes troços, pois a chuva aumentou de intensidade e nós não tínhamos pneus para fazer face a essas condições”.

    Marco Ferreira concluiu endereçando “os parabéns à organização pelo evento e pela escolha dos troços. Eram muito giros, com bom piso na generalidade, zonas rápidas e fluidas e outras muito estreitas e escorregadias, portanto, com todos os condimentos para um excelente rali. O público também abrilhantou a corrida, principalmente na Street Stage o que é sempre de aplaudir”, agradecendo ainda “ao Luís Martins pelo convite, e ao Carlos Cardoso e ao Fernando Costa pela assistência ao Citroën Saxo. Uma palavra para os nossos patrocinadores, que permitem que possamos montar mais um projeto de ralis e um agradecimento especial à minha esposa e filhos que fizeram imensos quilómetros para dar força e aplaudir as nossas passagens!”.

  • Hélder Cordeiro: “2021 foi uma época longa e difícil, mas com resultados muito positivos!”

    Uma dezena de provas receberam a presença de Hélder Cordeiro em 2021, naquela que foi a mais longa das temporadas assumidas pelo piloto. Do Campeonato Centro de Ralis a provas icónicas selecionadas, o piloto residente em Leiria e natural de Porto de Mós utilizou três “montadas” que o levaram a um ano muito positivo.

    Mas, antes de dissecarmos 2021, falemos um pouco da carreira de piloto, que está quase a comemorar uma década de existência.

    Hélder Cordeiro iniciou-se nestas lides “aos 43 anos de idade, em 2013, quando aceitei o desafio de fazer as 24 Horas TT Vila de Fronteira. Foi um projeto entusiasmante que me fez crescer a vontade de competir no desporto automóvel. Limitei a minha competição automóvel de 2014 a 2017, à participação nesta prova das 24 horas de Fronteira, sendo que no ano de 2017 a minha equipa, ao comando de um Nissan Pathfinder, logrou vencer a prova na categoria T2, tendo eu registado a volta mais rápida da categoria”.

    Entretanto, em 2016, dá-se a estreia nos ralis e nas rampas: “adquiri o meu Ford Escort MK2 RS 2000, começando por fazer umas rampas do NDML, as quais, no entanto, não preenchiam o meu espírito competitivo, motivo pelo qual, em Outubro de 2016, sem quaisquer apoios logísticos e desconhecendo totalmente o mundo dos ralis, fiz a minha estreia nesta categoria, com o meu copiloto de sempre Bruno Pereira, no saudoso Rali Vila Medieval de Ourém”.

    No ano seguinte “fiz apenas o Rali do Vidreiro, em 2018, apenas outras três provas e, em 2019, decidi finalmente mesmo fazer o Campeonato Centro de Ralis, disputando 7 provas, almejando ser segundo no Grupo P2, perdendo o título na última PEC do último rali, por menos de 1 ponto!”. Nesse ano de 2019, Hélder Cordeio adquiriu “um Fiat Punto HGT, para disputar as provas de terra, destinando o Escort ao asfalto. Em 2020 consegui, por fim, sair vencedor da categoria P2 do CCR, num ano atípico e de poucas provas”.

    Na época transata Hélder Cordeiro e a equipa que lidera reservaram uma bela surpresa para os aficionados. Considerando que “Estava na altura de experimentar algo diferente, fiz a estreia no Rali da Bairrada de um BMW E46 M3. A exemplo do meu habitual Ford Escort, também é um carro de tração traseira, mas com um grau de desafio que veio elevar o nível de concentração e esforço, por estarmos perante um veículo muito exigente na condução e na capacidade física do piloto e mesmo do navegador”.

    Mas a época além de longa foi também marcada por alguns momentos atribulados: “2021 foi a temporada em que realizei mais provas, dez no total, mas que se iniciou da pior maneira, com um aparatoso acidente com o meu Fiat Punto, no Rali de Serpa em que lhe destruí toda a frente e alguns (muitos) componentes mecânicos. Dada a violência do impacto, sofri algumas fissuras nas costelas e uma tendinite no braço direito que me limitou e muito a minha condução nas provas seguintes”.

    O CCR foi o principal “palco de combate” de Hélder Cordeiro e do seu navegador Bruno Pereira e o 2º lugar no Grupo X2 “foi algo inesperado, pois a adaptação ao carro não tem sido fácil. E ainda realça mais o nosso esforço o facto de ter estreado o BMW na 1ª prova do CCR, o Rali da Bairrada, poucos dias após o acidente e com o corpo em recuperação. Foi uma prova “esquisita”, não só porque tive que ultrapassar os medos do acidente de alguns dias antes, bem como o nível de exigência aumentou pois foi a estreia de um novo veículo com potência diferente, caixa sequencial, maior velocidade, etc. O objetivo era terminar sem danos físicos e materiais e assim felizmente aconteceu”.

    Em termos de campeonato, o mesmo incluiu as participações “nos ralis de Castelo Branco, Vouzela, Vidreiro e Resende em asfalto, sempre em adaptação ao novo veículo, mas notando uma franca evolução de andamento, realizando de premeio o Rali Alitém, em pisos de terra, onde infelizmente tive que desistir por avaria do Fiat Punto, ainda como sequelas do Rali de Serpa”.

    Para o fecho do campeonato estava reservado o melhor bocado. Em Resende, na prova organizada pelo Targa Clube, a dupla do BMW M3 logrou “chegar ao pódio das 2RM, com um excelente 3º lugar, vencendo entre os X2 e sendo segundos na Divisão 2 Kumho. Foi um rali fantástico e onde andamos a fundo!”.

    O balanço em termos de CCR é bastante positivo, até porque Hélder Cordeiro juntou aos resultados no campeonato o 4º lugar final na Divisão 2 do Desafio Kumho Centro.

    E em relação à competição dos pneus coreanos, o piloto da região oeste afirma que “é um troféu interessante que faz com que os “pilotos Kumho” troquem impressões e experiências sobre estes pneumáticos, pressões adequadas, melhores misturas. Possibilita o acesso a pneumáticos que permitem andamentos muito interessantes, tendo uma relação qualidade preço muito equilibrada. Além disso, este troféu com os prémios monetários e em espécie que atribui, fideliza os pilotos e estimula-os a correr com a marca. Espero apenas que o promotor não desista de apoiar os seus pilotos, comparecendo nas provas a realizar, prestando a sua inestimável e importantíssima assistência e conhecimentos na pessoa dos amigos Alfonso e Acácio”.

    2021 trouxe ainda um momento emocionante para Hélder Cordeiro, mas agora na “pele” de pai orgulhoso: “foi incrível a emoção que senti no Leiria Rallye Festival. Foi o palco da estreia do meu filho aos 18 anos de idade neste mundo mágico dos ralis, compartilhando uma paixão comum, que espero se mantenha nos próximos longos anos”.

    Quanto a planos para 2022, Hélder Cordeiro revela que “a nossa temporada iniciar-se-á com o Rali das Camélias, sendo que irei, em princípio, fazer algumas provas do Promo e algumas Start, asfalto e terra, não coincidentes, de preferência, com o CPR, no âmbito de uma decisão a ser tomada na minha equipa HAC Motorsport”.