Categoria: Ralis

  • Armindo Araújo: “O balanço só pode ser positivo”

    Armindo Araújo: “O balanço só pode ser positivo”

    Armindo Araújo concluiu, no passado fim-de-semana, mais uma temporada no Campeonato de Portugal de Ralis num ano em que, após um início muito difícil e disputando apenas sete das oito provas possíveis, conseguiu terminar num lugar do pódio e esteve na luta pela discussão do título até ao último rali. 

    Depois do grave acidente no Rali de Fafe, e ausente no Rali do Algarve por ainda estar na fase inicial da sua recuperação física, Armindo Araújo só disputou as últimas seis provas do CPR, tendo sido no somatório desses ralis, quem mais pontos conseguiu alcançar para as contas do campeonato. “Tivemos um arranque de ano muito mau e quando voltamos no Rali Terras D’Aboboreira não sabíamos como estaríamos em termos competitivos. Tínhamos uma enorme vontade de esquecer rapidamente o que nos tinha acontecido em Fafe e sabíamos que seria muito difícil recuperar a distância que nos separava das primeiras posições do campeonato. Passamos a pensar numa prova de cada vez e ainda conseguimos, nas duas provas em pisos de terra, um segundo lugar e uma vitória. Regressamos em força”, relembra. 

    Com a viragem para os pisos de asfalto, o piloto de Santo Tirso foi encurtando cada vez mais a distância para os primeiros lugares da classificação e tornou-se um dos responsáveis por levar a discussão do título para a derradeira prova do ano. “Na fase de asfalto e com a chegada do novo Skoda, sabíamos que precisávamos de uma rápida adaptação ao carro e foi nisso que nos focamos de imediato. Tivemos algumas dificuldades em Castelo Branco, mas na Madeira e em Chaves fizemos dois excelentes ralis. Fomos para o Vidreiro ainda com possibilidades de sermos campeões e isso já foi um feito que, só por si, classifico de muitíssimo positivo. Nesta última prova as coisas não nos correram bem e praticamente ficamos arredados da discussão do título logo na terceira especial, por uma escolha errada de pneus. Depois, e com a desistência de um dos candidatos ao título, as contas ficaram verdadeiramente difíceis, mas conseguimos, ainda assim, terminar o ano com mais um pódio e com os mesmos pontos do segundo classificado do campeonato. Nas seis últimas provas fomos a equipa que conseguiu mais pontos”, sublinhou Armindo Araújo.

    Mesmo não tendo conseguido ser novamente campeão nacional de ralis, Armindo Araújo faz um balanço final positivo de uma temporada onde conseguiu mais um título para o seu palmarés. “Em termos gerais e olhando para a época e partir do nosso regresso, só posso considerar que fizemos um excelente trabalho. Qualquer resultado obtivéssemos seria positivo e o termos feito parte do lote de pilotos que discutiram o título na última prova já foi uma grande vitória. Estreamos um novo Skoda com uma vitória no Rali de Lisboa que nos deu a Taça de Portugal de Ralis e só podemos estar verdadeiramente orgulhosos com o que alcançamos. Toda a equipa e todos os parceiros deste projeto foram incansáveis no apoio que deram em todos os momentos da época e tenho que publicamente deixar-lhes o meu agradecimento. Vamos começar a pensar em 2024 para que possamos voltar a festejar novas conquistas”, concluiu.

  • Ernesto Cunha: “já estamos focados na temporada de 2024, onde queremos continuar a progredir”

    Ernesto Cunha: “já estamos focados na temporada de 2024, onde queremos continuar a progredir”

    Na derradeira prova que viria a decidir o Campeonato de Portugal de Ralis, Ernesto Cunha e Rui Raimundo traziam aspirações à vitória para a revalidação do título nas Duas Rodas Motrizes no Rallye Vidreiro Centro de Portugal. Um arranque progressivo na sexta-feira mantinha tudo em aberto para o dia de sábado, mas uma saída de estrada na PEC3 deitou por terra as aspirações da equipa.

    Ainda em posição matemática nas possibilidades da revalidação do título de Campeões de Portugal de Ralis 2RM, Ernesto Cunha e Rui Raimundo precisavam de vencer na Marinha Grande. Foi com esse espírito que se fizeram ao asfalto logo desde os primeiros quilómetros e terminavam o primeiro dia de prova a cerca de 21s do primeiro posto. Quando partiam ao ataque na Especial Mata Mourisca 1, a dupla não conseguiu evitar uma saída de estrada, que acabava por ditar o desfecho prematuro da luta pelo título.

    Ernesto Cunha, reage ao sucedido com desportivismo: “De facto, não era este o final de época que procurávamos e para o qual trabalhámos a cada rali. É certo que as condições da prova se mostraram desafiantes desde os primeiros quilómetros, mas estávamos na luta e bastante motivados. Contudo, no desporto, temos de saber lidar com o inesperado e só nos resta dar os parabéns ao Gonçalo Henriques e ao Gonçalo Cunha pela conquista do título, numa época tão competitiva como já não víamos há muito tempo nas Duas Rodas Motrizes.”

    Neste final de época, onde as decisões do título no Campeonato de Portugal de Ralis Duas Rodas Motrizes só ficaram decididas na última prova, quatro equipas levaram hipóteses matemáticas de consagração até ao Rallye Vidreiro Centro de Portugal, o que demonstra o elevado grau de competitividade com que esta competição se pautou em 2023.

    Numa temporada onde o progresso da equipa esteve bastante elevado, cujos resultados acabam por não espelhar o andamento demonstrado, o piloto Ernesto Cunha reforça: “É importante deixar uma mensagem de agradecimento para com os nossos patrocinadores e parceiros, que sustentaram este projeto a um nível competitivo elevadíssimo na temporada de 2023. Sentimos também um apoio extraordinário dos adeptos, em todas as provas e particularmente na Marinha Grande, a quem também agradecemos de forma vincada. Já estamos focados na temporada de 2024, onde queremos continuar a progredir.”

    Ernesto Cunha deixa assim em aberto quais serão as linhas do seu projeto desportivo em 2024, traçando bons indicadores de que uma nova fase poderá surgir.

  • Hugo Lopes: “orgulhosos da nossa época. Estivemos na luta pelas vitórias e fomos consistentes!”

    Hugo Lopes: “orgulhosos da nossa época. Estivemos na luta pelas vitórias e fomos consistentes!”

    O Campeonato de Portugal de Ralis – 2RM mais competitivo de sempre chegou ao fim após o Rallye Vidreiro – Centro de Portugal 2023. A prova fez jus às restantes provas do campeonato e foi desde início muito disputada pela vitória!

    Hugo Lopes, que desde o Rally Vinho Madeira era líder do Campeonato, entrou ao ataque em busca de somar mais um título aos conquistados na prova anterior, o Campeonato Júnior de Ralis e a Rally&You Cup!
    Vencendo as classificativas do 1º dia de prova, Hugo Lopes e Tiago Neves eram “perseguidos” por uma margem muito curta, com o Top3 separado por pouco mais de 2 segundos! Deixando antever uma luta entusiasmante até ao último metro do Rali!

    No entanto no 2º dia de prova a jovem dupla enfrentou problemas de travões que lhes retirou qualquer oportunidade de lutar pela vitória no rali e como refere Hugo Lopes: “é inglório chegar à última prova do campeonato com boas aspirações à vitória e mais uma vez um problema mecânico comprometer-nos a prova. Estávamos confiantes na vitória e acreditámos até ao fim, mas na manhã de sábado tivemos vários problemas com a falta de travões e foi impossível lutar… Restou-nos recuperar algum tempo durante a tarde e garantir o 3º lugar no rali e o Vice-Campeonato!”

    “É claro o sentimento de tristeza por não termos tido uma oportunidade de lutar até ao fim e não conquistar um título que esteve tão perto para ambos. Temos de estar orgulhosos da nossa época em que estivemos sempre na luta pelas vitórias e fomos muito consistentes! Há que refletir sobre o que falhou e aprender com isso para que na próxima época seja ainda melhor!“, refere Tiago Neves que se sagra o Co-Piloto Campeão de Portugal de Ralis 2RM.

    Por último, o jovem piloto de Viseu agradece a toda a família e amigos pela dedicação, apoio e empenho durante toda a época. Assim como o apoio de todos os parceiros (AMSPORT, OPEN PARTS, MAP, GREENS, FUCHS PORTUGAL, CVM, GOUCAM, FERDIPEDRA, CIVISEU, SDMAAC, MUNÍCIPIO DE GÓIS, CRN COMPETITION, REALNORMA) que permitiram a participação ao mais alto nível dos Ralis em Portugal!

  • Paulo Neto: “a minha vontade é de fazer mais um ano”

    Paulo Neto: “a minha vontade é de fazer mais um ano”

    O Rallye Vidreiro foi palco da grande decisão do Campeonato de Portugal de Ralis, numa temporada decidida na última prova. A dupla Paulo Neto e Nuno Mota Ribeiro, no Škoda Fabia Rally2 evo, assistido pela ARC Sport, também marcou presença para a prova de despedida de uma época que acabou por ser a part-time, dadas algumas ausências do piloto de Sintra.

    A chuva foi o desafio extra para os pilotos e Paulo Neto, que enfrentou asfalto molhado pela primeira vez ao volante do Fabia Rally2 evo, apostou num ritmo inicial cauteloso. Com pouco a ganhar se corresse riscos, Neto preferiu um andamento mais ponderado, tentando aprimorar a afinação do seu carro. 

    O ritmo inicial não foi do agrado do piloto, mas o cronometro começou a devolver tempos mais animadores, à medida que o asfalto secava. Nas últimas especiais, Paulo Neto rubricou tempos já mais de acordo com a sua valia e experiência, terminando a prova com nota positiva.

    No final, o piloto do Škoda estava relativamente satisfeito com a sua prestação: “O balanço acaba por ser positivo, pois chegamos ao fim do rali sem qualquer problema e ainda conseguimos mostrar um andamento interessante. Tentamos uma afinação que me pareceu indicada para o asfalto molhado, mas não consegui tirar partido dela. A situação acabou por piorar com uma escolha de pneus menos feliz, que nos deixou logo à partida muito afastados dos primeiros lugares. No segundo dia, apesar de apanharmos os troços já muito sujos, conseguimos ainda mostrar bons tempos já perto do fim, no sábado à tarde, com piso seco, que nos permitiu aproveitar melhor os troços. Acabou por ser um bom rali, foi pena o tempo não ajudar à festa, mas deixamos bons apontamentos para o futuro”.

    Paulo Neto fez questão de dar os parabéns à dupla Ricardo Teodósio e José Teixeira, que assegurou o título nacional na última prova do ano:“Quero congratular de forma pública os meus grandes amigos Ricardo Teodósio e José Teixeira pelo título conquistado, num rali espetacular, numa luta a quatro até ao fim. Todos eles mostraram o seu talento, colocando um ritmo forte, em condições duras, em que tudo podia acontecer, com lutas muito boas de seguir”.

    Quanto ao futuro, Paulo Neto ainda não tem nada definido, mas pretende manter-se a competir em 2024: “Ainda não temos nada definido para a próxima época, e tenho compromissos profissionais a resolver até ao fim do ano. A minha vontade é de fazer mais um ano, mas, para já, pretendo focar-me apenas na vertente profissional até ao fim do ano e depois, sim, planear a próxima época.”

  • Pedro Silva fica a 3 décimas do pódio no Vidreiro mas assegura Top 5 final no CPR2RM

    Pedro Silva fica a 3 décimas do pódio no Vidreiro mas assegura Top 5 final no CPR2RM

    Voltando a rubricar uma exibição de fino quilate, Pedro Silva e Roberto Santos cumpriram na íntegra os objetivos traçados para o Rallye Vidreiro Centro de Portugal.

    Foi na prova organizada pelo Clube Automóvel da Marinha Grande que a dupla embaixadora da Beira Baixa terminou a época, como sempre aos comandos do Peugeot 208 Rally4 da Domingos Sport.

    Autores de uma prova muito sólida, ultrapassando as inúmeras armadilhas num percurso extenso e duro, Pedro Silva e Roberto Santos almejaram ainda ultrapassar a falta de pneumáticos novos para alcançar o 4º lugar nas lides do CRP2RM, a escassos 0.3 décimos de segundo do 3º lugar. Com este excelente 4º posto, almejaram assegurar o Top 5 final no CPR 2RM mais disputado de sempre.

    “Este é um resultado que sabe ainda melhor pelas dificuldades em que a equipa teve em conseguir estar no último Rali do ano”, admite Pedro Silva, que salientou ter sido “à última hora que conseguimos assegurar a presença. Temos que agradecer imenso aos nossos parceiros que nos possibilitaram lutar pelo Top 5 neste incrível CPR2RM, um ano que ficará na memória. Este resultado representa, sem dúvida, uma evolução imensa e só foi pena não estarmos no Rali de Portugal e na Madeira, porque assim estaríamos a  lutar pelo pódio final com toda a certeza, mas vamos fazer para que em 2024 seja possível”.

    O jovem piloto de Vila Velha de Rodão quis ainda “Quero apenas “deixar um grande agradecimento a quem nos acompanha na estrada em todos os ralis. Já começa a ser hábito ter bandeiras do 39 em muitos troços e isso é gratificante para nós e para os nossos parceiros que fazem tudo para nos ajudar a lutar. Hoje mesmo, começamos a preparar 2024!”.

  • TGRIC: Daniel Berdomás conquista 3ª vitória e sobe ao comando da competição após Vidreiro

    TGRIC: Daniel Berdomás conquista 3ª vitória e sobe ao comando da competição após Vidreiro

    Daniel Berdomás e Brais Mirón têm motivos a dobrar para festejar após esta sexta e antepenúltima jornada pontuável para a Taça Ibérica TOYOTA GAZOO Racing: venceram o Rally Vidreiro e subiram do terceiro lugar à liderança do troféu monomarca organizado por Toyota Espanha, Toyota Caetano Portugal e MSI. Beneficiaram também, para isso, da desistência de Sergi Francoli e Javier Moreno (CSM Automoció), por despiste, depois de terem sofrido um furo, eles que lideravam isolados a competição à entrada para a prova organizada pelo Clube Automóvel da Marinha Grande (CAMG).

    Indo por partes, Berdomás entrou a vencer na prova e manteve, por um segundo, o comando após a segunda e derradeira PE da 1.ª Etapa, a Super Especial – Marinha Grande, que já foi para as contas de Francoli. Mas a abrir o sábado, nos 16,47 km da PE3, Francoli conseguiu um tempo “canhão”, o oitavo absoluto, e deixou o segundo classificado do troféu na especial, precisamente Berdomás, a 19 segundos, assumindo as contas à geral.

    Assistiu-se depois a uma corrida atrás do prejuízo por parte de Berdomás, que venceu a quarta e a sexta especiais (a quinta foi neutralizada, devido a um acidente de um concorrente), entrando para a sétima com uma desvantagem encurtada face ao líder de 18 para 8.2 segundos. Foi aí, em S. Pedro de Moel 1, que se deu o momento decisivo da prova: a desistência de Francoli, que deixou Berdomás com uma liderança tranquila de 33.3 segundos sobre Javier Villa e Enrique Alonso, da equipa Aturhíbrido. Villa ainda venceu a derradeira classificativa, com Berdomás, já em gestão, a perder 14.7 segundos, mas a selar o triunfo com 18.6 segundos de vantagem sobre o segundo classificado.

    O vencedor ainda somou mais quatro pontos aos 21 da vitória, fruto de outras tantas vitórias em classificativas. Francoli também foi o mais rápido em duas especiais, pelo que limitou um pouco o dano nas contas gerais, garantindo um ponto de cada. A restante foi para as contas de Villa, que assim também somou um ponto extra aos 18 do segundo lugar e passou a ter 67 pontos na Taça Ibérica TOYOTA GAZOO Racing, mantendo a sexta posição na tabela do troféu.

    A dupla Ricardo Costa/Rui Vilaça (Macedo & Macedo GTW Racing) teve honras de encerrar o pódio e ser a melhor equipa portuguesa, o que lhe permitiu manter também o quarto lugar na classificação do troféu. Os quartos classificados na prova, Alberto Monarri e Sergio Fernandez (IPPON Motor Vallés), mantiveram igualmente a posição nas contas do troféu (quintos), o mesmo acontecendo à dupla Pedro Lago Vieira/Ricardo Faria (Toyota Caetano Auto), quinta no rali e sétima no troféu, embora acrescentando 12 pontos, para 58 no total. Joan Sabater e Gerard Taberner (CSM Automoció) terminaram o rali no sexto posto e foram os melhores Juniores.

    Bruno Bulacia, navegado por Axel Coronado, foi uma das vítimas desta prova: o boliviano de 21 anos da CSM Automoció desistiu devido a problemas mecânicos e perdeu também o segundo lugar na classificação do troféu, mesmo se se mantém como melhor concorrente júnior (menos de 24 anos). Entre as desistências neste Rally Vidreiro, referência ainda para o acidente de Miguel Campos e Carla Salvat (Macedo & Macedo GTW Racing), e para os problemas mecânicos da dupla António Sainz/Carlos Riesgo Fernandez (KOBE motor). José Mulero e Carlos Fernandez (Labasa) também desistiram no primeiro dia, mas regressaram no segundo, ao abrigo do Super Rali, e com o sétimo lugar final ainda garantiram oito pontos e a subida do 10.º ao oitavo lugar na classificação geral da Taça Ibérica TOYOTA GAZOO Racing.

    A Taça Ibérica TOYOTA GAZOO Racing prossegue, de novo em asfalto, com o Rally la Nucía, a 3 e 4 de novembro, para encerrar na terra, duas semanas depois, a 19 e 20, com o Rally Pozoblanco, ambas as provas pontuáveis para o Supercampeonato de Espanha de Ralis 2023.

  • Filipe Nogueira suplanta desafios no Vidreiro e conquista Top 3 no Promo 2RM

    Filipe Nogueira suplanta desafios no Vidreiro e conquista Top 3 no Promo 2RM

    Realizando um prova em crescendo de ritmo e nível exibicional, Filipe Nogueira e Pedro Teixeira venceram todas as dificuldades de uma desafiante edição 2023 do Rali Vidreiro Centro de Portugal e levaram o Renault Clio RS R3T preparado pela CRN ao Top 3 finais nas contas do Campeonato Promo Duas Rodas Motrizes.

    Como tal, o balanço final só poderia ser muito positivo, não apenas pelo excelente resultado alcançado, mas principalmente pela forma como Filipe Nogueira logrou suplantar as inúmeras armadilhas que o percurso apresentou ao longo dos dois dias de competição.

    O piloto de Baião começa por lembrar que “não tivemos o início que desejávamos. Na sexta-feira, a escolha de pneus revelou-se errada, porque levamos pneus de chuva e o piso estava seco. A meio da especial de Alcobaça, com o sobreaquecimento da borracha, já não tínhamos aderência na traseira do Clio e perdemos muito tempo até ao final. Depois, na Super Especial à noite, já conseguimos andar um puco melhor”, concluindo a etapa inicial no 4º posto do Promo 2RM, a poucos segundos do pódio.

    A longa e derradeira etapa de sábado contemplava seis especiais de classificação e revelou-se um desafio a roçar o extremo.

    “Nos troços da manhã de sábado encontramos condições muito difíceis com pisos enlameados e muitíssimo escorregadios. Foi uma luta tremenda para manter o carro na estrada. Felizmente, na secção final da tarde, acabamos por conseguir imprimir um bom andamento nas duas passagens por S. Pedro de Moel e recuperar até ao 3º lugar. Gostávamos que houvesse mais rali a partir dessa especial!”.

    O ‘forcing’ final de Filipe Nogueira foi assim recompensado com uma presença no pódio, resultado que o piloto de Baião considera “muito justo. Depois de um início difícil recuperamos e fizemos um rali de trás para a frente, sempre a melhorar e acabamos por entrar no Top 10 da geral do Promo, destacando-se, obviamente o pódio que conquistamos nas 2RM”.

    Nogueira não deixou de “prestar a minha homenagem e depositar aqui o meu agradecimento a todos os meus parceiros de projeto e ao Pedro Teixeira, porque, mesmo em cima do rali, disponibilizou-se para se sentar ao meu lado pela primeira vez, e que bem se portou!”.

  • Rafael Cardeira: “foi positivo, mas abaixo das expectativas!

    Rafael Cardeira: “foi positivo, mas abaixo das expectativas!

    O último desafio do Campeonato de Portugal de Ralis teve palco no asfalto das estradas Atlânticas do Rallye Vidreiro Centro de Portugal, onde a dupla Rafael Cardeira e Luís Boiça deixava bem claro qual seria o objetivo na abordagem a esta jornada. O resultado acabou por não espelhar o ritmo forte demonstrado ao longo de toda a temporada, bem como os objetivos para a prova.

    Foi com um arranque promissor que o piloto do Sporting Clube de Portugal se posicionou à partida para o rali, chegando mesmo a marcar o melhor tempo entre os pilotos das Duas Rodas Motrizes no Free Practice 2 e o 3º tempo na Prova de Qualificação, a 0.8s da melhor marca.

    No entanto, as dificuldades fizeram sentir-se logo a partir da PEC1, nas estradas de Alcobaça, onde Rafael Cardeira indica que a dificuldade na escolha de pneus terá sido uma das principais barreiras: “Foi um rali difícil, com condições bastante imprevisíveis e logo no primeiro dia não entrei muito confortável, o que retirou alguma confiança para progredir. No segundo dia, acabámos por apostar sempre na escolha errada de pneus, contrariando o que acabou por acontecer de manhã com a chegada da chuva quando trazíamos um composto mais duro e no segundo loop quando já trazíamos pneus de chuva o terreno estava bastante seco, o que aliado a algumas falhas no carro, não nos ajudou a lutar pelos objetivos.”

    O piloto da Marinha Grande, com ritmo bastante elevado, acabaria por recuperar algum tempo nas especiais de São Pedro de Moel, com 3º melhor tempo nas Duas Rodas Motrizes nas duas últimas Especiais, fixando-se no 6º posto da classificação final no Campeonato de Portugal de Ralis 2RM.

    Na Marinha Grande, Rafael Cardeira deixa uma mensagem de gratidão por todo o apoio sentido: “É impossível terminar esta prova sem um sorriso na cara, onde o carinho de todos os adeptos da modalidade e Marinhenses foi surpreendente. É uma honra correr nestas condições em casa, representando o Sporting Clube de Portugal.”

    Chega agora a altura de balanço de temporada de 2023 para Rafael Cardeira, que demonstrou uma evolução acentuada prova após prova, nesta que foi a sua primeira época completa completando ralis em terra e asfalto. 

  • Nelson Silva viveu jornada atribulada no Rali Vidreiro Centro de Portugal

    Nelson Silva viveu jornada atribulada no Rali Vidreiro Centro de Portugal

    Entre incidentes e problemas mecânicos, a prova organizada pelo Clube Automóvel da Marinha Grande revelou-se problemática para a dupla formada por Nelson Silva e Paulo Silva. Não obstante, o duo do Toyota Yaris Proto conseguiu terminar e conquistar um positivo Top 7 na geral do Campeonato Promo de Ralis.

    https://youtu.be/sC7WiDR18Nc?si=dqOqk9sz3E3CRZdi

    À chegada à prova que teve centro nevrálgico na Marinha Grande e passou ainda pelos concelhos de Pombal e de Alcobaça, Nelson Silva e a estrutura da JC Motorsport tinham os objetivos bem definidos: aproveitar a desafiante prova do Clube Automóvel da Marinha Grande para fazer quilómetros em competição no Toyota Yaris Proto e prosseguir o programa de desenvolvimento do carro nipónico, permitindo ainda ao piloto vianense apoiado pela JPGS continuar a evoluir.

    Mas, ainda o cronómetro não estava a contar quando surgiu o primeiro percalço: “na segunda passagem da Sessão de Treinos Livres, dei um toque e já não deu para ir ao qualifying, perdendo sessão e meia de trabalho com o carro”, revelou o piloto.

    Apesar do sucedido, Nelson Silva e Paulo Silva até entraram bem na prova, registando o 5º melhor tempo entre os Promo na 1ª classificativa.

    Só que depois, logo no arranque da Super Especial noturna na Marinha Grande, que encerrava o primeiro dia de prova, uma transmissão do Yaris cedeu e a dupla foi forçada a fazer os 1500 metros do traçado urbano em ritmo lento, perdendo muito tempo e caindo para a 14ª posição, ficando ainda muito atrás na ordem de partida para a derradeira etapa de sábado.

    Aí, a toada começou por ser cautelosa, até porque “encontramos os troços muito sujos e ficamos com problemas na embraiagem, que nos levaram mesmo a ter uma saída de estrada”.

    Para infortúnio da equipa, o pior estava para vir.

    “Ficamos sem travões na segunda passagem pela especial de Pombal e tivemos outra saída de estrada. Ficamos com bastantes danos na traseira esquerda do Yaris, partimos um disco dos travões e uma  manga de eixo, mas, felizmente, conseguimos chegar à nossa assistência. Aí, A JCMOTORSPORT fez um trabalho extraordinário e conseguimos voltar para os dois últimos troços”, destaca Nelson Silva, que se sente “satisfeito por termos conseguido terminar e por, mesmo com todos estes problemas, ainda termos recuperado até ao 7º lugar”.

    O piloto ‘embaixador de Viana do Castelo” vira agora todas as atenções para o 11º Rali De Viana Do Castelo, Cidade Europeia Do Desporto, que se realizará nos dias 10 e 11 de novembro e onde Nelson Silva quer “fazer um rali sem percalços e, porque estamos em casa, terminar e tudo fazer para andar rápido”.

  • Rali Vidreiro Centro de Portugal: Ricardo Teodósio campeão nacional

    Rali Vidreiro Centro de Portugal: Ricardo Teodósio campeão nacional

    A dupla Ricardo Teodósio/José Teixeira, no Hyundai i20 N Rally2, ao concluir, este sábado, o Rali Vidreiro Centro de Portugal no segundo lugar entre os pilotos do Campeonato de Portugal de Ralis (CPR) sagrou-se campeão nacional absoluto na prova ganha por Kris Meeke, seu colega do Team Hyundai Portugal. Na luta pelo título de duas rodas motrizes (2RM), Gonçalo Henriques (Renault Clio Rally4), jovem piloto que na época passa venceu o FPAK Júnior Team, foi quem fez a festa.

    O segundo e último dia prometia emoções fortes nesta derradeira prova da temporada, face à escassa diferença entre os quatro candidatos ao título (4,8 segundos), mas até à hora de almoço dois deles ficariam afastados desse duelo. O primeiro foi Armindo Araújo, ao errar na escolha de pneus para os dois primeiros troços. “Faz parte, são coisas que acontecem. Levamos pneus duros em vez de macios, ficando desde logo ‘fora’ do rali e do ‘campeonato’”, contava o campeão nacional em título, que num ápice cedia mais de 40 segundos. Na terceira classificativa, José Pedro Fontes (Citroen C3 Rally4) deu um “toque” com a traseira esquerda e viu-se forçado a abandonar. A partir daí, Ricardo Teodósio (Hyundai i20 N Rally2) ficou tranquilo na segunda posição do CPR, com Miguel Correia (Skoda Fabia RS Rally2 evo) a mais de meio minuto de diferença. “Erramos na escolha de pneus de manhã a agora resta-nos tentar o vice-campeonato”, referia Correia, ao passo que Teodósio não escondia os seus planos: “Resta-nos fazer, nestes dois últimos troços, fazer o que não gostamos: andar ‘devagar’…”. Num ano ímpar, como nos seus dois títulos anteriores (2019 e 2021), o piloto algarvio da Hyundai alcançou o objetivo.

    “Sinto uma enorme alegria com a conquista do título e tenho de agradecer, em primeiro lugar, à Hyundai e
    aos meus patrocinadores pela confiança depositada. Não foi uma época fácil, mas acreditei sempre que este seria o meu ano e que no final poderia fazer a festa. E neste momento não posso esquecer o Craig Breen, a quem também dedico a vitória no campeonato. Hoje procurei manter-me, e consegui, sempre tranquilo, confiando nas potencialidades do Hyundai i20 N Rally2, sem dúvida uma das chaves do nosso sucesso. Quero também felicitar o meu colega Kris Meeke, por mais uma vitória.”
    , referiu Ricardo Teodósio, que não deixou de elogiar e enaltecer o desempenho dos seus rivais na luta pelo título, José Pedro Fontes, Miguel Correia e Armindo Araújo.

    Gonçalo Henriques conquista título nas 2RM

    Na discussão do título das 2RM (duas rodas motrizes), Ernesto Cunha foi o primeiro dos quatro candidatos a ficar de fora, na sequência de uma saída de estrada, no primeiro troço do dia, quando Gonçalo Henriques (Renault Clio Rally4) saltou para a liderança e Hugo Lopes (Peugeot 208 Rally4) viu o título que tinha na mão fugir-lhe, devido a um problema de travões. “A bomba [de travões] acabou por rebentar e foi um verdadeiro suplício nos troços, engrenando primeiras velocidades e às vezes puxando o travão de mão…”, lamentava o piloto de Viseu.

    A partir daí, e depois de ter entrado forte, mas sem correr demasiados riscos, Henriques passou a ser o favorito à conquista do título, até porque Ricardo Sousa (Peugeot 208 Rally4) nunca conseguiu anular a diferença. E no final o jovem piloto de Poiares pôde festejar o segundo título da sua curta carreira nos ralis.