Categoria: Ralis

  • Armindo Araújo: “relançamos a luta pelo título”

    Armindo Araújo: “relançamos a luta pelo título”

    Armindo Araújo e Luís Ramalho foram os grandes vencedores do Rali Vinha Madeira no que toca ao Campeonato de Portugal de Ralis e assumiram, com a segunda vitória na fase de asfalto, a liderança absoluta do campeonato. 

    Líderes da classificação do CPR da primeira à última classificativa, a dupla do Skoda Fabia RS fez a sua melhor prestação na prova insular e alcançou a vitória que tanto ambicionava. 

    “Procurávamos há muito vencer aqui na Madeira e finalmente este ano conseguimos subir ao lugar mais alto do pódio no CPR e ainda terminamos na terceira posição da geral. Foi um rali muito intenso, muto bem disputado e toda a equipa fez um trabalho soberbo para que pudéssemos conseguir este resultado. Saímos daqui com a liderança do campeonato e esse é mais um motivo de satisfação. Relançamos a luta pelo título e estamos muitíssimos satisfeitos.”, disse no final o piloto de Santo Tirso.

    O Campeonato de Portugal de Ralis regressa entre 13 e 14 de setembro com a realização do Rali da Água Transibérico Eurocidade Chaves Verin.

  • Diego Ruiloba venceu Rali Vinho da Madeira

    Diego Ruiloba venceu Rali Vinho da Madeira

    Diego Ruiloba é o vencedor o 65º Rali Vinho da Madeira, prova integrante do FIA European Rally Trophy e campeonatos nacional e madeirense da modalidade que teve lugar entre 1 e 3 de agosto.

    O piloto espanhol com um Citroën C3 Rally2 assumiu o comando no final do segundo os três dias de competição e conseguiu, com um ritmo bastante vivo, responder aos ataques a concorrência e manter a liderança até à meta instalada na baixa o Funchal, cidade anfitriã.

    O segundo posto ficou na posse e Alexandre Camacho, recordista e triunfos nesta prova que regressou à atividade para aquela que foi a estreia o Toyota Gr Yaris Rally2 em pisos de asfalto nacionais. O piloto foi evoluindo à medida que se entrosava com a viatura e acabou a 3,7 segundos do vencedor. O lugar mais baixo do pódio foi ocupado por Armino Araújo num Skoda Fabia RS Rally2 que, com este resultado, passa para o comano do campeonato português.

    O quarto lugar foi pertença de Miguel Nunes, o melhor nas contas do campeonato regional da modalidade com um Skoda Fabia Rally2 Evo, seguido do campeão nacional, Ricardo Teodósio em Hyundai i20N Rally2.

    O rali organizado pelo Club Sports da Madeira ficou ainda marcado pelas prestações de João Silva, cujos tempos mostraram estar em posição de discutir um lugar no pódio, mas perdeu muito tempo com um toque na 2ª secção, José Pedro Fontes, que abandonou por acidente na última classificativa, e ainda Simone Campedelli, protagonista na tabela dos mais rápidos mas que ficou fora de competição por violação de regra desportiva.

  • WRC Vodafone Rally de Portugal 2025 entre 15 e 18 de maio

    WRC Vodafone Rally de Portugal 2025 entre 15 e 18 de maio

    A Federação Internacional do Automóvel (FIA) acaba de confirmar o Vodafone Rally de Portugal no calendário 2025 do Campeonato do Mundo FIA de Ralis (WRC). A prova do Automóvel Club de Portugal disputa-se de 15 a 18 de maio, sendo a quinta de uma temporada de 14 ralis, que inclui estreias nas Ilhas Canárias (Espanha), no Paraguai e na Arábia Saudita.

    “Mais uma vez se confirma a relevância do Vodafone Rally de Portugal no Campeonato do Mundo de Ralis. É, sem dúvida, um dos ralis mais emblemáticos do WRC, com mais paixão do público e troços únicos, disputado em duas grandes regiões do País e também a união da vontade que temos em manter o rally em Portugal e que é, também, a dos municípios e das populações que a prova atravessa”, reagiu Carlos Barbosa, presidente do Automóvel Club de Portugal. Recorde-se que o Vodafone Rally de Portugal tem também lugar confirmado no WRC 2026, através do contrato assinado com o promotor do campeonato durante a prova deste ano.

    Após o tradicional arranque em Monte Carlo, no final de janeiro, o WRC vai passar por África, Ásia, Europa e América do Sul, antes de chegar à Arábia Saudita, no final de novembro, naquele que é o maior calendário do Mundial desde 2008.

    As três primeiras rondas de 2025 seguem um formato semelhante ao de 2024, com Umeå preparada para receber o Rali da Suécia, em fevereiro, enquanto o Safari Rali do Quénia se disputa em março. Os troços das Ilhas Canárias estão prontos para receber pela primeira vez o WRC, marcando também o regresso do campeonato a Espanha.

    Centenas de milhares de fãs vão desembarcar no Norte e Centro de Portugal, em maio, para o emblemático Vodafone Rally de Portugal, antes do campeonato fazer a sua segunda paragem insular do ano, no regresso à Sardenha (Itália), em junho.

    Outro rali que regressa à sua data tradicional, em junho, é o EKO Acrópole Rali da Grécia, que antecede o verão a alta velocidade do WRC na Europa, com os ralis na Estónia e na Finlândia.

    Do norte da Europa, o WRC viaja para o outro lado do globo para a estreia no Paraguai, no final de agosto, seguido, duas semanas depois, pelo Rally Chile Bio Bío.

    Mantendo-se no calendário pelo terceiro ano consecutivo, o Rali da Europa Central volta a levar os pilotos aos troços de asfalto da Áustria, República Checa e Alemanha, com as condições de outono, na Europa, a adicionarem um toque único ao evento.

    Abandonando solo europeu, o WRC regressa ao Japão, em novembro, para o último rali de asfalto do ano, antes da temporada terminar com a estreia na Arábia Saudita – onde cada um dos três dias de prova vai apresentar um terreno distinto.

    “É um calendário empolgante que mistura, de forma perfeita, os ralis tradicionais do WRC com três novos e emocionantes desafios, dois deles fora da Europa, algo que mostra, uma vez mais, o apelo global do nosso campeonato”, comentou o Diretor-Geral do WRC Promoter, Jona Siebel.

    “Do gelo nos Alpes Franceses, da neve até aos joelhos na Suécia, do denso pó no Quénia e na Sardenha, das montanhas-russas de terra a alta velocidade na Finlândia e na Estónia, e, finalmente, ao deserto na Arábia Saudita – a variedade que estamos a oferecer em 2025 é incomparável.”

  • Vinho da Madeira: Diego Ruiloba foi o mais rápido no Qualiftying

    Vinho da Madeira: Diego Ruiloba foi o mais rápido no Qualiftying

    Diego Ruiloba, ao volante de um Citroën C3 Rally2, foi o piloto mais rápido do Qualifying do 65º Rali Vinho da Madeira, prova que terá o seu começo competitivo esta tarde no Funchal.

    O jovem piloto espanhol conseguiu a marca de 1.51,252, com menos 0,437 segundos que o segundo piloto mais veloz, o italiano Simone Campedelli, com um Skoda Fabia RS Rally2. O terceiro melhor tempo pertenceu ao britânico Kris Meeke, em Hyundai i20N Rally2, com o tempo de 1.51,895. O piloto madeirense mais rápido foi João Silva, autor do sétimo melhor “crono” com um Skoda Fabia Rally2 Evo.

  • Vinho da Madeira: Armindo Araújo com ambição

    Vinho da Madeira: Armindo Araújo com ambição

    Após a vitória na primeira prova em pisos de asfalto da temporada, Armindo Araújo e Luís Ramalho chegam ao Rali Vinho Madeira carregados de motivação e ambição em voltar a conquistar um mais um excelente resultado para o Campeonato de Portugal de Ralis e lutar por um lugar de destaque na classificação geral da prova insular. 

    Num rali sempre muito exigente e característico, o piloto de Santo Tirso acredita ser importante “entrar com um bom ritmo e manter a fasquia elevada em todas as especiais. Sabemos que teoricamente os pilotos madeirenses partem sempre como os grandes favoritos, mas vamos dar o máximo para andar nos primeiros lugares da geral. Queremos fazer um bom rali e um dos objetivos é também obter um bom resultado em termos de CPR, onde estamos a apenas onze pontos do primeiro lugar e somos, com grande vantagem, a melhor dupla nacional do campeonato. A nossa convicção é que vamos conseguir fazer uma grande prova neste Rali Vinho Madeira”.

    A prova organizada pelo Club Sports da Madeira terá início amanhã, quinta feira, com a realização a sessão de Treinos Livres e a prova de Qualificação que determinará a ordem de partida. A Super Especial na Avenida do Mar, a disputar pelas 19:30 marcará o arranque das 15 provas especiais de classificação.

  • Megamotors assumiu papel importante no Rally Rota da Cereja de Resende

    Megamotors assumiu papel importante no Rally Rota da Cereja de Resende

    A edição inaugural do Rally Rota da Cereja de Resende assumia-se como muito especial para a Megamotors, não só porque a equipa tem sede no concelho de Resende, mas também pelo facto de ter sido um dos parceiros mais importantes do evento.

    Para além do patrocínio e do forte apoio logístico que a Megamotors concedeu ao rali, a equipa apresentou-se à partida com as duplas José Carlos Pouca Sorte/Vera Sequeira, que estrearam um Porsche 997 GT3 CUP, Celso Fonseca/António Barreto, num Citroen Saxo e Carlos Pouca Sorte/Luís Pedro, na já icónica carrinha BMW 320.

    A sorte nada quis com as duplas da Megamotors, que ficariam pelo caminho. No entanto, enquanto estiveram em prova, exibiram-se num nível muito alto.

    E em destaque estiveram José Carlos Pouca Sorte e Vera Sequeira. A dupla que lidera a Megamotors em nada se sentiu condicionada por não ter rodado com o novo Porsche antes do rali e foram sempre muito competitivos, disputando taco-a-taco, os lugares do pódio absoluto. Aliás, estavam no 3º posto, com possibilidade de subir quando, já na última classificativa, um problema técnico no carro levou-os a ter uma saída de estrada, que os forçou a abandonar o rali.

    Já Carlos Pouca Sorte e Luís Pedro começaram por dar um festival de condução na Cereja Night Race, a super especial urbana de abertura, registando um fabuloso 5º tempo á geral, entre 53 participantes. Notável!… Mas, logo na 1ª especial do segundo e derradeiro dia de prova, um problema na BMW 320 forçou a desistência.

    Quanto a Celso Fonseca e António Barreto, foram muito eficazes na super especial e nas duas primeiras classificativas de domingo, registando bons tempos e subindo paulatinamente na classificação, mas a mecânica do carro francês viria a trair os seus sforços na penúltima classificativa da prova.

    Mas, para lá do infortúnio, a equipa sentiu o orgulho do trabalho vital que desempenhou em prol do evento, face ao êxito alcançado pelo rali. Agora é tempo de férias, antes da Megamotors começar a preparar a parte final da temporada 2024 de Montanha.

  • Vinho da Madeira: Meeke menos “folgado”

    Vinho da Madeira: Meeke menos “folgado”

    Com 11 pontos de vantagem na liderança do Campeonato de Portugal de Ralis (CPR), Kris Meeke (Hyundai i20 N Rally2) iniciará o Rali Vinho da Madeira (1/3 agosto) sob maior pressão por parte de Armindo Araújo (Skoda Fabia RS Rally2) face a qualquer outro momento desta época. Num rali extenso e muito exigente, como é sempre o da Pérola do Atlântico, no qual a grande novidade este ano será a estreia do Toyota Yaris GR Rally2 inscrito pela Toyota Gazoo Racing Caetano Portugal, estão reunidos todos os ingredientes para que não falte emoção, competitividade e… espetáculo ao longo de três dias.

    Ao fim de quatro vitórias consecutivas e de somar a pontuação máxima antes da entrada na fase de asfalto do CPR, Meeke viu o seu domínio interrompido em Castelo Branco, quando um problema no sensor do acelerador do Hyundai o fez ceder mais de 3 minutos, a que se juntou um furo na power stage, não conseguindo melhor do que o sexto lugar final. Tal foi suficiente para que o piloto de Santo Tirso, desde o início da temporada a afirmar-se como o mais direto opositor do nativo de Dungannon, voltasse aos triunfos no rali albicastrense, reduzindo a diferença pontual que o separa do primeiro lugar.

    O atual líder do CPR continua a ser o grande favorito para concluir a temporada no topo da tabela classificativa, mas o sete vezes campeão nacional de ralis já demonstrou que vai discutir o título até ao fim nas três provas que restam e como não há vencedores antecipados… tudo pode acontecer.

    José Pedro Fontes, atual terceiro classificado do CPR, que estreará na Madeira o mais recente “kit” de evolução da Citroen Racing para o C3 Rally2, é um forte candidato à vitória, havendo que contar ainda, para a discussão dos primeiros lugares, com Ricardo Teodósio (Hyundai i20 N Rally2), o campeão nacional em título, enquanto Ernesto Cunha (Skoda Fabia Rally2 evo) e Ricardo Filipe (Skoda Fabia R5) se estreiam com os seus “novos” carros nas classificativas madeirenses.

    Numa edição do Rali Vinho da Madeira que regista a ausência de Pedro Almeida (Skoda Fabia Rally2 evo), repetindo-se, como sucede desde os seus acidentes no Vodafone Rally de Portugal, as de Paulo Neto (Skoda Fabia Rally2 evo) e de Lucas Simões (Ford Fiesta R5), há a registar o regresso de Paulo Meireles (Hyundai i20 N Rally2), ao passo que João Barros (VW Polo R5) volta a este rali quatro anos depois da última participação.

    O facto marcante desta edição 2024 do “Vinho da Madeira” vai ser a estreia do Toyota GR Yaris Rally2 no CPR, inscrito pela Toyota Gazoo Racing Caetano Portugal para a dupla Alexandre Camacho/Carlos Magalhães. O piloto madeirense, vencedor de seis edições do “seu” rali, entre as quais as últimas três, tentará compensar a falta de adaptação ao carro com o conhecimento do traçado para obter um bom resultado, neste “ensaio” da Toyota Portugal para o seu regresso em 2025 aos ralis nacionais. Assinalam-se esta época os 32 anos da conquista do último título de campeão nacional de ralis pelo recém-falecido Joaquim Santos, aos comandos de um Toyota Celica GT4 da equipa Toyota Salvador Caetano, hoje Toyota Gazoo Racing Caetano Portugal. Curiosamente, o navegador de Santos era o mesmo Carlos Magalhães que agora estará no banco do lado direito de Alexandre Camacho no retorno aos ralis do importador português da marca nipónica.

    Em termos competitivos, a prova do Club Sports da Madeira promete, a nível absoluto – tanto os madeirenses como os estrangeiros não retiram pontos aos pilotos inscritos no CPR – um empolgante despique pela vitória, já que, além dos nomes já referidos que discutem a primazia do CPR, juntam-se Alexandre Camacho e os seus conterrâneos João Silva (Skoda Fabia Rally2 evo), Miguel Nunes (Skoda Fabia Rally2 evo) e Miguel Caires (Skoda Fabia Rally2 evo) e ainda “convidados” como o espanhol Diego Ruiloba (Citroen C3 Rally2) ou o italiano Simone Campedelli (Skoda Fabia RS Rally2).

    No Campeonato 2RM (duas rodas motrizes), esta sexta prova do ano voltará a ter como principais protagonistas Gonçalo Henriques (Renault Clio Rally4), o campeão em título e atual líder, e o seu rival Hugo Lopes (Peugeot 208 Rally4), que se encontram separados por 26 pontos. Ausente vai estar Ricardo Sousa (Peugeot 208 Rally4), o terceiro classificado, e ainda João Andrade (Peugeot 208 Rally4), Paulo Roque (Peugeot 208 Rally4) e Rafael Cardeira (Peugeot 208 Rally4), estes também no “top 10” da tabela classificativa. Deste modo, Pedro Pereira (Peugeot 208 Rally4), o vencedor do FPAK Júnior Team de Ralis 2023, Guilherme Meireles (Peugeot 208 Rally4), Pedro Silva (Peugeot 208 Rally4) e Anton Korzun (Peugeot 208 Rally4) surgem como candidatos ao pódio.

    CLASSIFICAÇÕES/CPR

    Absoluto: 1º, Kris Meeke, 122 pontos; 2º, Armindo Araújo, 111; 3º, José Pedro Fontes, 60; 4º, Pedro Almeida, 44; 5ºs, Ernesto Cunha e Ricardo Teodósio, 43; 7º, Paulo Neto, 38; 8º, Lucas Simões, 32; 9º, Ricardo Filipe, 26; 10º Rúben Rodrigues, 18.

    2RM: 1º, Gonçalo Henriques, 81 pontos; 2º, Hugo Lopes, 55; 3º, Ricardo Sousa, 50; 4º, Pedro Pereira, 49; 5º, Pedro Silva, 48; 6º, Guilherme Meireles, 44; 7º, Anton Korzun, 34; 8º, João Andrade, 30; 9º, Paulo Roque, 29; 10º, Rafael Cardeira, 24.

  • Vítor Pascoal triunfa em Resende após duelo intenso resolvido por 2 segundos!

    Vítor Pascoal triunfa em Resende após duelo intenso resolvido por 2 segundos!

    Vítor Pascoal e Inês Braga levaram o Porsche 991.2 GT3 CUP do Baião Rallye Team à vitória na edição inaugural do Rally Rota da Cereja de Resende, prova que ostentou um excelente nível organizativo, recorde de participantes, com 53 equipas à partida, muito público e um programa desportivo e lúdico aliciante foram o segredo para êxito alcançado. A façanha do piloto baionense coroou uma verdadeira ‘remontada’ face a Pedro Melo e Nicolau Rabaça, a dupla local do BMW M3 que só foi suplantada na última especial da prova e por magros dois segundos. Emocionante!

    Os 2300 metros da super especial urbana Cereja Night Race que abriram as hostilidades competitivas no início da noite de sábado deram a entender que a prova poderia fazer valer a superioridade habitual de Pedro Melo nos ralis disputados em Resende. O resendense fez o melhor tempo e com 4,1 segundos de vantagem sobre Carlos Matos, navegado por Ricardo Faria, num Skoda Fabia R5. Filipe Teixeira e António Campos assumiam a 3ª posição a 4,9 segundos do comandante, cabendo a José Carlos Pouca Sorte, outro piloto resendense o 4º melhor registo. Pouca Sorte, piloto e líder da Megamotors, estreou ‘em casa’ um novo Porsche 997 GT3 CUP, que partilhou com Vera Sequeira e logo se percebeu que iria querer lutar pelos lugares de pódio. Com uma entrada muito a frio, Vítor Pascoal foi apenas 8º e perdeu 9,6 segundos, prejuízo que viria a exigir um enorme esforço do baionense para reentrar na luta pelo triunfo.

    A decisiva etapa de domingo contemplava 4 especiais. De manhã, eram os 7,5 km da especial Rota dos Cerejais, percorridos por duas vezes e, na passagem inicial, Pedro Melo reforçou a liderança, vencendo, com José Carlos Pouca Sorte a ser segundo, gastando mais 5 segundos, enquanto Carlos Matos registava o terceiro melhor crono, 1 décimo atrás de Pouca Sorte, saltando Matos para a 2ª posição da geral, a 9,2 segundos de Melo e com 1,8 de vantagem sobre o piloto do Porsche da Megamotors. Vítor Pascoal voltava a perder tempo (7,3 segundos) e, mesmo subindo para 5º, ficava já a 16,9 segundos  do líder, parecendo que estaca tudo perdido.

    Mas assim não foi. Na 2ª passagem por Rota de Cerejais, Carlos Matos assina o triunfo, com Pascoal em segundo, a gastar mais 1,5 segundos, José Carlos Pouca Sorte em terceiro, duas decimas atrás de Pascoal e Pedro Melo a não passar do quarto tempo, mas perdendo apenas 2,1 segundos para Matos. O quarteto terminou a secção com Pedro Melo ainda seguro na liderança, agora com 7,1 segundos de avanço sobre Carlos Matos, 10,6 em relação a Pouca Sorte e 16,3 sobre Pascoal que ascendia ao 4º posto.

    A secção final da tarde era o mais difícil “osso para roer”, com dupla passagem pelos 15,6 km de O Penedo. E foi aqui que Vítor Pascoal puxou dos galões e abriu o livro!

    O baionense esteve imparável. Na 1ª passagem venceu o troço, com 5,4 segundos de vantagem sobre Pedro Melo, enquanto José Carlos Pouca Sorte registava o 3º tempo, perdendo 10,1 segundos para Pascoal. Pior fez ainda Carlos Matos, que não passou da 5ª marca, a 17,7 segundos de Vítor Pascoal.

    Chegávamos assim ao último troço, que se transformou num verdadeiro ‘mata-mata’. Pedro Melo arrancou com 10,9 segundos de vantagem sobre Vítor Pascoal, José Carlos Pouca Sorte era terceiro a 15,3 e Carlos Matos vinha logo a seguir, a 19,4.

    Vítor Pascoal deu um recital com o Porsche 991.2 GT3 CUP e pulverizou a melhor marca na especial, melhorando 9,2 segundos e deixando um desolado Pedro Melo a 12,9 segundos de distância, forçando o rápido piloto de Resende a contentar-se com um excelente 2º lugar no final da prova, a escassos dois segundos de Pascoal, sendo certo que o baionense venceu a prova com todo o mérito, fazendo jus ao seu vasto e rico palmarés.

    No final, o vencedor confessava que “não viemos a Resende com o intuito de andar a fundo, encarando a presença como um apoio a este novo rali e uma oportunidade para fazer quilómetros no carro. Começamos com demasiada cautela e, sem exageros, fomos aumentando o andamento. Quando, percebemos que podíamos lutar pela vitória, então sim, intensificamos o ritmo e, na derradeira especial, andamos mesmo a fundo. Estou muito feliz, por mim, pela Inês e pela equipa e dou os meus parabéns ao Pedro e ao Nicolau que fizeram um excelente rali. Também quero felicitar a organização por um rali exemplar!”.

    Por seu lado, Pedro Melo não escondia alguma “tristeza por termos perdido mesmo no fim. Andamos sempre a fundo, lutámos contra grandes pilotos e grandes carros e voltamos a provar que somos muito competitivos. O 2º lugar deixa-nos orgulhosos e, a perder a prova, que fosse, como foi, para um grande campeão nacional como é o Pascoal!”.

    Atrás dos dois primeiros, a batalha final pelo último lugar no pódio absoluto do rali teve um desfecho inglório. Ainda nas primeiras curvas da última classificativa, José Carlos Pouca Sorte foi forçado a abandonar, sofrendo uma saída de estrada provocada por um problema técnico no Porsche, abrindo caminho para Carlos Matos colocar o Skoda Fabia no 3º lugar da geral, numa prova em que o piloto se queixou de “alguns problemas no meu carro, que condicionaram o nosso andamento. Mas, divertimo-nos muito, num rali bem organizado e o 3º lugar é muito positivo”.

    Filipe Teixeira levou o Renault Clio Rally4 da Domingos Sport ao 4º posto, com o penafidelense a aproveitar o rali para conhecer melhor o carro francês, sem deixar de andar forte, tendo mesmo terminado a escassos 1,5 segundos de Carlos Matos. Logo atrás, na 5ª posição, encontramos uma das duplas mais endiabradas do rali. Telmo Pedro e Pedro Fonseca extraíram todo o sumo do seu Citroen Saxo e andaram sempre entre os mais rápidos, assinando uma exibição de fino recorte!

    Numa prova exigente, destaque para a presença no palanque final da prova de 35 das 53 equipas que alinharam à partida. E foi geral o aplauso ao alto nível organizativo ostentado pelo Automóvel Clube Clássicos de Aregos e pelo Team Baia. Excelente estrutura, troços belos e desafiantes, plantel de grande nível, muito público, programa de animação e a habitual hospitalidade resendense, cativaram todos quantos estiveram no belo concelho plantado na margem sul do Rio Douro.

    Para a autarquia, o balanço do evento é altamente positivo, com Garcês Trindade, Presidente da Câmara Municipal de Resende a considerar que “o rali foi um sucesso!… Estamos muito felizes por terem sido cumpridos todos os objetivos traçados. O vasto número de participantes e de acompanhantes que vieram até Resende, a forma exemplar como decorreu a prova, o sucesso mediático e económico do evento, tudo contribuiu para que possamos considerar ganha a aposta que fizemos. Quero parabenizar o Automóvel Clube Clássicos de Aregos pela excelente organização, fruto do seu trabalho e da boa escolha que fizeram para os parceiros especializados que vieram garantir a qualidade técnica do rali. Agora é tempo de balanço e de começar a pensar na próxima edição!”.

    O 1º Rally Rota da Cereja de Resende teve uma novidade aliciante: prémios monetários para os três primeiros da geral, oferecidos pelas empresas Megamotors, Mítica Frota e Escola de Condução S. Salvador. Caso raro em Portugal, este “prize Money” para o Top 3 absoluto é mais um gesto de generosidade por parte de José Carlos Pouca Sorte, o piloto e empresário natural de Resende e que lidera as três empresas envolvidas no apoio.

    Depois deste êxito, ficaram escancaradas as portas para que a 2ª edição do Rally Rota da Cereja de Resende tenha lugar em 2025, com os responsáveis da prova a prometerem um evento ainda mais aliciante!

  • Vinho da Madeira: Diego Ruiloba quer lutar pelo triunfo

    Vinho da Madeira: Diego Ruiloba quer lutar pelo triunfo

    O espanhol Diego Ruiloba vem pela segunda vez ao Rali Vinho da Madeira ao volante de um Citroën C3 Rally2.

    O piloto pretende “desfrutar ao máximo e esta oportunidade incrível e devo agradecer a todos os que tornaram esta experiência fantástica. Também quero lutar pelos primeiros lugares no rali. Os pilotos locais são muito rápidos e têm um conhecimento perfeito dos troços cronometrados. Temos também os pilotos do campeonato português, que dispõem de muita experiência na ilha, e o Campedelli, que ontem foi segundo em Roma no campeonato europeu, não irão facilitar. Não há nenhuma tática especial para esta prova. Será a mesma de todos os ralis, trabalhar bem nos reconhecimentos e preparar um bom acerto do carro”.

    Ruiloba tem 23 anos de idade e a sua estreia aconteceu em 2019 com um Peugeot 208 1.2. Em 2021 passou para o volante de um Suzuki Swift e venceu o troféu espanhol destinado ao modelo. No ano seguinte, aos comandos de um Peugeot 208 Rally4, venceu a Peugeot Rally Cup Ibérica. Desde então representa a Citroën com um C3 Rally2. Este ano obteve as suas primeiras três vitórias à geral, nos ralis Sierra Morena, Lisboa e Rias Baixas.

  • Vinho Madeira: Joachim Wagemans quer aproveitar ao máximo

    Vinho Madeira: Joachim Wagemans quer aproveitar ao máximo

    Joachim Wagemans regressa ao Rali Vinho Madeira com objetivos difíceis de definir.

    O piloto belga tem 29 anos de idade e participou no seu primeiro rali em 2012 com um Ford Fiesta R2. Manteve essa viatura até 2014 e de 2015 até 2018 esteve ao volante de Peugeot 208 R2, modelo a sua estreia na Madeira, em 2017. Em 2019 alinhou em 5 ralis, de entre os quais o Rali Vinho da Madeira, com um Peugeot 208 T16 R5 e ainda com um Skoda Fabia R5, como prémio pela vitória no TER2 do ano anterior.

    “Não toquei, à exceção do último fim de semana, num carro de rali nos últimos 5 anos. A prova correu bem e julgo que a velocidade mantém-se. Quanto a adversários, o nível geral na Madeira é muito alto. E nos GT também. E difícil dizer como serão os nossos tempos. Ainda não está definida, mas teremos uma boa tática para o rali. Tenho um grande desafio pela frente pois tenho de fazer novas notas de toda a prova. Quero terminar mas também atacar… Neste momento ainda há muitas interrogações. O Alpine é um carro muito interessante e julgo que será perfeito nas estradas da ilha. O carro tem uma data de coisas novas para mim. Esta deverá ser a minha única prova este ano e devo aproveitá-la ao máximo”.