Categoria: Ralis

  • Castrol Portugal Rally Series apresenta calendário e grandes novidades para 2026

    Castrol Portugal Rally Series apresenta calendário e grandes novidades para 2026

    O Castrol Portugal Rally Series apresentou oficialmente o seu calendário e o conjunto de novidades para a temporada 2026, consolidando a série como um dos projetos mais dinâmicos do panorama nacional. A segunda época do Rally Series contará com seis rondas, distribuídas entre março e outubro, com quatro provas em asfalto e duas em terra, culminando numa ronda final em Castelo Branco com pontuação bónus.

    Depois do impacto alcançado na temporada inaugural, regressam ao calendário palcos que se afirmaram em 2025, como Ponte de Lima, Lousada e Castelo Branco, este último a voltar a assumir o papel decisivo da época, agora em piso de terra.

    Entre as novidades destaca-se a entrada de Fafe, com uma classificativa inédita junto ao icónico salto da Lameirinha, reforçando a ligação do Rally Series aos grandes palcos do rali mundial, bem como Castanheira de Pera, que acolherá um evento de verão junto à Praia das Rocas, combinando desporto e turismo num formato pensado para o público.

    Mais carros, mais competição

    O crescimento do Rally Series reflete-se também nos números. Em 2026, o limite de inscritos aumenta para 100 viaturas nas provas de asfalto e 60 nos ralis de terra, respondendo à forte procura registada ao longo de 2025. Mantém-se ainda o modelo de cooperação entre clubes organizadores, uma das chaves para o sucesso do formato.

    Uma das grandes apostas da nova época é o lançamento do GT3 Rally Trophy, uma competição monomarca Porsche que pontuará exclusivamente nas provas em asfalto, reforçando a presença dos espetaculares GT3 que marcaram a reta final da época passada.

    No plano regulamentar, a Star Award passa a atribuir também 1 ponto para a classificação, e a ronda final em Castelo Branco contará com pontuação bónus para todas as categorias, aumentando a importância estratégica do encerramento do campeonato.

    Novas categorias

    O regulamento de 2026 introduz três novas categorias: Júnior, para pilotos com menos de 27 anos, Gentleman, para pilotos com 50 ou mais anos e Ladies, para equipas femininas, independentemente da viatura. Mantém-se ainda a popular categoria Sideways, dedicada a carros de tração traseira, um dos elementos mais distintivos do espetáculo do Rally Series.

    Formato Rally Series mantém identidade

    A série mantém em 2026 vários conceitos que se revelaram um sucesso na época inaugural, como a Refresh Zone, alternativa dinâmica ao Super Rally, o Shakedown com co-drive, que atraiu grande adesão do público, e o show noturno de ativações, que reforça a componente de espetáculo e envolvimento dos fãs.

    A temporada de 2026 será também marcada pela atribuição da distinção FPAK Verde, que reconhece o compromisso do Castrol Portugal Rally Series com o Código de Sustentabilidade Ambiental da FPAK, validando o trabalho desenvolvido desde a época inaugural em matéria de planeamento ambiental e boas práticas.

    Calendário arranca em março

    A época tem início nos dias 21 e 22 de março com o Terras de Oiro, em piso de asfalto, junto ao rio Tejo, num evento com Arena central integrada num complexo hoteleiro, combinada com especiais exteriores já bem conhecidas na região.

    Outra novidade é o lançamento do NEX, a mascote oficial do Rally Series, criada para aproximar a competição das gerações mais jovens. O NEX será a base de um programa educativo e comunitário que acompanhará o campeonato ao longo de toda a época, tanto nos eventos como em plataformas digitais.

    O Regulamento Desportivo 2026 e as inscrições online já se encontram disponíveis no site oficial do Castrol Portugal Rally Series, que se prepara para uma segunda temporada ainda mais ambiciosa e competitiva.

  • Team MMA fecha 2025 com nota positiva e prepara continuidade para 2026

    Team MMA fecha 2025 com nota positiva e prepara continuidade para 2026

    O Team MMA da Maia concluiu a época 2025 com um balanço claramente positivo, colocando na estrada o Peugeot 206, entregue à dupla Carlos Gonçalves / Rita Martins, e o Fiat Punto, conduzido por Afonso Gonçalves. Uma temporada marcada pela consistência, presença regular em prova e vários resultados de destaque nas respetivas divisões.

    Ao fazer o balanço da época passada, Carlos Gonçalves, principal mentor da equipa, não esconde a satisfação pelos resultados alcançados. “Foi, sem dúvida alguma, uma época muito preenchida, com a nossa equipa constituída por mim e pelo meu filho Afonso Gonçalves, assim como pelo Pedro Inglês, que realizou dois ralis integrado na estrutura com um Peugeot 106.

    Conseguimos estar em evidência, alcançar alguns pódios na nossa divisão e isso deixou-nos naturalmente satisfeitos e motivados para continuar em 2026”, sublinha o piloto.

    Com os olhos já postos na próxima temporada, o Team MMA da Maia prepara-se para dar continuidade ao projeto desportivo. Carlos Gonçalves confirma que “vamos continuar com o Peugeot 206, mantendo a Rita Martins ao meu lado”, enquanto a participação de Afonso Gonçalves está igualmente assegurada, ainda que com algumas decisões por fechar. “O Afonso vai continuar a competir. Poderá ser com o Fiat Punto ou eventualmente com outro carro, é uma situação que ainda estamos a estudar, mas em breve poderemos confirmar qual será a opção”, adianta.

    Com uma estrutura familiar, espírito competitivo e resultados consistentes, o Team MMA da Maia encara 2026 com ambição renovada, determinado em manter-se como uma presença regular e competitiva nas provas em que venha a alinhar.

  • Castrol Portugal Rally Series 2026 abre temporada junto ao Rio Tejo, em Vila Velha de Ródão

    Castrol Portugal Rally Series 2026 abre temporada junto ao Rio Tejo, em Vila Velha de Ródão

    A temporada 2026 do Castrol Portugal Rally Series arranca de forma especial, com o Rally Series Terras de Oiro como prova inaugural, disputada em asfalto nos dias 21 e 22 de março. A competição marca o regresso de uma prova mítica dos ralis nacionais, agora totalmente centrada em Vila Velha de Ródão, num cenário único junto ao Rio Tejo, prometendo uma abertura de época com forte impacto mediático.

    Integrada num calendário de seis rondas ao longo de 2026, esta primeira prova da temporada aposta num formato moderno, com uma arena centralizada junto ao rio, complementada por duas classificativas exteriores disputadas nas exigentes e espetaculares estradas de asfalto da região. A localização estratégica de Vila Velha de Ródão — a cerca de uma hora de Leiria e 45 minutos de Portalegre, com excelentes acessos rodoviários — surge como um fator determinante para facilitar a presença de equipas, público e parceiros.

    Segundo o Diretor-Geral do Rally Series Promoter, André Lavadinho, a escolha do local para abrir a época teve um forte significado estratégico. “Queríamos que a primeira prova de 2026 fosse diferente, marcante e com identidade própria. Encontrámos junto ao Rio Tejo um cenário único e uma vila com todas as condições para receber um evento próximo do público e com enorme potencial mediático”, sublinha o responsável, acrescentando que se trata “do regresso de uma prova mítica, agora integrada num conceito moderno e pensado para o futuro dos ralis”.

    A organização do Rally Series Terras de Oiro está a cargo da Escuderia de Castelo Branco, entidade que, de acordo com o seu presidente, João Lucas, acredita plenamente no formato e na evolução do Rally Series. “É com enorme satisfação que assumimos a organização desta prova tão especial. Trabalhámos em conjunto com o Rally Series desde o seu início, acreditando sempre neste formato inovador e muito interessante para o futuro dos ralis, para criar um evento compacto, seguro e altamente atrativo, honrando a história da prova e projetando-a para uma nova geração”, afirma.

    Também o Município de Vila Velha de Ródão vê neste evento uma oportunidade estratégica de promoção do território. O presidente da Câmara Municipal, António Carmona, destaca que “receber a prova de abertura do Castrol Portugal Rally Series é motivo de grande orgulho para o Município, em parceria com a Escuderia de Castelo Branco”, sublinhando que o rali “representa uma oportunidade única de promoção da nossa vila, do Rio Tejo e da dinâmica local, atraindo público, equipas e atenção mediática a nível nacional”.

    Mais informações sobre o calendário completo de 2026 e os planos oficiais da temporada do Castrol Portugal Rally Series serão reveladas no próximo dia 10 de janeiro, durante a Rally Series Awards, evento que terá lugar no Museu do Rali. A cerimónia marcará não só a entrega de prémios da época anterior, mas também o arranque simbólico de uma nova fase da série, reforçando a sua ambição de crescimento e inovação.

  • Rali de Algoa integra oficialmente o calendário da TER Series em 2026

    Rali de Algoa integra oficialmente o calendário da TER Series em 2026

    A TER Series (Tour European Rally), uma das mais relevantes competições internacionais de ralis com forte enfoque em destinos turísticos e provas de elevada qualidade organizativa, vai expandir-se para o continente africano em 2026 com a integração oficial do Rali de Algoa, na África do Sul.

    Depois de ter figurado como Evento Candidato em 2025, o Rali de Algoa foi confirmado como prova integrante da World Series of TER para a temporada de 2026, marcando a estreia da África do Sul no calendário oficial do campeonato.

    O Rali de Algoa disputa-se na região de Gqeberha, anteriormente conhecida como Port Elizabeth, um importante porto marítimo e a cidade mais populosa da província do Cabo Oriental. A prova conta com uma longa e prestigiada história no Campeonato Nacional de Ralis da África do Sul, do qual faz parte desde 1983. A edição inaugural foi vencida por Sarel van der Merwe e Franz Boshoff, aos comandos de um icónico Audi Quattro S1, um marco que ajudou a consolidar o estatuto do evento no panorama dos ralis sul-africanos.

    Em 2025, o rali recebeu a visita oficial da estrutura da TER enquanto Evento Candidato, merecendo uma avaliação muito positiva tanto ao nível organizativo como desportivo. Esse feedback favorável abriu caminho à integração plena no calendário de 2026, sob a liderança do promotor Oliver de Man, presidente do Algoa Rally Club, e do seu principal adjunto Rikus Fourie.

    O Rali de Algoa 2026 está agendado para os dias 9 a 11 de julho, integrando um calendário da TER que já conta com provas confirmadas como o Rali de Otago, na Nova Zelândia — que volta a abrir a temporada em abril pelo terceiro ano consecutivo — e o Rali Terra Sarda, em Itália, que encerrará a série em outubro pelo quarto ano seguido.

    Com esta adição, a TER reforça o seu caráter global, juntando a África às regiões já representadas no campeonato, depois da Europa, América, Oceania e Ásia.

    Oliver de Man, presidente do Algoa Rally Club, destaca a importância deste passo para o rali sul-africano: “É fantástico para o rali da África do Sul voltar a receber competição internacional ao mais alto nível. Os nossos pilotos locais estão motivados e ansiosos por enfrentar este desafio. A TER Series e o Campeonato Nacional de Ralis da África do Sul irão coexistir em perfeita harmonia, com competição de grande qualidade em algumas das melhores estradas do país. Para além disso, as equipas visitantes poderão desfrutar da cultura local e até de um safari, explorando a beleza natural da região de Gqeberha.”

    Por seu lado, Luca Grilli, promotor e organizador da TER Series, sublinha o alcance estratégico da parceria: “Estamos extremamente orgulhosos do acordo alcançado com o Rali de Algoa. Após um primeiro passo muito positivo em 2025, partilhamos agora objetivos comuns com a organização sul-africana. Esta parceria acrescenta a África do Sul à lista de nações não europeias presentes nos nossos campeonatos. A África já fazia parte dos nossos planos e estamos entusiasmados por iniciar esta nova aventura, que representa um passo muito importante na expansão global do projeto TER.”

    Com a entrada do Rali de Algoa, a TER Series continua a afirmar-se como um campeonato internacional de referência, combinando competição de alto nível, diversidade geográfica e promoção turística, reforçando a sua presença global e abrindo novas oportunidades para pilotos, equipas e organizadores em diferentes continentes.

  • Marcos Rodríguez Martin conquista quarta vitória no Rally Fim d’Ano da Figueira da Foz

    Marcos Rodríguez Martin conquista quarta vitória no Rally Fim d’Ano da Figueira da Foz

    Navegado por Sonia Vázquez Morón, o espanhol Marcos Rodríguez Martin voltou a inscrever o seu nome na história do Rally Fim d’Ano da Figueira da Foz, ao alcançar a quarta vitória na Categoria Desportiva, aos comandos do Nissan 100 NX.

    O triunfo da dupla espanhola surgiu de forma inesperada e foi decidido apenas na derradeira classificativa, na Serra da Boa Viagem. Quando tudo indicava que a vitória iria sorrir a Armando Monteiro e Tiago Caio, então líderes da prova em BMW 2002, um bloqueio provocado por uma viatura em circulação normal ditou um desfecho dramático. Um Audi com dois ocupantes em passeio obrigou a uma paragem forçada de cerca de 42 segundos, tempo suficiente para inverter a classificação final.

    Marcos Rodríguez Martin e Sonia Vázquez Morón beneficiaram assim de um golpe de sorte na fase decisiva da prova, concluindo o rali com um total de 294 pontos, contra os 309 pontos da dupla portuguesa, que acabou por cair para o segundo lugar. Curiosamente, o piloto de Montemor-o-Velho voltou a viver um cenário semelhante ao de 2024, também na Serra da Boa Viagem, quando perdeu posições na fase final da prova.

    O Rally Fim d’Ano da Figueira da Foz, desenhado pelo Clube de Automóveis Antigos da Figueira da Foz e promovido pelo Clube Automóvel do Centro, teve na manhã de sábado um momento decisivo. Com condições climatéricas favoráveis, pilotos e máquinas elevaram o ritmo, apostando tudo numa jornada que culminaria no tradicional jantar de consagração no Casino Figueira.

    No terceiro lugar repetiram o resultado do ano anterior Bruno Pádua e Francisca “Kika” Simões, pai e filha, ao volante de um Skoda Favorit, com 350 pontos. Apesar de uma estratégia ambiciosa para subir ao segundo lugar, a forte oposição nas posições cimeiras acabou por limitar as aspirações da dupla de Coimbra.

    A quarta posição foi conquistada por Jorge Buco e José Carlos Figueiredo, em Ford Escort MK1, com 394 pontos, muito próximos do pódio, enquanto Rogério Silva e Tiago Miguel Silva, em Renault 5, fecharam o top 5, com 772 pontos.

    Em sexto lugar terminaram Miguel Fernandes e Rui Martins, em Toyota Corolla GTI, resistindo à pressão de João Botequilha e Magda Ferreira, que após liderarem no primeiro dia caíram para o sétimo posto, ambos separados por apenas cinco pontos (935 e 940, respetivamente). A completar o top 10, classificaram-se Edgar Guerra / Filipa Guerra (Alfa Romeo Giulietta), António Liberato / Nuno Fonseca (Fiat 600) e os espanhóis José Corsino / Miguel Ángel (Mazda 323).

    Mais uma edição intensa, imprevisível e emotiva do Rally Fim d’Ano, onde a Serra da Boa Viagem voltou a assumir-se como palco decisivo… e implacável.

  • Rallye das Camélias 2026 antecipa datas para 6 e 7 de fevereiro devido às Eleições Presidenciais

    Rallye das Camélias 2026 antecipa datas para 6 e 7 de fevereiro devido às Eleições Presidenciais

    A organização do Bilsteingroup Rallye das Camélias 2026 anunciou a antecipação excecional das datas da prova, que passará a disputar-se nos dias 6 e 7 de fevereiro de 2026, em vez do inicialmente previsto fim de semana de 7 e 8 de fevereiro.

    Esta decisão prende-se com a possibilidade de realização da 2.ª volta das Eleições Presidenciais, agendada para domingo, 8 de fevereiro de 2026, caso nenhum candidato alcance maioria absoluta na primeira volta, marcada para 18 de janeiro.

    Segundo a Comissão Organizadora, a alteração foi tomada de forma preventiva e responsável, garantindo a melhor articulação com as autoridades locais e nacionais, bem como a segurança operacional do evento e o normal funcionamento das populações num momento cívico de elevada importância.

    “O Rallye das Camélias é um evento de grande dimensão, que implica um dispositivo significativo de segurança, coordenação municipal e condicionamentos de trânsito. A antecipação para os dias 6 e 7 de fevereiro permite-nos manter os elevados padrões de organização e, ao mesmo tempo, evitar qualquer sobreposição com a eventual 2.ª volta das Presidenciais”, explica a Comissão Organizadora.

    A realização da prova em sexta-feira e sábado assegura igualmente melhores condições logísticas para pilotos, equipas, municípios envolvidos e parceiros do evento, permitindo uma gestão mais eficiente dos recursos humanos e operacionais.

    A organização informa ainda que todas as informações operacionais atualizadas — incluindo programa horário detalhado, mapas de prova, acessos ao público, zonas espetáculo, parques de assistência e condicionamentos de trânsito — serão divulgadas oportunamente através dos canais oficiais do Rallye das Camélias, à medida que forem validadas pelas entidades competentes.

    As Eleições Presidenciais de 2026 estão oficialmente marcadas para 18 de janeiro, por decreto presidencial. Caso nenhum candidato obtenha maioria absoluta, a segunda volta decorrerá a 8 de fevereiro de 2026, coincidindo com a data inicialmente prevista para o encerramento do Rallye das Camélias.

  • Pedro Silva aposta no Lancia Ypsilon Rally4 e reforça ambições para o CPR 2RM 2026

    Pedro Silva aposta no Lancia Ypsilon Rally4 e reforça ambições para o CPR 2RM 2026

    Pedro Silva vai alinhar na temporada de 2026 do Campeonato de Portugal de Ralis – CPR 2RM ao volante do Lancia Ypsilon Rally4, integrado na nova estrutura nacional Vision Motorsport. O piloto da Beira Baixa prepara assim uma época de forte ambição, apostando num projeto renovado e num carro completamente novo.

    Além do CPR, Pedro Silva continuará igualmente a competir no Castrol Portugal Rally Series, competição onde se sagrou campeão 2RM em 2025. O objetivo passa por realizar todas as provas do calendário e voltar a lutar pela vitória, estando já previstas novidades adicionais relativamente a este programa, que serão anunciadas em breve.

    A apresentação oficial do projeto está marcada para o mês de fevereiro, mantendo a linha de profissionalismo adotada nas últimas épocas. Nessa ocasião serão reveladas as cores do Lancia Ypsilon Rally4, bem como outros detalhes do programa desportivo. Os patrocinadores que apoiam esta nova etapa serão divulgados de forma faseada através das redes sociais do piloto.

    Pedro Silva explica a aposta nesta nova estrutura:

    “Vamos disputar o CPR 2RM com a Vision Motorsport num carro completamente novo. Foi uma oportunidade que surgiu com uma equipa ainda recente no mundo do motorsport, mas com recursos humanos muito experientes e extremamente ambiciosos. O nosso projeto nunca deixa de ser ambicioso e sentimos que este era o passo certo a dar.”

    O piloto deixou ainda uma palavra de agradecimento às equipas com quem trabalhou anteriormente: “Temos muita pena de não poder contar com o Fábio Santos e o Ivo Santos, mas eles continuam com a Race2Win a todo o gás. Fizemos provas incríveis juntos e continuo sempre a contar com o apoio deles.”

    Em 2026, Pedro Silva voltará a formar dupla com Pedro Santana, mantendo uma parceria sólida que se tem revelado fundamental para a sua evolução competitiva. Em conjunto com a Vision Motorsport, o objetivo passa por lutar de forma consistente pelos pódios ao longo da época e afirmar o Lancia Ypsilon Rally4 como uma referência na categoria 2RM.

  • Filipe Madureira celebra 30 anos de carreira com exposição no NorteShopping

    Filipe Madureira celebra 30 anos de carreira com exposição no NorteShopping

    Filipe Madureira vai assinalar 30 anos de ligação ao automobilismo com uma exposição especial no NorteShopping, em Matosinhos, que estará patente ao público entre os dias 2 e 7 de janeiro. A iniciativa permitirá aos visitantes conhecer de perto alguns dos automóveis que marcaram o percurso competitivo do ex-campeão nacional de Ralis Promoção, numa viagem pelos momentos mais emblemáticos da sua carreira.

    O ponto alto da exposição acontece no sábado, dia 3 de janeiro, pelas 17h00, com a presença de Filipe Madureira para uma sessão de autógrafos, integrada num Porto de Honra, num momento de convívio com fãs, amigos e entusiastas do desporto automóvel.

    Um campeão versátil

    Natural do Porto, Filipe Madureira soma quase 200 provas disputadas desde a sua estreia em competição, em 1996, no ralicross. Apenas um ano depois, ingressou nos ralis, modalidade onde viria a construir um palmarés sólido e diversificado. Em 1999, sagrou-se Campeão Nacional de Ralis Promoção, seguindo-se os títulos de Campeão Regional no Grupo X1 (2016) e Grupo P3 (2019). Já em 2025, voltou a destacar-se ao vencer a Taça de Portugal de Clássicos de Ralis (H99).

    Ao longo destas três décadas, Filipe Madureira destacou-se não apenas pelos resultados desportivos, mas também pelo envolvimento em projetos sociais e institucionais, tendo sido embaixador de iniciativas como a Operação Nariz Vermelho e colaborado em ações promovidas pelo Município de Gondomar, nomeadamente no âmbito da Gondomar – Cidade Europeia do Desporto 2017.

    Entre os veículos em exposição no NorteShopping estarão o Mitsubishi Lancer Evo IX, com o qual conquistou um título regional de ralis, o Nissan Micra vencedor da recente Taça de Portugal de Clássicos de Ralis, e ainda o Toyota Yaris Cross, cedido pela Caetano Auto, viatura com a qual desempenha atualmente funções de segurança em provas do Campeonato de Portugal de Ralis.

    Filipe Madureira sublinha a importância simbólica deste momento:

    “É uma honra associar-me ao NorteShopping para celebrar este marco tão importante na minha vida e na minha carreira. São 30 anos de ligação ao automobilismo, um percurso longo e cheio de momentos inesquecíveis, onde tive o privilégio de fazer amigos e conviver com pessoas fantásticas. Espero poder partilhar esta celebração com todos os que nos visitarem.”

  • FIA revela conceito WRC27 Rally1 que vai moldar a nova geração do Mundial de Ralis

    FIA revela conceito WRC27 Rally1 que vai moldar a nova geração do Mundial de Ralis

    A FIA apresentou o primeiro conceito visual dos WRC27 Rally1, antecipando a profunda transformação técnica e estrutural que marcará o Campeonato do Mundo de Ralis a partir de 2027, com foco na redução de custos, maior acessibilidade e manutenção do espetáculo ao mais alto nível.

    A Fédération Internationale de l’Automobile (FIA) revelou oficialmente o conceito do WRC27 Rally1, o automóvel que servirá de base à próxima era do FIA World Rally Championship a partir da temporada de 2027. Este primeiro vislumbre materializa, em termos visuais e técnicos, o novo regulamento aprovado em 2024 pelo Conselho Mundial do Desporto Motorizado, após um amplo processo de consulta com equipas, construtores e promotor do campeonato.

    O novo enquadramento regulamentar foi concebido para tornar o topo do Mundial de Ralis mais acessível e sustentável, sem comprometer o desempenho, a exigência técnica e o espetáculo que caracterizam a disciplina. No coração do conceito WRC27 está uma célula de segurança tubular, evolução direta da estrutura introduzida nos Rally1 de 2022. Desenvolvida através de simulações avançadas, testes comparativos e ensaios de impacto com protótipos, esta nova célula oferece níveis superiores de proteção dos ocupantes, melhorando a absorção de energia e a resistência à intrusão em impactos frontais, laterais, traseiros e no capotamento, ao mesmo tempo que reduz complexidade e custos.

    Performance acessível e maior proximidade competitiva

    A filosofia do WRC27 passa por reduzir o fosso de performance entre a categoria de topo e o escalão Rally2, facilitando a progressão de jovens pilotos e equipas, sem a necessidade de extensos programas de testes específicos.

    Os novos carros serão equipados com um motor 1.6 turbo de combustão interna, com cerca de 290 cavalos, alimentado por combustível sustentável, associado a tração integral e a uma caixa sequencial de cinco velocidades. A suspensão adota uma configuração double wishbone, enquanto os sistemas de travagem e direção derivam diretamente das atuais especificações Rally2, garantindo eficiência, robustez e controlo de custos.

    O chassis tubular enquadra-se num volume bem definido, com comprimento entre 4100 e 4300 mm, largura máxima de 1875 mm, distância entre eixos mínima de 2600 mm e altura mínima de 1270 mm, permitindo, ainda assim, uma ampla liberdade criativa aos construtores no desenho dos automóveis.

    Com a entrada em vigor do novo regulamento, os WRC27 irão competir ao mais alto nível lado a lado com os atuais Rally2, promovendo uma grelha mais diversificada e competitiva na categoria principal do campeonato.

    Embora o arranque do ciclo regulatório esteja centrado no motor 1.6 turbo de combustão interna com combustível sustentável, o regulamento WRC27 foi concebido como uma plataforma aberta, permitindo a introdução futura de outras soluções de propulsão, acompanhando a evolução tecnológica e ambiental do desporto automóvel.

    Um dos pilares do WRC27 é a contenção de custos, com o preço máximo de um carro pronto a competir fixado em 345 mil euros (versão asfalto), o que representa uma redução superior a 50% face à geração atual. Este objetivo é alcançado através da normalização de componentes, maior durabilidade das peças e limitação de recursos operacionais, incluindo pessoal, logística e testes. A utilização de infraestruturas locais e o reforço da conectividade de dados para engenharia remota contribuem igualmente para baixar os custos ao longo da época.

    Liberdade de design e nova definição de construtor

    Ao contrário de regulamentos anteriores, o WRC27 não obriga os carros a derivarem de modelos de produção, definindo apenas um volume de referência para a carroçaria. Dentro desse espaço, os construtores podem desenvolver desde silhuetas inspiradas em modelos de estrada até conceitos totalmente dedicados aos ralis. A aerodinâmica foi simplificada para reduzir custos e complexidade técnica.

    Outro ponto-chave é a nova definição de Construtor, que passa a incluir tanto fabricantes (OEM) como preparadores independentes, colocando ambos em igualdade regulamentar. Esta abertura pretende alargar a base de participantes e reforçar a competitividade no topo do campeonato.

    O presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, sublinhou a importância estratégica do novo regulamento: “Os regulamentos WRC27 representam um momento decisivo para o Mundial de Ralis. Garantem controlo de custos, sustentabilidade e acessibilidade, sem comprometer o desafio técnico e o desempenho que definem o rali ao mais alto nível.”

    Já Malcolm Wilson, vice-presidente da FIA para os ralis, destacou a flexibilidade do conceito: “A liberdade de aplicação do regulamento permite uma grande variedade de soluções técnicas e conceitos de veículo, mantendo sempre os requisitos de segurança e performance.”

    Por sua vez, Peter Thul, diretor desportivo do promotor do WRC, mostrou-se confiante: “A forte aposta na acessibilidade será decisiva para atrair mais construtores ao topo do campeonato. O trabalho conjunto até agora dá-nos plena confiança de que 2027 marcará o início de uma nova grande era do WRC.”

  • Problemas mecânicos travam ambição do Team Megamotors no Rali União

    Problemas mecânicos travam ambição do Team Megamotors no Rali União

    O Rali União, disputado em Alpendurada, Marco de Canaveses, não correu como esperado para a dupla do Team Megamotors, que viu goradas as ambições de lutar pelo triunfo devido a problemas mecânicos no competitivo Porsche 991.2 GT3 Cup. José Carlos Pouca Sorte e Vera Sequeira, foram forçados a abandonar depois de um início de prova marcado por esforço e persistência.

    Num rali que, como antecipado, se apresentava rápido e exigente, com especiais curtas mas técnicas, a equipa entrou determinada em aproveitar o potencial do carro alemão. A primeira passagem pela especial de Bitetos – Vista Alegre 1, com 1,93 km de extensão, resultou num tempo de 1.13,2, demonstrando desde logo um ritmo competitivo. Contudo, logo a partir dessa fase inicial começaram a surgir problemas na caixa de velocidades, que se agravaram progressivamente. Na segunda passagem pelo mesmo troço, a dupla acabou por perder bastante tempo, registando 12.13,8, reflexo claro das dificuldades mecânicas. Ainda assim, numa demonstração de perseverança, José Carlos Pouca Sorte e Vera Sequeira conseguiram concluir a terceira passagem com 1.14,0, mantendo-se em prova apesar das limitações evidentes.

    A situação tornar-se-ia insustentável na ligação para a quarta prova especial, quando os problemas na transmissão se agravaram de forma definitiva, levando a equipa a optar pelo abandono, numa decisão tomada com o objetivo de evitar danos maiores no Porsche GT3 Cup.

    À chegada à assistência, José Carlos Pouca Sorte explicou o desfecho: “São coisas dos carros. Começámos logo a debater-nos com problemas na caixa de velocidades no primeiro troço e ainda tive esperança que desse para aguentar. Mas na terceira classificativa a situação já estava a deteriorar-se bastante e optei por desistir para não provocar danos mais graves no carro.”

    O piloto acrescentou ainda que o foco passa agora pela próxima temporada: “O Porsche vai agora entrar num período de revisão geral e, a partir daqui, é começar a pensar na época de 2026.”

    Apesar do abandono, a participação da dupla do Team Megamotors confirmou o espírito competitivo e a ambição evidenciada na antevisão do rali, ficando a certeza de que, em condições normais, o conjunto tinha argumentos para lutar por um resultado condizente com o seu potencial.