As duas especiais noturnas que inauguraram a nova era do WRC mostraram que o “estatuto é um posto”. Sébastien Ogier venceu as duas especiais e lidera, tendo logo atrás de si Sébastien Loeb. Os dois terminaram a jornada inaugural separados por 6,7 segundos.
A edilção 2022 do Rali de Monte-Carlo arrancou sob o signo da incerteza quanto ao valor e fiabilidade dos novos Rally 1 híbridos. A etapa noturna de arranque mostrou que a nova fórmula tem potencial e poderá mesmo vir a fazer esquecer a fabulosa geração anterior de “Rally Car”, mesmo que os quilómetros iniciais de competição tenham mostrado algumas fragilidades técnica,s próprias da juventude dos projetos, bem como alguma dificuldade de adaptação por parte dos pilotos.
Alheados de tudo isso, os dois “mestres” que dominaram o panorama do Mundial de Ralis nas últimas duas décadas, voltaram a provar porque é que entre si têm 17 títulos mundiais e são os mais bem sucedidos pilotos da história do campeonato.
Fazendo valor todo o seu talento e a sua experiência, Sébastien Ogier, desta feita acompanhado pelo compatriota Benjamin Veillas, impôs sua lei, vencendo as duas especiais do programa e colocando assim o Toyota GR Yaris Rally 1 no comando da prova, a exemplo do que em muitas edições anteriores, o atual campeão do mundo fez, sempre a caminho dos seus múltiplos triunfos na prova monegasca.
Após 38,5 kms contra o cronómetro, possuiu uma vantagem de apenas 6,7 segundos sobre Sebastien Loeb que assinou uma condução magistral aos comandos do bem nascido Ford Puma Rally 1 da M-Sport. Tendo a seu lado a copiloto Isabelle Galmiche, Loeb fez o segundo tempo nas duas PEC e provou que está na luta pela vitória no rali e que é uma mais valia para a marca americana.
Logo atrás, no terceiro posto, está a dupla formada por Elfyn Evans e Martin Scott no segundo Yaris da equipa oficial nipónica. está a 4,5 segundos de Loeb e a 11,2 de Ogier, revelando motivação para querer lutar com os dois consagrados que o precedem na geral.
Nesta primeiira análise comparativa entre o atual momento de forma das novas máquinas das três equipas oficiais, uma palavra a a -Sport que vê mais dois Puma Rally 1 colocados nas 4º e 5º posições, atrávés de Adrien Formoaux e Gus Greensmith, com Craig Breen a aparecer no 7º posto. 4 Ford no Top 7.
Muito tímido foi o arranque da Hyundai, tendo em Thierry Neuville o seu melhor representante, mas apenas no 6º lugar, já a 28,5 segundos do líder. Tanak é 8º e Solberg fecha o top dez. Foram várias as queixas dos pilotos da marca coreana quanto ao comportamento do i20 N Rally 1.
Amanha, sexta-feira, a 2ª etapa do rali de Monte-Carlo tem 6 classificativas, com um total de 97,96 quilómetros.
A atribulada fase inicial de 2021, com destaque para o forte acidente no rali inaugural, condicionou completamente a dupla do Citroen Saxo do Prototype FS Rallye Team que já só quer deitar para trás o que aconteceu e se focar em 2022.
Rali da Bairrada. Rodavam ao ataque naquela que era apenas a segunda especial do ano. O Citroen Saxo do Prototype FS Rallye Team abordou “uma curva estreita de 90 graus a cerca de 120 km/h e ficámos sem travões!”, recorda Ricardo Sismeiro, Team Manager e navegador da equipa.
E nesse momento tudo mudou. A partir do acidente, “o foco deixou de ser o CCR e passou para a recuperação física do Fábio e, conseguida esta, também para a necessidade de colocar o Citroen Saxo em condições perfeitas e voltarmos a ter confiança no carro”. Fábio Santos corrobora as palavras do seu companheiro e lamenta que “o acidente tenha arruinado claramente as espectativas desportivas elevadas com que encarávamos a época. Queríamos andar entre os melhores e evoluir o máximo possível, pois sabíamos das nossas limitações perante os adversários sabíamos que tínhamos de trabalhar bastante”.
O resto da época foi feito, segundo o piloto, sempre “em crescendo para repor os níveis de confiança e, quando já estávamos no nível desejado, um excesso fez-nos voltar a sair de estrada em Vouzela!”. Curiosamente, o erro não afetou a confiança. Ricardo Sismeiro diz que “apesar da saída de estrada, Vouzela marcou-nos positivamente pela conquista da plena confiança no carro e do pleno prazer de conduzir do Fábio”.
Com o abandono, quaisquer ambições no CCR e no Desafio Kumho “estavam perdidas. Fomos mais soltos para o Rali Vidreiro e, acabamos por fazer uma prova limpa dentro do top 10”, salienta Fábio Santos, tendo logo após o rali a equipa “decidido terminar aí a época. Daí para cá testamos e temos treinado de forma a entrar em 2022 fortes”.
A equipa tem sido das mais destacadas ao longo das várias edições do Desafio Kumho Portugal, competição onde Fábio Santos e ricardo Sismeiro já saborearam o doce néctar do triunfo. O piloto considera que “o Desafio Kumho é importante para os ralis nacionais. Os pneus são bons, os prémios são bons e a competitividade é ótima. Penso que tem todos os ingredientes para durar muitos anos!”, com o navegador e líder a destacar que “existe uma diferença muito grande entre pneus de competição e pneus convencionais de “street racing”. Os Kumho são pneus muito válidos e o Desafio Kumho tem sido uma opção muito aliciante não só para os pilotos de topo, mas também para proporcionar o acesso, com preços mais convidativos e prémios, a pilotos que ainda não disputam os lugares cimeiros”.
Agora e como a dupla diz, a “série negra” de 2021 já lá vai. É tempo de “mudar o chip” por completo e concentrar forças e motivação na época que se avizinha.
Fábio Santos revela que “queremos fazer o maior número de ralis possível. Ainda não sabemos qual a competição quer iremos estar presentes, devido a não haver qualquer informação, mas os planos passam por manter o Citroen Saxo pois, no ponto de evolução que o carro se encontra, não justifica a troca a não ser que fôssemos fazer o Nacional”.
E é toda esta indefinição quanto aos campeonatos e respetiva regulamentação que também são colocadas no cerne do pensamento de Ricardo Sismeiro. O team manager e copiloto lamenta “a pouca clarificação das novas categorias, da calendarização das provas e suas regras. Ora isto é determinante para negociar apoios e para definirmos calendário e metas a atingir”.
Mas, apesar dessas vicissitudes que lhes são alheias, Ricardo Sismeiro vinca que “o que fizermos será para fazer como sempre. Com a máxima seriedade e empenho a condizer. Como novidade maior, 2022, muito provavelmente, será o nosso ano de estreia em ralis com pisos de terra”.
O piloto duriense, acompanhado por Daniel Rodrigues, coroou as boas exibições em 2021 com o triunfo na Divisão 1 do Desafio Kumho Norte, logrando ainda terminar o Campeonato Norte de Ralis no 8º posto absoluto, com apenas cinco participações.
Após um longo interregno de 12 anos, Henrique Rodrigues decidiu regressar às lides dos ralis. E em boa hora o fez. Acompanhado por Daniel Rodrigues, o duriense assinou exibições muito convincentes aos comandos do Mitsubishi Lancer EVO VII preparado pela Matos Competições.
Mas recuemos na cronologia e vamos lá conhecer melhor a carreira do piloto.
As suas ganas de se tornar piloto de competição têm raízes na influência “do meu pai que também correu em rampas e perícias e em 2006 apercebendo-me que o meu primo tinha carros para alugar e depois de um curso de navegadores para perceber melhor como tudo funcionava, aluguei-lhe um pequeno Toyota Yaris de troféu para fazer algumas provas do Nacional de Ralis, com a minha esposa Daniela como copiloto”.
“Nesse ano fizemos 3 provas com o Yaris, vencendo sempre a nossa categoria e o interesse foi aumentando. Em 2007, não consegui o orçamento necessário para fazer muitas provas e só fiz o Rali de Portugal como copiloto num Peugeot 206. Já em 2008, consegui reunir alguns apoios e apostei num carro que deu muitos dissabores, o Renault Megane Maxi. Logo na primeira prova em Fafe nem chegou a arrancar!”, lembra o piloto que, de seguida, mudou “para um Peugeot 206 e inseri-me no troféu Modelstand, no Open de Ralis, onde fiz algumas provas, assim como em 2009, repeti o troféu, tendo acabado com um grande acidente no Rali Vidreiro. Decidi então não correr mais até este ano de 2021. Durante este curto e tumultuoso trajeto fui fazendo alguns bons resultados e, mesmo tendo parado, ficou sempre cá dentro a vontade de um dia regressar”.
Mas foi preciso esperar mais de uma década para isso acontecer.
Em 2021, Henrique Rodrigues resolveu “em Janeiro que queria voltar e num curto espaço de tempo montar um projeto que me fosse possível fazer um campeonato quase completo. Escolhi o Mitsubishi EVO VII da Matos Competições porque tinha conhecia o Carlos Matos e tinha confiança no seu trabalho. Conseguimos reunir o que era necessário para correr. Nunca tinha conduzido um 4×4 e foi uma experiência muito agradável em termos de condução e aprendizagem”, sentindo o piloto que “devido a estar tanto tempo sem correr e tendo em conta que utilizei um carro que nunca tinha guiado, não posso dizer que o balanço seja mau neste ano. Foi até, melhor do que eu e o Daniel estávamos à espera”.
Considera que o segredo para as boas exibições e resultados a condizer reside “na rápida habituação ao carro, quer na terra, quer no asfalto, sempre com uma toada de aprendizagem e habituação, não cometendo excessos e os resultados foram aparecendo, alguns também muito para além das nossas espectativas, sendo tudo isto colmatado no final do ano, com a vitória na Divisão 1 Norte do Desafio Kumho Portugal, para além de outros bons resultados nas provas e nas diversas classificativas”.
Cliente assíduo dos lugares dentro do Top 10 absoluto dos ralis em que participou, o piloto assume que “isso superou todas as nossas expectativas. Eu e o Daniel não fazíamos ideia, no início, de onde nos poderíamos colocar na classificação de cada rali e na geral do CNR, pois tudo era novo para nós, desde os ralis até ao carro e por isso não começamos com grandes espectativas relacionadas com a classificação, mas depois as coisas foram acontecendo e os resultados começaram a aparecer e conseguimos um positivo 8º lugar final na geral do CNR”.
Lamenta que “infelizmente, não tenhamos feito as provas todas do campeonato, o que nos proporcionaria com toda a certeza outra classificação na geral final. O orçamento não o permitiu, mas tenho sobretudo de salientar que representou muito para mim neste regresso conseguir andar perto dos lugares da frente e sempre dentro do top dez absoluto, discutindo a vitória entre os Kumho”.
E foi na competição particular dos pneus coreanos, promovida pela ASR Tyres, que a dupla conquistou um troféu neste seu regresso. Sagraram-se vencedores da Divisão 1 do Desafio Kumho Norte, feito que Henrique Rodrigues considera “um dos momentos altos da carreira. Representa o meu primeiro troféu à geral desde que me iniciei nos ralis e por si só tem muito significado. Quero dar os parabénsà Khumo e à ASR Tyres por ter esta iniciativa nos ralis nacionais, que muito beneficia e ajuda a concretizarem alguns projetos. Os pneus são bons e nunca tivemos um pequeno problema com eles, aliás não tivemos um único furo durante toda a época, o que mostra a qualidade destes pneus. Este tipo de competições, entre outras são necessárias, estimulam os pilotos, ajuda alguma percentagem a diminuir despesas, se por acaso ganhares prémios e cria uma luta saudável entre pilotos e equipas, por isso é uma competição que ajuda a animar o panorama dos ralis em Portugal”.
Face a estes resultados, Henrique Rodrigues sente que “o balanço de 2021 é muito positivo e foi além das nossas espectativas iniciais”, sendo corroborado na análise pelo seu navegador Daniel Rodrigues que destaca “a audácia do Henrique a pilotar. Enfrentou a sempre dura adaptação a um carro de 4 rodas motrizes e fê-lo de forma brilhante”, com Daniel Rodrigues a realçar ainda que “foi um ano de dedicação e empenho por toda a equipa fantástica, que eu encontrei no retorno a esta modalidade”.
Henrique Rodrigues escolhe como momento mais destacado de 2021 o “bom resultado que fizemos no Rali Terras D’Aboboreira, que ajudou muito a impulsionar o restante campeonato” e como a ocasião menos positiva “a desistência no Rali de Mesão Frio, com o diferencial partido. O rali já não tinha começado muito bem e não acabou bem devido a esta desistência e era um rali que eu gostaria de ter feito um bom resultado pela proximidade de Mesão Frio a Lamego”.
A fechar o rescaldo da época finda, Henrique Rodrigues agradece “a dedicação do Daniel e dos nossos parceiros, patrocinadores e amigos, que são a peça fundamental na concretização de tudo isto e sem eles todos estes resultados de relevo do ano de 2021 não eram possíveis”, lembrando ainda o trabalho “da Matos Competições, na pessoa do Carlos Matos que fez um trabalho incrível no carro” e deixando a sentida palavra final para “a família, pelo apoio fundamental como me dá alento e também porque são muitas horas que passamos fora”.
Quanto a planos para 2022 “a única certeza que temos é que queremos continuar a correr, temos tudo bem encaminhado, mas a entidade máxima que organiza os ralis, teima em se atrasar com os regulamentos, proporcionando assim a quem corre uma dificuldade acrescida na viabilização de um projeto desta envergadura. Vamos continuar com o mesmo carro, que em princípio sofrerá algumas evoluções, para continuarmos o nosso progresso. Apontámos obviamente ao novo Campeonato Promo de Ralis, no entanto ainda nem sabemos bem o que será este campeonato”.
Paralelamente à sua longa e farta carreira de navegador, o fafense tem assumido outra enquanto piloto, almejando também aí estar a saborear o sucesso. 2021 voltou a ser um ano onde se destacou no Campeonato Norte de Ralis.
https://youtu.be/xdOi6NTLN5w
É reconhecidamente um dos nomes grandes dos ralis nacionais. Enquanto navegador, é detentor de um título nacional absoluto, de vários outros troféus e de muitas vitórias e pódios para celebrar. Paralelamente, Mário Castro nunca enjeitou experimentar o desafio de assumir o volante de um carro de competição.
Fê-lo, pela primeira vez, no ano de 2004 quando participou “em duas corridas de resistência no Autódromo do Estoril inseridas no troféu Endurance Sport a convite da organização. Foi uma experiência incrível para mim e que muito agradeço ao Sr. António Teixeira e á sua filha Diva Teixeira pela oportunidade que me deram. Foram duas excelentes corridas em que até eu fiquei surpreso com a minha prestação pois por muito pouco não vencemos uma das corridas, mas ainda assim ficou o registo de eu ter conseguido a volta mais rápida da corrida frente a adversários de grande valor como por exemplo o José Carlos Macedo entre outros”.
Foi experiência única até 2015. Então, Mário Castro conseguiu “reunir condições para adquirir um Ford Fiesta R1 e participar em alguns ralis. Logo no primeiro ano com o Fiesta, venci o Grupo P2 na Taça de Portugal de Ralis. Entretanto, em 2016, tive uma outra grande experiência ao volante. A convite do meu amigo Pedro Dias da Silva (meu ex-piloto) participei nas 24 de Fronteira tendo sido uma experiência incrível apesar de o resultado não ter sido o desejado pois tivemos vários problemas mecânicos!”.
Mas os ralis são o “negócio” do coração de Mário castro e, aos comandos do Fiesta, o fafense acabou por “competir quatro anos fazendo essencialmente provas do Regional Norte, tendo-me sagrado vencedor do Grupo P2 em 2016, 2017 e 2018. Consegui ainda, o que considero um excelente resultado, alcançar o 4º lugar absoluto no Regional Norte de 2017 com um carro manifestamente inferior à maioria da concorrência”.
Em 2019, Mário Castro optou “por tentar algo mais e reuni as condições para passar a utilizar um Fiesta, mas já da classe R2. Fui novamente vencedor do Grupo P2 em 2019 e 2021, mas tenho a noção de que a concorrência não era muita e por isso eu não ter dado tanta importância a esse feito. Um dos meus handicaps perante a minha concorrência ao longo destes anos é que eu nunca consegui fazer um campeonato completo porque a minha prioridade sempre foi e será a minha carreira como navegador. Ainda assim, estou extremamente orgulhoso com tudo aquilo que a minha equipa tem feito pois temos andado constantemente entre os 10 primeiros e a lutar pelos melhores lugares no que às duas rodas motrizes diz respeito. Ainda em 2021 fomos quartos da categoria, tendo participado em apenas metade das provas. Além da importância dos resultados, há outras coisas que tem enriquecido muito a minha carreira e essencialmente fazer-me sentir realizado como por exemplo ter tido a oportunidade de participar num rali do ERC em 2020, de ter ido por duas vezes à Ilha da Terceira participar em ralis do campeonato açoriano, entre outras coisas mais”.
Quanto ao rescaldo de 2021, Mário Castro assume que “esperava melhores resultados, mas ainda assim não posso dizer que saí frustrado. A qualidade e quantidade dos pilotos e carros no Regional Norte que, contrariamente ao que muita gente pensa, é muito boa e por isso quem quiser vencer tem de lutar muito por isso. Eu encaro os ralis dessa forma, seja como navegador, seja como piloto. Dentro das minhas possibilidades, das minhas capacidades e dos meios que tenho vou sempre à luta pelo melhor lugar possível e foi isso que mais uma vez em 2021!”.
Como melhor momento, destaca “a vitória nas 2RM em Famalicão, mas nos outros ralis estive quase sempre na luta pelos melhores lugares se bem que, mais para o final da época, não consegui estar tão competitivo porque o orçamento era muito reduzido e fui obrigado a participar nos últimos ralis em condições, vamos chamar precárias para quem quer vencer. Mas se considerar que apenas estive presente em apenas 6 ralis, terminar em 4º das 2RM e 6º absoluto só pode ser considerado um resultado bastante satisfatório”.
Convidado a debruçar-se sobre a sua forma de ser enquanto piloto, Mário Castro é sólido na convicção de que é “um piloto que não se pode queixar muito do que tem conseguido. Já tive alguns dissabores, mas coisas normais das corridas pois quando chegamos ao final de uma prova e sentimos que poderíamos ter conseguido um resultado melhor vimos sempre para casa a refletir sobre o que possa ter feito para que tivesse corrido melhor. Há uma coisa que eu me orgulho e tenho a perfeita noção de que é um dos meus pontos fortes relativamente a muitos pilotos. Eu sei perfeitamente quais as condições e qual o meu nível de competitividade para cada prova e faço sempre uma gestão muito boa do rali perante tudo isso e quando olho para trás vejo que o que fiz, a gestão que fiz, foi realmente a melhor e mais acertada e por isso virem daí às vezes grandes resultados quando nós próprios dentro da equipa sabíamos de antemão que seriam muito difíceis de concretizar. Desistir é a coisa que mais odeio. Prefiro terminar em último a desistir. Felizmente, em 40 ralis apenas desisti 4 vezes, mas a desistência que me deixou mesmo triste foi em 2019 no rali Montelongo, quando liderava o rali entre os concorrentes elegíveis para as contas do Regional Norte e desisti a um troço do final com problemas de travões. Foi uma desilusão enorme para toda a equipa pois poderia ter sido uma vitória em casa”.
E 2022?
Mário Castro começa por lembrar que “nunca foi, nem nunca será fácil colocar de pé um projeto, mas este ano está a ser ainda mais difícil. Houve um atraso muito grande na divulgação dos calendários, quais os campeonatos que iriamos ter em Portugal e seu regulamento desportivo e técnico e isso fez-me estar parado à espera de toda informação. Ainda hoje não há um calendário do novo Campeonato Start de Ralis!”.
O fafense quer, mesmo assim, estar “no ativo em 2022. Como navegador, que será sempre a minha prioridade, não tenho nada definido, mas espero fazer algo. Como piloto, e ainda que apenas esta semana tenha começado a trabalhar no projeto pelos motivos que mencionei anteriormente, o que eu gostaria de fazer era participar em 6 ralis do novo campeonato Promo de Ralis e no Rali Montelongo, mas estou à espera de ver o que nos reserva o Campeonato Start Norte pois poderá ser uma hipótese para mim. Quanto ao carro a utilizar passará sempre por um 2RM. A continuidade com o Fiesta será quase uma certeza, mas se eventualmente vender o carro, pois estou a tentar, irei adquirir um outro da mesma categoria”.
São Pedro do Sul e a mais famosa estância termal portuguesa serão palco de um evento inovador, entre 11 e 13 de fevereiro: o Termas Motorfest. O conceito combina experiências de termalismo, gastronomia e de bem-estar, com provas de automobilismo e desfiles de carros emblemáticos. Tudo num cenário único de beleza natural e glamour.
O Termas Motorfest aproveita as potencialidades de uma das maiores e mais famosas estâncias termais da Península Ibérica, proporcionando, ao mesmo tempo, um evento que combina a competição automóvel e a cultura em torno de marcas e modelos icónicos. Com o apoio do Município de São Pedro do Sul, pilotos, aficionados e respetivas famílias poderão usufruir de um fim de semana retemperador, num ambiente requintado e onde estão garantidas as necessárias medidas de segurança sanitária.
Durante três dias, de 11 a 13 de fevereiro, o Termas Motorfest terá um programa de experiências pensado para mostrar o melhor de São Pedro do Sul e da região de Lafões: experiências de bem-estar termal, experiências gastronómicas e vinícolas, exposição e desfile de automóveis emblemáticos, desfile de moda e exposição de joalharia com obras de criadores locais, um espaço de animação infantil, iniciativas de consciencialização ambiental e de prevenção rodoviária, entre outras atividades que prometem diferenciar o Termas Motorfest no panorama nacional. O programa inclui também duas novas provas sob a égide da FPAK, o Rali Cidade Termal e o Termas Rali Histórico (Regularidade), que percorrerão as classificativas e as paisagens marcantes de São Pedro do Sul. As inscrições para o Rali Cidade Termal podem ser feitas no portal da FPAK e o regulamento da prova está disponível neste link.
Todas as informações sobre o Termas Motorfest podem ser consultadas em termasmotorfest.pt e as inscrições para o Termas Rali Histórico (Regularidade) podem ser solicitadas através do email info@termasmotorfest.pt.
Reconhecidamente um dos mais puros “gentlemen drivers” dos ralis nacionais, o piloto algarvio levou as cores da PoolShop Algarve a patamares nunca antes alcançados. No ocaso da temporada, conquistou a Taça dos Campeões de Ralis Regionais, alcançando a primeira vitória absoluta da sua carreira numa prova, onde ainda selou as contas do Desafio Kumho Sul. Foi obra!
E merecida. Ao longo de 2021, Rui Rijo foi demonstrando uma capacidade crescente de extrair o potencial das duas “montadas” que foi utilizando. O Mitsubishi Lancer EVOIII MR era claramente o “eleito” para cumprir a época por inteiro, mas os problemas mecânicos que levaram Rui Rijo a desistir nas duas primeiras provas da época, forçaram o piloto residente no Algarve a apostar no seu também habitual EVO VI para as duas provas seguintes, enquanto o EVOIII MR era alvo de uma profunda revisão.
O calendário da PoolShop Algarve tinha dois alvos específicos: o Campeonato Sul de Ralis e o Desafio Kumho Sul, deitando ainda um olho ao Desafio Kumho Terra. Como tal, para além das provas alinhadas a sul, Rui Rijo participou anda em mais dois ralis fora da região, ambos em terra, a saber o Rali de Vieira do Minho e o Rali Alitém, que permitiram ao piloto “ganhar quilómetros e experiência em terra, para me tornar mais rápido e eficaz neste tipo de piso, com Alitém a transformar-se num dos bons momentos da época, pois foi um rali que fomos “à descoberta” e acabamos por sair bastantes satisfeitos e com um excelente resultado”.
Olhando agora para trás, Rui Rijo considera que “a palavra perfeita para resumir o foi feito ao longo desta época é “evolução”, pois a mesma foi gradual e bastante positiva, não só nos troços cronometrados, mas também nos reconhecimentos”. 2021 apresentou ainda o desafio extra de “correr com um novo navegador, o Miguel Luz, que veio para o lugar do nosso grande amigo Gonçalo e tendo ambos a mesma escola, adaptámo-nos bastante bem um ao outro e isso foi fundamental para o sucesso que alcançamos”.
E este foi bem suado. Duplo arranque em falso, com as já referidas desistências em Vieira do Minho e em Serpa, considerando Rui Rijo que “partir o motor em Serpa foi definitivamente o pior momento da época. Aconteceu logo nos primeiros quilómetros. Nem deu para aquecer. Isso obrigou-nos a usar um motor de origem apenas com ajuda de uma excelente eletrónica para as restantes provas. Mas felizmente acabaria pro ser uma solução eficaz”.
Rui Rijo e Miguel Luz foram em “busca do prejuízo”, regressando logo a seguir aos bons resultados, em Vila do Bispo. E aí, a maré mudou de vez. A dupla iniciou aí uma série de bons resultados que se tornou imparável, pontuando forte em Vila do Bispo, assinando um pódio Kumho no Rali Alitém, outro, mas à geral em Portimão, na primeira prova de asfalto, que marcou o regresso aos comandos do EVO III MR, seguindo com um 5º lugar à geral na última tirada de terra, o Rali CAS Almancil-Boliqueime, ficando assim bem posicionados para lutar pelos objetivos principais da época no derradeiro duelo, marcado para o Rali Casinos do Algarve.
E Rui Rijo tinha reservado para a “prova rainha” do Algarve o seu melhor. Com uma entrada “de leão” Rijo e Migue Luz dominaram a seu belo prazer a 1ª etapa da prova, assumindo comando do rali, lugar que não mais largariam até ao fecho, conquistando assim a primeira vitória absoluta da carreira do piloto que, no caso, assumiu uma importância acrescida porque transformou a dupla na equipa que venceu a 1ª edição da Taça dos Campeões de Ralis Regionais. Foi “o momento mais alto da minha carreira. Ganhar à geral o Rali Casinos do Algarve, prova já vencida por grandes nomes nacionais e internacionais, vencer a Taça e, com este resultado, vencermos o Desafio Kumho Sul, excedeu todas as nossas expectativas. Ficamos muito felizes por ter alcançado este triplo feito, que foi totalmente merecido!”.
A relação com os pneus Kumho tem sido profícua para a PoolShop Algarve. Rui Rijo considera que “os Kumho foram uma peça importante no sucesso global da época. Ficamos felizes por dar esta vitória absoluta à ASR Tyres que muito tem apoiado os ralis em Portugal. Realço ainda que o Desafio Kumho é uma excelente aposta pois a relação entre o preço e a qualidade dos pneus, é difícil de bater nos dias que correm”.
Quanto aos planos para 2022, estão já definidos: “com os dois carros que temos, o Campeonato Promo é a aposta lógica. Vamos correr contra excelentes duplas e isso é sempre bom para saber onde estamos situados. Penso que o objetivo passa por acima de tudo, continuarmos a evoluir e ver onde isso nos poderá trazer no fim. Vamos obviamente tentar vencer novamente na competição particular dos Kumho. Estamos com muita vontade de voltar aos ralis e encaramos 2022 com muita ambição!”.
Perante o crescendo de bons resultados da época, Paulo Anselmo ousou sonhar com uma “dobradinha” e o olhanense “arregaçou as mangas” durante a desafiante temporada de 2021, logrando cumprir integralmente os objetivos. Paulo Anselmo saiu da época passada com o título no Campeonato Sul de Ralis Duas Rodas Motrizes, juntando ao cetro a vitória incontestada na Divisão 2 do Desafio Kumho Sul.
Aos comandos do já icónico BMW 318i Compact e navegado pelo jovem Pedro Dias da Silva, o piloto de Olhão fez da rapidez e da regularidade exibicional as armas que o levaram ao sucesso. E isto num ano em que, à partida, os objetivos passavam “como sempre, por vencer no Grupo e na Classe, embora sem enjeitar estar na luta pelos lugares cimeiros entre os 2RM e, claro, almejar pelo menos o pódio na competição reservada aos Kumho”.
Mas, a glória estava reservada a quem porfia e foi o que a dupla da Paulo Anselmo Competições fez por conseguir. Estiveram logo entre os melhores no arranque da temporada em Serpa, chegando à primeira dupla vitória (2RM e Kumho) logo na segunda jornada do CNR, em Vila do Bispo, saindo assim da miniépoca de pisos de terra que abriu o campeonato numa posição privilegiada para estar na batalha pelos títulos.
A terceira tirada seria em asfalto. O Rali de Portimão voltou a ver Paulo Anselmo ao seu melhor nível, conseguindo o pódio nas duas “frentes de combate”, numa prova em que “tivemos mesmo de dar sempre o máximo. Os pisos de asfalto não são a nossa especialidade. Por isso, ser 3º das 2RM e na Divisão 2 Kumho na prova de Portimão só nos poderia deixar felizes por termos conseguido rodar sempre entre os da frente e termos conseguido, por mérito próprio, alcançar este resultado, que nos continuava a colocar numa excelente posição para lutar pelos títulos”.
Curiosamente, foi no regresso aos pisos de terra, onde o olhanense se sente mais confiante, que sucederia o momento menos feliz da época: “o Rali do CAS Almancil Boliqueime foi para esquecer. o rali acabou por se revelar não ser o mais adequado para a nossa viatura. Gosto de manter uma condução rápida e de embalo, mas era impossível. Os troços eram demasiado estreitos e não nos permitiram assumir o ritmo forte que gostamos”. Mas o “calvário não se prenderia apenas com a tipologia dos troços pois “descobrimos que partimos para a prova com um triângulo de trás frouxo, o que nos dificultou a condução e que nos obrigou a fazer um pião. O motor calou-se e perdemos algum tempo. Depois, furamos a três quilómetros do fim da 3ª PEC, fazendo com que o prejuízo de tempo fosse ainda maior.
Só que a fortuna nada quereria com Paulo Anselmo e Pedro Dias da Silva. Estando à partida da 4ª especial, focados em “andar forte e começar a recuperar o tempo perdido. Começou a chover torrencialmente e tivemos problemas de embaciamento dos vidros. Ficamos sem ver nada num troço totalmente enlameado. O pesadelo que continuou no troço seguinte. Rodamos a 20 Km/h, com uma mão no volante e outra a tentar limpar o vidro com um pano, o que ainda se tornava pior porque o pano estava gorduroso. O pior rali da época!”.
Mas, apesar de tudo, saiam na penúltima tirada do ano líderes na batalha pelo título das Duas Rodas Motrizes no CSR e estando a apenas 4 pontos da liderança nas contas da Divisão 2 do Desafio Kumho Sul. O Rali Casinos do Algarve transformava-se assim num verdadeiro “mata-mata” final!
A prova acabaria por ser “talvez o rali em piso de asfalto onde me diverti mais na minha carreira. Andamos sempre nos limites e o BMW esteve perfeito”, com Paulo Anselmo e Pedro Dias da Silva a levarem o o carro bávaro a mais um pódio duplo nas contas das 2RM e do Desafio Kumho, resultados que davam à dupla os títulos que tanto queriam alcançar.
Para Paulo Anselmo, as conquistas foram “o corolário de todo o esforço que eu, o meu navegador Pedro Dias da Silva, a nossa equipa técnica e os nossos patrocinadores fizeram ao longo do ano e permeia todo o nosso empenho. Demos tudo para estar na luta e os títulos são nossos!”.
No que concerne à competição particular do Desafio Kumho, Anselmo sente-se “orgulhoso por triunfar numa competição tão aguerrida. Quero ainda dar os parabéns à Kumho Motorsport e à ASR Tyres por montar uma competição que é mito importante para os pilotos. Se, por um lado, os pneus, sejam de terra, sejam de asfalto, têm uma relação qualidade/preço imbatível, por outro temos ainda de realçar a excelente comunicação que fazem do Desafio Kumho e os excelentes prémios que oferecem. Estão de parabéns!”.
Em jeito de rescaldo final, o piloto não deixa de destacar que “para lá das conquistas e dos resultados, existe algo que é também muito importante para mim. Divertir-me a conduzir o BMW e divertir também os aficionados com uma condução que dê espetáculo. E, pelo feedback dos nossos seguidores, conseguimos encantar quem esteve nos ralis e foi incrível receber os parabéns de tanta gente pelas nossas exibições e pelos nossos títulos!”.
Agora, 2022. Paulo Anselmo quer “continuar neste passatempo que me faz ser feliz e me abstrai do meu dia-dia intensivo na minha oficina, daí já ter preparado o meu projeto de forma que os meus patrocinadores me possam ajudar a estar à partida de mais uma época, pois sem eles não seria possível montar um projeto com conta, peso e medida. Bem hajam!”.
O craque de Olhão tem novidades: “para além do habitual BMW, estamos a montar uma nova unidade. Será um 328i Compact onde vamos tentar melhorar algumas coisas em relação ao atual carro”. Quanto a objetivos, logicamente não poderiam deixar de “passar por tentar renovar o título no Desafio Kumho Sul e, claro, tudo faremos para ser campeões absolutos no novo Campeonato Start Sul de Ralis!”.
O jovem talento de Vila Velha de Rodão protagonizou uma época a roçar a perfeição, coroada com o título de Duas Rodas Motrizes no Campeonato Centro de Ralis e as vitórias na Divisão 1 dos Desafios Kumho Asfalto e Centro.
Os sinais vinham já de trás. Rapidamente se percebeu que na zona raiana da Beira Baixa estava a nascer um talento que, caso venha a ser condições, poderá se tornar num caso sério no panorama dos ralis nacionais.
Falámos de Pedro Silva, nado e criado em Vila Velha de Rodão e que, acompanhado pelo consagrado navegador Nuno Rodrigues da Silva em praticamente todas as provas da temporada, levou o seu Peugeot 208 VTI a um ano que consagrou a sua rapidez com a conquista de títulos e da primeira vitória absoluta da sua ainda curta carreira.
E como tudo começou para Pedro Silva?
O também “soldado da paz” conta que se iniciou “no desporto motorizado em 2015 com um Starlet 1.3 S. Comprei este carro propositadamente para fazer uma prova de Regularidade Sport que iria realizar-se em Vila Velha de Ródão. Na altura custou me 400€ e não estava nas melhores condições, tinha inclusivamente o diferencial soldado. A prova foi um sucesso e senti que era mesmo aquilo que queria fazer e que deveria apostar em mim. Fui participando em provas semelhantes e os resultados foram aparecendo com vitórias na classe. Mais tarde e mantendo a tração traseira, adquiri um carro igual para preparar e apostar nos ralis, no futuro”.
Com um sorriso nos lábios, o jovem craque conta que “ainda hoje mantenho este Toyota Starlet 1.3 S pois é um carro especial, preparado com muito cuidado e que me dá um gozo enorme guiar”.
Após 3 anos na Regularidade Sport, Pedro Silva decidiu “passar efetivamente aos ralis. Fiz 2 provas de Toyota e felizmente, consegui obter um Peugeot 206 Troféu. Com este carro, venci o grupo X1 em 2019 no CCR e também a Divisão 2 do Desafio Kumho Asfalto”, conquistando assim na competição organizada pela ASR Tyres o seu primeiro título.
Essa primeira época foi assim concluída com êxito e levou o piloto a voltar a apostar no carro francês para 2020. Num ano atípico, devido à pandemia, nem por isso Pedro Silva deixou de voltar a mostrar as suas “garras”, concluindo o CCR na 2ª posição do Campeonato de 2RM, considerando que “esta solidez de resultados permitiu que garantisse a confiança dos meus sponsors atuais. E Foi este apoio e confiança que me permitiu dar o salto para, em 2021, utilizar um 208 R2, passo que sabia ser ousado, mas que também considerava necessário”.
E 2021 transformar-se-ia numa época de consagração de Pedro Silva. De início a fim, foi sempre um dos mais fortes entre os que almejavam lutar pelos lugares cimeiros da geral e, principalmente pelo domínio nas duas rodas motrizes.
Rápido e consistente, tornou-se dominador nas três frentes onde “combatia”. Pedro Silva lembra que “no início de época assumimos que queríamos lutar pelo título a Centro das 2RM e também pela vitória nos Desafios Kumho Asfalto e Centro. Ao longo do ano, fomos sempre muito fortes e os resultados são prova disso. O balanço é extremamente positivo. Alcancei todos os objetivos a que me propus no início da época, tirei o melhor partido de um carro bastante fiável, senti que evolui e transmiti isso mesmo para quem me foi acompanhando. A época de 2021 foi memorável!”.
Como “cereja no topo”, almejou ainda chegar à primeira vitória absoluta da sua carreira, triunfando na edição inaugural do Rallye de Resende, organizado pelo Targa Clube, feito que “jamais esquecerei. Foi incrível e saí de Resende com o título e uma vitória que marca a minha carreira!”. Aliás, considera que “a vitória à geral no Rali de Resende, permitiu-me fechar a época em pleno e sentir que estou cada vez mais rápido e competitivo. Foi um dos momentos mais altos do ano. Outro momento perfeito está diretamente relacionado com a minha vida pessoal, mas que influenciou em muito o meu estado de espírito, a minha concentração e a minha própria confiança para cada prova, pois tratava-se do estado de saúde da minha mãe. A pessoa que me apoiou sempre, que tudo fez para que nada me faltasse e que me transmitiu valores que fui aplicando nestes últimos meses. Todas as minhas conquistas são dedicadas à mulher guerreira que enfrentou todas as batalhas com um sorriso e força!”.
Quanto ao ponto menos feliz de 2021, não tem dúvidas: “foi precisamente a minha estreia em terra, onde tive um acidente a 1 troço do fim do rali. Considero o momento menos feliz pois fez-me perder a posição no campeonato e consequentemente, impor mais ritmo nas provas seguintes para colmatar esta falha de pontos. Encarei esta saída de estrada como uma aprendizagem. São situações que acontecem e que nos fazem crescer”.
E o que representa para este “jovem lobo” ser campeão?
“É algo difícil de descrever. Desde pequeno que acompanho e vibro muito com esta modalidade. Portanto, conseguir os apoios necessários para adquirir um carro, fazer um campeonato, lutar ao segundo com grandes pilotos que me lembro de infância e alcançar um título, é sem dúvida alguma, cumprir um sonho. Uma conquista que ficará marcada para a minha vida. Obviamente que não foi um feito só meu, foi uma vitória conjunta pois tive um apoio notório dos meus patrocinadores, equipa e família. Nunca pensei que estivesse ao meu alcance, mas também nunca desisti daquilo em que acredito. Foram 5 anos de evolução pura, de empenho e de muita adrenalina. 5 anos que passaram a alta velocidade e que demonstraram que tudo é possível, basta acreditar!”.
Ao cetro agora seu, Pedro Silva juntou mais dois troféus Kumho para a sua coleção e conquistas no Desafio reservado aos pneus coreanos que o piloto considera terem sido “foram ótimos aliados, pela sua robustez e perfomance. Destaco ainda todo o empenho dos seus promotores que nos permite ter um impacto brutal a nível de comunicação social”. Como tal, considera que “o Desafio Kumho foi das melhores iniciativas dos últimos tempos. Tornou os campeonatos mais competitivos, o facto de ter prémios monetários e/ou pneus é uma motivação extra, e ainda promove e divulga a modalidade, pilotos e carros de uma forma exemplar. Acredito que o sucesso só tenha sido possível por ter as pessoas certas no seu comando”.
Festa feita, agora é tempo de olhar em frente. Pedro Silva revela que “vamos ter um ano novamente desafiante e ambicioso. Os objetivos mantêm-se com as mesmas bases que os anteriores: garantir a evolução, obter títulos, dignificar os meus sponsors e dar-lhes a merecida visibilidade. Estamos a fazer os possíveis para evoluir de campeonato e atingir outros patamares. Esperamos conseguir dar novidades brevemente”.
Na primeira época com programa completo, Luís Morais foi uma das grandes revelações do campeonato Norte de Ralis. O lousadense logrou conquistar o pódio nas 2RM e ser quinto na geral absoluta do campeonato.
A sua vinda para as provas de estrada deu-se em 2020. Então, os primeiros passos foram dados em apenas dois ralis, a saber, as participações no Rali de Mesão Frio, onde desistiu com uma avaria mecânica e no Rali Fafe Montelongo.
Aqui, Luís Morais logrou impor o Peugeot 208 R2 na Prova Extra, disputada no segundo dia do evento, enquanto no dia inicial levava a sua montada ao 9º posto da geral, sendo 2º entre os que tripulavam carros com duas rodas motrizes, considerando o lousadense que “foi épico. Sentimos uma alegria enorme, não apenas pelo resultado, mas por perceber que conseguíamos ser competitivos, a exemplo do que tínhamos feito no ralicross”, modalidade que o piloto abraçou durante algumas épocas e onde atingiu resultados de grande relevo, tais como um vice-campeonato e um 2º lugar na Taça de Portugal.
E Luís Morais considera que 2020 acabaria por ser “o estímulo que necessitava para ousar querer fazer uma época inteira e montámos um projeto para 2021, tendo como objetivo disputar na íntegra o Campeonato Norte de Ralis, com o Peugeot 208 VTI R2 da PT Racing, encarando esta época como de aprendizagem e adaptação, sabendo que ia entrar num campeonato com excelentes pilotos, muito mais experientes do que eu”.
Mas as exibições e os resultados tornaram a época em algo muito para lá da demanda de aprendizagem ao longo dos nove ralis disputados. 8 pontuações, das quais uma máxima em termos absolutos e duas no que concerne às contas das 2RM, levaram Luís Morais a terminar o ano no pódio do Campeonato 2RM, sendo ainda 5º da geral absoluta. Uma proeza notável que deixa o piloto lousadense “orgulhoso e sobretudo muito motivado para fazer ainda melhor no futuro. Foi um ano incrível, com os resultados a aparecerem, fruto do foco e do empenho que eu e a minha equipa sempre colocámos e fico muito feliz por ter provado ter andamento para andar nos lugares cimeiros!”.
Luís Morais escolhe o Rali da Água, organizado pelo CAMI Motorsport, como “o melhor momento de 2021. Foi um rali que me deu um gozo enorme. Magníficas especiais, muito exigentes e onde andámos sempre a fundo. O 2º lugar a geral e a vitória nas Duas Rodas Motrizes foi um prémio justo e inesquecível, num rali perfeito e com uma organização fantástica”.
Mas 2021 também teve momentos espinhosos e o piloto lembra um momento de grande angústia que viveram “em Viana do Castelo quando capotámos. Foi um acidente violento e cheguei a temer pela minha vida e da Helena!”.
Mas as exibições e os resultados tornaram a época em algo muito para lá da demanda de aprendizagem ao longo dos nove ralis disputados. 8 pontuações, das quais uma máxima em termos absolutos e duas no que concerne às contas das 2RM, levaram Luís Morais a terminar o ano no pódio do Campeonato 2RM, sendo ainda 5º da geral absoluta. Uma proeza notável que deixa o piloto lousadense “orgulhoso e sobretudo muito motivado para fazer ainda melhor no futuro. Foi um ano incrível, com os resultados a aparecerem, fruto do foco e do empenho que eu e a minha equipa sempre colocámos e fico muito feliz por ter provado ter andamento para andar nos lugares cimeiros!”.
Luís Morais escolhe o Rali da Água, organizado pelo CAMI Motorsport, como “o melhor momento de 2021. Foi um rali que me deu um gozo enorme. Magníficas especiais, muito exigentes e onde andámos sempre a fundo. O 2º lugar a geral e a vitória nas Duas Rodas Motrizes foi um prémio justo e inesquecível, num rali perfeito e com uma organização fantástica”.
Mas 2021 também teve momentos espinhosos e o piloto lembra um momento de grande angústia que viveram “em Viana do Castelo quando capotámos. Foi um acidente violento e cheguei a temer pela minha vida e da Helena!”.
O acidente já lá vai e de 2021 fica para Luís Morais “a época incrível que tivemos. Gostaria de agradecer todo o apoio à equipa PT Racing pelo seu profissionalismo e dedicação a mim e à minha navegadora. Uma palavra especial para os colaboradores das minhas empresas, pois sem eles não conseguiria estar onde estou”, não esquecendo o lousadense de destacar “a minha navegadora Helena Maia a quem agradeço toda a força que me dá no decorrer das provas com o seu enorme profissionalismo e dedicação. Tem sido sobretudo uma grande amiga”.
Com a próxima época já a bater à porta, Luís Morais assume que a ambição o leva a dar mais um passo em frente. Tendo novamente Helena Maia no banco do lado direito, o lousadense irá “disputar o Campeonato de Portugal de Ralis 2RM, tripulando um Peugeot 208 Rallye 4, confiando uma vez mais na PT Racing, a estrutura liderada por Paulo Antunes. Vai ser o realizar de um sonho e vamos tentar fazer a época toda, sabendo que é, uma vez mais, um ano para tentar perceber como funciona as coisas por dentro, mas sem enjeitar dar tudo para conseguir resultados nos lugares cimeiros. Essa é a nossa filosofia na competição e não abdicamos dela”.
Luís Morais vai incluir o regresso ao Campeonato de Portugal de Ralicross, para enfrentar o forte pelotão da Divisão S1600, com um Citroen Saxo. 2022 tem tudo para ser um ano em cheio para o talentoso piloto de Lousada!
Adrien Fourmaux e Sébastien Loeb irão juntar-se a Craig Breen e a Gus Greensmith em Monte Carlo, numa armada de novíssimos Ford Puma Hybrid Rally1
O francês Fourmaux junta-se a Breen e Greensmith para formar o trio de pilotos da M-Sport para realizar a época completa do Campeonato do Mundo de Ralis de 2022, à medida que a disciplina entra na sua nova e excitante era híbrida. Fourmaux iniciou a sua carreira nos ralis há apenas cinco anos, fazendo uma notável ascensão em termos de classificações no WRC, desde a sua estreia em 2019.
Sébastien Loeb (FRA) performs during WRC Msport test in Alpens , Spain on 10/19/2021
Feita ao volante de um Ford Fiesta Rally2, a sua primeira temporada no escalão WRC2 garantiu-lhe dois pódios, no Rali de Monte Carlo (terceiro classificado) e no Rali da Grã-Bretanha (segundo lugar). A temporada de 2021 assistiu à promoção de Fourmaux para o Ford Fiesta WRC no Rali da Croácia, onde alcançou a melhor classificação geral da sua carreira, com um quinto lugar. Houve também motivo para celebração no Rali Safari, no Quénia, quando Fourmaux conquistou a sua primeira vitória num Especial do WRC. Ao longo da temporada, o jovem piloto tem sido consistentemente apelidado de estrela em ascensão e está no bom caminho para seguir os passos dos seus bem-sucedidos compatriotas.
Tendo estado fortemente envolvido no programa de testes do novo Puma Hybrid Rally1 desde o início, Fourmaux está numa posição perfeita para se estrear numa temporada completa do WRC da melhor forma possível: “Estou muito feliz por anunciar que vou continuar a minha viagem com a M-Sport Ford World Rally Team em 2022! Uma temporada inteira está à minha espera com o novo Ford Puma Hybrid Rally1 da M-Sport, o qual é um prazer de conduzir. Estou tão orgulhoso. É um momento muito significativo para mim quando me lembro que descobri os ralis com o Fiesta R2J da M-Sport em 2017.”
Sébastien Loeb de regresso ao WRC
Nónuplo Campeão do Mundo de Ralis da FIA, Sébastien Loeb irá, também, juntar-se à formação da M-Sport Ford World Rally Team para competir na ronda de abertura do Campeonato do Mundo de Ralis da FIA de 2022. O lendário piloto francês estará ao volante do novo Ford Puma Rally1 no Rali de Monte Carlo 2022, evento que já venceu por sete vezes. Loeb reescreveu os livros de recordes do Campeonato do Mundo de Ralis da FIA enquanto piloto a tempo inteiro, com performances dominantes em todos os tipos de superfícies. Desde o seu último título no WRC, Na mais recente aventura de Loeb no WRC a união de forças faz-se com a navegadora Isabelle Galmiche, membro de longa data da equipa de Loeb para pisos de terra.
Sébastien Loeb, comentou: “É um prazer trabalhar com a M-Sport, pois é uma equipa muito profissional e que sabe como construir bons automóveis. Estou feliz por trabalhar agora com a M-Sport, pois desde o início da minha carreira lutei contra a Ford, mas sempre soube que o Malcolm era alguém muito envolvido na equipa e apaixonado pelos ralis e sempre tivemos uma boa relação. Estou realmente entusiasmado pelo Rali de Monte Carlo, é de facto um desafio emocionante.”
Malcolm Wilson, Diretor Geral da M-Sport afirmou que “Iniciar o novo regulamento da WRC com um alinhamento tão forte de pilotos é algo de que me orgulho muito e que vai mostrar a fé que todos eles têm no novo Puma Rally1. Ver o Adrien ter a oportunidade de competir connosco durante uma temporada completa é algo de que me orgulho muito. A M-Sport tem uma longa história de desenvolvimento de jovens pilotos e o Adrien não é exceção. O ano de 2022 dar-lhe-á a oportunidade de demonstrar o que pode realmente fazer. Estou certo de que ele irá atingir resultados impressionantes ao longo da temporada.”.
Quanto à aposta e Loeb, o homem forte da M-Sport afirma que “em relação ao Seb, estive perto de conseguir fechar um acordo com ele em 2005, mas infelizmente, nessa altura, não fomos capazes de o concretizar. Contudo, com a introdução do novo regulamento Rally1 para 2022, bem como na sequência de conversações com a Red Bull, ambos procurámos o Seb para ver se ele poderia estar interessado em vir experimentar os novos automóveis. Ele mostrou esse interesse, veio e estamos agora em posição de poder dizer que ele se irá juntar à equipa no próximo ano! É fantástico ser capaz de trazer um piloto tão talentoso para a M-Sport e não tenho dúvidas de que ele ainda é capaz de atingir um resultado fantástico, bem como de ser um mentor para os nossos outros pilotos. Pode ter levado mais de dezasseis anos para que este acordo se tornasse realidade, mas é ótimo vê-lo finalmente acontecer!”
A M-Sport conta com uma recheada história de sucessos no WRC, com um total de sete títulos do Campeonato do Mundo de Ralis, 61 vitórias à geral, 239 pódios e um recorde de 268 pontos consecutivos. A M-Sport está entusiasmada por estar a formar uma armada de pilotos que poderão, certamente, prolongar e construir sobre este legado durante a temporada de 2022.