Categoria: Ralis

  • FPAK divulga calendário e Regulamento Desportivo do Campeonato de Portugal de Ralis 2026

    FPAK divulga calendário e Regulamento Desportivo do Campeonato de Portugal de Ralis 2026

    A Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting (FPAK) revelou o calendário e as principais orientações desportivas e técnicas do Campeonato de Portugal de Ralis (CPR) para 2026. A nova época contará com nove eventos distribuídos entre março e outubro, começando com o Rallye Vidreiro Centro de Portugal, a 6 e 7 de março, e terminando com o Rallye Casinos do Algarve, nos dias 30 e 31 de outubro. Entre os destaques do calendário mantêm-se provas emblemáticas como o Rali Terras D’Aboboreira, o Rally de Portugal, o Rali da Madeira e o Rally Five Cities North of Portugal, agora integrado no European Rally Championship.

    O CPR 2026 será composto por nove provas, mas apenas os sete melhores resultados contarão para a classificação final, sendo permitido um máximo de oito participações por equipa. A quarta prova válida para pontos terá de ser escolhida entre o Rally de Lisboa e o Rali Castelo Branco e Vila Velha de Ródão, opção que deverá ser comunicada antes do fecho das inscrições da terceira ronda, o Rally de Portugal. A FPAK adiantou ainda que, para 2027, o campeonato terá um máximo de oito provas, cuja composição será anunciada oportunamente.

    O relatório de prova do CPR será atualizado para incluir três grandes grupos — Desportivo, Técnico e Segurança — ficando cada evento sob acompanhamento de um delegado desportivo, um delegado técnico e um delegado de segurança. A federação nomeará igualmente um Presidente do Colégio de Comissários Desportivos e um Comissário Desportivo para cada rali. Entre as provas internacionais integradas no CPR 2026, o Rali Terras D’Aboboreira e o Rali da Madeira farão parte do European Rally Trophy, o Rally Five Cities North of Portugal integrará o European Rally Championship e o Rally de Portugal continuará a representar Portugal no Campeonato do Mundo de Ralis (WRC). As inscrições de cada prova encerram duas semanas antes da data do evento e a lista oficial de inscritos será publicada uma semana antes da competição. Nos ralis de asfalto, será obrigatória a existência de uma zona de aquecimento de pneus no início de cada classificativa, sendo igualmente definido um limite máximo de 120 quilómetros cronometrados para as PEC do CPR 2026.

    Do ponto de vista técnico, a FPAK confirmou que os combustíveis a utilizar serão os definidos no Anexo J do Código Desportivo Internacional, no artigo 266, e que o regulamento técnico do CPR continuará a estabelecer os tipos de pneus permitidos para a competição.

    Paralelamente, foi também apresentado o calendário do Campeonato de Portugal de Ralis 2 Rodas Motrizes (CPR 2RM), que contará com oito provas, incluindo o Rallye Vidreiro, o Rali Terras D’Aboboreira, o Rally de Lisboa, o Rali Castelo Branco e Vila Velha de Ródão, o Rali da Madeira, o Rali da Água Transibérico Chaves-Verín, o Rally Five Cities North of Portugal e o Rallye Casinos do Algarve. Para esta competição, as classificações finais resultarão dos seis melhores resultados obtidos no total das oito participações possíveis. Tal como no CPR absoluto, os combustíveis e pneus permitidos serão os indicados no regulamento técnico do CPR 2026, seguindo igualmente o disposto no Anexo J do CDI.

    Com estas novidades, a FPAK inicia formalmente a preparação para a época de 2026, marcada por um calendário estável, reforço dos mecanismos de segurança e ligação consolidada ao panorama internacional dos ralis.

  • Rally Fim d’Ano começa à noite na Figueira da Foz

    Rally Fim d’Ano começa à noite na Figueira da Foz

    O Rally Fim d’Ano da Figueira da Foz estará na estrada entre 26 e 28 de dezembro e apresentará uma única etapa composta por três secções, num total de 240 quilómetros, incluindo 22 provas especiais cronometradas pelo sistema Anube. O evento, organizado pelo Clube de Automóveis Antigos da Figueira da Foz (CAAFF) em colaboração com o Clube Automóvel do Centro e a Câmara Municipal, combina regularidade absoluta, provas “à figura” e desafios hectométricos, sempre com velocidades médias limitadas a 50 km/h, como ditam as regras da regularidade histórica.

    A prova foi apresentada no Casino Figueira e conta com um percurso que privilegia todas as freguesias da Praia da Claridade, estendendo-se ainda aos concelhos de Cantanhede, Soure e Montemor-o-Velho. Com partida e chegada na Figueira da Foz, o rali promete um verdadeiro “jackpot de emoções”, levando as equipas a explorar um território cada vez mais ligado aos ralis e aos desportos motorizados. Tal como tem acontecido nas edições mais recentes, o Rally Fim d’Ano acolherá viaturas clássicas e pré-clássicas, abrangendo modelos fabricados entre 1946 e 1994, reunidos nas categorias E, F, G e H. Os automóveis anteriores a 1945 são integrados na Categoria E, enquanto modelos desportivos ou pré-clássicos matriculados entre 1995 e 1999 poderão competir em Categoria X.

    A edição deste ano terá também um forte componente de espetáculo, com a presença de Marco Martin’s, piloto bem conhecido pela sua capacidade de empolgar o público. O piloto de Porto de Mós apresentará demonstrações no Parque das Gaivotas com o seu singular Fiat 600 Bimotor, equipado com dois motores de moto, proporcionando momentos de grande impacto na noite de sexta-feira, dia 27, após a partida para a primeira secção, e novamente no sábado ao longo do dia.

    O rali arranca de forma pouco habitual, com a primeira secção a disputar-se à noite. A partida será dada às 22h00 de sexta-feira, com regresso previsto para as 1h00. No sábado, 28 de dezembro, a prova retoma às 10h00 e terminará pelas 12h30. Segundo Abílio Gonçalves, responsável pelo desenho da prova, a organização pretende oferecer uma experiência distinta, honrando a tradição da regularidade e acolhendo pilotos que, em muitos casos, iniciaram a sua carreira precisamente neste evento. No final do rali, regressará ao Parque das Gaivotas a prova de demonstração, sem impacto classificativo, permitindo aos participantes exibir os carros e divertir o público.

    A apresentação contou ainda com a intervenção de Nuno Vicente, do Clube Automóvel do Centro, que destacou o desejo de uma forte adesão e a importância da segurança, e de Manuel Marques, presidente da Junta de Freguesia de S. Julião, que reafirmou o apoio à iniciativa, sublinhando o impacto positivo que tem no concelho. António Castanheira recordou o percurso histórico do CAAFF e revelou que já existem três equipas espanholas inscritas, além de vários pilotos que regressam ao rali onde iniciaram a sua atividade.

    Já Luís Caldeira, presidente do CAAFF, destacou o esforço maioritariamente voluntário que sustenta o evento e manifestou a ambição de ver o Rally Fim d’Ano integrado, no futuro, no Campeonato de Portugal de Regularidade Histórica, objetivo legitimado pelo crescente número de inscritos, superior ao de várias provas do campeonato nacional.

    As inscrições estão abertas até 18 de dezembro — ou até ser atingido o limite de 60 equipas — e podem ser efetuadas na sede do CAAFF ou através do portal da FPAK.

  • Ogier coroado campeão do WRC pela nona vez enquanto Neuville vence final na Arábia Saudita

    Ogier coroado campeão do WRC pela nona vez enquanto Neuville vence final na Arábia Saudita

    Sébastien Ogier conquistou o seu nono título do Campeonato do Mundo de Ralis da FIA, enquanto Thierry Neuville venceu um duro Rali da Arábia Saudita para encerrar uma dramática temporada de 2025.

    A competir em regime de part-time, a campanha de 2025 de Ogier e Landais foi notável. Apesar de terem falhado três ralis, venceram mais de metade das provas em que participaram e terminaram o ano com mais vitórias em classificativas do que qualquer outra dupla.

    “Que época, sem dúvida,” disse Ogier. “Que luta com o Elfyn e o Scott, honestamente. Só existe um grande campeão quando se tem um grande adversário, e eles foram muito fortes, levaram-nos ao limite até à última especial do ano. Parabéns a eles, e também a toda a equipa Toyota Gazoo Racing. Foi uma época de enorme sucesso. Orgulhoso e muito feliz por fazer parte desta família.”

    Neuville selou a vitória no rali – a primeira da temporada – com 54,7 segundos de vantagem, depois de ultrapassar Sesks na especial de abertura de sábado. Problemas persistentes no amortecedor tornaram os quilómetros finais tensos, mas o belga manteve o seu i20 N Rally1 afastado do caos atrás de si. Adrien Fourmaux completou a dobradinha da Hyundai, embora o francês tenha ficado a lamentar a oportunidade perdida de alcançar a sua primeira vitória no WRC, depois de uma penalização de um minuto por entrada antecipada o ter tirado da liderança na sexta-feira à noite.

    “Tem sido uma época super difícil, mas terminar com uma vitória inesperada é obviamente uma grande sensação,” disse Neuville. “A próxima temporada chega rápido. Ainda há muito trabalho pela frente, e teremos muito para fazer nas próximas semanas para estarmos melhor preparados para o próximo ano. É um desafio duro, mas vamos continuar a lutar. Esperamos ter todo o apoio de que precisamos para um ano melhor.”

    Sami Pajari recuperou bem após a troca de roda na sexta-feira e terminou em quarto, 8,2 segundos à frente do Toyota danificado de Katsuta, enquanto Evans e Rovanperä terminaram em sexto e sétimo nos seus GR Yaris Rally1.

    A revelação da M-Sport Ford, Sesks, manteve-se como uma das histórias em destaque do rali. Ele e o co-piloto Renars Francis venceram cinco especiais e chegaram ao último dia na liderança, antes de um duplo furo em Asfan lhes custar quase oito minutos. Acabaram por abandonar antes da última especial, promovendo os colegas de equipa do Puma Rally1, Grégoire Munster e Josh McErlean, a oitavo e nono, enquanto Oliver Solberg fechou o top 10.

    O Campeonato do Mundo de Ralis da FIA promete ainda mais emoção em 2026, começando no Rallye Monte-Carlo de 22 a 25 de janeiro.

  • Vítor Pascoal encerrou a época com vitória dominante entre os GT no Portugal Rallye Series

    Vítor Pascoal encerrou a época com vitória dominante entre os GT no Portugal Rallye Series

    Vítor Pascoal e Ricardo Faria (Porsche 991.2 GT3 Cup) fecharam a temporada 2025 com uma exibição sólida e vitoriosa na grande final do Portugal Rallye Series, em Lousada, triunfando de forma autoritária entre os GT e também na categoria Sideways.

    A dupla do Baião Rallye Team conseguiu ainda inscrever-se no top 10 da classificação geral, um resultado particularmente expressivo tendo em conta as condições meteorológicas extremamente adversas que marcaram a prova.

    Ao volante do icónico Porsche 991.2 GT3 Cup, Pascoal enfrentou classificativas muito escorregadias, penalizadoras para uma viatura de tração traseira com elevada potência, sobretudo perante concorrentes de quatro rodas motrizes. Ainda assim, o piloto baionense destacou-se pela consistência, rapidez e controlo, garantindo uma vitória clara no seio da sua categoria.

    No final, Vítor Pascoal não escondeu a satisfação pelo desempenho e pelo desfecho da época: “Foi um excelente fecho de temporada. As condições atmosféricas limitaram muito o rendimento do Porsche, mas conseguimos superar as dificuldades e vencer entre os GT, o que nos deixa naturalmente muito satisfeitos.”

    Além da vertente desportiva, o piloto sublinhou ainda a importância mediática do evento: “Este rali tem um impacto enorme junto do público e da comunicação social. É uma plataforma fantástica para potenciar os nossos patrocinadores e mostrar o trabalho da equipa. Do ponto de vista promocional, é claramente uma aposta ganha.”

    O tricampeão nacional de Ralis na categoria RGT e tetracampeão de GT no Campeonato de Portugal de Montanha acredita igualmente no potencial futuro da competição: “O Portugal Rallye Series tem margem para evoluir ainda mais. É um campeonato com conceito, com público e com atratividade. Pode crescer muito nos próximos anos.”

    O Baião Rallye Team saiu de Lousada com sentimento de dever cumprido e com mais uma vitória em GT para acrescentar ao palmarés de uma época marcada por desafios, evolução e competitividade.

  • Pedro Lago Vieira conquista o Portugal Rally Series 2025

    Pedro Lago Vieira conquista o Portugal Rally Series 2025

    Pedro Lago Vieira e Jet Carvalho escreveram a primeira página da história do Portugal Rally Series ao conquistarem o título absoluto na temporada de estreia do campeonato.

    A dupla limiana assegurou o triunfo final com uma exibição sólida em Lousada, cumprindo a estratégia definida e mantendo sempre o controlo sobre as contas do campeonato. “Foi uma boa prova para nós. Andámos bem, sem cometer erros e com um ritmo seguro para alcançar o nosso objetivo, que tivemos sempre em mente”, resumiu Lago Vieira, destacando depois a evolução ao longo do ano: “Começámos com um carro de troféu e a meio conseguimos evoluir para um Rally2 e melhorar a cada quilómetro, também com a ajuda do Jet.”

    A ronda decisiva, o Soma Group Rally Series Lousada, foi dominada por Diogo Marujo e Jorge Henriques. O jovem piloto de 19 anos, aos comandos de um Skoda Fabia Rally2 evo, venceu todas as especiais e assinou a sua primeira vitória absoluta em ralis, coroando uma performance irrepreensível do primeiro ao último quilómetro.

    Miguel Carvalho e António Reis mantiveram a pressão sobre Marujo até à penúltima especial, altura em que problemas mecânicos no Hyundai i20 N5 os afastaram definitivamente da luta pelo título. Ainda assim, a dupla de Barcelos terminou no quinto lugar da geral e garantiu o título de Winner 4WD 2025, conquistando igualmente a inaugural N5 Cup by RMC Motorsport.

    Nas 2 Rodas Motrizes, Iago Gabeiras e Ian Quintana impuseram desde cedo o ritmo no Peugeot 208 Rally4 e venceram categoricamente em Lousada. A classificação geral das 2RM já estava decidida em Sever do Vouga, onde Pedro Silva se consagrou Winner 2025. “Viemos para desfrutar do evento e tentar andar na frente. As condições permitiram-nos criar uma boa vantagem face aos rivais e esperamos voltar a um Rally Series,” afirmou Gabeiras após a vitória.

    Entre os FIA Historic, André Almeida e João Filipe Lima garantiram o triunfo e sagraram-se Winners FIA Historic no seu ano de estreia. “Vencer entre os FIA Historic é muito bom. Começámos o ano com vontade de aprender e este desfecho é incrível,” sublinhou Almeida. António Silva e Ricardo Rodrigues fecharam o pódio.

    Nas categorias Sideways e R-GT, Vítor Pascoal e Ricardo Faria levaram o Porsche 911 GT3 Cup ao triunfo, enfrentando condições meteorológicas exigentes ao longo do fim de semana. José Cruz terminou sempre em segundo e esse resultado garantiu-lhe o troféu Sideways 2025.

    Nos 2WD, André Ribeiro e João Alves venceram em Lousada, superando Tiago Ferreira e Francisco Piçarra entre os concorrentes das duas rodas motrizes não homologadas pela FIA.

    O ano inaugural do Portugal Rally Series termina assim com campeões consagrados, novas figuras em destaque e um formato competitivo que conquistou público, equipas e pilotos, deixando a promessa de uma temporada 2026 ainda mais forte.

  • “Vamos trabalhar para marcar a diferença em 2026”: Pedro Silva fecha 2025 com balanço muito positivo

    “Vamos trabalhar para marcar a diferença em 2026”: Pedro Silva fecha 2025 com balanço muito positivo

    O piloto da Beira Baixa, Pedro Silva, concluiu o Rally de Lisboa com um esforçado 5.º lugar, numa prova marcada por condições climatéricas adversas e vários momentos de grande intensidade competitiva. Ao longo do rali, Pedro Silva venceu troços, discutiu o pódio e mostrou novamente porque é uma das figuras em destaque das duas rodas motrizes em Portugal.

    O piloto natural das Terras de Oiro lamentou a forma como escapou o pódio por escassos segundos: “Ficámos a 7 segundos do pódio neste rali, um resultado que além do pódio nos daria o P4 final no campeonato 2025. Mas os ralis são assim. No troço Vila Franca de Xira 2 estávamos a atacar forte, quando após um salto aterrámos na berma, precisamente onde havia a entrada de uma casa. Embatemos com a roda traseira, o pneu rebentou e perdemos segundos preciosos até ao final. Conseguimos evitar um grande acidente, mas pagámos a fatura. Isto são ralis e é por isso que têm tanto encanto.”

    Rally de Lisboa, 30 de Outubro a 1 de Novembro de 2025, Foto: Ricardo Oliveira / GO Agency

    Apesar do momento decisivo que lhes custou posições, o balanço da época de Pedro Silva e do navegador Pedro Santana é extremamente positivo. A dupla encerra 2025 como 5.ª classificada no Campeonato Nacional de 2RM, considerado por muitos como o mais competitivo de sempre, e Pedro Silva conquista ainda o título de campeão do Portugal Rally Series 2RM 2025, reforçando um ano de forte afirmação.

    Com o final da temporada, o piloto deixou palavras de profundo reconhecimento: “A primeira palavra vai para os meus incríveis parceiros, que ano após ano me permitem estar ao mais alto nível dos ralis em Portugal. À minha família, que está sempre presente, aos meus amigos, que me fortalecem prova após prova, e claro à minha equipa Race2Win, que conseguiu manter o Peugeot 208 Rally4 sempre competitivo e preparado para lutar por vitórias.”

    Pedro Silva reconhece que as desistências no Rali de Fafe e no Rali da Madeira impediram a luta pelo pódio final no campeonato, mas garante que o futuro já está a ser preparado.

    “2026 terá novidades. Ainda não estamos prontos para revelar onde vamos estar e com que carro, mas estamos a trabalhar para continuar a marcar a diferença e posicionar-nos como uma das equipas mais rápidas do nosso país.”

  • Armando Carvalho sagra-se campeão do Centro de Ralis após vitória dominante em Cantanhede

    Armando Carvalho sagra-se campeão do Centro de Ralis após vitória dominante em Cantanhede

    Armando Carvalho, navegado por Ana Santos, conquistou o título de campeão do Centro de Ralis ao vencer de forma categórica o Rally de Cantanhede/Marquês de Marialva, terceira edição da prova organizada pelo Clube Automóvel do Centro. A dupla de Vila Nova de Poiares precisava apenas de um ponto para garantir o ceptro, mas não deixou margem para dúvidas e venceu de início ao fim ao volante do Mitsubishi Lancer Evo IX, assegurando o título com etapas de antecedência.

    Visivelmente emocionado após cruzar a meta, o piloto poiarense não conteve o orgulho pela conquista:

    “Estamos a sentir-nos muito bem, para ser honesto. Trabalhámos tanto tempo para isto. Não tenho palavras, mas quero agradecer a todos os que participaram, que lutaram por nós e a toda a equipa. Muitas vezes estivemos muito perto, sempre a dar o nosso melhor, mas este ano fomos recompensados.”

    A vitória sem mácula da dupla da DomingoSport deixou para trás uma intensa luta pelo segundo lugar, travada entre Carlos Matos / Ricardo Faria (Skoda Fabia R5) e Fernando Teotónio / Luís Morgadinho (Mitsubishi Lancer Evo IX). Após diversas alternâncias ao longo dos dois dias de prova, Carlos Matos viria a garantir o degrau intermédio do pódio nas últimas três especiais, numa reviravolta dura para Teotónio, que liderara durante grande parte da competição. Matos terminou a 52 segundos dos vencedores, enquanto Teotónio fechou a prova a 1m04,0s.

    Armando Carvalho e Ana Santos beneficiaram também da incapacidade dos principais adversários ao título, António e Ana Cruz Monteiro, de se aproximarem do ritmo da dupla poiarense. Aos comandos de um Peugeot 208 T16, António Cruz Monteiro reconheceu as limitações mecânicas que o impediram de atacar com precisão o Mitsubishi Evo IX, terminando a 1m34,2s dos vencedores.

    A prova destacou igualmente o excelente desempenho de Guilherme Nunes, jovem piloto de Castelo Branco que, navegado por Vítor Hugo, surpreendeu na sua estreia absoluta no Campeonato de Ralis do Centro. Ao volante de um Peugeot 208 VTI (R2B) preparado pela DomingoSport, completou a prova no 5.º lugar da geral e venceu com autoridade a classificação das Duas Rodas Motrizes (2RM), terminando a 2m19,8s do topo da tabela. Com apenas 20 anos, o piloto demonstrou maturidade, consistência e talento, merecendo aplausos do público e dos adversários.

    Outro momento de celebração foi protagonizado por João Marcelino, que, ao volante de um Renault Clio RS e navegado por Valter Cardoso, garantiu o título de campeão das 2RM no Campeonato Centro de Ralis ao terminar no 10.º lugar, a 5m17,8s dos vencedores. Com uma condução cautelosa, o piloto de S. Pedro do Sul assegurou o principal objetivo da época.

    Entre os destaques da prova merece ainda referência a única dupla feminina em competição, Daniela Lopes e Cátia Silva, que concluiu o rali no 27.º lugar, ao volante de um Peugeot 206. A jovem equipa superou as dificuldades dos dois dias de prova e foi calorosamente aplaudida pela forma determinada como terminou a exigente competição.

    O Campeonato Centro de Ralis prossegue já nos dias 29 e 30 deste mês com o Águeda Rali Travocar, organizado pelo Clube Automóvel de Santo Tirso, prometendo mais emoções fortes na reta final da temporada.

  • Team MMA coloca Carlos Gonçalves e Rita Martins no pódio da Divisão no Rali Histórico de Fafe

    Team MMA coloca Carlos Gonçalves e Rita Martins no pódio da Divisão no Rali Histórico de Fafe

    O Team MMA esteve em destaque no Rali Histórico de Fafe, onde a dupla Carlos Gonçalves / Rita Martins, ao volante do Peugeot 206, garantiu um lugar no pódio da sua divisão, numa prova marcada pela regularidade e pela gestão inteligente de esforço por parte da equipa.

    A jornada começou com a primeira passagem pelo troço de Várzea Cova, com 10,754 km, onde a dupla assinou um tempo de 6:58.9, ocupando a 21.ª posição à geral. Seguiu-se a classificativa Queimadela/Travassos 1 (8,98 km), em que o Team MMA voltou a mostrar consistência, registando 6:37.3, o que lhes valeu a 22.ª posição. Na primeira passagem por Vila Cova (7,66 km), Carlos Gonçalves e Rita Martins cumpriram o setor em 6:42.6, mantendo-se próximos dos melhores tempos intermédios.

    A segunda ronda pelos troços começou novamente em Várzea Cova, onde a dupla melhorou ligeiramente, com 6:56.9, classificando-se em 24.º. Na repetição de Queimadela/Travassos, voltaram a marcar 6:37.3, demonstrando grande regularidade ao longo da prova. A derradeira especial, Vila Cova 2 (7,66 km), foi concluída em 6:57.7, encerrando assim uma participação sólida que culminou com o 2.º lugar na Divisão P1-2, resultado que levou o Team MMA ao pódio em Fafe.

    No final, já com o Peugeot 206 em parque fechado, Carlos Gonçalves mostrou-se satisfeito, não apenas pelo resultado, mas pelo significado pessoal da prova:

    “Esta prova foi muito importante para mim. Fui recentemente sujeito a uma intervenção cirúrgica e este rali serviu para perceber o meu estado de saúde. Graças a Deus correu tudo bem; houve uma ou outra dorzinha, como previsto, mas nada impeditivo. Se tudo continuar assim, estaremos na linha de partida do Rali de Murça em dezembro.”

    O piloto destacou ainda o comportamento exemplar da viatura e a postura prudente adotada ao longo do dia:

    “Tecnicamente correu bem, sem problemas. Fiz aquilo que estava ao meu alcance, sem entrar em aventuras, e fomos premiados com o 2.º lugar na divisão.”

    Com este resultado, o Team MMA volta a destacar-se entre os protagonistas do Rali Histórico de Fafe, reforçando a competitividade da estrutura e a capacidade da dupla em enfrentar desafios mesmo em condições físicas especiais.

  • Armando Carvalho e Ana Santos em busca do título no Rally de Cantanhede/Marquês de Marialva

    Armando Carvalho e Ana Santos em busca do título no Rally de Cantanhede/Marquês de Marialva

    Depois da vitória entre os concorrentes do Campeonato Centro de Ralis no Rali Constálica Viseu Dão Lafões, Armando Carvalho e Ana Santos chegam ao Rally de Cantanhede/Marquês de Marialva, oitava e penúltima prova da temporada, com um objetivo claro: selar o título regional.

    Para a dupla de Vila Nova de Poiares, esta será uma estreia nas estradas de Cantanhede, mas a motivação é máxima.

    “Antevemos uma prova difícil para nós e onde, segundo indicações, as condições meteorológicas não nos irão facilitar nesta estreia”, afirmou Armando Carvalho. “As especiais são muito giras, com um pouco de tudo, zonas rápidas e troços técnicos. Pelos reconhecimentos, é uma prova que nos agrada e onde esperamos alcançar um bom resultado que nos permita fechar as contas do título.”

    O piloto sublinha que o foco será total: “Temos de fazer uma prova de concentração máxima, andar rápido mas sem cometer erros que comprometam os nossos objetivos. Estamos a um ponto de conquistar o título e queremos resolver essa questão já em Cantanhede.”

    Armando Carvalho deixou ainda uma palavra de agradecimento aos patrocinadores e parceiros: “Queremos agradecer todo o apoio que nos têm dado. Vamos dar tudo para retribuir, atingindo os nossos objetivos. Contamos convosco!”

    O Rali de Cantanhede Marquês de Marialva será disputado nos dias 15 e 16 de novembro, em pisos de asfalto e cuja organização estará sob a égide do Clube Automóvel do Centro. Com um total de 233.3km de extensão a prova de Cantanhede será dividida em 10 especiais cronometradas que perfazem 84,26 km ao cronómetro.

    No sábado, dia 15 de novembro a prova terá dupla passagem pelos 12,29km de Murtede Rota da Vinha e do Vinho (15.38h e 16.48h) e pela dupla passagem pelos 2,69km da Super Especial de Cantanhede (19.58h e 21.08h). No dia 16 a prova do Clube Automóvel do Centro terá tripla passagem nos 8,74km de Tocha Rota Gandareza (10.53h/12.13h/14.43h) e pelos 9.36km de Olhos da Fervença Rota da Água (11.21h/12.41h/15.11h). A chegada à Praça Marquês de Marialva está marcada para as 16.01 horas.

  • Rally de Cantanhede/Marquês de Marialva 2025 promete espetáculo ao mais alto nível

    Rally de Cantanhede/Marquês de Marialva 2025 promete espetáculo ao mais alto nível

    Perante uma sala repleta de entusiasmo, foi hoje oficialmente apresentada a 3.ª edição do Rally de Cantanhede/Marquês de Marialva, que vai para a estrada nos dias 15 e 16 de novembro. A prova, organizada pelo Clube Automóvel do Centro com o apoio do Município de Cantanhede, é pontuável para o Campeonato Centro de Ralis, o Campeonato Centro de Ralis de Duas Rodas Motrizes (2RM) e a Taça dos Campeões de Ralis Regionais – Claudino Romeiro.

    A edição de 2025 apresenta uma lista de 43 equipas inscritas, número que confirma a crescente importância da prova e o sucesso da aposta do município e do Clube Automóvel do Centro. O rali conta com 10 provas especiais de classificação, divididas por duas etapas e sete secções, totalizando 233,37 km, dos quais 84,26 km cronometrados.

    O arranque está marcado para sábado, com a dupla passagem pelo troço Murtede–Rota da Vinha e do Vinho (12,29 km), às 15h38 e 16h48. À noite, a emoção chega ao coração da cidade, com duas passagens pela super-especial urbana noturna (2,69 km), às 19h58 e 21h08.

    O espetáculo não termina aí: após a super-especial, o público poderá assistir à atuação do piloto Marco Martins, conhecido “showman” que vai exibir o seu incrível Fiat 600 bimotor em manobras de cortar a respiração. A totalidade da verba obtida com a venda dos bilhetes das bancadas reverte para os Bombeiros Voluntários de Cantanhede, tornando o evento também um gesto de solidariedade. O segundo dia de prova, domingo, leva o rali até Tocha e Olhos da Fervença, com três passagens em cada troço. A especial Tocha–Rota Gandareza (8,74 km), uma das novidades deste ano, arranca às 10h53, repetindo-se às 12h13 e 14h43. Já Olhos da Fervença–Rota da Água (9,36 km) disputa-se às 11h21, 12h41 e 15h11, encerrando a competição.

    Com milhares de adeptos esperados, o Rally de Cantanhede/Marquês de Marialva 2025 promete dois dias de emoção, adrenalina e festa automobilística, consolidando-se como uma das provas mais empolgantes do calendário regional.

    Na apresentação, a presidente da Câmara Municipal de Cantanhede, Helena Teodósio, destacou a importância do evento: “Esperamos uma grande afluência de entusiastas, com um ambiente vibrante, elevado nível competitivo e total rigor da organização, sobretudo nos meios de segurança.”

    A autarca sublinhou ainda o papel dos Bombeiros Voluntários de Cantanhede, da GNR e das Juntas de Freguesia no sucesso da iniciativa, considerando que a prova “gera valor acrescentado ao território, reforçando a estratégia municipal de atrair visitantes ao longo do ano”.

    O navegador cantanhedense Vítor Hugo, figura de referência dos ralis nacionais, elogiou o percurso: “Apesar de ser uma prova jovem, o Rally de Cantanhede começa a ganhar raízes. É um traçado essencialmente rápido, mas muito técnico, que vai exigir bastante das equipas.” O experiente navegador deixou ainda um apelo à segurança: “Peço ao público que se mantenha em locais seguros e respeite as indicações das autoridades. Só assim garantimos que o rali se afirma como um ícone nacional.”

    O presidente do Clube Automóvel do Centro, João Miranda, destacou o crescimento da prova e o reforço da parceria com o município: “O Rally de Cantanhede é já uma referência nacional pela rapidez e espetacularidade. Este ano teremos a estreia da especial da Tocha e duas passagens pela super-especial noturna, para aumentar ainda mais o espetáculo.” Miranda sublinhou também a importância da colaboração dos Bombeiros Voluntários de Cantanhede, que cedem o quartel como base operacional, e o empenho das freguesias.

    O vereador do Desporto, Adérito Machado, encerrou a cerimónia com emoção: “O Rally de Cantanhede é a concretização de um sonho de menino. É o rali que agora nos visita, e esta é uma aposta ganha pelo município e pelo Clube Automóvel do Centro.”

    O autarca destacou ainda a mobilização das freguesias e da população, sempre vibrante e consciente da segurança, e sublinhou o impacto promocional do evento: “Queremos aumentar, ano após ano, o número de entusiastas, promovendo o território, os nossos vinhos, a gastronomia e as paisagens gandaresas. Estou confiante de que esta edição será um sucesso desportivo e mediático, um espetáculo ao mais alto nível.”