Categoria: Todo Terreno

  • Rui Pereira / Miguel Antunes vencem a ronda minhota do Troféu Super SSV

    Rui Pereira / Miguel Antunes vencem a ronda minhota do Troféu Super SSV

    Final emocionante com apenas 21 segundos a separar os dois primeiros classificados. Paradela e Cristelo recebem a única prova nortenha da temporada. Gonçalo Guerra assina a volta mais rápida do dia.

    O Minho voltou a respirar velocidade e adrenalina com a realização da terceira prova da temporada do Troféu TH Clothes Super SSV, disputada no dia 4 de outubro em Barcelos. Como única ronda do campeonato a norte do país, o evento atraiu equipas, pilotos e público às freguesias de Paradela e Cristelo, com o paddock instalado junto ao Grupo Desportivo “Os Moinhos de Paradela”.

    O percurso de 10 quilómetros combinava caminhos agrícolas e trilhos florestais, com longas passagens estreitas entre muros de pedra que exigiam concentração máxima dos pilotos. A novidade foi o “Open Space”, uma zona mais ampla onde cada piloto podia escolher a sua própria trajetória, proporcionando alguns dos momentos mais espetaculares da prov

    Após a volta de reconhecimento, o prólogo serviu para ordenar os pilotos nos dois setores da prova. Rui Pereira / Miguel Antunes (Electrex Racing Team – CAN AM X3) foram os mais rápidos com 9m39,600s, seguidos de Mauro Gomes / Pedro Figueiredo (9m43,327s) e Luís Martins / Bruno Martins (9m46,243s).
    Gonçalo Guerra / Micael Vitória terminaram apenas em sétimo lugar com 10m10,459s, mais de 30 segundos atrás dos líderes, numa estratégia conservadora que se revelaria fundamental.

    O primeiro setor confirmou a velocidade de Rui Pereira, que completou as quatro voltas em 37m22,470s, com uma melhor volta de 9m15,605s. Gonçalo Guerra ficou em segundo a 37,171s, mas já mostrava sinais de recuperação com uma volta rápida de 9m22,751s.
    João Paulo Santos / Letícia Santos surpreenderam ao terminarem em terceiro (38m05,739s), enquanto Ruben Rosa / Gonçalo Frazão ocupavam a quinta posição (38m54,241s).

    No segundo setor, Gonçalo Guerra e Micael Vitória desencadearam uma remontada espetacular. Venceram o setor com 37m31,383s e assinaram a volta mais rápida de toda a prova: 9m17,769s.
    Rui Pereira completou o setor em 37m46,997s, com melhor volta de 9m22,129s. A diferença entre as duas equipas reduziu-se drasticamente, mas Pereira conseguiu manter a liderança por escassos metros.
    Ruben Rosa / Gonçalo Frazão mantiveram a regularidade no setor 2 (38m22,091s), consolidando o terceiro luga

    Após mais de 80 quilómetros de competição intensa, a vitória pertenceu a Rui Pereira / Miguel Antunes (Electrex Racing Team – CAN AM X3) com o tempo final de 1h15m09,467s.Gonçalo Guerra / Micael Vitória (Bit Racing – CAN AM Maverick R) terminaram em segundo lugar, a apenas 21,557s dos vencedores, depois de uma recuperação notável desde o sétimo lugar no prólogo.
    Ruben Rosa / Gonçalo Frazão (BRM Racing Team – CAN AM X3) fecharam o pódio a 2m06,865s dos vencedores, numa prestação sólida e consistente.

    Esta prova foi igualmente válida para o Campeonato Nacional de Mini-Baja, promovido pela FMP. O jovem Duarte Vaz, acompanhado por Nídia Martins como navegadora, voltou a subir ao pódio e somou mais um triunfo na presente temporada, reforçando a sua posição entre os principais protagonistas da categoria.

    Top 5 absoluto:

    1. Rui Pereira / Miguel Antunes – 1h15m09,467s
    2. Gonçalo Guerra / Micael Vitória – 1h15m31,024s (+21,557s)
    3. Ruben Rosa / Gonçalo Frazão – 1h17m16,332s (+2m06,865s)
    4. Mauro Gomes / Pedro Figueiredo – 1h17m23,468s (+2m14,001s)
    5. Jorge Silva – 1h18m05,206s (+2m55,739s)

    Vencedores por classe

    • Federados T1: Gonçalo Guerra / Micael Vitória dominaram a classe e estabeleceram a volta mais rápida absoluta da prova (9m17,769s). Terminaram em segundo na classificação geral.
    • Hobby T1: Rui Pereira / Miguel Antunes controlaram a classe do prólogo à bandeira de xadrez, vencendo também a classificação geral.
    • Hobby T2: Diogo Francisco / Daniel Andrade (BRM Racing Team – Yamaha YXZ1000 RSS) venceram com 1h22m14,768s, terminando em sétimo na geral.
    • Mini Baja: Duarte Vaz / Nídia Martins (Caramulo Team Junior – Polaris 200) completaram quatro voltas em 1h16m15,245s, demonstrando maturidade apesar da juventude.

    Barcelos: desporto e promoção regional
    A prova proporcionou uma excelente montra para Barcelos, permitindo aos visitantes conhecer o mercado semanal, o artesanato local, o galo de Barcelos e a gastronomia minhota. A cidade confirmou a sua vocação para receber eventos desportivos de qualidade.

    Próximo encontro: Viana do Alentejo
    O Troféu TH Clothes Super SSV prossegue com a quarta prova da temporada no dia 8 de novembro em Viana do Alentejo, num traçado inédito que promete novos desafios às equipas.

  • Maria Luís Gameiro e Rosa Romero celebram pódio na Baja de Marrocos

    Maria Luís Gameiro e Rosa Romero celebram pódio na Baja de Marrocos

    A dupla feminina do Team Motivo JCB terminou a Baja de Marrocos 2025 vencendo entre as senhoras, feito ao qual juntou o segundo lugar na categoria Automóveis e sétimo na geral. Um resultado que confirma a evolução e a consistência da dupla, preparando o caminho para o Dakar 2026.

    Após cinco intensos dias de prova, Maria Luís Gameiro e a sua navegadora Rosa Romero fecharam a edição 2025 da Baja de Marrocos com uma excelente recuperação, vencendo entre as senhoras e conquistando o segundo lugar nos Automóveis, sétimo posto na classificação geral. Este resultado confirma a qualidade do trabalho desenvolvido ao longo do ano e a preparação para os desafios futuros.

    A prova marroquina, na sua quinta edição, apresentou terrenos exigentes e diversificados, desde pistas rápidas a dunas e setores técnicos, incluindo uma etapa maratona que colocou à prova toda a resistência da dupla.

    Depois de um início sólido, com um terceiro lugar nos Automóveis (nona posição da geral), Maria Luís e Rosa enfrentaram algumas dificuldades na segunda jornada, caindo para a sétima posição da categoria (13.ª geral). A partir daí, a dupla do Team Motivo JCB protagonizou uma recuperação consistente, culminando com a subida ao pódio nos Automóveis e consolidando a sétima posição na geral.

    Apesar do excelente resultado, Maria Luís estava apenas focada na evolução e na aprendizagem nesta prova, que serviu de preparação para o Dakar:

    “Estou muito feliz com o que conseguimos nesta exigente Baja. Enfrentamos dias longos e pistas técnicas. O segundo lugar nos automóveis, sétimo na geral e o triunfo entre as mulheres é um resultado muito positivo, fruto de trabalho, consistência e experiência. Conseguimos recuperar depois de um início difícil e terminar a prova de forma forte, o que me deixa muito satisfeita”, afirmou Maria Luís Gameiro.

    “A etapa maratona foi particularmente exigente, mas conseguimos manter o foco e a estratégia, capitalizando cada quilómetro para nos aproximarmos do pódio. Apesar do resultado, que merece ser festejado, o nosso foco esteve sempre na preparação para o Dakar. Esse é o nosso grande desafio e, apesar de motivador, este resultado não muda o nosso plano nem a nossa motivação.”, acrescentou a piloto portuguesa.

  • João Ferreira: “vencemos duas etapas e estávamos na luta direta pela vitória”

    João Ferreira: “vencemos duas etapas e estávamos na luta direta pela vitória”

    O Rally Raid Portugal não terminou da forma esperada, o resultado não foi o ambicionado, mas os triunfos obtidos em etapas e a clara confirmação de competitividade ao volante da Toyota Hilux T1+ preparada pela Toyota Gazoo Racing South Africa e SVR, deixaram João Ferreira e Filipe Palmeiro motivados para os próximos desafios.

    A dupla portuguesa arrancou para a prova organizada pelo Automóvel Club de Portugal com enorme motivação e cedo mostrou a sua ambição: logo nas primeiras etapas, João Ferreira e Filipe Palmeiro impuseram um ritmo muito forte, conquistando duas vitórias em especiais (segunda e quinta etapa) e assumindo a liderança da classificação geral. Perante os melhores pilotos do mundo, a resposta foi clara – lutar pela vitória em solo nacional era possível e estava ao alcance. Contudo, e infelizmente, na terceira etapa surgiu um problema mecânico após uma saída de pista que obrigou a equipa a parar durante largos minutos. A perda de tempo foi determinante e retirou a possibilidade de luta direta pelo triunfo.

    “Mostrámos, mais uma vez, que temos velocidade e consistência para vencer ao mais alto nível. Liderámos o Rally Raid Portugal, vencemos duas etapas e estávamos na luta direta pela vitória. Infelizmente, um problema na terceira etapa condicionou o resultado final, mas não apaga o excelente trabalho da equipa nem a confiança que levamos daqui para as próximas provas. Vamos continuar a lutar, a acreditar e a trabalhar para conquistar mais vitórias”, destacou João Ferreira.

    O Rally Raid Portugal termina assim com o sabor agridoce de uma exibição marcada pela velocidade e determinação, mas também pela dureza típica destas provas. O balanço, ainda assim, é muito positivo: a dupla portuguesa reafirma-se entre os protagonistas do Campeonato do Mundo e segue de cabeça erguida para os próximos desafios.

  • “Dakar” veio a Portugal para consagrar um português campeão do mundo

    “Dakar” veio a Portugal para consagrar um português campeão do mundo

    O bp Ultimate Rally Raid Portugal consagrou o jovem Bernardo Oliveira Campeão do Mundo de Navegadores Rally-Raid, na categoria SSV – um feito inédito no desporto nacional – e atribuiu a Daniel Sanders (KTM) o título de pilotos nas motos, com o australiano a também ser o vencedor da prova organizada pelo ACP.

    Nos carros, depois de mais de 12 horas ao volante e de 1.119 quilómetros de percurso disputados, ao cronómetro, em estradões de terra do Alentejo, Ribatejo e Estremadura Espanhola, os dois primeiros classificados terminaram separados por escassos 53 segundos. Vantagem do brasileiro Lucas Moraes sobre o sul-africano Henk Lategan, ambos em Toyota Hilux T1+ EVO. Sébastien Loeb (Dacia) fechou o pódio. Mas igualmente destaque para as vitórias dos portugueses Gonçalo Guerreiro (Challenger) e João Dias (SSV) nas respetivas categorias. O “Dakar europeu” está de regresso a Portugal, entre os dias 17 e 22 de março de 2026. 

    Natural de Fafe, Bernardo Oliveira tem apenas 20 anos, mas já está a tirar o mestrado de economia, em Boston. Pelo meio consegue arranjar tempo para se sentar ao lado de Alexandre Pinto nas provas que integram o calendário do Campeonato do Mundo de Rally Raid (W2RC). Hoje, com o Padrão dos Descobrimentos como pano de fundo, o português sagrou-se Campeão do Mundo de Navegadores Rally-Raid, na categoria SSV – uma conquista inédita na história do automobilismo nacional. “Honestamente, ainda não caí na realidade. É a primeira época no campeonato do mundo e estou feliz por ser campeão em Portugal. Acredito que vamos fechar o título de pilotos em Marrocos”, afirmou Bernardo Oliveira. 

    Quanto ao seu piloto, Alexandre Pinto, só mesmo a matemática o impediu de viver a mesma felicidade, embora até já possa ser virtual campeão, se se confirmar a ausência do italiano Enrico Gaspari, na última prova da época, em Marrocos. 

    A segunda edição do bp Ultimate Rally Raid Portugal foi pródiga em animação e emoção, com várias mudanças de líder, nas diferentes categorias, nos cinco dias de prova; mas também vários dramas; uma vitória nos automóveis que esteve suspensa até ao controlo final instalado em Belém; e a confirmação de que há uma nova geração de pilotos portugueses com talento e condições para lutar por vitórias e títulos mundiais nos próximos anos. 

    Depois de cinco dias de intensa competição e três líderes diferentes (Henk Lategan, João Ferreira e Lucas Moraes), a luta entre os carros no bp Ultimate Rally Raid Portugal terminou com dramatismo e muita emoção. A última etapa, com 103 quilómetros de extensão, foi uma autêntica corrida sprint para a vitória, entre os dois pilotos da Toyota Gazoo Racing W2RC. O brasileiro Lucas Moraes e o sul-africano Henk Lategan partiram separados por apenas 34 segundos, mas o primeiro voou na procura da sua primeira vitória no Campeonato do Mundo de Rally-Raid (W2RC) e terminou o setor seletivo com 53 segundos de vantagem sobre o colega de equipa.

    Foi um triunfo com pronúncia portuguesa: “Gosto muito desta prova e é muito bom vencer e poder falar português. O carro não teve qualquer problema e isso permitiu-me ser rápido e escolher uma boa estratégia. No final, a equipa pediu para reduzir o andamento, mas eu também tenho hipótese de vencer o campeonato e decidi manter o ritmo. Enquanto tiver chance de ganhar não vou tirar o pé”, afirmou Lucas Moraes, que venceu uma prova que foi do agrado dos pilotos: “Parabéns à organização, que montou uma prova incrível”, fez questão de sublinhar. 

    Henk Lategan terminou na segunda posição e marcou importantes pontos para o Mundial de Rally-Raid. “Tentei marcar o máximo de pontos para o campeonato. A prova teve bons pilotos e o resultado deixa tudo em aberto para a luta pelo título em Marrocos”, explicou. 

    Apesar de alguns problemas que condicionaram o andamento, Sébastien Loeb fechou o pódio do bp Ultimate Rally Raid Portugal. “Fiz uma etapa final sem correr riscos e aproveitei para ver a paisagem. Tínhamos velocidade para fazer melhor, mas os problemas dos dias anteriores ditaram o resultado”, disse o francês.  

    João Ferreira (Toyota Hilux T1+ Evo) tinha prometido que ia dar espetáculo e cumpriu! O piloto português esmagou os adversários no derradeiro setor seletivo e mostrou que tinha andamento e carro para vencer a prova. Em 103 km, ganhou 1m13s a Nasser Al Attiyah (Dacia Sandrider) e 1m16S a Carlos Sainz (Ford Raptor T1+). “Senti-me muito bem com o carro. É sempre bom vencer um setor seletivo e mostrar o nosso ritmo perante os melhores pilotos do mundo. Não era o que esperava, mas estou contente com o resultado da etapa. Agora é pensar em Marrocos”, disse João Ferreira, após obter a segunda vitória em etapas no W2RC, na categoria Ultimate. 

    Depois desta prova, a luta pelo título mundial está ao rubro, com três pilotos separados por 10 pontos. Nasser Al Attiyah (140), Henk Lategan (131) e Lucas Moraes (130) vão decidir, em Marrocos, o campeão do mundo 2025. 

    Orgulho nacional 

    Os pilotos nacionais alcançaram resultados notáveis no bp Ultimate Rally Raid Portugal. Depois do excelente segundo lugar no Dakar 2025, Gonçalo Guerreiro (Taurus Evo Max) venceu a categoria Challenger, em Portugal. O piloto foi o mais rápido em três das cinco etapas e terminou num excelente 6º lugar, à frente de vários carros da categoria superior Ultimate. “Foi uma boa prova, diverti-me, apesar de alguns contratempos. É um grande resultado”, frisou. 

    Os pilotos portugueses dominaram nos SSV, com nove pilotos no top 10! João Dias (Polaris RZR) venceu a categoria com 18 minutos de avanço sobre o segundo classificado. “É um orgulho enorme vencer esta categoria em Portugal. O carro esteve sempre ótimo e permitiu-me atacar”, disse o piloto, que pensa já no Dakar 2026.   

    Alexandre Pinto (Polaris RZR) ficou em segundo lugar e deu um passo decisivo para a conquista do título mundial em SSV. “Estou muito feliz pela prova que realizei. Fomos um pouco conservadores, mas ainda assim ficámos em segundo lugar, marcámos o máximo de pontos para o campeonato e estamos muito perto de o conquistar”, disse Alexandre Pinto. Já Bernardo Oliveira garantiu o título de navegadores, aos 20 anos, uma vez que Enrico Gaspari trocou de navegador a meio da época.  

    A quinta e última etapa do bp Ultimate Rally Raid Portugal foi histórica para Daniel Sanders (KTM 450 Rally). O piloto confirmou a vitória na prova organizada pelo ACP e sagrou-se, pela primeira vez, campeão do mundo na categoria RallyGP. O australiano está num fantástico momento de forma, já que foi o mais rápido em 50% das etapas do calendário, e venceu as quatro provas do Mundial de Rally-Raid já realizadas este ano. O próximo objetivo é triunfar em Marrocos para fazer o Grand Slam. Em Portugal, foi o mais rápido no prólogo e venceu três das cinco etapas, “O foco estava na etapa e não no campeonato. Nos últimos quilómetros tive uma boa luta e o sentimento é muito bom. Foi uma grande prova, tive sempre um bom feeling, a estratégia certa e diverti-me bastante. O final foi espetacular, com bandeiras e muita gente” disse o novo campeão do mundo no final. “Estou muito feliz com a época que fiz. É a concretização de um sonho, agora vamos celebrar”.  

    O pódio das motos ficou completo com o espanhol, Tosha Schareina (Honda CRF 450 Rally). “Queria vencer a etapa e estive sempre ao ataque. Era muito difícil ganhar a prova depois do erro de percurso de ontem, mas estou satisfeito com o segundo lugar. Fizemos um bom trabalho”. O argentino Luciano Benavides (KTM 450 Rally), que venceu a derradeira etapa, foi o terceiro classificado da geral. “A etapa foi muito bonita. Estava muito vento, mas como tinha uma boa aderência consegui ser rápido e divertir-me bastante. Foi a primeira vez que corri em Portugal e estou muito feliz com este pódio”, afirmou. 

    O espanhol Edgar Canet (KTM 450 Rally) venceu a categoria Rally2, pela terceira vez, esta época, enquanto Thomas Zoldos (Beta 430) foi o melhor em Rally3. O francês Gaëtan Martínez venceu entre os Quads, um triunfo que valeu a conquista antecipada da Taça do Mundo de Rally-Raid, uma vez que a prova de Marrocos não conta com esta categoria. 

    Classificação final Autos 
    1º Lucas Moraes/Armand Monleon (Toyota Hilux T1+ Evo), com 12h13m05s 
    2º Henk Lategan/Brett Cummings (Toyota Hilux T1+ Evo), a 53s 
    3º Sebastien Loeb/Edouard Boulanger (Dacia Sandrider), a 10m05s 
    4º Christian Baumgart/Luís Felipe Eckel (Toyota Hilux T1+ Evo), a 17m43s  
    5º Nasser Al Attiyah/Fabian Lurquin (Dacia Sandrider), a 24m13s 
    6º Gonçalo Guerreiro/Bruno Jacomy (Tauris Evo Max), a 23m53s (1º Challenger e 1º português) 
    11º João Dias/Rui Pita (Polaris RZR), a 43m33s (1º SSV) 

    Classificação final Motos 
    1º Daniel Sanders (KTM 450 Rally), com 12h39m39s 
    2º Tosha Schareina (Honda CRF 450 Rally), a 3m40s 
    3º Luciano Benavides (KTM 450 Rally), a 12m41s 
    4º Ricky Brabec (Honda CRF 450 Rally), a 14m34s 
    5º Edgar Canet (KTM 450 Rally), a 21m57s (1º Rally2) 
    8º Bruno Santos (Husqvarna FR450 Rally), a 27m18s (1º português) 
    15º Thomas Zoldos (Beta 430), a 1h16m33s (1º Rally3) 
    25º Gaëtan Martinez (CF Force 1000), a 3hm05,41s (1º Quad) 

    Campeonato de Pilotos Autos 
    1º Nasser Al Athiyah, 140 pontos 
    2º Henk Lategan, 131 
    3º Lucas Moraes, 130 
    4º Seth Quintero, 84 
    5º Yazeed Al Rajhi, 77 

    Campeonato de Construtores Autos 
    1º Toyota Gazoo Racing W2RC, 397 pontos 
    2º Dacia Sandrider, 287 
    3º Ford M-Sport, 217 

  • Rally Raid Portugal: João Ferreira domina “estrelas” do Dakar

    Rally Raid Portugal: João Ferreira domina “estrelas” do Dakar

    João Ferreira (Toyota) bateu os grandes nomes do todo-o-terreno mundial na etapa mais longa do bp Ultimate Rally Raid Portugal e chegou a Badajoz com 3m24s vantagem sobre o sul-africano Saood Variawa (Toyota). Num dia histórico para os pilotos portugueses, Gonçalo Guerreiro (Challenger) e João Dias (SSV) venceram a etapa nas respetivas categorias. O australiano Daniel Sanders (KTM) continua a dominar nas motos. 

    A primeira etapa já tinha sido exigente, mas a segunda colocou ainda maiores dificuldades aos concorrentes, que enfrentaram um percurso longo e desafiador – foi um dia típico de Dakar, só que na Europa, que surpreendeu muitos pilotos.  

    Nos carros, a Toyota continua a dominar, com três carros na frente da Ford. O melhor piloto da Dacia é Sébastien Loeb (7º).  

    O português João Ferreira (Toyota Hilux T1+ Evo) imprimiu um ritmo impressionante desde os primeiros quilómetros. Ao km 160, liderava com 7s de avanço sobre Henk Lategan e, ao km 221, a vantagem para Luca Moraes (Toyota Hilux T1+ Evo) aumentou para 2m28s. O piloto brasileiro perdeu algum tempo com um furo no início da etapa.  

    O ataque era total e valeu-lhe a vitória na etapa, com 1m03s de avanço sobre Carlos Sainz. Depois de ter saído de Grândola na terceira posição (+1m52s), o jovem piloto de Leiria chegou a Badajoz na liderança do bp Ultimate Rally Raid Portugal, com 3m24s de vantagem sobre o colega de equipa. “Foi um dia muito longo e difícil. Tivemos alguma dificuldade na entrada em Espanha e em encontrar um bom ritmo. Mesmo assim, ganhámos tempo aos nossos adversários e estou bastante satisfeito com a nossa performance”, explicou o piloto, que venceu, pela primeira vez, uma etapa na categoria principal do Mundial de Rally-Raid. 

    O sul-africano Saood Variawa andou regularmente entre os mais rápidos e subiu ao segundo lugar da geral “a etapa foi muito longa e sinuosa, especialmente na zona montanhosa. No final, tive de reduzir o andamento por causa dos pneus, mas o resultado é bom e estou otimista para o que falta disputar”, disse. 

    A etapa mais longa foi também de extrema dureza. Nasser Al Attiyah andou rápido na tentativa de recuperar o tempo perdido com as três penalizações impostas pela organização, mas o seu esforço caiu por terra ao km 200, por causa de um problema mecânico e perdeu 8 minutos. “Longa etapa, com piso muito escorregadio, que não nos correu bem, devido a vários problemas. Temos três dias para recuperar”, disse o tricampeão do mundo.  

    O francês Sébastien Loeb perdeu mais de 14 minutos a mudar um triângulo da suspensão do Dacia Sandrider, operação que contou com a ajuda da colega de equipa Cristina Gutiérrez “dia difícil, perdemos muito tempo”, comentou o francês. O vencedor do Dakar 2025, Yazeed Al Rajhi (Toyota Hilux T1+ Evo), capotou e desistiu e Juan cruz Yacopini (Toyota Hilux T1+ Evo) teve uma saída de estrada. 

    A dureza da prova causou também estragos na categoria Challenger. Mattias Ekström (Can-Am XRS), que era o líder, desistiu com problemas mecânicos. Gonçalo Guerreiro (Taurus Evo Max) venceu a etapa e assumiu o comando da categoria, na frente dos pilotos que estão a lutar pelo título mundial. “Dia duro e muito exigente para os pneus. Tive de fazer alguma gestão, porque o piso estava muito abrasivo. Perdi muito tempo no início, ao apanhar o pó levantado por outro carro, mas depois tive uma etapa limpa”, afirmou. 

    Foi, igualmente, uma jornada positiva para João Dias (Polaris RZR) que venceu a etapa e lidera a categoria SSV. Alexandre Pinto (Polaris RZR) andou sempre entre os mais rápidos e ganhou uma apreciável vantagem sobre Enrico Gaspari na luta pelo título mundial. 

    A segunda etapa foi extremamente dura e difícil para os pilotos das motos, que chegaram ao final com os pneus francamente degradados. A KTM continua na frente, mas a Honda continua a ser uma ameaça.  

    Daniel Sanders (KTM 450 Rally) e Tosha Schareina (Honda CRF 450 Rally) discutiram a vitória na etapa até ao último quilómetro, com Sanders a ser o mais rápido por apenas 4s, isto, depois de fazerem 429 km ao cronómetro! “Dia muito longo. Os últimos 60 km em Espanha estavam muito escorregadios. O percurso era muito técnico e foi bastante divertido. É importante ter uma boa vantagem para amanhã, que vai ser um dia igualmente duro”, afirmou o vencedor da etapa. Tosha Schareina (Honda CRF 450 Rally) andou a fundo, ainda assim perdeu 25 s para o líder da prova.

    Ricky Brabec é terceiro classificado “etapa muito longa, com um percurso bastante diferente em Espanha. A parte final foi difícil, porque estava sem pneus e tive de reduzir o andamento”, explicou o piloto da Honda.  

    Excelente prova do português Bruno Santos (Husqvarna FR450 Rally) que foi sétimo na etapa mais longa e subiu ao segundo lugar da categoria Rally2, superiorizando-se a muitos pilotos das potentes motos RallyGP. “Arranquei bem e estive sempre ao ataque. A principal dificuldade foi ter apanhado pó de outro piloto, que me fez perder tempo, sobretudo nas zonas mais lentas e entre árvores”, afirmou. Gonçalo Amaral (Honda CFR 450) é segundo classificado na categoria Rally3 (16º da geral). 

    De registar o abandono de dois pilotos que estavam no top 4. O campeão do mundo de Rally-Raid, Ross Branch (Hero 450 Rally), foi o primeiro a desistir, após queda aparatosa e Adrien Van Beveren (Honda CRF 450 Rally) abandonou devido a queda violenta, que provocou uma lesão no ombro. Tobias Ebster (Hero 450 Rally) abandonou de forma voluntária. 

    Classificação após a 2ª etapa Autos 
    1º João Ferreira (Toyota Hilux T1+ Evo), com 5h.35,04 (1º português) 
    2º Saood Variawa (Toyota Hilux T1+ Evo), a 3m.24 
    3º Lucas Moraes (Toyota Hilux T1+ Evo), a 3m.46 
    4º Carlos Sainz (Ford Raptor T1+), a 5m.20 
    5º Henk Lategan (Toyota Hilux T1+ Evo), a 5m.27 

    Classificação após a 2ª etapa Motos 
    1º Daniel Sanders (KTM 450 Rally), com 5h.55,35 
    2º Tosha Schareina (Honda CRF 450 Rally), a 1m.36 
    3º Ricky Brabec (Honda CRF 450 Rally), a 7m.18 
    4º Lorenzo Santolino (Sherco 450 SEF Rally), a 15m.25 
    5º Edgar Canet (KTM 450 Rally), a 10m.39 (1º Rally2) 
    6º Bruno Santos (Husqvarna FR450 Rally), a 15m.37 (1º português) 

    A terceira etapa tem partida e chegada a Badajoz, numa extensão de 511 km. Os pilotos têm pela frente um setor seletivo de 308 km bastante espetacular, muito rápido e com bom piso, onde vão encontrar areia, ao melhor estilo dos rally-raids disputados em outros continentes. No final do dia, o público pode visitar o bivouac de Badajoz, entre as 18 e as 23 horas (hora espanhola). 

  • Rally Raid Portugal: sul africano Henk Lategan e a Toyota marcam o ritmo 

    Rally Raid Portugal: sul africano Henk Lategan e a Toyota marcam o ritmo 

    A primeira etapa do bp Ultimate Rally Raid Portugal foi emocionante, com quatro pilotos a passarem pelo comando. O sul-africano Henk Lategan (Toyota) foi o mais rápido e parte para Espanha com uma vantagem de 1m51s sobre o brasileiro Lucas Moraes, que tem um segundo de avanço sobre o português João Ferreira. A luta promete! Nas motos, o australiano Daniel Sanders (KTM) impôs a sua lei. 

    O “Dakar europeu” começou, verdadeiramente a sério, com a etapa que se desenrolou em terras alentejanas. Os pilotos oficiais imprimiram um ritmo muito forte, ao longo dos 302 km do setor seletivo e, no final, as diferenças foram relativamente curtas; os três primeiros dos carros estão separados por 1m52s. 

    Quatro líderes nos carros 

    Foi um dia bastante disputado com Nasser Al Attiyah (Dacia Sandrider), João Ferreira (Toyota Hilux T1+ Evo), Seth Quintero (Toyota Hilux T1+ Evo) e Henk Lategan (Toyota Hilux T1+ Evo) a passarem pela liderança. Mas Lategan forçou o andamento na segunda metade do percurso e assumiu o comando. “A etapa foi extremamente exigente. Tive um bom dia, fiz uma condução limpa e diverti-me a conduzir o carro. Estou a gostar bastante de fazer esta prova na Europa”, referiu o piloto sul-africano, que ganhou, pela quarta vez, uma etapa no Mundial de Rally-Raid (W2RC). 

    Nasser Al Attiyah (Dacia Sandrider) partiu determinado a vencer a prova organizada pelo Automóvel Club de Portugal (ACP). O piloto do Qatar foi o segundo mais rápido na estrada, mas viria a ser penalizado em dois minutos e desceu para a quinta posição. “Classificativa difícil, não se sei se fiz, ou não, um bom trabalho. O set up do carro não era o melhor e temos de mudar para a próxima etapa. A diferença é pequena e vamos dar o máximo. Espero ter um dia melhor amanhã”, afirmou o piloto da Dacia, que continua bem posicionado para conquistar o quarto título mundial. 

    Com a penalização do catariano, Lucas Moraes (Toyota Hilux T1+ Evo) ascendeu ao segundo posto, numa etapa “muito intensa, com diferentes tipos de curvas e muitas passagens de caixa. Gosto deste tipo de etapa, é parecida com algumas classificativas no Brasil. A organização e o público são fantásticos, e estou satisfeito por estar no top3 e preparado para atacar amanhã”, disse o piloto do Toyota, que tem apenas um segundo de vantagem sobre João Ferreira. 

    Português João Ferreira foi um dos líderes 

    O piloto português está a disputar a primeira prova do Mundial de Rally-Raid com o Toyota Hilux T1+ Evo, e confirmou a sua rapidez. Profundo conhecedor da região – esteve duas vezes na liderança nas cronometragens intermédias – viu a sua tarefa complicar-se com o pó levantado por Sébastien Loeb e com um problema de travões. No final, beneficiou da penalização de Nasser Al Attiyah para ganhar um lugar no pódio. “Etapa muita dura, longa e difícil. Pisos mais escorregadios do que estávamos à espera e onde era fácil cometer erros. A nossa posição à partida não era a melhor, pois apanhamos o pó do Loeb e do Sainz. Não perdemos muito tempo para os primeiros e a etapa de amanhã vai ser muito importante”, afirmou João Ferreira. 

    O dia ficou, igualmente, marcado por alguns incidentes. Marcos Baumgart capotou o Toyota Hilux T1+ Evo e ficou parado. Seth Quintero, um dos candidatos à vitoria, parou para fazer uma intervenção técnica no Toyota Hilux T1+ Evo e perdeu mais de 17 minutos e Carlos Sainz teve um furo no Ford Raptor T1+.  

    Portugueses Gonçalo Guerreiro e Alexandre Pinto em destaque nos “Aranhiços” 
     
    A categoria Challenger foi extremamente disputada. Gonçalo Guerreiro (Taurus Evo Max) e Mattias Ekström (Can-Am XRS) travaram uma luta, ao segundo, durante toda a etapa. O piloto português liderou até 10 km do fim, mas perdeu 2m30s devido a um problema técnico e desceu para a segunda posição (12º da geral). “Foi pena, porque estávamos a liderar. Não estou satisfeito, mas vamos lutar com toda a determinação”, disse, no final. 

    Alexandre Pinto (Polaris RZR) esteve sempre na frente da categoria SSV e ganhou uma apreciável vantagem sobre Enrico Gaspari. “Tivemos um dia positivo. Optámos por uma abordagem cautelosa, com o objetivo de chegar ao fim e, pelos vistos, o andamento até foi engraçado. Há muita corrida pela frente, mas estamos com um bom início”, salientou o piloto que é 15º da geral. A manter este resultado, o título mundial está cada vez mais próximo. 

    Australiano Daniel Sanders dominou nas motos 

    A primeira etapa foi bastante difícil para os pilotos das motos, devido à dureza do piso, que causou desgaste exagerado dos pneus. Daniel Sanders (KTM 450 Rally) voltou a ser o melhor, mas teve forte oposição dos pilotos da Honda. O líder do campeonato imprimiu um ritmo fortíssimo, ganhou os dois setores seletivos, e terminou a etapa com 1m11S de vantagem sobre Adrien Van Beveren (Honda CRF 450 Rally) e 1m32s para Tosha Schareina (Honda CRF 450 Rally). “Piso muito escorregadio, foi difícil ser rápido, mas sobrevivi. Agora é pensar na etapa seguinte”, disse o líder. A segunda etapa promete luta intensa entre os três primeiros. 

    Bruno Santos (Husqvarna FR450 Rally) é o melhor português (13º), no final do primeiro dia. “Foi bastante desafiante e diferente do ano passado, com piso muito seco e duro. Tinha pouca tração e, no final, o terreno era arenoso e o pneu traseiro estava gasto. Estou bastante satisfeito com o resultado, até porque larguei de uma posição secundária e, aos 10 km, já estava a apanhar o pó de outros pilotos”, explicou.  

    Classificação 1ª etapa Autos 
    1º Henk Lategan (Toyota Hilux T1+ Evo), com 2h.30,21 
    2º Lucas Moraes (Toyota Hilux T1+ Evo), a 1m.51 
    3º João Ferreira (Toyota Hilux T1+ Evo), a 1m.52 (1º português) 
    4º Saood Variawa (Toyota Hilux T1+ Evo), a 3m.03 
    5º Nasser Al Attiyah (Dacia Sandrider), a 3m.37 

    Classificação 1ª etapa Motos 
    1º Daniel Sanders (KTM 450 Rally), com 2h.43,40 
    2º Adrien Van Beveren (Honda CRF 450 Rally), a 1m.11  
    3º Tosha Schareina (Honda CRF 450 Rally), a 1m.32 
    4º Ross Branch (Hero 450 Rally), a 2m.46  
    5º Luciano Benavies (KTM 450 Rally), a 4m.16 
    13º Bruno Santos (Husqvarna FR450 Rally), a 10m.06 (1º português) 

    Amanhã, disputa-se a segunda etapa com partida de Grândola e chegada a Badajoz – é o dia mais longo da prova, com 655 km, sendo 429 km cronometrados. Os dois primeiros setores seletivos são em Portugal, na zona de Ponte de Sor e Mação. A primeira parte decorre em estradões com muitos eucaliptos e pinheiros. A zona de Ponte de Sor é mais arenosa e a de Mação bastante montanhosa e com piso duro. A etapa termina em Espanha, numa zona plana, que leva até à feira Badajoz, junto à fronteira com Portugal, onde está o controlo de chegada e o bivouac que pode ser visitado pelo público, entre as 18 e as 23 horas (hora espanhola).  
    Link de acesso para assistir à segunda etapa do bp Ultimate Rally Raid Portugal https://rallyraidportugal.com/content.aspx?menuid=1343 

  • Rally Raid Portugal: luta ao segundo nos estradões de terra do Alentejo

    Rally Raid Portugal: luta ao segundo nos estradões de terra do Alentejo

    Henk Lategan (Toyota) lidera o bp Ultimate Rally Raid Portugal no final do primeiro setor seletivo da etapa inicial. As diferenças relativamente curtas aumentam a expetativa para os quilómetros finais disputados em plena vila de Grândola. 

    O bp Ultimate Rally Raid Portugal começou verdadeiramente hoje, com a realização da primeira etapa nos estradões de terra do Alentejo. Os homens das motos começaram a sair do Parque de Feiras e Exposições de Grândola, ao início da manhã (6h00), enquanto os carros iniciaram a etapa um pouco mais tarde (8h00).  

    O percurso foi bastante técnico e rápido, o que agradou à generalidade dos pilotos. Entre os carros, a luta está ao rubro, com Nasser Al Attiyah (Dacia Sandrider), João Ferreira (Toyota Hilux T1+ Evo), Seth Quintero (Toyota Hilux T1+ Evo) e Henk Lategan (Toyota Hilux T1+ Evo) a passarem pelo comando.  

    No final do primeiro setor cronometrado (km 297), Lategan lidera com 1m48s de vantagem sobre Al Attiyah. João Ferreira andou na frente durante muito tempo, mas atrasou-se na parte final, com pequenos problemas, e desceu para a quarta posição.  

    Entre os pilotos que lutam pela vitória, Al Attiyah perdeu alguns elementos da carroçaria do carro, mas não perdeu andamento, e Carlos Sainz (Ford Raptor T1+) atrasou-se na sequência de um furo. 

    Nas motos, Daniel Sanders (KTM 450 Rally) lidera desde o início, apesar da forte oposição dos pilotos da Honda. O líder do campeonato foi o mais rápido em todos os pontos intermédios e terminou com 50s de avanço sobre Adrien Van Beveren (Honda CRF 450 Rally) e 1m19s para Tosha Schareina (Honda CRF 450 Rally). Bruno Ventura (Husqvarna FR450 Rally) é o melhor português (12º) no final da primeira seção. Martim Ventura (Honda CRF 450 Rally) ocupou durante muito tempo a quarta posição da geral e liderava a categoria Rally2, mas um problema mecânico fê-lo perder mais de 40 minutos. 

    Classificação 1ª seção Autos 
    1º Henk Lategan (Toyota Hilux T1+ Evo), com 2h25,13 
    2º Nasser Al Attiyah (Dacia Sandrider), a 1m.48 
    3º Lucas Moraes (Toyota Hilux T1+ Evo), a 1m.55 
    4º João Ferreira (Toyota Hilux T1+ Evo), a 1m.57 (1º português) 
    5º Saood Variawa (Toyota Hilux T1+ Evo), a 3m.04 

    Classificação 1ª seção Motos 
    1º Daniel Sanders (KTM 450 Rally), com 2h.33,56 
    2º Adrien Van Beveren (Honda CRF 450 Rally), a 50 s 
    3º Tosha Schareina (Honda CRF 450 Rally), a 1m.19 
    4º Ross Branch (Hero 450 Rally), a 2m.33  
    5º Luciano Benavies (KTM 450 Rally), a 4m.01 
    12º Bruno Santos (Husqvarna FR450 Rally), a 10m.06 (1º português) 

  • Alexandre Pinto e Bernardo Oliveira no Rally Raid Portugal com título mundial na “mira”

    Alexandre Pinto e Bernardo Oliveira no Rally Raid Portugal com título mundial na “mira”

    Alexandre Pinto e Bernardo Oliveira, líderes do Mundial na Categoria SSV, vão disputar de 22 a 28 de setembro o bp Ultimate Rally Raid Portugal, quarta e penúltima jornada do World Rally Raid Championship, a única etapa do W2RC realizada na Europa, estando a dupla do Old Friends Rally Team cada vez mais perto do objetivo de se sagrar campeã do mundo na sua categoria. 

    Agora, aos comandos de um potente e muito fiável Polaris RZR Pro, máquina que estreou com grande sucesso na Baja España Aragón, Alexandre Pinto vai enfrentar mais um desafio, numa corrida disputada em pistas bem conhecidas e onde se apresenta com uma vantagem de 19 pontos para o seu mais direto adversário.  

    “Vamos estar na luta pelos lugares cimeiros, mas o objetivo é defender a liderança do Mundial. Vamos abordar a corrida de uma forma consciente a pensar no Campeonato do Mundo. É este o nosso foco e serão os pilotos que estão a disputar o W2RC, os adversários relevantes para nós. Estamos com o novo carro. Já fizemos vários testes. A prova de Aragón também serviu para sentir o pulso ao Polaris e para verificar o que seria necessário ajustar, o que já foi feito. A equipa está preparada. Nós e o carro também e eu acho que vai ser uma boa corrida”, refere Alexandre Pinto jovem piloto de apenas 26 anos e que assumiu a liderança do W2RC na classificação SSV, depois da brilhante vitória alcançada no Dakar Rally em janeiro. 

    O bp Ultimate Rally Raid Portugal, etapa do W2RC disputada em território europeu, organizada pelo Automóvel Clube de Portugal decorre ao longo de seis dias, percorrendo cerca de 2300 km dos quais 1400km disputados ao cronómetro. Serão cinco etapas antecedidas por um prólogo, disputadas no Alentejo, Ribatejo e Estremadura espanhola. Uma competição que parte de Grândola passa por Badajoz e termina na Doca de Pedrouços, em Belém.

  • João Ferreira: “estamos numa boa fase, com dois triunfos importantes e que nos deixam a motivação em alta”

    João Ferreira: “estamos numa boa fase, com dois triunfos importantes e que nos deixam a motivação em alta”

    Depois das demonstrações de consistência e competitividade na Baja Aragon e Baja Reguengos de Monsaraz, onde bateu os principais pilotos do Mundo, o piloto de Leiria mostra-se bastante confiante para o próximo desafio, mas também ciente das dificuldades que vai encontrar pelo caminho.

    “É verdade que estamos numa boa fase, com dois triunfos importantes e que nos deixam a motivação em alta. Batemos alguns dos maiores e melhores adversários que vamos encontrar no Rally Raid, mas quando a prova conta para o W2RC todos nós puxamos um bocadinho mais pelas nossas capacidades e, por isso, temos de esperar dos mesmos adversários uma réplica mais assertiva. Estas provas de cinco dias gerem-se de forma ligeiramente diferente das Bajas tradicionais e todos esses pontos vão ser fundamentais para atingirmos o nosso objetivo que é vencer o Rally Raid. Não nos escondemos da luta, até porque depois do segundo lugar alcançado em 2024 não o podíamos fazer de outra forma. Vamos lutar, trabalhar e acreditar para que seja possível”, destacou.

    O Rally Raid Portugal, prova organizada pelo Automóvel Club de Portugal, percorrerá as melhores pistas do centro sul do país, entre os dias 23 e 28 de Setembro. Com uma incursão em solo espanhol a prova promete ser decisiva nas contas do Campeonato do Mundo de Rally Raid. O primeiro Bivouac está já a ser instalado em Grândola e por lá ficará até ao próximo dia 24 de Setembro, momento que a base da prova se muda para Badajoz por dois dias. No dia 27 e 28 de Setembro, sábado e domingo, a Doca de Pedrouços e o Padrão dos Descobrimentos serão palco, respetivamente, da derradeira zona de assistência e do pódio final.

  • Maria Luís Gameiro preparou o Dakar em Portugal

    Maria Luís Gameiro preparou o Dakar em Portugal

    A piloto portuguesa Maria Luís Gameiro continua a acelerar no seu caminho rumo ao Rali Dakar 2026, tendo realizado um exigente teste de três dias ao volante do Mini JCW T1+ com a equipa X-Raid, na pista do X-Race, nos arredores do Cercal, no Alentejo.

    Acompanhada por Rosa Romero, Maria Luís regressou aos comandos do Mini, que não guiava há já vários meses, também consolidar a sintonia com sua a navegadora espanhola que agora a acompanha e consigo rumará à Arábia Saudita para o Dakar 2026. A verdade é que esta dupla tem demonstrado grande consistência e, quer em competição quer fora dela, a evolução e o entrosamento entre piloto e navegadora é notoriamente mais forte.

    Este teste em Portugal contou ainda com a presença de Sven Quandt, responsável máximo da X-Raid, cuja orientação e experiência representam um fator estratégico fundamental na preparação da piloto para enfrentar o mais duro rali do mundo. Paralelamente, a X-Raid e os seus técnicos, encarregues da preparação e assistência do Mini JCW T1+, fornecem um “apport” fundamental nesta evolução que a piloto quer consistente no sentido de encontrar a melhor forma para abordar o Dakar 2026.

    Com uma trajetória marcada pela evolução constante em provas nacionais de todo-o-terreno e participações internacionais que reforçaram a sua competitividade, Maria Luís encara o Dakar 2026 com um objetivo claro: “terminar a prova e afirmar Portugal no pelotão feminino desta grande maratona off-road. Paralelamente, quero fazer o melhor resultado possível, com um carro bem diferente do que usei no ano passado, mas que, não restam dúvidas, me permite sonhar com outros voos…”

    Até lá, o calendário da piloto integra desafios de elevado nível competitivo, nomeadamente a Baja de Marrocos e a Baja do Dubai, provas que servirão de ensaio para testar resistência, navegação e estratégia em terrenos semelhantes aos que a equipa vai encontrar no Dakar.

    “Este teste foi mais um passo fundamental na nossa preparação. A confiança no carro, a sintonia com a Rosa e o apoio da X-Raid dão-nos uma motivação extra para encarar os desafios que temos pela frente. Foram três dias intensos, mas cujos resultados foram, a meu ver, extremamente positivos. Estou muito contente. Acho que evolui bastante e estou mais preparada e com um melhor conhecimento do que posso fazer com este carro.” referiu Maria Luís Gameiro no final da sessão de testes.