Pela primeira vez, prova de todo-o-terreno organizada pelo CAMI Motorsport tem carros e motos a competir no fim de semana. Centro nevrálgico em Valpaços, passagem pelos concelhos de Macedo de Cavaleiros, Murça e Vimioso. Apresentação da Baja TT Norte de Portugal este sábado, dia 12, às 14h30, no Multiusos de Valpaços, integrada em mais uma edição da Feira do Folar.
Dias 25, 26 e 27 de abril, todos os caminhos vão dar aos concelhos de Macedo de Cavaleiros, Murça, Valpaços e Vimioso para mais uma edição da Baja TT Norte de Portugal, prova organizada pelo CAMI Motorsport, a única do calendário a disputar-se a Norte. Este ano com muitas novidades e pontos de interesse para pilotos e público em geral, desde logo, com competição para carros e motos. Com o centro nevrálgico instalado, de novo, na bela cidade de Valpaços, a prova vai passar também por Macedo de Cavaleiros, Murça e, pela primeira vez, por terras de Vimioso.
Para os carros, três setores seletivos, com o último dia (27) de pura navegação, bem do agrado dos pilotos do Campeonato Portugal de Todo-o-Terreno AM 48, integrado no calendário da Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting (FPAK). Pelas belas terras transmontanas vão passar também motos, quads e SSV. Um dia único (26), com passagens pelos concelhos de Macedo de Cavaleiros, Valpaços e Vimioso, numa etapa integrada na Taça de Portugal de Todo-o-Terreno da Federação de Motociclismo de Portugal (FMP), com dois setores seletivos, num total de 250 km.
As inscrições para pilotos de carros e motos continuam abertas. Para os pilotos de motos, quads e SSV há o aliciante de, ao inscrever-se na Baja TT Norte de Portugal, terem 50% de desconto da inscrição para o Transnorte Rally Raid.
Apresentação oficial na Feira do Folar de Valpaços
A apresentação da edição 2025 da Baja TT Norte de Portugal será feita este sábado, dia 12, pelas 14h30, no Multiusos de Valpaços, onde decorrerá a tradicional Feira do Folar e onde são esperados milhares de pessoas.
Os quatro municípios dão todo o seu apoio à prova e, conjuntamente com o CAMI Motorsport, tudo estão a fazer para que a edição 2025 da Baja TT Norte de Portugal fique na história do todo-o-terreno. Para além da competição e espetacularidade da prova vão ser criadas zonas de espetáculo, para total segurança do público presente.
Como habitualmente está a ser preparado um Guia da Baja TT Norte de Portugal (com horários, zonas de espetáculo, etc), a ser publicado na página oficial do CAMI Motorsport (www.cami.pt) e nas suas redes sociais.
Maria Luís Gameiro esteve imparável na etapa 3 do Morocco Desert Challenge. A piloto do Team Motivo JCB brilhou e fez o segundo tempo nos automóveis, terceiro melhor tempo à geral, resultado histórico para uma mulher naquelas paragens. Uma tremenda exibição que coloca a piloto lusa no nono lugar da geral, subindo nove lugares desde a etapa de ontem.
Foi uma etapa intensa, mas que correu na perfeição a Maria Luís Gameiro e a sua navegadora, Rosa Romero. A dupla do Mini T1+ com as cores da Motivo JCB apresentou um ritmo fortíssimo, na etapa 3, que ligava La’ayoune a Boujdour. 264 quilómetros contra o relógio onde apenas um carro foi mais rápido que Maria Luís.
De recordar que a preparação para esta prova não foi a melhor e que os índices físicos da piloto não eram os ideais no arranque desta semana. Mas os primeiros quilómetros mostraram que havia potencial para fazer coisas boas. O 14º tempo do prólogo foi um bom presságio e o 18º da etapa de ontem, a mais longa até agora, foi um sinal que a dupla 100% feminina da Team Motivo JCB estava preparada para fazer bons resultados. O segundo lugar conquistado hoje é a confirmação do excelente trabalho desenvolvido. Em mais uma etapa que misturou secções mais técnicas, com zonas rápidas, sempre com muito foco na navegação, Maria Luís fez um trabalho estupendo, rubricando o segundo tempo, apesar de uma penalização de um minuto.
Maria Luís não podia estar mais satisfeita com o resultado obtido: “Que dia fantástico! Este segundo lugar é muito saboroso. Foi um dia também recheado de desafios, mas consegui ser sempre rápida e a Rosa fez um trabalho maravilhoso, com uma navegação de grande nível, que nos permitiu concluir esta etapa com o segundo tempo! Com este resultado, subimos ao nono lugar da geral dos carros e o top 3 não está assim tão longe. Hoje é dia de sorrir e festejar este excelente resultado. Não podemos é exagerar, pois ainda falta muito rali, temos muito a percorrer e amanhã temos a etapa mais longa desta prova. Vamos usar este resultado como combustível para amanhã, sabendo que nos esperam muitas dificuldades. Mas mostramos que estamos prontas para o desafio.”
A etapa 4 que liga Boujdour a Smara é uma especial desafiante de 526 km no profundo Saara marroquino. O percurso passa por um vasto desfiladeiro, com cerca de 40 km de terreno complicado, perto de perigosas chotts cheias de lama e areia movediça. É uma etapa rápida que favorece os carros T1 e T1+, mas a navegação difícil e as secções de areia mole tornam a gestão do combustível crítica e as perdas de tempo prováveis.
Maria Luís Gameiro iniciou da melhor forma a sua participação no Morocco Desert Challenge. Na primeira especial da prova, a piloto lusa e a sua navegadora Rosa Romero conseguiram um excelente 14º com um registo apreciável para o começo de prova, até tendo em conta que a piloto de Cascais não guiava o Mini em competição há sensivelmente nove meses.
A dupla do Mini T1 + da Team Motivo JCB conseguiu um lugar de destaque no prólogo da prova. Com 85 km, a especial permitiu uma primeira amostra leve, começando ao longo da costa com dunas e troços costeiros, depois passando para secções arenosas e navegação desafiadora.
Maria Luís Gameiro, que viu a sua participação comprometida devido a uma intervenção cirúrgica e, como tal, começou com algumas cautelas. O 14.º tempo é um bom presságio para as restantes sete especiais, pois sem arriscar, conseguiu um lugar a meio da tabela. À medida que for ganhando ritmo e se entrosar com a sua nova navegadora, Rosa Romero, espera-se que Maria Luís suba o ritmo e conseguia ainda melhores resultados:
“Foi apenas o prólogo desta Morocco Desert Challenge. Apenas 85 km contra o relógio e, como tal, sem necessidade de arriscar. Aliás, assumimos de iníco uma toada defensiva. Sem correr riscos. Apesar de serem os primeiros quilómetros, já enfrentamos alguns desafios, especialmente na navegação, numa amostra do quão dura pode ser esta prova. Para já, está tudo dentro do planeado. Estou muito entusiasmada por estar de regresso ao meu Mini T1 + e com esta nova parceria com a Rosa. Sabemos que ainda precisamos de algum tempo para a adaptação ser completa, mas o primeiro feeling não podia ser melhor. Amanhã teremos uma etapa bem mais dura e longa, mas estamos prontas para o desafio.”
Amanhã, começa a prova a sério, com a segunda etapa a ir de Plage Blanche a La’ayoune, uma especial com 354 km de distância. Uma etapa longa e diversificada, composta por três secções especiais, numa mistura de desafio de navegação em terra, com troços mais arenosos e uma secção final rápida, para terminar a etapa.
Nuno Matos e Ricardo Claro participaram, nos dias 22 e 23, na Baja Escuderia, a prova do Campeonato de Portugal de Todo-o-Terreno (CPTT) que marcou o regresso da Baja a Castelo Branco.
Depois de um primeiro dia de superação, com um percurso muito exigente e com um furo a condicionar a prestação da equipa, a dupla portalegrense arrancou para o último setor seletivo com o objetivo de assegurar um lugar no top 10 da classificação. Tudo apontava para uma boa recuperação quando uma avaria numa homocinética forçou Nuno Matos a abandonar a prova.
“O primeiro dia foi muito difícil. Para além da exigência do percurso, o furo e um problema no macaco fez com que perdêssemos demasiado tempo e isso condicionou a nossa prestação, mas sabíamos que podíamos recuperar e os 55 quilómetros que fizemos no segundo dia mostraram que estávamos certos. Diverti-me imenso, consegui imprimir um ritmo muito bom – os tempos mostram isso mesmo – mas infelizmente não foi possível terminar”, relata o piloto.
Apesar do desfecho, Nuno Matos mostra-se otimista em relação ao futuro e destaca a evolução do projeto.
“Sinto-me triste por não ter terminado, principalmente porque íamos realmente muito bem, já dentro do top 10, e a verdade é que, tal como aconteceu em Beja, estamos a conseguir andar com consistência nos 10 primeiros. Há ainda um caminho a percorrer, mas as boas sensações que o Amarok Proto nos tem dado fazem-nos acreditar que estamos no rumo certo”, salienta, destacando o trabalho de Ricardo Claro e de toda a equipa, e agradecendo a todos os parceiros e patrocinadores do projeto.
O próximo desafio do CPTT é já de 25 a 27 de abril, na Baja TT Norte de Portugal.
Sérgio Vaz foi o grande vencedor da segunda etapa do Troféu Polaris RZR que se disputou na Baja TT Escuderia Castelo Branco.
O piloto que se faz acompanhar por Fábio Pires não entrou da melhor forma na competição que cruzou pistas dos concelhos de Vila Velha de Rodão, Proença-a-Nova e Oleiros, mas conseguiu impor-se no derradeiro setor seletivo, e o seu excelente desempenho permitiu-lhe conquistar a tão ambicionada vitória.
“Foi um fim de semana muito duro. No sábado tivemos alguns problemas relacionados com a visibilidade, o percurso muito difícil. No domingo, conseguimos atacar desde o primeiro quilómetro. Correu tudo bem, sem percalços. O carro esteve impecável. Tenho de agradecer ao meu navegador e à equipa o grande contributo para este resultado. Na próxima prova já deveremos encontrar melhor tempo. Eu gosto de piso molhado, mas não tão molhado como o que encontrámos aqui, de modo a não condicionar a nossa visibilidade”, revelou Sérgio Vaz sobre a sua prestação na prova organizada pela Escuderia Bastelo Branco onde os pilotos enfrentaram cerca de 335 km cronometrados disputados sob condições meteorológicas adversas.
Sérgio Vaz prossegue com as competições a 12 e 13 de abril quando, em Góis e Arganil, Paraíso do Todo-o-Terreno, se disputar o 32º Raid TT José Alvoeiro.
O temporal que se tem sentido em Portugal não impede a caravana dos campeonatos nacionais de TT de darem um tremendo espectáculo na Baja TT Escuderia Castelo Branco. O vento, a muita chuva e as baixas temperaturas criaram condições exigentes para todos os concorrentes com João Dias, entre os automóveis, a ser o mais forte.
Neste particular, o piloto navegado por Rui Pita e ao volante de um Polaris RZR Pro R, foi quem melhor se deu nos pisos escorregadios das serras beirãs e terminou o dia de competição com 4m17,9 segundos de vantagem sobre a dupla segunda classificada, João Ferreira/Filipe Palmeiro, em Mini JCW Rally 3.0d. O pódio fica completo com o Can Am Maverick X3 de Hélder Oliveira/Carlos Jorge Mendes, que cedeu 4m55,0s para os líderes da prova.
O dia começou com as equipas a discutirem o prólogo. Neste exercício contra o relógio, Tiago Reis e Paulo Fiuza (Taurus T3 Max) foram os mais fortes e deixaram Miguel Barbosa e Hugo Magalhães, também em Taurus, no segundo lugar. As duas formações ficaram separadas por meio segundo, apenas. Por sua vez, João Dias fez terceiro, a 4,2 segundos dos comandantes da prova.
Contudo, no primeiro sector selectivo, Tiago Reis teve de parar ao fim de 21 quilómetros com um princípio de incêndio no seu carro. Miguel Barbosa também não foi feliz e, apesar de ter terminado o sector, cedeu mais de 20 minutos. Assim, João Dias associou a regularidade à rapidez já evidenciada para ascender ao comando da prova.
“O primeiro dia correu super bem. Conseguimos imprimir um bom ritmo. Há que dar os parabéns à minha equipa que me prepararam um carro quase perfeito para as condições, com muita chuva e o terreno muito enlameado. Conseguimos, felizmente, superar as dificuldades e quero agradecer ao meu navegador, o Rui Pita, porque fizemos quase 80 quilómetros sem comunicações e ele conseguia dar-me as indicações por gestos”, explicou João Dias.
Entre as diversas categorias, destaque para Johannes Senders, que lidera entre os T8, e Eduardo Rodrigues que é o melhor dos T2.
Gustavo Gaudêncio voltou a ser o mais rápido nas motos
Entre as duas rodas, Gustavo Gaudêncio mostrou que a vitória no prólogo não foi uma excepção na Baja TT Escuderia Castelo Branco. O piloto da Honda voltou a impor a sua velocidade no primeiro sector selectivo, que se realizou no dia de hoje, e consolidou a liderança que é, agora, de 5m04,8s para o segundo classificado, Martim Ventura (Husqvarna).
“O dia de hoje correu muito acima das expectativas, na verdade. Já venci aqui em 2008. Foi há bastante tempo. Sempre me dei bem com estes caminhos. Hoje, o percurso era muito sinuoso. Apanhámos uma tempestade terrível. Choveu de início ao fim. O percurso era técnico e houve marcações que voaram com o vento. Isso levava a indecisões, às vezes, nos cruzamentos para encontrar o caminho certo. Senti-me bastante confiante a andar nestas pistas. Eu ia com essa noção, de que ia a andar bastante rápido. Espero aguentar-me no sector de amanhã. São 160 quilómetros. Vou tentar que o pássaro não me fuja da mão”, explicou Gustavo Gaudêncio.
Micael Simão coloca a sua Gas Gas no terceiro posto da classificação geral, enquanto Gonçalo Amaral e João Duarte, quarto e quinto respectivamente, fazem com que a Honda seja a marca mais representada entre os cinco primeiros.
Alves não abrandou por causa do frio e foi o melhor nos quads
À semelhança de Gustavo Gaudêncio, Rodrigo Alves também repetiu o triunfo em SS1 depois de ter sido o mais forte no prólogo da véspera. O piloto do Yamaha YFZ 450R sentiu dificuldades provocadas pelo frio que se fez sentir ao longo do dia na Beira Baixa, mas, mesmo assim, cavou uma diferença ainda maior para os seus rivais.
“A etapa foi complicada. Passámos muito mal. Estava imenso frio. Choveu bastante durante o dia. Chegámos, inclusive, a apanhar neve lá em cima na zona da serra. Conseguimos, no entanto, ganhar uma vantagem para o segundo classificado. Amanhã vamos tentar gerir a corrida. Claro que vamos estar sempre atentos”, disse o primeiro classificado.
Filipe Martins, que tinha não tinha ido além do sexto lugar no dia anterior, estabeleceu o segundo melhor tempo no sector e subiu a igual lugar da classificação após mais um dia de prova. Está a 4m25,4s do líder. Tomás Paulo caiu, por sua vez, para o terceiro posto. Porém, continua com o segundo posto na mira, pois tem uma desvantagem inferior a 30 segundos para o adversário mais directo. Fábio Ferreiro, quarto classificado, e Martim Pedroso, no quinto lugar, parecem já estar fora da luta pelo pódio. Um está a mais de 12 minutos do primeiro, enquanto outro já perdeu quase 18 minutos para o líder.
Mudança de líder nos SSV
A corrida reservada aos SSV foi a única que assistiu a uma mudança no primeiro classificado em relação ao primeiro dia de prova. Se Ricardo Lourenço e Manuel Santos, em Can Am Maverick começaram o dia na frente da classificação, após o primeiro sector selectivo é Miguel Plácido/Ricardo Gomes (Can Am) quem está na frente. Porém, a emoção e a incerteza em relação ao vencedor vai manter-se até final porque a dupla que lidera tem apenas 23,3 segundos de vantagem sobre Sérgio Baptista (Can Am) que ocupa a segunda posição.
“Tivemos um dia que não começou da melhor maneira. Um problema técnico fez-me ficar sem tracção nos primeiros 30 quilómetros. Depois disso, voltámos a ter tracção. A partir daí, foi espectacular. Foi uma luta contra a pista. Foi uma luta contra o tempo. As condições foram extremas, com chuva, com piso enlameado muito difícil. Mas estas pistas são incríveis, no meio da serra, com zonas muito técnicas, outras muito rápidas. A sensação no carro foi brutal. Estreei umas suspensões e a BitRacing prepara-me o carro sempre ao mais alto nível. O troço estava muito bem marcado, contámos sempre com imenso apoio das pessoas e agora esperemos que não chova muito nesta noite e que o dia de amanhã esteja mais limpo e quero terminar a corrida bem”, explicou Miguel Plácido.
O Campeonato Portugal de Todo-o-Terreno | AM 48 regressa este fim-de-semana com a realização da Baja TT Escuderia Castelo Branco.
Depois do domínio da primeira ronda, o Campeão Nacional de Todo-o-Terreno, João Ferreira, vai travar nova batalha com os mais diretos adversários. João Ramos, em Toyota, promete atacar em Castelo Branco e Tiago Reis, em Taurus, vai procurar uma oportunidade de levar o T3 à vitória à Geral. Destaque também para Alejandro Martins (MINI JCW T1+) que regressa ao CPTT depois da ausência na primeira ronda. A luta promete ser intensa e animar o fim-de-semana desportivo na capital da Beira Baixa.
Se para a Geral os dados estão lançados, as categorias T1, T2, T3, T4, T8 também não deixam créditos por mãos alheias com vários nomes a surgirem na luta pelos triunfos, com destaque para Jorge Cardoso (T1), Eduardo Rodrigues (T2), Tiago Reis (T3), Gonçalo Guerreiro (T4) e João Oliveira (T8) que, depois dos triunfos na Baja TT Montes Alentejanos, vão tentar conservar a liderança das respetivas categorias. Já em T9, e com a ausência do líder Miguel Teodoro, Sérgio Mourato aparece como único inscrito e pode ser o novo líder da classificação após Castelo Branco. Com uma lista de participantes bem recheada e com 49 inscritos, a Escuderia de Castelo Branco preparou uma prova diferenciada que contará com o centro nevrálgico no centro da cidade.
A segunda prova do campeonato irá atravessar os concelhos de Castelo Branco, Vila Velha de Ródão, Proença-a-Nova e Oleiros. No sábado (22 de março), disputa-se o Prólogo de 9,27 quilómetros que abre a competição, pelas 10h05, ao qual se segue o primeiro de dois Setor Seletivos, a partir das 13h35, com 169 quilómetros de extensão. No domingo, realiza-se o segundo Setor Seletivo com 176 quilómetros, com início às 10h35. A prova terá um total de 354,27 quilómetros cronometrados.
Superados os problemas que afetaram o seu Can-Am Maverick nas duas primeiras etapas, a dupla Alexandre Pinto/Bernardo Oliveira regressou com naturalidade à luta pela vitória entre os SSV no Abu Dhabi Desert Challenge, posição que mantiveram até a terceira etapa ter sido interrompida devido ao agravamento das condições meteorológicas.
A etapa, que deveria ter 237 km cronometrados entre Mezeer’ Ah e o bivouac situado em Al Qua’a, foi encurtada para os pilotos da Competição FIA por questões de segurança. A decisão tomada pela organização teve em conta os ventos fortes que se fizeram sentir em pista e que complicavam os sistemas de segurança nomeadamente a atuação dos helicópteros.
Na altura da interrupção, desta que era a primeira parte da etapa maratona, o Can-Am inscrito pela Old Friends Rally Team com o nº 401 já era o segundo em pista, apesar de ter partido de uma posição bastante atrasada. Tinha uma diferença de apenas 43s para o piloto que abria a pista e a dupla lusa seguia destacadamente na frente entre os pilotos SSV que pontuam para o W2RC (Campeonato do Mundo de Rally Raid).
“Finalmente uma etapa com o carro a cem por cento. Quero agradecer a toda a equipa o trabalho efetuado no nosso Can-Am e por terem conseguido colocá-lo em condições para o dia de hoje. Fizemos uma etapa limpa, de início ao fim. Conseguimos imprimir um bom ritmo. Sei que estávamos muito bem posicionados no km 151, quando a organização deu por terminada a etapa para nós devido aos ventos fortes que se faziam sentir. Se tudo correr como estamos a prever seremos os vencedores da etapa de hoje entre os inscritos no Campeonato do Mundo, o que seria muito bom já que nos permitiria acumular importantes pontos para o Campeonato. Vamos ver como ficam as classificações. Hoje, a noite será passada no deserto”, salientou Alexandre Pinto.
Amanhã disputa-se a quarta especial do Abu Dhabi Desert Challenge que vai contar com 300 quilómetros cronometrados percorridos entre o acampamento onde as equipas vão pernoitar e Mezeer’Ah.
Alexandre Pinto e Bernardo Oliveira iniciaram hoje, aos comandos de um Can-Am Maverick XRS Turbo RR, a sua participação no Abu Dhabi Desert Challenge segunda etapa do Campeonato do Mundo de Rally Raid que a dupla do Old Friends Rally Team lidera na Categoria SSV.
Os jovens pilotos não foram felizes no prólogo hoje disputado nos Emirados Árabes Unidos, mas o tempo que a equipa perdeu não é significativo e a dupla continua focada em lutar pela vitória.
“Iniciámos esta manhã a nossa participação no Abu Dhabi Desert Challenge. Um prólogo com muita pedra que não correu da melhor forma para nós. Não consegui evitar dar um toque numa dessas pedras e furei um pneu. São situações de corrida e por vezes acontecem. Amanhã começa a verdadeira corrida já com uma etapa grande, uma etapa de areia e dunas. Na sequência do furo no prólogo vamos partir um pouco mais atrás, mas penso que não vai influenciar nada. Está tudo preparado estamos muito motivados, o Old Friends Rally Team preparou impecavelmente como é habitual o nosso carro e vamos a isto”, refere Alexandre Pinto que com Bernardo Oliveira lidera o Campeonato do Mundo na Categoria SSV e que por isso ostenta o nº 401 na sua máquina.
Reunindo muitos dos melhores pilotos mundiais da modalidade a edição de 2025 do Abu Dhabi Desert Challenge avança amanhã para a primeira etapa com 243km cronometrados percorridos entre Al Ain e Mezaira’a, no coração do oásis de Liwa. Uma etapa que promete testar os concorrentes desde o início e pode revelar-se a jornada mais difícil à medida que a corrida se aproxima do misterioso e implacável Rub’ Al Khali, o maior deserto de areia do mundo.
Tiago Reis/Paulo Fiúza em Taurus, Gonçalo Guerreiro/Pablo Huete em Polaris, Jorge Cardoso/André Barras em Ford venceram categorias T3, T4 e T1.
João Ferreira/Filipe Palmeiro em Mini T1+ foram os grandes vencedores da ESC Online Baja Montes Alentejanos 2025, jornada que marcou o arranque do Campeonato de Portugal de Todo-o-Terreno disputado sob a égide da FPAK. Uma competição que teve ainda Tiago Reis/Paulo Fiúza em Taurus a conquistarem a vitória na Categoria T3, enquanto a dupla Gonçalo Guerreiro/Pablo Huete em Polaris venceu a Categoria T4 e o par Jorge Cardoso/André Barras em Ford triunfou na Categoria T1.
No derradeiro setor seletivo de 167,44 quilómetros disputados ao cronómetro, a dupla campeã nacional João Ferreira/Filipe Palmeiro em Mini, voltaram a ser os mais rápidos. Gastaram 3h56m23s, ou seja, retiraram quase cinco minutos ao tempo efetuado na véspera no mesmo percurso técnico, rápido, mas ainda com muitas zonas molhadas e outras enlameadas, tendo terminado esta PEC2 com uma vantagem de 3m14s para Tiago Reis. Seria, todavia, a dupla João Ramos/Jorge Carvalho em Toyota Hilux T1+ a terminar a corrida na 2ª posição absoluta.
A luta pelo 3º lugar absoluto e pela liderança entre os T3 que opôs os ex-campeões nacionais Tiago Reis e Miguel Barbosa navegados respetivamente por Paulo Fiúza e Hugo Magalhães, foi uma vez mais favorável ao primeiro.
Dois Polaris pilotados, respetivamente, por Gonçalo Guerreiro e João Dias, navegados pelo espanhol Pablo Huete e por Rui Pita mantiveram um duelo titânico, sendo 1º e 2º da Categoria T4. Terminaram separados por 11s na PEC 2 e por 33s na classificação geral onde, entre ambos, se colocou a Toyota Hilux T1+ de Francisco Barreto/Carlos Silva que terminou a 11s de Gonçalo Guerreiro.
O Top 10 absoluto completou-se com dois Can-Am T3 e uma Ford Ranger T1. Edgar Reis e Fábio Ribeiro, em Taurus, foram oitavos, a frente da dupla Pedro e Vitor Santinho Mendes em Can-Am. Jorge Cardoso navegado por André Barras venceu a categoria T1.
João Paulo Oliveira e Vitor Cação em Nissan triunfaram entre os T8, Eduardo Rodrigues navegado por António Nunes em Toyota impuseram-se entre os T2, enquanto Miguel Teodoro/Vitor Rosado em Nissan, se superiorizaram entre os T9.