Categoria: Ralis

  • Paulo Neto: “queríamos estar no Top5 e conseguimos!

    Paulo Neto: “queríamos estar no Top5 e conseguimos!

    Tendo como centro nevrálgico a vila de Mafra, a edição 2025 do Rally de Lisboa, no qual se disputava a Taça de Portugal, permitiu a Paulo Neto correr frente ao seu público e logo com um resultado muito animador.

    O encerramento da temporada de 2025 para Paulo Neto, que teve a seu lado Carlos Magalhães, acabou por ser muito positivo, não só pelo resultado final obtido no Rally de Lisboa, mas por outros motivos, como explica o piloto do Skoda Fabia Rally2 Evo: “Ter o centro nevrálgico do Rally de Lisboa em Mafra foi para nós muito importante. Trata-se da vila onde resido e onde existe uma grande paixão pelos ralis. Por isso, foi com muita emoção que recebemos o apoio daqueles que nem sempre nos podem acompanhar noutros ralis mais distantes, mas que aqui puderam acompanhar de perto toda a equipa. Apesar da muita chuva, foi também muito emocionante disputar a super-especial em frente ao Palácio Nacional, um momento raro e que tive a oportunidade de poder disfrutar. Acho que foi um excelente rali, muito bem organizado, presenciado por muito público e que terá que integrar a breve prazo o Campeonato de Portugal de Ralis”.

    Em termos de objetivos desportivos, Paulo Neto considera que “foram plenamente atingidos e dificilmente poderíamos aspirar a um melhor resultado. Queriamos estar no Top5 e conseguimos de facto alcançar essa posição, mesmo que no primeiro dia tenha sido muito difícil devido aos troços que estavam completamente alagados por causa da chuva e, como tal, não tínhamos confiança para arriscar nada. No segundo dia, já conseguimos andar mais depressa e com mais confiança, pois os pisos já estavam bastante mais secos, o que nos permitiu subir algumas posições na classificação. Para além disso, ainda vencemos o Masters na Taça de Portugal e fomos os segundos mais rápidos na City Stage. Apesar da época difícil, foi muito gratificante terminar a temporada com um rali a passar por Mafra”.

  • Historic Rally de Fafe: inscritos de luxo na festa de consagração dos campeões

    Historic Rally de Fafe: inscritos de luxo na festa de consagração dos campeões

    O Historic Rally Fafe (7/8 novembro), que faz a sua estreia no Campeonato da Europa FIA de Ralis Históricos (CERH), apresenta uma lista de inscritos de luxo, ao incluir nada menos que os 5 primeiros classificados da tabela absoluta, numa jornada decisiva para a consagração de três campeões (Categoria 2, Categoria 4 e Geral Absoluta).

    As classificativas de asfalto da “catedral” nortenha dos ralis vão ser palco de momentos nostálgicos para os entusiastas do desporto automóvel ao acolherem a passagem de “máquinas” como o Toyota Celica Turbo 4WD de Jari-Matti Latvala, o BMW M3 de Will Graham, o Subaru Legacy 4WD Turbo de Richard Genesca ou o Renault 5 Turbo Cevennes de Philippe Mermet, entre outros. Rui Madeira (Mitsubishi Lancer Evo III), ex-campeão mundial de Produção, será o único piloto português em prova.

    Embora posicionada no calendário como prova (10ª) de encerramento do CERH, o Historic Rally Fafe beneficia da circunstância de haver ainda muito a decidir ao fim de 9 jornadas para atrair uma boa parte dos principais protagonistas. E é assim que reunirá 16 equipas, uma das quais portuguesa, com destaque para os cinco primeiros da classificação absoluta do CERH: Maciej Lubiak (Porsche 911 Carrera RS 3.0), Will Graham (BMW M3), Jari-Matti Latvala (Toyota Celica Turbo 4WD), Ernie Graham (Ford Escort RS 1800) e Jesus Ferreiro Perez (Ford Escort RS 1800).

    O título de campeão vai ser discutido entre aqueles três primeiros, sendo que o favoritismo pende para o finlandês que é manager da equipa Toyota no WRC – e nesta semana do Rali do Japão é substituído pelo seu compatriota Juha Kankkunen – e dominou, há pouco mais de três semanas, o Rali das Astúrias. Latvala será o favorito número um à vitória nesta primeira edição do Historic Rally Fafe.

    Muito embora tenha já garantido o título na Categoria 3 (carros 1976/1981), o espanhol Jesus Ferreiro Perez não quis faltar ao fecho do campeonato com o seu Ford Escort RS 1800, o mesmo sucedendo com o italiano Antonio Parisi (Porsche 911S) na Categoria 1 (Pré-1970).

    O polaco Maciej Lubiak, líder absoluto do CERH, está também na corrida pelo título na Categoria 2 (1970/1975), tendo como rival direto o britânico Ernie Graham (Ford Escort RS 1800), com o francês Bertrand Metivier (Ford Escort RS 1600), outro dos que estará em Fafe, na terceira posição.

    A Categoria 4 (1982/1992) chega à última prova com o jovem britânico Will Graham no primeiro lugar, somando mais 38 pontos que Jari-Matti Latvala. O francês Richard Genesca, com o seu Subaru Legacy 4WD Turbo, ambiciona concluir a época no pódio desta categoria.

    A dupla Rui Madeira/Nuno Rodrigues da Silva, que em 1995 se sagrou campeã mundial de Produção, estará de volta às provas de carros históricos em Fafe, com o Mitsubishi Lancer Evo III, sendo concorrente único da nova categoria P2000/P2 Class (1993/2000).

    O Historic Rally Fafe será também prova da Taça de Portugal de Clássicos e do Campeonato Norte de Ralis, mas os pilotos desta última competição apenas disputam as classificativas (6) de sábado.

    PROGRAMA

    QUINTA-FEIRA (6 novembro)

    Shakedown – Gontim (3,03 km)                                                       14h00/18h00

    SEXTA-FEIRA (7 novembro)

    Partida (Câmara Municipal de Fafe)                                                 09h30

    Assistência (Praça da Feira Velha)                                                    09h37/09h52

    PEC 1 – Montim/Vila Pouca 1 (13,12 km)                                     10h17

    PEC 2 – Cabeceiras 1 (10,70 km)                                                    11h55

    PEC 3 – Anjos/Gontim (14,04 km)                                                  12h48

    Reagrupamento (Praça da Feira Velha)                                              13h33/13h43

    Assistência (Parque da Cidade)                                                           13H49/14h19

    PEC 4 – Montim/Vila Pouca 2                                                          14h44

    PEC 5 – Cabeceiras 2                                                                        16h22

    PEC 6 – Anjos/Gontim 2                                                                   17h15

    Assistência (Praça das Comunidades)                                                 18h01/18h46

    Parque Fechado (Praça da Feira Velha)                                               18h54

    SÁBADO (8 novembro)

    Partida (Praça da Feira Velha)                                                             09h30

    Assistência (Praça da Comunidades)                                              09h37/09h52

    PEC 7 – Várzea Cova 1 (10,74 km)                                                    10h22

    PEC 8 – Queimadela/Travassós 1 (8,98 km)                                11h06

    PEC 9 – Vilacova 1 (7,66 km)                                                              11h50

    Reagrupamento (Praça da Feira Velha)                                                  12h32/12h42

    Assistência (Praça das Comunidades)                                                    12h49/13h19

    PEC 10 – Várzea Cova 1                                                                       13h49

    PEC 11 – Queimadela/Travassós 2                                                14h33

    PEC 12 – Vila Cova 2                                                                             15h17

    Parque Fechado (Praça da Feira Velha)                                                    15h17

  • José Pedro Fontes: “vencer a Taça de Portugal é um enorme orgulho”

    José Pedro Fontes: “vencer a Taça de Portugal é um enorme orgulho”

    O Citroën Rally Team encerrou a temporada de 2025 com chave de ouro, ao ver José Pedro Fontes e Inês Ponte erguerem a Taça de Portugal de Ralis, após uma exibição autoritária no Rally de Lisboa.

    A prova, organizada pelo CPKA – Clube de Promoção de Karting e Automobilismo – ficou marcada por condições meteorológicas difíceis, com chuva intermitente a tornar o piso traiçoeiro e a exigir máxima concentração. Ainda assim, José Pedro Fontes mostrou desde o primeiro momento que estava determinado em vencer.

    Na PEC 1 (Arranhó), o piloto do Citroën C3 Rally2 abriu o rali com o segundo melhor tempo, a apenas nove décimos da liderança, para logo depois responder na PEC 2 (Vila Franca de Xira 1), onde registou o tempo mais rápido e assumiu a liderança da classificação geral. A partir daí, a tarde de sexta-feira foi de consolidação e controlo. Nos troços de Alenquer e Vinhos de Lisboa, Fontes ampliou progressivamente a vantagem para a concorrência, encerrando o primeiro dia, já depois da Super Especial de Mafra, com 16,1 segundos de avanço.

    O sábado começou com o rival mais direto a tentar reduzir a diferença na segunda passagem pelos troços do dia anterior. Fontes manteve o foco e completou as duas primeiras classificativas da manhã no segundo lugar, respondendo na terceira especial do dia, repetindo o triunfo no troço Vinhos de Lisboa, tal como na véspera.

    Com 9,2 segundos de vantagem no final da manhã, Fontes sabia que a gestão seria fundamental, mas o piloto portuense optou por atacar. A dupla do Citroën Rally Team venceu sucessivamente as especiais da tarde que contavam com duas passagens por Alcabideche e uma passagem pelo troço Pé da Serra / Peninha, chegando à Power Stage com mais de 16 segundos de margem. Mesmo assim, Fontes não abrandou: venceu a segunda passagem por Pé da Serra / Peninha, derradeiro troço da prova, assinando o pleno na parte da tarde e confirmando o domínio absoluto. Vitória de José Pedro Fontes e Inês Ponte, com 19,1 segundos de vantagem para o segundo classificado.

    No total, o Citroën C3 Rally2 venceu sete das 12 especiais do Rally de Lisboa, demonstrando consistência, rapidez e uma adaptação perfeita às condições adversas.

    O ambiente no final da prova era de celebração e alegria pelo resultado conquistado. Fontes não escondeu a satisfação pelo triunfo, pelo título conquistado e pela prestação, que encerra assim da melhor forma a exigente temporada 2025:

    “Foi um rali exigente, com muita chuva e pisos muito escorregadios, mas conseguimos encontrar o equilíbrio certo. O carro esteve irrepreensível e a equipa fez um trabalho exemplar. Mantivemos o foco, gerimos bem a vantagem e, acima de tudo, divertimo-nos. Não foi fácil pois na perseguição vinha um dos melhores talentos nacionais, mas conseguimos alcançar o objetivo. Vencer a Taça de Portugal é um enorme orgulho e uma excelente forma de terminar a época.”, esclareceu o piloto.

    Com esta vitória, o Citroën Rally Team reforça o seu estatuto como uma das formações mais competitivas do panorama nacional e encerra 2025 em alta, somando mais um troféu de prestígio à sua já extensa lista de conquistas.

  • Pedro Lago Vieira termina Rally de Lisboa com um pódio de prestígio

    Pedro Lago Vieira termina Rally de Lisboa com um pódio de prestígio

    O piloto Pedro Lago Vieira concluiu o Rally de Lisboa, a Taça de Portugal de Ralis, com um excelente terceiro lugar ao volante do Toyota Yaris Rally2 da Llarena Racing. Num evento que reuniu alguns dos melhores pilotos nacionais, o resultado teve um sabor especial, ficando apenas atrás de José Pedro Fontes e Ricardo Teodósio, dois dos nomes mais consagrados do panorama dos ralis portugueses.

    Ao longo da prova, Pedro Lago Vieira mostrou uma progressão constante e grande maturidade competitiva, cumprindo os objetivos definidos para este desafio. O piloto de Ponte de Lima, navegado pelo brasileiro Gabriel Morales, demonstrou ritmo sólido e crescente confiança com o Yaris Rally2, reforçando a sua adaptação às viaturas de última geração.

    “Foi um rali muito positivo. Entrámos com o objetivo de evoluir e perceber onde estávamos face aos melhores, e o terceiro lugar é um resultado muito saboroso. Agradeço à equipa Llarena Racing e ao Gabriel Morales pelo excelente trabalho ao longo de todo o fim de semana. Saímos de Lisboa com sensações muito boas e uma motivação enorme para o futuro”, afirmou Pedro Lago Vieira no final da prova, antes de parabenizar o vencedor: “O José Pedro fez um rali fantástico e provou ser um dos melhores nomes dos ralis em Portugal, bem como o Ricardo Teodósio. Ficar logo atrás deles é um motivo de grande motivação para o futuro, que ambiciona que passe pelo Campeonato Portugal de Ralis 2026.”

    Depois de uma época marcada por participações selecionadas em 2025, Pedro Lago Vieira encerra assim o ano com um resultado de grande destaque, que reforça o seu potencial e ambição. O piloto já pensa em 2026, temporada em que prepara o regresso a tempo inteiro ao Campeonato de Portugal de Ralis, com o claro objetivo de continuar a evoluir e lutar por resultados de topo.

  • Rui Madeira: “superámos as expectativas”

    Rui Madeira: “superámos as expectativas”

    O Rally de Lisboa 2025 terminou de forma amarga para Rui Madeira e Nuno Rodrigues da Silva, que foram forçados a desistir a quatro classificativas do final devido a problemas de motor no Hyundai i20 Rally2 da CNR Competition. A dupla encontrava-se então na luta direta pelo terceiro lugar da geral e da Taça de Portugal de Ralis, a apenas quatro segundos do pódio, depois de uma prestação muito consistente.

    O regresso de Rui Madeira à competição foi particularmente exigente: o piloto não conduzia um Rally2 em asfalto desde junho de 2023 e em pisos de terra desde maio de 2024, tendo realizado apenas um pequeno teste de adaptação antes da prova. Mesmo assim, enfrentou alguns dos melhores pilotos do Campeonato de Portugal de Ralis, todos com o ritmo e a experiência de épocas inteiras ao volante deste tipo de carros e chegou a ocupar posições de pódio, lutando por elas até ao momento da desistência.

    O piloto português, embaixador da prova e campeão mundial de Produção em 1995, mostrou-se satisfeito com o desempenho até ao abandono, destacando o bom arranque e a competitividade demonstrada desde os primeiros quilómetros à chuva.

    “Foi um Rally que começou muito bem e, desde o shakedown, percebemos que tínhamos uma boa base de afinações para o Hyundai. Na primeira etapa terminámos na terceira posição, e embora pudéssemos ter melhorado, faltam-nos os quilómetros de experiência com o carro que pilotos como o Zé Pedro Fontes e o Ricardo Teodósio já têm. Mesmo assim, superámos as expectativas.”

    No segundo dia, a dupla entrou ao ataque e chegou a estar muito perto da liderança parcial: “Iniciámos a primeira especial ao ataque, tanto que no penúltimo parcial estávamos a três décimas do melhor tempo, mas na última curva uma travagem mais forte e uma escorregadela desligaram o carro, o que nos fez cair para o quarto lugar, a quatro segundos do pódio. A ideia era continuar na mesma toada e dar tudo por tudo na serra de Sintra.”

    O desfecho, contudo, foi inesperado e ditado por motivos mecânicos: “As corridas só terminam no final, e quando parecia que íamos usufruir da pilotagem de um Rally2 em troços que tanto gostamos, o motor resolveu pregar-nos uma partida logo na PEC de Alcabideche 1. São coisas das corridas. Estamos muito tristes, porque queríamos imenso estar no pódio e dedicar esse resultado à equipa CNR Competition, pelo convite, e à Esc Online, o nosso principal parceiro nestes últimos três anos, pela aposta contínua, especialmente no Rally de Lisboa.”

    Apesar do abandono, Rui Madeira reforçou o seu apreço pela prova lisboeta e pela organização do CPKA, sublinhando o merecimento de um futuro lugar no Campeonato de Portugal de Ralis.

    “Pensamos mesmo que, se o Rally de Lisboa não for integrado no Campeonato de Portugal de Ralis, será uma grande injustiça, pelo enorme esforço que a organização tem feito ao longo de cinco anos para alcançar esse objetivo.”

    A temporada de Rui Madeira encerra-se agora com presença confirmada no Fafe Historic Rally, pontuável para o European Historic Rally Championship (EHRC), onde o piloto voltará ao volante do icónico Mitsubishi Lancer Evo III — um regresso às origens e à ligação com o público que sempre o acompanhou.

    “Será especial terminar o ano em casa, ao volante do nosso Mitsubishi, junto do público que sempre nos apoiou.”

    O Historic Rally Fafe 2025 realiza-se entre os dias 8 e 9 de novembro, em Fafe, sob a organização da Demoporto – Clube de Desportos Motorizados do Porto. Integrado no calendário do FIA European Historic Rally Championship (EHRC) como décima ronda da temporada, o evento contará com um percurso de cerca de 130 quilómetros cronometrados em asfalto, num total de 351 quilómetros de extensão.

  • João Rodrigues vence Clio Trophy Portugal

    João Rodrigues vence Clio Trophy Portugal

    Depois de vencer quatro dos cinco ralis do calendário e de exercer uma enorme supremacia na prova de todas as decisões, o Rally de Lisboa, a dupla João Rodrigues/Bruno Carvalho sagrou-se “campeã” do Clio Trophy Portugal 2025. O piloto de Mafra sucede a Danny Carreira, o vencedor da edição de estreia. As duplas Tiago Pereira/Fernando Pereira e Luís Caetano/David Monteiro fecharam os derradeiros lugares do pódio, tanto no rali, como na competição promovida pela Renault Portugal.

    Com 44 anos, João Rodrigues, natural de Mafra, personifica o espírito dos muitos que sonham em fazer carreira na modalidade. Com pouco mais de 20 anos começou a participar em ralis na sua região, com o apoio de amigos. Os recursos financeiros sempre foram muito reduzidos, mas por ser mecânico, foi o preparador dos seus carros e deu suficientemente nas vistas para ganhar popularidade como um dos pilotos mais rápidos e espetaculares. Um grave acidente forçou a uma década de paragem, mas, em 2025, apostou num projeto mais ambicioso: a participação no Clio Trophy Portugal. Curiosamente, 20 anos depois de ter sido mecânico da equipa oficial da Renault, com os Clio S1600 pilotados por Pedro Matos Chaves e José Pedro Fontes. A vitória no troféu é a consagração de uma carreira de esforço, resiliência, paixão e talento.

    “Estou bastante feliz. Por mim e pelo Bruno (o navegador), mas também pelos meus patrocinadores, família, amigos e equipa. Não foi uma época fácil e, sem o apoio deles, não sei se não tinha desistido. É uma felicidade imensa e a concretização de um sonho de criança: conquistar um título nos ralis, ainda para mais em Mafra, a minha terra. Muito obrigado a todos”, sublinhou um emocionado João Rodrigues. Em relação ao futuro, confessou: “Tentar arranjar apoios para correr, com um Clio Rally4, no Campeonato de Portugal de Ralis”.

    Até pela superioridade que João Rodrigues evidenciouno Rally de Lisboa – foi o mais rápido em todas as classificativas – a dupla Tiago Pereira/Fernando Pereira sabia que as hipóteses de chegar ao título eram bastante reduzidas, focando-se na luta pelo segundo lugar da prova, com Luís Caetano e Carlos Marreiros. “No primeiro dia, à chuva, nunca estive confortável com a afinação do carro. Para, hoje, sábado, endurecemos a suspensão e senti-me mais confiante. Estou contente por ter chegado à segunda posição no penúltimo troço, mas mais ainda por ter conquistado o segundo lugar do troféu. Parabéns ao João Rodrigues, que merece o título”, afirmou Tiago Pereira.

    A dupla Luís Caetano/David Monteiro terminou a temporada com mais um pódio, o quinto em outras tantas provas. “Não estou contente. A luta pelo segundo lugar foi bastante gira, mas uma escolha de pneus menos feliz para a derradeira seção relegou-me para o terceiro lugar. Mas foi uma época positiva, pela evolução que registei em relação ao ano passado, o de estreia nos ralis”.

    A derradeira prova da época foi, também, o rali em que o jovem Carlos Marreiros Jr. foi mais competitivo, nomeadamente no primeiro dia, disputado sob chuva. O algarvio, que voltou a ter Ricardo Barreto como navegador, chegou a estar na luta pelo segundo lugar, mas terminou em quarto o Rally de Lisboa, conquistando resultado idêntico no Clio Trophy Portugal: “Parece que estou mais à vontade em pisos escorregadios. Deve ser da experiência que tenho em andar em terra”, justificou Carlos Marreiros, sem conseguir disfarçar um sorriso. “No primeiro dia, mentalizei-me que tinha de mudar o estilo de condução e os tempos surgiram. Hoje (sábado), voltei a não estar tão à vontade, mas também não consegui evitar um pião que me fez refrear o andamento. Mas foi uma época em que aprendi bastante e que vai ser muito importante para o meu futuro”.

    Também do Algarve, as irmãs Filipa e Marian Tintim terminaram a edição deste ano do Clio Trophy Portugal no quinto lugar, precedendo as duplas Paulo Santos/Gonçalo Palmeira e Miguel Abrantes/Inês Veiga.

  • Ricardo Costa conquista Peugeot Rally Cup Portugal 2025

    Ricardo Costa conquista Peugeot Rally Cup Portugal 2025

    Foi um duplo festejo o que se viveu ao final da tarde de hoje na Marina de Cascais, no final da derradeira jornada da PEUGEOT RALLY CUP PORTUGAL 2025. Por um lado, Gil Antunes e Alexandre Ramos celebraram a sua primeira vitória de sempre num troféu de ralis da PEUGEOT, ao garantirem o 1.º lugar neste Rally de Lisboa. Por outro, Ricardo Sousa e Luis Marques festejaram, em grande, a tão ambicionada conquista do título de Campeão do troféu de ralis deste ano da PEUGEOT Portugal.

    Impondo-se à geral num rali em que não teve quem lhe fizesse frente, Gil Antunes chegou ao controlo final da prova com uma vantagem de 46,3 segundos sobre Ricardo Sousa, num 2.º lugar pendurado por 2,5 segundos, a diferença com que acabou sobre Joni Gonçalves / Vitor Hugo. Por seu turno Iago Gabeiras / Ian Quintana, que iniciaram o rali como pretendentes ao cetro, tiveram uma tarde em full attack mode, terminando a apenas 5 décimos de um lugar no pódio desta última prova do ano.

    Filipe Nogueira / Pedro Figueira fecharam a contenda, terminando no 5.º posto final entre os concorrentes do troféu da PEUGEOT, num rali em que Gil Antunes garantiu para si nada menos do que seis melhores tempos, nos doze troços da prova lisboeta.

    Feitas as contas após esta derradeira jornada desta segunda época da PEUGEOT RALLY CUP PORTUGAL, Ricardo Sousa sagra-se Campeão de 2025 e garante o Grande Prémio Final, um rali no próximo ano numa viatura da categoria Rally2, da Stellantis Motorsport. Termina a época com 92 pontos válidos, mais 17,8 pontos do que o acumulado de Iago Gabeiras (74,2 pontos) enquanto o azarado Rafael Rêgo, que abandonou logo no segundo troço deste Rally de Lisboa, fecha a época com 62,6 pontos. 

    A PEUGEOT RALLY CUP PORTUGAL está, assim, encerrada, pelo que os olhos já estão no ano de 2026 e das novidades que o mesmo irá trazer. Dois nomes já constam do Palmarés do troféu português: Ricardo Sousa, em 2025, e Hugo Lopes, em 2024. Quem lhes sucederá?

  • Rally de Lisboa: José Pedro Fontes conquista Taça de Portugal de Ralis

    Rally de Lisboa: José Pedro Fontes conquista Taça de Portugal de Ralis

    A dupla José Pedro Fontes/Inês Ponte (Citroen C3 Rally2) sagrou-se, este sábado, vencedora do Rally de Lisboa, conquistando a Taça de Portugal de Ralis, ao bater Ricardo Teodósio e José Teixeira (Toyota GR Yaris Rally2) por 19.1 segundos, após um duelo emocionante travado ao longo de 12 classificativas (96,63 km). Ricardo Sousa sagrou-se campeão da Peugeot Rally Cup Portugal e João Rodrigues garantiu o título no Clio Trophy Portugal.

    Como já se prevista, Fontes e Teodósio foram os grandes protagonistas desta edição 2025 da Taça de Portugal de Ralis, destacando-se claramente da concorrência, já que Rui Madeira (Hyundai i20 N Rally2) não teve “argumentos” acompanhar o ritmo daquele duo e acabou, já na parte final da prova, por ser forçado a desistir, devido a problemas de motor. Antes, porém, já tinha perdido o terceiro lugar para Pedro Lago Vieira (Toyota GR Yaris Rally2), quando o motor se desligou num gancho, demorando mais de 15 segundos a retomar a marcha. Vieira foi uma agradável surpresa com o Rally2, recebendo como prémio um lugar no pódio, tanto mais que Ernesto Cunha (Skoda Fabia RS Rally2), que também discutia essa posição, comprometeu em definitivo as suas aspirações ao bater na primeira classificativa deste segundo dia e desistir. André Cabeças (Citroen C3 Rally2) esteve bastante discreto e também se viu forçado, quando era sétimo classificado, a abandonar, devido a problemas de embraiagem.

    A diferença entre Fontes e Teodósio, que foi o primeiro líder deste Rally de Lisboa, variou entre os 0.9s, na classificativa inaugural, e os 19.1s finais. Nesta última etapa, o piloto do Toyota começou ao ataque, chegou a baixar a desvantagem para os 8.8s, mas a partir daí o seu rival, mais rápido em 7 das 12 classificativas ao cronómetro, impôs a lei do mais forte. O jovem Diogo Marujo (Skoda Fabia R5 Evo) e o veterano Paulo Neto (Skoda Fabia Rally2 Evo) completaram o “top 5”.

    Esta última prova da Peugeot Rally Cup Portugal e do Clio Cup Portugal revelava-se decisiva para definir os campeões de cada um dos troféus monomarca e tanto Ricardo Sousa (Peugeot 208 Rally4) como João Rodrigues (Renault Clio Rally5), os vencedores finais, colheram os frutos da sua prudência para garantir os objetivos da época. Sousa abdicou de discutir com Gil Antunes e Henrique Moniz a primazia entre os Peugeot 208 Rally4 neste rali, até porque o espanhol Iago Gabeiras, rival direto na luta pelo troféu – depois da desistência, na primeira etapa, de Rafael Rego –, esteve sempre atrás, para assegurar os louros. Ricardo Sousa, além do prémio pecuniário, tem garantida, para 2026, a disputa de um rali do CPR aos comandos de um Rally2! Nos Clio, João Rodrigues não precisava de vencer para confirmar o triunfo no troféu, mas a correr “em casa” não deixou créditos por mãos alheias e, mesmo com algumas cautelas, destacando-se de Luís Caetano e de Tiago Pereira.

    Na penúltima prova (quarta) do FPAK Júnior, Pedro Câmara Jr. (Peugeot 208 Rally6) somou a terceira vitória, podendo dizer-se que já tem o título na mão a um rali do termo da temporada.

    O Rally de Lisboa terminou em apoteose na Marina de Cascais, palco da festa final da Taça de Portugal de Ralis e da consagração dos vencedores, depois da disputa de uma City Stage no espaço daquele complexo náutico.

    Classificação final (Oficiosa)

    1º, José Pedro Fontes/Inês Ponte (Citroen C3 Rlly2), 56m40,6s

    2º, Ricardo Teodósio/José Teixeira (Toyota GR Yaris Rally2), a 19.1s

    3º, Pedro Lago Vieira/Gabriel Morales (Toyota GR Yaris Rally2), a 1m46.3s

    4º, Diogo Marujo/Jorge Carvalho (Skoda Fabia R5 Evo), a 2.22.1

        5º, Paulo Neto/Carlos Magalhães (Skoda Fabia Rally2 Evo), a 4.10.9

    6º, Carlos Martins/Daniel Amaral (Ford Fiesta R5), a 4.37.4

    7º, Gil Antunes/Alexandre Ramos (Peugeot 208 Rally4), a 4.59.5

    8º, Henrique Moniz/Jorge Diniz (Peugeot 208 Rally4), a 5.22.0

    9º, Ricardo Sousa/Luís Marques (Peugeot 208 Rally4), a 5.45.8

    10º, Joni Gonçalves/Vítor Hugo (Peugeot 208 Rally4), a 5.48.3

    11º, Iago Gabeiras/Ian Quintana (Peugeot 208 Rally4), a 5.48.8

    12º, Pedro Silva/Pedro Santana (Peugeot 208 Rally4), a 5.53.0

    13º, João Rodrigues/Bruno Carvalho (Renault Clio Rally5), a 6.33.6

    14º, Rafael Cardeira/Luís Boiça (Peugeot 208 Rally4), a 7.15.0

    15º, Anton Korzun/Pavlo Kononov (Peugeot 208 Rally4), a 8.02.9

  • Rally de Lisboa: José Pedro Fontes destaca-se na Taça de Portugal

    Rally de Lisboa: José Pedro Fontes destaca-se na Taça de Portugal

    A dupla José Pedro Fontes/Inês Ponte (Citroen C3 Rally2) terminou, esta sexta-feira, a primeira etapa do Rally de Lisboa, em Mafra, na liderança da prova única que atribui a Taça de Portugal de Ralis, somando uma vantagem de 16.1s para Ricardo Teodósio (Toyota GR Yaris Rally2) que foi o primeiro líder, mas em três das quatro “especiais” seguintes não conseguiu acompanhar o ritmo do seu rival.

    Rui Madeira (Hyundai i20 N Rally2) ocupa a terceira posição e ainda terá, pelo menos, uma palavra a dizer na luta pelo segundo lugar, até porque a segunda etapa (sábado), com 7 classificativas, totaliza 59,43 km ao cronómetro e perante condições climatéricas instáveis.

    Teodósio, que já havia sido o mais rápido no Shakedown matinal, teve um bom início, ao ganhar quase um segundo a Fontes, só que a partir daí este último foi consolidando a sua superioridade, dando mostras de se adaptar melhor ao piso molhado e à chuva que caiu de forma persistente. Madeira, por seu turno, também se sentiu confortável com o Hyundai i20 N Rally2, para concluir o primeiro dia desta prova do International Iberian Rally Trophy e do Campeonato de Portugal de Ralis 2RM (duas rodas motrizes) na terceira posição, destacando-se de Ernesto Cunha (Skoda Fabia RS Rallye2) e de Pedro Lago Vieira (Toyota GR Yaris Rally2), estes separados por menos de 6 segundos.

    Decisivo para atribuição dos títulos da Peugeot Rally Cup Portugal e do Clio Trophy Portugal, o Rally de Lisboa teve uma primeira etapa bastante animada, em termos competitivos. Entre os pilotos dos Peugeot 208 Rally4, Rafael Rego dominou até se despistar e bater, na segunda classificativa, deixando caminho livre a Ricardo Sousa, o seu principal adversário para vencer o troféu. Sousa acabou o dia na segunda posição, a 3.1s de Gil Antunes, sendo que o terceiro é Henrique Moniz, todos separados por escassos segundos.

    Nos Clio, João Rodrigues, o piloto de Mafra que lidera destacado o troféu, não permitiu que ninguém o importunasse, colocando-se em boa posição para poder festejar o título.

    Por fim, no FPAK Júnior Team, a desistência, devido a despiste, de Francisco Fontes (Lancia Ypsilon Rally6) na segunda “especial”, depois de ter perdido 2.4s para Pedro Câmara (Peugeot 208 Rally6) logo a abrir a prova, deixou este último com uma vantagem bastante confortável para gerir.

    A segunda etapa do Rally de Lisboa, este sábado, terá um dos seus pontos altos na região da Serra de Sintra e Cascais, com o regresso a classificativas históricas como Alcabideche e Pé da Serra/Peninha, estando o final agendado para a Marina de Cascais, onde se disputará a City Stage. É também nesse complexo náutico que decorrerá a cerimónia de consagração dos vencedores da Taça de Portugal de Ralis e ainda da Peugeot Rally Cup Portugal e do Clio Trophy Portugal.

    Classificação geral após PEC 5

    1º, José Pedro Fontes/Inês Ponte (Citroen C3 Rlly2), 22m53.0s

    2º, Ricardo Teodósio/José Teixeira (Toyota GR Yaris Rally2), a 16.1

    3º, Rui Madeira/Nuno Rodrigues da Silva (Hyundai i20 N Rally2), a 28.0

    4º, Ernesto Cunha/Valter Cardoso (Skoda Fabia RS Rally2), a 34.4

    5º, Pedro Lago Vieira/Gabriel Morales (Toyota GR Yaris Rally2), a 39.7

    6º, Diogo Marujo/Jorge Carvalho (Skoda Fabia R5 Evo), a 58.0

    7º, André Cabeças/Miguel Castro (Citroen C3 Rally2), a 1m37.4s

    8º, Gil Antunes/Alexandre Ramos (Peugeot 208 Rally4), a 1.50.5

    9º, Ricardo Sousa/Luís Marques (Peugeot 208 Rally4), a 1.53.6

    10º, Henrique Moniz/Jorge Diniz (Peugeot 208 Rally4), a 1.55.2

    11º, Joni Gonçalves/Vítor Hugo (Peugeot 208 Rally4), a 1.57.8

    12º, Paulo Neto/Carlos Magalhães (Skoda Fabia Rally2 Evo), a 2.00.9

    Programa horário

    SÁBADO (1 novembro)

    Partida (Palácio Nacional de Mafra)                                                    08h00

    Assistência (Parque Intermodal de Mafra)                                           08h13/08h18

    PEC 6 – Vila Franca de Xira 2                                                                    09h41

    PEC 7 – Alenquer 2                                                                          09h58

    PEC 8 – Vinhos de Lisboa 2                                                             10h48

    Reagrupamento (Palácio Nacional de Mafra)                                                11h58/12h08

    Assistência (Parque Intermodal de Mafra)                                           12h11/12h41

    PEC 9 – Alcabideche 1 (5,46 km)                                                     13h34

    PEC 10 – Pé da Serra/Peninha 1 (9,61 km)                                                 14h01

    PEC 11 – Alcabideche 2                                                                   15h09

    PEC 12 – Pé da Serra/Peninha 2                                                      15h36

    PEC 13 – City Stage Marina de Cascais (1,39 km)                            16h17

    Parque Fechado (Marina de Cascais)                                                           16h20          

  • 44 Concorrentes no Rali de Porto Santo

    44 Concorrentes no Rali de Porto Santo

    Foi revelada a lista de inscritos com os 44 concorrentes que deverão estar à partida do RALI PORTO SANTO, oitava e última prova do Campeonato de Ralis CORAL da Madeira que estará na estrada no final da próxima semana. O documento, para além de extenso, apresenta uma grande qualidade pois reúne nada menos que seis equipes com viaturas Rally2, 4 Porsche 911 GT3 e uma grande quantidade de concorrentes ao volante de viaturas Rally4, vedetas no universo das duas rodas motrizes.

    Na lista de inscritos, para além de referências regionais como o campeão Miguel Nunes, João Silva, Miguel Caires, Artur Quintal, Rui Jorge Fernandes, todos com Rally2, destacam-se as presenças dos continentais António Dias, num VW Polo GTi R5, e José Carlos pouca Sorte, aos comandos de um Porsche 991 GT3.

    A prova disputada na Ilha Dourada definirá o campeão de 2025 entre os utilizadores de viaturas de duas rodas motrizes entre Vasco Diogo Silva, com Renault Clio Rally4, e Sandro Teixeira, em Peugeot 208 Rally4.A prova organizada pelo Clube Automobilístico 100 +a Hora da Madeira também servirá de palco à exibição da velocidade dos RGT de Paulo Mendes, Filipe Freitas e Américo Gouveia assim como inclui muitos pilotos votado à espetacularidade, premiada no Memorial Pedro Paixão, entre nomes como José Jarimba, Cláudio Nóbrega ou Miguel Gouveia. A prova realizada em parceira com a Câmara Municipal do Porto Santo será também marcada pelo regresso à competição de Filipe Pires e do seu Mitsubishi Lancer Evo X.

    O RALI PORTO SANTO será disputado em dois dias. Na noite de sexta-feira, 7 de novembro, o programa abre com a disputa de “Porto Santo Line”, troço cronometrado que decorre no Kartódromo do Porto Santo e será, em simultâneo, o primeiro MEMORIAL PEDRO PAIXÃO, iniciativa que visa homenagear o piloto com o mesmo nome. No dia seguinte serão cumpridas sete classificativas, dupla passagem por Serras “Coral”, ronda tripla por Golfe, percursos já conhecidos de 2024, e este ano ainda Picos, percorrido duas vezes, uma novidade desta edição.