Categoria: Ralis

  • Daniela Lopes: “2021 foi um ano francamente positivo”

    Acompanhada por Soraia Silva, a piloto do Citroen Saxo assinou uma época em crescendo, coroada com o triunfo na Taça das Senhoras do 4º Desafio Kumho Portugal, sendo ainda quartas nos X1 e melhor equipa feminina do Campeonato Centro de Ralis.

    Onde vão, não deixam ninguém indiferente. A forma focada com que encaram a sua presença nos ralis, transformou Daniela Lopes e Soraia Silva numa dupla que representa como poucas a crescente armada feminina nos ralis em particular e no desporto motorizado em geral.

    Integrando o plantel da Teodósio Racing Academy, equipa apadrinhada pelo bicampeão nacional Ricardo Teodósio, a dupla apostou nas provas de asfalto que integraram o Campeonato Centro de Ralis 2021 e fizeram parte ainda a “armada” Kumho, no desafio reservado às equipas que utilizam os pneus coreanos.

    O balanço, seguindo a piloto, é “positivo, mas acredito que ainda há um longo percurso a percorrer. Foi um ano de aprendizagem e de adaptação entre os 3 (piloto, navegadora e carro). Fui colocando objetivos prova a prova, tanto a nível de equipa como a nível pessoal e terminámos da forma que pretendia. Estou consciente do potencial que temos e que há muito a melhorar, mas passo a passo, e com os apoios necessários, acredito que consigamos”, afirmando ainda que “2021 serviu para nos integrarmos, fazer a diferença, deixar os nossos nomes na história dos ralis e, sobretudo, dignificar o voto de confiança dos nossos patrocinadores”.

    Como tal e levando em linha de conta que, ao fazerem somente as provas de asfalto, estiverem presentes em apenas 5 das 7 provas do CCR, Daniela Lopes considera que “Num ano tão atípico, alcançar o 4º lugar do grupo X1 e termos sido a melhor Equipa Feminina, foi francamente positivo”, juntando ainda a taça referente a esse mesmo feito, mas nas contas do 4º Desafio Kumho Portugal.

    O triunfo na competição organizada pela ASR Tyres tem “como qualquer vitória, tem um significado positivo! Sempre que nos confrontámos com outras equipas femininas, conseguimos melhores registos e isso motivou-nos. É bastante importante a presença de mais mulheres neste desporto, não só pela essência como também pela competitividade.   Relativamente ao Desafio Kumho foi certamente o melhor da época. Uma equipa que se preza pela divulgação, pelo acompanhamento e apoio às equipas, no fundo pelo bom desporto. Um agradecimento especial a todos pela magnífica dedicação, e que sirvam de exemplo para outros promotores do desporto motorizado!”.

    Quantos aos momentos mais vincados de 2021, Daniela Lopes destaca pela positiva, “termos apostado numa causa nobre e associámo-nos à Liga Portuguesa Contra o Cancro, o que para nós, por motivos pessoais, foi uma força gigante e que muito engradeceu a nossa época. No campo desportivo, destaco os ralis de Mesão Frio e de Resende. Deixaram uma marca especial pelo sucesso da nossa prestação. Já o Rali do Vidreiro foi uma prova que acabou por nos ficar na memória pelas dificuldades que vivemos no primeiro dia e pela entreajuda e convívio que se manteve à posterior. No Rali de Castelo Branco evivemos um episódio caricato, saída de estrada entenda-se, mas que resultou no sucesso da divulgação dos nossos patrocinadores!”.

    Mas como começou a carreira de Daniela Lopes?

    Já lá vai uma década e foi em paragens bem diferentes dos ralis pois arrancou “nas provas de perícia. Depois, em 2013 decidi alugar um Citroen Saxo para fazer o Rali de Castelo Branco, com um único princípio: constituir uma equipa feminina. O rali superou as expectativas, visto que era uma estreia para piloto e navegadora, e eu nunca tinha tido qualquer contacto com um carro de competição. Apesar de algumas adversidades, foi uma prova muito positiva pois acabámos bem classificadas e marcou a minha estreia neste desporto de eleição que acompanho desde criança. Na altura tínhamos um carro semelhante ao que alugámos e aproveitámos para o transformar para provas futuras. É o carro que mantemos ainda hoje”.

    O ano seguinte marcou nova estreia. Desta feita na baquet do lado direito. Mas a paixão estava mesmo no lugar atrás do volante e, como tal, Daniela Lopes foi fazendo “algumas provas em várias vertentes e em 2019, venci um troféu realizado na Beira Baixa, na vertente de Regularidade Histórica”.

    No arranque da década que agora vivemos, a piloto considerou que tinha chegado a hora de “apostar num projeto com fundamento e objetivos bem definidos. Já tinha acompanhado o Campeonato Regional nesse mesmo ano de 2020 e foi mais fácil planear a estratégia a aplicar. Não gosto de ideias preconcebidas, por isso mantive o princípio da estreia, apostando em integrar uma equipa totalmente feminina e, como tal, procurei a pessoa que considerei com o perfil indicado para me acompanhar, tendo encontrado a Soraia Silva e estamos cada vez mais entrosadas. Aposta mais do que ganha!”.

    Daniela e Soraia são dois bons exemplos da cada vez maior presença das mulheres no desporto automóvel nacional e a piloto sente “muito orgulho e enorme satisfação por causa desta mudança de panorama. Para além de ter orgulho em ser mulher, tenho orgulho em fazer parte desta mudança. Acredito que aos poucos conseguimos integrar-nos e mudar mentalidades. Para além de mulheres, esposas, donas de casa e trabalhadoras, muitas de nós ainda são mães! Este conjunto tem tanto de bom como de exigente. E conciliar todas estas profissões com esta carreira amadora desportiva é exageradamente desafiante!”.

    Mas, não deixa de também realçar que “depois do capacete colocado não há género. Estou consciente que apesar de querermos ser iguais, há muitas diferenças, mas tudo depende tudo da nossa mentalidade e força de vontade.  Espero que 2022 seja o ponto de partida ou de regresso para mais mulheres que queiram sair da sua zona de conforto, fazer o que gostam e sobretudo, viver!”.

    E nesta época que agora dá os seus primeiros passos, a saga de Daniela Lopes, Soraia Silva e do Citroen Saxo continuará com ambição: “vamos apostar no Campeonato Start Centro de Ralis e no 5º Desafio Kumho Portugal. Obviamente que o principal objetivo é continuar esta aprendizagem e alcançar, no mínimo, os mesmos patamares que conseguimos em 2021. Estamos ainda a definir estratégias e a reunir apoios. Procuramos marcas portuguesas que tal como nós, queiram primar pela diferença, apostando de forma dinâmica nas mulheres integradas num desporto que é maioritariamente dos homens”.

    Uma coisa é certa. Pela seriedade, empenho e talento que Daniela Lopes e a sua navegadora Soraia Silva colocam na carreira, bem merecem uma aposta. Patrocinadores atentos precisam-se!

  • Armindo Araújo quer recuperar o título em 2022

    Pelo terceiro ano consecutivo, Armindo Araújo aposta no Skoda Fabia Rally 2, na estrutura da The Racing Factory para lutar pela conquista do título absoluto no Campeonato de Portugal de Ralis.

    Sem alterações estruturais, o Team Armindo Araújo apresenta-se para a nova temporada com a mesma ambição e determinação de lutar pelas vitórias e pela reconquista do título. “A continuidade do projeto com o Skoda e a The Racing Factory foi sempre a primeira opção para voltarmos a disputar o CPR em 2022. Toda a equipa fez um excelente trabalho durante estes dois últimos anos e tenho a certeza que regressamos ainda mais fortes para lutarmos pelos nossos objetivos”, começou por dizer o piloto de Santo Tirso.  

    Renovadas foram também as parcerias com os sponsors que acompanham Armindo Araújo há longos anos, aos quais se juntam em 2022 três novos parceiros. “É com enorme satisfação que recebemos neste nosso projeto a Winprovit, a Casa da Passarella e a Daros Malas. A entrada de novas marcas ou empresas, que se juntam aos que já estão connosco, mostram que o trabalho que temos realizado ao longos dos anos é muito positivo. A todos fica a nossa promessa de continuar a lutar sempre para colocar as suas cores no patamar mais alto dos ralis em Portugal”, disse ainda o hexacampeão nacional. 

    E as cores sempre foram e continuam a ser a imagem marcante de um carro de ralis. Para esta temporada, o Team Armindo Araújo desvendou já a nova decoração do seu Skoda Fabia Rally 2. “Este ano optamos por mudar um pouco as cores do nosso carro, e mudamos o fundo branco para um tom escuro. Sem alterar a identidade que utilizamos até aqui, temos agora uma imagem mais robusta e dinâmica”, concluiu Armindo Araújo.

    Com oito provas para disputar em 2022, o Armindo Araújo começará em breve a preparação da nova temporada, com a realização de testes que permitam chegar ao arranque do Campeonato de Portugal de Ralis na máxima força.

  • Pedro Almeida testa em Fafe e tem novas metas

    Destaque para a escolha de Mário Castro como novo navegador de Pedro Almeida e a dupla vai juntar-se aos comandos do Skoda Fabia Rally2 da The Racing Factory. A dupla testou hoje em Fafe com a nova “montada” com que querem atacar os lugares cimeiros do CPR.

    Trata-se de um novo projeto do piloto de Famalicão, depois de dois anos ao volante de um carro de duas rodas motrizes. «Os passos que demos antes foram com objetivo de evoluir para o regresso ao volante de um Rally2 e conseguimos reunir um conjunto de apoios que nos faz pensar numa temporada de 2022 com optimismo» diz Pedro Almeida.

    A escolha de Mário Castro foi feita a pensar no regresso ao Campeonato de Portugal de Ralis(CPR), que o navegador tão bem conhece. «O Mário Castro é um navegador experiente, capaz de me ajudar nesta fase de regresso ao CPR e aos comandos deste novo carro» acrescentou o piloto.

    photo by Ricardo Oliveira (Go Agency)

    Pedro Almeida continua a ser dos mais jovens pilotos do campeonato em Portugal e realça que nesta fase pretende acima de tudo melhorar os registos no CPR. «Nos dois últimos anos optamos por fazer uma reaprendizagem nos Rally4 e com muitas experiências diferentes, nomeadamente os ralis fora de Portugal, que acrescentaram conhecimento, capacidade e um desafio que nos deixa, creio, melhor preparados para este regresso ao campeonato».

    O Skoda Fabia Rally2, preparado pela The Racing Factory é ligeiramente diferente daquele que o piloto conduziu em 2019 mas Pedro Almeida confia numa rápida adaptação. «Já conheço a estrutura, um pouco do carro, e da análise que fizemos, esta é o que julgamos ser a melhor combinação para enfrentar este novo desafio».

    Pedro Almeida somou hoje os primeiros quilómetros no novo carro, já a pensar na primeira prova do calendário, o Rallye Serras de Fafe no mês de Março. Para o jovem nortenho, este e um dia “em que os nossos sorrisos são de quem tinha saudade desta adrenalina. É bom estar de volta e estamos a ter grandes sensações no regresso aos troços de terra”.

  • Época de Marco Ferreira arranca no Termas MotorFest

    A presença no Termas Motorfest marca o “tiro de partida” da época 2022 de Marco Ferreira e Edgar Gonçalves.

    O Citroen Saxo Cup continuará a ser a “arma de serviço” e a presença da dupla no Rali Termal integrado no vasto evento que São Pedro do Sul acolhe pela primeira vez será “a primeira das duas provas em que decidimos participar em fevereiro”.

    Segundo Marco Ferreira, a participação no Termas MotorFest “foi um desafio lançado por um amigo que reside naquela zona de Lafões, e que inicialmente estava previsto para o fim do ano passado, mas que foi aceite desde logo, uma vez se prevê ser um evento ímpar no nosso país”.

    A prova é “o rali mais a norte que alguma vez fizemos, portanto, totalmente novo para nós, pelo que prevemos bastantes dificuldades. A acrescer a isso, teremos alguma indefinição ao nível das condições meteorológicas, e uma lista de inscritos recheada de grandes máquinas e pilotos, com vontade de andar rápido”, com o piloto de Santiago do Cacém a assumir que “vamos aproveitar para atestar que ultrapassámos os problemas elétricos que tivemos últimas provas, e tentar ganhar algum ritmo para o Campeonato Start Sul de Ralis, que será o nosso foco para este ano. Queremos participar na festa, divertirmo-nos, mas ao mesmo tempo temos a ambição de fazer um bom resultado de entre os 2RM”.

    Quanto à época em si, Marco Ferreira está confiante de que “será muito mais positiva do que a de 2021. Ainda não temos a confirmação de alguns apoios para o nosso projeto de ralis 2022, mas queremos estar entre os melhores no Start Sul e estou confiante de que reuniremos as condições necessárias para o fazer!”.

    O rali começará amanhã sábado, cum uma dupla passagem pelos 3,9 kms da AQVA Termas Street Stage, em plenas Termas de São Pedro do Sul. Depois do aperitivo saturnino, Marco Ferreira e Edgar Gonçalves enfrentarão no domingo dupla passagem pela especial de D. Afonso Henriques-Carvalhais (8,2 kms), intervaladas por três passagens pela especial Rainha D. Amélia-Serrazes (12,4 kms). No total, o rali terá 61,4 quilómetros contra o cronómetro.

  • Peugeot Rally Cup Ibérica com ambição reforçada em 2022

    Quem sucede a Alejandro Cachón / Alejandro ‘Jandrin’ Lopez, os Campeões da PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA 2021? É uma questão que irá ter resposta no final das seis provas que prometem voltar a marcar o ritmo das grandes emoções nos campeonatos de ralis em Portugal e Espanha, após o sucesso inegável das quatro épocas decorridas.

    Será a Temporada 5 da iniciativa coorganizada pela PEUGEOT Portugal e a PEUGEOT Espanha, com o apoio da Sports & You, e que permite aos jovens talentos ibéricos progredirem na sua carreira. Os múltiplos PEUGEOT 208 Rally4 que se aguardam no alinhamento de concorrentes aos títulos de 2022 voltarão a percorrer diferentes palcos da Península Ibérica, em seis jornadas emocionantes – três em Portugal (em terra) e três em Espanha (em asfalto) – integrando duas provas do Mundial de Ralis e outra do Europeu.

    Em 2022, a PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA voltará a afirmar-se como o troféu de referência na Península Ibérica, contando com um montante de prémios particularmente aliciante, no conjunto dos que são distribuídos em cada rali, entre Pilotos e Equipas, e os valiosos Prémios Finais de temporada que darão direito a um programa oficial:

    Suportando a transição energética que pauta a evolução da marca PEUGEOT e o seu compromisso com o desporto automóvel, algumas das provas da PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA 2022 irão ter um PEUGEOT e-208 100% elétrico como “Carro de segurança”, em apoio às respetivas organizações.

    Está tudo a postos para a 5ª temporada da PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA. Do calendário da competição em 2022 fazem parte seis eventos, os primeiros três em Portugal (em pisos terra) e de seguida três em Espanha (em troços de asfalto), e neles incluem-se duas jornadas pontuáveis para o Mundial de Ralis (WRC) e mais uma do Europeu (ERC).

    Será sob um ambiente internacional que a PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA 2022 irá arrancar em meados de março, no Rali Serras de Fafe e Felgueiras (11 e 12 de março), a primeira das provas portuguesas do ERC 2022 e também pontuável para o Campeonato de Portugal de Ralis (CPR), a que se seguirá o Rali de Mortágua (29 e 30 de abril), jornada do Campeonato de Portugal de Ralis de 2 Rodas Motrizes (CPR2RM), terminando-se a ronda portuguesa com o Vodafone Rali de Portugal (19 a 21 de maio), aqui simultaneamente em ambiente de Mundial e de Nacional de Ralis, na jornada lusa do WRC e que também pontua para o CPR 2022.

    Das provas portuguesas em terra, a PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA 2022 transitará, na sua segunda metade, para a fase de asfalto, que irá correr-se em Espanha. A ‘contenda’ inicia-se no Rally de Ourense (17 e 18 de junho), fazendo-se, após o interregno de verão, o regresso às estradas no Rally de Llanes (23 e 24 de setembro), naquelas que são duas das provas pontuáveis para o SuperCampeonato de Espanha de Ralis (SCER). A época terminará, uma vez mais, no Rally RACC Catalunya – Rally de España (20 a 23 de outubro), a segunda jornada do presente calendário pontuável para o WRC.

    No final destas seis provas discutidas ao volante dos competitivos PEUGEOT 208 Rally4 ficar-se-á a conhecer os sucessores de Alejandro Cachón / Alejandro ‘Jandrin’ Lopez, os Campeões de 2021, dupla que, com esse resultado, assegurou uma participação oficial no SuperCampeonato de Espanha de Ralis 2022 com uma viatura da Stellantis Motorsport, da categoria “Rally2”.

    CALENDÁRIO DA PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA 2022*

    11 e 12 marçoRally Serras de Fafe e Felgueiras (1ª Etapa)**TerraPortugal
    29 e 30 abrilRali de MortáguaTerraPortugal
    19 a 21 maioVodafone Rally de Portugal (1ª Etapa)**TerraPortugal
    17 e 18 junhoRally de OurenseAsfaltoEspanha
    23 e 24 setembroRally Villa de LlanesAsfaltoEspanha
    20 a 23 outubroRACC Catalunya/Rally de España (1ª Etapa)**AsfaltoEspanha

    * Provisório; dependente de eventuais condicionantes que possam afetar ambos os países, decorrentes da pandemia de COVID-19; ** Para efeitos de classificações e pontuações, apenas se consideram os resultados da 1ª Etapa.

    Uma particularidade desta nova Temporada 5 da PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA, alguns ralis irão ter um PEUGEOT e-208 100% elétrico como “Carro de Segurança”, em apoio às respetivas organizações. Sublinha-se assim a transição energética abraçada pela marca PEUGEOT, da qual já é um ator principal em Portugal, e que se estende das iniciativas corporativas e de uma ampla gama de produtos ao desporto automóvel e aos ralis em particular.

    Prémios ainda mais aliciantes nesta nova temporada

    Fiel ao objetivo de fazer eclodir futuros talentos da disciplina, colocando-os frente a frente com nomes de créditos firmados que veem neste troféu um vetor para continuar a evoluir e a estruturar as suas carreiras nos ralis, a organização da PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA espera conquistar um volume significativo de inscrições. Tal decorre não só do aliciante calendário e dos créditos competitivos do 208 Rally4, como também do pacote de prémios que há para distribuir pelo plantel.

    A primeira novidade refere-se aos Prémios a distribuir às Equipas em cada prova, traduzidos em produtos Pirelli ao longo do desenrolar dos ralis, aos quais se junta um Prémio Final que será atribuído à Equipa Campeã. Este ano, esse Prémio consistirá num voucher no valor de € 5.000 que deverá ser utilizado na aquisição de um veiculo da categoria “Rally4” ou, em alternativa, num outro voucher no valor € 10.000 destinado à compra de uma viatura da categoria “Rally2”, ambas viaturas dos departamentos de Competição da Stellantis e a utilizar na época de 2023.

    Com distribuição feita por prova, a PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA 2022 tem esta época um valor total de € 140.000 para distribuir entre Pilotos e Equipas, ao longo das seis provas e em função dos resultados alcançados em cada uma delas pelas diferentes duplas (Piloto e Navegador).

    Naturalmente que o bolo maior irá para os pilotos e para quem terminar cada prova nos lugares do pódio, distribuindo-se o restante montante pelos demais classificados no ranking da copa em cada um dos seis ralis.

    Adicionalmente, a PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA sublinha a sua diferenciação entre as demais iniciativas do mundo dos ralis em ambos os lados da fronteira com o Grande Prémio Final que estará reservado aos futuros “Campeões” de 2022: um programa oficial de ralis em 2023 num carro “Rally2”, em Espanha ou Portugal, ou num carro “Rally4” no Europeu de Ralis (ERC).

  • Loeb pode fazer mais ralis com a M-Sport

    A M-Sport vai negociar nas próximas semanas com o nove vezes campeão uma extensão de seu programa com a Ford em 2022.

    Após duas épocas sem triunfos e uma batalha árdua para superar a crise econômica, a M_Sport está a viver momentos de justificada euforia. No arranque da nova era híbrida, a equipa de Sir Malcolm Wilson chegou ao Rali de Monte-Carlo e convenceu, venceu e dominou com o seu Ford Puma Rally 1. À vitória de Sébastien Loeb, adicionou o 3º lugar de Craig Breen e a 5ª posição de Gus Greensmith.

    Para Loeb foi o 8º triunfo na prova monegasca, o octogésimo da sua carreira no WRC, naquela que indicava ser um regresso esporádico do consagrado campeão francês ao patamar mais alto dos ralis. O seu programa para 2022 não contemplava mais nenhuma prova nom os carros da M-Sport, mas esse cenário pode mudar.

    Loeb rubricou uma exibição fenomenal, com o alsaciano a sentir-se seguro com o novo carro da marca americana da oval e mostrando que, aos 47 anos de idade, a rapidez e a consistência continuam ao mais alto nível.

    Como tal, começa a ser cada vez mais provável que Loeb volte este a competir no WRC. Em entrevista ao site especializado Motorsport.com, Malcolm Wilson afirmou que ” gostaria que ele fizesse mais ralis connosco este ano”, realçando que ” ele pode fazer mais história. O que ele fez em Monte-Carlo com a idade que tem é incrível, e logo numa luta com alguém do mesmo nível que já havia vencido oito vezes a prova”.

    O líder da M-Sport confirma que “há uma possibilidade de o termos de novo no carro. Temos de falar sobre muitas coisas, há muitas coisas para cabe, mas gostaríamos de vê-lo de volta. Teremos que ver o que acontece nas próximas semanas.”.

  • Carlos Tavares ao volante de um Lancia Stratos no Rali de Monte-Carlo Histórico

    Inicia-se hoje o 24º Rali de Monte-Carlo Histórico, uma das maiores competições de automóveis vintage do mundo. Numa iniciativa de carácter pessoal, Carlos Tavares – CEO do Grupo Stellantis – estará à partida da prova, aos comandos de um Lancia Stratos HF Group 4 de 1975, com a icónica decoração da Alitalia.

    Arranca hoje para a estrada o 24º Rali de Monte-Carlo Histórico, um dos maiores eventos de automóveis clássicos do mundo. Das 263 tripulações inscritas, destaca-se Carlos Tavares, CEO do Grupo Stellantis, que participará na prova ao volante de um Lancia Stratos HF de 1975.

    Nesta sua 24ª edição, o Rali de Monte-Carlo Histórico corre-se no seu formato tradicional, com a partida a fazer-se de três locais diferentes: Bad Homburg (Alemanha), Reims (França) – de onde Carlos Tavares sairá num Stratos – e Milão (Itália). As diferentes equipas irão partir em simultâneo rumo a Monte-Carlo, onde terá início uma competição tão lendária como exigente, com um total de 17 provas de regularidade, integradas num percurso de quase 300 quilómetros, e que terminará, como sempre, no Principado, na quarta-feira, dia 2 de fevereiro.

    O Stratos HF é um verdadeiro marco na história da marca e foi um modelo fortemente desejado para substituir o Lancia Fulvia HF nas competições mundiais. Produzido em apenas 500 unidades pelo construtor de Turim, Nuccio Bertone, o Stratos é um elegante coupé equipado com um motor de 6 cilindros em V Dino 246 Ferrari montado na traseira, com uma potência máxima de 320 cv, na versão de 24 válvulas.

    Estreou-se oficialmente em 1974 e foi o primeiro modelo do mundo a ser projetado especificamente para os ralis, tendo como única missão ser imbatível em qualquer terreno: nas pistas, em estrada ou num percurso de terra batida.

    A partir da época de ralis de 1975, os Stratos passaram a exibir as cores verde e branco da Alitalia na sua decoração. Os elementos gráficos que celebravam esse patrocinador mudaram, tornando-se num ícone dois anos depois, quando o logótipo tricolor da companhia aérea italiana foi dividido e harmonizado com a forma em cunha do Stratos. Até hoje, a decoração Alitalia dos Stratos é considerada uma das mais belas de toda a história do desporto automóvel.

    Verdadeiro “bête à gagner” (“besta a bater”) como lhe chamaram os franceses, os Stratos dominaram o panorama dos ralis internacionais, deixando apenas ‘migalhas’ para os seus adversários. Venceu três edições consecutivas do Rali de Monte-Carlo, três Campeonatos do Mundo de Construtores (1974, 1975 e 1976) e dois Campeonatos da Europa de Pilotos, para além da vitória de Sandro Munari na Taça FIA de 1977 para Pilotos de Ralis.

    A participação do Lancia Stratos no Rali de Monte-Carlo Histórico presta, assim, homenagem aos mais de 115 anos de história de uma marca com mais vitórias em ralis do que qualquer outra. À data, a Lancia soma nada menos do que 15 títulos mundiais de pilotos e construtores, para além da conquista histórica de três Campeonatos do Mundo de Construtores e de Resistência, uma 1000 Miglia, duas vitórias no Targa Florio e uma na Carrera Panamericana. Uma extraordinária vitrina de troféus que confirma a tradição desportiva de uma marca que remonta ao seu fundador Vincenzo Lancia, um piloto apaixonado que ganhou várias competições na temporada de 1908-09.

  • Safari Rally no WRC pelo menos até 2026

    O icónico evento queniano continuará no calendário do Campeonato Mundial de Ralis até pelo menos 2026.

    Em 2021 foi o regresso mais saudado. O retorno ao WRC do Safari Rally na temporada passada após uma ausência de 19 anos, foi recebido por todos com entusiasmo e pode se afirmar de forma firme que a prova africana não desapontou. A vitória foi assegurada por Sébastien Ogier Julien Ingrassia, com o Toyota Yaris.

    O acordo foi assinado no domingo no Automobile Club of Monaco entre a secretária do Gabinete de Desportos do Quênia, Amina Mohamed, e o diretor administrativo da WRC Promoter GmbH, Jona Siebel. Também foram assinadas várias parcerias com o WRC em torno do desenvolvimento de talentos e conservação ambiental. O 2022 WRC Safari Rally acontecerá de 23 a 26 de junho.

    Apesar do Safari atual ter pouco a ver com o Safari do século passado, o evento queniano revelou-se muito exigente e diferente para pilotos e máquinas, pelo que a sua presença no calendário do Campeonato do Mundo de Ralis é, sem dúvida, um algo merecedor de aplauso, com a “pitada extra de sal” que advém da expectativa que fica criada para vermos como se vão sair os novos Rally 1.

  • WRC: Lorenzo Bertelli é o primeiro “cliente” dos novos Rally 1

    Foi divulgada a lista de inscritos para o Rali da Suécia, segunda prova do Mundial de Ralis 2022. A mesma incluiu o transalpino Lorenzo Bertelli aos comandos de um um quarto M-Sport Ford Puma Rally1.

    Bertelli estreou-se no WRC durante a temporada de 2011 no Rally d’Italia Sardegna. Ele é filho da herdeira da Prada e designer de moda Miuccia Prada e do empresário Patrizio Bertelli.

    A M-Sport venceu o Rali de Monte Carlo do último fim de semana com Sébastien Loeb, mas o nove vezes campeão mundial atualmente não tem acordo para futuros ralis, apesar de desejar retornar e ser previsível que tal venha a acontecer. Também o segundo colocado na prova monegasca Sébastien Ogier não competirá, pois só assumirá um programa reduzido este ano e não estará de volta à Toyota até pelo menos depois do Rally da Croácia.

  • Viana Martins: “o Desafio Kumho permite competir num campeonato low-cost e os prémios são preciosos em termos de orçamento”

    Competindo a Sul e ao Centro, utilizando dois carros diferentes e dois navegadores, Viana Martins foi um dos pilotos em destaque no CCR e no CSR, numa época em que alcançou a sua primeira vitória absoluta e venceu a Divisão 2 do Desafio Kumho Centro.

    2021 será um ano que Viana Martins não esquecerá. Assumindo de forma ousada uma aposta múltipla quanto a alvos competitivos, o piloto algarvio esteve entre os principais protagonistas das “batalhas” reservadas aos carros com duas rodas motrizes nos campeonatos sul e centro de ralis, levando esse protagonismo até ao campo de refrega reservado ao 4º Desafio Kumho Portugal.

    Tripulando o seu bem preparado Renault Clio 2.0 RS, que foi substituído nos compromissos em pisos de terra por um Peugeot 206 GTi, Viana Martins rubricou exibições onde a rapidez se equiparou à consistência e viu essa receita recompensada com um conjunto de resultados de grande nível.

    “O balanço da temporada de 2021 é bastante positivo visto que conquistámos o título na Divisão 2 do Desafio Kumho Centro e ainda o 6º lugar absoluto no CCR, conquistando ainda a vitória nas contas do Grupo X2, isto apesar de dois momentos muito maus, a desistência no rally de Alitém com um problema eléctrico e ainda o mau resultado no Rally Vidreiro, em que entramos um pouco desconcentrados e  cometemos alguns erros”, destaca o piloto que, virando agulhas na análise para outras paragens geográficas, lembra que “no Sul fomos vice-campeões nas 2RM e melhor 2RM no campeonato absoluto. Poderia ter sido melhor, mas um problema mecânico no Rali de Vila do Bispo complicou as contas em termos de campeonato”.

    Mas, Viana Martins não deixa de lembrar que “foi no CSR que tivemos um dos momentos mais altos do ano, quando conquistámos a vitória absoluta no Rali de Portimão. Foi incrível e ficará para sempre na nossa memória uma prova onde estivemos muito fortes!”.

    A esse triunfo, junta como mais impactante “as diversas vitórias entre os Kumho e, claro, o título no Kumho centro. O Desafio Kumho é uma excelente iniciativa, pois podemos fazer um campeonato low-cost e os prémios são uma ajuda preciosa em termos de orçamento. Além disso, os pneus têm um excelente comportamento”.

    Prestes a comemorar 30 anos de carreira, Viana Martins lembra que “comecei a fazer corridas como piloto federado em 1993, num pequeno, mas interessante Seat Marbella, então no Campeonato de Iniciados. Mais tarde passei a correr no regional sul e nos anos seguintes também no Regional Centro. Até agora já fiz mais de 100 ralis e, felizmente, com algum êxito que me deixa orgulhoso”.

    Ainda a fechar o rescaldo da época de 2021, o piloto deixa “um agradecimento aos meus copilotos, Gonçalo Palmeira no centro e Vítor Viegas no sul. Também à minha equipa Domingos Sport e todo o seu staff que me entregaram o carro sempre impecável e ainda aos meus patrocinadores e à Kumho”.

    2022 será um ano com múltiplos desafios para o piloto algarvio. Viana Martins inscreveu no seu calendário competitivo “a participação no nos campeonatos Start Centro e Start Sul. Reservados agora às duas rodas motrizes, serão duas frentes de batalha onde queremos estar na luta pela primazia. Iremos ainda fazer algumas provas do Campeonato Promo de Ralis e teremos sempre nas diferentes competições do Desafio Kumho outro objetivo importante. Aqui queremos lutar pela vitória nos Desafios Asfalto, Sul e Centro”.