Categoria: Ralis

  • Xavier Lázaro recupera 11 posições na Final da WSK Super Master Series em Lonato

    Xavier Lázaro recupera 11 posições na Final da WSK Super Master Series em Lonato

    O piloto português Xavier Lázaro terminou na 17.ª posição da categoria OKJ na quarta etapa da WSK Super Master Series, disputada no circuito South Garda Karting, em Lonato (Itália). O piloto oficial da DR voltou a garantir presença na Final da competição, protagonizando uma recuperação notável ao subir 11 posições ao longo das 14 voltas da corrida decisiva.

    Depois de arrancar da 28.ª posição, Xavier Lázaro realizou uma corrida consistente e determinada, evidenciando maturidade e frieza na gestão das várias batalhas em pista até cruzar a linha de meta no 17.º lugar.

    O percurso até à Final da prova organizada pela WSK Promotion não foi, no entanto, fácil para o jovem piloto português. Nas duas primeiras mangas de qualificação, Lázaro foi abalroado por adversários, comprometendo os resultados. Na primeira corrida, quando lutava por um lugar no top 10, acabou rodado e caiu para a 28.ª posição, conseguindo ainda assim recuperar dez lugares até à bandeira de xadrez. Já na segunda manga voltou a ser atingido por outro piloto no mesmo ponto do circuito, o que o levou a sair de pista.

    A situação melhorou nas duas últimas mangas de qualificação, onde o piloto da DR conseguiu resultados mais sólidos, terminando na 14.ª e na 9.ª posições, garantindo assim o acesso às fases decisivas da prova.

    Na manhã de domingo, Xavier Lázaro destacou-se na Pré-Final A, protagonizando uma excelente recuperação ao passar de 20.º para 4.º, um resultado que demonstrou o seu potencial competitivo no exigente traçado italiano. Já na Final, apesar de partir novamente de trás da grelha, o português voltou a mostrar capacidade de recuperação, concluindo a corrida na 17.ª posição e confirmando o seu progresso numa das competições mais competitivas do karting internacional.

  • Hyundai confiante no novo i20 N Rally1 Evo para enfrentar o exigente Safari Rally Kenya

    Hyundai confiante no novo i20 N Rally1 Evo para enfrentar o exigente Safari Rally Kenya

    A Hyundai Motorsport acredita que a nova evolução do Hyundai i20 N Rally1 Evo está preparada para enfrentar os desafios extremos do Safari Rally Kenya, uma das provas mais duras do calendário do Campeonato do Mundo de Ralis (WRC).

    A prova africana marcará a estreia da versão profundamente atualizada do Rally1 da marca coreana nas exigentes classificativas quenianas. Na edição do ano passado, a Hyundai optou por utilizar a versão anterior do modelo, adiando a introdução do novo pacote de evolução. O Safari Rally Kenya é conhecido por colocar à prova a resistência das máquinas e das equipas, com troços extremamente duros, pedras, areia e condições imprevisíveis que frequentemente provocam danos mecânicos e abandonos.

    Em 2025, a Hyundai alcançou o seu melhor resultado desde o regresso da prova ao calendário em 2021, com Ott Tänak e Thierry Neuville a terminarem respetivamente na segunda e terceira posições. No entanto, a prova ficou também marcada pelo abandono de Adrien Fourmaux, devido a uma falha elétrica logo após a primeira especial, quando lutava pelos lugares do pódio.

    Apesar de um arranque de temporada 2026 mais discreto, a Hyundai tem trabalhado intensamente no desenvolvimento do carro. Desde o Rally da Suécia, a equipa realizou dez dias de testes com os programas Rally1 e Rally2, em pisos de terra muito degradados e também em asfalto. O objetivo foi não só preparar o carro para as exigências do Safari Rally Kenya, mas também antecipar os desafios das próximas provas em asfalto do campeonato, nomeadamente os ralis da Croácia e das Ilhas Canárias, agendados para o próximo mês.

    Andrew Wheatley, diretor desportivo da Hyundai Motorsport, destacou a importância do trabalho realizado após a ronda sueca: “Acho que demos passos muito positivos com a informação recolhida na Suécia, embora a dificuldade seja que só voltamos lá no próximo ano. Ainda assim, há muitos ensinamentos que podemos aplicar noutras superfícies e em diferentes condições”, afirmou.

    Com um carro atualizado e um intenso programa de testes, a Hyundai espera chegar ao Safari Rally Kenya em melhores condições para lutar pelos lugares cimeiros numa das provas mais emblemáticas e exigentes do WRC.

  • Promolafões Rali Cup by Castrol Travocar aumenta prémios para mais de 20 mil euros em 2026

    Promolafões Rali Cup by Castrol Travocar aumenta prémios para mais de 20 mil euros em 2026

    A organização da Promolafões Rali Cup by Castrol Travocar anunciou um aumento significativo no valor dos prémios monetários para a temporada de 2026, ultrapassando os 20 mil euros a distribuir ao longo da competição.

    Na estrada pelo segundo ano consecutivo, a iniciativa mantém o foco na valorização do desempenho dos pilotos e na retenção de talento, reforçando o apoio financeiro aos participantes das quatro provas que compõem o calendário desta competição integrada no Campeonato Centro de Ralis.

    Apesar dos desafios e eventuais imprevistos que possam surgir ao longo da época, a estrutura organizativa da Promolafões reafirma o compromisso assumido com os pilotos, considerados os principais protagonistas da modalidade e peça fundamental para o crescimento da competição.

    O aumento do montante global dos prémios resulta também do apoio dos parceiros Castrol e Travocar, que mantêm o seu envolvimento na competição e permitem reforçar o incentivo financeiro destinado às equipas participantes.

    Quatro ralis integram o calendário

    A temporada de 2026 da Promolafões Rali Cup by Castrol Travocar será composta por quatro provas:

    • Rali Cidade Termal, integrado no Termas Motorfest
    • Rali Espumante do Dão
    • Constálica Rallye Viseu Dão Lafões
    • Águeda Rali Travocar

    Estas provas pontuam para o Campeonato Centro de Ralis e voltam a assumir um papel importante na dinamização da modalidade na região.

    Uma das grandes novidades para a próxima época é a criação da Super Classe, categoria que permitirá a participação de todas as viaturas na Promolafões Rali Cup by Castrol Travocar, incluindo modelos que não são elegíveis para o Campeonato Centro de Ralis. Nesta nova categoria passam a ser admitidos veículos GT, Rally2, R5 homologados e Rally4, que terão classificação própria e direito a prémios.

    Além da Super Classe, mantêm-se as restantes divisões da competição, nomeadamente:

    • Geral
    • 4 Rodas Motrizes (4RM)
    • 2000cc (viaturas de 1600cc para cima)
    • 1600cc (entre 1400cc e 1600cc)
    • 1400cc (até 1400cc)

    A organização volta também a atribuir o Prémio Top Speed, destinado ao piloto que vencer o maior número de especiais ao longo das quatro provas. Outra das iniciativas é a Especial Plus, que atribui 3 pontos adicionais numa especial de cada rali. Os prémios em cada categoria serão entregues sob a forma de vouchers de desconto para inscrições futuras na Promolafões Rali Cup by Castrol Travocar, no valor de 175 euros para o vencedor, 125 euros para o segundo classificado e 75 euros para o terceiro.

    Com estas novidades, a Promolafões Rali Cup by Castrol Travocar reforça o seu posicionamento como uma competição que aposta no incentivo aos pilotos e no crescimento sustentável dos ralis na região centro.

  • Castanheira de Pera recebe rali “O Neveiro e a Lã” do Castrol Portugal Rally Series até 2029

    Castanheira de Pera recebe rali “O Neveiro e a Lã” do Castrol Portugal Rally Series até 2029

    Castanheira de Pera vai receber a prova “O Neveiro e a Lã” nos dias 5 e 6 de setembro de 2026, numa nova etapa integrada no Castrol Portugal Rally Series. A organização estará a cargo do Clube Automóvel da Marinha Grande, numa iniciativa que pretende afirmar o concelho como um novo palco de referência no panorama dos ralis nacionais.

    O evento resulta de um acordo estratégico válido por quatro temporadas, formalizado entre o Município de Castanheira de Pera e o Rally Series Promoter durante a Better Tourism Lisbon Travel Market (BTL). O contrato garante a presença da prova no calendário da competição até 2029, reforçando simultaneamente o posicionamento do rali como ferramenta de promoção territorial e dinamização económica da região.

    Mais do que uma competição desportiva, “O Neveiro e a Lã” assume uma forte ligação à identidade local. O nome da prova presta homenagem aos antigos neveiros da Serra da Lousã e à histórica tradição têxtil do concelho, unindo património e memória coletiva ao universo do desporto automóvel.

    Para António Henriques, presidente da Câmara Municipal de Castanheira de Pera, a realização da prova representa uma oportunidade de valorizar a história e o território: “Ao acolhermos o Castrol Portugal Rally Series com a prova ‘O Neveiro e a Lã’, estamos a fazer a ponte entre a identidade histórica de Castanheira de Pera e a enorme paixão pelo desporto motorizado que está no ADN de toda a nossa região. Quisemos que o nome desta etapa fosse uma homenagem direta às nossas gentes, à resiliência dos antigos neveiros e à força da nossa tradição têxtil. Aliando esta herança secular à adrenalina de um evento desportivo de excelência, esperamos mostrar a qualidade das nossas estradas e da nossa hospitalidade, projetando também neste evento a nossa economia a nível nacional”.

    A escolha do primeiro fim de semana de setembro para a realização da prova pretende potenciar a presença de público e aumentar o impacto turístico do evento numa altura em que a região recebe milhares de visitantes.

    Segundo André Lavadinho, diretor executivo do Rally Series Promoter, a nova etapa assume uma importância estratégica para o campeonato: “A assinatura de um acordo de quatro anos com o Município de Castanheira de Pera representa muito mais do que a continuidade de uma prova no calendário. ‘O Neveiro e a Lã’ afirma-se como uma etapa estratégica do Castrol Portugal Rally Series, realizada num território absolutamente espetacular para a prática do rally, com especiais técnicas, desafiantes e enquadradas por paisagens deslumbrantes”.

    O responsável destacou ainda que a prova pretende proporcionar uma experiência completa para equipas e público: “A Arena, com a Praia das Rocas como cenário de fundo, tem tudo para proporcionar uma moldura humana impressionante, criando um ambiente único no panorama do desporto automóvel nacional. Queremos atrair não só os apaixonados pelos ralis, mas também novos públicos, através de uma experiência que inclui fanzone, zona de restauração, kidzone e diversas ativações pensadas para toda a família”.

    Com quatro edições já garantidas, a etapa “O Neveiro e a Lã” posiciona-se assim como uma das rondas estruturantes do Castrol Portugal Rally Series, contribuindo para consolidar Castanheira de Pera como um novo destino de referência no mapa do desporto automóvel em Portugal.

  • Rally Series garante ronda de Lousada até 2029

    Rally Series garante ronda de Lousada até 2029

    O Castrol Portugal Rally Series, o Clube Automóvel de Lousada (CAL) e o Município de Lousada formalizaram um acordo válido por quatro temporadas que assegura a realização da ronda de Lousada até 2029. A decisão surge na sequência do sucesso alcançado na edição de 2025, que marcou o regresso dos ralis nacionais à região e se destacou pela forte adesão do público.

    O novo contrato representa um passo estratégico para todas as partes envolvidas, garantindo estabilidade organizativa, continuidade desportiva e um reforço do impacto territorial da prova.

    A ronda de Lousada do Castrol Portugal Rally Series 2026 já tem data marcada, estando agendada para os dias 4 e 5 de julho. A prova passa assim a ocupar uma posição de destaque no calendário de verão, numa aposta que pretende reforçar a projeção de Lousada como um palco de referência do desporto automóvel.

    A edição de 2025 evidenciou a forte ligação da região ao automobilismo, reunindo milhares de espectadores ao longo do fim de semana. A atmosfera criada na Arena e as classificativas disputadas na região contribuíram para um espetáculo constante, elogiado tanto pelo público como pelas equipas.

    Com este acordo plurianual, o Rally Series garante continuidade num dos palcos mais simbólicos do automobilismo nacional, perfeitamente alinhado com a filosofia do projeto. A assinatura de contratos de longa duração reflete também a maturidade do Rally Series enquanto plataforma estruturada, oferecendo previsibilidade a clubes organizadores, municípios parceiros, equipas e patrocinadores.

    Essa estabilidade permitirá investir na evolução do formato, melhorar a experiência para o público e reforçar a dimensão mediática e promocional da competição. A aposta na realização da ronda em julho pretende ainda potenciar a presença de público nacional e internacional, aproveitando o período de maior fluxo turístico e criando um ambiente de festival em torno do rali.

    Luís Marinho, presidente do Clube Automóvel de Lousada, destacou a importância deste acordo para o futuro da prova. “A edição de 2025 demonstrou claramente o potencial desta parceria. Tivemos uma resposta extraordinária do público, das equipas e dos parceiros locais. A assinatura deste contrato de quatro anos é um sinal de confiança mútua e uma garantia de estabilidade que nos permitirá trabalhar com ambição e planeamento a longo prazo. Lousada tem uma ligação histórica ao automobilismo e o Rally Series trouxe uma nova dinâmica e um novo público.”

    Também André Lavadinho, diretor executivo do Rally Series Promoter, sublinhou a relevância estratégica da continuidade em Lousada. “Lousada é um local mítico do desporto motorizado nacional e internacional. Garantir este acordo por mais quatro anos representa não apenas estabilidade, mas uma afirmação clara da nossa visão a longo prazo. Estamos a falar de um território que vive o automobilismo de forma autêntica, com um rali completo que envolve a vila, gera impacto direto nas freguesias e integra um palco único como o Circuito Internacional de Lousada.”

    Com este entendimento, o Castrol Portugal Rally Series reforça a sua estratégia de consolidação territorial, garantindo que Lousada continuará a ser um dos momentos altos da temporada até ao final da década.

  • Pedro Silva apresentou época de 2026 em noite de espetáculo e ambição

    Pedro Silva apresentou época de 2026 em noite de espetáculo e ambição

    Pedro Silva deu o arranque oficial à temporada de 2026 com uma apresentação marcada pelo espetáculo, emoção e ambição renovada. Num ambiente vibrante, cuidadosamente preparado, o piloto das Terras de Oiro revelou o novo Lancia Ypsilon Rally4 HF, vestido com as cores da Castrol, num impressionante espetáculo piromusical que criou um cenário épico para a nova época.

    A emblemática marca britânica de lubrificantes volta assim a associar-se a um projeto que promete lutar pelas posições cimeiras, tanto no Campeonato de Portugal de Ralis como no Castrol Portugal Rally Series.

    Visivelmente motivado, Pedro Silva assumiu a responsabilidade e os objetivos para 2026: “Trabalhámos muito para chegar aqui. Esta época representa um novo capítulo e estamos preparados para lutar pelos melhores resultados. Queremos renovar o título das 2 Rodas Motrizes no Castrol Portugal Rally Series e tudo faremos para lutar pelo título nacional nas Duas Rodas Motrizes.”

    O evento contou com a presença de parceiros, amigos, familiares e inúmeros adeptos dos ralis, reforçando a dimensão do projeto, que mantém também uma vertente de responsabilidade social e ambiental.

    Ambição assumida, mas com realismo

    Pedro Silva não esconde as dificuldades inerentes à construção de um projeto competitivo a partir do interior do país: “O campeonato não está assegurado na sua totalidade, estamos a trabalhar nesse sentido. Temos garantidas as seis primeiras provas do CPR e quatro do Castrol Portugal Rally Series.” O piloto sublinha ainda o desafio adicional de montar uma estrutura desta dimensão fora dos grandes centros: “é um esforço acrescido que exige dedicação, persistência e forte apoio dos parceiros”.

    A temporada arranca já nos dias 21 e 22 de março, com a Ronda 1 do Castrol Portugal Rally Series, em Vila Velha de Ródão. Correr perante o público local é encarado como motivação extra.

    Nova estrutura técnica

    O Lancia Ypsilon Rally4 HF estará aos cuidados da recém-criada Vision Motorsport, liderada pelo team manager Justino Reis, que destacou o significado desta aposta: “É um orgulho apostar no Pedro. É um jovem que já demonstrou quão competitivo é e é também um dos pilotos que melhor trabalha a comunicação em Portugal. Sentimos que é uma mais-valia para esta nossa época de estreia como estrutura técnica.”

    Com nova imagem, nova estrutura e objetivos bem definidos, Pedro Silva entra em 2026 com ambição clara: lutar pelos títulos e afirmar-se, uma vez mais, como um dos principais nomes das duas rodas motrizes em Portugal.

  • Rali à Lampreia voltou a encher Monção com espetáculo e decisões até ao último metro

    Rali à Lampreia voltou a encher Monção com espetáculo e decisões até ao último metro

    A 47.ª edição do Rali à Lampreia realizou-se no passado fim de semana, na Praça Deu la Deu, no centro de Monção, numa organização do Parallel Velocity Club, em estreita colaboração com a Câmara Municipal de Monção, voltando a afirmar-se como uma das provas de perícia mais emblemáticas do panorama nacional. A competição ficou marcada pela intensa luta pela vitória nos diferentes grupos e classes, com decisões apenas encontradas nos últimos metros da derradeira passagem, num ambiente competitivo que entusiasmou pilotos e público ao longo dos dois dias de prova.

    A forte adesão de participantes e espetadores foi uma das notas mais marcantes desta edição, que registou um recorde de 69 inscritos, preenchendo totalmente o paddock e elevando ainda mais o nível competitivo da prova. O público respondeu em massa, lotando as bancadas instaladas pela autarquia e ocupando toda a zona pedonal disponível, num cenário que reforçou a designação atribuída pelos próprios pilotos ao evento — o “Mónaco das perícias”. Este sucesso resulta do trabalho conjunto entre organização e município, permitindo criar condições cada vez melhores para quem participa e para quem assiste.

    Em pista, a competição revelou-se equilibrada e emotiva. Na categoria feminina, a única participante inscrita, Isabel Caetano, ao volante de um Citroën C1 HDI, conquistou naturalmente a vitória. Entre os carros equipados com motor diesel, Silvério Cardoso dominou ao volante do seu Opel Astra. Já entre os pilotos naturais e residentes em Monção, Luís Guedes destacou-se com o seu Lotus Seven, superando Cláudio Caldas, em Opel Kadett, e Tiago Gonçalves, num Honda S800.

    Nas diferentes classes do Grupo 1, Jorge Alves venceu a Classe 1 em Ford Escort, seguido por Norton Serafim, em Citroën AX, e Francisco Santos, em Opel Corsa A. Na Classe 2, Jorge Almeida levou o Citroën AX ao triunfo, com Armando Caldas, em Mazda MX-5, e André Coelho, em Toyota Starlet, a completarem o pódio. Já na Classe 3, António Borges, piloto de Cerva, foi o mais forte ao volante do seu Honda S800, partilhando o pódio com Henrique Borges, também em Honda S800, e Cláudio Caldas em Opel Kadett.

    Em termos absolutos, o Grupo 1 acabou por sorrir a António Borges, depois de uma animada luta com Jorge Almeida, enquanto Henrique Borges completou o pódio. Cláudio Caldas e Ricardo Cerqueira, em Opel City, fecharam as cinco primeiras posições. No Grupo 2, a vitória foi para Tiago Gonçalves, em Honda S800, seguido por Sérgio Fernandes, em Ford Escort, e Luís Silva, em Austin Mini Cooper, com Luís Sousa e Victor Vaz a terminarem nas posições seguintes. Já no Grupo 3, Luís Delgado, de Chaves, dominou a competição ao volante de um Daihatsu, acompanhado no pódio pelos seus colegas de equipa Jaime Pires e Eduardo Pereira, igualmente em Daihatsu, enquanto António Gonçalves, em AGS Sport, e Alberto Otero, único piloto espanhol presente, em Kartcross, completaram o top cinco.

    No final do evento, já após a cerimónia de entrega de prémios, o presidente do Parallel Velocity Club e diretor de prova, Jorge Galhardo, destacou o sucesso da edição, sublinhando o crescimento do evento e o impacto junto do público e dos participantes: “Foi uma jornada muito trabalhosa, mas muito motivadora. Penso que conseguimos bater o recorde em termos de número de espectadores, pois nunca vi tanta gente a assistir em Monção. Tivemos também outro recorde com 69 inscritos. A prova correu bem, com muita luta em todos os agrupamentos até ao último metro. No plano desportivo tudo correu impecavelmente e dentro de dias vamos começar a planear a edição de 2027.”

    Com um ambiente de festa, elevada competitividade e forte envolvimento do público, o Rali à Lampreia voltou a demonstrar a sua importância no calendário das perícias automóveis em Portugal, reforçando a ligação entre o desporto motorizado e a comunidade local e deixando já expectativa elevada para a próxima edição.

  • Toyota testa no algarve protótipo WRC27 com base no GR 86

    Toyota testa no algarve protótipo WRC27 com base no GR 86

    A Toyota Gazoo Racing esteve recentemente no Algarve a realizar uma sessão de testes com um protótipo que poderá vir a representar a marca japonesa na próxima geração do Campeonato do Mundo de Ralis (WRC), prevista para entrar em vigor em 2027. A presença da estrutura nipónica em estradas portuguesas volta a colocar o país no mapa do desenvolvimento técnico da modalidade, numa fase crucial de preparação para uma nova era regulamentar.

    Ao contrário das especulações iniciais que apontavam para um regresso ao histórico Celica, o modelo utilizado como base para o projeto é o Toyota GR86, desportivo compacto da marca japonesa que se destaca pelo conceito de tração traseira, baixo peso e forte ligação à filosofia de condução pura defendida pela Gazoo Racing. A escolha do GR86 representa uma aproximação entre a identidade desportiva atual da Toyota e o futuro dos ralis, reforçando a aposta em modelos emocionalmente fortes e reconhecíveis pelo público.

    Ainda que o GR86 nunca tenha competido oficialmente no WRC, a sua imagem evoca a tradição da Toyota no desporto automóvel, marcada por modelos icónicos que ajudaram a construir o legado da marca no Campeonato do Mundo de Ralis ao longo das últimas décadas.

    Os testes realizados em Portugal enquadram-se no desenvolvimento dos novos regulamentos técnicos WRC27, que irão substituir os atuais Rally1 a partir de 2027. A Federação Internacional do Automóvel (FIA) pretende, com este novo ciclo, reduzir custos, simplificar a tecnologia e facilitar a entrada de novos construtores e equipas privadas na categoria principal.

    Entre as principais novidades do regulamento destacam-se a utilização de uma célula de segurança tubular comum (spaceframe), maior liberdade no design exterior das carroçarias, simplificação de vários componentes técnicos e o abandono da tecnologia híbrida, apostando numa solução mais sustentável do ponto de vista financeiro e operacional. O objetivo é garantir carros competitivos, seguros e visualmente distintos, ao mesmo tempo que se cria uma plataforma mais acessível para o futuro do campeonato.

    A Toyota, estruturas mais forte da atualidade no WRC, surge assim entre as primeiras marcas a testar conceitos alinhados com a nova filosofia técnica. A escolha do Algarve para estas sessões volta também a sublinhar o papel das estradas portuguesas como laboratório privilegiado para o desenvolvimento de carros de rali, graças à diversidade de pisos e condições disponíveis.

    Apesar de ainda não existirem confirmações oficiais quanto à configuração final do projeto, os ensaios agora realizados representam um passo importante na construção da próxima geração de carros do Mundial de Ralis, numa fase em que o WRC começa já a olhar para o futuro pós-2026.

  • Freita volta a ser palco mítico dos ralis com o “Freita – Mythic Rally Stage”

    Freita volta a ser palco mítico dos ralis com o “Freita – Mythic Rally Stage”

    Na Serra da Freita, cenário de alguns dos momentos mais marcantes da história dos ralis em Portugal, o passado volta a ganhar vida nos dias 24 e 25 de abril com a realização do “Freita – Mythic Rally Stage”, evento evocativo integrado no projeto “Mythic Rally Stage”. O Arouca Geopark será o epicentro desta iniciativa que pretende recriar uma das classificativas mais emblemáticas do automobilismo nacional, num ambiente marcado pela memória, emoção e proximidade com o público.

    Promovido pela XRacing e com o apoio do Município de Arouca, o evento assume como principal objetivo proporcionar uma experiência diferenciadora, centrada na valorização histórica e patrimonial do desporto automóvel. A edição inaugural deverá reunir cerca de 50 viaturas históricas, representativas de diferentes épocas dos ralis, muitas delas ligadas a capítulos inesquecíveis da modalidade, reforçando o carácter simbólico e evocador da iniciativa.

    A escolha da classificativa da Freita para arrancar o projeto não surge por acaso. Este troço foi percorrido por algumas das maiores estrelas dos ralis, integrando por 17 vezes o Rali de Portugal, nas épocas “TAP” e “Vinho do Porto”, além de diversas provas do Campeonato Nacional de Ralis e do Open de Ralis. Conhecida pelo seu perfil exigente, pela variedade de pisos e pela constante exposição às condições atmosféricas, a Freita ficou eternizada na memória coletiva de pilotos e adeptos como um verdadeiro teste à condução, resistência e fiabilidade mecânica.

    O programa divide-se por dois dias dedicados à evocação do passado. Na sexta-feira, 24 de abril, as viaturas estarão em exposição no centro histórico de Arouca, culminando numa tertúlia dedicada à história da classificativa. Já no sábado, 25 de abril, o evento atinge o ponto alto com três passagens em ritmo acelerado por cerca de 20 quilómetros da lendária classificativa, num ambiente de celebração que deverá prolongar-se até ao final da tarde.

    A componente desportiva ficará a cargo do Targa Clube, entidade histórica do automobilismo português, reforçando a autenticidade do projeto e a ligação à tradição dos ralis na Serra da Freita. Para Pedro Ortigão, um dos responsáveis da XRacing, a iniciativa nasce com ambição clara:

    “É com grande entusiasmo que encaramos mais este desafio e logo tendo por base a classificativa da Freita, um local com tanta tradição e que tanto diz aos pilotos e adeptos dos ralis. Na sequência do trabalho que temos desenvolvido no ‘Slowly Sideways Europe’, este novo desafio assume-se como o ponto de partida para um projeto que visa levar carros emblemáticos mais vezes ao seu habitat natural, e, no fundo, aos palcos e ambientes que contribuíram para os tornar especiais.”

    Inserido no coração do Arouca Geopark, território classificado como Geoparque Mundial da UNESCO desde 2009, o evento assume também uma forte dimensão turística e territorial. Com paisagens únicas e património natural e cultural de referência, a região oferece um cenário ideal para acolher uma iniciativa que cruza emoção, história e natureza.

    A presidente da Câmara Municipal de Arouca, Margarida Belém, sublinha essa ligação entre território e desporto:

    “O Arouca Geopark é um território de emoções fortes, onde a natureza e a adrenalina convivem em perfeita harmonia. Com o ‘Freita Mythic Rally Stage’, quisemos resgatar o misticismo de uma das classificativas mais emblemáticas da história do Rally de Portugal. Mais do que uma homenagem ao passado, este evento pretende afirmar-se como uma celebração da identidade de Arouca: recupera histórias, revive sons e imagens de máquinas míticas e reúne participações icónicas, respeitando os valores naturais únicos que distinguem este território com selo UNESCO.”

    Com esta estreia, o “Freita – Mythic Rally Stage” inaugura um novo ciclo evocativo no desporto automóvel nacional, afirmando-se como o primeiro capítulo de um projeto que pretende devolver ao público o ambiente das grandes classificativas históricas, mantendo viva a paixão pelos ralis e pela memória das máquinas que fizeram história.

  • Carlos Silva e Sancho Ramalho regressam ao FIA Eco Rally Cup com ambição renovada em Valência

    Carlos Silva e Sancho Ramalho regressam ao FIA Eco Rally Cup com ambição renovada em Valência

    Depois de conquistarem um brilhante 3.º lugar na edição de 2025 do FIA Eco Rally Cup, considerado o campeonato do mundo de ralis para carros elétricos, a dupla portuguesa Carlos Silva e Sancho Ramalho prepara-se para regressar à competição internacional com ambição reforçada e objetivos claros para a nova temporada.

    A estreia em 2026 acontece já no Eco Rallye Comunitat Valenciana, prova que marca o arranque do campeonato e onde a equipa portuguesa procura somar os primeiros pontos da época, mantendo o foco num desempenho competitivo. O projeto PEP – Atlante/Consilcar continua a destacar-se na modalidade, contando novamente com o BMW i3 da Consilcar como parceiro técnico para enfrentar as exigentes classificativas espanholas.

    A prova, com centro operacional em Castellón, inclui cerca de 540 quilómetros e será disputada em 10 provas de classificação, percorrendo algumas das mais desafiantes estradas da região de Valência.

    Estreia em Valência com ambição elevada

    Entre alguns dos melhores especialistas mundiais dos ralis de energias alternativas, a dupla portuguesa encara o desconhecimento do percurso como um desafio adicional, mas também como um estímulo. Carlos Silva sublinha a motivação com que a equipa encara esta participação:

    “O desafio é imenso, e a responsabilidade repartida por realizarmos um bom rali e ao mesmo tempo disfrutarmos das magníficas estradas valencianas. Queremos entrar bem no campeonato do mundo de ralis sustentáveis. Participar em Valência pela primeira vez e ter a companhia de outras equipas portuguesas é muito entusiasmante, embora reconheça que vai ser um rali difícil, mas estamos como sempre cheios de ambição. Uma palavra de agradecimento ao Sancho por estar connosco em mais este projeto, e a todos os nossos parceiros que são o suporte fundamental para podermos avançar com esta grande aventura, por isso o nosso foco é total.”

    Também o navegador Sancho Ramalho destaca o compromisso da equipa com uma época exigente, que vai conciliar a competição internacional com o calendário nacional:

    “Para além do campeonato de Portugal de Novas Energias, vamos fazer uma grande aposta no FIA Eco Rally Cup. Vamos iniciar a caminhada em Valência, Espanha, numa prova em que nunca participei. A descoberta de novas estradas é sempre o maior desafio; mas vamos dar o nosso melhor de forma a entrarmos bem no campeonato internacional. Quero agradecer aos nossos patrocinadores todo o apoio concedido, que nos vai permitir concretizar mais um projeto com o timbre e a ambição da Prolama.”

    Com a experiência acumulada e o pódio alcançado na temporada anterior, Carlos Silva e Sancho Ramalho partem para 2026 com ambição renovada, determinados em afirmar-se entre os protagonistas internacionais da mobilidade elétrica em competição.