O Rali Vidreiro será, em 2026, a prova de abertura do Campeonato de Portugal de Ralis, assumindo-se como um rali de grande importância desportiva e territorial.
Marcado para os dias 6 e 7 de março, o Rali Vidreiro apresenta várias novidades e reforça a sua dimensão regional, envolvendo os concelhos de Leiria, Marinha Grande e Pombal, numa edição que promete competição ao mais alto nível e uma forte mobilização do público.
Além do simbolismo de abrir o Nacional de Ralis, o Rali Vidreiro assume-se como um evento agregador, capaz de unir uma região em torno do desporto automóvel, valorizando o território, a tradição e a paixão pelos ralis.
Takamoto Katsuta foi o mais rápido no shakedown do Rallye Monte-Carlo, realizado na tarde de quarta-feira, naquela que foi a primeira ação em pista da temporada 2026 do FIA World Rally Championship. O piloto da Toyota Gazoo Racing assinou o melhor tempo em 2m31,8s, num ensaio disputado em asfalto surpreendentemente seco na zona de Gap.
Katsuta bateu o seu colega de equipa Sébastien Ogier por 1,3 segundos, num shakedown aproveitado ao máximo pelas equipas sob condições de sol, cenário que dificilmente se repetirá ao longo da prova, com neve prevista para os próximos dias.
Ogier, que inicia o seu rali “da casa” a partir de Gap, optou por uma abordagem cautelosa, registando o seu melhor tempo apenas na segunda passagem pelo troço. “Estou feliz por estar aqui, como sempre. É um lugar especial”, afirmou o francês. “O sol de hoje pode ter sido o último da semana. Vai ser um rali complicado e vamos ver o que o tempo nos reserva.”
Oliver Solberg confirmou a boa forma que tem mostrado na preparação para a sua primeira época completa em Rally1, ao ser o terceiro mais rápido, a 2,6 segundos do melhor tempo. Elfyn Evans e Sami Pajari fecharam o top 5, ambos com abordagens prudentes. Evans resumiu bem o cenário de incerteza típico do Monte-Carlo: “Monte-Carlo no seu estado puro. Ninguém sabe realmente o que esperar”, disse. “Parece particularmente desafiante.”
Mais atrás, Josh McErlean esteve em bom plano ao terminar com o sexto melhor tempo na última passagem, imediatamente à frente de Jon Armstrong, estreante em Rally1, que se concentrou sobretudo na aprendizagem das notas e do comportamento dos pneus. Grégoire Munster foi oitavo, enquanto Hayden Paddon escapou com danos ligeiros no para-choques dianteiro após travar demasiado tarde numa zona de ponte. “Foi apenas um pequeno momento”, comentou Paddon. “Este vai ser um rali muito duro e estamos lançados às feras.”
Com condições bastante mais benignas do que aquelas previstas para o rali propriamente dito, a Hyundai Motorsport aproveitou o shakedown sobretudo para testar soluções. Thierry Neuville e Adrien Fourmaux alinharam com pneus de pregos em asfalto seco, privilegiando a recolha de sensações em detrimento dos tempos. “Não são as melhores condições neste momento”, explicou Neuville. “Ninguém sabe exatamente o que o tempo vai trazer. Vai ser muito exigente e eu só quis perceber o comportamento dos pneus de pregos.”
O belga acabou por ter um pequeno susto na segunda passagem, tocando num talude com a frente direita do seu i20 N Rally1. Fourmaux completou um shakedown limpo e cauteloso, numa prova que descreveu como “quase um rali em casa”.
A temporada de 2026 do FIA World Rally Championship (WRC) tem início entre 22 e 25 de janeiro, com o tradicional Rallye Monte-Carlo, disputado em estradas de Mónaco e França. A prova marca também o arranque oficial da nova época da Hankook enquanto fornecedora exclusiva de pneus de rali para todas as categorias do campeonato.
Na sua 94.ª edição, o Rallye Monte-Carlo volta a afirmar-se como uma das provas mais imprevisíveis do calendário mundial. O rali combina pisos de asfalto seco, zonas húmidas, lama, neve e gelo, muitas vezes no mesmo troço, tornando a escolha dos pneus um fator decisivo. O percurso de 2026 inclui 17 provas especiais, totalizando 339 quilómetros cronometrados.
Para a ronda inaugural da temporada, a Hankook fornece soluções específicas para as diferentes condições encontradas nos Alpes. Em asfalto, entra em ação o Ventus Z215, um pneu de rali concebido para garantir precisão de condução, estabilidade em curva e consistência de desempenho em pisos secos e exigentes.
Nas secções com neve e gelo, a marca disponibiliza o Winter i*cept SR20, em versões com pregos e sem pregos, desenvolvido para oferecer elevados níveis de tração e comportamento equilibrado em condições de inverno extremo.
Depois da estreia como fornecedora exclusiva em 2025, a Hankook prossegue em 2026 o seu programa no WRC, beneficiando da experiência acumulada na época anterior e do desenvolvimento realizado em colaboração com os construtores e sob certificação da FIA. Os pneus continuam a ser um elemento central na performance global das equipas, sobretudo em provas com características tão variáveis como o Monte-Carlo.
A época 2026 do WRC contará com 14 provas distribuídas por quatro continentes — Europa, África, América do Sul e Ásia —, com o Rallye Monte-Carlo a definir o tom para um campeonato que se antevê novamente muito competitivo.
A Renault Portugal reforça a sua ligação histórica aos ralis nacionais ao apoiar o lançamento do Challenge Clio Rally5, nova competição semioficial que garante a continuidade competitiva do Renault Clio Rally5 em Portugal.
Promovido pela Driveland, parceira da marca nas edições anteriores do troféu, o Challenge surge numa fase de transição da gama Renault, mantendo regulamentos e prémios muito semelhantes aos de 2025, salvaguardando o investimento de equipas e pilotos.
Pela primeira vez no panorama nacional, o Clio Rally5 irá competir também em pisos de terra, num calendário de cinco provas:
Rali Vidreiro (Asfalto) – 6 e 7 de março
Rali Terras d’Aboboreira (Terra) – 17 e 18 de abril
Rali de Lisboa (Asfalto) – 29 e 30 de maio
Rali de Castelo Branco (Asfalto) – 19 e 20 de junho
Rali do Algarve (Terra) – 30 e 31 de outubro
Com o apoio de parceiros como Mobilize, Motrio e Michelin, o Challenge Clio Rally5 distribuirá 7.000 euros por rali, premiando os seis primeiros classificados, num total de 35.000 euros ao longo da época, incluindo um prémio final de 3.000 euros para o campeão.
Homologado pela FIA, o Clio Rally5 combina caixa sequencial Sadev, diferencial autoblocante, suspensões e travões específicos, garantindo uma relação custo/competitividade/fiabilidade única. Mais do que um troféu, o Challenge Clio Rally5 assume-se como uma verdadeira escola de ralis, vocacionada para a formação de jovens talentos e para a promoção de competição acessível e sustentável.
Miguel Carvalho e António Reis anunciaram uma aposta ambiciosa para a temporada de 2026, confirmando a presença a tempo inteiro no Portugal Rally Series e, em paralelo, a participação na edição 2026 do Challenge Clio Rally 5, competição apoiada pela Renault.
No Portugal Rally Series, a dupla continuará aos comandos do competitivo Hyundai i20 N5, viatura com a qual construiu uma época de referência em 2025. Já no Clio Trophy Portugal, Miguel Carvalho e António Reis irão alinhar com o Renault Clio Rally5, modelo que se afirma como uma das principais plataformas de formação e promoção de novos talentos nos ralis nacionais.
A decisão surge na sequência de uma temporada de 2025 extremamente positiva, na qual Miguel Carvalho, piloto natural de Barcelos, conquistou o título de Campeão Promo de Ralis, culminando a época com uma vitória decisiva no Águeda Rali Travocar. O ano ficou ainda marcado pelo forte desempenho no Portugal Rally Series, com destaque para a vitória absoluta na Ronda 1, em Baltar, onde venceu todas as especiais e triunfou igualmente na N5 Cup.
Com este duplo programa, a equipa reforça a sua presença no panorama nacional, conciliando um projeto de alto desempenho com o Hyundai i20 N5 e uma aposta estratégica numa competição monomarca altamente competitiva, como o Clio Trophy Portugal, que utiliza exclusivamente os Clio Rally5.
A temporada de 2026 assume-se assim como um novo passo na afirmação de Miguel Carvalho e António Reis, que procuram consolidar os sucessos recentes, ganhar experiência em contextos distintos e continuar a evoluir de forma sustentada no automobilismo de ralis.
O Rallye das Camélias regressa à estrada nos dias 6 e 7 de fevereiro de 2026, assumindo-se como prova de abertura da época desportiva e reafirmando um estatuto que ultrapassa já muito o contexto nacional.
Todas as novidades e os principais destaques da edição de 2026 foram apresentados oficialmente numa cerimónia que decorreu nas instalações do Bilstein Group, em Mafra, parceiro de referência do evento, num momento que marcou simbolicamente o arranque do “rugir dos motores” para a nova temporada.
Organizado pelo Clube de Motorismo de Setúbal, o rali percorre este ano Cascais, Mafra, Sintra e Torres Vedras, concelho que se junta de novo como parceiro ativo no apoio à prova. Esta expansão territorial reforça a dimensão do evento e acrescenta novos desafios desportivos a um traçado que cruza estradas históricas, centros urbanos emblemáticos e zonas de elevada exigência técnica, num equilíbrio raro entre património, espetáculo e competição.
Um legado histórico que projeta o futuro
Com origens que remontam a 1966, o Rallye das Camélias é parte integrante da memória coletiva do desporto automóvel português. Ao longo de décadas, foi palco de máquinas lendárias e de pilotos que marcaram gerações, em troços que fizeram parte da história do Rally de Portugal e projetaram internacionalmente a região.
Na sua fase contemporânea, o Rallye das Camélias afirma-se como um dos mais exigentes desafios em pisos de asfalto do país. A edição de 2026 reforça esse posicionamento, apresentando um percurso em grande parte renovado, ambicioso e tecnicamente desafiante, pensado para testar ao limite pilotos e máquinas, enquanto oferece ao público um espetáculo de elevado nível competitivo.
Competição de excelência num palco único
O programa oficial do Rallye das Camélias 2026 foi desenhado para valorizar simultaneamente a vertente desportiva e o envolvimento dos territórios. A prova arranca na sexta-feira, 6 de fevereiro, com as verificações administrativas e técnicas, seguindo-se a partida oficial nos Jardins do Casino do Estoril.
O primeiro dia de competição inclui duas passagens pela classificativa Sintra/Cascais, com 11,66 quilómetros, um troço emblemático que alia exigência técnica e forte envolvimento urbano, antes do reagrupamento no Palácio Nacional de Sintra. A jornada encerra com a especial de Almargem do Bispo, com 7,5 quilómetros, integrada na malha urbana e associada a um prémio especial, antes do parque fechado em Mafra.
No sábado, 7 de fevereiro, o rali prossegue a partir de Mafra, com um conjunto de classificativas que reforçam a ambição desportiva da edição de 2026. Casal Barbas, disputado em duas passagens, soma 6,20 quilómetros por especial, enquanto Mafra apresenta um troço de 10,20 quilómetros, marcado pela diversidade de ritmo e piso.
A grande novidade surge com a inclusão de Torres Vedras no percurso, através de uma classificativa com 6,00 quilómetros, reforçando o carácter inédito e desafiante do rali. A tarde fica completa com as duas passagens pela Quinta da Abelheira, num total de 13,80 quilómetros, antes do final da prova e da consagração dos vencedores no Palácio Nacional de Mafra.
A edição de 2026 contará com um elenco de elevado nível, reunindo pilotos do Campeonato de Portugal de Ralis, jovens talentos em afirmação, figuras históricas do automobilismo nacional e máquinas lendárias que despertam emoções únicas, com especial destaque para modelos icónicos do Grupo B.
Um evento que mobiliza territórios, pessoas e impacto
Para colocar na estrada uma prova desta dimensão é necessária uma mobilização humana e logística de grande escala. Equipas técnicas, segurança, comissários, forças de autoridade, bombeiros, proteção civil, profissionais de saúde, autarquias, juntas de freguesia e populações locais trabalham em estreita articulação para garantir elevados padrões de segurança, organização e qualidade.
Durante os dois dias de prova, o Rallye das Camélias assume-se como um motor de dinamização territorial, com impacto direto no alojamento, na restauração, no comércio e nos serviços locais. Esse impacto reflete-se também na projeção mediática, com centenas de milhares de pessoas alcançadas nas plataformas digitais e um retorno mediático estimado em 1,8 milhões de euros na edição anterior. Paralelamente, a organização mantém um compromisso firme com a sustentabilidade ambiental, a segurança do público e a valorização das comunidades anfitriãs.
Mais do que uma competição, o Rallye das Camélias é hoje um evento de projeção internacional, um ponto de encontro entre passado e futuro e uma celebração do automobilismo num dos palcos mais emblemáticos de Portugal.
PEUGEOT Rally Cup Portugal, Desafío Peugeot e Rally Cup Ibérica partilham prémios, calendário e ambição.
A Peugeot Portugal e a Peugeot España voltam a unir esforços em 2026, promovendo em simultâneo a Peugeot Rally Cup Portugal e o Desafío Peugeot, integradas respetivamente no Campeonato de Portugal de Ralis e no Supercampeonato de España de Ralis. As duas competições contam com cinco provas cada, partilham a mesma estrutura de prémios e alimentam novamente a Peugeot Rally Cup Ibérica, que terá a sua nona edição. No total, o montante global de prémios ascende a 150 mil euros, sendo atribuídos prémios aos cinco primeiros classificados de cada prova.
O campeão absoluto da temporada, caso seja júnior (menos de 27 anos), terá acesso a um programa oficial com um Rally2 da Stellantis Motorsport, reforçando o papel formativo destas competições.
Calendário misto e foco na formação
A Peugeot Rally Cup Portugal 2026 arranca com o Rali Vidreiro (6-7 de março) e o Rali Terras d’Aboboreira (17-18 de abril), passando ainda pelo Rali de Lisboa, Rali da Água Transibérico Chaves-Verín e encerrando no Rali Casinos do Algarve. Já o Desafío Peugeot, que celebrou 40 anos em 2025, mantém um calendário misto de asfalto e terra, começando no Rallye La Nucía-Mediterráneo e terminando no Rallye Villa de Llanes, incluindo este ano a estreia no Rallye Isla de los Volcanes, nas Canárias. As provas Terras d’Aboboreira, Casinos do Algarve, Rías Baixas e Villa de Llanes serão pontuáveis para a Peugeot Rally Cup Ibérica.
O Peugeot 208 Rally4 mantém-se como o modelo único das três competições, afirmando-se como uma verdadeira escola de ralis. Desenvolvido pela Peugeot Sport, o Rally4 combina desempenho, fiabilidade, igualdade técnica e custos controlados, tendo sido fundamental na afirmação de jovens talentos como Ricardo Sousa, Hugo Lopes, Pedro Antunes, Alejandro Cachón e Diego Ruiloba.
O World Rally Championship (WRC) 2026 arranca com o histórico Rallye Montecarlo, uma das provas mais exigentes e emblemáticas do calendário, conhecida pelas condições meteorológicas imprevisíveis e pela constante alternância entre asfalto seco, gelo e neve.
O Toyota Gazoo Racing World Rally Team entra na nova temporada com o objetivo claro de defender os títulos de Construtores e de Pilotos, depois de uma campanha de sucesso em 2025. Desde a sua estreia no WRC, em 2017, a equipa soma seis títulos mundiais e um recorde de 105 vitórias em ralis. Para 2026, o GR Yaris Rally1 apresenta evoluções ao nível da aerodinâmica e da suspensão, incluindo um novo aileron traseiro e maiores possibilidades de afinação, além de uma nova decoração em vermelho, branco e preto.
A estrutura japonesa apresenta uma formação que alia experiência e juventude. Sébastien Ogier, campeão do mundo em título, procura ampliar o seu palmarés, depois de ter conquistado o nono título mundial em 2025. O francês é também o piloto mais vitorioso da história do Rallye Montecarlo, com dez triunfos.
Ao seu lado alinham Elfyn Evans, subcampeão em 2025, Oliver Solberg, campeão do WRC2 no ano passado, Takamoto Katsuta e Sami Pajari, numa aposta clara na renovação e no desenvolvimento de jovens talentos.
O Rallye Montecarlo decorre entre 22 e 26 de janeiro, com partida e chegada no Porto do Mónaco, incluindo uma superespecial no circuito urbano do Principado, algo que não acontecia desde 2008. A prova culmina no mítico Col de Turini. O rali monegasco marca o início de uma temporada de 14 provas, disputadas em quatro continentes, que termina em Arábia Saudita, em novembro.
Ernesto Cunha, piloto natural da Marinha Grande e campeão nacional de Duas Rodas Motrizes em 2022, anunciou uma pausa na sua participação regular no Campeonato de Portugal de Ralis, justificando a decisão com o aumento das suas responsabilidades profissionais e a necessidade de recentrar prioridades.
Em comunicado, o piloto explica que esta opção está ligada ao crescimento dos seus negócios e ao desempenho de funções no Conselho de Administração do Grupo Os Mosqueteiros, sublinhando que a pausa representa um momento de reorganização pessoal e profissional, e não um afastamento definitivo do desporto automóvel. “A paixão pelos ralis continua intacta”, refere Ernesto Cunha, deixando em aberto a possibilidade de participações esporádicas sempre que as circunstâncias o permitam.
Ao longo da sua carreira, Ernesto Cunha afirmou-se como uma das figuras de referência do panorama nacional, em particular nas duas rodas motrizes, categoria onde alcançou o ponto mais alto da sua trajetória ao conquistar o título nacional em 2022. Nesse percurso, destacou-se pela consistência, velocidade e capacidade de evolução, tornando-se presença habitual nos lugares cimeiros das provas.
A decisão agora anunciada foi acompanhada por uma mensagem de agradecimento a navegadores, equipas, parceiros, patrocinadores, mecânicos e adeptos, reconhecendo o carácter coletivo do rali e o papel determinante de todos os que o acompanharam ao longo do seu percurso. “Este não é um adeus”, sublinha o piloto, reforçando a ligação emocional ao desporto e à comunidade que o rodeia.
Com esta pausa, Ernesto Cunha encerra um ciclo competitivo marcado por conquistas relevantes e deixa em aberto a porta a um regresso futuro, mantendo viva a ligação aos ralis e ao Campeonato de Portugal de Ralis, agora com a maturidade de quem já provou o seu valor ao mais alto nível nacional.
O Rally Series realizou no dia 14 de janeiro a sua primeira ação educativa de 2026, na Escola Afonso de Paiva, em Castelo Branco, reforçando o compromisso do projeto com a formação, a proximidade às comunidades locais e o impacto positivo junto das novas gerações. A iniciativa decorreu entre as 7h30 e as 11h30 e teve como principal objetivo aproximar o desporto automóvel do meio escolar, apresentando o mundo dos ralis de forma educativa, acessível e envolvente.
Com o apoio da Castrol, da Lubrialbi e da Escuderia Castelo Branco, cerca de 700 alunos dos 1.º, 2.º e 3.º ciclos participaram nas atividades ao longo da manhã, tendo a oportunidade de contactar diretamente com pilotos, navegadores e viaturas de competição. O programa incluiu uma palestra com os pilotos locais Pedro Silva, Daniela Barata, Nelson Trindade e Raquel Graça, que partilharam experiências pessoais, explicaram os diferentes papéis no automobilismo e destacaram valores essenciais dos ralis como a paixão pelo desporto, a responsabilidade, o espírito de equipa, a segurança e o respeito pela comunidade. No exterior, os alunos puderam ainda ver as viaturas de perto e interagir com os protagonistas da modalidade.
Para André Lavadinho, diretor executivo do Rally Series Promoter, esta iniciativa reflete uma visão de longo prazo. O responsável sublinhou que esta é uma das várias ações previstas para 2026 e que o objetivo passa por levar os ralis aos mais jovens, criando uma ligação emocional com o desporto e reforçando o seu significado social. Lavadinho destacou ainda a importância de aproximar os eventos da comunidade, mostrando que é possível trazer os ralis à cidade de forma responsável e com benefícios reais para a população.
Pedro Silva, vencedor das Duas Rodas Motrizes em 2025, também realçou a relevância da ligação entre ralis e educação, sublinhando a importância de transmitir às crianças da Beira Baixa valores ligados à segurança rodoviária e à perseverança, numa perspetiva de futuro para o desporto.
A iniciativa contou com a presença de vários meios de comunicação social regionais, incluindo a Beira Baixa TV, que acompanhou a ação em direto e recolheu testemunhos dos diferentes intervenientes.
Esta ação na Escola Afonso de Paiva marcou ainda o lançamento do programa educativo NEX, que dá nome à nova mascote oficial do Rally Series e simboliza o foco do projeto na próxima geração do desporto automóvel. Ao longo de 2026, o NEX será a imagem de um conjunto de iniciativas educativas e de proximidade que irão decorrer tanto nos eventos como em plataformas digitais, promovendo valores como a segurança, a inclusão, a sustentabilidade, a curiosidade tecnológica e o contacto direto com o desporto automóvel.
O Castrol Portugal Rally Series regressa à região de Castelo Branco nos dias 21 e 22 de março, com o Rally Series Terras de Oiro, em Vila Velha de Ródão, que marca a primeira ronda da temporada de 2026.