Categoria: Ralis

  • Exibição de gala leva João Vinha ao pódio absoluto no Rali de Gondomar

    A prova organizada pelo Gondomar Automóvel Sport transformou-se uma jornada de grande nível para a dupla penafidelense da Quatro Quartos Motorsport.

    O Rali de Gondomar, prova a contar para o Campeonato Norte de Ralis, transformou-se num duro desafio para o plantel que esteve presente na prova do GAS. As exigentes estradas de asfalto dos concelhos de Gondomar, Paredes e Penafiel tornaram-se ainda mais difíceis, mercê das condições meteorológicas, onde a forte chuva e vento a condizer levaram até aos troços cronometrados um misto de água, lama e pedras que se assumiram como desafio extra.

    As condições realçam ainda mais a qualidade exibicional que foi assumida por João Vinha e Cristiano Queiroga. Aos comandos do Mitsubishi Lancer EVO VI, a dupla de Penafiel andou na luta pelos lugares de destaque, realizando tempos sempre dentro do top quatro e estando na luta pelo pódio de fio a pavio do rali e que os fizeram mesmo passar pelo comando da prova, após a 2ª PEC.

    O 3º lugar final e consequente primeira presença de João Vinha num pódio absoluto, foi o justo prémio para a qualidade demonstrada ao longo de todo o rali.

    O feito fica ainda mais realçado pelo facto de a dupla ter rodado “com problemas de travões desde a segunda especial e que condicionaram imenso o nosso andamento”, refere João Vinha que sente que “tínhamos andamento para poder ficar no 2º lugar. Tentámos tudo, mas o andamento ficou prejudicado pelo problema e tivemos sempre de dosear a rapidez com a necessidade de não cometer exageros que, nas condições em que disputamos o rali, seriam fatais”.

    O pódio é para o piloto “um momento de muita satisfação. Por mim, pelo Cristiano, que tem sido um navegador fantástico e, sobretudo, pela nossa equipa técnica que não poupa esforços no trabalho fantástico que fazem”, considerando João Vinha que “vamos tirar muitos ensinamentos desta prova e queremos melhorar muito no futuro. O resultado prova que temos evoluído de forma constante e agora é continuar neste caminho para podermos estar sempre na discussão dos lugares de topo”.

  • Adruzilo Lopes vence em Gondomar e é Campeão Norte de Ralis

    Adruzilo Lopes e Paulo Silva dominaram a seu belo prazer o Rali de Gondomar 2021 e remataram as cotas do título absoluto no Campeonato Norte de Ralis. Na prova do Gondomar Automóvel Sport, a dupla do Mitsubishi Lancer EVO IX suplantou todas as armadilhas do percurso, sobretudo as que eram fruto da instabilidade climatérica que se fez sentir na região.

    Adruzilo Lopes e Paulo Silva, em Mitsubishi Lancer Evo IX, conquistaram hoje o triunfo no Rali de Gondomar e sagraram-se campeões do Campeonato Norte de Ralis, ao terminar a prova do Gondomar Automóvel Sport (GAS) com o tempo total de 35m52,1s, após cumprir sete especiais de classificação, das quais venceram seis. O piloto de Regilde, Felgueiras, que logrou a vitória no Rali de Vieira do Minho, Rali de Famalicão, Rali Município de Mesão Frio e Rali de Santo Tirso, não deixou escapar o triunfo em Gondomar, prova condicionada devido às condições meteorológicas adversas, sobretudo durante o período matinal.

    Numa prova marcada pela saída de estrada do Peugeot 106 XSI da dupla formada por Pedro Lemos Ribeiro e Gonçalo Palmeira, logo na primeira passagem pela especial de Talho do Povo (Branzelo), projetando uma pedra para cima de um espectador, a estrutura organizativa viu-se na contingência de anular a segunda passagem pelo troço.

    Adruzilo Lopes foi o mais rápido e precisou de 4m36,5s para percorrer os 6,20 km da especial, seguido de Augusto Costa/Susana Silva (Peugeot 208 VTI), e João Vinha/Cristiano Queiroga (Mitsubisho Lancer Evo VI), a 1,6s e 3,3s, respectivamente.

    Na primeira passagem por Sucatas David (Serra da Boneca), a classificação geral sofreu uma alteração, com João Vinha, terceiro no troço, a passar para a frente de Adruzilo Lopes, sexto na especial, por 4,3 segundos, com Rafael Marques Pereira/Alberto Silva (Peugeot 208 R2), a ser o mais rápido na especial, com o tempo de 8m12,8s, relegando para a segunda posição Miguel Carvalho/António Reis (Peugeot 206 GTI).

    Apesar de todos os intervenientes terem referido que as condições atmosféricas transformavam a prova numa lotaria, a quarta especial – segunda passagem por Sucatas David (Serra da Boneca) –, as primeiras posições votaram a ter mexidas, com Adruzilo Lopes a passar para a frente de João Vinha.

    O piloto de Regilde destacou-se de tudo e de todos, pulverizando a primeira passagem com o tempo de 7m06,2s, com Luís Morais/Helena Maia (Peugeot 208 VTI) a cotarem-se os segundos mais rápidos, a 20,7 segundos para o primeiro. Miguel Carvalho foi terceiro, a 23,2 segundos do líder, enquanto João Vinha terminou em quarto, a 23,9 segundos.

    Na primeira passagem por Daro’s Malas (Ag. Sousa), pouco ou nada se alterou, apenas a persistência de Augusto Costa que não desarma rumo ao título de Duas Rodas Motrizes. A vitória sorriu de novo a Adruzilo Lopes, secundado pelo piloto da Trofa que, ascendeu à segunda posição da classificação geral, separado 0,7 segundos de diferença.

    A especial Cromoduro, Ld.ª (Covelo) foi uma cópia fiel da anterior, com o piloto de Regilde dilatar a diferença na pauta classificativa e Augusto Costa a desembaraçar-se do piloto de Penafiel. A segunda passagem por Daro’s Malas (Ag. Sousa) ditou as mesmas posições, o que traduz bem do equilíbrio patenteado pelas três primeiras equipas que ocuparam os lugares de pódio. Augusto Costa e Susana Silva a ficarem a 1m02,3s dos vencedores, sendo os melhores das Duas Rodas Motrizes, com João Vinha e Cristiano Queiroga, a 1m16,1s.

    A quarta posição ficou ocupada por Luís Morais e Helena Maia (Peugeot 208 VTI), cabendo a Rafael Marques Pereira e Alberto Silva (Peugeot 208 R2) fechar o “top five”, na frente de Miguel Carvalho e António (Peugeot 206 GTI), com estes a vencerem nas contas do Desafio Kumho Portugal. Por seu turno, Filipe Oliveira e José Vieira (Mitsubishi Carisma GT), encerraram a participação do Rali de Gondomar na sétima posição. João Andrade e Sérgio Paiva (Citroën Saxo), João Pedro Sousa e Tiago Silva (Renault Clio) e Mário Castro e Ricardo Cunha (Ford 1.0 Ecobost), encerraram a lista do “top ten”.

    Mário Castro e Ricardo Cunha, em Ford 1.0 Ecobost, terminaram na 10.ª posição e venceram o Grupo P2; Miguel Carvalho e António, em Peugeot 206 GTI, levaram de vencida o Grupo X1; João Pedro Sousa e Tiago Silva, ao volante de um Renault Clio, triunfaram o Grupo X2; João Vinha e Cristiano Queiroga, aos comandos de um Mitsubishi Lancer Evo VI, venceram o Grupo X3; e, finalmente, Capela Morais e António Vieira, em Skoda Fabia RS TDI, destacaram-se no Grupo X4.

    Apesar da chuva que se abateu nos territórios de Gondomar, Paredes e Penafiel as equipas optaram por dosear o andamento, motivando apenas três abandonos. Por razões de segurança, a organização decidiu cancelar a segunda passagem por Talho do Povo (Branzelo), com a prova a retomar o seu percurso normal.

    Depois do Rali de Gondomar, a próxima prova do Campeonato Norte de Ralis, pontuável também para o Campeonato Portugal de Clássicos de Ralis e Desafio Kumho Asfalto e Desafio Kumho Norte, terá lugar a 26 e 27 de Novembro, com o Rali de Viana do Castelo, organizado pelo Clube Automóvel de Santo Tirso.

  • Miguel Andrade é o vencedor do Rally Madeira Legend

    Miguel Andrade , ao volante de um Renault 5 GT Turbo, venceu o Rally Madeira Legend após acesa disputa com Rui Conceição, em Ford Escort RS Cosworth.

    A separar os dois primeiros classificados ficaram apenas 1,7 segundos, a mesma diferença que existia após a realização da sexta prova especial do programa, na medida em que foram muitos os concorrentes a terem de percorrer o ultimo troço cronometrado em ligação devido ao acidente, sem consequências, de César Freitas com um Ford Escort Mk I.

    No lugar mais baixo do pódio ficou João Martins, equipado de um Ford Escort Mk I e um dos principais animadores deste rali desde  seu começo. Nos luagres imediatos classificaram-se Cláudio Nóbrega, um dos “reis” do espetáculo com o Nissan Datsun 1200, e Eduardo Veiga, piloto de um Ford Escort Mk II. Já não contando para o resultado final do evento, o programa da prova ficará completo após a prova espetáculo a ter lugar às 19:17 horas na Avenida Sá Carneiro.

    Rally Madeira Legend mobilizou multidões

    A primeira edição do Rally Madeira Legend cativou de forma impressionante uma população apaixonada por viaturas de competição e visitantes que não conseguiram ficar indiferentes às emoções trazidas pela presença de pilotos com carros que, pelas suas formas e ruídos, trouxeram de volta o automobilismo de outros tempos.

    Inseridos no Legend Show e sem averbarem qualquer resultado em provas especiais ou desportivos, a passagem dos participantes nesta categoria tem sido bastante acarinhada por uma multidão que não é indiferente à passagem de viaturas icónicas em paisagens singulares como aquelas oferecidas pela Madeira.

    Muito popular foi também o Legend Show em que se destacou o antigo bicampeão mundial Massimo Biasion e um Lancia Delta S4 decorado com as mesmas cores com que Fabrizio Tabaton venceu o Rali Vinho da Madeira de 1986. O numeroso público entusiasta também vibrou com os Audi Sport Quattro S1 de Stewart Bowes e Joachim Luttcken ou viaturas com passado histórico como o Opel Ascona 400 ex-Henri Toivonen de Wolf Dieter-Ilhe ou o Lancia Delta Integrale 16V utilizado em 1993 por Carlos Sainz de Achim Loth.

    O Rally Madeira Legend terminou com uma prova espetáculo na Avenida Sá Carneiro, uma das principais artérias da baixa funchalense que se revelou escassa para receber o grande número de espetadores a fazer questão de presenciar uma exibição que relembrou sessões semelhantes em edições do Rali Vinho da Madeira do último quartel do século passado.

    No lugar mais baixo do pódio ficou João Martins, equipado de um Ford Escort Mk I e um dos principais animadores deste rali desde  seu começo. Nos luagres imediatos classificaram-se Cláudio Nóbrega, um dos “reis” do espetáculo com o Nissan Datsun 1200, e Eduardo Veiga, iloto e um Ford Escort Mk II. Já não contando para o resultado final do evento, o programa da prova ficará completo após a prova espetáculo a ter lugar às 19:17 horas na Avenida Sá Carneiro.

  • Gil Freitas está na frente do Rally Madeira Legend

    Cumprida a primeira etapa do Rally Madeira Legend, dupla passagem por um troço cronometrado do Palheiro Ferreiro com muito público, Gil Freitas com um Subaru Imreza S14 WRC está na frente da classificação geral.

    João Martins, ao volante de um Ford Escort Mk I segue na segunda posição já a 41,8 segundos do líder. Rui Conceição e o seu Ford Escort RS Cosworth são terceiros a 15,7 segundos do piloto que o precede na classificação.

    Os dois últimos lugares do top five são ocupados por Cláudio Nóbrega e Miguel Andrae, a, respetivamente, 1:03,2 e 1:12,0 do líder. No decorrer da primeira etapa desistiram Marco Klenk, António Silva, Vasco Silva, Rui Cristóvão e António Abel.

    Amanhã será disputada a segunda etapa desta organização do Club Sports da Madeira que compreende  cinco provas especiais. O Rally Madeira Legend recomeça às 10:38 horas e prevê um parque de assistência, no Cais 8, às 10:43. As equipas disputarão depois Serra d’Água, às 12:04, e Boaventura, às 12:48, antes de um reagrupamento na Quinta do Furão, às 13:18. A competição será retomada às 15:48 para a disputa de Referta, às 16:11; Quatro Estradas, às 16:32, e Terreiro da Luta, às 16:57.

    O evento termina com a prova espetáculo na Avenida Sá Carneiro, às 19:17.

  • “Monstros” do grupo B na Madeira

    O Rally Madeira Legend tem início dentro de dois dias e a prova organizada pelo Club Sports da Madeira levará à estrada alguns dos modelos míticos da modalidade. De entre estes, alguns dos que mais marcaram os adeptos e entusiastas foram aqueles do grupo B, afastados da competição no final de 1986 devido à sua grande potência, na altura pouco consentânea com provas de estrada.

    No final desta semana estará na estrada o Rally Madeira Legend, uma organização do Club Sports da Madeira aberta a modelos de viaturas que fizeram história na competição automóvel. Mesmo cumprindo os pressupostos de um rali, ou prova de estrada, este evento é definido por algumas particularidades. A competição estará aberta a dois tipos de viatura, os Históricos e os Spirit.

    Tal como o nome indica, os Históricos são carros construídos até ao final de 1986 e que mantêm todas as características dessa altura e obedecem à ficha de homologação vigente na altura. Já os Spirit são veículos que ostentam uma carroçaria histórica mas cuja construção e órgãos mecânicos não são aqueles utilizados à época. O Rally Madeira Legend também terá um Legend Show reservado a carros com homologação mais recente mas que, pelo seu potencial, estão excluídos da competição desportiva, sendo utilizados apenas como viaturas de demonstração.

    No grupo B correram várias marcas e modelos mas de entre estes houveram alguns que deixaram marcas num público apaixonado. Nesse grupo de elite estão carros como o Audi Quattro S1 E2 ou o Lancia Delta S4, viaturas que estarão nas estradas madeirenses no final desta semana.

    Como últimas evoluções adentro dos limites de homologação do grupo B, ambos estes modelos apresentam motores centrais, traseiro no caso do Lancia, dianteiro no Audi, tração integral e um peso muito próximo do mínimo regulamentar de 960 kg. O Delta S4 tem a particularidade de dispor de um duplo sistema de sobrealimentação no seu motor de 4 cilindros e pouco menos de 1.800 cc, enquanto o carro alemão dispõe de motor com cinco cilindros em linha com cerca de 2.200 cc.

  • Rali de Gondomar regressa este domingo vitaminado

    O Rali de Gondomar regressa este fim-de-semana às estradas gondomarenses e penafidelenses. Promovida pelo Gondomar Automóvel Sport (GAS), a prova, a desenvolver domingo, reúne a nata de pilotos e viaturas Campeonato Norte de Ralis e Desafio Kumho Portugal Asfalto.

    O Rali de Gondomar, sétima prova da temporada pontuável para o Campeonato Norte de Ralis e Desafio Kumho Portugal Asfalto, além da Prova Extra, é um dos eventos mais aguardados pelas equipas pela espetacularidade dos troços de asfalto na região de Gondomar, Paredes e Penafiel, mas também pelo entusiasmo do público que emoldura as especiais.

    Trata-se de factores essenciais que motivam as muitas equipas que vão poder ostentar as suas aptidões ao longo de sete provas de classificação, com duplas passagens por Talho do Povo (Branzelo), Sucatas David (S. da Boneca), Daro’s Malas (Ag. Sousa) e uma passagem por Cromoduro, Ld.ª (Covelo).

    O Rali de Gondomar é, efectivamente, uma prova muito específica, onde os pilotos, sobretudo os nortenhos, são normalmente os grandes favoritos, não só por conhecerem a prova, mas pela emoção que transmitem. O público é entusiasta e os pilotos procuram dar o seu melhor na luta pelo triunfo.

    A competição do Campeonato Norte de Ralis e Desafio Kumho Portugal Asfalto terá a projecção das edições anteriores, muito devido à responsabilidade do GAS que, todos os anos, injecta doses de sapiência no contexto organizativo, além de reforçar parcerias na renovação dos patrocínios.

    Com a cotação em alta, a prova, composta por uma etapa e duas secções, começa com a classificativa “Talho do Povo (Branzelo)”, na distância de 6,20 km, às 9h36, para repetir às 11h24. Ainda para o período matinal, as equipas visitam, por duas vezes, a especial “Sucatas David (Senhora da Boneca)”, na distância de 10,55 km, às 10h21 e 12h09.

    Após o reagrupamento no Multiusos de Gondomar, com a entrada do primeiro concorrente prevista para às 13h19, as equipas seguem para a segunda secção para cumprir dupla passagem por “Daro’s Malas (Ag. Sousa)”, com 9,05 km de extensão, às 15h30 e 16h56, e apenas uma visita pela especial de “Cromoduro, Ld.ª (Covelo)”, com 5,20 km, pelas 16h28.

    Com o quartel-general no Multiusos de Gondomar, a prova do GAS, disputada em pisos de asfalto, inicia-se no domingo nos territórios de Gondomar, Paredes e Penafiel, e terá 233,87 km no total, 56,80 dos quais disputados ao cronómetro, com partida às 8h30, estando prevista a chegada do primeiro concorrente ao pódio às 17h26. Uma excelente oportunidade de visitar a região de Gondomar, Paredes e Penafiel e sentir a adrenalina que pilotos e máquinas proporcionam.

    PROGRAMA

    DOMINGO (31 DE OUTUBRO)

    08h30 – Partida (Multiusos de Gondomar)

    09h36 –1.ª PEC – Talho do Povo 1 (Branzelo – 6,20 km)

    10h21 –2.ª PEC – Sucatas David 1 (S. da Boneca – 10,55 km)

    11h24 – 3.ª PEC – Talho do Povo 2 (Branzelo – 6,20 km)

    12h09 – 4.ª EC – Sucatas David 2 (S. da Boneca – 10,55 km)

    15h30 – 5.ª PEC – Daro’s Malas 1 (Ag. Sousa – 9,05 km)

    16h28 – 6.ª PEC – Cromoduro, Ld.ª (Covelo 5,20 km)

    16h56 – 7.ª PEC – Daro’s Malas 2 (Ag. Sousa – 9,05 km) 17h26 – Chegada ao Pódio

  • Marco Ferreira assina exibição forte no Rally de Lisboa

    Sempre muito rápido com o Citroen Saxo, Marco Ferreira só não garantiu uma presença no top dez  na edição inaugural do Rally de Lisboa devido a vários incidentes ao longo da prova.

    O Rally de Lisboa foi o palco para o regresso de Marco Ferreira e Edgar Gonçalves às lides competitivas. À partida da edição inaugural da prova, o piloto alentejano salientava que “o nosso ritmo poderá não vir a ser o melhor, uma vez que já não competimos há uns meses, mas estámos animados em fazer os primeiros quilómetros com o novo motor, e principalmente, fazer o troço de Montejunto e chegar à Super Especial em plena capital do país”.

    Mas o receio era infundado. Na 1ª PEC rubricaram logo o 11º tempo à geral e 3º das 2RM, mesmo tendo sentido que “não estava bem sintonizado com o Edgar e houve muitas hesitações da minha parte”.

    Mas, logo a seguir, na segunda especial, um despiste de uma equipa que os antecedia e que viria mesmo a provocar a neutralização do troço, provocou “o nosso primeiro susto do rali. Só conseguimos perceber que havia um acidente muito próximo do mesmo, numa direita cega e muito, muito suja, o que fez com que só conseguíssemos parar o Saxo a poucos centímetros da viatura acidentada. Apesar de ter tido oportunidade de lhes dizer pessoalmente no local, aproveito para desejar novamente uma rápida recuperação ao Rui Sousa e ao António Serrão”.

    Na especial seguinte, em Alenquer, Marco Ferreira e Edgar Gonçalves sentiram alguns problemas de travões na parte final do troço, baixando duas posições na tabela, reagindo logo de seguida, em Montejunto. Aqui e, apesar “da segunda metade do troço ser a descer e com zonas de 5ª velocidade, fomos ser rápidos e subimos um lugar na classificação”.

    A boa exibição até aí, motivava a equipa do Citroen Saxo para a mais longa especial da prova, com mais de 16 quilómetros. Partindo no 10º posto e apenas a 2,4 segundos do 9º lugar, Marco Ferreira partiu ao ataque e “estava a correr bem, até começarmos a sentir alguns problemas de motricidade. Mas o pior estava para vir pois, a cerca de 2 quilómetros do fim, numa zona muito encadeada e a descer, comecei a sentir o pedal de travão muito esponjoso e decidi levantar o pé. Contudo, mesmo assim, fizemos um pião quando, numa curva muito fechada, tive que puxar o travão de mão.  Depois, o motor de arranque não colaborou, e tivemos que empurrar o carro para conseguir ligá-lo e acabar o troço!”.

    E chegava o momento de saborear a Super Especial na Alta de Lisboa. A mesma era um dos pontos altos do Rally de Lisboa e “teria dado mais gozo, não fossem os problemas no carro e os pinos que tínhamos que contornar, mas valeu pela moldura humana que nos brindou com a sua presença, à semelhança de todos os outros troços do rali”.

    Mas, apesar de todos os incidentes, Marco Ferreira e Edgar Gonçalves mostraram, uma vez mais, toda a sua competitividade, terminando no 16º posto da geral, entre 48 concorrentes, sendo ainda quintos da classe.

    O resultado positivo deixou Marco Ferreira “satisfeito, sobretudo pelo andamento forte que demonstrámos. Queremos agradecer à Inside Motor, pela preparação e assistência neste rali, e dar os parabéns à organização e ao público que abrilhantou a prova. Um agradecimento especial à minha família, que esteve presente no rali a dar uma motivação extra, e aos nossos patrocinadores, que merecem uma prova assim, com toda esta envolvência e mediatismo”.

  • Pedro Silva vence Rally Resende Douro Verde e é campeão centro de duas rodas motrizes

    O jovem talento de Vila Velha de Rodão foi à prova do Targa Clube assinar a primeira vitória absoluta da sua carreira. Navegado, desta feita, por Roberto Santos, impôs-se ao local José Carlos Pouca Sorte e a Miguel Carvalho, que fecharam os restantes lugares do pódio.

    As desafiantes estradas de asfalto do concelho de Resende, na idílica margem sul do Rio Douro, corresponderam totalmente à expectativa dos pilotos do Campeonato Centro de ralis que responderam ao desafio da organização para virem estrear esta nova prova do calendário Centro de Ralis, numa jornada que contou ainda para o 4º Desafio Kumho Portugal.

    A prova foi dividida em dois dias, com a tirada inicial a decorrer na noite de sábado, numa dupla passagem pelos 11,61 kms da especial de Resende/Enxertado, que arrancava em pleno coração da sede do concelho.

    E já se sabe que nas especiais noturnas, o conhecimento profundo do terreno é um fator que poder ser fundamental, com uma dupla local a provar isso mesmo.

    Extraindo todo o potencial do seu potente BMW M3, Pedro Melo e Nicolau Rabaça “voaram” no troço inaugural e venceram com 11,6 segundos de vantagem sobre Pedro Silva e Roberto Santos, que colocaram o Peugeot 208 R2 no 2º lugar, na frente de mais uma equipa local, também com um Peugeot 208 R2, constituída por José Carlos Pouca Sorte e João Macedo, curiosamente pilotos mais habituais às provas de Montanha e que rodaram apenas 1,1 segundos mais lentos que o outro Peugeot.

    Mas Pedro Melo ficaria logo a seguir fora de qualquer luta pelo triunfo, não alinhando sequer para a segunda passagem, com problemas no BMW. Voltaria em “super rali” no segundo dia, tendo terminado a prova num bom 7º posto, após uma recuperação muito interessante.

    Dessa forma, Pedro Silva que aumentou o andamento na 2ª PEC, terminava a noite inicial no comando, com 30,0 segundos em relação ao Peugeot 206 GTi de Miguel Carvalho. Este, acompanhado por António Reis, saltava assim para o 2º lugar, a 35 segundos, por troca com José Carlos Pouca Sorte que deu um pequeno toque na especial, perdendo algum tempo e terminando esta primeira parte em 3º, a apenas uma décima de segundo de Carvalho.

    No dia final, a caravana enfrentou duas duplas passagens por Miomães/S. Romão (5,23 kms) e Canizes/S:Cristovão (7,96 kms), intervaladas por uma passagem única nos 9,07 kms de S. Martinho de Mouros/Paus.

    E José Carlos Pouca Sorte foi o homem em destaque. Em cinco especiais, o piloto de Resende venceu quatro, cabendo a Pedro Silva vencer a restante, embora seja justo salientar que se José Carlos Pouca Sorte atacou como só lhe restava fazer, Pedro Silva denotou estar sempre a controlar o andamento do adversário mais direto e geriu o farto avanço com que partiu para a etapa final, concluindo a prova com 18,4 segundos de vantagem, conquistando assim a edição inaugural do Rally de Resende Douro Verde e, naturalmente, vencendo ainda na Divisão 1 Kumho.

    Triunfo justo, numa prova que ficará para a sua carreira: Pedro Silva saiu de Resende com o título das duas rodas motrizes do CCR, a vitória nas contas finais da Divisão 1 do Desafio Kumho Centro e inscreveu no seu palmarés o primeiro triunfo à geral num rali.

    Já José Carlos Pouca Sorte entusiasmou os seus conterrâneos com o brilhante 2º lugar final. A estrear-se na condução do Peugeot 208 R2, revelou um andamento forte e consistente, merecendo a ovação da tarde na cerimónia de entrega de prémios.

    O pódio absoluto da prova foi um “assunto” reservado à marca francesa de Sochaux, já que encontrámos no 3º posto Miguel Carvalho que, como habitualmente, “espremeu” todo o sumo do 206 GTi, colocando no asfalto a sua já reconhecida rapidez e saindo de Resende com um pódio absoluto e a vitória na Divisão 2 Kumho. Exibição notável.

    A fechar o top cinco do rali, encontrámos no 4º lugar Hélder Cordeiro e Bruno Pereira, cada vezes mais rápidos e seguros com o BMW M3 e Paulo Correia e Tiago Amado, que voltaram a ser muito eficazes com o Renault Twingo R2 e asseguraram o 5º posto.

    Entre as catorze equipas que terminaram um rali onde a organização esteve exemplar, destaque para a presença de duas duplas femininas. Daniela Lopes e Soraia Silva levaram o seu Citroen Saxo Cup a um positivo 8º posto da geral, sendo quartas na Divisão 2 Kumho. Já Vera Cardoso e Tânia Machado asseguraram o 12º lugar, após uma prova sem erros com o Saxo.

  • Marco Ferreira está de volta no Rally de Lisboa

    O piloto do Citroën Saxo mostra-se entusiasmado por estar presente na prova com epicentro na capital. A “montada” francesa estará à partida  do rali com um novo motor e após uma profunda revisão.

    Já ia longa a ausência de Marco Ferreira e do seu Citroen Saxo das lides competitivas. Ausente em Portimão, o piloto de Santiago do Cacém vai agora regressar este fim-de-semana no Rally de Lisboa, tendo a seu lado Edgar Gonçalves e sente-se “muito contente por regressar. Fazer ralis como fazemos, de forma amadora, com a ajuda de amigos, podem, naturalmente, acontecer situações em que não conseguimos ter o carro pronto a tempo, e foi o que aconteceu, pois, a profunda revisão que fizemos exigiu mais tempo do que pensávamos”.

    O piloto salienta “o excelente trabalho feito pela nossa equipa. Vamos estrear um motor novo, preparado pelo Ricardo Campos (Rickypower) e pelo André Pires (XPower), o que nos deixa muito animados para este e para os próximos ralis”.

    Apesar de ser uma prova extracampeonato, o Rally de Lisboa atrai a equipa do Citroen Saxo: “foi uma prova que quisemos logo fazer após termos conhecimento da mesma. Fazer os troços de Montejunto, por exemplo, já percorridos por grandes pilotos de craveira mundial, é um motivo de grande motivação. Ainda para mais prevê-se que seja uma prova com uma projeção mediática importante, e com muito público, pelo que o entusiasmo é grande”.

    Quanto à projeção para o rali, Marco Ferreira realça que “este rali é muito diferente dos ralis que fazemos normalmente no Campeonato Sul de Ralis. A prova é constituída por seis troços e uma super especial percorridos apenas uma vez. Obviamente, dificultou, sobretudo ao nível dos reconhecimentos e da distância das ligações, mas esperamos estar à altura e concluir a prova com um bom resultado, apesar da lista de inscritos ser longa e recheada de bons pilotos e máquinas”. Marco Ferreira deixa ainda um convite ao público para “aparecer no Parque das Nações, junto à praça Sony, onde estaremos integrados na estrutura de assistência da Inside Motor, e onde todos poderiam assistir à apresentação das equipas de rali”.

  • Cláudio Batista de volta aos ralis em Resende para se divertir

    Depois de uma temporada dedicada à montanha, o piloto de Fafe, que será acompanhado pelo navegador Pedro Santana, regressa às provas de estrada para ‘matar saudades’ e divertir-se, sem a pressão do resultado, uma vez que não está a disputar o Campeonato Centro de Ralis.

    Após uma época em que procurou ganhar experiência no Campeonato de Portugal de Montanha JC Group com o DS3 R1 da Sucesso Automóvel, Cláudio Batista repete a incursão pelas estradas que este ano também fez em Mesão Frio, desta feita para disputar a prova que marca o regresso do Targa Clube à organização de ralis.

    “O ano na Montanha correu dentro das expetativas, pois a intenção era claramente ganhar experiência disputando todo o campeonato. E agora, em fim de ano vou repetir aquilo que fiz no Rali de Mesão Frio muito por influência de alguns amigos”, começa por dizer Cláudio Batista.

    O piloto fafense diz que não vai “com o objetivo de atingir determinado resultado. Acima de tudo pretendo divertir-me, sabendo que possuo um carro com alguns argumentos. Mas insisto que quero sobretudo usufruir. Vou sem pressão nenhuma, pois não estou a disputar o Campeonato Centro de Ralis”. O contrário sucede com o seu navegador, Pedro Santana, que tem estado envolvido nesta competição.

    Sobre o Rali de Resende, Cláudio Batista mostra-se algo prudente: “Pelos reconhecimentos que fiz este é um rali algo perigoso, sobretudo em condições adversas. É uma prova muito exigente tecnicamente. Claro que, em termos de segurança, seria melhor que fosse disputado sob boas condições meteorológicas, mas se chover pode favorecer o meu carro, dada a potência do mesmo. Mas acima de tudo vou sem estabelecer objetivos precisos. Espero que me corra bem. Mas vou sem a pressão de obter determinado resultado. Acima de tudo quero divertir-me”, acrescenta o piloto da Sucesso Automóvel, que vai ser navegado por Pedro Santana com quem tem vindo “a trabalhar muito ao longo deste ano, sobretudo melhorando as notas de andamento e fico feliz por finalmente o ter como navegador numa prova”.

    O Rally Resende Douro Verde arrancará em termos competitivos no coração do município. Pelas 19.05 horas de sábado, 23 de outubro, a primeira equipa enfrentará a passagem inicial pelos 11,61 kms da especial de Resende/Enxertado, cuja segunda passagem acontecerá às 20.50, concluindo-se aí a jornada inicial contra o cronómetro.

    No domingo, 24 de outubro, a caravana do Campeonato Centro de Ralis terá pela frente mais duas duplas passagens pelos troços cronometrados de Miomães/S. Romão (5,23 kms) e de Canizes/S:Cristovão (7,96 kms), intervaladas por uma passagem única nos 9,07 kms de S. Martinho de Mouros/Paus. Serão assim 58,67 quilómetros de especiais numa prova desafiante que terá o seu epílogo às 15.10, com a cerimónia de entrega de prémios, frente à Câmara Municipal de Resende.