A Ronda #3 do Castrol Portugal Rally Series, agendada para os dias 4 e 5 de julho, promete elevar ainda mais a fasquia do espetáculo em Lousada.
Depois do sucesso alcançado em 2025, a organização preparou várias novidades, com destaque para a renovação da Monster Energy Arena, um novo final na classificativa de Vilar de Torno e a criação do inédito Troféu Jaime Moura.
A grande novidade desta edição será precisamente o Troféu Jaime Moura, uma competição paralela disputada na noite de sexta-feira, exclusivamente na Monster Energy Arena. Aberta a viaturas e pilotos oriundos de diferentes disciplinas do desporto automóvel, a iniciativa pretende homenagear uma das maiores figuras do motorsport nacional, proporcionando ao público um espetáculo único e diferenciador.
Também a Monster Energy Arena surge renovada, com um traçado redesenhado para aumentar os pontos de espetáculo e melhorar a experiência dos espectadores. A Fanzone ficará concentrada junto às bancadas, reforçando
Jorge Carvalho regressou à competição quase três anos depois da sua última participação e fê-lo com um resultado de destaque no Rali de Côja – Portas do Açor. Navegado por Marco Vilas Boas, o piloto de Vila Nova de Poiares levou o Peugeot 208 R2 da RapidSport ao segundo lugar entre as 2RM, à vitória na Classe P1-2 e ao sétimo posto da classificação geral.
O resultado ganha ainda mais valor tendo em conta os vários problemas mecânicos enfrentados ao longo da prova, desde falhas de potência a dificuldades no sistema elétrico, que obrigaram a equipa a sucessivas intervenções.
“O objetivo era regressar, fazer quilómetros e lutar pelos lugares da frente nas 2RM. Depois de tanto tempo parado, o balanço é muito positivo. Tivemos alguns problemas no carro durante praticamente todo o rali, mas conseguimos superar todas as dificuldades e chegar ao final com um excelente resultado”, destacou Jorge Carvalho.
O piloto agradeceu ainda o trabalho da equipa de assistência, o apoio dos patrocinadores e o carinho recebido do público neste regresso aos ralis, deixando no ar a possibilidade de anunciar em breve uma nova participação.
A estreia de Ricardo Sousa aos comandos de um Skoda Rally2 confirmou aquilo que muitos já antecipavam: o campeão nacional de Duas Rodas Motrizes de 2025 tem argumentos para dar o salto para a categoria máxima dos ralis nacionais. No Rally de Lisboa, ao lado de Luís Marques, o piloto da Prolama protagonizou uma exibição sólida, consistente e muito promissora, naquela que foi a sua primeira experiência em competição com uma viatura Rally2.
Depois de uma carreira marcada por uma evolução sustentada e coroada com a conquista do título nacional 2RM, a passagem para um carro de última geração representava um passo natural na progressão do projeto desportivo de Ricardo Sousa. Apesar dos poucos quilómetros de testes realizados antes da prova, a dupla encarou o desafio com uma abordagem inteligente, privilegiando a aprendizagem e a acumulação de experiência.
Ao longo das classificativas da região de Lisboa, Mafra, Sintra e Cascais, Ricardo Sousa foi aumentando gradualmente o ritmo, demonstrando uma adaptação muito rápida ao Skoda Rally2 e registando tempos que o colocaram regularmente próximo dos lugares da frente, numa demonstração clara do potencial existente para o futuro.
No final da prova, o piloto fazia um balanço muito positivo daquela que considera ter sido uma experiência fundamental para o seu crescimento desportivo: “Estamos muito satisfeitos com toda a experiência vivida no Rally de Lisboa. Foi fantástico poder competir com um Rally2 no rali de casa. O nosso principal objetivo era fazer o máximo de quilómetros possível e foi exatamente isso que conseguimos. Fomos aumentando o ritmo troço após troço, sempre sem correr riscos desnecessários, e acredito que conseguimos atingir um andamento muito interessante na parte final da prova.”
Ricardo Sousa lamenta apenas o pequeno contratempo mecânico sofrido no final da primeira etapa, convicto de que o resultado final poderia ter sido ainda mais expressivo: “Sem o problema mecânico que tivemos no final da primeira etapa, acredito que o resultado teria sido excelente para uma estreia nesta categoria. Mas, acima de tudo, saímos com muita informação, mais experiência e a certeza de que estamos no caminho certo.”
O piloto aproveitou ainda para agradecer o apoio recebido ao longo de todo o projeto: “Quero deixar um enorme agradecimento aos nossos patrocinadores, amigos e família, que tornaram esta experiência possível. Um agradecimento especial ao Luís Marques pelo profissionalismo e à ARC Sport pela forma como nos recebeu e pelo excelente trabalho realizado durante todo o rali.”
Mais do que o resultado, o Rally de Lisboa representou um importante passo na evolução de Ricardo Sousa. A rapidez demonstrada, a maturidade na abordagem à prova e a capacidade de adaptação ao Skoda Rally2 deixam excelentes indicadores para o futuro e reforçam a convicção de que o piloto da Prolama poderá vir a desempenhar um papel de destaque entre os principais protagonistas dos ralis nacionais.
Barcelense resistiu à pressão até ao último quilómetro e venceu por apenas 2,7 segundos.
O Challenge Clio Rally5 voltou a proporcionar espetáculo de alto nível no Rally de Lisboa, segunda jornada da temporada de 2026, com a luta pela vitória a manter-se totalmente em aberto até aos derradeiros quilómetros da prova organizada pelo Clube de Motorismo de Setúbal.
No final, foi Miguel Carvalho, navegado por António Reis, quem levou a melhor, conquistando a sua primeira vitória na competição monomarca da Renault após uma exibição marcada pela consistência, rapidez e capacidade de gestão sob enorme pressão. Depois do excelente segundo lugar alcançado no Rali Terras d’Aboboreira, o piloto de Barcelos assumiu a liderança da prova na terceira classificativa e nunca mais a largou, embora tenha sido constantemente pressionado por Luís Caetano ao longo de todo o segundo dia de competição.
A diferença final de apenas 2,7 segundos traduz na perfeição o equilíbrio vivido nas estradas da região de Lisboa, com os dois pilotos a protagonizarem uma das lutas mais intensas da ainda jovem história do Challenge Clio Rally5.
“Viemos a Lisboa com o objetivo claro de garantir a vitória, especialmente depois do azar que tivemos no Rali Terras d’Aboboreira. Conseguimos impor um bom ritmo desde cedo e, apesar da forte pressão do Luís, soubemos gerir a situação. Na última especial conseguimos aumentar ligeiramente a vantagem e confirmar a vitória. Este troféu é fantástico porque todos temos exatamente o mesmo material e a diferença faz-se apenas pela pilotagem e pela capacidade de cada equipa”, afirmou Miguel Carvalho.
Pódio decidido por escassos segundos
Luís Caetano e David Monteiro voltaram a demonstrar toda a competitividade evidenciada na prova inaugural da temporada. Depois de um início menos conseguido, a dupla leiriense aumentou progressivamente o ritmo e entrou para a derradeira classificativa ainda com possibilidades reais de conquistar o triunfo. “O rali não começou como pretendíamos, mas fomos melhorando ao longo da prova e chegámos ao último troço com hipóteses de vencer. Desta vez o Miguel foi mais forte e merece os parabéns. Agora queremos responder já na próxima prova”, referiu Luís Caetano.
Também Tiago Pereira e Fernando Pereira estiveram na discussão pelos lugares cimeiros durante toda a competição, terminando na terceira posição a apenas 12,9 segundos dos vencedores. “Foi um rali fantástico e uma luta muito equilibrada entre nós os três. Tentei tudo para chegar mais à frente, mas desta vez não foi possível. Castelo Branco será uma nova oportunidade para lutar pela vitória”, sublinhou Tiago Pereira.
Henrique Silva e Fábio Ribeiro confirmaram a boa fase de forma ao conquistarem a quarta posição, somando novo resultado sólido depois do pódio alcançado no Terras d’Aboboreira. Na estreia absoluta no Challenge Clio Rally5, David Brites e José Almeida terminaram num positivo quinto lugar, apostando sobretudo na adaptação ao Renault Clio Rally5 e na acumulação de experiência para as próximas jornadas.
Cristiano Gil, acompanhado por António Coelho, concluiu a prova na sexta posição, prosseguindo o seu processo de aprendizagem, enquanto Vasco Tintim e Carlos Pereira regressaram à competição para terminarem no sétimo lugar. Filipa Tintim e Mariana Tintim fecharam a classificação na oitava posição, protagonizando uma curiosa participação familiar que contou com três representantes da família Tintim na prova lisboeta.
Menos feliz esteve Carlos Marreiros. Depois de já ter sido afastado da luta pela vitória no Terras d’Aboboreira devido a um furo, o piloto algarvio viu desta vez uma saída de estrada na terceira especial ditar o abandono quando liderava a classificação geral da competição. Apesar da desilusão, Marreiros destacou a evolução demonstrada nos exigentes pisos de asfalto da capital, mostrando-se confiante para as próximas jornadas.
A próxima ronda do Challenge Clio Rally5 disputa-se nos dias 19 e 20 de junho, no Rali de Castelo Branco e Vila Velha de Ródão, terceira prova da temporada e segunda disputada em pisos de asfalto.
Rui Madeira e Paula Madeira terminaram o RallySpirit 2026 no terceiro lugar, depois de uma exibição marcada por andamento de excelência, liderança firme e uma capacidade de superação que voltou a colocar a dupla entre os grandes destaques de uma das mais prestigiadas provas europeias do universo Legends.
Ao volante do emblemático Mitsubishi Lancer EVO III, Rui Madeira entrou na prova com ambição assumida de lutar pela vitória, objetivo que começou desde cedo a ganhar forma com uma entrada de enorme autoridade no rali. A dupla portuguesa venceu as duas classificativas da primeira etapa, deixando clara a competitividade do conjunto numa edição particularmente forte e exigente.
“O RallySpirit 2026 é uma prova que tem um ambiente fantástico entre participantes, o que nos motiva para estarmos sempre presentes. Este ano, tínhamos a ambição de vencer a prova, visto que em anos anteriores tínhamos estado no pódio”, começa por sublinhar Rui Madeira. A forma como a dupla se apresentou desde os primeiros quilómetros reforçou essa candidatura ao triunfo: “Entrámos bem na primeira etapa do rali, vencendo as duas classificativas da primeira etapa com uma margem confortável, mesmo para os concorrentes do grupo extra”.
O comportamento do Mitsubishi foi outro dos grandes trunfos ao longo da prova, oferecendo a Rui Madeira confiança plena para atacar e explorar todo o potencial do carro: “De facto, o Mitsubishi Evo III estava perfeito a nível de performance e alinhamento, o que nos transmitiu total confiança no trabalho da nossa equipa”. Foi precisamente essa sintonia entre piloto, navegadora, carro e equipa que permitiu à dupla andar a um nível particularmente elevado também na segunda etapa: “Por esse motivo, na segunda etapa deu particularmente prazer andar depressa até à quinta classificativa”.
Mas quando tudo indicava que a luta pela vitória seguiria bem viva até final, surgiu um golpe inesperado e raro na longa carreira do piloto: “Um imprevisto sucedeu: furámos dois pneus, algo que nunca me tinha acontecido durante estes anos de carreira”. O contratempo afastou Rui e Paula Madeira da discussão direta pelo triunfo, obrigando ao recurso ao super rali. Ainda assim, longe de baixar os braços, a dupla respondeu da melhor forma, regressando à estrada com a mesma determinação e recuperando até ao terceiro lugar final.
“Assim, restou-nos voltar no super rali e lutar pelo pódio, o que veio a acontecer. Foi talvez o dia em que andámos mais rápido com esta viatura”, assinala Rui Madeira, numa frase que traduz bem a força da resposta dada depois do azar. No final, o piloto fez questão de agradecer a todos os que contribuíram para uma prestação tão forte, apesar do desfecho ter ficado aquém do sonho da vitória: “Quero agradecer à equipa M Pro e à minha esposa e navegadora pelo excelente desempenho e motivação ao longo destas três etapas”.
Também Paula Madeira resumiu a participação num tom emotivo, valorizando a experiência vivida e o nível competitivo alcançado com uma máquina de 31 anos: “Foi um orgulho navegar o meu piloto preferido e andar tão depressa com uma viatura com 31 anos. Nunca pensei ser possível fazermos os tempos que fizemos”. A navegadora reconhece que a dupla deixa Barcelos com sentimentos mistos, mas sem qualquer dúvida quanto ao valor da prestação realizada: “Saímos de Barcelos com o dever cumprido, pois um imprevisto retirou-nos a possibilidade de alcançar um sonho que sempre ambicionámos, a conquista da vitória que por três vezes nos foge”.
Ainda assim, Paula Madeira sublinha o espírito de superação que marcou toda a participação e a satisfação legítima pelo pódio alcançado: “Foi uma prova de superação e não poderíamos deixar de agradecer a toda a equipa o profissionalismo e a motivação que nos transmitiu em todas as etapas do rali. Independentemente de tudo, ficámos bastante satisfeitos pela conquista do terceiro lugar”.
Com uma prestação em que houve velocidade, liderança, espetáculo e uma resposta notável à adversidade, Rui Madeira e Paula Madeira voltaram a deixar uma marca muito forte no RallySpirit 2026. Depois de Barcelos, as atenções viram-se agora para a próxima participação da dupla, agendada para a Guarda Racing Days, onde Rui Madeira e Paula Madeira procurarão voltar a transformar paixão, experiência e competitividade em mais um resultado de relevo.
Vítor Pascoal e Martim Azevedo concluíram com balanço francamente positivo a sua participação no RallySpirit 2026, um dos mais prestigiados eventos de automóveis históricos e Legends da Europa.
Apesar de não terem completado a totalidade do percurso competitivo, a dupla do Baião Rallye Team optou por interromper a participação quando começaram a surgir alguns problemas técnicos no Porsche 991.2 GT3 Cup, numa decisão tomada por precaução para evitar danos mecânicos de maior gravidade.
Ainda assim, a missão traçada para a participação no RallySpirit foi plenamente alcançada. Ao longo dos três dias de prova, Vítor Pascoal proporcionou espetáculo aos milhares de adeptos que voltaram a encher as classificativas do evento, oferecendo passagens rápidas e vistosas que mereceram constantes manifestações de entusiasmo por parte do público.
Para além da componente desportiva, o piloto considera igualmente cumprido o objetivo de proporcionar forte visibilidade aos parceiros e patrocinadores da equipa num dos eventos com maior projeção mediática do calendário nacional.
“A nossa missão ficou cumprida. Quando sentimos que havia alguns problemas técnicos no carro, entendemos que o melhor era parar para não provocar danos que poderiam comprometer os próximos compromissos da época. Mas divertimo-nos muito e conseguimos proporcionar espetáculo ao público, que era precisamente um dos nossos principais objetivos”, afirmou Vítor Pascoal.
O piloto de Baião voltou ainda a destacar o ambiente único que caracteriza o RallySpirit: “A presença neste evento é praticamente obrigatória para nós. É um rali incrível, com uma atmosfera muito própria, classificativas deslumbrantes e um contacto extraordinário com os adeptos. Proporciona-nos momentos fantásticos junto dos fãs e dos nossos patrocinadores. O Martim também se divertiu imenso, tal como eu, e posso desde já dizer que queremos voltar no próximo ano”.
Terminada a participação no RallySpirit, Vítor Pascoal regressa agora ao foco principal da sua temporada de 2026, o Castrol Portugal Rally Series, campeonato onde segue invicto nas categorias Sideways e RGT Rally Trophy e onde continuará a lutar pelos títulos em discussão.
Heptacampeão nacional venceu todas as especiais e confirmou favoritismo no Rali de Coja-Portas do Açor.
Armindo Araújo e Luís Ramalho voltaram a impor a sua lei no Rali de Coja-Portas do Açor, conquistando pela segunda vez consecutiva a vitória na prova organizada pelo Clube Automóvel do Centro e promovida pela Silogia.
A dupla do Skoda Fabia RS Rally2 esteve simplesmente inalcançável ao longo dos dois dias de competição, vencendo todas as sete especiais disputadas e confirmando de forma categórica o favoritismo que lhe era atribuído à partida para a prova disputada integralmente em pisos de asfalto.
No final, Armindo Araújo terminou com uma vantagem de 1m23,7s sobre Carlos Matos e Ricardo Faria, também em Skoda, que protagonizaram uma recuperação muito consistente durante a segunda etapa. Depois de um início de prova mais discreto, a dupla de São Pedro do Sul elevou significativamente o ritmo no domingo, conseguindo ascender ao segundo lugar absoluto.
“É com enorme orgulho que continuo associado a esta prova e ao ambiente fantástico que se vive em Coja. Os troços estavam muito interessantes e os pisos de asfalto proporcionaram excelentes condições para competir. Naturalmente, procurámos gerir a nossa vantagem, até porque a diferença de performance entre os carros presentes era significativa”, referiu Armindo Araújo no final da prova.
O terceiro lugar absoluto foi assegurado por António Cruz Monteiro e Paulo Santos, em Peugeot 208 T16. Para além da subida ao pódio, a dupla conquistou também a vitória entre os concorrentes do Campeonato Centro de Ralis, alcançando finalmente um triunfo que perseguia desde o início da temporada.
“Já andava à procura desta vitória há algum tempo e felizmente ela surgiu aqui em Coja. Tivemos uma prova exigente e adversários muito fortes, pelo que este resultado tem um significado especial”, destacou António Cruz Monteiro.
Armando Carvalho e Ana Santos, líderes do Campeonato Centro de Ralis e vencedores das provas anteriores da temporada, terminaram na quarta posição absoluta com o Mitsubishi Lancer Evo IX, vendo interrompida a série vitoriosa que mantinham desde o início do ano.
Nas Duas Rodas Motrizes, Filipe Rodrigues e Sérgio Simões voltaram a demonstrar um andamento irrepreensível. A dupla do Ford Escort S venceu todas as especiais da categoria e conquistou a terceira vitória consecutiva da temporada nas 2RM. Terminando num excelente sexto lugar absoluto, Filipe Rodrigues reforçou a liderança do campeonato e confirmou o excelente momento de forma que atravessa.
“Foi uma prova muito divertida, com classificativas bastante técnicas e bem desenhadas. Conseguimos construir uma boa vantagem desde o primeiro dia e depois gerimos a corrida da melhor forma”, explicou o piloto da HBC Autoworks.
A segunda posição nas 2RM ficou nas mãos de Jorge Carvalho e Marco Vilas Boas, em Peugeot 208 VTI, enquanto Henrique Correia e Tiago Barata completaram o pódio da categoria ao volante de outro Ford Escort S.
Concluída a terceira ronda da temporada, o Campeonato Centro de Ralis e o Campeonato Centro de Ralis 2RM seguem agora para o Rallye Verde Centro – Figueiró dos Vinhos, prova organizada pelo Clube Automóvel da Marinha Grande e agendada para os dias 27 e 28 de junho.
Viatura foi conduzida por Ari Vatanen, Hannu Mikkola e Joaquim Santos e regressa agora às estradas no 8º Penafiel Racing Fest.
O Rally Taça Joaquim Santos, prova principal do Penafiel Racing Fest e homenagem ao tetracampeão nacional Joaquim Santos, contará este ano com um convidado muito especial antes mesmo da partida dos concorrentes. O penafidelense António Cunha Soares foi escolhido para desempenhar as funções de Carro 0 e fará essa missão aos comandos de uma autêntica relíquia da história dos ralis mundiais e nacionais: um Ford Escort com um currículo absolutamente extraordinário.
Trata-se de uma viatura originalmente integrada na estrutura oficial liderada por David Sutton, que foi conduzida por Ari Vatanen na temporada em que o piloto finlandês conquistou o título mundial de ralis. No ano seguinte, o mesmo automóvel passou pelas mãos de Hannu Mikkola, outro dos grandes nomes da modalidade e futuro Campeão do Mundo.
A ligação a Portugal viria pouco depois. O Escort foi adquirido para competir no nosso país e acabaria por ficar definitivamente associado a um dos maiores nomes do automobilismo nacional. Aos comandos desta mesma viatura, Joaquim Santos conquistou dois títulos de Campeão Nacional de Ralis, escrevendo algumas das páginas mais marcantes da sua extraordinária carreira.
A história deste automóvel guarda ainda outra curiosidade relevante. O Escort foi o último carro da equipa Diabolique Motorsport a disputar um rali, encerrando um ciclo de enorme importância para os ralis portugueses. E fê-lo da melhor forma possível, vencendo o Rali do Algarve de 1985.
Agora, mais de quatro décadas depois, a máquina regressa às estradas nacionais para desempenhar um papel de destaque precisamente na prova que homenageia Joaquim Santos, proporcionando aos adeptos uma oportunidade rara de voltar a ver em ação um dos automóveis mais emblemáticos da história dos ralis em Portugal.
A presença deste Escort histórico constitui, por si só, um dos grandes atrativos da edição de 2026 do Rally Taça Joaquim Santos, reforçando a forte ligação do evento à memória e ao património do desporto automóvel português.
Blomqvist, Grist e milhares de adeptos marcaram uma edição que reforça a ambição para 2027.
O RallySpirit voltou a demonstrar porque é hoje uma das mais prestigiadas celebrações da história dos ralis na Europa. Ao longo de três dias, milhares de adeptos acompanharam a 11.ª edição do evento promovido pela XRacing e organizado pelo Clube Automóvel de Santo Tirso, numa edição que reuniu máquinas lendárias, nomes históricos da modalidade e uma forte participação internacional.
Com Barcelos novamente como centro nevrálgico, o RallySpirit percorreu estradas de vários concelhos do Norte do país, proporcionando um ambiente único de proximidade entre público, pilotos e equipas, uma das características que mais distingue o evento no panorama dos Rally Legends europeus.
Entre os grandes protagonistas esteve Stig Blomqvist. O Campeão do Mundo de Ralis de 1984 regressou ao RallySpirit para conduzir o raríssimo Ford RS200 S, um dos automóveis mais exclusivos alguma vez construídos para os ralis. A sua presença atraiu multidões e constituiu um dos momentos mais marcantes da edição deste ano.
Também Nicky Grist, histórico navegador de Colin McRae, foi uma das figuras em destaque. Ao volante de um Toyota Celica Turbo 4WD com historial oficial no Campeonato do Mundo de Ralis, o britânico conquistou os adeptos não apenas em estrada, mas também através da sua participação na sessão de autógrafos e na Rally Tertúlia Fuchs.
Máquinas de sonho e forte presença internacional
A edição de 2026 voltou a apresentar um parque automóvel de exceção, onde não faltaram referências maiores dos Grupos B, Grupo A e das várias épocas douradas dos ralis. Entre os modelos mais admirados estiveram vários Audi Sport Quattro S1 E2, MG Metro 6R4, Renault 5 Maxi Turbo, Toyota Celica Turbo 4WD, Lancia Delta Integrale, BMW M3 e Subaru Impreza.
A organização destacou igualmente o crescimento da dimensão internacional da prova, que contou com mais de uma centena de equipas inscritas, cerca de metade provenientes do estrangeiro, consolidando a notoriedade do RallySpirit junto do universo Slowly Sideways Europe e dos principais eventos europeus dedicados aos ralis históricos.
No plano competitivo, Pablo Pazó e Ezequiel Salgueiro conquistaram a vitória entre os Históricos aos comandos do Talbot Sunbeam Lotus, alcançando o quarto triunfo da carreira no RallySpirit.
Na categoria Spirit, Rui Salgado e Luís Godinho levaram o Peugeot 306 GTI ao lugar mais alto do pódio, aproveitando os contratempos sofridos por Rui Madeira e Paula Madeira, que ainda assim terminaram na terceira posição depois de vencerem todas as especiais do último dia.
Já na categoria Extra, Fernando Peres e José Pedro Silva impuseram o Mitsubishi Lancer Evo IX, superando Daniel Silva e Filipe Martins, segundos classificados com o singular Suzuki Swift Maxi.
A edição de 2026 ficou igualmente marcada pela homenagem a Jorge Paulo, uma das figuras mais respeitadas da área técnica do desporto automóvel português, falecido durante o evento. Todos os concorrentes assinalaram a sua memória no derradeiro dia da prova, num gesto carregado de simbolismo.
Encerrada mais uma edição de sucesso, a organização já aponta a 2027. O objetivo passa por elevar novamente a fasquia, reforçando a presença de World Rally Cars e consolidando o crescimento de um evento que continua a afirmar-se como uma das maiores referências dos Rally Legends europeus.
O RallySpirit 2026 cumpriu esta sexta-feira a etapa mais longa da edição deste ano, voltando a demonstrar porque é considerado um dos eventos mais especiais do panorama europeu dos Rally Legends. Entre carros históricos, figuras lendárias da modalidade e milhares de espectadores espalhados pelas classificativas, a prova organizada pelo Clube Automóvel de Santo Tirso e promovida pela XRacing confirmou, uma vez mais, a sua capacidade única para unir competição, memória e paixão pelos ralis.
Ao longo de seis provas especiais disputadas entre Barcelos, Braga, Terras de Bouro e Vila Verde, o segundo dia do evento ficou marcado por uma forte adesão do público, que voltou a responder em massa ao apelo de uma prova onde o espetáculo vai muito além da luta contra o cronómetro.
A presença de duas figuras incontornáveis da história dos ralis mundiais ajudou a reforçar essa dimensão internacional. Stig Blomqvist, Campeão do Mundo de Ralis de 1984, e Nicky Grist, o navegador que acompanhou Colin McRae nos seus maiores sucessos, foram algumas das estrelas mais procuradas pelos adeptos, numa edição que voltou a reunir algumas das máquinas mais icónicas da história da modalidade.
Entre os exemplares mais admirados estiveram o raríssimo Ford RS200 S, protótipo desenvolvido para a extinta categoria Grupo S, bem como vários representantes da lendária era Grupo B, casos do Audi Sport Quattro, MG Metro 6R4 e Renault 5 Maxi Turbo, entre muitas outras viaturas que transformaram as estradas do RallySpirit numa verdadeira viagem no tempo.
Embora o ambiente e a celebração da história dos ralis sejam a essência do evento, a vertente competitiva continua a ter o seu espaço próprio. Após dois dias de competição, Pablo Pazó e Ezequiel Salgueiro lideram entre os Históricos aos comandos de um Talbot Sunbeam Lotus. Na categoria Spirit, Rui Salgado e Luís Godinho ocupam a primeira posição com o Peugeot 306 GTI, enquanto Fernando Peres e José Pedro Silva comandam entre os concorrentes da categoria Extra, mesmo depois de terem enfrentado um furo na jornada inaugural.
O dia terminou ainda com dois momentos de forte ligação entre pilotos e adeptos no Parque de Assistência instalado no Campo da República, em Barcelos. A sessão de autógrafos e a Rally Tertúlia Fuchs, que reuniu Stig Blomqvist, Nicky Grist e Rui Madeira, voltaram a aproximar os protagonistas do público, reforçando uma das marcas distintivas do RallySpirit.
A jornada ficou igualmente assinalada por uma nota de pesar com o falecimento de Jorge Paulo, uma das mais respeitadas figuras do automobilismo português na área técnica, cuja memória foi evocada ao longo do dia por pilotos, equipas e organização.
O RallySpirit 2026 entra agora na sua fase decisiva. O derradeiro dia de prova, concentrado sobretudo na região de Barcelos, contará com cinco especiais classificativas antes da chegada final ao Campo da República, prevista para as 21h30, encerrando mais uma edição de um evento que continua a afirmar-se como uma referência incontornável dos Rally Legends europeus.