Depois do terceiro lugar da Divisão 1 do Desafio Kumho Sul e Desafio Kumho Terra em Castelo Branco, o piloto da PoolShop Algarve procura mais um bom resultado, desta feita ‘em casa’.
Se em Albergaria dos Doze, Rui Rijo já tinha conquistado um pódio juntamente com Miguel Luz, o objetivo agora em Portimão é obter um resultado tão bom ou melhor. Para tal preparou cuidadosamente a prova deste fim-de-semana, o mesmo sucedendo com o seu Mitsubishi, que recebeu melhoramentos importantes. A motivação do piloto da PoolShop Algarve é elevadíssima: “Portimão foi o primeiro rali a estrear o motor novo no Mitsubishi Lancer Evo VIII. Tudo muito verdinho. Vamos ver como as coisas correm. Mas a nossa intenção, como sempre, é andar rápido, o mais rápido que consigamos. Os pisos de asfalto também gostamos”.
Se na competição promovida pela ASR Tyres Rui Rijo é um dos favoritos na Divisão 1, as suas aspirações em termos de classificação geral e de Campeonato Sul de Ralis também são grandes, ainda para mais tratando-se de um rali que conhece: “OS troços São engraçados. Um deles até já fiz há uns anos. As expetativas são boas”, assume o piloto da Poll Shop Algarve. Por isso Rui Rijo prevê que deve “conseguir fazer um bom lugar, se tudo correr bem com o carro”.
“O Miguel também está prontíssimo. Está à altura. E vamos ter uma equipa engraçada, com o carro do Nuno Venâncio patrocinado pela PoolShop, e o Luís Nascimento também”, remata o piloto que promete ser um dos grandes animadores do Rali de Portimão.
Acompanhado por João Vieira, o piloto de Baião assinou uma exibição de grande nível no Rali Serras de Fafe e Felgueiras e foi 3º entre os concorrentes que pontuam para o Campeonato de Portugal de Ralis 2RM. De regresso aos comandos do Peugeot 208 VTi R2 equipado com pneus Kumho, Filipe Nogueira ultrapassou todos os desafios da prova e assinou o melhor resultado da época.
Foi uma prova a roçar a perfeição. Filipe Nogueira e João Vieira assinaram em Fafe uma exibição plena, numa jornada época onde a chuva e o nevoeiro foram dificuldades acrescidas para um rali que já se previa duro. Regressado aos comandos do Peugeot 208 R2, depois de no ano passado e na primeira prova desta época, o Rali Terras D’ Aboboreira, terem utilizado um Clio R3T, Filipe Nogueira partiu para a jornada fafense com o objetivo de “pontuar de forma forte para as contas das 2 rodas motrizes (CPR 2RM), pois essa é a nossa guerra e era muito importante conseguir em Fafe um resultado de topo”, numa competição particular que utilizava as oito especiais de classificação do primeiro dia de prova.
Sabendo, à partida, que fazer parte de um plantel
conjunto do Europeu e do Campeonato de Portugal de Ralis, iria tornar a missão
ainda mais difícil, pois “com muitos carros de 4 rodas motrizes, os pisos
de terra iam ficar muito degradados e duros para os últimos a passar na
estrada. Mas nem isso nos desmotivou de participar nesta prova sempre mítica em
Fafe e principalmente este ano a integrar também o Campeonato da Europa de
Ralis”.
Quanto ao desenrolar do rali, o mesmo transformou-se numa
“batalha pela sobrevivência”, muito mercê “das condições climatéricas
adversas. Chuva, lama e nevoeiro tornaram, principalmente na parte da tarde,
algumas das especiais impraticáveis. Tivemos de ser inteligentes e fazer uma
boa gestão da mecânica. As cautelas que fizemos em dezenas de quilómetros em
lama e nevoeiro que não víamos 5 metros, foram o segredo para subir ao pódio. Só
víamos carros fora de estrada e o objetivo passou a ser literalmente terminar!”.
Um minuto perdido num gancho, um furo e falhas nos intercomunicadores
fazem parte da história da equipa neste Rali Serras de Fafe e Felgueira, com o
piloto a destacar que “num dia terrível, felizmente o nosso Peugeot
revelou-se sempre indestrutível e os pneus Kumho tiveram um desempenho brutal!”.
O pódio nas contas do campeonato de 2RM deixa a equipa “muito feliz, até porque ficamos na frente dos nossos adversários diretos, a partir destes as viaturas são muito mais competitivas e com excelentes pilotos”, mas mesmo contente com o resultado e orgulhoso da sua performance num palco internacional, o piloto baionense não deixa de lamentar que “embora estar em eventos de grande visibilidade seja sempre importante para nós, os concorrentes do CPR que não integraram o Europeu andaram “esquecidos” na cauda do rali, algo que não é aceitável”. Dedicando o resultado “a todos os nossos parceiros e à nossa equipa de assistência”, Filipe Nogueira olha já para o futuro: “queremos ir ao Vidreiro que se disputa já para a próxima semana. 15 dias de intervalo entre duas provas não ajuda as equipas e pilotos com poucas condições, mas vamos tentar marcar presença”.
Andreas Mikkelsen venceu o Rally Serras de Fafe e Felgueiras 2021 com grande autoridade e está cada vez mais próximo de se sagrar campeão europeu. “As condições foram muito traiçoeiras, ontem (sábado), mas o Elliott (Edmondson) e toda a equipa fizeram um grande trabalho. Conseguimos evitar problemas e foi um excelente fim-de-semana. Muito agradável estar em Portugal. Parece muito, muito bom para o campeonato agora. Vamos para a Hungria e se conseguirmos um bom resultado lá, espero que o título fique muito perto ””, congratulou-se o norueguês no final da prova, organizada pelo Demoporto, que se estreou no Europeu (ERC) e foi ainda a sexta do Campeonato de Portugal (CPR).
Mikkelsen entrou logo a
vencer, mas foi em seguida batido por Dani Sordo, em particular no final da
primeira ronda pelas quatro classificativas da manhã da primeira etapa, quando
um furo o deixou 28,9s atrás do espanhol.
Quis o destino que a
abrir a ronda da tarde fosse a vez de Sordo furar e as coisas ficaram outra vez
muito equilibradas na frente, mesmo se Mikkelsen foi paulatinamente alargando a
vantagem, que se tornou decisiva na derradeira especial da 1.ª etapa, quando
Dani Sordo bateu e desistiu – recomeçando no dia seguinte ao abrigo do Super
Rally.
Se Sordo deixou de ser
um problema, Mikkelsen não pôde mesmo assim relaxar, porque Alexey Lukyanuk se
aproximou perigosamente, terminando a etapa a apenas 4,4s. Na segunda e
derradeira etapa, o russo «apertou» ainda mais o ataque e terminou a PEC 10 a
apenas sete décimas de Mikkelsen, o que fez o norueguês reagir e vencer os dois
últimos troços da secção matinal, colocando a diferença entre ambos já nuns
relativamente confortáveis 9,3s.
O verdadeiro conforto
chegou depois, logo a abrir a segunda ronda de domingo, quando um problema de
transmissão no Citroën C3 Rally 2 arredou definitivamente Lukyanuk da luta pela
vitória e quase o fazia perder a segunda posição à geral, que ainda assim
conseguiu defender dos ataques de Armindo Araújo.
Armindo Araújo triunfo nas contas do CPR e conquista pódio absoluto
O português não foi
segundo, mas garantiu mesmo assim o pódio no ERC (European Rally Championship),
ao qual somou uma ainda mais saborosa vitória no Campeonato de Portugal de
Ralis. Depois de alguma alternância com Bruno Magalhães ao longo da 1.ª etapa,
o tirsense terminou o dia 13,5s à frente. Ainda perderia tempo para o lisboeta
no primeiro troço de domingo, vendo a vantagem reduzida para 10,7s, mas depois
foi consistentemente mais rápido, inclusive da Power Stage, deixando Bruno a
28,5s e conquistando a pontuação máxima para o CPR.
Num rali extremamente difícil e marcado por constantes mudanças nas condições climatéricas, os campeões nacionais estiveram sempre ao mais alto nível e conseguiram atingir todos os objetivos traçados à partida. “Fizemos um ótimo rali e estamos duplamente satisfeitos com o resultado que conseguimos. Vencemos para o CPR, que era a nossa principal meta, e ainda juntamos a isso o terceiro lugar da geral. Foi um fim de semana muito produtivo e toda a equipa está de parabéns pelo trabalho realizado”, começou por dizer.
Com apenas dois ralis para disputar e com uma margem de treze pontos sobre o segundo classificado do campeonato, Armindo Araújo sai de Fafe com a possibilidade de fechar já, no Rali Vidreiro as contas do CPR a seu favor. “Sabíamos da importância de conseguirmos o máximo de pontos neste rali e estivemos sempre focados nisso. Conseguimos somar os vinte e oito pontos e aumentar a nossa liderança, o que nos deixa mais próximos de alcançar o grande objetivo que é revalidar o título. Matematicamente isso até é possível acontecer já na próxima prova e vamos trabalhar nesse sentido. Foi uma prova perfeita para nós”, disse ainda o líder do CPR
Já Bruno Magalhães destacou “a prestação do Novo Hyundai i20 N Rally 2. Foi uma prova onde estivemos sempre na luta pelo primeiro lugar para o Campeonato de Portugal de Ralis, o que demonstra a competitividade do Hyundai. Agora estamos focados para preparar bem a próxima prova, de forma a conseguirmos tirar todo o potencial.”, afirmou Bruno Magalhães, piloto do Team Hyundai Portugal. Ricardo Teodósio foi terceiro, Miguel Correia, quarto e José Pedro Fontes, quinto.
O Rali Vidreiro Centro de Portugal/Marinha Grande realiza-se dentro de duas semanas e será o regresso do Campeonato de Portugal de Ralis aos pisos de asfalto.
A dupla Josep Bassas / Axel Coronado venceu o Rally Serras de Fafe e Felgueiras, quinta prova da PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA 2021. A dupla do Rally Team Spain impôs-se num rali corrido sob condições atmosféricas muito adversas, num palco onde dois outros adversários se entregaram à sua luta particular pelos títulos de 2021, alcançando resultados muito díspares.
Aproveitando a
totalidade da 1ª Etapa do Rally Serras de Fafe e Felgueiras, correu-se ao longo
de todo o dia de hoje (sábado) a quinta e penúltima prova da PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA 2021 como palco de um conjunto de novas
batalhas pelos títulos desta que é a Temporada 4 da copa coorganizada pela Peugeot
Portugal e Peugeot Espanha, assente na estrutura logística da Sports & You.
Fruto das difíceis condições
atmosféricas registadas ao longo de todo o dia de hoje na região, que tiveram
um grande impacto no terreno de jogo, colocou-se à prova, não só a robustez de um
dos mais apetecíveis produtos da Peugeot Sport desenhado para a formação (ou
confirmação) de novos valores para a categoria dos ralis, o 208 Rally4, como a
própria resiliência das equipas em lidar com essas e outras condições.
Foram, assim, 12 as duplas que esta
manhã se perfilaram no centro de Fafe apostadas na conquista de uma vitória neste
rali que é, ainda, pontuável para o Campeonato de Portugal e Europeu de Ralis
(CPR e ERC). Entre elas destacavam-se as duas equipas – Alejandro Cachón /
‘Jandrín’ e Alberto Monarri / Ángel Vela – que se encontravam mais perto de
alcançar os objetivos definidos para esta época, traduzidos nos títulos de 2021,
eles que, no arranque deste rali tinham uns mínimos 2,27 pontos a separá-los.
Não surpreendeu, por isso, que fossem
eles quem, com mais garra, partiu à conquista dos melhores tempos das 8 Especiais
(113,42 km cronometrados) que serviram de palco às batalhas desta prova organizada
pela Demoporto – Clube de Desportos Motorizados do Porto. Composto pelos troços
de Luílhas (12,1 km), Sra da Fé/Anjos (18,06 km), Agra/Zebral (11,25 km) e Boticas
(15,20 km), este terceiro rali do ano em pisos de terra e também terceiro (e
último) em Portugal, dividiu-se por uma ronda matinal, repetida da parte da tarde
com a particularidade de haver um fator extra em jogo: as condições atmosféricas,
com chuva e nevoeiro a complicarem o estado revolto dos pisos, resultante das
passagem de todos os carros de quatro rodas motrizes das categorias superiores,
antes do plantel da PEUGEOT
RALLY CUP IBÉRICA.
Cachón / ‘Jandrin’ seriam os mais rápidos em três desses oito troços (ES3, ES5 e ES7), ficando para Monarri / Vela (ES1 e ES4), Bassas / Coronado (ES2 e ES6) e Almeida / Magalhães (ES8) os melhores tempos nos restantes, somando-se os respetivos proporcionais (0,63 pontos por cada melhor tempo; 5 pontos a dividir por 8 especiais) às pontuações alcançados no rali: a vitória de Bassas / Coronado valeu-lhes 25 pontos, ainda que pouco servissem em termos de luta pelos títulos, de que já estavam arredados antes do início do rali; Cachón / ‘Jandrin’ somavam os 20 pontos do 2º lugar e ascendiam à posição de líderes provisórios da copa; Monarri saía em branco, após abandono ao início da tarde, perdendo essa liderança e vendo o seu adversário ganhar um avanço pontual significativo; e os 17 pontos do 3º lugar ficavam, assim, para Pedro Almeida / Hugo Magalhães, os melhores portugueses entre as cinco equipas lusas inicialmente inscritas.
Photo Rui Reis / AIFA
Acrescente-se que ao 2º lugar Cachón somou a vitória na Junior Cup, troféu atribuído em cada rali a pilotos com menos de 25 anos (nascidos em ou após 1 de janeiro de 1995).
A consagração dos vencedores fez-se ao
início da noite no centro de Fafe, sendo natural a satisfação de Josep Bassas: “Estamos
muito contentes com a vitória na copa, embora os nossos objetivos estejam mais direcionados
para a categoria RC4 do Europeu de Ralis, campeonato que estamos a disputar, e
não tanto para a copa em si, de cuja luta pelos títulos já estávamos arredados.
Quanto ao rali, está a ser muito difícil, não só pelos troços muito técnicos de
Fafe, como pelas condições atmosféricas que enfrentámos”. note-se que
Bassas irá continuar amanhã em prova, sendo o atual líder da categoria ERC/RC4
do Europeu de Ralis e um dos mais fortes candidatos ao assalto a esse
título FIA.
Já Pedro Almeida, melhor
nacional, resumiu, assim, esta prova:“Foi um rali muito difícil, desde o
início, com condições a que não estávamos habituados, fruto da muita chuva e
nevoeiro. O furo que sofremos no último troço da manhã fez-nos perder muito
tempo, pelo que este resultado é resultado da regularidade e, também, de termos
conseguido ultrapassar com sucesso as diferentes condicionantes do percurso.”
Decisões dos
títulos adiadas para o RACC Rally de Catalunya, dentro de 15 dias
Somando-se os pontos conquistados
neste Rally Serras de Fafe e Felgueiras ao acumulado dos quatro anteriores encontros
e a PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA 2021 passa a ter como novos líderes Alejandro
Cachón (Pilotos) e Alejandro ‘Jandrin’ Lopes (Navegadores), eles que com os
resultados aqui alcançados – o 2º lugar e o melhor tempo em três dos oito troços
– passam a somar 96,60 pontos. Para o efeito aproveitaram o abandono dos seus
adversários ao título Alberto Monarri e Ángel Vela, que aqui apenas somam 1,25
pontos, referente aos proporcionais dos melhores tempos registados em dois troços,
passando a somar 78,23 pontos.
Photo Rui Reis / AIFA
A diferença entre os únicos dois candidatos
aos títulos desta Temporada 4 da copa ibérica passa, assim, a ser de 18,37
pontos, ficando tudo adiado para o derradeiro rali da época, o RACC Rally de
Catalunya / Rally de España, a correr-se nos troços de asfalto da 1ª Etapa desta
prova do WRC, dentro de duas semanas (sábado, dia 16 de outubro). Uma particularidade:
no final dessa que será a sexta e última prova da PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA 2021 contabilizando-se apenas os 5 melhores scores
do ano as equipas terão de deitar fora o seu pior resultado,: 0,71 pontos no
caso de Cachón / ‘Jandrin’ (alcançados no Terras d’Aboboreira) e 1,25 pontos no
caso de Monarri / Vela (o acumulado Fafe). Em face do atrás descrito, os novos
líderes dependem quase de si próprios, não podendo dar passos em falso na
tentativa de garantir um bom resultado; já os adversários têm obrigatoriamente de
vencer e esperar que os seus conterrâneos não subam ao pódio!
Importante salientar que no final da próxima prova, uma vez contabilizadas essas sextas pontuações, Pilotos e Navegadores terão de descontar o seu pior resultado do ano, um facto regulamentar que provocará, decerto, alterações nos respetivos escalonamentos finais, até mesmo ao nível da definição dos “Campeões” desta Temporada 4 da copa. Há, assim, que aguardar pelo segundo fim de semana de outubro para se fechar essa contabilidade.
O Rali Serras de Fafe e Felgueiras viveu uma jornada inaugural emocionante. A primeira etapa da sexta prova dos campeonatos europeu e de Portugal de ralis transformou-se num desafio duro, pois a chuva e o nevoeiro vieram apimentar a dificuldade espalhada ao longos dos 113 quilómetros de contra o cronómetro, distribuídos por oito especiais.
Tendo Fafe como centro nevrálgico, o rali proporcionou aos aficionados um dia de grande espetáculo, com lutas titânicas pela liderança. Na guerra competitiva dos protagonistas do europeu, Andreas Mikkelsen e Dani Sordo foram protagonistas maiores de um duelo que a partir da seção da tarde, incluiu ainda o russo Alexey Lukyanuk.
Mikkelsen entrou a ganhar, mas Sordo foi mais forte nas especiais dois, três e quatro, chegando ao fim da manhã no comando da prova. Na segunda secção, Mikkelsen entrou novamente forte e recuperou a liderança do rali que manteria até ao final da etapa.
Pelo meio, Lukyanuk conseguiu a sétima especial, uma delas exquo com o comandante norueguês, enquanto o romeno Simone Tempestini também saboreou o doce trago da vitíria na classificativa numero seis. Perante a forte oposição e Sordo e Lukianuk, Mikkelsen voltaria a vencer o oitavo e último troço, terminando a jornada com apenas 4,4 segundos de vantagem sobre o russo, vendo ainda Dani Sordo atirar a toalha ao chão, desistindo nesta segunda passagem por Boticas.
Com tudo isto, é agora Armindo Araújo que assume o terceiro lugar da geral, sendo ainda o líder nas contas nacionais. O campeão em título não teve tarefa facilitada, protagonizando uma luta sem tréguas com Bruno Magalhães ao longo de toda a etapa. Os dois, alternaram nas vitórias e no comando. Armindo venceu quatro troços e Bruno três, trocando na liderança troço após troço, até que no fecho da jornada, um forcing intendo de Araújo o fez disparar na liderança, indo descansar com 13,5 segundos de vantagem sobre o piloto do novo Hyundai i20 Rally 2, que é quarto da geral.
Sem ter passado ao lado de algumas
dificuldades, e de alguns erros que fizeram perder alguns segundos, Armindo
Araújo acabou por minimizar essas perdas e terminar os oito especiais numa
excelente posição. “Partimos para esta etapa claramente com o objetivo de
lutar pela primeira posição entre o CPR e tivemos uma intensa luta com o Bruno
Magalhães durante todas as especiais. Não entramos bem, depois conseguimos
assumir a liderança, mas dois piões nas duas passagens por Agra, fez com que
perdêssemos aí a primeira posição. A especial de Boticas acabou por se revelar
o nosso grande trunfo, pois foi aí que conseguimos, nas duas passagens, ganhar
o maior número de segundos à concorrência”, disse no regresso a
Fafe o campeão nacional.
Ricardo Teodósio venceu uma especial,
mas terminou o dia com muitos problemas no Skoda e está já a mais de seis
minutos do líder nacional, sendo terceiro nas contas do CPR.
A 2ª Etapa começa este domingo às 08h30 na praça velha, em Fafe. São novamente quatro especiais, percorridas duas vezes, para o dia de todas as decisões. Seixoso, Sta Quitéria, Montim e Lameirinha. O rali terminará no pódio montado frente à Câmara Municipal de Fafe, com a consagração dos vencedores desta edição 2021 do Rali Serras de Fafe e Felgueiras.
Dani Sordo e Candido Carrera, no Hyundai i20 R5, lideram o Rally Serras de Fafe e Felgueiras, cumprida que está a primeira passagem pelas quatro classificativas que compõem a 1.ª etapa.
O piloto espanhol nem entrou da melhor forma, ao ser batido pela dupla Andreas Mikkelsen/Elliott Edmondson (Skoda Fabia Rally 2 Evo) por 4,8s no troço inaugural da prova, Luílhas 1 (12,10 km).
No entanto, venceria as
três restantes classificativas da manhã, ascendendo ao comando logo após a
segunda, comando esse que foi alargando aos poucos até ao último troço, no qual
Mikkelsen sofreu um furo, perdendo, só aí, 26,7s para o espanhol. Sordo lidera
assim com 28,s de vantagem sobre o norueguês da Skoda, enquanto os russos
Lukyanuk e Arnautov (Citroen C3 Rallye 2) encerram, para já, o pódio do rally.
Entre os portugueses, Bruno Magalhães e Carlos Magalhães (Hyundai i20 R5) começaram melhor, mas Armindo Araújo (Skoda Fabia Rally 2 Evo) chegaria à liderança provisória no CPR após a quarta especial, Boticas 1 (15,3 km), com uma vantagem de 6,3s sobre o lisboeta – Bruno perdeu só neste troço 10,9 para o tirsense.
No final da seção, Armindo Araújo afirmava que “nem tudo correu como desejávamos esta manhã, como podem comprovar no vídeo, mas conseguimos terminar a primeira ronda pelas especiais de hoje na liderança do CPR. Vamos continuar a impor o nosso ritmo forte e lutar nesta segunda metade do dia”.
Ricardo Teodósio (Skoda Fabia Rallye 2 Evo), com José Teixeira no banco do lado direito, encerra o pódio provisório, numa prova para a qual Pedro Meireles e Mário Castro (VW Polo GTi R5) não chegaram a partir, devido a problemas pessoais do piloto vimaranense.
A dupla formada por Kasper Nyman e Claus Kammersgaard sagraram campeões da Dinamarca da categoria RC4, aos comandos de um Renault Clio R3T, ‘calçado’ com os pneumáticos Kumho, forncidos pela ASR Tyres. A catgegoria RC4 da FIA inclui os novos Rallye4, os R3 e os R2, bem como as variantes turboalimentadas destas duas últimas categorias.
Nyman e Kammersgaard conseguiram, nada mais
nada menos do que quatro pódios na categoria RC4, incluindo as vitórias nos
ralis Sydhavsrally e Sydjysk. Os seus bons resultados, em conjunto com a sua
eficácia, fizeram com que terminassem todas as seis provas da temporada
dinamarquesa entre os cinco melhores da categoria RC4. O que lhes permitiu
alcançar este esforçado título.
A categoria Rallye4 é uma das mais
concorridas do Campeonato Dinamarquês de Rallyes, pelo que isso atesta a
competência de quem o conquista. Neste caso Kasper Nyman e Claus Kammersgaard
tiveram que exprimir o máximo do potencial do seu Renault Clio R3T, bem como
dos pneus Kumho TM02, que utilizaram durante toda a temporada.
Além do título da categoria Rallye4, Kasper
Nyman e Claus Kammersgaard conseguiram terminar na nona posição absoluta o
Campeonato Dinamarquês de Rallyes. Um grande resultado a que há que somar o
feito de que o seu Renault Clio R3T é o primeiro carro de tração dianteira a
ganhar o campeonato.
Desta forma fica bem patente uma vez mais que os pneus Kumho fornecidos pela ASR Tyres são capazes de proporcionar ao piloto uma tração, capacidade de travagem estabilidade e durabilidade memoráveis em todas as condições, permitindo às equipas que optem por eles lutar pelos primeiros postos em todas as categorias.
O espanhol Dani Sordo foi o mais rápido na Qualifying Stage, a especial de Monte, numa extensão de 3,25 km, deixando Andreas Mikkelsen da segunda posição, a oito décimas, que por sua vez bateu outro espanhol, Nil Solans, por 74 centésimas.
Armindo Araújo foi o melhor português, na oitava posição, gastando mais 1,879s do que o vencedor. Com vinte e cinco pilotos a disputarem o Qualifying, o campeão nacional ficou a pouco mais de um segundo do piloto mais rápido, deixando boas indicações para as provas especiais de classificação de amanhã. “Fizemos uma boa qualificação e ficamos muito satisfeitos com o ritmo que impusemos e com o tempo que conseguimos realizar. O nosso foco é o Campeonato de Portugal de Ralis e aí fomos os mais rápidos. O Skoda Fabia esteve perfeito e estamos muito confiantes para o início do rali. São ótimas indicações para o que temos pela frente”, disse Armindo Araújo.
A classificação da
Qualifying Stage do Rally Serras de Fafe e Felgueiras define a ordem de partida
para a primeira etapa do rally, a disputar este sábado, que inclui duplas
passagens pelas classificativas de Luílhas (12,10 km), Senhora da Fé/Anjos
(18,06 km), Agra/Zebral (6,43 km) e Boticas (15,3 km), numa extensão total de
472,97 km, 113,42 dos quais disputados contra o cronómetro.
A ordem de partida para
a primeira etapa fica, então, assim definida:
Depois de uma vitória absoluta no asfalto do último Rali da Água – CIM Alto Tâmega e de um 2º lugar, em termos nacionais, no Rali Vinho Madeira, José Pedro Fontes e Inês Ponte querem registar novo excelente resultado no Rally Serras de Fafe e Felgueiras, sexta prova do Campeonato de Portugal de Ralis 2021.
Estávamos a 5 de março
de 2016 quando, no Rally Serras de Fafe desse ano, José Pedro Fontes e Inês
Ponte, à altura aos comandos de outro modelo de ralis da Citroën
Vodafone Team, saboreavam o champanhe da vitória, alcançada depois de terem
sido os mais rápidos em quatro das dez especiais desenhadas nos troços de terra
da região, por muitos vista como a atual “Catedral” dos ralis portugueses. Ano
após ano, a dupla tem tentado repetir essa prestação.
Hoje, cerca de ano e
meio depois da edição de 2020 e com o impulso dos excelentes resultados
alcançados nas anteriores duas provas do Campeonato de Portugal de Ralis 2021 –
uma vitória absoluta no Rali da Água – CIM Alto Tâmegaeum 2º
lugar (3º da Geral absoluta) no Rali Vinho Madeira – aos comandos do seu novo C3
Rally2, José Pedro Fontes e Inês Ponte apresentam-se no Rally
Serras de Fafe e Felgueiras 2021 com uma enorme vontade de reassumir o lugar
de topo do pódio de Fafe, continuando a somar valiosos pontos que lhes permitam
manter-se na luta pelos títulos do presente ano.
“Estamos num momento
de forma fantástico, que se traduz nos resultados que, como equipa, alcançámos
quer na Madeira, quer no Alto Tâmega, ralis em asfalto em que o C3 Rally2
demonstrou todas as suas valências, referiu José Pedro Fontes. “Tais resultados
permitiram-nos reaproximar dos nossos adversários em termos de pontuações,
mantendo-nos como claros candidatos aos títulos de Pilotos e Navegadores de
2021: estamos a 9 pontos do 3º lugar e a pouco mais de 20 pontos da liderança,
sendo que ainda faltam correr-se três provas, duas em terra (incluindo este
Rally de Fafe e Felgueiras), e uma em asfalto. Será um final de ano, decerto,
muito emocionante.”
O C3 Rally apresenta-se,
agora, na sua especificação máxima para pisos de terra face às montadas da
concorrência:“O presente CPR conta, neste momento, com um plantel muito
equilibrado, quer em termos de pilotos experientes, conhecedores das
particularidades dos ralis nacionais, quer ao nível das suas viaturas, carros
da mais recente geração Rally2, um grupo onde o nosso C3 Rally2 se integra por pleno
direito. As diversas sessões de testes que temos vindo a realizar ao longo do
ano, experimentando todas as mais recentes evoluções e ‘set-ups’ que a Citroën
Racing tem criado para o modelo, quer para terra, quer para o asfalto, juntamente
com os ralis que temos disputado, permitem-nos dizer que contamos com a maior
evolução atualmente disponível, idêntica à dos carros oficiais que correm no
WRC e no ERC.”
“Estamos, por
isso, confiantes num bom resultado num rali que antevemos muito competitivo, já
que para além dos habituais adversários do CPR teremos que enfrentar algumas
das melhores formações que disputam o Europeu de Ralis, se bem que esses não
roubem pontos aos pilotos nacionais, qualquer que seja a posição que venham a alcançar
na geral final. Independentemente do campeonato que se analise, o objetivo é só
um a vitória, resultado que fica sempre excelente no palmarés de qualquer
piloto ou navegador”, acrescenta Fontes.
A 34ª edição do Rally
Serras de Fafe e Felgueiras irá correr-se de 1 a 3 de outubro (sexta-feira a domingo), como 6ª
prova do Campeonato de Portugal de Ralis 2021,
pontuando, também e entre outros, para o Campeonato da Europa de Ralis (ERC). Compondo-se
de 2 Etapas, o percurso
desenhado pelo Demoporto
– Clube de Desportos Motorizados do Porto prolonga-se
por 678,98 quilómetros, neles integrando-se 197,08 quilómetros
ao cronómetro das 16
Especiais de Classificação.
Com centro
nevrálgico em Fafe, no Pavilhão
Multiusos, e Parque de
Assistência na Praça das Comunidades, a prova reserva a
tarde de sexta-feira para as sessões de Treinos
Livres (13h30/15h30) e de Shakedown (16h30/18h00), a realizar nos 3,25 km do troço de Monte. A intercalá-las, realizar-se-á o Qualifying
(15h32), reservado a um lote pré-definido de equipas.
Em termos desportivos, a 1ª Etapa (sábado)
inicia-se às 08h00, na Praça Mártires do Fascismo (Feira Velha), em Fafe, a que se segue
uma rápida passagem de 15 minutos pelo Parque de Assistência (08h08/08h23) e um
refuel, antecedendo a primeira
sequência de troços – Luílhas 1
(12,1 km; 09h00), Sra da Fé/Anjos 1 (18,06 km; 09h50) e Agra/Zebral
1 (11,25 km; 10h25). Após novo refuel completa-se a ronda
matinal, com o troço de Boticas 1
(15,20 km; 11h45). Finda essa ronda, as
equipas rumam às assistências (13h48/14h18), preparando nova volta por esses
mesmos quatro troços, os três primeiros em sequência às 14h55, 15h55 e 16h20, novo refuel e, a fechar o dia, a
especial de Boticas 2
(17h40). Depois de nova ida à assistência
(19h38/20h23) os carros entram em
Parque Fechado (20h38).
A 2ª Etapa (domingo) começa às 08h30, com uma ida ao Parque de Assistência (08h38/08h53), preparando as viaturas para uma sequência de quatro Especiais: Seixoso 1 (10,01 km; 09h30), Sta Quitéria 1 (9,28 km; 10h10), Montim 1 (8,63 km; 10h45) e Lameirinha 1 (13,99 km; 11h10), terminando num Reagrupamento de 15 minutos na Feira Velha (11h50/12h05). Segue-se um refuel e nova ida ao Parque de Assistência (12h13/12h43), que antecedem a ronda da tarde, por essa mesma sequência de troços, a partir das 13h20, 14h00, 14h35 e 15h00, respetivamente. O rali terminará no pódio montado frente à Câmara Municipal de Fafe, com a consagração dos vencedores das diversas categorias e passagem dos demais participantes, antecedendo a entrada dos carros em Parque Fechado (16h23).
O Rally Serras de Fafe e Felgueiras marca o regresso dos pisos de terra ao Campeonato de Portugal de Ralis. Numa prova disputada nos míticos troços de Fafe, bem conhecidos por todos os amantes da modalidade, Ricardo Teodósio está preparado para iniciar o ataque final à liderança da competição organizada pela Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting.
Para a prova organizada pelo Demoporto,
Ricardo Teodósio mostra-se muito motivado e ciente das dificuldades que terá de
superar para sair na liderança da Campeonato, quando este se aproxima do final.
“Num campeonato equilibrado como este, serão as pequenas diferenças que
vão definir quem conquista o título. Preparámo-nos da melhor forma para este
rali através dos vídeos onboard de anos anteriores, numa prova que terá um
aliciante extra de contar para o FIA ERC – Campeonato da Europa de Ralis, onde
teremos uma competição ainda mais forte que nos fará, com toda a certeza,
tentar andar mais rápido. Os reconhecimentos terão de ser feitos com a máxima
atenção ao detalhe para que possamos ser competitivos e lutar pela vitória no
rali, que nos dará a liderança do campeonato e um conforto diferente para o que
resta disputar nesta temporada”, explicou.
Por seu lado, José Teixeira, também acredita que é possível sair de Fafe na liderança do Campeonato e destaca o facto de: “neste ralis, o papel do navegador é fulcral e por isso a responsabilidade sobre mim também aumenta. O Ricardo e eu temos uma relação muito chegada e nestes dias, tornamo-nos um só. O que eu digo é assimilado por ele na hora e só assim conseguimos tirar o melhor e máximo partido do Skoda Fabia Rally2 Evo. Esperamos chegar ao final do rali mais alto do pódio e líderes do Campeonato de Portugal de Ralis!”, afirmou. A prova fafense vai para a estrada no próximo sexta-feira, 1 de Outubro, com a realização da Qualifying Stage. Para sábado e domingo a organização preparou 8 especiais, que serão repetidas por duas vezes, culminando o rali no mítico troço na Lameirinha com a disputa da Power Stage.