Categoria: Ralis

  • FPAK Júnior Team: seis histórias de quem sonha ser alguém nos ralis

    FPAK Júnior Team: seis histórias de quem sonha ser alguém nos ralis

    Era uma vez seis miúdos que ansiavam um dia vir a fazer carreira nos ralis e, um bom par de anos mais tarde, encontraram a porta aberta para tentarem lá chegar, através do FPAK Júnior Team, o projeto inédito desenhado pela Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting para apoiar e dinamizar a carreira de jovens pilotos.

    Nesta época de 2024 são seis os “eleitos”, oriundos de diferentes regiões do país, e cada um deles tem a sua história, alicerçada nos seus antecedentes familiares nos desportos motorizados ou na forte identidade desportiva da região em que nasceram.

    Dois engenheiros mecânicos, dois técnicos especializados da área automóvel, um comercial também das quatro rodas e um estudante de Direito formam a “turma” do FPAK Júnior Team 2024 que iniciou a sua época em junho, no Rali de Castelo Branco. Este foi o primeiro de cinco “exames” para se saber quem será, em finais de outubro, o sucessor de Pedro Pereira, cumpridas as cinco provas calendarizadas. A segunda e próxima etapa (31 agosto/1 setembro), dentro de pouco tempo, é o 11º Constálica Rallye Vouzela e Viseu.

    “Tinha 12 anos quando comecei a seguir o meu pai [Rui Santos], que competia em ralis regionais. Eu era o fotógrafo da equipa e depois também o responsável pelos vídeos, porque o meu irmão [Francisco Santos], que tinha cursado multimédia, entretanto passou a ser navegador do nosso pai”, conta EDUARDO SANTOS (24 anos), o jovem piloto de Leiria. Mais tarde, ele próprio mudou-se para o volante, mas… de carrinhos de rolamentos, de cujo campeonato nacional foi vice-campeão em 2015 e campeão no ano seguinte. Já mais tarde, em 2018, rumou a Inglaterra para cursar engenharia automóvel durante quatro anos. Foi co-piloto do pai em alguns ralis e também se estreou como piloto. Agora, no FPAK Júnior Team, tem outros horizontes: “A minha ambição é tentar, depois, sair de Portugal para disputar provas internacionais, sejam campeonatos ou troféus, se possível com um carro de topo”, diz este jovem engenheiro mecânico que já hoje presta serviços na área dos ralis através da sua estrutura Racing Together.

    PEDRO SILVA (23 anos), nativo de Vila Nova de Gaia e estudante de Direito, é outro dos jovens cuja opção pelos ralis foi influenciada pelas “aventuras” do pai, também Pedro Silva de seu nome, ao volante de um Ford Escort MK II. Além do progenitor, um dos seus conselheiros e amigos que o ajuda nos ralis é António Pintado, ex-piloto nos Troféus Seat Marbella e Citroen AX nos anos 90 e há várias décadas radicado na Corunha. “O meu propósito é chegar o mais longe possível, mas isso apenas poderá ser uma realidade caso ganhe um troféu, abrindo caminho para ficar mais perto dos meus sonhos. Guiar um Rally2 seria o objetivo máximo… mais concretizável”, confessa o gaiense.

    Especialista em mobilidade híbrida no ramo automóvel, AFONSO COSTA (22 anos) nasceu em Famalicão, terra de numerosos pilotos e desde que vivenciou o entusiasmo pelos ralis tanto do pai como do avô ficou contagiado. Pilotos como João Silva ou José Araújo fazerem parte do seu leque de amigos. “Vou fazer tudo para tentar chegar, em termos de futuro, ao patamar mais alto do CPR, que é competir com um Rally2. O grande sonho era mesmo correr no WRC, embora, muito realisticamente, seja bastante difícil…”, assegura.

    Sem antecedentes familiares nos desportos motorizados, desde tenra idade que RICARDO ROCHA (24 anos), natural de Amarante, ouvia falar de ralis, muito por culpa do “Vinho do Porto”, a prova portuguesa do WRC que o seu pai tanto gostava de ver desde os tempos dos Grupo B e passava não muito longe de casa. “Aos 12 anos, por causa do Rali de Portugal fiquei fã dos VW Polo, na altura guiados pelo Ogier, o Latvala e o Mikkelsen”, recorda, confessando uma curiosidade: “Os carros com ferros no seu interior [arco de segurança] sempre mexeram comigo… É uma coisa que nasceu e vai morrer comigo”, diz este amarantino que se formou em engenharia mecânica e ainda como estudante da faculdade deu os primeiros passos, a nível profissional, no desporto automóvel como estagiário na Sports & You, sendo hoje freelancer da Racing 4 You. “Adorava, como piloto, chegar um dia ao WRC2, mas… tenho que ter os pés assentes na terra e primeiro necessito de vencer o FPAK Júnior Team para depois disputar a Peugeot Rally Cup em 2025. Quem me dera chegar ao Europeu ou ao Mundial… Toda a gente me achava maluco, mas a verdade é que este ano consegui entrar no FPAK Júnior Team, o que já foi ótimo”.

    Técnico especialista em tecnologia e gestão automóvel, TIAGO SANTOS (21 anos) nasceu na terra do atual campeão de Portugal de 2 RM (duas rodas motrizes), Gonçalo Henriques, de quem é amigo. “Há muitos pilotos de ralis em Vila Nova de Poiares, como o Armando Carvalho, o Jorge Carvalho e, mais recentemente, surgiu o Gonçalo Henriques, entre outros”, acentua o jovem conimbricense, que diz ter nascido já com “os automóveis no sangue”. Estreou-se nos ralis em 2021 (Citroen C1) e em 2023 já se ambientou ao KIA Picanto GT, antes da candidatura à iniciativa da FPAK. A ambição de Tiago é vir a sentar-se ao volante de um Rally2. “Era ótimo vencer o FPAK Júnior Team e depois chegar ao escalão máximo do CPR. Seria o concretizar de um sonho!”.

    Bastante mais comedido nos seus anseios, FRANCISCO CUSTÓDIO (23 anos), natural de Santa Comba Dão e comercial do setor automóvel e de mobiliário em empresas da família, decidiu seguir as pisadas do pai [Rui Custódio], depois de o ver participar na edição de 2019 do Rali de Mortágua. “Surgiu a oportunidade de eu experimentar e… gostei”, recorda Francisco, que se estreou o ano passado com um Citroen Saxo no Rali de Cantanhede. Amigo do viseense Hugo Lopes e grande fã de Armindo Araújo, que segue desde os tempos do P-WRC, o beirão já só pensa chegar ao patamar em que se encontra aquele seu conterrâneo: “Neste momento, o que eu mais desejava era, um dia, conseguir correr ao mais alto nível no CPR de 2RM. Já me chegava. Não tenho, sequer, ambições a nível internacional!”.

  • Rali da Água Transibérico Eurocidade Chaves-Verín já “aquece”…

    Rali da Água Transibérico Eurocidade Chaves-Verín já “aquece”…

    Prova disputa-se dias 13 e 14 de setembro, com início na cidade galega de Verín. Luta pela liderança do CPR promete animar o rali

    O Rali da Água Transibérico Eurocidade Chaves-Verín, prova integrada no calendário do Campeonato Portugal de Ralis (CPR), disputa-se dias 13 e 14 de setembro, numa organização do CAMI Motorsport e com o importante apoio dos municípios de Chaves e Verín (Galiza, Espanha), bem como da Escuderia de Ourense.

    Com a liderança do campeonato ao rubro – matematicamente, só Armindo Araújo, atual líder, e Kris Meeke podem chegar ao título -, a única prova que salta fronteiras ganha maior importância e impacto nas contas finais do CPR.

    Este ano, o Rali da Água Transibérico Eurocidade Chaves-Verín tem o seu início na cidade galega, numa clara demonstração da consolidação do único projeto de internacionalização de um rali no panorama do automobilismo português. Para isso, muito contribui a parceria existente entre o CAMI Motorsport e a Escuderia de Ourense e o empenho dos municípios de Chaves e Verín, que apostam nesta prova.

    O percurso, considerado por muitos pilotos como um dos melhores ralis de asfalto do campeonato, está a ser preparado com todo o cuidado. Este ano, e para além do CPR, CPR 2RM, FPAK JÚNIOR TEAM DE RALIS, o Rali da Água Transibérico Eurocidade Chaves-Verín inclui os troféus monomarcas PEUGEOT RALLY CUP PORTUGAL/IBÉRICA (PRCP/I), CLIO TROPHY PORTUGAL (CTP) e KIA RALLY CUP.  

    O público terá oportunidade de ver bons espetáculos, em total segurança, e com possibilidade de conviver de perto com os pilotos. Para isso, terá, brevemente, a possibilidade de consultar o Guia da Prova, na página oficial do CAMI Motorsport (www.cami.pt) e nas suas redes sociais.

    O Rali da Água Transibérico Eurocidade Chaves-Verín terá uma forte promoção transfronteiriça. A sua localização geográfica – proximidade com a Comunidade Autónoma da Galiza – e a marca Água são mais valias que a própria prova potencia, com impacto na comunicação social regional, nacional e do país vizinho, bem como dos fãs portugueses e galegos do automobilismo.

    O CAMI Motorsport está a desenvolver todos os esforços para que a edição de 2024 seja histórica e ainda mais atrativa.

  • Rafael Cardeira nos FIA Motorsport Games

    Rafael Cardeira nos FIA Motorsport Games

    Numa altura em que Campeonato de Portugal de Ralis se aproxima da sua reta final, com apenas duas provas por cumprir no calendário, a dupla Rafael Cardeira e Luís Boiça desvenda que a sua época não irá encerrar após o Rali Vidreiro. A equipa irá representar as cores portuguesas nos FIA Motorsport Games, evento conhecido como os Jogos Olímpicos do Desporto Automóvel.

    Terão lugar em Valência de 23 a 27 de outubro e juntam mais de 25 disciplinas do Desporto Automóvel, são os FIA Motorsport Games e o piloto do Sporting Clube de Portugal irá competir na categoria Rally4 Tarmac com o Peugeot 208 Rally4. Com organização FIA e disciplinas que passam pela Fórmula 4, Carros GT ou Turismos, os Jogos Olimpicos do Desporto Automóvel juntam uma seleção de pilotos de vários países, que competem para arrecadar medalhas nas suas competições respetivas.

    Para Rafael Cardeira, esta é a oportunidade para fechar o ano com chave de ouro, uma vez que a competição irá ter lugar logo após a última prova do Campeonato de Portugal de Ralis: “Será uma honra poder representar Portugal nesta competição e claramente um dos pontos mais altos na minha carreira. Seguimos com o objetivo de voltar para casa de medalha ao peito, pois sabemos que somos fortes em asfalto e será positivo não só para nós como para o desporto automóvel nacional se conseguirmos alcançar o Top 3.”

    O piloto da Marinha Grande acrescenta ainda: “Vamos fazer um bom trabalho de preparação nas próximas provas, o Rali da Água e o Rali Vidreiro, para levarmos um bom ritmo para chegarmos fortes aos FIA Motorsport Games.”

    Na última edição dos FIA Motorsport Games, realizada em Marselha em 2022, participaram um total de 475 atletas provenientes de 72 nações e a Itália foi o país mais medalhado entre as várias categorias. Este ano em Valência, prevê-se que este número de participantes seja ultrapassado nas 26 categorias que irão entrar em competição.

  • Constálica Rallye Vouzela e Viseu candidato ao CPR

    Constálica Rallye Vouzela e Viseu candidato ao CPR

    A prova organizada pelo Gondomar Automóvel Sport e promovida pela Promolafões vai para a estrada nos dias 31 de agosto e 1 de setembro, com a ambição de ascender ao Campeonato de Portugal de Ralis (CPR).

    A 11.ª edição do Constálica Rallye Vouzela e Viseu foi apresentada com pompa e circunstância no Solar do Vinho do Dão, em que, ao longo dos últimos 10 anos, o selo da inovação esteve sempre presente e, em 2024, não foge à regra.

    A partir das estradas de asfalto da região do Interior Centro, palco de tantas batalhas épicas e que tem no Constálica Rallye Vouzela Viseu uma das melhores provas de competição a nível nacional, a estrutura organizativa e os seus parceiros reconhecem esse desiderato e eleva a fasquia. Ascender ao Campeonato de Portugal de Ralis, escalão primodivisionário da modalidade em território nacional.

    Carlos Oliveira, presidente da Câmara Municipal de Vouzela, reconhece que o rali «está em crescendo ano após ano, tirando também partido deste novo formato desta super municipalidade que vem permitir que possamos ter mais público, reafirmando os nossos territórios, não só de Vouzela e Viseu, mas também os concelhos vizinhos».

    A prova permite, de igual forma, alavancar a nossa economia, local e regional, e é nesse sentido que queremos continuar na senda do rali, uma referência e a super-especial noturna é um evento marcante com muita gente a assistir e a permanecer no nosso concelho», referiu ainda Carlos Oliveira.

    Fernando Ruas, presidente da Câmara Municipal de Viseu, destacou «a ligação muito forte com Vouzela e a Constálica e, na sequência das provas anteriores seja um êxito». Este evento é o contributo de dois municípios e de uma empresa de grande sucesso na região e que podem ajudar a alavancar o território».

     «O apoio que temos dado ao Constálica Rallye Vouzela e Viseu é, naturalmente, para termos outro tipo de ambições. Interessa-nos muito a forma como está organizada a prova, mas aspiramos a muito mais, o que não deixa de ser legítimo», confidenciou o autarca viseense.

    Raul Almeida, presidente de Turismo do Centro de Portugal, referiu que o Constálica Rallye Vouzela e Viseu «é um evento que acrescenta valor ao território e à economia, trazendo dimensão e notoriedade à nossa região, dinamizando-a e, no fim de semana da prova, as unidades hoteleiras e restauração ficam cheios, fazendo com que a economia tenha um crescimento acentuado». Além disso, a prova dinamiza pessoas, porque na Feira de S. Mateus vem milhares de pessoas para assistir à entrega de prémios, outras tantas para assistir às classificativas, o que também não deixa que essas pessoas sejam turistas».

    José Correia, da Promolafões, sustentou que «existe um enorme empenho de parceiros e autarquias para que o Constálica Rallye Vouzela e Viseu continue a trilhar os caminhos do sucesso, organizativo, social e desportivo, pelo que estão reunidas todas as condições para que possamos ser obsequiados com o Campeonato de Portugal de Ralis».

    O Constálica Rallye Vouzela e Viseu já vai na 11.ª edição e continua a crescer de forma desnatural e já é apontado para outros voos. O rali reúne todos os condimentos para o sucesso junto de participantes e público, beneficiando dois concelhos importantes com estradas a condizer.

    O Constálica Rallye Vouzela e Viseu, pontuável para o Campeonato de Portugal GT de Ralis, Campeonato Promo Ralis, Campeonato Start Centro Ralis, Campeonato Start 2RM Centro Ralis, FPAK Júnior Team, Clio Trophy Portugal e KIA Rally Cup.

    O “menu” da prova compreende 297,25 quilómetros, com as equipas a enfrentar 72,4 de classificativas disputadas ao cronómetro, entre sábado (31 de agosto) e domingo (1 de setembro). O primeiro dia privilegia duas passagens por Penoita (8,70 km – 16h13 e 18h19) e Vouzela/Castelo (7,10 km- 16h41 e 18h47) e super-especial noturna de Vouzela (2,60 km – 21h20 e 21h39), seguindo as equipas para o parque fechado, no Parque Urbano de Santiago, em Viseu, com a primeira a entrar às 23h15. Para o segundo dia serão disputadas também duplas passagens pelas classificativas de Povolide (7,10 km – 11h37 e 14h19) e Santa Eufémia (10,70 km – 12h02 e 14h44). Pelas 15h40, as equipas entram em parque fechado na Feira de S. Mateus, procedendo-se, posteriormente, a entrega de prémios no palco principal do certame.

  • Top 6 na Madeira fez Pedro Silva e Roberto Santos saltar para o pódio do campeonato!

    Top 6 na Madeira fez Pedro Silva e Roberto Santos saltar para o pódio do campeonato!

    Missão cumprida para a dupla de embaixadores da Beira Baixa. Pedro Silva e Roberto Santos foram capazes de ultrapassar as inúmeros dificuldades colocadas por um dos mais exigentes ralis do ano. O 6º lugar nas contas particulares do Campeonato de Portugal de Ralis Duas Rodas Motrizes fez com que a equipa subisse ao 3º lugar da tabela pontual do campeonato, a duas provas do fim.

    Nada limitados por ser a estreia no icónico Rali Vinho da  Madeira, foram capazes de aproveitar os melhores momentos para intensificar o andamento, nunca se deixando vencer pelos momentos menos conseguidos, próprios de uma prova tao particular, tão extensa e tão exigente.

    Aliás, Pedro Silva destaca “a aprendizagem profunda em que se transformou esta nossa primeira participação no rali!… É um desafio único, onde qualquer erro se paga caro, sobretudo porque se anda sempre no máximo. Tudo tentamos, mas tivemos momentos na prova em que enfrentamos dificuldades e não deu para subir mais posições. Houve troços que estivemos nos três mais rápidos do CPR2RM, mas noutros não conseguimos. Tivemos ainda uma pequena saída de estrada, um troço que terminamos completamente sem travões e, claro que em alguns locais fizemos uma abordagem menos correta, por desconhecimento e perdemos algum tempo. Mas estamos muito satisfeitos com o Top 6 e, sobretudo, com a nossa exibição, sendo ainda de realçar que, uma vez mais, a Domingos Sport fez um trabalho incrível no nosso Peugeot 208 Rally4”.

    Pedro realça ainda o apoio intenso que sentiram na ilha, “desde parceiros, família, amigos e até madeirenses, tivemos muita gente na estrada a apoiar-nos, tal como no continente, a seguirem pela RTP Madeira. A todas as pessoas que estiveram connosco, um grande obrigado, com o vosso apoio tudo é mais fácil.” Para terminar em beleza, a equipa venceu o terceiro lugar de equipa mais sustentável do Rali, sendo que já tinham vencido este prémio no Rali de Castelo Branco e Vila Velha de Ródão.

    Quanto ao futuro, o jovem piloto de Vila Velha de Rodão assume que “saímos da Madeira com a motivação em alta. Faltam duas provas para o fecho da época e tudo faremos para defender esta nossa posição no pódio do CPR 2RM!”. A próxima prova será o Rali da Água Transibérico Eurocidade Chaves Verin, organizado pelo CAMI Motorsport, aprazado para os dias 13 e 14 de setembro.

  • Ernesto Cunha: “Este 3º lugar é um excelente incentivo”

    Ernesto Cunha: “Este 3º lugar é um excelente incentivo”

    Depois da tempestade vem a bonança, foi precisamente com esse empenho estratégico que Ernesto Cunha perseguiu o pódio no Rali Vinho da Madeira, a sexta prova do Campeonato de Portugal de Ralis. O piloto do Skoda Fabia Rally2 EVO aplicou um ritmo rápido e sem erros, que lhe permitiu chegar ao final do rali na 3ª posição entre os concorrentes do CPR.

    A fase de asfalto voltou a sorrir a Ernesto Cunha e Rui Raimundo, que abordaram o Rali Vinho da Madeira com a consciência das dificuldades desta prova. Para a equipa, os pontos arrecadados no arquipélago eram essenciais para garantir uma boa posição no campeonato e continuarem a evoluir no Skoda com resultados positivos.

    Num fim-de-semana afastado de problemas, a dupla manteve-se na quarta posição do Campeonato de Portugal de Ralis ao longo de praticamente toda a prova, tendo ascendido ao terceiro posto após a Powerstage – Rosário 2.

    Ernesto Cunha não esconde o entusiasmo do pódio alcançado nesta prova mítica, que teimava em não sorrir à equipa nas últimas edições: “Foi de facto uma grande aprendizagem e um desenvolvimento fantástico num rali tão desafiante e longo como este. Este 3º lugar é o nosso primeiro pódio na categoria máxima do Campeonato de Portugal de Ralis e é um excelente incentivo para nos mantermos entusiasmados e motivados para o futuro.”

    “O carro esteve excelente ao longo de toda a prova e tenho de agradecer à ARC Sport, que teve um papel importante neste resultado com o seu conhecimento do carro”, completa ainda o piloto do Skoda Fabia Rally2 EVO.

    O Campeonato de Portugal de Ralis está de regresso a 13 e 14 de setembro, com o Rali da Água em Chaves e Verin, mas a dupla deixa em aberto a vontade de marcar presença numa prova de asfalto extra, ainda antes dessa data.

  • Luís Ramalho é campeão de navegadores

    Luís Ramalho é campeão de navegadores

    Luís Ramalho saiu do Rali Vinho Madeira com o título absoluto de navegadores 2024 depois da vitória e pontuação máxima na sexta prova do calendário do Campeonato de Portugal de Ralis. 

    Líder da classificação desde o Rali Terras d’Aboboreira, o navegador de Armindo Araújo fechou já as contas a seu favor ao garantir uma margem de 63 pontos quando estão em disputa apenas 56. “Estou obviamente muito satisfeito com a conquista de um novo título absoluto de navegadores, mas o sabor desta conquista seria muito maior se pudesse festeja-lo junto com mais um campeonato do Armindo. Fizemos um excelente Rali Vinho Madeira e isso permitiu que ele seja agora o líder do CPR quando faltam duas provas até ao final da temporada. Vamos lutar por isso para que possamos terminar ambos o ano como vencedores”, afirma Luís Ramalho após a conquista do seu quarto título. 

    Para Armindo Araújo, a confirmação antecipada da conquista do campeonato de navegadores “é um motivo de grande satisfação para toda a equipa e um prémio pelo trabalho que vimos fazendo em conjunto. O Luís Ramalho tem sido uma peça fundamental nos êxitos que conseguimos alcançar e vamos juntos lutar ao máximo para podermos adicionar ao campeonato de navegadores o de pilotos”, disse o piloto de Santo Tirso.

  • Ricardo Teodósio: “vamos lutar! Queremos triunfar em 2024, o nosso ano!”

    Ricardo Teodósio: “vamos lutar! Queremos triunfar em 2024, o nosso ano!”

    A dupla Ricardo Teodósio – José Teixeira conseguiu no Rali Vinho Madeira 2024, o seu melhor resultado de sempre na prova disputada na Pérola do Atlântico, juntando a um quinto lugar à Geral, um segundo lugar nas contas do Campeonato Portugal de Ralis que lhe permite ascender ao terceiro lugar da competição organizada pela FPAK.

    Apesar de algumas dificuldades sentidas, a equipa acaba por sair da Madeira com um resultado positivo e com boas perspetivas para as duas derradeiras provas do CPR2024

    “Foi um rali onde o resultado acaba por ser melhor do que a exibição, mas sentimos que no fim das contas, conseguimos juntar o útil ao agradável, somando pontos importantes no CPR, conseguindo o nosso melhor resultado na ilha e ainda divertindo o público fantástico que encheu as estradas por onde passou o rali”, afirmou Ricardo Teodósio

    José Teixeira por seu lado estava feliz com o resultado e aponta já aos próximos desafios. “Obviamente que saímos da Madeira felizes e com muito foco em entrar agora na luta pelos triunfos nos dois próximos ralis, que são normalmente provas onde conseguimos ser rápidos. Vamos lutar! Queremos triunfar em 2024, o nosso ano!”, afirmou o navegador Campeão Nacional. A próxima prova do Campeonato Portugal de Ralis é o Rali da Água, disputado em Chaves e Verin (Espanha). O Campeonato termina em Outubro, com a realização do Rallye Vidreiro Centro de Portugal.

  • Ricardo Filipe: “andamos bem, mas foi um rali muito atribulado e para esquecer!”

    Ricardo Filipe: “andamos bem, mas foi um rali muito atribulado e para esquecer!”

    Ricardo Filipe e José Martins não tiveram sorte na sua participação na edição 2024 do Rali Vinho da Madeira. A dupla que defende as cores da Olha o Cogumelo desistiu logo após a 4ª PEC, com problemas no Skoda Fabia R5, quando já rodava dentro do Top 10 das contas do Campeonato de Portugal de Ralis.

    A participação na desafiante prova madeirense começou logo com o ‘pé esquerdo’. Durante o Qualifying, Ricardo Filipe deu um toque, não chegando sequer a marcar tempo, ficando por isso numa má posição para escolher a sua ordem de partida para a etapa inicial.

    O arranque competitivo da prova foi cauteloso e na Super Especial “Cidade do Funchal”, cumprida ao fecho da tarde de quinta-feira, Ricardo Filipe optou por “um andamento conservador, até para limparmos o chip do percalço no Qualifying. Não queríamos cometer erros e acabamos por desfrutar de ambiente incrível, com muito público a assistir, como é apanágio nesta ilha, onde os ralis são vividos como em mais nenhum lugar. Por outro lado, deu para perceber que o carro estava bom e isso dava-me confiança para atacar o resto da prova”.

    A manhã do segundo dia de competição incluía três classificativas e nem começou da melhor forma com a dupla da Olha o Cogumelo a dar um pequeno toque logo na primeira PEC (Campo de Golf 1) na sequência de “um alargar da trajetória numa direita, que atirou o carro para a zona suja, tocando no muro, mas, felizmente, sem consequências de maior, pois deu para controlar o Skoda e continuar, embora perdendo muito tempo”.

    O percalço ditou a descida ao 16º lugar nas contas do CPR, mas o aguerrido piloto algarvio não ‘atirou a toalha ao chão” e, nas passagens por Palheiro Ferreiro 1 e Santana 1 registou por duas vezes o 9º tempo nas lides particulares do campeonato, subindo no fecho dessa secção matinal ao 10º lugar da geral, a poucos segundos dos pilotos que rodavam nos lugares logo acima, ficando claro que “o nosso andamento estava a ser forte e, em circunstâncias normais, poderíamos subir alguns lugares na classificação até final”.

    Mas, a sorte nada quis com Ricardo Filipe. Logo que saiu do parque de assistência e quando rodava no percurso de ligação a caminho da primeira especial da tarde, o Skoda Fabia R5 começou a “a perder potência, fosse no modo Road, fosse no modo Race e, por precaução, não restou mais nada do que parar. Mal o Skoda chegou à assistência, percebemos que não era nada de grave, mas, depois de um rali tão azarado e sabendo que nada mais havia a fazer quanto à classificação, optamos por não alinhar no sábado”.

    Em jeito de rescaldo da prova, Ricardo Filipe frisou no final que “andamos bem, mas foi um rali muito atribulado e para esquecer!… Pequenos erros, falta de sorte, tudo nos sucedeu. Fica a experiência, a satisfação por termos, uma vez mais, provado que o nosso ritmo está mais forte e agora vamos lá preparar da melhor forma o Rali da Água, muito importante para as nossas contas no campeonato”.

    A próxima prova será o Rali da Água Transibérico Eurocidade Chaves Verin, organizado pelo CAMI Motorsport, aprazado para os dias 13 e 14 de setembro.

  • Alexandre Camacho: “este segundo lugar é como se fosse uma vitória”

    Alexandre Camacho: “este segundo lugar é como se fosse uma vitória”

    A TOYOTA GAZOO Racing Caetano Portugal voltou a destacar-se no panorama nacional do desporto motorizado, com uma excelente estreia para o Toyota GR Yaris Rally2 em troços de asfalto. Alexandre Camacho e Carlos Magalhães conseguiram o segundo lugar no Rali Vinho da Madeira e foram a melhor dupla portuguesa da prova.

    A Pérola do Atlântico recebeu a 65.ª edição do Rali Vinho Madeira. 666,63 km percorridos, 189,70 deles contra o cronómetro, para encontrar a dupla e o carro mais rápido pelas belíssimas e exigentes estradas madeirenses. Numa lista com 85 inscritos, repleta de grandes nomes e excelentes máquinas, estava a dupla Alexandre Camacho / Carlos Magalhães, que tripulavam pela primeira vez o Toyota GR Yaris Rally2, em estreia nacional, no que diz respeito a provas de asfalto.

    O desafio era grande. Camacho tentava a sétima vitória nesta prova, ao volante de um novíssimo carro, e também com um novo navegador ao seu lado. No entanto, o apoio da TOYOTA GAZOO Racing Caetano Portugal e da PLAY foi total e o piloto madeirense iniciou a prova, sabendo que tinha nas mãos um carro bem preparado e com potencial para lutar pela vitória.

    Alexandre Camacho começou o Rali Vinho Madeira numa toada cautelosa, arriscando pouco na Super Especial da Cidade do Funchal. Num troço onde nada se ganha e tudo se pode perder, Camacho optou por um ritmo menos intenso, guardado o melhor para os restantes dias do rali.

    O segundo dia de prova (sexta-feira) começou com Camacho a recuperar algum tempo, sendo presença constante no top 5 das especiais da manhã. Apenas a passagem por Palheiro Ferreiro 1 (PEC 3) não correu tão bem como desejaria, perdendo um pouco mais de tempo, que foi recuperado logo a seguir, no último troço da manhã. O Toyota GR Yaris Rally2 n.º 3 terminou essa secção na quarta posição da classificação geral, a 12,6 segundos da liderança.

    A secção da tarde começou bem, com Camacho a recuperar terreno para os homens da frente, beneficiando inclusive da desclassificação de um adversário que seguia na liderança. Terminou as três PEC´s da tarde sempre no top 3 e fechou o segundo dia de prova a 15,2 segundos da liderança do rali, sabendo que no dia seguinte entraria na parte do rali onde, habitualmente, é mais forte. Esperava-se um Camacho ao ataque no último dia de competição, uma oportunidade para ver do que o GR Yaris Rally2 era capaz. Nota para as evoluções constantes que foram sendo feitas na afinação do carro em busca de uma afinação que permitisse um andamento ainda melhor.

    Chegou o terceiro e derradeiro dia de prova (sábado) e todo o potencial do piloto e da máquina começaram a ficar claros. A secção da manhã deu-nos um Alexandre Camacho determinado em chegar ao primeiro posto e, apesar de alguns percalços, conseguiu estar sempre nos três mais rápidos de cada especial.

    Esta regularidade valeu-lhe o segundo lugar na classificação geral, no final da secção da manhã, encarando os últimos quatro troços com apenas 3,6 segundos de desvantagem para o primeiro classificado. Só nesta manhã, conseguiu recuperar 11,6 segundos para o líder, prova que a velocidade e regularidade do piloto madeirense, aliada à mais-valia do GR Yaris Rally 2, cada vez melhor, começavam a dar frutos. Camacho tinha pouco menos de 50 km para tentar chegar à vitória.

    A tarde começava com Camacho a manter-se perto do primeiro posto, mantendo-se sempre entre os três pilotos mais rápidos. Na penúltima especial cedeu mais algum tempo ao seu adversário, mas entrava no último troço do rali, a Power Stage, com apenas 5,4 segundos de diferença para o primeiro classificado. Camacho tentou chegar ao triunfo, mas o líder não largou o primeiro lugar, pelo que a dupla da TOYOTA GAZOO Racing Caetano Portugal terminou a prova no segundo lugar à geral, sendo a melhor dupla lusa.

    Foi uma excelente estreia do GR Yaris Rally2, um carro que ainda dá os primeiros passos na competição, mas que já mostrou o seu potencial, e uma excelente prova de Alexandre Camacho, que vem de uma paragem algo prolongada, sendo mais uma vez muito competitivo nesta que é a “sua prova”.“Uma satisfação muito grande. Este segundo lugar é como se fosse uma vitória. A cada dia íamos descobrindo o carro, conhecendo melhor a máquina e fazer as respetivas alterações para sermos cada vez melhores. Se tivéssemos o acerto de afinação que encontramos hoje no dia de ontem se calhar o desfecho podia ter sido diferente. Há muito desenvolvimento a fazer neste carro, mas estamos muito satisfeitos. A TOYOTA GAZOO Racing Caetano Portugal e a Play só podem estar felizes por este resultado” disse Camacho no final da prova.