Categoria: Ralis

  • Rui Madeira estreia o novo Ford Explorer  no Eco Rally de Lisboa 2024

    Rui Madeira estreia o novo Ford Explorer  no Eco Rally de Lisboa 2024

    Repetindo o desafio de 2023, Rui Madeira volta a defender oficialmente as cores da Ford, repetindo a sua participação no Eco Rally de Lisboa, penúltima prova do Campeonato de Portugal Novas Energias Prio.

    O consagrado ‘mundialista’ vai estrear nestas lides o novo Ford Explorer, desafio que o deixa “muito orgulhoso, pois será mesmo a estreia do carro na Europa, em provas cronometradas desta categoria. Por outro lado, estar novamente no Eco Rally de Lisboa é motivo de enorme satisfação, pela enorme ligação que tenho a esta organização”.

    E, se em 2023, Rui Madeira teve como navegador Sancho Ramalho, a quem o piloto tece rasgados elogios, considerando que “é um grande campeão, com o qual aprendi imenso”, desta feita é Paula Madeira que assume a batuta da navegação, sendo a estreia da esposa de Rui madeira neste tipo de provas.

    “Sem dúvida que o desafio deste ano é muito superior, quer para mim, quer para a Paula, pois o trabalho da navegação nestas provas é levado ao limite, pela quantidade de surpresas, diria mesmo “rasteiras”, na mudança de médias e aferições das provas de regularidade. Mas, conheço bem a seriedade com que a Paula encara todas as nossas participações e sei que vai correr bem. Vamos dar o nosso melhor para controlar o pedal do acelerador e mudar o chip da competição pura para este desafio bem diferente e difícil onde a regularidade é rainha e senhora!”, assume Rui Madeira.

    O casal Madeira terá a companhia na equipa oficial que representa a Ford Lusitana e a Ford CAM Lisboa da dupla açoriana Patrícia Carreiro/Paulo Rego, muito habituados às provas reservadas a carros elétricos. Rui Madeira realça que ”vai ser ótimo fazer equipa com a Patrícia e o Paulo, cuja experiência nos poderá ser muito útil. Quero agradecer à Ford CAM Lisboa e à Ford Lusitana por nos confiarem os carros e a todos os nossos parceiros que nos acompanham ao longo da época desportiva. Tudo faremos para honrar com um bom resultado a sua confiança”.

    O Eco Rally de Lisboa 2024 será disputado numa única etapa, que se desenrolará ao longo de sábado, 2 de novembro. A partida será no padrão dos Descobrimentos, pelas 10 da manhã, com a 1ª secção a terminar em Mafra, pelas 13.23. às 16:00 arrancará a 2ª secção, que ligará Mafra à Marina de Cascais, com a chegada do 1º concorrente a estar previstas para as 18:01. O Jantar de Cerimónia de Entrega de Prémios decorrerá no Centro Cultural de Cascais.

  • João Rodrigues: “em Albufeira o objetivo passa por terminar bem classificado”

    João Rodrigues: “em Albufeira o objetivo passa por terminar bem classificado”

    João Rodrigues e Manuel Santos vão atacar os troços em asfalto do 7º Rali Município de Albufeira aos comandos de um Peugeot 208 VTI R2. A dupla tem como objetivos terminar o rali e lutar pelas posições cimeiras entre as equipas que disputam o Campeonato Start 2RM Sul de Ralis.

    É o regresso do “Leão de Mafra” aos desafiantes troços algarvios. João Rodrigues quer “sacudir a malapata que me tem sempre afetado neste rali. É uma prova de que gosto muito e onde tenho andado sempre bem, mas sem que a sorte tenha estado do meu lado”.

    Como tal, o rápido piloto está focado “em tudo fazer para terminar o rali, até porque a minha participação foi garantida por um grupo de amigos e parceiros que se juntaram e me deram-me esta prenda. Quero devolver-lhes a confiança com uma presença no palanque final da prova e, se possível, com um resultado positivo. Mesmo não conhecendo o carro e enfrentando pilotos especialistas destes troços, quero também tentar estar entre os melhores nas Duas Rodas Motrizes”.

    Num ano em que já tripulou um Peugeot 208 Rally4, além do seu já mítico Peugeot 106, João Rodrigues tem agora num Peugeot 208 VTI R2 a ‘arma’ de ataque ao rali Município de Albufeira. O piloto de Mafra está convicto que a adaptação será “mais fácil, porque é parecido com o meu 106. Vamos ver se conseguimos ser competitivos desde o arranque da prova. Teremos um teste amanhã, sexta-feira, para me fazer ao carro e acertar os pormenores. Estou confiante!”.

    João Rodrigues agradece “de forma muito sentida aos meus parceiros, em especial ao Mauro Jacinto, da MJ Auto que é o grande responsável por nós irmos ao Algarve, bem como aos restantes patrocinadores Dom Bilas Caixiguias, Bacofra, Inplenia Fire Systems, Unipack , Janita XXI, Rave Peças, Olaria Batalha, Nimakiko Motas, CS Motorsport e Diogo Reis Construções”.

    O Rali Município de Albufeira arrancará na noite de 2 de novembro, sábado, com a discussão da Super Especial de abertura, numa extensão de 2,38 km. No domingo, 3 de novembro, a prova conta com triplas passagens pelas classificativas de Ferrarias (7,3 km), Paderne (6,17 km) e da Guia (6,18), terminado pelas 16 horas junto aos Paços do Concelho de Albufeira.

  • Hugo Lopes: “estivemos sempre na luta por um lugar no pódio”

    Hugo Lopes: “estivemos sempre na luta por um lugar no pódio”

    No passado fim de semana Hugo Lopes esteve em Valência nos Jogos Olímpicos do Desporto Motorizado, os FIA Motorsport Games, para representar Portugal na Categoria Rally4 Gravel.

    A competição arrancou na quinta-feira com os treinos livres e a qualificação no Circuito Ricardo Tormo nos quais o Viseense começou com o pé direito, fazendo primeiro e segundo lugar, respetivamente.

    O segundo dia era composto por sete especiais em terra mas não começou da melhor maneira com o piloto a ter problemas na caixa logo pela manhã, problema que a equipa resolveu na assistência antes dos últimos três troços em terra.

    Problema resolvido e já com mais de um minuto atrás do último lugar no pódio, a missão da tarde seria lutar pela ascensão ao terceiro lugar o que não foi possível devido a um novo problema mecânico: um parafuso do triângulo da suspensão cedeu devido à dureza e ao elevado desgaste dos pisos.

    A prova terminaria assim para Hugo Lopes: “Voltamos tristes para Portugal por não termos conseguido lutar até ao fim. Estivemos sempre na luta por um lugar no pódio até aos problemas de caixa e depois quando conseguimos recuperar algum tempo um parafuso cedeu.”

    Uma época quase perfeita em que lutou pela conquista de vários campeonatos termina assim com dois fins de semana menos positivos para o piloto de Viseu mas “há que aprender com os desafios que enfrentámos e olhar para o futuro. Os ralis são um desporto que tem tanto de espetacular como por vezes de ingrato e por pormenores se ganha e por pormenores se perde, não havendo segun,das oportunidades para voltar a tentar.”

    Hugo Lopes refere ainda que “estas provas menos boas não apagam as nossas prestações e trabalho deste ano, o nosso objetivo é competir à geral do Campeonato Portugal de Ralis. A nossa luta já tem de estar nesse patamar.”

  • Rui Madeira: “saímos do Luso frustrados… ficou adiada a vitória que tanto perseguimos!”

    Rui Madeira: “saímos do Luso frustrados… ficou adiada a vitória que tanto perseguimos!”

    Um problema no diferencial traseiro que afetou o Mitsubishi Lancer EVO logo no arranque do 8º Rally Legends Luso Bussaco, arruinou as ambições de Rui Madeira e Paula Madeira quanto a estarem na luta pela vitória. Mas, a dupla não atirou a toalha ao chão e deu um recital de condução ao longo da prova, triunfando em várias classificativas e provando que poderiam ter vencido o rali.

    Ainda não tinha começado a 1ª especial do 8º Rally Legends Luso Bussaco e já Rui Madeira e Paula Madeira estavam fora da refrega. O diferencial traseiro do Mitsubishi Lancer EVO II cedeu ainda na ligação para a passagem noturna pelos 2,65 km de Mortágua, forçando a dupla a abandonar.

    Felizmente, a equipa técnica resolveu o problema durante a noite e Rui e Paula Madeira apresentaram-se à partida da jornada de sábado, entrando logo ao ataque e vencendo as duas primeiras especiais. Só que, o carro nipónico voltou a ver o mesmo componente mecânico ceder na  classificativa seguinte, forçando Rui Madeira a levantar o pé, logrando concluir a especial, mas para voltar a abandonar, seguindo imediatamente para a assistência, sem poder fazer a última classificativa de dia.

    Num esforço hercúleo, a equipa voltou a “meter mãos à obra”, conseguindo resolver o problema e permitindo que a dupla alinhasse na derradeira etapa dominical. Rui e Paula Madeira andaram muito bem, registando tempos entre os três primeiros, deixando assim uma imagem forte da sua competitividade e proporcionando um grande espetáculo ao muito público presente.

    “Infelizmente, não conseguimos atingir o objetivo de vencer este rali. É uma prova fantástica, que alia o convívio entre equipas público e as lendárias máquinas e queríamos muito ganhar. Não começou da melhor forma, com o problema no diferencial traseiro que nos obrigou a mudar o mesmo. Voltámos no Sábado com o objetivo de andar depressa e vencer classificativas e era o estava a suceder, mas, no arranque para a 4ª PEC, voltou o problema no diferencial e tivemos de rumar de imediato à assistência. Regressamos no último dia, na máxima força e, com o Lancer a 100% e andamos entre os mais rápidos à geral, vencendo as especiais na nossa categoria”.

    Rui Madeira reconhece que “saímos do Luso um pouco frustrados, porque ficou adiada a vitória que tanto perseguimos. Quero agradecer à minha mulher e navegadora. A Paula foi, como sempre, de uma dedicação extrema. Agradeço ainda à equipa e aos patrocinadores que acreditam sempre nas nossas capacidades!”.

    Para Paula Madeira, a prova transformou-se “num desafio difícil, com muitas adversidades. O dia de sábado foi quase todo feito sem intercomunicadores, o que nos obrigou, mais que nunca, a focar e a trabalhar em equipa. As notas foram ditas num tom mais elevado e com gestos, acabando por funcionar muito bem!”, lembrando que “mesmo tendo eu e o Rui percebido precocemente que a vitória no rali tinha deixado de estar ao nosso alcance, continuámos a dar o máximo, fazendo bem o que mais gostamos. Agradeço mais uma vez, à equipa, aos amigos e à nossa família por todo o apoio que nos deram. E, para o ano, a taça é nossa!”.

    Sem tempo para descanso, Rui Madeira volta já a sua atenção para um desafio totalmente diferente. Nos dias 1 e 2 de novembro, o ‘mundialista’ estará novamente presente no Eco Rally De Lisboa, prova integrante do campeonato de Portugal Novas Energias PRIO.“Hora de mudar por completo o chip!… Volto a merecer a confiança da Ford para representar a marca neste campeonato emergente e logo num rali que me diz muito.  Vou estrear o novo Ford Explorer elétrico e tudo farei para estar na luta pelos lugares cimeiros!”.

  • A Lancia está de volta aos Ralis

    A Lancia está de volta aos Ralis

    A Lancia regressa ao mundo dos ralis com o Ypsilon Rally 4 HF, uma concentração de potência e agilidade nascida de uma colaboração entre a Lancia e a Stellantis Motorsport, que irá facilitar a evolução de jovens pilotos na categoria “Rally4”, fruto dos 212 CV de potência do modelo e do equipamento de competição concebido em conjunto com parceiros premium.

    Foi no Centro de Provas da Stellantis em Balocco (VC) que na passada sexta-feira se realizou um Media Drive para celebrar o regresso da Marca Lancia ao mundo dos ralis. Sendo uma das pistas mais famosas para a inovação no desporto automóvel e para a afinação de modelos de alta performance, o Centro de Provas de Balocco foi palco de outro evento de alta octanagem, há algumas semanas, no qual Carlos Tavares, CEO da Stellantis e piloto experiente, testou o Ypsilon Rally 4 HF.

    Luca Napolitano, CEO da Lancia, afirma: “2025 marcará o regresso da Lancia aos desportos motorizados, uma vez que pretendemos restabelecer a nossa presença nas competições desportivas contemporâneas. Com uma mistura de tradição e inovação, a Lancia olha para o futuro com paixão e ambição. Com 2026 marcado para ser o ano do Gamma, que será produzido na fábrica da Stellantis de Melfi, 2025 é dedicado ao regresso do nome HF, que aparecerá primeiro no Ypsilon e mais tarde no Gamma e no novo Delta com o ‘badge’ “HF Integrale”. Sempre que o HF é mencionado, não podemos deixar de recordar os lendários Stratos, 037 e Delta, que dominaram os ralis durante duas décadas, conquistando um total de 15 Campeonatos do Mundo em competições de Pilotos e Construtores, recorde que ainda não foi batido. Sempre fomos líderes nos desportos motorizados e nos ralis, mas agora, com a elegância e simplicidade que nos distingue, estamos a regressar nos ‘Rally4’, a categoria de desenvolvimento para os pilotos profissionais do futuro, enquanto procuramos melhorar o nosso passado com paixão e orgulho.”

    A Lancia prepara-se para escrever um novo capítulo na sua história com a introdução do Ypsilon Rally 4 HF e do novo Ypsilon HF, ambos apresentados em maio último. O primeiro foi concebido para competição, contando com um motor 1.2 Turbo, de três cilindros, com 212 CV e uma transmissão mecânica de cinco velocidades com um diferencial mecânico de deslizamento limitado. A configuração de tração dianteira garante agilidade e elevado desempenho, tornando-o ideal para os jovens condutores que pretendem afirmar-se. Criada para que se aperfeiçoem os fundamentos do desporto, a categoria “Rally4” representa a paixão pura e o primeiro passo para os campeões de amanhã. Além disso, estreando-se com o Ypsilon Rally 4 HF, o “Trofeo Lancia Rally” dividir-se-á por 6 provas do Campeonato Italiano de Ralis de 2025, com os prémios individuais e de fim de época a totalizarem cerca de 300.000 euros. O Campeão do troféu terá, então, a oportunidade de conduzir o Ypsilon Rally 4 HF oficial da equipa Lancia Corse HF no Campeonato Europeu de Ralis de 2026.

    Eugenio Franzetti foi colocado ao leme da Lancia Corse HF graças à sua vasta experiência no mundo do desporto automóvel. Eis o que ele tem a dizer sobre este veículo que nasceu de uma colaboração entre a Lancia e a Stellantis Motorsport: “O Ypsilon Rally 4 HF é uma homenagem à história da Lancia nos ralis. Compacto, rápido e incrivelmente agradável de conduzir, foi concebido para proporcionar emoção e entusiasmo, tal como o lendário Fulvia Coupé HF dos anos 60. Afinal de contas, ele foi criado para aqueles que querem sentir o nosso legado de coragem, inovação e vitória quando se sentam ao volante. Estamos na fase final de afinação, com a homologação prevista para 1 de janeiro de 2025 e planeamos entregar os primeiros modelos no final desse mês.”

    O Ypsilon Rally 4 pode já ser encomendado através da Stellantis Motorsport Racing Shop e está disponível por 74.500 euros. Para a afinação do modelo, a marca recorreu a Miki Biasion, verdadeira lenda do desporto automóvel que, entre os anos 80 e 90, ficou indissociavelmente ligado à Lancia, tornando-se no piloto italiano mais bem-sucedido da história. Além disso, as pistas são um importante campo de testes para melhorar a tecnologia e a segurança de todos os veículos da série. No caso do novo Ypsilon, o campeão veneziano elogiou particularmente esta “transferência” que permitiu ao modelo Lancia distinguir-se em termos de reatividade, conforto e tranquilidade, tanto em traçados de montanha com vento, como em estradas urbanas. Atrás do icónico Delta da equipa Martini Racing, Biasion conquistou os Campeonatos do Mundo de Ralis de 1988 e 1989, ajudando a Lancia a tornar-se a marca mais bem-sucedida de sempre, com 10 Campeonatos do Mundo de Construtores, 3 Campeonatos do Mundo de Construtores e de Resistência, uma 1000 Miglia, duas Targa Florio e uma Carrera Panamericana.

    Biasion afirma: “Se em criança sonhava com as pistas, sonhava com o vermelho de um Ferrari. No entanto, se sonhava em tornar-me piloto de ralis, então sonhava com o Lancia. Sinto-me honrado por ter trabalhado em conjunto com as equipas Lancia e Stellantis Motorsport na afinação do Ypsilon HF e do Ypsilon Rally 4. Espero inspirar todos os jovens pilotos que se fazem à estrada com o nosso Lancia Ypsilon Rally 4 HF a tornarem-se profissionais e futuros campeões. O legado de vitórias e corridas da Lancia está de volta e estou feliz por fazer parte dele.”

  • Adruzilo Lopes com um Citroën ZX 16v no Rally Legends Luso-Bussaco

    Adruzilo Lopes com um Citroën ZX 16v no Rally Legends Luso-Bussaco

    O Rally Legends Luso-Bussaco aviva memórias com três décadas e Adruzilo Lopes regressa aos comandos do Citroën ZX 16v que estreou em 1995.

    Falta muito pouco para que se comemorem três décadas sobre a estreia do Citroën ZX 16v no Campeonato Nacional de Ralis. Este foi um momento marcante para a representação portuguesa do construtor francês, que arrancou naquele momento para uma brilhante carreira na competição de estrada, tendo tido como “cabeça de cartaz” o vizelense Adruzilo Lopes, na época acompanhado por Luís Lisboa.

    Estamos a dois dias de assistir ao regresso à “competição” daquele mesmo carro e com o mesmo piloto. Tudo acontecerá entre os dias 25 e 27 de outubro no Rally Legends Luso-Bussaco, evento levado a cabo pelo Clube Luso Clássicos, e que é a forma de celebrar um dos emblemáticos locais de peregrinação dos amantes dos ralis em Portugal, percorrendo troços míticos de outras épocas desta competição e tendo como estrelas as máquinas que à época primavam nos ralis, aqui e fora de portas.

    Um desses modelos foi o Citroën ZX 16V que, tripulado pela dupla Lopes/Lisboa – equipa que haveria de dominar durante vários anos o panorama dos ralis nacionais – fez a sua estreia nos troços de alcatrão do Rally Solverde de 1995. Este momento marcou de forma indelével a vida da Citroën em Portugal, já que foi o ponto de partida para uma ainda mais forte presença no desporto automóvel, que resultaria na conquista de vários títulos.

    É com natural alegria que Adruzilo Lopes comenta este regresso aos comandos de um modelo do qual guarda gratas recordações: “É, sem dúvida alguma, uma grande alegria voltar aos comandos do ZX 16v. O que me trouxe até este momento deve-se a uma enorme paixão do Vítor Lopes, pela competição automóvel e pelos ralis em particular. Ele não apenas comprou o carro, como o tem com a decoração que eu utilizei em 1995. É muito curioso voltar a este carro, 29 anos depois, e isto, obviamente só faria sentido, tendo o próprio Vítor Lopes como navegador, como vai acontecer. Para mim, será uma perspetiva diferente de encarar uma competição, mas, acima de tudo, será um convívio que antevejo espetacular, com dois apaixonados pelos ralis, a bordo de um carro absolutamente fantástico e um marco daquela época.”

  • Rui Madeira: “queremos dar espetáculo. O público e os organizadores merecem!”

    Rui Madeira: “queremos dar espetáculo. O público e os organizadores merecem!”

    Rui Madeira e Paula Madeira vão estar já neste fim-de-semana na 8ª edição do Rally Legends Luso-Bussaco. Aos comandos do mítico Mitsubishi Lancer EVO III, a dupla quer contribuir para o espetáculo único que, ano após ano, é dado por esta prova “Legend”, sem enjeitar estar na luta pela vitória.

    É o regresso de Rui Madeira e Paula Madeira a um rali que, uma vez mais, nos fará matar saudades dos grandes momentos das passagens do Rali de Portugal pelas antigas classificativas da Serra do Buçaco, tendo um percurso com partes competitivas cumpridas nos concelhos da Mealhada, de Mortágua e de Penacova. Este Rali será composto por várias secções fechadas bem conhecidas no mundo dos ralis e uma secção mais “citadina” a cumprir no dia 26, como corolário de todo o evento.

    Rui Madeira já vive o “modo nostalgia” sempre presente nestas provas, realçando que “vamos essencialmente para nos divertir e vivenciar da melhor forma o ambiente desta prova, que alia a história dos carros míticos dos ralis dos anos 70, 80 e 90 aos troços do Rali de Portugal, como a classificativa do Bussaco. Acima de tudo, queremos contribuir para todos possam viver uma prova fantástica e estamos confiantes em dar o espetáculo que o público e os organizadores bem merecem!”.

    Mas, o código genético do consagrado “mundialista” nunca esquece que os ralis nunca são “a feijões” e, como tal, mesmo afirmando que “competição está em segundo plano”, Rui Madeira reconhece que “se pudermos lutar pela vitória será excelente, pois o ano passado terminamos no 2º lugar. Contudo, nos ralis sabemos que que só acabam na chegada e existem pilotos que vão andar muito bem e que podem fazer a diferença. O Mitsubishi Lancer Evo III foi alvo de uma grande revisão após o Rali Spirit e tudo faremos para andar forte. Vai ser intenso e divertido!”.

    Madeira tem ainda uma palavra para “a minha navegadora. A Paula está cada vez está mais habituada ao ritmo e vamos juntamente com a equipa fazer tudo para terminar a temporada dos ralis “Legends” da melhor forma.”

    Paula Madeira comunga do sentimento do seu marido e piloto. Para a navegadora de serviço nesta participação, a prova “é excelente. Um rali que gosto bastante pela simpatia e gentileza da organização e pelo ambiente entre todos os participantes. Em termos de competição, esperamos fazer um rali tão bom como no ano passado e assim dar espetáculo para o público que é bastante entusiasta e bem merece. “

    Com verificações técnicas já durante o dia de amanhã, quinta-feira, 24 de outubro, a edição 2024 do Rally Legends Luso-Bussaco oferece às equipas e aos milhares de aficionados esperados três dias de competição e animação, cumprindo de forma plena o espírito e a sedução própria desta tipologia de eventos.

    Aliás, a prova organizada pelo Clube Lusoclássicos é, por mérito próprio, já hoje um dos grandes rali “Legend” entre os que se organizam no continente europeu.

  • Hugo Lopes: “desta vez falhei mas ‘morri’ a tentar”

    Hugo Lopes: “desta vez falhei mas ‘morri’ a tentar”

    A grande final da Peugeot Rally Cup Ibérica realizou-se este fim de semana com a 59ª edição do Rallye RACC Catalunya – Costa Daurada depois das equipas já terem passado por duas provas em Portugal e uma em Espanha.

    O piloto de Viseu, Hugo Lopes, partia na liderança da prova mas “sabíamos que esta seria uma prova bastante complicada pois além de corrermos no país do adversário e com outro conhecimento do rali, a luta seria praticamente entre dois significando que quem ficasse à frente ganhava o troféu.”

    A equipa foi para os troços motivada, confiante e com grande ritmo, tendo chegado ao final da manhã de sábado com três vitórias em cinco especiais disputadas e uma vantagem de 9.2s, face ao seu adversário direto. Foi no arranque da parte da tarde que, traído por uma travagem em muito mau piso depois de um pequeno toque o qual acabou por danificar o radiador do Peugeot 208 Rally4, Hugo Lopes e Valter Cardoso se viam obrigados a abandonar o rali.

    Para o Viseense “vir e lutar a este nível era o que tinha de fazer. Podia ter dado com menos um bocadinho em algumas zonas em especial na que demos um toque, mas era uma final e tive de dar o meu melhor… desta vez falhei mas “morri” a tentar e espero que Portugal me perdoe e continue a acreditar em mim. Obrigado a todos os que viveram esta história comigo e a viveram comigo até ao fim na esperança de levar este prémio para Portugal. Foi muita a força que eu senti desde o início da época e em especial nesta prova.”

    A próxima prova do atleta de Viseu vai ser em Valência nos FIA Motorsport Games, os Jogos Olímpicos do desporto motorizado, nos quais irá representar Portugal com o seu Rally4 na categoria Gravel, a disputar-se entre quarta feira e domingo.

  • TOYOTA GAZOO Racing Iberian Cup: Bruno Bulacia vence na Catalunha

    TOYOTA GAZOO Racing Iberian Cup: Bruno Bulacia vence na Catalunha

    O Rallye RACC Catalunha-Costa Dourada foi a sétima prova pontuável para os pilotos da TOYOTA GAZOO Racing Iberian Cup (TGRIC), a taça monomarca organizada pela Toyota Caetano Portugal, Toyota Espanha e Motor & Sport Instituto. Uma jornada que marcava o regresso dos pisos de terra a esta competição.

    Na primeira especial do rali (1,5 km), que se disputou na noite de sexta-feira, depois da partida simbólica no passeio marítimo de Salou, foi Sergi Francolí (CSM Automoció) quem marcou o melhor tempo. Para Francolí, esta participação representava o seu regresso à TOYOTA GAZOO Racing Iberian Cup, da qual foi vencedor em 2022 e vice-campeão em 2023.

    Já no sábado, na classificativa mais extensa da jornada, superando os 23 quilómetros, foi Bruno Bulacia (CSM Automoció) o mais rápido, algo que repetiria na “especial” seguinte, logrando uma vantagem relevante face a Sergi Francolí (CSM Automoció), que, embora ganhasse o troço de Gandessa (PEC 4), não conseguia aproximar-se do piloto boliviano e depois do troço de Salou (PEC 5) concluía a primeira metade do rali a 14,9 segundos do primeiro. Mais atrás, e antes do arranque para as três derradeiras classificativas, Isaac Vera (Kobe Motor) era terceiro, a quase dois minutos do líder. Josep Bassas (IPPON Motor Vallés), um dos aspirantes ao título, via partir-se um rolamento na PEC 3 e perdia todas as opções de lutar pela vitória nesta jornada. De tarde conseguia regressar à prova, graças ao sistema super-rallye, com objetivo de somar o maior número de pontos possíveis.

    No decurso da tarde de sábado, Bruno Bulacia (CSM Automoció) continuou a marcar o ritmo, somando dois novos “scratch”, para terminar no lugar mais alto do pódio e com uma vantagem de 39,5 segundos face a Sergi Francolí. Isaac Vera (Kobe Motor) foi terceiro, conquistando o seu melhor resultado até ao momento na TOYOTA GAZOO Racing Iberian Cup. Javi Villa (Asturhíbrido) e Pedro Lago (Toyota Caetano Auto) mantiveram um animado despique ao longo do rali e foi, finalmente, o primeiro quem assegurou a quarta posição, por uma diferença de 7.4 segundos em relação ao piloto português. Na sexta posição terminou Manuel Martins e a classificação foi fechada por Josep Bassas (IPPON Motor Vallés).

    Bruno Bulacia (CSM Automoció) é o líder da TGRIC, com 142 pontos, enquanto Javi Villa (Asturhíbrido), com 111 pontos, é segundo e Josep Bassas (IPPON Motor Vallés) o terceiro, com 100 pontos. Pedro Lago (Toyota Caetano Auto) é quarto, com 89 pontos, seguido de Miguel Campos (Macedo & Macedo GTW Racing), com 72.
     
    A TOYOTA GAZOO Racing Iberian Cup encerrou a sua época em Espanha, já que a próxima prova e última da temporada se disputará em Portugal, com o Rali de Murça, nos dias 17 e 18 de novembro, também em classificativas de terra.

  • PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA: Unai de la Dehesa vence na Catalunha e conquista título

    PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA: Unai de la Dehesa vence na Catalunha e conquista título

    À semelhança das seis anteriores temporadas, a PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA 2024 teve também associada toda a emoção dos ralis até ao derradeiro confronto, chegando-se à última prova do ano sem uma ideia concreta de quem seria o seu ‘Campeão’, dúvida que, no caso presente, se dividia entre dois representantes dos dois lados da fronteira: o português Hugo Lopes e o espanhol Unai de la Dehesa.

    Para este último embate do ano, o Real Automóvil Club de Catalunya desenhou um terreno de jogo composto por um percurso de 99,88 quilómetros cronometrados, decomposto em 8 Especiais, sendo três troços de características mais tradicionais, todos em terra, e uma Super Especial em asfalto, todos percorridos por duas vezes.

    Iniciado o rali ontem à noite (sexta-feira) nos 1,55 km em asfalto da especial-espetáculo de Salou, a primeira referência foi dada por Giovanni Fariña, impondo-se num troço onde as diferenças foram mínimas, deixando-se os verdadeiros embates para os troços a sério e em terra de hoje (sábado).

    Nos quase 24 km da ES2 foi Unai de la Dehesa o mais rápido, batendo Hugo Lopes por 7,5 segundos, deixando Fariña a uns bem mais expressivos 31,6 segundos. Estava, assim, verdadeiramente em cena a tão esperada luta pela vitória e pelo título do troféu ibérico, vendo-se no troço seguinte – o troço Power Stage – Lopes a ganhar 5 segundos ao seu adversário, com isso roubando-lhe a liderança provisória do rali, acrescentando ao diferencial mais 2,3 segundos na especial seguinte.

    À entrada da repetição da Super Especial de Salou, Hugo Lopes tinha 3,7 segundos sobre Unai de la Dehesa (era o líder do DESAFÍO PEUGEOT espanhol), deixando Giovanni Fariña a uns longínquos 43,6 segundos, piloto que, à semelhança da véspera, voltava a ser o mais rápido no traçado de asfalto.

    Para a tarde estavam guardadas as mesmas três especiais de terra da manhã, na primeira das quais viu-se faltar um nome na tabela de tempos, o de Lopes, que abandonou no troço, arredando-se da luta pela vitória e pela tentativa de alcançar, em 2024 um duplo troféu numa mesma temporada, depois de há menos de um mês ter assegurado o cetro de ‘Campeão’ da PEUGEOT RALLY CUP PORTUGAL.

    Com este inesperado abandono do adversário, Unai de la Dehesa apenas teve que trazer o carro até final do rali catalão, cumprindo as três especiais que faltavam com redobradas cautelas. Foi, ainda assim, o mais rápido em duas delas (numa com um tempo nominativo, fruto de um duplo acidente entre os pilotos da frente do rali), ficando o melhor tempo no último troço para Giovanni Fariña, o ocupante do lugar intermédio de um pódio (e classificação final do troféu) que, neste rali, se completou com a presença do rookie Aleix Arcarons, estreante no troféu ibérico.

    Unai De la Dehesa alcançou, assim, a tão ambicionada vitória no Rally RACC Catalunya / Costa Daurada, que lhe deu o título de ‘Campeão’ da PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA 2024, tendo, ao mesmo tempo, praticamente garantido igual resultado no DESAFIO PEUGEOT 2024.

    Dominador absoluto da presente época da iniciativa, de la Dehesa soma quatro pontuações plenas, correspondentes a 4 vitórias e 4 melhores tempos nas Power Stages, tendo, por isso, quase garantido o respetivo cetro espanhol, bastando-lhe alinhar na quinta prova, o Rally Ciudad de Pozzoblanco, em meados de novembro, para o garantir em definitivo (segundo o Regulamento Desportivo, para que um piloto se sagre ‘Campeão’ de qualquer um dos troféus da PEUGEOT tem que alinhar em todas as provas que compõem os respetivos calendários).

    “Estou naturalmente feliz com esta vitória no Rally RACC, onde tive a oposição do Hugo, numa batalha muito intensa, que se traduziu na conquista do troféu ibérico, no que é o reflexo do intenso trabalho de todo o ano. Temos agora de ir ao Pozzoblanco para assegurar, em definitivo, o cetro do desafio“, referiu no final Unai de la Dehesa, o sétimo ‘Campeão’ do historial da PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA.