Categoria: Ralis

  • Após o fim do Rali de Mesão Frio, Clube Automóvel da Régua assume organização do Rali União

    Após o fim do Rali de Mesão Frio, Clube Automóvel da Régua assume organização do Rali União

    O Clube Automóvel da Régua vai assumir a organização do Rali União – Alpendurada, Várzea e Torrão, prova integrada no Campeonato Norte de Ralis que regressará às estradas do concelho do Marco de Canaveses nos dias 7 e 8 de novembro.

    A novidade surge poucas semanas depois de ter sido anunciada a não realização do Rali de Mesão Frio em 2026, anúncio que gerou forte controvérsia junto da comunidade automobilística e originou diversas críticas dirigidas à autarquia mesão-friense por parte de pilotos, equipas e adeptos da modalidade. A decisão colocou um ponto final numa prova que, sob organização do Clube Automóvel da Régua, se afirmou como uma das referências do automobilismo regional e nacional, conquistando prestígio junto de pilotos, equipas e adeptos ao longo das últimas temporadas.

    Agora, numa rápida mudança de cenário, o clube reguense vê reconhecida a sua capacidade organizativa ao ser escolhido para assumir os destinos do Rali União, competição que integra igualmente o Campeonato Norte de Ralis e que tem vindo a consolidar a sua importância no panorama desportivo da região. A formalização do protocolo foi anunciada esta semana, marcando o arranque oficial dos trabalhos de preparação daquela que será uma nova etapa na história da prova marcoense.

    “Assumimos este desafio com enorme sentido de responsabilidade, mas também com muito entusiasmo. O Rali União conquistou uma identidade própria e um lugar importante no Campeonato Norte de Ralis. Quando surgiu a possibilidade de assumirmos a organização, entendemos que era uma oportunidade para continuar a colocar a nossa experiência ao serviço do automobilismo e para garantir a continuidade de uma prova muito acarinhada pelos adeptos”, afirma Manuel António, presidente do Clube Automóvel da Régua.

    O dirigente recorda ainda o percurso desenvolvido pela estrutura organizativa nos últimos anos, sublinhando que a experiência acumulada será uma mais-valia para este novo desafio. “Temos muito orgulho no trabalho que realizámos em Mesão Frio e no reconhecimento que essa prova alcançou. Esse percurso deu-nos competências, credibilidade e uma equipa altamente preparada para enfrentar novos desafios. É com esse espírito que encaramos o Rali União, respeitando o legado construído até aqui e trabalhando para que a edição de 2026 corresponda às expectativas de pilotos, equipas, parceiros e público”.

    Com a responsabilidade agora oficialmente assumida, o Clube Automóvel da Régua inicia uma nova página da sua história organizativa, mantendo-se no Campeonato Norte de Ralis e preparando-se para levar ao Marco de Canaveses uma prova que promete continuar a ser uma das mais relevantes da reta final da temporada.

  • Armando Carvalho defende liderança no Rali de Coja-Portas do Açor

    Armando Carvalho defende liderança no Rali de Coja-Portas do Açor

    O Campeonato Centro de Ralis prossegue este fim de semana com a realização do Rali de Coja-Portas do Açor, terceira jornada da temporada organizada pelo Clube Automóvel do Centro, que promete fortes emoções tanto na luta pela vitória à geral como nas contas dos campeonatos absolutos e de Duas Rodas Motrizes.

    Depois dos triunfos alcançados no Rali Cidade Termal e no Rali Espumante do Dão, Armando Carvalho e Ana Santos apresentam-se em Coja na liderança do Campeonato Centro de Ralis aos comandos do seu Mitsubishi Lancer Evo IX. O piloto de Vila Nova de Poiares chega naturalmente com o estatuto de principal favorito entre os concorrentes que pontuam para o campeonato, mas encontrará uma oposição forte e determinada.

    Entre os principais candidatos a contrariar o domínio do líder destacam-se Filipe Rodrigues e Sérgio Simões, em Ford Escort, António Cruz Monteiro e Paulo Santos, em Peugeot 208 T16, Henrique Correia e Tiago Barata, também em Ford Escort, José Denis e Jorge Ferreira, em BMW 320i, e ainda João Marcelino e Valter Cardoso, em Citroën DS3.

    Luta intensa nas Duas Rodas Motrizes

    Se na classificação absoluta Armando Carvalho lidera as operações, nas Duas Rodas Motrizes o protagonismo tem pertencido a Filipe Rodrigues. O piloto da HBC Autoworks venceu todas as provas disputadas até ao momento na categoria, somando o máximo de 50 pontos possíveis e assumindo uma posição privilegiada na tabela classificativa.

    Henrique Correia surge como o seu mais direto perseguidor com 31 pontos, enquanto José Denis ocupa atualmente a terceira posição com 29 pontos. Outro dos nomes que merece atenção é Jorge Carvalho. O irmão do líder do campeonato, acompanhado por Marco Vilas Boas, aposta no Peugeot 208 VTI para tentar discutir os lugares da frente e baralhar as contas da prova.

    Embora os pontos do campeonato estejam no centro das atenções, a luta pela vitória absoluta promete igualmente grande interesse graças à presença de pilotos que não pontuam para o Campeonato Centro de Ralis, mas que elevam significativamente a qualidade da lista de inscritos.

    É o caso de Armindo Araújo e Luís Ramalho, em Skoda Fabia RS Rally2, Carlos Matos e Ricardo Faria, também em Skoda Fabia R5, e ainda Mário Santos e Paulo Aguiar, em Peugeot 208 Rally4. Todos surgem como fortes candidatos ao triunfo absoluto na prova organizada pelo Clube Automóvel do Centro.

    Sete especiais em asfalto

    Uma das particularidades desta edição do Rali de Coja-Portas do Açor é o facto de a competição ser disputada integralmente em pisos de asfalto. O percurso totaliza 149,16 quilómetros, dos quais 65,27 serão percorridos ao cronómetro.

    A prova arranca no sábado com duas passagens pela classificativa de Arganil, antes da tradicional super-especial urbana de Coja encerrar o primeiro dia de competição. No domingo, os concorrentes enfrentarão duas passagens pelas especiais de Coja e Cerdeira, num programa que promete decisões até aos derradeiros quilómetros e onde a combinação entre rapidez, regularidade e conhecimento dos exigentes troços da região poderá fazer toda a diferença nas contas finais.

  • Rali de Castelo Branco e Vila Velha de Rodão reforça espetáculo

    Rali de Castelo Branco e Vila Velha de Rodão reforça espetáculo

    A Escuderia Castelo Branco está a ultimar os preparativos para a edição de 2026 do Rali de Castelo Branco e Vila Velha de Ródão, prova que se realiza nos dias 19 e 20 de junho e que voltará a integrar o calendário do Campeonato de Portugal de Ralis.

    A organização preparou várias novidades com o objetivo de reforçar o espetáculo e aproximar ainda mais a competição dos adeptos. Entre os destaques está o regresso da Rotunda da Europa ao percurso da Super-Especial Reconquista, disputada nas ruas de Castelo Branco, bem como um novo final para esta classificativa, desenhado para terminar numa das zonas mais emblemáticas da cidade.

    Também a Lubrialbi Power Stage surge renovada, assumindo-se como o palco decisivo da prova. Além de definir o vencedor da ronda albicastrense, a classificativa contará com fogo de artifício e uma cerimónia de pódio realizada imediatamente após a sua conclusão. Tanto a Super-Especial Reconquista como a Power Stage terão ainda zonas dedicadas a espectadores com mobilidade reduzida.

    Em Vila Velha de Ródão, outra das novidades passa pela criação de uma nova Zona Espetáculo no Miradouro de Vila Velha de Ródão, reforçando a ligação da prova ao concelho e oferecendo mais um ponto privilegiado para acompanhar a ação.

    No plano desportivo, o rali terá um total de 467,15 quilómetros, dos quais 125,89 serão disputados ao cronómetro, distribuídos por 12 classificativas. O programa arranca na manhã de sexta-feira com o shakedown, seguindo-se a partida simbólica às 15h30 e o início da competição às 16h53. A animação começa ainda antes, com uma sessão de autógrafos agendada para a véspera da prova, nas Docas de Castelo Branco, junto à Fonte Luminosa, acompanhada por diversas atividades relacionadas com o evento.

    O Parque Fechado regressa igualmente às Docas, enquanto o Parque de Assistência permanecerá instalado no Parque de Desportos Motorizados de Castelo Branco.

    Para Nuno Almeida Santos, Diretor de Prova, o objetivo passa por tornar o evento mais próximo dos adeptos: “Para este ano, a organização procurou tornar o Rali de Castelo Branco e Vila Velha de Ródão ainda mais acessível a todos. Não só quisemos criar mais zonas onde as pessoas possam ver as melhores equipas nacionais de ralis em competição, como trabalhámos para aproximar toda a prova dos adeptos e dos curiosos.”

    Estão assim reunidas as condições para que a ronda albicastrense volte a afirmar-se como uma das provas mais aguardadas do Campeonato de Portugal de Ralis, combinando competição de alto nível, espetáculo e uma forte ligação ao público da região

  • Rui Madeira regressa ao RallySpirit com forte ambição e o icónico Mitsubishi Lancer EVO III

    Rui Madeira regressa ao RallySpirit com forte ambição e o icónico Mitsubishi Lancer EVO III

    Consagrado piloto português volta a fazer dupla com Paula Madeira numa das mais prestigiadas provas europeias de ralis Legends.

    Rui Madeira prepara-se para atacar a edição de 2026 do RallySpirit, prova que se afirma, de forma cada vez mais sólida, entre as melhores referências europeias no universo dos Ralis Legends, reunindo organização de excelência, um naipe de participantes de luxo e um percurso de enorme beleza e exigência competitiva.

    Para esta participação, o consagrado piloto português regressa ao volante do seu emblemático Mitsubishi Lancer EVO III de 1995, carro de forte carga simbólica no seu percurso, e volta a partilhar o habitáculo com Paula Madeira, sua esposa, numa dupla muito especial e habitual neste tipo de prova.

    “É vez de atacar a edição 2026 do RallySpirit. Prova já entre as melhores europeias dos Ralis Legends. Muito bem organizada, sempre com um naipe de participantes de luxo e um percurso deslumbrante”, sublinha Rui Madeira, deixando clara a admiração que nutre pelo evento e pelo crescimento sustentado que este tem vindo a registar.

    Num rali onde a vertente espetáculo assume particular relevância, Rui Madeira não esconde que esse será um dos grandes objetivos da participação, até pela moldura humana que o RallySpirit habitualmente atrai para a estrada. “Queremos sobretudo dar espetáculo ao público que acorre sempre em números impressionantes”, afirma.

    Mas o espírito festivo e a celebração da história dos ralis não retiram ambição competitiva à dupla, que volta a apresentar-se determinada em discutir os lugares cimeiros da respetiva categoria. “E, claro, porque está no nosso DNA, lutar pelos lugares cimeiros na Categoria Spirit. Nos anos anteriores fomos sempre competitivos e, perante uma lista grande de pilotos e carros capazes de vencer, queremos ter uma palavra a dizer”, reforça Rui Madeira.

    O RallySpirit 2026 arranca já amanhã, quinta-feira, 4 de junho, com Barcelos como centro operacional e um programa competitivo distribuído por três dias, até sábado. Ao longo da prova, os concorrentes enfrentarão 13 especiais cronometradas, num percurso que passa por zonas como Barcelos, Braga, Terras de Bouro e Vila Verde, antes do desfecho final, marcado para a noite de sábado, em Barcelos.

  • Stig Blomqvist e o raro Ford RS200 S são as grandes estrelas do RallySpirit 2026

    Stig Blomqvist e o raro Ford RS200 S são as grandes estrelas do RallySpirit 2026

    O RallySpirit volta a reunir algumas das maiores lendas dos ralis entre 4 e 6 de junho, numa edição que promete ficar na história graças à presença do campeão do mundo de ralis de 1984, Stig Blomqvist, e de um raríssimo Ford RS200 S, protótipo desenvolvido para a extinta regulamentação Grupo S.

    Aos 79 anos, o piloto sueco regressa ao evento português, onde já marcou presença em 2019, para protagonizar um dos momentos mais aguardados da edição de 2026. A seu lado estará também Nicky Grist, histórico navegador de Colin McRae, que desta vez trocará as notas pelo volante de um Toyota Celica Turbo 4WD ex-oficial da Toyota Team Europe.

    Dedicado à Subaru, o RallySpirit 2026 contará com 107 equipas, oriundas de dez países, e uma impressionante coleção de máquinas históricas, desde os lendários Grupo B aos World Rally Cars, passando por modelos icónicos como Audi Sport Quattro S1 E2, Lancia Stratos, Renault 5 Maxi Turbo, Ford Escort WRC, Lancia Delta Integrale ou Subaru Impreza.

    Com centro operacional em Barcelos, a prova organizada pela XRacing terá 13 especiais cronometradas distribuídas por três dias de competição, percorrendo os concelhos de Barcelos, Porto, Santo Tirso, Braga, Terras de Bouro e Vila Verde.

    Além das estrelas internacionais, o evento contará ainda com nomes bem conhecidos do automobilismo nacional, entre eles Rui Madeira, Fernando Peres, Vítor Pascoal e Tiago Reis, reforçando o estatuto do RallySpirit como uma das maiores celebrações dos ralis históricos na Europa.

  • Vítor Pascoal regressa ao RallySpirit para três dias de espetáculo

    Vítor Pascoal regressa ao RallySpirit para três dias de espetáculo

    Vítor Pascoal volta a marcar presença no RallySpirit, um dos mais prestigiados eventos de automóveis históricos e Legends da Europa, encarando a edição de 2026 com a motivação e entusiasmo habituais. Aos comandos do Porsche 991.2 GT3 Cup do Baião Rallye Team, o piloto baionense terá desta feita Martim Azevedo no banco do lado direito.

    Integrado na Categoria Extra, Pascoal encara a participação numa perspetiva diferente daquela que habitualmente assume nos campeonatos onde disputa títulos, privilegiando o espetáculo e o contacto com os milhares de aficionados que anualmente acompanham a prova.

    “É sempre uma enorme satisfação estar presente no RallySpirit. Estamos a falar de um evento muito prestigiado, que nos proporciona um enorme retorno mediático e promocional, algo muito importante para nós e para os nossos patrocinadores. É um rali que tem uma atmosfera muito especial e que reúne alguns dos melhores carros e pilotos em competição”, afirma.

    Sem esconder a vontade de ser rápido, o piloto de Baião assume que a pressão dos resultados ficará em segundo plano: “Vou integrado na Categoria Extra e, sem enjeitar andar rápido, encaro esta participação como uma oportunidade única para conduzir sem pressões. O principal objetivo passa por desfrutar da experiência e proporcionar espetáculo ao público que tanto nos acarinha e que comparece sempre em números impressionantes ao longo de todo o percurso”.

    O RallySpirit 2026 arranca já amanhã, quinta-feira, com Barcelos a assumir o papel de centro operacional de uma prova distribuída por três dias de competição. A partida oficial terá lugar no Jardim das Sobreiras, no Porto, seguindo-se as primeiras especiais em Santo Tirso e Barcelos Sul.

    Ao longo dos três dias, os concorrentes enfrentarão 13 provas especiais de classificação, num total de 136,24 quilómetros cronometrados e mais de 443 quilómetros de percurso. O itinerário atravessará alguns dos maisemblemáticos troços do Norte do país, passando pelos concelhos de Barcelos, Braga, Terras de Bouro e Vila Verde, antes da decisão final agendada para sábado à noite, com a consagrada Boucles de Barcelos a anteceder a cerimónia de pódio no Campo da República.

    Num evento onde o espetáculo e a paixão pelos ralis assumem papel central, Vítor Pascoal promete voltar a ser uma das figuras em destaque perante as dezenas de milhares de espectadores esperadas nas estradas do RallySpirit.

  • Team MMA da Maia vive emoções contrastantes no Rally de Gondomar

    Team MMA da Maia vive emoções contrastantes no Rally de Gondomar

    O Team MMA da Maia regressou do Rally de Gondomar com sentimentos distintos. Se, por um lado, Carlos Gonçalves e Rita Martins garantiram um excelente segundo lugar na Categoria P1.2 e terminaram no 15.º posto da classificação geral, por outro, Afonso Gonçalves e Miguel Rodrigues viram a sorte virar-lhes as costas ao serem obrigados a abandonar na derradeira classificativa da prova devido a problemas técnicos no Fiat Punto.

    Ao longo da competição, as duas equipas mantiveram um ritmo consistente nas exigentes especiais gondomarenses. Carlos Gonçalves e Rita Martins foram construindo uma prestação sólida aos comandos do Peugeot 206, conseguindo assegurar um lugar de destaque na sua categoria e terminar entre os melhores das duas rodas motrizes.

    Já Afonso Gonçalves e Miguel Rodrigues protagonizavam igualmente uma prova positiva até ao momento do infortúnio. A dupla do Fiat Punto manteve-se competitiva durante toda a jornada, mas acabou por ver o esforço de todo o fim de semana comprometido por uma avaria mecânica surgida precisamente na última classificativa.

    No final da prova, Carlos Gonçalves lamentava o abandono da outra equipa do Team MMA, mas mostrava-se satisfeito com o resultado alcançado. “Desta não correu como esperávamos, pois o Afonso foi obrigado a desistir mesmo na última classificativa com um problema que ainda não sabemos o que é. Quanto à minha prova e à da Rita Martins, correu bem, embora nos debatêssemos com alguns problemas de alinhamento no carro. Ainda assim, conseguimos chegar ao pódio, o que é positivo”, afirmou.

    O responsável máximo do Team MMA da Maia já aponta agora baterias para o próximo desafio da temporada. “Agora é tempo de começar a pensar na próxima prova, que será o Penafiel Race Fest, onde estaremos na linha de partida com o Peugeot 206 e o Fiat Punto”, concluiu Carlos Gonçalves.

    Depois das emoções vividas em Gondomar, a equipa maiata prepara-se assim para novo desafio competitivo, esperando regressar aos bons resultados e colocar ambas as viaturas na luta pelos lugares cimeiros em Penafiel.

  • Leandro e Liliana Costa vencem no Rally de Lisboa e assumem liderança do FPAK Junior Team de Ralis

    Leandro e Liliana Costa vencem no Rally de Lisboa e assumem liderança do FPAK Junior Team de Ralis

    Leandro Costa e Liliana Costa tiveram uma estreia de sonho no FPAK Junior Team de Ralis 2026. A dupla de irmãos da JG Sport/Joaquim Gameiro venceu o Rally de Lisboa, prova inaugural da competição, e saiu da capital na liderança do troféu, depois de uma exibição marcada por consistência, inteligência competitiva e uma notável capacidade de evolução ao longo de todo o fim de semana.

    Aos comandos do Peugeot 206 Rallye 6, Leandro e Liliana entraram desde logo entre os mais rápidos, assinando tempos entre os três melhores nas duas primeiras classificativas. A chegada à liderança aconteceu ao cabo da terceira especial e, a partir desse momento, a dupla não mais largou o comando, gerindo a vantagem com maturidade até festejar um triunfo muito especial no pódio final.

    Pelo meio, a equipa somou quatro vitórias em classificativas, correspondentes a importantes 4 pontos para o troféu, e manteve sempre um ritmo competitivo nas restantes especiais, confirmando que a vitória no Rally de Lisboa foi o resultado natural de uma prestação sólida, rápida e muito bem construída.

    “O rali começou com a preparação dos reconhecimentos, mas também com toda a organização da equipa. Tentámos fazer um bom trabalho de notas e perceber como é que o carro se iria comportar, até porque nos testes ficámos sem travões muito cedo. O shakedown já nos deu uma melhor perceção do Peugeot e permitiu-nos ganhar confiança”, começou por referir Leandro Costa.

    Apesar da excelente entrada em prova, Leandro e Liliana Costa nunca deixaram de adotar uma postura cautelosa, sobretudo por ainda estarem numa fase inicial de adaptação ao carro e às exigências específicas da competição.

    “Começámos bem, mas ao apanhar uma parte mais escorregadia tentámos gerir um pouco mais o material, porque não sabíamos como é que os pneus se iriam comportar durante todas as PEC, assim como os travões. Infelizmente, nessa primeira especial, apanhámos o carro da frente e fizemos uma boa parte do troço atrás dele até ao final. Na segunda PEC tentámos imprimir um ritmo melhor”, acrescentou o jovem piloto.

    A prova teve também momentos de maior exigência e algumas incidências, que a dupla soube ultrapassar sem perder o foco no objetivo principal. “Com os acidentes dos nossos colegas na PEC 3, o troço acabou por ser neutralizado. A boa notícia foi eles estarem bem. Na PEC 4, por um lapso numa nota mal tirada, acabámos por sair de frente, sendo obrigados a fazer marcha-atrás e perdendo ainda algum tempo. Na Super Especial fomos a rolar para acabar o dia, evitando problemas.”

    No segundo dia, a estratégia voltou a passar por um equilíbrio entre rapidez e gestão. Ainda assim, a dupla da JG Sport/Joaquim Gameiro conseguiu impor-se de forma clara nas especiais decisivas, confirmando a vitória final: “No segundo tentamos imprimir um ritmo bom, embora conservador, também para tirar ilações para os próximos ralis. Deu frutos: ganhámos quatro PEC, somámos quatro pontos para o troféu e acabámos por vencer o rali”.

    Para a Leandro e Liliana Costa, esta vitória tem um significado especial, não apenas pelo resultado desportivo, mas também pela forma como todo o projeto está a ser construído em torno da estrutura familiar, da JG Sport e da Joaquim Gameiro.

    A dupla aponta agora baterias para o Rali de Castelo Branco e Vila Velha de Ródão, próxima jornada da competição, agendada para os dias 19 e 20 de junho,

  • Top 10 com sabor agridoce para Rui Madeira no Rally de Lisboa

    Top 10 com sabor agridoce para Rui Madeira no Rally de Lisboa

    Rui Madeira e Mário Castro concluíram o Rally de Lisboa na 10.ª posição da classificação geral, fechando a participação na prova do Campeonato de Portugal de Ralis com um resultado que, apesar de garantir um lugar no Top 10, deixou um sentimento inevitável de frustração.

    Ao volante do Hyundai i20 Rally2 da CRN Competition, Rui Madeira entrou no rali com o objetivo claro de lutar por um lugar entre os primeiros da geral, mas viu esse propósito fortemente condicionado por um problema técnico que surgiu ainda numa fase precoce da prova e que acabou por marcar decisivamente o desenrolar da participação.

    “Foi um resultado abaixo do esperado, pois as nossas ambições eram alcançar um lugar entre os seis primeiros da geral”, resumiu Rui Madeira no final, não escondendo o desapontamento perante um desfecho que ficou aquém do potencial demonstrado pelo conjunto.

    O piloto explica que as dificuldades começaram a fazer-se sentir logo após a terceira especial, afetando de forma clara o rendimento do carro: “Após a terceira especial sentimos muitas dificuldades devido à abertura constante da válvula pop off”.

    No final da primeira etapa, a equipa ainda procurou resolver o problema em assistência, numa tentativa de devolver ao Hyundai i20 Rally2 a competitividade necessária para discutir posições mais adiantadas no segundo dia. “Na assistência mudámos a válvula, pensando que esse seria o principal problema, mas infelizmente a situação persistiu durante todo o segundo dia”, acrescentou Rui Madeira.

    Sem possibilidade de eliminar por completo a falha durante a prova, a dupla viu-se obrigada a gerir a situação e a conduzir o carro até final, limitando danos e assegurando a chegada ao fim. “Impossibilitados de resolver a situação, pois deverá estar relacionada com o novo mapa para a gasolina sintética, restou-nos levar o carro até final do rali”, explicou o piloto.

    Apesar do contratempo, Rui Madeira fez questão de sublinhar o empenho e profissionalismo da estrutura técnica ao longo de toda a prova. “Não posso deixar de agradecer à equipa CRN Competition por todo o empenho no rali”, destacou.O piloto português deixou também uma palavra de apreço a Mário Castro, que regressou ao seu lado nesta prova do CPR: “Obrigado, Mário Castro, pela motivação”.

    Segue-se agora um registo diferente, mas igualmente competitivo, com o regresso de Rui Madeira ao volante do seu icónico Mitsubishi Lancer Evo III, no Rali Spirit, prova onde estará acompanhado por Paula Madeira, naquela que promete ser mais uma participação carregada de simbolismo, espetáculo e ambição.

  • Pedro Almeida conquista primeira vitória no CPR após final eletrizante no Rally de Lisboa

    Pedro Almeida conquista primeira vitória no CPR após final eletrizante no Rally de Lisboa

    Pedro Almeida e António Costa alcançaram este sábado a primeira vitória da carreira no Campeonato de Portugal de Ralis, ao triunfarem no Rally de Lisboa, terceira ronda da temporada de 2026. A dupla da Toyota Gazoo Racing Caetano Portugal levou o Toyota GR Yaris Rally2 ao topo da classificação após um duelo intenso que apenas ficou decidido na derradeira especial, terminando com apenas um segundo de vantagem sobre os líderes do campeonato, Rúben Rodrigues e Rui Raimundo.

    A estreia do Rally de Lisboa no calendário do CPR proporcionou uma das provas mais equilibradas dos últimos anos. Ao longo da etapa decisiva, Pedro Almeida, Rúben Rodrigues e Gonçalo Henriques protagonizaram uma luta constante pela liderança, separados por diferenças mínimas. O momento decisivo surgiu na segunda passagem por Alenquer, quando Gonçalo Henriques perdeu mais de vinte segundos após um pião, afastando-se da discussão pela vitória.

    Na Power Stage de Sintra/Almargem do Bispo, Pedro Almeida confirmou a liderança e garantiu um triunfo histórico, enquanto José Pedro Fontes conseguiu superar Ricardo Teodósio na luta pelo último lugar do pódio. Fontes terminou terceiro, à frente do piloto algarvio, com Gonçalo Henriques e Armindo Araújo a completarem os seis primeiros classificados.

    Nas duas rodas motrizes, João Rodrigues confirmou o favoritismo e venceu de forma convincente ao volante do Peugeot 208 Rally4, batendo Danny Carreira e Pedro Gastão.

    A abertura do FPAK Junior Team ficou marcada pelo domínio de Leandro Costa e Liliana Costa, que assumiram o comando na segunda etapa e construíram uma vantagem confortável sobre Guilherme Nunes e Rodrigo Assunção. Gustavo Silva e José Janela completaram o pódio da competição reservada aos jovens talentos.

    Com este resultado, Pedro Almeida ascende à liderança do Campeonato de Portugal de Ralis, somando 64 pontos, enquanto Rúben Rodrigues passa a ocupar a segunda posição. A próxima ronda da temporada será o Rali de Castelo Branco e Vila Velha de Ródão, agendado para os dias 19 e 20 de junho.