Categoria: Ralis

  • Ernesto Cunha regressa ao CPR no Rali Casinos do Algarve

    Ernesto Cunha regressa ao CPR no Rali Casinos do Algarve

    Depois de uma pausa prolongada no Campeonato de Portugal de Ralis, Ernesto Cunha prepara o regresso à principal competição nacional já no Rali Casinos do Algarve, numa participação marcada pela vontade assumida de voltar a competir ao mais alto nível.

    Ernesto Cunha está de regresso ao Campeonato de Portugal de Ralis. O piloto da Marinha Grande confirmou que voltará ao CPR já no Rali Casinos do Algarve, próxima jornada da principal competição nacional.

    Depois de uma temporada em que optou por um programa mais seletivo, experimentando também projetos diferentes, Ernesto Cunha prepara agora o reencontro com um campeonato onde construiu parte importante do seu percurso desportivo.

    Campeão de Portugal de Ralis 2RM em 2022 e posteriormente protagonista entre os Rally2, Ernesto Cunha chegou a conquistar um pódio absoluto no CPR e regressa agora a um palco competitivo que conhece bem. Em 2026, o piloto manteve-se ativo, tendo recentemente estado em destaque no Portugal Rally Series, onde venceu entre os FIA Historic e 4WD aos comandos do Subaru Impreza STI.

    A vontade de regressar ao CPR foi assumida sem reservas pelo piloto: “Depois de uma pausa prolongada no Campeonato de Portugal de Ralis, está finalmente na hora de voltar à ação. Foi muita a vontade de voltar a fazer aquilo de que mais gostamos”, afirmou Ernesto Cunha.

    O Rali Casinos do Algarve será, assim, o palco escolhido para este reencontro com o campeonato: “O regresso é no Algarve. Estamos mais do que prontos para voltar à estrada, voltar a competir e voltar a viver isto juntos”, acrescentou.

    Para já, Ernesto Cunha coloca todas as atenções na preparação do regresso, numa prova que marcará o seu reencontro com o CPR e com um nível competitivo que conhece profundamente.

  • Rui Madeira e Paula Madeira lideravam Legends Luso-Bussaco quando segurança obrigou ao cancelamento

    Rui Madeira e Paula Madeira lideravam Legends Luso-Bussaco quando segurança obrigou ao cancelamento

    Dupla portuguesa comandava a geral e a Categoria Sport, com 5,8 segundos de vantagem, quando o agravamento do risco de incêndio ditou o fim prematuro da prova.

    O Rally Legends Luso-Bussaco 2026 terminou de forma precoce e inglória, depois de o agravamento do risco de incêndio rural ter levado a organização a cancelar todo o programa competitivo previsto para sábado e domingo, mantendo apenas a jornada inaugural de sexta-feira.

    A decisão, tomada pelo Clube LusoClássicos em articulação com os municípios e estruturas de Proteção Civil envolvidas, surgiu num contexto particularmente delicado, agravado pela ocorrência de um foco de incêndio na zona da classificativa de Carapinhal, em Mortágua. Perante esse cenário, a segurança de participantes, público e território falou mais alto.

    Quando a competição foi interrompida, Rui Madeira e Paula Madeira lideravam a classificação geral e, naturalmente, a Categoria Sport, depois de pouco mais de dez quilómetros percorridos contra o cronómetro.

    Aos comandos do Mitsubishi Lancer EVO X da MPRO Professionals, a dupla portuguesa tinha construído uma vantagem de 5,8 segundos sobre a concorrência, confirmando desde os primeiros quilómetros as excelentes sensações deixadas pelo carro no teste realizado antes da prova: “Estava a ser um bom rali para nós, mas infelizmente, por motivos relacionados com os incêndios, o evento foi cancelado após a PEC 3”, começou por referir Rui Madeira.

    O piloto destacou sobretudo o enorme esforço desenvolvido pela organização na preparação de uma prova que, nos últimos anos, se afirmou como uma das referências nacionais do universo Legends: “Desta forma, todo o esforço das equipas, pilotos e, principalmente, da organização — que é fantástica e já elevou este rali a um nível altíssimo em todos os aspetos — acabou por cair por terra. É uma situação muito difícil para todos, sobretudo para quem trabalha durante meses para colocar uma prova desta dimensão na estrada”, sublinhou.

    Apesar da natural desilusão por ver interrompido um rali que começava de forma muito positiva, Rui Madeira deixou uma mensagem de confiança e apoio inequívoco ao evento: “Agora há que superar este incidente e temos a certeza de que o Rally Legends Luso-Bussaco vai voltar mais forte do que nunca. Da nossa parte podem contar connosco sempre. E cá estaremos em 2027 para lutar pela vitória”, afirmou.

    O programa de 2026 poderá ainda reservar novos desafios para Rui Madeira, com uma participação no estrangeiro num rali Legends ainda em cima da mesa e a forte possibilidade de regressar aos comandos do Hyundai i20 N Rally2 da CRN Competition, em novembro, na prova final do Portugal Rally Series, em Fafe. “Tenho seguido com atenção o crescimento deste campeonato e estou com muita curiosidade em disputá-lo, quer pelo nível competitivo que apresenta, quer pela forma muito própria como transforma cada prova num verdadeiro evento, onde a interação com os fãs é intensa e constante”, revela o piloto.

  • Castelo Branco será o “Game Changer” do Rally Series

    Castelo Branco será o “Game Changer” do Rally Series

    Terra, especiais totalmente novas e pontuação com coeficiente 1,5 prometem agitar as contas do campeonato

    O Castrol Portugal Rally Series entra na reta final da temporada com uma mudança radical de cenário. Nos dias 10 e 11 de outubro, Castelo Branco recebe a Ronda #5, penúltima prova de 2026 e primeira disputada em pisos de terra esta temporada.

    Depois de um calendário dominado pelo asfalto, pilotos e máquinas enfrentam agora oito Provas Especiais de Classificação totalmente novas, num percurso com mais de 40 quilómetros cronometrados e onde a ausência de referências anteriores promete tornar decisiva a capacidade de adaptação.

    Mas há outro fator capaz de transformar Castelo Branco num verdadeiro “Game Changer”: todas as categorias beneficiarão de um coeficiente pontual de 1,5x. Uma vitória poderá, assim, valer 37,5 pontos, dando à penúltima ronda um peso acrescido nas contas dos diferentes títulos antes da decisão final em Fafe.

    A maior Arena Rally Series da temporada

    O Parque de Desportos Motorizados de Castelo Branco será o centro nevrálgico do fim de semana e receberá a maior Arena Rally Series do ano. Secretariado, Parque de Assistência, fanzone e diferentes espaços de entretenimento estarão concentrados no mesmo local, que no domingo receberá também várias passagens competitivas.

    Antes, o sábado será especialmente dedicado à aproximação entre o Rally Series e o público. Depois do Shakedown e dos Co-Drives, os carros deixam o Parque de Desportos Motorizados pelas 17h00 para a Parada Oficial, atravessando alguns dos locais mais emblemáticos de Castelo Branco.

    O destino serão as Docas de Castelo Branco, transformadas no segundo grande palco do evento. A Fotografia Oficial de Família antecederá a Sessão de Autógrafos, marcada para as 18h30, colocando pilotos, equipas e máquinas junto dos adeptos.

    O programa de sábado termina no mesmo local, a partir das 20h30, com o Show Noturno, prometendo um dos grandes momentos de espetáculo de uma ronda que poderá revelar-se decisiva para definir quem chega a Fafe em condições de discutir os títulos de 2026.

  • “Que seja desta”: Rui Madeira chega ao Luso-Bussaco para lutar pelo triunfo

    “Que seja desta”: Rui Madeira chega ao Luso-Bussaco para lutar pelo triunfo

    É já a partir de amanhã que Rui Madeira e Paula Madeira regressam à competição para disputar a 10.ª edição do Rally Legends Luso-Bussaco, uma das provas de referência do panorama nacional dedicado aos automóveis históricos e Legends.

    A grande novidade para esta participação será a estreia competitiva da dupla aos comandos de um Mitsubishi Lancer EVO X da MPRO Professionals, máquina que Rui Madeira teve oportunidade de testar esta quinta-feira na Serra da Freita, num primeiro contacto que deixou excelentes indicações.

    “O nosso primeiro contacto na Serra da Freita correu muito bem e tanto eu como a Paula achámos que este Lancer tem muito potencial. As afinações utilizadas são uma excelente base e, sinceramente, o carro superou as nossas expectativas”, destaca o piloto.

    Apesar dos poucos quilómetros efetuados com a nova máquina, Rui Madeira não esconde a ambição com que parte para o rali. Depois de anteriores participações de grande nível, o objetivo passa por voltar a discutir os lugares cimeiros e, se possível, alcançar finalmente a vitória.

    “Estamos com esperança de que seja desta que podemos vencer o Rally Legends Luso-Bussaco, naquela que é já a 10.ª edição deste simpático e muito bem organizado evento. É evidente que temos poucos quilómetros de testes com o Lancer EVO X da MPRO e vamos aproveitar as primeiras classificativas para perceber melhor o carro e extrair todas as suas potencialidades”, explica.

    O traçado da edição de 2026 agrada particularmente à dupla, sobretudo nas etapas de sábado e domingo, onde a variedade de pisos e as constantes mudanças de ritmo prometem proporcionar um desafio particularmente interessante.

    “As classificativas de sábado e domingo são as nossas favoritas pela variedade e mudanças de ritmo, destacando-se naturalmente a especial do Bussaco. Estamos convencidos de que nos vamos divertir muito e, ao mesmo tempo, proporcionar algum espetáculo aos muitos aficionados que acompanham esta prova”, sublinha Rui Madeira.

    A ação competitiva arranca na sexta-feira, depois das verificações técnicas e documentais realizadas no Luso. A apresentação e partida simbólica das equipas terá lugar às 15h00, na Avenida Emídio Navarro, seguindo-se a dupla passagem pela classificativa Carapinhal-Mortágua, antes da super-especial noturna de Mortágua.

    No sábado, o programa inclui passagens por Cerdeira-Bussaco e Penacova-Bussaco, esta última recuperando estradas historicamente ligadas ao Rali de Portugal. À noite, o espetáculo regressa ao Luso com a Boucle “Alfredo César Torres”, disputada sem tomada de tempos.

    A prova termina no domingo, com a dupla passagem pela especial Trezói-Luso, antes da chegada junto ao Palace Hotel do Bussaco e da posterior cerimónia de entrega de prémios.

  • Rally Legends Luso-Bussaco celebra 10.ª edição com cerca de 70 máquinas em estrada

    Rally Legends Luso-Bussaco celebra 10.ª edição com cerca de 70 máquinas em estrada

    A décima edição do Rally Legends Luso-Bussaco vai para a estrada entre esta sexta-feira e o próximo domingo, reunindo cerca de sete dezenas de viaturas e equipas provenientes de Portugal, Espanha, Inglaterra, Itália e Holanda. Mealhada, Mortágua e Penacova voltam a receber um verdadeiro desfile de máquinas que marcaram diferentes épocas da história dos ralis.

    O Rally Legends Luso-Bussaco prepara-se para celebrar a sua 10.ª edição com uma das listas de participantes mais internacionais da sua história. Organizada pelo Clube Luso-Clássicos, a prova decorre entre 18 e 20 de setembro e volta a levar algumas das mais emblemáticas máquinas de competição às estradas da Serra do Bussaco.

    São cerca de 70 viaturas inscritas, com pilotos provenientes de cinco países, numa edição que reforça a dimensão alcançada pelo evento ao longo da última década. Só de Espanha são esperadas dez equipas.

    Entre os nomes portugueses em destaque encontram-se Rui Madeira e Paula Madeira, que estarão presentes aos comandos de um Mitsubishi Lancer Evo X da equipa MPRO.

    A prova volta a decorrer sob a chancela turística Mondego-Bussaco, projeto que reúne os municípios da Mealhada, Mortágua e Penacova, contando igualmente com o apoio do Turismo Centro de Portugal.

    Três dias entre troços históricos

    A ação começa na sexta-feira, depois das verificações técnicas e documentais realizadas no Luso.

    Às 15h00 terá lugar a apresentação e partida simbólica das equipas na Avenida Emídio Navarro, seguindo-se, a partir das 15h30, a dupla passagem pela classificativa Carapinhal-Mortágua. A jornada termina à noite com a super-especial de Mortágua, disputada a partir das 20h00.

    No sábado, o programa prossegue com duas passagens por Cerdeira-Bussaco, antes da deslocação para Penacova. À tarde chega um dos momentos mais aguardados da edição, com a dupla passagem por Penacova-Bussaco, num traçado que recupera estradas utilizadas pelo Rali de Portugal.

    Já à noite, o espetáculo muda-se novamente para o Luso, onde se realiza a Boucle “Alfredo César Torres”, com duas passagens sem tomada de tempos.

    O Rally Legends Luso-Bussaco termina no domingo com a dupla passagem pela especial Trezói-Luso, estando a chegada prevista para as 12h25, junto ao Palace Hotel do Bussaco. A entrega de prémios decorrerá às 16h30, na Avenida Emídio Navarro.

    História dos ralis volta às estradas do Bussaco

    Mais do que uma competição, o Rally Legends Luso-Bussaco volta a assumir-se como uma viagem por diferentes gerações do desporto automóvel.

    Entre as máquinas previstas encontram-se modelos de marcas como Datsun, Toyota, Fiat, Citroën, Ford e NSU, aos quais se juntam nomes incontornáveis da história dos ralis, como os Lancia e Audi Quattro.

    O regulamento contempla quatro grandes grupos de viaturas: Legends Históricos, para modelos homologados até ao final de 1987; Legends Míticos, entre 1988 e 1999; Sport, para automóveis homologados a partir de 2000; e Open/Show, destinado a máquinas com características técnicas fora das categorias anteriores, mediante aprovação da organização.

    Ao completar uma década de existência, o Rally Legends Luso-Bussaco reforça igualmente a ligação entre o desporto automóvel e a promoção dos territórios de Mealhada, Mortágua e Penacova, utilizando o evento como montra para o património, gastronomia, cultura e paisagem da região do Bussaco.

  • Project Rally One acelera desenvolvimento do WRC27 para estrear no Monte-Carlo 2027

    Project Rally One acelera desenvolvimento do WRC27 para estrear no Monte-Carlo 2027

    O novo projeto belga que prepara a entrada na era WRC27 já colocou o primeiro carro em testes e trabalha contra o relógio para estar à partida do Rallye Monte-Carlo 2027. Jean-Claude Vaucard, antigo engenheiro-chefe da Peugeot Sport e Citroën Racing, revelou ao Rallye-Sport.fr que o desenvolvimento decorre sem problemas de maior, apesar dos meios reduzidos e de um calendário particularmente apertado.

    As informações foram reveladas por Jean-Claude Vaucard, Special Advisor do Project Rally One, numa entrevista concedida a Julien Rabusseau, do Rallye-Sport.fr, na qual o experiente técnico detalhou o estado atual do projeto, os primeiros testes e os desafios que a pequena equipa enfrenta até à homologação.

    Prestes a completar 85 anos, Vaucard continua profundamente ligado aos ralis. Antigo engenheiro-chefe da Peugeot Sport e Citroën Racing, trabalha há cerca de sete meses no desenvolvimento do novo carro, sobretudo nas áreas do chassis, suspensões e comportamento dinâmico.

    “Estou envolvido no estudo de desenvolvimento do carro ao nível do chassis, suspensões e comportamento”, explicou Vaucard ao Rallye-Sport.fr, revelando que chegou a trabalhar aos sábados e domingos nas primeiras semanas perante a exigência dos prazos.

    Primeiros testes já realizados nos Vosges

    O primeiro WRC27 do Project Rally One já saiu para a estrada. Segundo Vaucard, os primeiros três dias de testes decorreram nos Vosges, em França, sem que tenham surgido problemas significativos de fiabilidade.

    Para já existe apenas um carro disponível, circunstância que limita inevitavelmente o programa de desenvolvimento: “Tudo está a decorrer normalmente e não tivemos problemas importantes. A fiabilidade está boa, mas ainda estamos apenas no início do desenvolvimento”, explicou.

    A equipa terá agora mais três dias de testes em asfalto na Bélgica, antes de iniciar rapidamente trabalho em pisos de terra. O calendário é apertado porque, segundo Vaucard, vários componentes terão de estar homologados até ao final de outubro.

    Stéphane Lefebvre continuará envolvido nos testes, embora Vaucard tenha deixado no ar que poderão surgir novidades relativamente aos pilotos que participarão no desenvolvimento.

    Motor e caixa do Škoda Fabia ajudam a encurtar prazos

    O grande desafio é o tempo. Vaucard estima que o desenvolvimento convencional de um verdadeiro WRC exigiria aproximadamente 16 meses, muito acima do período disponível para o Project Rally One.

    A vantagem do conceito WRC27 está na possibilidade de recorrer a componentes já existentes e comprovados.

    No caso deste projeto, motor e caixa de velocidades têm origem no Škoda Fabia, permitindo concentrar grande parte do trabalho no chassis, suspensões e integração do conjunto: “Com este WRC27 já temos elementos importantes disponíveis, como o motor e a caixa do Škoda Fabia. Assim, em seis ou sete meses é possível desenvolver o chassis e as suspensões”, explicou o técnico francês.

    Ainda assim, não esconde a diferença de escala para uma estrutura como a Toyota: o Project Rally One funciona atualmente com uma equipa de cerca de dez pessoas.

    “Gostaríamos, evidentemente, de ter tido mais tempo para enfrentar a Toyota”, reconheceu Vaucard.

    Experiência Peugeot e Citroën aplicada ao WRC27

    Vaucard recordou igualmente alguns dos métodos utilizados durante os grandes programas de fábrica em que participou.

    Na sua perspetiva, o cenário ideal para desenvolver um novo carro seria levá-lo muito cedo para condições extremamente exigentes, como as encontradas no Quénia, permitindo identificar fragilidades estruturais e acelerar a evolução.

    Foi uma filosofia utilizada no desenvolvimento do Peugeot 205 T16 e, anos mais tarde, do Citroën Xsara WRC, projetos em que os recursos disponíveis permitiam programas de testes incomparavelmente mais extensos.

    “Com grandes meios conseguimos desenvolver um carro a uma velocidade incrível”, recordou.

    Vaucard alerta para mistura entre WRC27 e Rally2

    O experiente engenheiro mostrou-se globalmente favorável à nova regulamentação WRC27, sobretudo à utilização de chassis tubulares e à tentativa de reduzir os custos.

    Há, contudo, um ponto que lhe levanta reservas: a possibilidade de diferentes conceitos técnicos competirem diretamente.

    Vaucard considera particularmente delicada uma eventual convivência entre WRC27, Rally2 e Rally2+, receando que seja necessário recorrer a mecanismos de Balance of Performance (BoP) para equilibrar prestações.

    Para o francês, a mudança para chassis tubulares faz sentido também perante a transformação das gamas dos construtores, que apresentam cada vez menos modelos urbanos adequados à filosofia atualmente utilizada nos Rally2.

    «É incompreensível que a Hyundai esteja a sair»

    Vaucard abordou igualmente a situação dos construtores no Mundial e não escondeu a surpresa perante a saída da Hyundai do projeto WRC.

    Na sua opinião, a nova regulamentação precisaria de pelo menos mais um fabricante para arrancar com maior força: “É completamente incompreensível para mim que a Hyundai esteja a parar”, afirmou, recordando que a marca participou durante meses na discussão das futuras regras antes de decidir abandonar o campeonato.

    Pneus Hankook também preocupam Vaucard

    Outro dos temas abordados foi a atual situação dos pneus no Mundial de Ralis. Vaucard considera que os problemas registados com os Hankook têm influência demasiado significativa no desenrolar das provas e defende uma reação rápida.

    O antigo responsável técnico da Peugeot e Citroën chegou mesmo a deixar uma referência bem-humorada a um conhecido fabricante francês: “Na região de Auvergne conheço um fabricante de pneus que não é nada mau”, afirmou, numa evidente alusão à Michelin.

    Para Vaucard, a questão não deveria esperar pela evolução regulamentar posterior a 2027, defendendo que é necessário encontrar uma solução com maior rapidez.

    Enquanto essas discussões prosseguem, o Project Rally One mantém o foco num calendário apertadíssimo: mais testes, homologações até final de outubro e um objetivo claramente definido — colocar o seu novo WRC27 na estrada no Rallye Monte-Carlo 2027.

    Fonte: entrevista de Jean-Claude Vaucard a Julien Rabusseau, publicada pelo Rallye-Sport.fr.

  • TAD dá razão a Armindo Araújo: título nacional de Ralis 2025 é do piloto de Santo Tirso

    TAD dá razão a Armindo Araújo: título nacional de Ralis 2025 é do piloto de Santo Tirso

    Tribunal Arbitral do Desporto revogou a decisão da FPAK que atribuía o título a Dani Sordo e determinou que Armindo Araújo seja declarado Campeão de Portugal de Ralis 2025. O piloto português chega, assim, ao oitavo título nacional da carreira.

    Armindo Araújo é o Campeão de Portugal de Ralis absoluto de 2025. O Tribunal Arbitral do Desporto deu provimento à ação apresentada pelo piloto de Santo Tirso e determinou a atribuição do título nacional ao português, revogando a decisão da Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting que tinha consagrado Dani Sordo.

    No acórdão do Processo n.º 50/2025, datado de 15 de setembro de 2026, o TAD conclui que o artigo 62.º, n.º 2, do Regime Jurídico das Federações Desportivas estabelece que, nas modalidades individuais, o título de campeão nacional só pode ser atribuído a cidadãos nacionais.

    A decisão surge depois de Armindo Araújo ter terminado o CPR 2025 no terceiro lugar da classificação, com 137 pontos, atrás do espanhol Dani Sordo, que somou 161, e do britânico Kris Meeke, com 154. O Tribunal deu como provado que nem Sordo nem Meeke residem em Portugal, enquanto Armindo Araújo é cidadão português e residente no país.

    TAD considera ilegal decisão da FPAK

    Um dos pontos centrais do acórdão prende-se com a decisão da FPAK de não aplicar aquela norma legal, apoiando-se em jurisprudência anterior que considerara a restrição incompatível com princípios constitucionais e europeus.

    O Colégio Arbitral entendeu, porém, que a Federação não tinha competência para deixar de aplicar uma norma legal em vigor por considerar que a mesma seria inconstitucional. Segundo o acórdão, essa apreciação cabe aos tribunais, estando a FPAK, enquanto entidade dotada de poderes públicos, vinculada ao princípio da legalidade.

    O Tribunal concluiu ainda que a decisão federativa de atribuir o título a Dani Sordo padecia de ilegalidade.

    Na análise de mérito, a maioria do Colégio Arbitral considerou que, no caso concreto do Campeonato de Portugal de Ralis, reservar o título a quem tenha uma ligação efetiva ao território nacional é compatível com a Constituição e com o Direito Europeu.

    O acórdão distingue igualmente entre vencer a competição e receber oficialmente o título de campeão nacional. Segundo o TAD, nada impede pilotos estrangeiros de participarem, serem classificados e até terminarem com mais pontos, mas o título nacional pode ficar reservado a quem cumpra o critério de conexão territorial.

    Decisão expressa: título para Armindo Araújo

    Na parte decisória, o TAD é inequívoco:

    “O Colégio Arbitral delibera julgar procedente o pedido arbitral apresentado pelo Demandante, revogando a Decisão Impugnada e determinando a atribuição do título de campeão nacional do Campeonato Nacional de Ralis 2025 ao Demandante.”

    O Tribunal justifica a decisão por Armindo Araújo ter sido “o melhor classificado em tal competição com conexão ao território nacional”.

    A decisão não foi, contudo, unânime. O árbitro Tiago Serrão apresentou uma declaração de voto vencido, defendendo que a norma em causa é inconstitucional e incompatível com o Direito da União Europeia e que a FPAK deveria ter mantido a atribuição do título a Dani Sordo.

    Com a decisão maioritária do TAD, Armindo Araújo acrescenta o oitavo título nacional absoluto de ralis ao seu palmarés, num campeonato de 2025 cuja definição acabou por prolongar-se muito para além da última classificativa.

    A decisão é ainda suscetível de recurso para o Tribunal Central Administrativo Sul.

  • Luís Miguel Rego leva Škoda Fabia RS Rally2 a duas provas do CPR

    Luís Miguel Rego leva Škoda Fabia RS Rally2 a duas provas do CPR

    Bicampeão açoriano vai disputar o Rallye Casinos do Algarve e o Rallye Vidreiro Centro de Portugal, levando ao Nacional o Škoda Fabia RS Rally2 com que conquistou os títulos regionais de 2025 e 2026.

    O açoriano Luís Miguel Rego e o seu navegador famalicense José Janela vão marcar presença em duas provas do Campeonato de Portugal de Ralis 2026, reforçando o pelotão do CPR na fase final da temporada.

    A dupla estará à partida do Rallye Casinos do Algarve, nos dias 2 e 3 de outubro, e do Rallye Vidreiro Centro de Portugal, agendado para 20 e 21 de novembro, última jornada do calendário.

    Para estas duas participações, Luís Miguel Rego vai utilizar o Škoda Fabia RS Rally2 com que se sagrou Campeão dos Açores de Ralis em 2025 e 2026.

    A presença do piloto micaelense acrescenta mais um nome de peso às últimas jornadas do campeonato, colocando em confronto direto uma das principais referências dos ralis açorianos com os protagonistas habituais do CPR.

  • Rally Series supera 19,8 milhões de visualizações e entra na fase decisiva de 2026

    Rally Series supera 19,8 milhões de visualizações e entra na fase decisiva de 2026

    Quatro rondas e a estreia da Rally Series® Stars confirmam o crescimento do projeto, que chega às decisões de Castelo Branco e Fafe com forte impacto mediático e a luta desportiva ainda em aberto.

    O Castrol Portugal Rally Series 2026 entra na reta final da temporada com indicadores de crescimento muito expressivos, depois de quatro rondas disputadas e da estreia da Rally Series® Stars, em Vale de Cambra.

    Após a Ronda #4, em Castanheira de Pera, os conteúdos produzidos ao longo da época acumulam 19.817.805 visualizações, um alcance de 4.780.270 e cerca de 80 mil cliques no website oficial.

    A componente audiovisual tem acompanhado essa evolução, com presença em A BOLA TV, DAZN e LVTV e 34 transmissões contabilizadas ao longo da temporada, às quais se junta a cobertura de vários meios nacionais e internacionais.

    Os números refletem uma estratégia que procura ir além da competição propriamente dita. Fan Zones, Arenas, ativações de parceiros, concertos, iniciativas para famílias e momentos de proximidade entre público, pilotos e equipas têm feito parte do conceito Rally Series® nas diferentes localidades.

    Lago Vieira lidera, mas contas continuam abertas

    No plano desportivo, Pedro Lago Vieira comanda a classificação geral com 97 pontos, seguido por Adruzilo Lopes, com 68, e Diogo Marujo, com 66. Vítor Pascoal e Tiago Silva surgem depois, ambos com 46 pontos. Entre as duas rodas motrizes, Pedro Silva lidera com 65 pontos.

    A temporada prossegue agora para Castelo Branco, nos dias 10 e 11 de outubro. A Ronda #5 será disputada em terra e terá coeficiente de pontuação 1,5, podendo assumir um peso determinante nas contas dos títulos. A decisão final fica reservada para Fafe, a 14 e 15 de novembro.

    “Estamos muito satisfeitos com a evolução da temporada. Estes resultados são consequência de um trabalho diário, estruturado e muito focado na ativação e promoção de cada prova e da série como um todo”, destaca André Lavadinho, Series Promoter.

    “São também resultado da confiança dos pilotos, equipas, clubes, municípios, sponsors e parceiros que estão connosco e ajudam a fazer crescer o Rally Series® prova após prova”, acrescenta.

    Com Castelo Branco e Fafe ainda por disputar, o Castrol Portugal Rally Series entra assim no momento decisivo de uma temporada marcada pelo crescimento simultâneo da competição, comunicação, público e ativação dos territórios.

  • Pedro Almeida: «Tínhamos andamento para lutar pela vitória»

    Pedro Almeida: «Tínhamos andamento para lutar pela vitória»

    Fim de semana difícil para a TOYOTA GAZOO Racing Caetano Portugal no Rali da Água. Pedro Almeida terminou em sexto depois de perder mais de dois minutos na noite de sexta-feira, enquanto Rafael Rêgo abandonou após dois furos quando estava na luta pela vitória.

    O Rali da Água – Transibérico – Eurocidade Chaves/Verín, sexta jornada do Campeonato de Portugal de Ralis, deixou um sabor amargo à TOYOTA GAZOO Racing Caetano Portugal.

    As duas tripulações mostraram velocidade para discutir os lugares da frente, mas os incidentes acabaram por condicionar fortemente o resultado final.

    Pedro Almeida e António Costa chegaram ao último troço de sexta-feira no terceiro lugar e plenamente envolvidos na discussão das posições cimeiras. Contudo, na super-especial noturna da Rota Termal, uma saída de estrada deixou o Toyota GR Yaris Rally2 imobilizado numa rotunda.

    A situação obrigou à intervenção da assistência para retirar o carro e provocou uma perda superior a dois minutos, fazendo a dupla cair para o 15.º lugar no final do primeiro dia e afastando-a definitivamente da luta pela vitória.

    No sábado, Pedro Almeida voltou a demonstrar um ritmo elevado, recuperando posições até ao sexto lugar absoluto e somando ainda dois pontos na Power Stage.

    “Não foi o resultado que esperávamos e, naturalmente, estamos insatisfeitos. Perdemos a possibilidade de lutar pela vitória na super-especial de sexta-feira, quando uma saída de estrada nos deixou presos numa rotunda e nos fez perder mais de dois minutos, afastando-nos dos primeiros lugares”, explicou.

    “No restante rali, demonstrámos um bom ritmo: somámos pontos na Power Stage e estivemos sempre entre os mais rápidos. Fica o amargo de não termos conseguido lutar pela vitória, quando provámos ao longo da prova que tínhamos andamento para isso.”

    Também Rafael Rêgo chegou a estar envolvido na luta pela vitória, mas dois furos acabaram por retirar a dupla das contas do triunfo e ditaram o abandono.

    A TGR Caetano Portugal saiu assim de Chaves com resultados abaixo da velocidade demonstrada, num fim de semana em que os azares acabaram por pesar mais do que o ritmo competitivo das duas tripulações.