Na estrada de 5 a 7 de setembro de 2025, o Rallye Constálica Viseu Dão Lafões já vai na 12.ª edição e, este ano, surge 100% novo, mas sem descurar Vouzela onde tudo começou e vai continuar com a sua exuberância, alargando a jurisdição a outros territórios do Interior Centro do país.
O Rallye Constálica Viseu Dão Lafões não beneficia apenas um cenário. É o refúgio perfeito para três dias inesquecíveis, pelo que, mais do que uma competição, é a promoção de uma região, construída singularmente, como é o distinto território de Viseu Dão Lafões.
Nasceu no Município de Vouzela e por lá vai continuar, mas com outra designação, que tem como desígnio alargar a outros territórios vizinhos o universo dos ralis, fazendo regressar os míticos troços do Rali Sport Dão Lafões, Rali de Portugal Vinho do Porto.
Viseu, capital de distrito que se situa a sul do rio Douro entre as serras do Caramulo, Buçaco, Estrela, Leomil e Montemuro, não poderia ficar desassociada à prova do Gondomar Automóvel Sport, promovida pela Promolafões, até pela sua fortíssima ligação nos últimos três anos, até por se tratar de uma cidade servida por uma complexa e moderna rede viária, fazendo a ligação a todos os concelhos da sua jurisdição.
Perante este cenário, cerca de duas décadas depois foi possível reativar lendárias especiais de classificação, tais como Moledo (11,25 km), Farminhão/Torredeita (8,15 km), Ladário (6,65 m), aos quase se juntam os míticos troços de Penoita (8,65 km), Senhora do Castelo (7,05 km) e super-especial de Vouzela (2,85 km), desenhados para serem abordados de forma inversa, que privilegia as equipas participantes e público em geral.
O regresso do Rallye Constálica Viseu Dão Lafões, de 5 a 7 de setembro, vinca uma região de reconhecido valor paisagístico e gastronómico, além de outros consideráveis patrimónios que muito orgulham o território, que conta com os parceiros incondicionais da Constálica – Elementos Construção Metálicos, bem como dos Municípios de Vouzela, Viseu, Castro Daire e Oliveira de Frades. Trata-se de apoios projetam um território alargado e que premeiam a comunidade local e os visitantes em geral, a dando a conhecer Viseu Dão Lafões através da vertente desportiva.
A edição de 2025 do Rali da Água Transibérico Eurocidade Chaves-Verín promete ser vivida por todos – pilotos e público em geral – de forma intensa. Dias 19 e 20 de setembro, a região transfronteiriça de Chaves e Verín (Galiza) vai sentir mais uma prova do Campeonato Portugal de Ralis – CPR (por sinal, a única que salta fronteira) com grande adrenalina.
Numa clara demonstração da força do único projeto de internacionalização de um rali no panorama do automobilismo português, o Rali da Água tem, este ano, previstas 10 PEC’s, num percurso total superior a 336 quilómetros (dos quais mais de 221 são de ligações).
Não vão faltar bons motivos para cativar a presença do público, especialmente os fãs portugueses e galegos. Assistirá a troços únicos, em total segurança, sendo que, para obter mais informações, poderá consultar, em breve, o Guia da Prova, na página oficial do CAMI Motorsport (www.cami.pt) e nas suas redes sociais.
O Rali da Água Transibérico Eurocidade Chaves-Verín é organizado pelo CAMI Motorsport e conta com o importante apoio dos municípios de Chaves e Verín (Galiza, Espanha), bem como da Escuderia de Ourense e da Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting (FPAK).
Fernando Soares e o navegador Alberto Almeida vão competir com o novo Lancia Ypsilon Rally4 HF, a primeira unidade do carro italiano importada para a Península Ibérica.
O primeiro Lancia Ypsilon Rally4 HF a competir na Península Ibérica vai ser utilizado pela dupla açoriana Fernando Soares e Alberto Almeida, que apresentaram o seu projeto desportivo para 2025, esta quarta-feira, no espaço do Feira Tasting Life, em Santa Maria da Feira. Trata-se do mais recente modelo produzido pela histórica marca italiana do grupo Stellantis Motorsport, representada em Portugal e Espanha pela Sports & You.
Fernando Soares regressou aos ralis em abril, 18 anos depois da sua última prova, e venceu logo a categoria dos 2 Rodas Motrizes no Rali Capital do Queijo e das Fajãs, disputado na ‘sua’ ilha de São Jorge, adaptando-se rapidamente a um moderno carro da categoria Rally4 (Peugeot 208 Rally4). O piloto natural de Urzelina, no concelho de Velas, decidiu então apostar na nova máquina da Lancia, marca que produziu alguns dos mais emblemáticos carros da história dos ralis mundiais, como o Fulvia, Stratos, 037, S4 ou Delta Integrale. Ao todo, a Lancia conquistou 74 vitórias no Campeonato do Mundo de Ralis e 11 títulos de campeã mundial.
“Foi muito especial regressar aos ralis, que é uma das paixões da minha vida e um desporto que continua a entusiasmar tantos açorianos”, afirmou Fernando Soares, que se estreou na modalidade em 1994, precisamente com Alberto Almeida a seu lado. “Como nos adaptámos bem ao Peugeot Rally4, e fruto da amizade que tenho com o Abel (Fernandes), da Sports & You, decidimos avançar para a aquisição do Lancia, uma marca que fez parte da minha juventude e da de várias gerações de aficionados dos automóveis e dos ralis. O objetivo é disputarmos as provas do Campeonato dos Açores e alguns ralis no continente. Acima de tudo, é um orgulho representar a ilha de São Jorge e ter o apoio dos municípios de Velas e da Calheta, que entenderam a importância dos ralis para darmos a conhecer o nosso território, a nossa gastronomia e a nossa cultura. Obrigado também ao ‘Licas’ Pimentel, que continua a ser um dos grandes ‘motores’ deste desporto nos Açores”, referiu o piloto.
Na apresentação em Santa Maria da Feira estiveram também Luís Pimentel, tetracampeão açoriano de ralis e presidente do Grupo Desportivo Comercial, Abel Fernandes e José Pedro Fontes, da Sports & You, Luís Silveira, presidente da Câmara Municipal de Velas, representantes da FPAK e familiares e amigos de Fernando Soares e Alberto Almeida.
Depois de um regresso atribulado em Castelo Branco, marcado por uma desistência precoce devido a problemas técnicos, Henrique Rodrigues e Daniel Rodrigues estão já focados no próximo desafio: o 14.º Rali de Mesão Frio, organizado pelo Clube Automóvel da Régua, já nos dias 30 e 31 de agosto.
A prova, integrada no Campeonato Norte de Ralis, conta com oito provas especiais de classificação, num total de 68,1 quilómetros, e promete ser um novo e exigente teste para a dupla duriense, natural de Tarouca e Lamego, ao volante do competitivo Škoda Fabia N5 preparado pela Matos Competições.
“Infelizmente, em Castelo Branco não conseguimos mostrar o trabalho feito, porque os problemas técnicos não nos permitiram ir além das primeiras classificativas. Faz parte das corridas e temos de encarar esses momentos com humildade. Agora estamos com a cabeça limpa e preparados para voltar à estrada com motivação reforçada”, sublinha o piloto Henrique Rodrigues.
Mais do que resultados imediatos, o grande objetivo da dupla passa por readquirir ritmo competitivo, consolidar a adaptação ao Fabia N5 e ganhar confiança para construir um projeto sólido a médio prazo.
“O carro tem potencial e já mostrou aquilo que é capaz nas mãos de pilotos de referência. O nosso trabalho é ir evoluindo classificativa após classificativa, nos ralis que temos previsto fazer, para que em 2026 possamos estar prontos para assumir um desafio mais estruturado e ambicioso”, acrescenta Henrique Rodrigues.
O Rali de Mesão Frio terá ainda um sabor especial para a dupla, por disputar-se na região duriense, junto a muitos amigos e apoiantes. “Correr praticamente em casa tem sempre um significado diferente, é uma motivação extra. Queremos dar o nosso melhor e agradecer o apoio de todos os que acreditam em nós”, conclui o piloto.
De 13 e 14 de setembro, os ralis regressam a Sever do Vouga com a nova competição de ralis em Portugal a estrear-se no distrito de Aveiro
Depois de se estrear em 2025 como classificativa do WRC Vodafone Rally de Portugal, Sever do Vouga volta a ser palco dos ralis, desta vez como ronda do Portugal Rally Series. A prova, que decorre nos dias 13 e 14 de setembro, será disputada integralmente em asfalto e com o seu centro, a Arena, localizada no Circuito do Alto do Roçário e também com uma completamente nova PEC exterior. Esta classificativa em estreia perfila um traçado desafiante e com diversos tipos de asfalto, reforçando a componente competitiva deste formato.
Com sete classificativas agendadas para domingo, a competição inclui três passagens pela classificativa exterior e quatro especiais no traçado da Arena, a zona central da prova que concentra as principais atividades, zonas de espetáculo, confortos e momentos de interação com o público.
As atividades iniciam no sábado, com uma programação que inclui o Shakedown oficial e a sessão de co-drives marcados para as 15h00. Segue-se, junto ao Município de Sever do Vouga, uma parada oficial de viaturas a partir das 19h00, culminando numa sessão de autógrafos e num show noturno com os carros de competição a darem espetáculo na rotunda principal da vila, prometendo um serão noturno entusiasmante para o público presente.
A proximidade a Aveiro e os acessos facilitados tornam Sever do Vouga um destino ideal para os amantes dos ralis no fim de semana de 13 e 14 se setembro. O entusiasmo local pela modalidade aumentou significativamente desde a passagem do Mundial de Ralis, e o novo modelo do Portugal Rally Series trará de volta a ação dos ralis para reforçar a ligação entre a comunidade e o desporto motorizado.
“Para o Vouga Sport Clube, é um orgulho estar presente com uma ronda neste primeiro ano do Portugal Rally Series, uma nova competição que está a ser tão bem vista por organizações, pilotos e público” indicou Mário Martins, presidente do clube organizador.
Em parceria estreita com o Município de Sever do Vouga, a Ronda #4 do Portugal Rally Series perfila-se como um evento que alia competição, entretenimento e experiências para toda a família onde os ralis estarão no centro da atenção de todos, nos dias 13 e 14 de setembro. Regulamentos e informações da prova disponíveis em www.portugal.rally-series.com
Não há tempo certo para nada. O tempo certo é o agora. E como a paciência é parte do crescimento, o agora designado Rally Constálica Viseu Dão Lafões apresenta a candidatura ao Campeonato de Portugal de Ralis. Um desafio legítimo para atingir a ambicionada fasquia de promover a competição e o progresso de uma região ambiciosa.
«Este evento traduz aquilo que é a opinião do Governo, ou seja, precisamos muito de ter visão, ter estratégia, mas ter também a capacidade de otimizar os parcos meios e recursos que temos. O que os quatro autarcas de Vouzela, Viseu, Oliveira de Frades e Castro Daire, que assenta o Rally Constálica Viseu Dão Lafões, está absolutamente em linha com os desígnios do Governo. Sabendo da responsabilidade que têm na promoção e desenvolvimento do Desporto e a construir uma marca, que vai já para a 12.ª edição, vejo um futuro brilhante para esta competição», começou por afirmar Pedro Dias, secretário de Estado do Desporto.
«Sem querer colocar exclusivamente o tónico, mas colocar o tónico na vontade e objetivo de quererem, através de um processo que está a ser construído, chegar a um objetivo maior, que é poderem estar no Campeonato de Portugal de Ralis. Este é um caminho feiro pelo mérito, pela sua capacidade, pela visão e pela excelência que estão a colocar na organização do rali e conseguirem esse justo reconhecimento, que passa por integrarem o Campeonato de Portugal de Ralis», sublinhou ainda o governante na cerimónia de apresentação do Rally Constálica Viseu Dão Lafões.
Pedro Dias não tem dúvidas que «deve ser esta a fórmula que «os grandes eventos desportivos nacionais acontecem, ou seja, pelo mérito de excelência, otimização de meios e recursos, proporcionando todas as capacidades».
Para o secretário de Estado do Desporto, sua presença na cerimónia de lançamento do rali e da candidatura ao patamar superior dos ralis em Portugal, «é de dever e obrigação por todas estas razões enumeradas», deixando o desejo de que, no dia 5 de setembro na Feira de S. Mateus, em Viseu, no lançamento da prova, seja feita de forma extraordinária, e que nos dias 6 e 7 nos proporcionem, ao longo das seis etapas que constituem o rali, seja de celebração da parte competitiva e da própria região».
Sérgio Matos: “Chegou o momento do desafio seguinte”
O Rallye Constálica Viseu Dão Lafões é hoje uma prova eu reúne todos os atributos para chegar ao topo da hierarquia dos ralis em Portugal, fruto do empenho e determinação de pessoas que vivem a região de Viseu Dão Lafões. Sérgio Matos, CEO da Constálica, empresa pioneira na construção da competição, não escondeu o orgulho pelo sucesso das provas anteriores.
«A cada edição, a fasquia foi colocada maios alto e a resposta esteve sempre à altura. Mas chegou o momento do desafio seguinte, de garantir um novo patamar para o rali, pois tal como no mundo empresarial, estagnar não é o caminho. A candidatura ao Campeonato de Portugal de Ralis é a evolução natural deste percurso, e termos a certeza que o Rally Constálica Viseu Dão Lafões reúne todas as condições para integrar a principal competição da modalidade. A prova está pronta, a organização está preparada e os adeptos e equipas reconhecem o seu valor»», exaltou Sérgio Matos.
José Correia: “Elevar a qualidade da prova”
Também José Correia, diretor da Promolafões, entidade que colocou em prática a competição vai para o 12.º ano, está otimista face ao rumo que a prova poderá tomar: «A edição deste ano será ainda mais especial, uma vez eu marca a nossa candidatura ao Campeonato de Portugal de Ralis».
«Uma candidatura que nasce da certeza de que é sempre possível fazer mais e melhor, e um passo lógico e ambicioso que reflete o nosso compromisso em elevar a qualidade da prova e proporcionar um espetáculo ainda mais emocionante para equipas, pilotos e adeptos», acrescentou o responsável.
Paulo Almeida: “Desenvolvimento económico em aceleração”
Na qualidade de anfitrião na cerimónia de apresentação do Rally Constálica Viseu Dão Lafões, Paulo Almeida, presidente da Câmara Municipal de Castro Daire, destacou a importância da prova no território, relembrando «o regresso da especial do Moledo a um local mítico, que faz recuar algumas décadas quando foi palco do Rally de Portugal e do Rally Dão Lafões, um troço com mais tradição e nostálgico».
O autarca diferenciou, também, as Termas do Carvalhal. Paulo Almeida resumiu que «o rali não é só um evento motorizado e desportivo». «Isto é também uma ferramenta de desenvolvimento do nosso território e, logicamente, se estamos a apostar nas Termas do Carvalhal, em que temos o concurso aberto para a sua requalificação para ser um balneário de referência da Península Ibérica, naturalmente que trazemos o rali para junto deste espaço para o reagrupamento».
Para o autarca de Castro Daire, «todos ficam a ganhar se as várias valências turísticas estiveram envolvidas. Evidentemente que esta não é só desporto, é também turismo e desenvolvimento económico»
Refira-se que a Câmara de Castro Daire lançou um segundo concurso para requalificar as Termas do Carvalhal, no valor de 7,1 milhões de euros (ME), depois do primeiro ter ficado sem concorrente elegível. O primeiro concurso internacional, lançado em abril deste ano, «não ficou deserto, mas não houve concorrentes para o valor base de 6,5 ME», disse o presidente da Câmara, Paulo Almeida.
Assim, foi lançado um segundo concurso no valor de 7,1 ME, «um pouco como tem acontecido por toda a parte, com os custos a aumentarem e com a quantidade de obras que estão a acontecer» no país.
A obra nas Termas do Carvalhal inclui, entre outras, a requalificação do edifício em si, desde paredes, canalizações e condutas até ao saneamento básico; eletricidade, ventilação e ar condicionado, assim como impermeabilizações e isolamentos. No exterior, a obra também contempla vias de circulação rodoviária, calcetamentos e ajardinamento, infraestruturas de desporto e lazer e sinalização e dispositivos de proteção e segurança.
O concurso para a requalificação e ampliação do balneário termal termina em 21 de agosto e a obra tem um prazo de execução de 30 meses, ou seja, dois anos e meio, de acordo com o anúncio publicado na segunda-feira no Diário da República.
João Valério: “Desporto, turismo e a gastronomia”
João Valério, presidente do Município de Oliveira de Frades, abordou com nostalgia o troço do Ladário, «sem dúvida um regresso feliz de uma especial mítica do Rally de Portugal e que volta à ribalta através do Rally Constálica Viseu Dão Lafões e que muito nos orgulha».
Para o autarca, a prova, que aproxima o desporto automóvel junto dos aficionados, «tem ainda a vertente promocional no que concerne ao melhor que a região usufrui, que é o turismo e a gastronomia». «São provas como esta que permitem cimentar a posição de sermos um destino cada vez mais de referência, ficando feliz por o fazer de mãos dadas com os restantes autarcas que se aliaram ao rali», acrescentou João Valério.
Carlos Oliveira: “Alavancar os nossos territórios”
Carlos Oliveira, presidente da Câmara de Vouzela, berço do Rally Constálica Viseu Dão Lafões e que volta a destacar as especiais de Penoita, Senhora do Castelo (ambas no domingo), a mítica super-especial noturna (sábado) e cerimónia de entrega de prémios, começou por referir que, para os vouzelenses, «esta prova é muito especial, mais ainda mais importante com a chegada de novos municípios».
«Com este passo pretendemos alavancar os nossos territórios e potenciar a hotelaria, a restauração, comércio local que ganha com milhares de pessoas, ou seja, uma questão de marketing territorial, mas também de desenvolvimento económico e social, além de, para o ano, darmos mais um passo e estamos no Campeonato de Portugal de Ralis, sendo para isso que estamos todos juntos a trabalhar», afiançou motivado o autarca vouzelense.
Fernando Ruas: “Alargar o rali a outros municípios”
O presidente da Câmara Municipal de Viseu, Fernando Ruas, afirmou que a competição organizada pelo Gondomar Automóvel Sport e promovida pela Promolafões, «é uma importante alavanca para o desenvolvimento da região, fazendo esse desiderato com os pés bem assentes no chão, unindo esforços nesse sentido».
«É importante que uma região que se juntou espacialmente, tenha a abertura para colaborar nestes eventos, os quais têm, no âmbito espacial, mais alargado, com a região Dão Lafões com dois municípios representados, podendo, futuramente, outras autarquias seguir estes passos e alargar ainda mais o evento», acrescentou o também presidente da Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Viseu Dão Lafões.
Joaquim José Neves: Rali é o motor promocional da região
Joaquim José Neves, presidente do Gondomar Automóvel Sport, entidade organizadora do Rally Constálica Viseu Dão Lafões, esgrimiu argumentos sobre a edição deste ano. São inúmeras as novidades da prova pontuável para o Campeonato Promo de Ralis, Campeonato Centro de Ralis, Campeonato Centro de Ralis 2RM, Taça de Portugal GT de Ralis, Clio Trophy Portugal e Promolafões Rali Cup by Castrol.
De acordo com o dirigente, «o rali é já uma marca do território do Interior Centro-Norte do país que agora se estende territorialmente com a entrada das Câmaras Municipais de Oliveira de Frades e de Castro Daire, os quais se juntam aos Municípios de Viseu e de Vouzela, com partida na Feira de São Mateus e o pódio na Alameda D. Duarte de Almeida, em Vouzela».
«Este evento não é apenas uma prova de velocidade e perícia, é uma celebração desta região. Este ano, o percurso desafia os limites, testando a coragem e a destreza de todos os participantes. É um traçado que honra a tradição do nosso rali que, sendo candidato ao Campeonato de Portugal de Ralis, vamos reativar lendárias especiais de classificação, tais como Moledo (11,25 km), em Castro Daire; Farminhão/Torredeita (8,15 km), em Viseu; Ladário (6,65 km), em Oliveira de Frades»», afiançou Joaquim José Neves
«Estas especiais juntam-se, naturalmente, aos míticos troços da Penoita (8,65 km), Senhora do Castelo (7,05 km) e super-especial 2,85 km), todas em Vouzela, mas este ano percorridas de foRma inversa, tornando este rali numa prova desenhada com formato totalmente novo», acrescentou o dirigente desportivo.
O piloto de Baião Filipe Nogueira, acompanhado pelo navegador madeirense Pedro Figueira, concluiu a sua participação no 66.º Rali Vinho da Madeira, prova pontuável para o Campeonato de Portugal de Ralis 2 Rodas Motrizes e para a Peugeot Rallye Cup Portugal, ao volante do Peugeot 208 Rally4.
A dupla iniciou a competição na Super Especial de quinta-feira, que correu de forma positiva. Na sexta-feira, o rali “a sério” começou com três classificativas disputadas com cautela, devido à humidade no asfalto e à necessária adaptação ao 208 Rally4 em ritmo competitivo, dado que se tratava dos primeiros quilómetros em asfalto nesta viatura.
Na assistência de meio-dia, uma alteração de set-up na traseira do Peugeot revelou-se acertada e os tempos melhoraram de forma expressiva nas segundas passagens pelos troços da manhã: “Na PEC 1 ganhámos 10 segundos, na PEC 2 cerca de 3 segundos e na terceira mais 14 segundos. Estes registos deixaram-nos confiantes e com a plena consciência de que estávamos a evoluir”, sublinhou Filipe Nogueira.
No entanto, o início de sábado trouxe um revés.“Logo após o arranque e na primeira curva, senti um barulho e percebi que algo se tinha soltado. Foi o suporte de ferro da cava da roda de plástico que cedeu e se foi enrolando no pneu. Quando o suporte começou a desfazer-se, rasgou completamente o pneu dianteiro esquerdo e tivemos de parar em plena especial, perdendo cerca de 10 minutos. Ficou assim hipotecado qualquer resultado positivo”, explicou o piloto.
Com a motivação afetada e três especiais canceladas devido a acidentes, o sábado resumiu-se apenas às duas passagens pelo troço do Rosário. “Para nós, em termos de desempenho, o rali foi praticamente o que aconteceu até ao final de sexta-feira – e até aí ficámos muito satisfeitos”, destacou.
Apesar do percalço, Filipe Nogueira considera a participação no Rali da Madeira como um dos momentos altos da época: “Os milhares de espectadores, a paixão que demonstram, a forma como interagem com os pilotos e máquinas… tudo isso faz desta prova algo ímpar no campeonato. É também a que mais retorno dá aos pilotos. Parabéns à RTP Madeira pela total cobertura televisiva e por levarem as imagens para todo o país e para o estrangeiro. Assim faz sentido estar deste lado.”
O piloto deixou ainda palavras de agradecimento à sua equipa, à Motorlobos, aos patrocinadores que tornam o projeto possível e ao navegador Pedro Figueira “pelo grande rali que fez”. A próxima prova do calendário de Filipe Nogueira será o Rali da Água Transibérico Eurocidade Chaves Verin, que se disputa nos dias 19 e 20 de setembro.
Após cinco provas já disputadas no Campeonato de Portugal de Ralis, a dupla Ricardo Teodósio e José Teixeira prepara-se para enfrentar mais um desafio importante na temporada: o Rali da Madeira.
Mesmo ciente das dificuldades que normalmente surgem com a chegada ao arquipélago, Teodósio mostra-se confiante na boa adaptação ao Toyota GR Yaris Rally2, acreditando que as estradas madeirenses podem ser o palco ideal para voltar aos bons resultados.
“Temos boas expectativas para a Madeira. O asfalto é uma superfície onde nos sentimos confortáveis, e as características técnicas dos troços da ilha são desafiantes, mas bastante entusiasmantes. Temos evoluído bem com o carro, e acredito que, apesar da forte concorrência, temos condições para lutar por um bom resultado. Trabalhámos muito na afinação do carro para este rali e queremos aproveitar ao máximo cada oportunidade”, afirmou o piloto.
José Teixeira sublinha a evolução positiva da equipa ao longo da temporada e reforça o foco neste importante momento da época: “Estamos cada vez mais próximos do nível a que queremos estar. O ambiente na equipa é muito positivo, sentimos o apoio dos nossos patrocinadores e estamos muito motivados. A Madeira é sempre uma prova especial e vamos dar tudo para estarmos entre os da frente.”
O Rali da Madeira 2025 contará com 13 Provas Especiais de Classificação, com passagens por zonas emblemáticas da ilha como Chão da Lagoa, Paul da Serra e Encumeada. A competição arranca na quinta-feira, 31 de julho, às 20h00, com a tradicional Super Especial na Avenida do Mar, no centro do Funchal, num ambiente urbano e altamente competitivo. Na sexta-feira e sábado, as equipas enfrentam dias intensos com várias especiais ao longo da manhã e da tarde. O rali termina com a tradicional Power Stage no Rosário, pelas 17h25, seguida da cerimónia de pódio e entrega de prémios na Avenida do Mar.
Afigura-se mais desafiante do que nunca a sexta prova do Campeonato de Portugal de Ralis (CPR), tendo como palco, este próximo fim de semana (31 julho/2 agosto), as belas e “exigentes” classificativas da ilha da Madeira.
Kris Meeke (Toyota GR Yaris Rally2), detentor do título e líder destacado do campeonato, procura redimir-se dos seus maus resultados nas duas últimas edições insulares, enquanto Dani Sordo (Hyundai i20 N Rally2) vai correr pela primeira vez na Pérola do Atlântico, o que significará uma desvantagem face aos seus adversários do CPR. Nesse contexto, têm a “palavra” Armindo Araújo (Skoda Fabia RS Rally2), José Pedro Fontes (Citroen C3 Rally2) e Ricardo Teodósio (Toyota GR Yaris Rally2), grupo a que se juntará o jovem Hugo Lopes (Hyundai i20 N Rally2). Pedro Almeida (Skoda Fabia RS Rally2), o vencedor do CPR no Vodafone Rally de Portugal, decidiu fazer uma pausa na sua carreira para reflexão, sendo, por isso, ausência de vulto no rali insular.
O grande desafio de Meeke, depois de vencer as três primeiras provas da época e dominar as duas seguintes, nas quais registou uma desistência (problemas mecânicos) e um segundo lugar, será repetir na Madeira a superioridade que tem evidenciado: foi o mais rápido em 69,2 por cento das classificativas disputadas (52). E, em paralelo, resta a incógnita do que será capaz Sordo na estreia, face a uma concorrência fortíssima na discussão da vitória.
Simone Campedelli (Skoda Fabia RS Rally2) e Diego Ruiloba (Citroen C3 Rally2), este último vencedor da edição anterior do rali madeirense, são os pilotos convidados para a “festa”, mas candidatos ao pódio são também os mais rápidos e bem equipados pilotos do Campeonato de Ralis CORAL da Madeira: Miguel Nunes (Skoda Fabia RS Rally2), João Silva (Toyota GR Yaris Rally2) e Miguel Caires (Skoda Fabia RS Rally2), os quais, à semelhança de 2025, voltam a receber a “companhia” de Alexandre Camacho. Este último, o recordista de vitórias no Rali da Madeira (seis triunfos), ainda que em 2025 não dispute o campeonato local, estará aos comandos de um Hyundai i20 N Rally2 na prova mais importante da época para os madeirenses.
Muito embora tanto os convidados como os locais não “roubem” pontos aos seus adversários do CPR, a verdade é que ninguém, dos nomes já referidos, quer ficar em segundo plano no “sprint” mais longo da época: 177,56 quilómetros ao cronómetro em 13 classificativas.
Não menos aliciante, em termos de competitividade, será o CPR 2RM (duas rodas motrizes), que junta na Madeira os principais candidatos à sucessão de Gonçalo Henriques. A primazia é dos pilotos dos Peugeot 208 Rally4, com Ricardo Sousa na liderança, depois de vencer as três últimas provas, secundado por Henrique Moniz e Guilherme Meireles. Numa prova tão exigente e extensa, tudo pode acontecer na luta pelo primeiro lugar… para a qual se perfila um número alargado de candidatos.
PROGRAMA HORÁRIO
QUINTA-FEIRA (31 agosto)
Funchal (Praça CR7) 15h57
Cerimónia de Partida/Pódio (Praça do Povo) 16h00
Reagrupamento (Av. Dr. Sá Carneiro) 16h16/19H22
PEC 1 – Cidade do Funchal (2,18 km) 19h30
Parque Fechado (Parque do Savoy) 19h40
SEXTA-FEIRA (1 agosto)
Saída do Parque Fechado (Parque do Savoy) 09h07
Parque de Assistência (Av. Dr. Sá Carneiro) 09h10/09h25
O piloto de Baião Filipe Nogueira, acompanhado pelo navegador madeirense Pedro Figueira, vai alinhar na edição de 2025 do Rali Vinho da Madeira, uma das provas mais emblemáticas do calendário nacional, pontuável para o Campeonato de Portugal de Ralis 2 Rodas Motrizes e para a Peugeot Rallye Cup Portugal.
A dupla apresentará o Peugeot 208 Rally4, viatura com a qual Filipe Nogueira iniciou a temporada de 2025, e que será agora estreada em pisos de asfalto. Apesar de só ter participado em duas das cinco rondas já disputadas – o Rallye Casinos do Algarve e o Rali Terras d’Aboboreira – Nogueira ocupa atualmente o 13.º lugar na classificação do CPR 2RM e o 12º posto na competição promovida pela marca francesa.
Para o piloto, este é um regresso com um sabor especial: “O Rali da Madeira será sempre um grande desafio carregado de simbolismo. A Madeira é um local onde trabalhei e vivi durante 12 anos, por isso estar à partida desta prova é muito especial. A minha estreia aqui foi em 2023, mas desistimos logo na super especial. Este ano será, na prática, uma verdadeira estreia numa prova que sempre admirei como espetador. É um sonho tornado realidade.”
O navegador Pedro Figueira, natural da Madeira, partilha da motivação: “Qualquer madeirense que goste de ralis quer estar presente nesta prova. É a mais importante da região e uma das mais exigentes do país.”
Conscientes do elevado grau de dificuldade do Rali da Madeira, quer pela especificidade dos troços, quer pela forte concorrência e imprevisibilidade meteorológica, a dupla estabelece como principal meta concluir a prova e lutar por um lugar no Top 10 da Peugeot Rally Cup Portugal e por uma boa posição na geral das Duas Rodas Motrizes.
Filipe Nogueira deixa ainda uma palavra de agradecimento aos patrocinadores que tornam possível este projeto.
O 66.º Rali da Madeira 2025 decorre entre os dias 31 de julho e 2 de agosto, com partida e chegada no Funchal, contando com um percurso total de 629,07 km, dos quais 177,56 km distribuídos por treze provas especiais de classificação ao longo de três dias de competição.