O piloto Pedro Lago Vieira vai disputar o Rally de Lisboa, a Taça de Portugal de Ralis, ao volante de um Toyota Yaris Rally2 da Llarena Racing. O objetivo é claro: testar o andamento face a alguns dos melhores pilotos nacionais e continuar a evoluir na sua adaptação às viaturas de última geração.
“O Rally de Lisboa será uma excelente oportunidade para avaliar o nosso ritmo e ganhar experiência com o Yaris Rally2. Quero desfrutar da prova, aprender e dar o meu melhor em cada especial. Se sentirmos que temos hipótese de brilhar, vamos tentar fazer por isso, mas sabemos que a experiência acumulada por outros participantes em viaturas Rally2 poderá ser determinante”, destacou Pedro Lago Vieira, que nesta prova será navegado pelo brasileiro Gabriel Morales que, este ano, participou no Campeonato do Mundo de Ralis.
Natural de Ponte de Lima, Pedro Lago Vieira chega a Lisboa depois de uma temporada completa na Toyota Iberian Cup em 2024, que marcou a sua consolidação no regresso aos ralis. Em 2025, tem participado em várias provas de menor dimensão com o objetivo de ganhar experiência e ritmo competitivo com o Rally2. Os bons resultados alcançados no Rally Series Ponte de Lima e Sever do Vouga chamaram a atenção dos organizadores do Rallye Vidreiro Centro de Portugal, última ronda do Campeonato de Portugal de Ralis 2025 e levaram ao convite para participar como piloto “show” na Arena CIMRL, um reconhecimento do seu talento e evolução.
A edição de 2025 do Rally de Lisboa, organizada pelo Clube de Promoção de Karting e Automobilismo (CPKA), apresenta uma estrutura desportiva de grande dimensão, percorrendo nove concelhos da Grande Lisboa. O epicentro operacional da prova estará instalado em Mafra, junto ao Palácio Nacional, onde se situarão as zonas de assistência e o parque fechado, enquanto a partida simbólica regressa à zona do Padrão dos Descobrimentos, em Lisboa. As especiais em asfalto atravessarão locais emblemáticos com o término da prova previsto para a Marina de Cascais. O Rally de Lisboa será, assim, um momento importante na época de Pedro Lago Vieira, proporcionando-lhe uma experiência de topo num cenário histórico e competitivo, reafirmando o seu compromisso com a evolução e a ambição desportiva.
O piloto português Rui Madeira realizou esta quarta-feira um teste de preparação com o Hyundai i20 Rally2 da CNR Competition, a poucos dias do Rally de Lisboa 2025, prova decisiva da Taça de Portugal de Ralis e pontuável para o International Iberian Rally Trophy, que se disputa nos dias 31 de outubro e 1 de novembro.
A sessão, que totalizou cerca de 48 quilómetros cronometrados, teve como principal objetivo a adaptação de Rui Madeira e do navegador Nuno Rodrigues da Silva à nova máquina, recentemente vitoriosa no Constálica Rally Viseu Dão Lafões.
“Fizemos um teste com cerca de 48 km. Começámos por rodar com as afinações base deste Hyundai i20, utilizadas no Viseu Dão Lafões, e gostámos muito do comportamento do carro após várias alterações de set-up, barras estabilizadoras e mistura de pneus. Andámos sempre em piso seco”, explicou Rui Madeira.
O piloto, campeão do mundo de Produção em 1995, destacou a qualidade do conjunto técnico e a necessidade de adaptação à condução de um Rally2, sublinhando ainda a colaboração de Hugo Lopes, engenheiro e piloto que acompanha a equipa nesta fase.
“O carro tem uma travagem excelente e foi necessário mudar o chip para pilotar um Rally2. Tivemos a presença e o apoio do Hugo Lopes, um enorme piloto que me ensinou a tirar o ‘sumo’ deste carro. A nossa grande dúvida são as afinações para piso molhado, que parece ser a previsão para o fim de semana. Vamos tentar ainda realizar um pequeno teste em chuva, embora isso ainda não esteja decidido.”
Com o foco já na competição, Rui Madeira mantém ambição e realismo quanto às metas para o Rally de Lisboa: “É óbvio que não temos muito ritmo e que nas primeiras PEC’s vamos pagar um pouco isso. No entanto, queremos andar desde o início entre os cinco primeiros e, se possível, terminar no pódio. Tudo dependerá das condições climatéricas e dos nossos adversários, que certamente estarão fortes. Agradeço aos nossos parceiros esta presença, sem esquecer a equipa CNR Competition, que muito nos irá ajudar.”
O teste foi importante na preparação da dupla Rui Madeira/Nuno Rodrigues da Silva para o regresso competitivo ao Rally de Lisboa, num projeto que conta com o apoio dos parceiros Esc Online, Emel, Oz Energia e Delta Cafés, e que representa a continuidade de uma ligação de paixão e profissionalismo ao desporto automóvel português.
A estreia mundial acontecerá no Rali de Monte Carlo (22 a 25 de janeiro de 2026), a primeira prova do WRC 2026, onde o novo Ypsilon Rally2 HF Integrale enfrentará as lendárias estradas alpinas francesas na categoria WRC2.
Em 2026, a Lancia regressará ao Campeonato do Mundo de Ralis da FIA, na categoria WRC2. O anúncio foi desvendado num vídeo emocionante protagonizado por Luca Napolitano, Miki Biasion e Eugenio Franzetti, celebrando o regresso da marca de ralis mais bem-sucedida de todos os tempos.
Uma gama completa de viaturas de rali, em linha com a estratégia da Lancia Corse HF: do Ypsilon HF Racing ao Ypsilon Rally4 HF, passando pelo novo Rally2 HF Integrale, símbolo da continuidade entre um passado glorioso e um futuro competitivo.
O Rallye de Sanremo encerrou uma temporada extraordinária: o Troféu Lancia 2025 coroou Pisani e Biagi como “Campeões” do troféu monomarca e do Campeonato Italiano Absoluto de Ralis – 2 Rodas Motrizes, confirmando o sucesso técnico e desportivo do Ypsilon Rally4 HF e o entusiasmo do público pelo regresso da marca aos ralis.
“O Rallye de Sanremo foi o cenário ideal para encerrar uma temporada memorável e iniciar uma nova”, declarou Luca Napolitano, CEO da Lancia. “Após o sucesso do Troféu Lancia e do Ypsilon Rally4 HF, estamos prontos para dar mais um passo. Podemos anunciar com orgulho que a Lancia regressará ao WRC, palco onde a marca escreveu algumas das páginas mais lendárias da história dos ralis. Este é um regresso natural para a marca de ralis mais bem-sucedida de sempre, que encara o futuro com a mesma paixão e determinação que a tornaram um ícone mundial. Vemo-nos em janeiro, em Monte Carlo, para a primeira prova do Campeonato do Mundo de Ralis de 2026”.
Especificamente, a temporada 2026 do WRC iniciar-se-á com o Rali de Monte Carlo, prova agendada de 22 a 25 de janeiro nas estradas geladas dos Alpes franceses, um dos cenários mais emblemáticos do automobilismo mundial. Todos os detalhes sobre a nova viatura e o programa desportivo da Lancia serão anunciados oportunamente na sede da Stellantis Motorsport.
Com a chegada do Ypsilon Rally2 HF Integrale, que irá competir no WRC2, a gama de viaturas de ralis da Lancia torna-se mais completa e ambiciosa, complementando a oferta Rally4 HF e Rally HF Racing com um novo protagonista pronto para trazer a marca de volta ao palco mundial.
A sétima e penúltima prova do Campeonato dos Açores de Ralis de 2025, o XIV Rali Vinho do Pico, foi marcada pelo domínio de Luís Miguel Rego e Rafael Botelho, os melhores na classificação absoluta e na competição reservada às viaturas de duas rodas motrizes, respetivamente, que, desde o princípio ao fim, não permitiram que mais alguém registasse, nas respetivas classificações, os tempos mais rápidos em troços.
Luís Miguel Rego/José Janela (Skoda Fabia RS Rally2) totalizaram vitória nas nove provas especiais “e meia” (a CityStage de ontem contava com duas passagens, mas o tempo atribuído resultou da soma das mesmas) querendo por isso dizer que trazem da “ilha Montanha” pontuação máxima para o campeonato, que vencem virtualmente com este resultado.
Já os também virtuais campeões de 2025 das duas rodas motrizes, Rafael Botelho/Rui Raimundo (Peugeot 208 Rally4) fizeram o que lhes competia: anular a demais concorrência e esperar um azar alheio para aspirar subir ao lugar mais alto do pódio absoluto. O azar não aconteceu e Botelho/Raimundo concluem este rali do Pico no segundo posto vencendo novamente as duas rodas motrizes, assegurando também o vice-campeonato absoluto.
Rui Borges/Fábio Reis (Skoda Fabia IV N5) sobem, no final deste rali, ao lugar mais baixo do pódio absoluto da prova, timbrando a sua presença no Pico, uma vez mais, com enorme qualidade e gestão de todas as condições apresentadas, concluindo num honroso e merecido terceiro lugar.
Fernando Soares/Alberto Almeida (Lancia Ypsilon Rally4) terminam este rali no quarto posto final absoluto e como segundos mais rápidos nas duas rodas motrizes, depois de uma prova feita “de trás para a frente”. Não se livraram de alguns sustos durante o dia, mas a experiência e a persistência falaram mais alto e a equipa logrou atingir os objetivos possíveis.
Terceiros classificados na tabela dos melhores às duas rodas motrizes, Gonçalo Rego/Pedro Castro (Peugeot 208 Rally4) fizeram uma prova inteligente e desviaram-se, literalmente, “dos pingos da chuva” (leia-se das armadilhas da prova). Mas no final, a dupla sofreu uma ligeira saída de estrada que lhes roubou o segundo posto nas 2RM e o quarto posto da geral. Foram os quintos melhores neste Rali Vinho do Pico.
Concluíram este rali, 19 dos 31 concorrentes inscritos, cuja classificação detalhada pode ser consultada em https://anubesport.com/timing/ss/7492/?rallyId=284. O Campeonato dos Açores de Ralis ruma agora à ilha de São Miguel para, entre 28 e 29 de novembro, disputar-se o 58th Azores Rallye.
Haverá 9 Rally2, com destaque para Rui Madeira (Hyundai i20 N), Ernesto Cunha (Skoda Fabia RS), Diogo Marujo (Skoda Fabia R5), Paulo Neto (Skoda Fabia Evo), Pedro Lago (Toyota GR Yaris), André Cabeças (Citroen C3) e Carlos Martins (Ford Fiesta R5)
A quinta edição do Rally de Lisboa (30 outubro/1 novembro), prova única da Taça de Portugal de Ralis e também incluída nos calendários do Campeonato de Portugal de Ralis 2RM (duas rodas motrizes), do International Iberian Rally Trophy, da Peugeot Rally Cup Portugal, do Clio Trophy Portugal e do FPAK Júnior Team, apresenta uma excelente lista de inscritos: 62 equipas, das quais 9 Rally2. José Pedro Fontes (Citroen C3 Rally2) e Ricardo Teodósio (Toyota GR Yaris Rally2), duas figuras de referência do Campeonato de Portugal de Ralis que há pouco terminou, encabeçam o elenco de candidatos, juntamente com Rui Madeira (Hyundai i20 N Rally2), a erguer a Taça de Portugal na cerimónia de consagração dos vencedores que terá como cenário a Marina de Cascais.
Diogo Marujo (Skoda Fabia R5 Evo), Ernesto Cunha (Skoda Fabia RS Rally2), Paulo Neto (Skoda Fabia Rally2 Evo) André Cabeças (Citroen C3 Rally2) Pedro Lago (Toyota GR Yaris Rally2) e Carlos Martins (Ford Fiesta R5) integram o grupo dos Rally2, deixando antever um aceso despique pela disputa dos primeiros lugares nesta prova organizada pelo CPKA.
Carlos Fernandes (Porsche 997 GT3 Rally) será outro dos pilotos para dar espetáculo ao longo das 13 classificativas de asfalto (98,02 km), tal como Américo Gouveia (Porsche 911 GT3 Cup), num leque de inscritos que inclui as principais figuras tanto do Campeonato de Portugal de Ralis 2RM (duas rodas motrizes) como dos troféus monomarca Peugeot Rally Cup Portugal e Clio Trophy Portugal, nos quais sobressaem Ricardo Sousa (Peugeot 208 Rally4), Rafael Rego (Peugeot 208 Rally4), Guilherme Meireles (Peugeot 208 Rally4), Henrique Moniz (Peugeot 208 Rally4), João Rodrigues (Renault Clio Rally5), Tiago Pereira (Renault Clio Rally5), e Luís Caetano (Renault Clio Rally5).
Do FPAK Júnior Team, o líder Pedro Câmara (Peugeot 208 Rally6) será um dos pilotos a ter em conta nesta quarta prova da época, o mesmo se dizendo em relação a Francisco Fontes (Lancia Ypsilon Rally6), o vencedor da terceira jornada.
A edição 2025 do Rally de Lisboa terá início na próxima quinta-feira (30 outubro), com as Verificações Técnicas e Administrativas, em Mafra, vila que acolhe o centro nevrálgico da prova e onde se encontra sedeado o secretariado permanente. Depois da Cerimónia Oficial de Partida Simbólica, na tarde de sexta-feira (31 outubro), que contará com a presença do Secretário de Estado do Desporto, Pedro Dias, junto do Padrão dos Descobrimentos, as equipas disputam as primeiras 5 classificativas, terminando a primeira etapa com a Super Especial (1,63 km) noturna de Mafra, que terá como pano de fundo o Palácio Nacional de Mafra.
A segunda e última etapa, no sábado (1 novembro), levará a prova do CPKA a uma antiga “catedral” dos ralis portugueses como a Serra de Sintra e Cascais, por troços célebres como Alcabideche e Pé da Serra/Peninha, antes do encerramento, com chave de ouro, na glamorosa Marina de Cascais. É nesse complexo que decorrerá a City Stage Marina de Cascais (1,39 km), a anteceder a festa da consagração do vencedor da Taça de Portugal e dos vencedores finais dos troféus Peugeot Rally Cup e Clio Trophy Portugal.
A primeira edição do Historic Rally Fafe, na estrada a 7 e 8 do próximo mês de novembro, que encerrará esta época o Campeonato da Europa FIA de Ralis Históricos (CEFRH), permitirá uma viagem ao passado, com a participação de um conjunto de carros icónicos e alguns pilotos de eleição, entre os quais se destaca o finlandês Jari-Matti Latvala. Serão dois dias, maioritariamente no concelho de Fafe, preenchidos com 12 classificativas (130,48 km) em pisos de asfalto e um conjunto de aliciantes que prometem um espetáculo de alto nível.
Muito embora seja a prova de encerramento do CEFRH, tudo indica que a estreia de Fafe naquela competição seja brindada com uma lista de inscritos aliciante, a avaliar pelas informações recolhidas pela delegação da Demoporto que no final da semana transata esteve em Pravia, nas Astúrias, onde decorreu a penúltima jornada do campeonato. Jari-Matti Latvala, vencedor do rali espanhol, com o Toyota Celica 4WD Turbo, disse “sim” à sua presença em Fafe, confirmando o que a FIA havia assinalado num dos seus últimos comunicados, referindo-se às duas últimas provas da época. A equipa britânica Flexifly Rally Team, que habitualmente faz alinhar um BMW M3 e dois Ford Escort 1800, embora sem especificar detalhes da participação também deu resposta positiva. O polaco Maciej Lubiak (Porsche 911 Carrera RS 3.0), quarto classificado nas Astúrias e atualmente no “top 3” da tabela classificativa do campeonato, é uma das hipóteses em aberto.
De igual modo, também o espanhol António Sainz – irmão do bicampeão mundial de ralis e vencedor do Dakar, Carlos Sainz –, uma das figuras de referência espanholas dos ralis históricos, pondera correr em Fafe com o espetacular Subaru Impreza 555. Alberto Fraga Vilariño, também do país vizinho, afiançou ao “staff” do Demoporto que comparecerá com o seu Audi Quattro Sport E2. Ainda oriundo de Espanha, a Cosmos Racing vai assegurar a participação do Ford Escort RS Cosworth ex-oficial que nas Astúrias foi guiado pelo belga Bruno Thiry, antigo piloto da equipa oficial da Ford. De resto, os contactos estabelecidos com vários pilotos do Campeonato Espanhol de Históricos deixam antever a possibilidade de mais participações. As inscrições terminam esta próxima sexta-feira (24 outubro).
“A aposta que a Câmara de Fafe tem vindo, ao longo dos anos, a fazer nos ralis é no sentido de tentar trazer para o seu território as melhores provas de cada campeonato e a oportunidade de serem internacionais torna-a ainda mais apelativa. Em conjunto com o Demoporto, nosso parceiro de sempre, vamos fazer um esforço para termos em Fafe e em Portugal o Campeonato Europeu de Ralis de Clássicos [Históricos] que tem suscitado um enormíssimo interesse, quer pela qualidade das ‘máquinas’ quer pela competência dos pilotos, alguns deles figuras muito conhecidas. Será uma honra e um grande prazer receber mais uma prova internacional de um campeonato relevante no âmbito da FIA [Federação Internacional do Automóvel]”, refere Parcídio Summavielle, vice-presidente do município e grande impulsionador do desporto automóvel na região minhota.
“Trata-se de um campeonato que admite viaturas até ao ano 2000, o que já inclui muitos automóveis de diferentes gerações, modelos icónicos que nos habituámos a ver quando éramos mais novos e que agora o público jovem poderá ‘descobrir’. São carros lindíssimos, ‘máquinas’ extraordinárias, muito competitivas e de elevada performance. Algumas pessoas menos informadas poderão pensar que este rali será uma espécie de regularidade histórica ou de passeio, mas não. Será um rali a sério, disputado por pilotos de grande nível aos comandos de viaturas muito rápidas. Haverá oportunidade de vermos carros muito rápidos que, com o decorrer dos anos, se tornaram icónicos e no passado preencheram os sonhos e as paixões de muitos apaixonados. Por certo que muita gente vai sentir agora o apelo de voltar a ver essas ‘máquinas’ diabólicas”, concluiu Parcídio Summavielle.
O Historic Rally Fafe apresentará algumas inovações em termos de estrutura, sendo que a única classificativa fora de Fafe será a de Cabeceiras de Basto (10,70 km), a decorrer no concelho do mesmo nome e com um traçado inédito. Outras novidades são a junção dos troços de Montim com o de Vila Pouca, passando pela EN 206. O início do troço de Vila Cova, e até meio, é totalmente novo e uma estreia absoluta, derivando depois para uma estrada já antes utilizada e de nome Monte.
Se o troço de Anjos/Gontim (14,04 km) é idêntico à versão utilizada em 2020 quando o rali integrava o Europeu, o da Queimadela terá agora um final diferente, que corresponde ao acesso à EN 207 (Fafe-Póvoa de Lanhoso). O de Várzea Cova (10,74 km) mantém-se idêntico à versão dos anos anteriores.
A prova arranca, oficialmente, na quinta-feira, com a realização do shakedown, que será realizado troço de Gontim, mas em sentido contrário, começando em Pedraído para terminar na Lagoa.
Os pilotos inscritos no Campeonato Regional Norte disputam apenas as classificativas da segunda etapa, no sábado.
Rui Madeira volta à ação no Rally de Lisboa 2025, prova organizada pelo Clube de Promoção de Karting e Automobilismo (CPKA), que se disputa de 30 de outubro a 1 de novembro. A prova, que encerra a temporada nacional, decide a Taça de Portugal de Ralis e integra também o calendário do International Iberian Rally Trophy.
Depois do quarto lugar alcançado em 2023 — resultado marcado por uma luta intensa pelo pódio e por uma diferença de apenas duas décimas de segundo para Ricardo Teodósio — Rui Madeira regressa agora a uma competição que conhece bem, não apenas como piloto, mas também como embaixador do Rally de Lisboa desde a sua primeira edição.
“É uma aposta apenas para o Rally de Lisboa, prova da qual sou embaixador desde o início. Já participei em termos competitivos na edição de 2023 e estive dois anos como carro 0, o que me permite conhecer bem a variedade e a qualidade das classificativas que integram este rali”, refere Rui Madeira.
O campeão mundial de Produção em 1995 alinhará desta vez ao volante de um Hyundai i20 Rally2 da equipa CRN, viatura recentemente vitoriosa no Rally de Vouzela pelas mãos do jovem Hugo Lopes.
“A escolha recaiu no Hyundai i20 Rally2 da CRN, e quero agradecer ao Carlos Oliveira a oportunidade para podermos defender as cores da equipa e dos nossos parceiros Esc Online, Emel, Oz Energia e Delta Cafés numa prova importante como é a Taça de Portugal de Ralis.Iremos realizar um teste ainda esta semana para perceber as reações do carro. É uma máquina com bom motor, mas que exige esforço adicional dos pilotos. Espero adaptar-me rapidamente à forma como se conduz um Rally2, pois já passou algum tempo desde abril do ano passado”, sublinha o piloto ‘mundialista’.
Com Nuno Rodrigues Silva de regresso ao banco do lado direito, Rui Madeira traça objetivos realistas, mas ambiciosos para esta participação.
“O objetivo será tentar andar sempre entre os cinco primeiros e, acima de tudo, divertir-nos. Não sabemos ainda quantos Rally2 estarão presentes, nem tenho o ritmo competitivo ideal ou total conhecimento do Hyundai, mas queremos evoluir ao longo da prova e ser mais fortes nas classificativas finais, especialmente nas zonas de Cascais e Sintra, onde os tempos podem ser mais promissores. Nesta aventura, conto com o Nuno para me ajudar e com toda a equipa para tirarmos o máximo proveito da máquina.”
Com este regresso, Rui Madeira reforça a ligação histórica ao Rally de Lisboa e ao desporto automóvel nacional, contando com o apoio dos seus parceiros Esc Online, Emel, Oz Energia e Delta Cafés, bem como da equipa CNR. A participação na prova lisboeta representa não só um desafio competitivo, mas também uma forma de celebrar a paixão pelos ralis e o espírito de equipa que tem acompanhado toda a sua carreira.
A dupla João Rodrigues/Bruno Carvalho conquistou a terceira vitória do ano no Rallye Vidreiro Centro de Portugal, na que foi a mais emocionante prova da temporada. O piloto de Mafra parte para o Rally de Lisboa, palco da derradeira prova do calendário do Clio Trophy Portugal, em posição privilegiada para chegar ao título. As duplas Tiago Pereira/Fernando Pereira e Luís Caetano/David Monteiro fecharam os derradeiros lugares do pódio.
A emocionante luta que foi travada pelos três primeiros classificados do Clio Trophy Portugal, na quarta e penúltima prova do calendário, é bem traduzida pela seguinte realidade: em oito das nove classificativas do Rallye Vidreiro Centro de Portugal, escassos 3,4 segundos foi a maior diferença de tempo registada entre o primeiro e o segundo mais rápido, sendo que, em dois troços, a diferença chegou mesmo a ser inferior a um segundo.
No final, vitória para a dupla João Rodrigues/Bruno Carvalho. Depois da inglória desistência na prova anterior, os sentimentos do piloto de Mafra alternavam entre a satisfação e o alívio.
Muito contentes com o resultado, numa prova nada fácil, em que o Tiago e o Luís estiveram a um nível altíssimo. Depois do azar da última prova, o esforço que fizemos para alinhar foi muito grande e não apenas a nível financeiro. Só conseguimos treinar num dos dias e depois foi sempre a andar muito depressa, mas sem correr riscos, pois não podíamos comprometer a obtenção de um bom resultado. Estamos felizes, mas também muito aliviados, pois a pressão era grande. Agora, vamos tentar confirmar o título no Rally de Lisboa.
Com a melhor atuação da temporada, a dupla Tiago Pereira/Fernando Pereira vendeu bem cara a derrota no Rallye Vidreiro Centro de Portugal, já que só na derradeira seção é que verdadeiramente deitou a “toalha ao chão” na luta pela vitória.
Andei sempre no limite. A luta com o João Rodrigues foi fantástica, assim como com o Luís Caetano. Parabéns ao João por ter sido o melhor, mas estou satisfeito com a minha evolução. Não comecei a época da melhor forma, mas depois foi sempre a evoluir, sobretudo nesta prova.
Reconheceu o piloto. As aspirações ao título mantêm-se intactas, mas para isso acontecer, Tiago Pereira precisa de vencer o Rally de Lisboa, ser o piloto com mais triunfos em classificativas e esperar que João Rodrigues não termine classificado. Com a conquista do terceiro lugar, dupla Luís Caetano/David Monteiro conquistou o quarto pódio consecutivo da temporada – em outras tantas provas.
Andámos bastante depressa. Na fase inicial do rali ainda conseguimos andar a lutar pela vitória, mas depois os nossos adversários foram mais fortes. Ainda assim o balanço é positivo, pois fomos (ainda mais) competitivos do que nos ralis anteriores.
Depois da estreia no pódio na prova anterior, o jovem algarvio Carlos Marreiros Jr., acompanhado por Ricardo Barreto, foi o quarto classificado.
Mais uma prova bastante diferente das do Algarve. Um rali difícil, com classificativas muito rápidas, mas em que aprendi bastante.
Em tempo de regresso, depois da saída de estrada de que foram vítimas na segunda prova do calendário, as irmãs Filipa e Mariana Tintim fecharam o quinteto da frente.
Mais um rali de aprendizagem, com um ou outro susto, mas em que nos divertimos bastante, sublinhou a jovem piloto algarvia.
O Clio Trophy Portugal prossegue com o Rally de Lisboa, a derradeira prova do calendário, nos dias 30 de outubro e 1 de novembro de 2025.
Armindo Araújo e Luís Ramalho terminaram o Rali Vidreiro Centro de Portugal na quinta posição da geral e confirmaram o seu oitavo pódio consecutivo no Campeonato de Portugal de Ralis, garantindo também, mais uma vez, a melhor classificação entre as equipas portuguesas.
Numa temporada bem conseguida e onde terminou todas provas, Armindo Araújo considera que o balanço final é muito positivo. “Tivemos um ano em que fomos sempre competitivos, em que pontuamos nos oito ralis e voltamos a ser os melhores portugueses. Tudo isto foi fruto de um excelente trabalho de toda a equipa que nos colocou um carro muito fiável e eficaz. Demos o nosso melhor durante todo o campeonato e, mais uma vez, terminamos o CPR numa das três primeiras posições. É um motivo de orgulho”, começou por dizer.
No que toca particularmente ao derradeiro rali do ano, o piloto de Santo Tirso admite que esta prova não foi, de todo, bem conseguida, “Começamos bem ontem, mas cometemos um erro na super especial que nos fez perder tempo. Hoje entramos ao ataque, recuperamos a terceira posição, mas um pião na sexta classificativa atirou-nos para o quinto lugar. A partir daí percebemos que seria muito difícil recuperar os segundos que perdemos e não valia a pena correr riscos. Nada mudaria em termos de contas para o campeonato. Gostávamos de ter terminado o ano no pódio, não conseguimos, mas os ralis são assim. Parabéns aos vencedores do rali e ao Dani Sordo por ter sido o primeiro do campeonato”, concluiu Armindo Araújo.
O Clube Automóvel da Marinha Grande (CAMG) encerrou em grande estilo a temporada do Campeonato de Portugal de Ralis 2025, com mais uma edição memorável do Rali Vidreiro Centro de Portugal. O espanhol Dani Sordo, ao volante de um Hyundai i20 N Rally2, foi o grande protagonista do fim de semana, assegurando a vitória na prova , após um intenso confronto com Kris Meeke, mantendo o suspense até à última especial.
A edição deste ano contou com nove Provas Especiais de Classificação, disputadas nos emblemáticos troços de Alfeizerão, São Pedro de Moel (percorrido por duas vezes), Arena CIMRL, Super Especial de Pombal, Mata Mourisca (duas passagens) e Pombal–Carnide (também em dupla passagem).
O traçado combinou troços técnicos, rápidos e desafiantes, proporcionando espetáculo e emoção do primeiro ao último quilómetro. Milhares de espectadores marcaram presença ao longo das classificativas, num ambiente vibrante que voltou a confirmar o Rali Vidreiro como uma das provas mais acarinhadas do calendário nacional.
“Foi super emocionante. Lutámos até ao último metro. Vencer é sempre incrível e num rali como este, super competitivo com o Kris é ainda mais. Podia ter ganho qualquer um de nós. Foi muito bonito,” sublinhou Dani Sordo.
Com este triunfo, Dani Sordo entra para a história como o primeiro piloto espanhol a conquistar o título nacional de ralis em Portugal, reforçando o prestígio e o nível internacional do campeonato. Ricardo Sousa conseguiu no também no Vidreiro sagrar-se Campeão Nacional de Duas Rodas Motrizes, quando ainda falta disputar uma prova nesse campeonato.