Categoria: Ralis

  • Cascais, Mafra e Sintra prontos para o intenso “perfume” competitivo do Bilstein Group Rallye das Camélias 2025

    Cascais, Mafra e Sintra prontos para o intenso “perfume” competitivo do Bilstein Group Rallye das Camélias 2025

    A icónica prova organizada pelo Clube de Motorismo de Setúbal decorre nos dias 7 e 8 de fevereiro, nos Concelhos de Cascais, Mafra e Sintra. A edição 2025 é dedicada ao malogrado Luís Caramelo, um dos grandes responsáveis pelo regresso do rali à estrada.

    E são muitas as razões para esperar que a edição de 2025 da histórica prova se transforme em mais um momento de grande competição, emoção e comunhão com o muito público que não costuma perder pitada do rali.

    O dia de sexta-feira, 7 fevereiro, é integralmente dedicado às verificações técnicas e administrativas que decorrem, entre as 14.00 e as 18.00 horas, nas instalações do Bilstein Group, situadas em Venda de Pinheiro, na Malveira.

    Sábado, 8 de fevereiro, é tempo da etapa unica da prova, com a partida e a chegada a terem como palco os jardins do Casino do Estoril. o Bilstein Group Rali das Camélias 2025 terá uma extensão total de 263,08 km, dos quais 61,67 contra o cronómetro, distribuídos por 6 classificativas. As duas primeiras, serão percorridas na secção matinal e correspondem à passagem única pelos troços de Parque Natural Sintra/Cascais (11,66km) e Codeçal (7,99km), seguindo-se um reagrupamento junto ao Palácio Nacional de Mafra. As hostilidades vespertinas arrancam com a dupla passagem por Tapada Mafra (11,33km), ficando para o fecho da prova as duas vezes em que a ‘armada’ competitiva do Bilstein Group Rali das Camélias terá de enfrentar a especial de Sintra (9,68km).

    Para Joaquim Capelo, diretor de prova, erguer o rali “foi um esforço enorme da equipa do nosso clube para conseguir erguer em tempo recorde esta edição do rali, mas estamos muito orgulhosos de poder garantir que a prova tem tudo para ser mais um êxito. Não introduzimos grandes alterações ao figurino habitual, até porque tem resultado e sido do agrado dos concorrentes. São troços míticos, desafiantes feitos dentro de um esquema que beneficia o público e agora é esperar para vivermos mais uma grande prova”.

    Joaquim Capelo destacou ainda “a criação de zonas de público e zonas de espetáculo, devidamente identificadas, que permitirão aos espetadores viverem as emoções do rali em perfeita segurança”.

    • Fernando Matias, presidente do Clube de Motorismo de Setúbal, enfatizou “a capacidade que o nosso clube ostentou para, em sintonia com as autarquias, demais parceiros e entidades e patrocinadores, voltar a colocar na estrada o rali. O desaparecimento do Luís Caramelo foi um rude golpe, sendo ele figura importante neste renascimento da prova, mas as forças dos membros do clube fizeram com que conseguíssemos erguer o rali, sendo essa a melhor maneira de homenagear o Luís. Estou convicto de que será mais um grande evento e estou convicto de que 2025 marcará o início de uma nova era da prova. Tudo faremos para garantir um futuro de sucesso”.

    Autarquias e Naming Sponsor’ destacam importância do rali

    Na apresentação, ficou bem patente o quanto este regresso da prova, após longos anos de ‘jejum’ tem sido assumido como muito importante para a região, quer pela sua forte carga mediática, quer por edição após edição, colocar na estrada milhares de espetadores.

    Por esse diapasão afinaram os representantes dos três municípios envolvidos.

    Miguel Correia, Vereador do Desporto da Câmara Municipal de Mafra, destacou “a grande importância que o desporto automóvel tem para o nosso município, não só por promover o território como destino, mas também para promover todos quantos em Mafra vivem intensamente este desporto, desde pilotos a navegadores, preparadores, equipas e elementos de variadas organizações. O Rallye das Camélias é uma prova única e vivida em Mafra com muito entusiasmo, merecendo assim todo o nosso apoio. Quero ainda deixar aqui uma palavra de conforto e amizade à família do Luís Caramelo e ao clube organizador, estando convicto de a prova será uma grande e justa homenagem a uma figura ímpar a quem o rali muito deve”.

    Já o seu homólogo de Cascais, Francisco Freye, começou por “felicitar o Clube de Motorismo de Setúbal por levar o rali para a estrada. A Câmara Municipal de Cascais apoia firmemente este rali, dando seguimento à relação intensa que o nosso concelho tem com o desporto automóvel, sendo também para nós motivo de grande satisfação ver esta edição acontecer, prestando assim um merecido tributo à memória do Luís Caramelo”.

    Frederico D’Eça , Diretor do Departamento de Educação, Juventude e Desporto da Câmara Municipal de Sintra, começou a sua intervenção agradecendo “todo o esforço que foi feito para manter esta prova, até para homenagear toda a dedicação que o Luis caramelo sempre teve para que ela fosse uma realidade. É impossível falar de desporto motorizado em Sintra sem falar do Rallye das Camélias e assumimos o legado e o compromisso em colaborar para que a prova tenha continuidade e consiga melhorar ano após ano. Este rali é um motivo de orgulho para todos nós!”.

    Joaquim Candeias, Managing Director do Bilstein Group, agradeceu “a presença de uma plateia tão ilustre  representativa do desporto automóvel nesta apresentação realizada na nossa sede. O Bilstein Group é um grupo que está no Top 3 mundial da distribuição e está em Portugal desde 2004, onde somos também uma empresa de referência no nosso setor. A nossa aposta no Rallye das Camélias permite-nos divulgar as nossas marcas e os nossos produtos junto de um público muito mais alargado e estamos muito satisfeitos com o retorno obtido”.

    Pelo desenrolar das inscrições, a prova tem tudo para ostentar “casa cheia”, fazendo antever um grande espetáculo. Toda a informação oficial sobre a edição 2025 do Bilstein Group Rallye das Camélias estará disponível online na aplicação Sportity, bastando inserir o código RC25.

  • Gonçalo Henriques e Hugo Lopes serão pilotos oficiais da Hyundai Portugal no CPR 2025

    Gonçalo Henriques e Hugo Lopes serão pilotos oficiais da Hyundai Portugal no CPR 2025

    A Hyundai Portugal e a FPAK apresentaram hoje, dia 14 de janeiro, o projeto de promoção de jovens talentos nos ralis automobilísticos nacionais Hyundai Júnior Team FPAK, que irá participar no Campeonato de Portugal de Ralis na categoria Rally 2 na época desportiva de 2025.

    A equipa Hyundai Junior Team FPAK é composta pelos pilotos Gonçalo Henrique e Hugo Lopes, que irão realizar, 3 provas do CPR, cada um, ao volante da mais recente evolução do Hyundai i20 N Rally 2, em igualdade com a equipa de pilotos do Team Hyundai Portugal a anunciar em breve.

    Gonçalo Henriques disputará o Rali Casinos do Algarve, o Rali Terras d’Aboboreira e o Rali Vidreiro. Já Hugo Lopes irá disputar o Rali Serras de Fafe, o Rali de Castelo Branco e Vila Velha de Rodão e o Rali da Água Eurocidade Chaves-Verín.

    Para Sérgio Ribeiro, Administrador Executivo Salvador Caetano Auto, a “Hyundai está nos ralis pelos ralis desde o primeiro momento. Sempre nos pautamos pela realização de projetos disruptivos e diferenciadores. Este inovador projeto, o Hyundai Júnior Team FPAK, é a concretização da aposta na promoção de jovens talentos do automobilismo nacional. Para 2025 apresentamos este projeto único, em parceria com a FPAK, que pela primeira vez se materializa em Portugal, na categoria Rally 2 naquilo que acreditamos ser uma garantia de sustentabilidade futura do desporto automóvel nacional.”

    Por seu lado, Ni Amorim, Presidente Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting afirmou que “é com enorme satisfação que vemos este projeto ganhar forma. A direção da FPAK está empenhada em conseguir proporcionar aos jovens talentos condições para vingar neste caso nos ralis, mas também em outras modalidades. Este acordo entre a FPAK e a Hyundai vai permitir essa concretização que nos enche de orgulho. Tenho a certeza de que o Gonçalo Henriques e o Hugo Lopes, que já nos mostraram nestes últimos dois anos um talento indiscutível, serão bem-sucedidos neste programa que agora arranca e que servirá de montra para o seu futuro desportivo.”

    Gonçalo Henriques confessou que “não podia estar mais feliz pelo surgimento desta oportunidade, naquele que pode ser um momento chave na minha carreira, e que representa o concretizar de um sonho. Estou muito focado e motivado para este novo desafio.”

    Hugo Lopes considera que “representar a equipa campeã nacional é sinal de grande responsabilidade e a realização de um sonho para o qual tenho vindo a trabalhar. Estou comprometido em honrar a confiança depositada em mim, contribuir para o sucesso da equipa e inspirar as próximas gerações de pilotos em Portugal.”

  • Rui Madeira ‘ataca” o Europeu de Históricos em 2025

    Rui Madeira ‘ataca” o Europeu de Históricos em 2025

    2025 será palco de um regresso forte da dupla ‘mundialista’ constituída por Rui Madeira e Nuno Rodrigues da Silva aos palcos internacionais. Aos comandos do Mitsubishi Lancer EVO II, está confirmada a sua presença em, pelo menos, 3 ralis do calendário do FIA Historical Rally European Championship.

    A temporada que agora começa marca a passagem do 30º aniversário da conquista do título FIA Grupo N, primeiro cetro de nível mundial conquistado por uma equipa portuguesa.

    E que melhor forma de comemorar a efeméride do que anunciar que o programa competitivo de Rui Madeira para 2025 vai incluir a participação em, pelo menos, três provas do FIA Historical Rally European Championship.

    E o arranque deste ‘ataque’ ao Europeu de Históricos terá início já no próximo mês de março, com a consagrada equipa portuguesa a alinhar no Rally Costa Brava, que se disputará de 13 a 15.

    Será uma participação com uma enorme carga simbólica, pois também acontecerá, 31 anos depois da brilhante vitória alcançada por Rui Madeira e Nuno Rodrigues da Silva no Rali de Catalunha de 1994, tendo aí juntado ao triunfo no Grupo N um excecional 5º posto à geral. Foi então o primeiro triunfo internacional da dupla.

    “Já passaram 30 anos do título Fia Grupo N em 1995!”, lembra Rui Madeira que celebra “este nosso regresso onde fomos muito felizes diversas vezes, tendo sido o palco da nossa primeira vitória fora de portas. Foi também na Catalunha que, em 1998, contribuímos para a vitória da Grifone na Fia Team’s Cup, num rali onde conseguimos fazer tempos muito perto dos outros Corolla de fábrica. Depois, em 2007, com um Mitsubishi Evo9 da Vidal Racing, terminámos no 3 lugar do pódio do Grupo N”.

    Sendo “um rali onde andamos sempre bem, sendo competitivos e alcançando grandes resultados, torna-se, por isso, o arranque ideal para esta aventura de 2025 no Europeu de Históricos!”, acrescenta.

    Garantida está a participação em 3 provas: Rally Costa Brava (13/15 março), Historic Rally das Astúrias (15/18 outubro) e o Historic Rally de Montelongo em Portugal (7/8 novembro), embora Rui Madeira assuma que “tudo faremos para reunir as condições em poder estar em mais ralis. Gostava de fazer pelo menos 5 dos 9 do calendário. Seria interessante que pudéssemos alinhar em um ou dois em pisos de terra. Vamos ver se conseguimos reunir os apoios”.

    Quanto a objetivos, Rui Madeira realça “o enorme nível competitivo do campeonato. Vamos dar o nosso melhor e dignificar Portugal. Eu e o Nuno somos muito competitivos e não enjeitaremos lutar pelos lugares cimeiros”.

    Calendário da temporada ainda em aberto

    Para além do FIA Historical Rally European Championship, Rui Madeira volta a apostar num alinhamento de eventos muito diversificados.

    O ‘mundialista’ não tem ainda “o meu calendário de 2025 completamente fechado. Vou, obviamente, fazer mais provas, sendo certo que alinharei nos ralis das Camélias, Spirit e de Lisboa. Depois, dependendo se irei estar presente, ou não, em mais provas do europeu, poderemos vir a incluir mais um ou dois ralis Legend”.

    Como navegadores, Rui Madeira continua a contar “com o meu companheiro e amigo Nuno Rodrigues da Silva e em provas como o Spirit, será a minha esposa Paula Madeira a assumir a baquet do lado direito”.

  • Rally de Lisboa 2025 estreia-se no Campeonato de Portugal 2RM

    Rally de Lisboa 2025 estreia-se no Campeonato de Portugal 2RM

    Prova do CPKA mantém-se como competição única da Taça de Portugal de Ralis pelo terceiro ano consecutivo e continua a integrar o calendário do Clio Trophy Portugal.

    A edição 2025 do Rally de Lisboa (30 outubro/1 novembro), a competição única da Taça de Portugal de Ralis, vai subir de patamar no calendário desportivo delineado pela Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting e fazer a sua estreia no Campeonato de Portugal de Ralis 2RM (duas rodas motrizes).

    Organizado pelo CPKA – Clube de Promoção de Karting e Automobilismo e com classificativas em piso de asfalto, o Rally de Lisboa volta a ser uma das cinco provas eleitas pelo Clio Trophy Portugal e se em 2024 foi a jornada de abertura, esta época terá o privilégio de encerrar o troféu promovido pelo Renault Group. E estará de novo, como nas duas edições anteriores, calendarizado no Internacional Iberian Rally Trophy.

    Entre as múltiplas novidades da quinta edição do rali que já conquistou um estatuto de referência no panorama do desporto automóvel português, e com ênfase especial na região da Grande Lisboa, destacam-se a passagem dupla por troços cronometrados emblemáticos como Alcabideche e Peninha. Serão utilizadas novas versões destas duas “especiais” da Serra de Sintra que fazem parte da história dos ralis, tanto nacionais como do WRC.

    Outra das atrações do novo figurino do Rally de Lisboa é a vila de Mafra, que acolherá uma Super-Especial tendo como pano de fundo o Palácio Nacional de Mafra. Recorde-se que o arranque do rali, na tarde de sexta-feira e à semelhança dos anos anteriores, volta a ter como palco o Padrão dos Descobrimentos, em Belém. O final, no sábado, repete o glamour e a beleza do enquadramento paisagístico da Marina de Cascais, em cujo paredão e arruamentos limítrofes será disputada uma City Stage, antes da festa de consagração dos pilotos na cerimónia de entrega de prémios.

    Promovido este ano ao Campeonato de Portugal de Ralis 2RM (duas rodas motrizes), o Rally de Lisboa, que em 2024 teve como vencedor o jovem Diego Ruiloba (Citroen C3 Rally2), piloto oficial do Citroen Rally Team Espanha, reserva para mais tarde outras aliciantes novidades, sobretudo em matéria de pilotos e de equipas participantes.

  • Ralis de terra e asfalto no calendário 2025 do Clio Trophy Portugal

    Ralis de terra e asfalto no calendário 2025 do Clio Trophy Portugal

    O calendário da segunda edição do Clio Trophy Portugal está definido e com a novidade da estreia dos pisos de terra. O início da época está marcado para 7 de março.

    Cinco ralis integram o calendário da edição 2025 do Clio Trophy Portugal, os dois primeiros disputados em pisos de terra e os restantes em asfalto:

    • 7 e 8 de março – Rallye Serras de Fafe, Felgueiras, Boticas e Cabeceiras de Basto.
    • 2 e 3 de maio – Rali Terras d’Aboboreira.
    • 13 e 14 de junho – Rali Castelo Branco e Vila Velha de Ródão.
    • 17 e 18 de outubro – Rali Vidreiro Centro de Portugal.
    • 31 e 1 de novembro – Rally de Lisboa.

    Para além da estreia dos pisos de terra, a segunda época do Clio Trophy Portugal é marcada pela entrada da Michelin como fornecedor de pneus. O fabricante francês junta-se, assim, à Mobilize Financial Services e à MOTRIO como parceiros da iniciativa promovida pela Renault Portugal.

    Quanto a prémios, o valor total volta a ser de 40.000€. Por prova, vão ser atribuídos 2.500€ ao vencedor, 1.750€ ao segundo classificado, 1.250€ (3º), 750€ (4º), 500€ (5º), 250€ (6º), enquanto o prémio final para o vencedor da competição é de 3.000€ + 2.000€ em material Alpine Racing.

    Em relação à época de 2025, Pedro Matos Chaves, coordenador desportivo do Clio Trophy Portugal, destaca: “A inclusão de ralis em pisos de terra é uma evolução natural para o troféu, permitindo aos pilotos um contacto mais amplo com diferentes superfícies e tornando-os mais versáteis e competitivos. O ´feedback´ dos pilotos e equipas foi essencial para esta decisão, e estamos confiantes de que a temporada de 2025 será ainda mais emocionante.”

    á Hugo Barbosa, Diretor de Comunicação da Renault Portugal, sublinha: “O Clio Trophy Portugal reafirma-se como a competição referência para jovens pilotos. Com resultados notáveis, novas parcerias e a inclusão de pisos de terra, estamos a cumprir a missão de organizar um troféu que não só forma talentos, mas também promove o desporto automóvel como um todo.”

    Uma excelente temporada em perspetiva, até em função do sucesso da edição de estreia, que confirmou o Clio Trophy Portugal como uma proposta única no automobilismo nacional: uma verdadeira escola de talentos – Danny Carreira, foi coroado “campeão” com apenas 23 anos de idade –; uma imbatível relação competitividade/preço; e a irrepreensível fiabilidade do Clio Rally 5, que não registou uma única desistência por problemas técnicos!

    Recorde-se que o Clio Rally 5 que serve de base ao troféu tem origem no modelo de série do Clio. Para além de beneficiar de uma homologação FIA, é equipado com uma caixa de velocidades sequencial Sadev, diferencial autoblocante, suspensões e travões específicos e, claro, todos os equipamentos de segurança exigidos pelos regulamentos internacionais. A mais competitiva e bem-sucedida proposta para os pilotos, sobretudo os mais jovens, que sonham com a oportunidade de competir, aos comandos de um carro competitivo, fiável e acessível.

  • Francisco Custódio: “A grande lição é que os ralis só acabam no parque fechado”

    Francisco Custódio: “A grande lição é que os ralis só acabam no parque fechado”

    É de Santa Comba Dão e chama-se Francisco Custódio o vencedor da terceira edição do FPAK Júnior Team de Ralis (FJTR) 2024 que apenas ficou decidida na quinta e última prova da época, o Águeda Rali Travocar. E foi por uma diferença de apenas… 2 pontos que o jovem beirão, navegado por Paulo Marques, bateu o amarantino Ricardo Rocha, primeiro classificado naquele rali, depois de feita a contabilidade da competição promovida pela Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting (FPAK) para descobrir, apoiar e promover novos valores nos ralis.

    Custódio não esquece, na hora da consagração, o incentivo do “staff” que o acompanha, creditando-lhe os louros desta vitória, já que nos momentos críticos nunca permitiu que renunciasse à luta pelos primeiros lugares. E lembrou o incidente no Rali Vidreiro, acabando, graças ao estímulo recebido dos amigos, por transformar uma quase desistência no resultado que o catapultou para a liderança do FJTR antes da derradeira prova da época.

    “Há um ano, estreei-me nos ralis e não fazia ideia que hoje iria estar agora a festejar. Surgiu a possibilidade de participar no FPAK Júnior Team e à partida do Rali de Castelo Branco, que foi a primeira prova da época, se me dissessem que eu iria ser o vencedor final, nunca acreditaria. Este triunfo é resultado do trabalho conjunto entre mim, o copiloto e toda a restante equipa. Houve ralis que correram melhor do que outros, mas a junção e o acumular de situações levou-nos a estar aqui agora e… sermos os vencedores”, começou por referir Francisco Custódio, de 23 anos, a viver um turbilhão de emoções no termo do Águeda Rali Travocar, logo que foi confirmada a sua vitória no FPAK Júnior Team de Ralis’2024.

    Fã assumido de Armindo Araújo, de quem ainda guarda na memória imagens dos ralis do piloto de Santo Tirso no WRC, não esconde ter vivido momentos de sentida emoção ao competir nas mesmas classificativas do seu ídolo no CPR, como sucedeu esta época nos ralis de Castelo Branco, da Água e no Vidreiro. “Nunca imaginei que tal pudesse vir a acontecer…”, confessou.

    O que é que fez a diferença para o Francisco Custódio vencer o FJTR?

    “Creio que foi a nossa [piloto, navegador, equipa MNE Sport] união e, também, nunca ter desistido, porque surgiram momentos em que para mim o rali já estava acabado e houve gente que puxou por mim, incentivando-me a ir até ao fim”.

    E, especificando, avançou:

    “Por exemplo, no Rali Vidreiro tive uma saída de estrada na segunda classificativa, logo na sexta-feira, e o meu copiloto disse para não desistirmos e a verdade é que conseguimos concluir a prova em segundo lugar. Por mim, se calhar… nunca teria acabado, depois do contratempo surgido no primeiro dia”.

    – Essa terá sido uma das grandes lições da época…

    “Sim, é verdade, um rali só acaba… no fim, o carro tem que chegar ao parque fechado e, portanto, as contas fazem-se apenas no final. Não vale a pena fazer muitos prognósticos. Foram cinco ralis com quatro vencedores diferentes, numa edição da FPAK Júnior Team muito competitiva. Estou bastante contente por chegar aqui como vencedor”.

    – E agora, o Francisco Custódio já pensou no passo seguinte?

    “Sinceramente, eu ainda nem acreditei bem que sou o vencedor de 2024. Agora, é desfrutar do momento e tentar perceber o que a FPAK apoiará para a época de 2025. Vamos trabalhar para um projeto que me faça crescer enquanto piloto e oxalá eu possa continuar muitos anos nesta modalidade que adoro”.

    – Qual o seu ponto forte como piloto?

    “O meu ponto forte como piloto?… Com toda a franqueza, não sei responder a essa pergunta, porque, como já referi, a época foi feita de altos e baixos. Se calhar, o meu ponto forte é estar rodeado de pessoas que trabalham com o mesmo objetivo que eu e nunca me deixam baixar os braços. Foram elas, sem dúvida, que me trouxeram até aqui”.

    – Até onde pretende o jovem Francisco Custódio pretende chegar enquanto piloto de ralis?

    “Realisticamente, e repetindo aquilo que já afirmei este ano, o meu sonho era chegar ao Campeonato de Portugal de Ralis de 2RM e acho que vai ser possível concretizá-lo, visto que venci o FPAK Júnior Team. Depois, claro que um dia gostava de me sagrar campeão absoluto, isso seria o ponto alto, porque não tenho ambições a nível internacional. Não considero impossível fazer carreira lá fora, mas creio ser uma realidade longínqua neste momento. Portanto, o meu grande sonho é, um dia, poder lutar pelo título português absoluto de ralis”.

    – Para já, está a colocar o nome de Santa Comba Dão no mapa dos ralis…

    “Correr com o nome de Santa Comba Dão no carro é um orgulho. É de lá que eu sou. Não se trata de uma terra com muita história no automobilismo, mas pode ser que essa situação mude a partir de agora. E é uma alegria levar Santa Comba Dão comigo!”

  • João Pedro Sousa e Tiago Silva protagonizaram rali aguerrido em Águeda

    João Pedro Sousa e Tiago Silva protagonizaram rali aguerrido em Águeda

    A dupla famalicense João Pedro Sousa e Tiago Silva encerrou a temporada 2024 no Rali de Águeda com uma exibição marcada por altos e baixos, mas repleta de determinação. Após uma performance inicial brilhante, que os colocou na liderança do Grupo X2 e no 2.º lugar do Campeonato Start Norte de Ralis 2RM, a equipa enfrentou desafios que acabaram por condicionar o resultado final.

    Na primeira passagem pelos troços de Águeda, Sousa e Silva mostraram um ritmo forte e confiante, impondo-se com autoridade. “Começámos muito bem, com um andamento que nos permitiu assumir a liderança do nosso grupo e sonhar alto para o resto da prova”, destacou o piloto João Pedro Sousa.

    Contudo, nas segundas passagens, o desgaste dos pneus mostrou-se decisivo. Já no limite da sua eficácia, os pneus comprometeram a aderência do Renault Clio RS, tornando mais difícil manter o ritmo de ataque. Apesar do esforço para maximizar o desempenho, uma ligeira saída de estrada fez a dupla perder posições, forçando-os a lutar ainda mais para se manterem competitivos. Foi nesse momento que o espírito de equipa brilhou. A assistência técnica da A. Pereira Competições mostrou-se crucial, recuperando o carro para as últimas passagens. “A dedicação da nossa equipa foi essencial para voltarmos à luta. Sem eles, não teria sido possível continuar”, acrescentou Sousa.

    Apesar de uma recuperação impressionante e de um esforço conjunto até ao último metro, a vitória no Grupo X2 escapou, deixando a equipa com o 2.º lugar na classificação final do rali. No entanto, o balanço da temporada é motivo de orgulho. A consistência e rapidez demonstradas ao longo de todo o campeonato permitiram a Sousa e Silva somar o maior número de pontos no total de provas disputadas. Porém, o regulamento obrigou a equipa a descartar os 14 pontos de Vieira do Minho, relegando-os para o 2.º lugar final no Grupo X2.

    “Foi, sem dúvida, o nosso melhor rali. Lutámos até ao fim, enfrentámos adversidades e mostramos que podemos competir ao mais alto nível, mesmo contra carros superiores. Sairmos de cabeça erguida e gratos por todo o apoio que recebemos ao longo da temporada”, concluiu Tiago Silva.

    Com os olhos já postos no futuro, Sousa e Silva prometem voltar ainda mais fortes. Agradecem aos patrocinadores e a todos os que os acompanharam nesta jornada: Pictotrucks, Auto Vilar D’Este, AP Granitos, Câmara Municipal de Famalicão, Goldinvest, Clickviaja.com Famalicão, Escola de Condução Guiante, Pastelaria Extremo, BRM Automóveis, JB13 Shop, Restaurante Mikado, Escola de Condução Ases da Estrada, Optical+, Ambiflora, Black Garage, Pneutrofa, DHR Auto, Té Pneus, Yacco Portugal e Kimicar.

  • Vítor Pascoal venceu com autoridade entre os GT em Águeda

    Vítor Pascoal venceu com autoridade entre os GT em Águeda

    Voltando a provar todo o seu talento numa das suas modalidades de eleição, Vítor Pascoal, navegado por Ricardo Faria, levou o Porsche 991.2 GT3 Cup do Baião Rallye Team a um triunfo sem contestação na Categoria GT, logrando ainda conquistar um Top 4 na geral da edição 2024 do Águeda Rali Travocar.

    Foi mais uma regresso pontual bem sucedido ao mundo dos ralis de Vítor Pascoal. Atualmente com o seu foco muito mais virado para a Montanha, o ‘Sniper de Baião’ não perde qualquer oportunidade que lhe permita regressar a uma modalidade onde conquistou três dos sete títulos nacionais que ostenta no seu palmarés.

    Desta feita, correspondeu ao convite do CAST- Clube Automovle de Santo Tirso para ser um dos campeões nacionais presentes na 1ª edição do Águeda Rali Travocar, prova que ficou marcada pela presença de muito público e um programa de animação muito bem conseguido.

    “O CAST e a Promolafões estão de parabéns. Rali muito bem organizado, com uma preocupação enorme na sua divulgação e na inclusão no programa de muitos momentos de contacto com os aficionados. Foi uma excelente forma de terminar a época!”, destaca Vítor Pascoal.

    Quanto ao rali propriamente dito,  o craque de Baião realça “o desafio muito duro que tivemos pela frente. Troços que desconhecia por completo e que, pela sua sujidade, não eram muito adaptados às características dos GT. Eu e o Ricardo tentámos impor um ritmo rápido, mas sempre dentro de uma certa margem de segurança e ficamos muito felizes por termos vencido entre os GT. Quanto à geral, seria preciso arriscar muito mais para, nas condições de piso que encontrámos, lutar pelo triunfo. Estamos muito satisfeitos com o resultado”.

    Agora é tempo de descanso, antes da equipa começar a preparar com afinco a próxima época. Em 2025, Vítor Pascoal quer chegar ao pentacampeonato na Categoria GT do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group.

  • Gonçalo Henriques venceu o Águeda Rali Travocar

    Gonçalo Henriques venceu o Águeda Rali Travocar

    Foi num ambiente de grande festa e com um banho de multidão que terminou o Águeda Rali Travocar, a prova organizada pelo CAST e promovida pela Promolafões que encerrou os campeonatos de 2024 de ralis em Portugal e onde se encontraram os campeões que faltavam. O terminus do rali foi na baixa de Águeda com os pódios do rali junto ao maior Pai Natal do mundo. O banho de multidão já tinha começado no Sábado à noite com a disputa da Super-Especial de Águeda na zona alta da cidade.

    Em termos desportivos Gonçalo Henriques e Inês Veiga fecharam com chave de ouro a temporada ao garantir a vitória absoluta no rali. Alinhando pela primeira vez com um Peugeot 208 Rally4 o piloto de Poiares acabou por levar de vencida a luta travada com Paulo Antunes e Paulo Amorim em carro idêntico. Para a navegadora Inês Veiga foi um triunfo especial conseguido à porta de casa.

    Adruzilo Lopes chegou a Águeda já campeão Promo de Ralis, mas faltava o título ao seu navegador Vitor Hugo. A prova começou mal ao perder um minuto e meio no Sábado à noite com problemas no Mitsubishi Lancer Evo X. Hoje Adruzilo “puxou dos galões” e fez uma prova exímia, conseguindo recuperar até ao 3º lugar da geral e mostrando que sem os problemas teria vencido o rali. Com o 3º lugar da geral foram os melhores de Promo e Vitor Hugo pôde festejar o título de navegadores desse campeonato.

    No 4º posto surge os vencedores dos GTs – Vitor Pascoal e Ricardo Faria num dos quatro Porsche 911 GT3 que alinharam à partida mas dos quais apenas dois terminaram. Além de Pascoal também Paulo Carvalheiro escapou às armadilhas dos exigentes troços que viram o Porsche de Carlos Oliveira / Jorge Carvalho repousar de rodas para o ar na margem do Rio Águeda logo na primeira passagem pelo troço “Agua Serrana”. Paulo Carvalheiro navegado por Dércio Carvalheiro foi 7º da geral mas conseguiu o 2º posto entre os GT e com esse resultado foi o melhor nas contas finais do campeonato de Portugal de GT de 2024.

    Logo atrás de Pascoal desenrolou-se a luta pelo campeão Start Norte de Ralis. Marco Oliveira e Ricardo Sousa impuseram o VW Polo N5 ao Peugeot 208 R2 de Filipe Teixeira e António Campos. Oliveira foi 5º e campeão Start Norte, ao passo que Filipe Teixeira ficou com o vice-campeonato Start mas não perdeu tudo porque garantiu o título no Campeonato Start Norte de duas rodas motrizes.

    No Campeonato de Portugal de Clássicos de Ralis Luis Mota / Alexandre Ramos garantiram mais uma vitória e selaram mais um título. Os seus adversários José Merceano / Francisco Pereira ficaram pelo caminho na luta pelo título quando o seu Mitsubishi teve problemas.

    No FPAK Junior Team Francisco Custódio / Paulo Marques não venceram, nem era o objetivo, já que o 2º posto entre os pequenos Kia Picanto lhes garantia a vitória final no troféu para jovens pilotos. E foi esse o seu lugar com festejos de temporada, ao passo que os melhores no Águeda Rali Travocar foram Ricardo Rocha / Gonçalo Palmeira.

    Terminaram os campeonatos de ralis de 2024. O município de Águeda ajudou em tempo record a viabilizar esta derradeira prova para que os campeonatos terminassem com a dignidade merecida, e o empenho das equipas e adesão do público recompensaram este esforço, juntando ainda mais animação à já muito cidade do Baixo Vouga nesta altura de Natal.


    Link às classificações: https://anubesport.com/timing/gen/5033/?rallyId=201

  • Vítor Pascoal está de regresso aos Ralis no Águeda Rali Travocar

    Vítor Pascoal está de regresso aos Ralis no Águeda Rali Travocar

    Vítor Pascoal e Ricardo Faria voltam a formar dupla numa prova do Campeonato de Portugal GT de Ralis, alinhando este fim-de-semana na edição 2024 do Águeda Rali Travocar.

    No ano em que se sagrou pelo quarta vez na sua carreira campeão nacional da Categoria GT na Montanha, Vítor Pascoal regressa pontualmente a um campeonato onde já foi feliz, ostentando no seu rico palmarés três títulos nacionais de Ralis na Categoria RGT.

    Pascoal será, uma vez mais, navegado por Ricardo Faria, com o piloto baionense a realçar que “é sempre um gosto enorme ter o Ricardo como copiloto. Já não corríamos juntos desde 2023, mas estamos muito rotinados um ao outro e isso é muito importante num rali totalmente desconhecido para mim e onde queremos andar bem”.

    Terá como “arma” de serviço o seu habitual Porsche 991.2 GT3 CUP que já levou este ano a um triunfo à geral no Rali Rota da Cereja de Resende, sendo por isso natural que o “Sniper de Baião” seja apontado como um dos favoritos aos lugares cimeiros da geral da prova organizada pelo CAST – Clube Automóvel de Santo Tirso.

    “Vai ser certamente um rali muito interessante. Troços rápidos e exigentes, muito desafiantes, até porque são novidade. Estão vários GT’s inscritos e isso torna a luta pela liderança na categoria muito aberta. Iremos andar numa toada rápida, mas controlada, tentando evoluir ao longo do rali e, se se proporcionar lutar pela vitória, cá estaremos para tentar o triunfo!”, assume Vítor Pascoal.

    A prova terá o centro operacional nas instalações da Travocar e vai para a estrada este sábado ao princípio da noite com a dupla passagem na Super-Especial que de disputará nas ruas da zona alta da cidade de Águeda.

    No Domingo será tempo de passagem tripla pelos troços de “Préstimo” e “Água Serrana”, as duas primeiras passagens de manhã, e depois da vinda ao parque de assistência na cidade à hora de almoço, terá lugar a última passagem, com a entrega de prémios que marcará o final do rali a realizar-se junto ao Pai Natal gigante que é uma imagem de marca de Águeda.