Ricardo Filipe e Filipe Carvalho assinaram na edição 2024 do Rali de Castelo Branco e Vila Velha de Rodão uma exibição muito segura, com a dupla do Skoda Fabia R5 com as cores da Olha o Cogumelo a fazer um rali sempre em crescendo de intensidade, almejando juntar ao seu bornal mais um Top 8 à geral (7º nas contas do CPR) e assim consolidar a sua posição na tabela pontual do campeonato.
A prova revelou uma dupla com a lição em estudada. Ricardo Filipe e Filipe Carvalho sabiam que pela frente tinham um rali longo, com especiais muito rápidas e onde qualquer falha seria a “morte do artista”. Daí o começo conservador que a equipa assumiu, indo paulatinamente aumentando a intensidade de ritmo.
A estratégia pagou dividendos e a dupla da Olha o Cogumelo foi subindo lugares na classificação, entrando no Top 10 no fecho da etapa inicial e, na segunda e decisiva tirada, lograram ainda conquistar mais dois lugares, terminando num muito positivo 8º lugar final, 7º nas contas do CPR, consolidando o seu atual Top 9 nas contas do campeonato, recuperando ainda pontos para os pilotos que estão no sétimo e no oitavo posto da classificação.
Muito satisfeito, Ricardo Filipe afirmava no final da prova que “fizemos um rali em crescendo, especial após especial, acreditando que somos capazes de ser cada vez mais competitivos. É óbvio que ainda tenho muito trabalho pela frente para ser mais rápido, mas já estamos muito melhores. Fizemos tempos muito interessantes nas especiais e sabemos bem onde é que ainda perdemos para os melhores. Vou trabalhar para confiar e acreditar mais… sinto que sou capaz!”.
Quanto à análise do perfil do rali albicastrense, o piloto algarvio deu “os parabéns à Escuderia Castelo Branco que, mais uma vez, fez um rali espetacular, embora eu considere que a prova tem troços demasiado rápidos, situação a corrigir no futuro, por uma questão de segurança”.
E depois deste arranque muito positivo da fase de asfalto do campeonato de Portugal de Ralis, Ricardo Filipe encara já o próximo desafio: “estamos prontos para o Rali Vinho Madeira. É uma prova incrível, muito particular e onde a concorrência aumenta substancialmente com alguns pilotos locais. Vai ser a nossa segunda presença e, com a ajuda da Racing 4 You, vamos tentar atacar para conseguir um bom resultado”.
O Rali Vinho da Madeira decorrerá na Pérola do Atlântico de 1 a 3 de agosto.
Cristina Silva rubricou uma exibição muito sólida na edição 2024 do Rali de Castelo Branco e Vila Velha de Rodão. Estreando a seu lado a navegadora Paula Madeira, a piloto do Ford Fiesta 1.0 Ecoboost juntou ao triunfo entre as equipas femininas, um excelente Top 2 nas contas do Campeonato de Portugal Masters de Ralis.
A prova organizada pela Escuderia Castelo Branco apresentava-se como um “osso duro de roer” para o plantel de quase 60 equipas que alinhou à partida. Além de longo, o rali desenrolou-se em estradas muito rápidas, plenas de armadilhas e onde qualquer pequeno erro tinha um custo alto.
Essas condições relevam o excelente nível exibicional que Cristina Silva ostentou ao longo da prova. A piloto nortenha foi sempre capaz de impor um ritmo forte, embora sem exageros, ultrapassando incólume todos os desafios e nem o furo sofrido logo na primeira especial a fez baixar os braços. Destaque para os tempos que Cristina Silva e Paula Madeira foram capazes de fazer em várias classificativas, mesmo ombreando com adversários que tripulavam carros muito mais competitivos.
No final, a recompensa veio em dose tripla, com a dupla do Ford Fiesta 1.0 Ecoboost a alcançar o Top 2 no Masters de Ralis e a assegurar a vitória entre as equipas femininas.
Em jeito de balanço e já depois de ter comemorado no pódio perante milhares de espetadores, Cristina Silva realçava “a exigência do rali, com classificativas muito rápidas e temperaturas altas. Furámos na primeira classificativa, o que nos fez perder algum tempo, mas isso ainda nos fez ficar com mais vontade de terminar o rali”.
A piloto nortenha releva ainda “o enorme sacrifício que tive de fazer, por ser um rali longe de casa, difícil de preparar por causa das minhas condicionantes profissionais”. Cristina Silva deixou ainda uma palavra de “muito orgulho por ter corrido tudo bem nesta minha estreia com a Paula a navegar. Formamos uma equipa que funcionou muito bem e divertimo-nos imenso da primeira à última classificativa e queremos as duas repetir a experiência”.
Para Paula Madeira a presença na baquet do lado direito foi “mais um sonho concretizado. Faço um balanço muito positivo desta estreia a navegar a Cristina. Foi um enorme desafio exigindo-me uma rápida adaptação a um estilo de notas completamente diferente. Foi um rali muito giro com troços muito rápidos e exigentes que nos deram imenso gozo estou muito feliz por tudo ter corrido bem. Quero agradecer à Cristina apelo convite e voto de confiança, à equipa de assistência que, com a sua calma e profissionalismo, estiveram sempre ao nosso lado e um obrigada muito especial ao meu marido Rui Madeira, que foi incansável do início ao fim com o seu apoio e dedicação”.
Armindo Araújo e Luís Ramalho, no Skoda Fabia RS Rally2, sagraram-se vencedores, na noite de sábado, do Rali de Castelo Branco, naquele que foi o regresso do piloto de Santo Tirso aos triunfos no Campeonato de Portugal de Ralis (CPR), depois de terminar a quinta prova da época com 11.9 segundos de vantagem face a José Pedro Fontes (Citroen C3 Rally2). Pela primeira vez este ano foi quebrada a hegemonia de Kris Meeke, muito embora esteve tivesse liderado o rali albicastrense até três classificativas do final, quando problemas no acelerador do Hyundai i20 N Rally2 o fizeram perder mais de 3 minutos.
Meeke esteve na frente em 8 das 11 classificativas e já acumulava uma vantagem de 22.4s para Araújo até lhe surgir tal contratempo. Caiu para o nono lugar e se na Power Stage ainda poderia somar alguns pontos extra, um furo custou-lhe mais 30 segundos, saindo de Castelo Branco com um magro sexto lugar final a nível de CPR. De qualquer modo, o grande ponto de interesse incidiu no duelo pela segunda posição, travado entre Araújo e Fontes. Contudo, o piloto do Skoda começou o último dia ao ataque e foi consolidando o seu andamento. Deixou o rival para trás ainda antes de ascender à liderança, confirmando depois um triunfo que já perseguia desde o início da época.
Na parte final, João Barros (VW Polo GTI R5) não conseguiu segurar o último lugar do pódio no despique com o galego Roberto Blanch (Skoda Fabia RS Rally2), enquanto Ricardo Teodósio (Hyundai i20 N Rally2) procurou, acima de tudo, chegar ao fim e concretizou esse objetivo na frente de um “discreto” Pedro Almeida (Skoda Fabia Rally2 evo). Pouca sorte teve Ernesto Cunha (Skoda Fabia Rally2 evo), que perdeu o sexto lugar (CPR) no penúltimo troço ao ficar “preso” numa barreira e perder quase 4 minutos.
Nas 2RM (duas rodas motrizes), a saída de estrada do líder Hugo Lopes (Peugeot 208 Rally4) no primeiro troço do dia deixou via aberta ao campeão Gonçalo Henriques (Renault Clio Rally4), que a partir daí fez uma gestão a pensar na vitória. Mas nos lugares seguintes a emoção foi uma constante e Guilherme Meireles (Peugeot 208 Rally4), graças a um excelente ritmo, não deixou fugir a segunda posição, mesmo bastante pressionado na parte final por Pedro Pereira (Peugeot 208 Rally4).
Este último, vencedor em 2023 do FPAK Júnior Team, foi outro dos jovens em destaque, logrando resistir a adversários mais experientes como Ricardo Sousa (Peugeot 208 Rally4) ou Rafael Cardeira (Peugeot 208 Rally4) – vencedor da Power Stage –, que terminou (5º) com uma escassa vantagem em relação ao local Pedro Silva (Peugeot 208 Rally4).
A prova de abertura do FPAK Júnior Team de ralis 2024 revelou-se, como seria previsível, entusiasmante, com a vitória a ser conquistada pela dupla Afonso Costa/Frederico Meireles, depois de Tiago Santos, o líder do primeiro dia, ter saído de estrada logo no início desta derradeira jornada. A partir daí, Costa procurou, e teve êxito, resistir à pressão ditada por Francisco Custódio. No derradeiro troço, este último sofreu um furo e acabaria por perder a segunda posição a favor de Ricardo Rocha, enquanto Pedro Silva e Eduardo Santos também finalizaram o seu primeiro rali da temporada.
O Rali de Castelo Branco, na estrada amanhã e sábado, marca a mudança do Campeonato de Portugal de Ralis para as provas em pisos de asfalto, sendo o primeiro dos quatro ralis da segunda metade da temporada de 2024.
Armindo Araújo e Luís Ramalho apresentam-se no rali organizado pela Escuderia de Castelo Branco com a forte ambição de lutar pela vitória e manter a toada dos bons resultados conseguidos na fase de terra do CPR. “Partimos para os ralis de asfalto com a mesma ambição de sempre e por isso queremos sair de Castelo Branco com o melhor resultado possível. Somos a melhor dupla nacional após a fase de terra e desejamos continuar a sê-lo até ao final do campeonato. Temos a noção que a concorrência é muito forte, mas estamos otimistas e motivados para lutar pelo triunfo nas especiais e queremos terminar os ralis na frente dos nossos adversários”,afirma o piloto de Santo Tirso.
O Rali de Castelo Branco terá um total de onze provas especiais de classificação, divididas em duas etapas a disputar na sexta-feira e sábado. A quinta prova do Campeonato de Portugal de Ralis terá o seu início com as habituais duas sessões de treinos livres (Free Pratice) e a qualificação (Qualifying Stage), estando agendadas para a tarde e noite do dia 21 de junho a dupla passagem por Caféde/Juncal do Campo, a primeira visita a Chão da Vã/Sarzedas e a já habitual Super Especial Reconquista disputada bem no centro de Castelo Branco.
Quinta prova pontuável para o Campeonato de Portugal de Ralis (CPR), o Rali de Castelo Branco – Vila Velha de Rodão é um clássico dos ralis nacionais, sendo organizado pela Escuderia de Castelo Branco. Será a primeira prova da temporada em pisos de asfalto e está presente no palmarés de José Pedro Fontes, Inês Ponte e do Citroën Rally Team.
O piloto portuense já venceu por três vezes o rali albicastrense (2014, 2015 e 2017) tendo a seu lado, em duas dessas vitórias, Inês Ponte (2014 e 2017).
Dessa forma, o piloto do Citroën C3 Rally2 preparado e assistido pela Sports&You, vai discutir mais uma edição do Rali de Castelo Branco – Vila Velha de Rodão com redobrada motivação para um bom resultado que possa mitigar os resultados apurados na fase de terra do CPR. A estratégia da equipa Citroën Rally Team apoiava-se numa fase de terra onde fosse possível amealhar o maior número de pontos. O segundo lugar no Rali de Portugal ficou como destaque desta primeira fase do CPR.
José Pedro Fontes, Inês Ponte e o Citroën Rally Team ocupam atualmente a quinta posição do campeonato, estando em aberto a conquista de um lugar no pódio final do campeonato. Basta recordar que entramos na fase de asfalto da competição, onde o piloto do Citroën Rally Team se sente particularmente à vontade.
É com essa motivação e confiança renovada nas suas capacidades e na rapidez e competitividade do Citroën C3 Rally2 que José Pedro Fontes e Inês Ponte encaram a participação no Rali de Castelo Branco – Vila Velha de Rodão. Subir ao pódio nesta prova serve as suas ambições para o que resta do Campeonato de Portugal de Ralis.
José Pedro Fontes reconheceu que “a fase de terra não correu da maneira que tínhamos projetado e um abandono e um mau resultado no Algarve complicaram-nos a vida.” Porém, o piloto do Citroën Rally Team não baixa os braços e afirma “lutar com toda a motivação e confiança no trabalho feito pela Sports&You no nosso Citroën C3 Rally2 pelo pódio no Rali de Castelo Branco, prova que conheço muito bem. A vitória na prova albicastrense não está fora da nossa órbita, porém, temos de ser conscientes e estabelecer objetivos que nos permitam terminar o Campeonato de Portugal de Ralis dentro do pódio final e isso, parece-me, uma tarefa que podemos concluir com sucesso nesta segunda fase do campeonato disputada num piso onde me sinto mais à vontade e onde podemos tentar afastar o azar que nos tocou em algumas provas. Será um rali duro, como sempre, mas onde acredito que poderemos fazer um excelente resultado!”
O piloto famalicense Pedro Almeida vai estar no Rali de Castelo Branco, a quinta prova do calendário nacional do Campeonato de Portugal de Ralis (CPR) e que se disputa esta sexta-feira e sábado nas estradas de Castelo Branco e Vila Velha de Rodão.
A prova marca a mudança no calendário, que terminou a fase de terra no Rali de Portugal, e passa na região da Beira Baixa para a fase de asfalto. O Rali terá 11 especiais de classificação, 4 das quais, a disputar na sexta-feira. As restantes sete classificativas realizam-se no sábado, com a Super-Especial “Reconquista” no centro da cidade de Castelo Branco a ser o último contrarrelógio que os pilotos vão ter para disputar, já na noite de sábado (inicio às 21h00).
Pedro Almeida, que vai estar acompanhado de Mário Castro, fez esta semana um último teste no Skoda Fabia Rally2, depois de ter estado no Rali de Famalicão, disputado em asfalto, já tendo em vista a preparação desta prova do CPR.
“É um momento de transição da época e tentamos preparar da melhor forma esta mudança para o asfalto, com essa participação no Rali de Famalicão, mas naturalmente há ainda afinações e alguma expetativa sobre como será esta mudança para o asfalto”, salienta Pedro Almeida.
No que diz respeito aos objetivos o piloto mantem aquilo que tem sido o discurso da temporada, “andar rápido e próximos dos primeiros”, procurando dar sequência à evolução que vem sentindo este ano no CPR. “Não estivemos cá o ano passado mas vamos procurar adaptar-nos rapidamente e ser competitivos. É esse o nosso foco” rematou o piloto.
Pedro Silva e Roberto Santos estão a preparar com todo o cuidado o seu ‘ataque’ à edição 2024 do Rali de Castelo Branco e Vila Velha de Rodão. A dupla embaixadora da Beira Baixa assume a ambição de lutar pelos três primeiros lugares nas contas do Campeonato Portugal de Ralis 2RM.
Será aos comandos do seu habitual Peugeot 208 Rally4 que Pedro Silva e Roberto Santos vão enfrentar no fim-de-semana que se avizinha a prova que inaugura a segunda e decisiva fase de asfalto do campeonato.
Pedro Silva é claro: “vamos lutar pelo pódio no nosso Rali. A nossa família, amigos, parceiros e fãs merecem tanto quanto nós e tudo faremos para lhes devolver todo o apoio com um excelente resultado no rali onde jogamos em casa”.
Para o jovem piloto do Vila Velha de Rodão, a prova da Escuderia Castelo Branco será “muito dura, como sempre. É uma prova onde os erros se pagam caro. Teremos de ser inteligentes e assumir um ritmo forte, mas sempre com o cuidado de não cometer exageros. Eu e o Roberto temos perfeita noção de que vai ser uma maratona, onde só os mais resilientes serão bem sucedidos. Contámos, com sempre, com o fantástico apo técnico da Domingos Sport e sabemos que vamos ter o Peugeot ao mais alto nível”.
Nesta edição de 2024 do Rali de Castelo Branco e Vila Velha de Rodão, serão disputadas onze provas especiais de classificação, quatro das quais na etapa inaugural do Rali, sexta-feira, dia 21 de Junho. Esta etapa terminará novamente com a Super Especial “Reconquista”, aguardando-se uma noite “quente” na cidade albicastrense. Sábado, dia 22 de Junho, as equipas regressam à estrada para disputar mais sete Provas Especiais de Classificação, com a última (Power Stage) a ter o seu términus junto à zona das ‘docas’, no centro de Castelo Branco.
Com uma excelente primeira metade de época nos pisos de terra, onde Ernesto Cunha e Rui Raimundo ocupam o 3º posto no Campeonato de Portugal de Ralis, chega agora o derradeiro desafio em asfalto. O Rali de Castelo Branco, disputado na categoria máxima do Campeonato será uma novidade para a dupla, que se mostra focada num bom trabalho de preparação.
Após o quinto posto no Rali de Portugal, na prova reservada ao Campeonato de Portugal de Ralis, a dupla do Skoda Fábia Rally2 Evo prepara-se para a sua primeira experiência em pisos de asfalto no novo carro. Proveniente de um bom andamento nas primeiras provas da época,
Ernesto Cunha mostra-se consciente do desafio e das condições esperadas na prova de Castelo Branco e Vila Velha de Ródão: “Será a nossa primeira prova em asfalto neste carro e vamos tentar manter a dinâmica de resultados, sem cometermos loucuras mas mantendo o nível de andamento.”
Sobre o trabalho que antecede a prova, o piloto refere ainda: “Espera-nos uma boa dose de preparação e para isso temos uma sessão de dois dias de testes, onde vamos procurar o nosso melhor compromisso com a afinação do Skoda. Também vamos desenvolver ao máximo a metodologia de notas em asfalto, pois a nossa experiência neste tipo de piso vem bastante vincada das Duas Rodas Motrizes.”
O Rali de Castelo Branco será a primeira das quatro prova em asfalto do Campeonato de Portugal de Ralis e a equipa do Skoda entra em ação logo na manhã de sexta-feira com a Especial de Free Practice e Qualifying. A partida oficial está marcada para as 15:00h em Castelo Branco.
A fase de terra do Campeonato de Portugal de Ralis foi para esquecer para a dupla Ricardo Teodósio – José Teixeira. Das dificuldades sentidas no Hyundai i20 N Rally2 nesta fase inicial da temporada, ao acidente sofrido no Rally Terras de Aboboreira, foi efetivamente um início de temporada atribulado e que, o Campeão Nacional em título quer esquecer rapidamente, dando um novo rumo nesta chegada ao asfalto albicastrense. O Rali de Castelo Branco, que vai para a estrada já no próximo fim-de-semana é a quinta de oito ronda que compõem o CPR 2024.
“Estamos muito focados na fase de asfalto e num bom resultado já em Castelo Branco. Sabemos que os quatro primeiros ralis não foram de feição, mas o que passou…passou e por isso vamos olhar para o futuro com ambição de comprovar que o Campeão Nacional de Ralis está cá para a luta! Os nossos adversários são fortes e vamos respeitá-los, mas queremos muito ganhar o Rali de Castelo Branco”, afirmou Ricardo Teodósio
José Teixeira por seu lado mostra-se com ambições renovadas para este início da temporada de asfalto. “Estamos confiantes que a nossa vez está para chegar. Depois de um início tão atribulado, a temporada vai ter de nos dar uma oportunidade de brilhar. Queremos agarra-la já em Castelo Branco e mostrar que podemos lutar de igual para igual com os nossos adversários”, afirmou o navegador Campeão Nacional.
O Rali de Castelo Branco, organizado pela Escuderia local, tem início na manhã de sexta-feira, com a realização do Free-Practice Qualifying Stage. Ainda na sexta-feira, realizam-se as três primeiras especiais, bem como uma dupla passagem pela Super-Especial citadina. Para Sábado estão reservadas um total de 7 especiais que vão definir o vencedor da quinta ronda do CPR 2024.
O Rali de Castelo Branco marca o início da fase de asfalto do Campeonato de Portugal de Ralis (CPR) e, em simultâneo, a entrada na segunda metade de uma época que tem sido dominada em absoluto por Kris Meeke (Hyundai i20 N Rally2).
Face à superioridade evidenciada nas provas anteriores, não é expectável, exceto por eventuais contratempos insanáveis, a perda do monopólio de vitórias do piloto do Team Hyundai Portugal. Mesmo acidentado nas duas últimas provas do CPR – no Qualifying do Rali Terras D’Aboboreira e depois na última etapa do Vodafone Rally de Portugal, que já não contava para o CPR –, Meeke passou incólume entre os ‘pingos da chuva’, ao conquistar a pontuação máxima em ambas…
Perante o bom momento do piloto britânico, as atenções centram-se, mais do que nunca, na ansiada reação de José Pedro Fontes (Citroen C3 Rally2) em busca de bons resultados no tipo de piso em que se sente como peixe na água. O piloto da Sports & You deverá estrear na prova albicastrense as últimas evoluções do C3, ficando, teoricamente, melhor posicionado para rivalizar com Armindo Araújo (Skoda Fabia RS Rally2) a discussão do lugar de melhor português. Porque, como já foi referido, em condições normais Meeke não permitirá veleidades a ninguém…
Araújo tem feito uma época notável, afirmando-se desde a prova de abertura, em Fafe, como o adversário mais próximo de Kris Meeke e apenas no Vodafone Rally de Portugal deixou escapar a segunda posição para Fontes, já na derradeira classificativa, para o que também terá contribuído uma momentânea falha do motor do Skoda. O início de época do piloto da Citroen, mesmo não sendo os pisos de terra a sua zona de conforto, esteve longe de corresponder a nível de resultados, embora para tal também contribuíssem alguns contratempos mecânicos. De qualquer modo, Castelo Branco será, por certo, o ponto de viragem e seguramente que a discussão dos lugares inferiores do pódio pode proporcionar um interessante despique, tendo Fontes e Araújo como protagonistas.
Mas se Fontes andou algo arredio dos primeiros lugares nas provas de terra, a trajetória do campeão nacional em título, Ricardo Teodósio (Hyundai i20 N Rally2), não foi muito diferente e o acidente sofrido em Amarante acabou por ser o corolário da falta de confiança em alguns momentos, quando não “sentia” o carro a seu jeito em função das condições das classificativas. Esquecidas as agruras dos últimos meses, o piloto algarvio inicia o primeiro rali de asfalto desta época focado em conquistar os resultados de que é capaz e com vontade de dar espetáculo, imiscuindo-se na luta pelos primeiros lugares.
O jovem Pedro Almeida (Skoda Fabia Rally2 evo) não deixará de espreitar a disputa de um lugar no pódio, numa prova em que vai ser interessante seguir o desempenho do regressado João Barros (VW Polo GTI R5), bem como de Ernesto Cunha (Skoda Fabia Rally2 evo), e se registam as ausências de Pedro Meireles (Hyundai i20 N Rally2), de Lucas Simões (Ford Fiesta R5) e de Paulo Neto (Skoda Fabia Rally2 evo), estes dois últimos acidentados na prova portuguesa do WRC.
Não menos aliciante, com toda a certeza, antevê-se a discussão pela primazia no campeonato 2RM (duas rodas motrizes) nesta quinta prova da temporada, à partida da qual Gonçalo Henriques (Renault Clio Rally4) e Hugo Lopes (Peugeot 208 Rally4) surgem separados por um ponto e já com uma vantagem acentuada em relação a Pedro Silva (18 pontos), que desta vez corre “em casa”, e a Ricardo Sousa (21), enquanto o ucranaino Anton Korzun, quinto classificado, soma menos 24 pontos.
CLASSIFICAÇÕES/CAMPEONATO DE PORTUGAL DE RALIS
Absoluto: 1º, Kris Meeke, 112 pontos; 2º, Armindo Araújo, 84; 3º, Ernesto Cunha, 42; 4º, Paulo Neto, 38; 5º, José Pedro Fontes, 37; 6ºs, Lucas Simões e Pedro Almeida, 32; 8º, Ricardo Teodósio, 28; 9ºs, Rúben Rodrigues e Ricardo Filipe, 18; 11ºs, Pedro Meireles e Hugo Lopes, 12.
2RM: 1º, Gonçalo Henriques, 56 pontos; 2º, Hugo Lopes, 55; 3º, Pedro Silva, 38; 4º, Ricardo Sousa, 35; 5º, Anton Korzun, 32; 6º, Pedro Pereira, 30; 7º, Paulo Roque, 27; 8º, Guilherme Meireles, 24; 9ºs, Kevin Saraiva, João Andrade e Hélder Miranda, 22; 12º, Diogo Marujo, 21.