Categoria: Todo Terreno

  • Ricardo Porém chegou ao 3.º Bivouac na etapa 48 horas

    Ricardo Porém chegou ao 3.º Bivouac na etapa 48 horas

    Ricardo Porém e Nuno Sousa (MMP Competition) ocupa, provisoriamente o 14.º lugar da etapa e 10.º da Geral Virtual tendo hoje pernoitado no terceiro de sete acampamentos preparados pela organização.

    Aos jornalistas no local, Ricardo Porém afirmou de forma breve que “Tivemos alguns problemas na etapa de hoje. O Carro está sem marcha-atrás e tivemos algumas dificuldades ao passar as dunas por aquecimento do carro. Problemas que nos atrasaram um pouco mas que fazem parte do Dakar e que vamos compensar rapidamente.”

    paragens noturnas estão estrategicamente posicionadas para proporcionar um breve descanso, mas sem assistência de pessoal externo e equipas de assistência. Os participantes devem confiar exclusivamente na sua própria preparação e conhecimentos. Até mesmo a colaboração entre colegas de equipa está limitada àqueles que partilham o mesmo acampamento.

    Os pilotos transportam os seus próprios sacos-cama, colchões e tendas, enquanto os organizadores do evento garantem rações básicas como água e alimentação. A corrida será retomada amanhã de manhã, com as equipas a regressarem a Bisha, onde aguardam as suas equipas e todas as infraestruturas de apoio.

  • Dakar: João Ferreira chegou ao 5.º Bivouac na etapa 48 horas

    Dakar: João Ferreira chegou ao 5.º Bivouac na etapa 48 horas

    A primeira semana do Rali Dakar 2025 já provou ser um teste formidável para os participantes, com a desafiante etapa Chrono de 48h a ocupar o centro das atenções já na segunda etapa. Num total de mais de 960 quilómetros, a rota exige uma resistência e habilidade excecionais ao navegar por diversos tipos de piso.

    Às 17h00, hora local, os pilotos foram obrigados a dirigir-se para um dos seis acampamentos designados ao longo do percurso. Estas paragens noturnas estão estrategicamente posicionadas para proporcionar um breve descanso, mas sem assistência de pessoal externo e equipas de assistência. Os participantes devem confiar exclusivamente na sua própria preparação e conhecimentos. Até mesmo a colaboração entre colegas de equipa está limitada àqueles que partilham o mesmo acampamento.

    Os pilotos transportam os seus próprios sacos-cama, colchões e tendas, enquanto os organizadores do evento garantem rações básicas como água e alimentação. A corrida será retomada amanhã de manhã, com as equipas a regressarem a Bisha, onde aguardam as suas equipas e todas as infraestruturas de apoio.

    João Ferreira e Filipe Palmeiro (MINI JCW Rally 3.0d) estão no quinto acampamento (km626), junto com os principais candidatos e as outras duas principais equipas da  MINI, compostas por Guerlain Chicherit / Alex Winocq e Guillaume de Mévius / Mathieu Baumel (ambos no MINI JCW Rally 3.0i). João Ferreira ocupa provisoriamente o 18.º lugar da etapa e 13.º da Geral Virtual.

    Aos jornalistas no local, João Ferreira afirmou de forma breve que “Estamos felizes por estar aqui sem problemas de maior. Completamos até agora 626km e vamos preparar tudo para amanhã terminar esta etapa”.

  • Dakar: António Maio ficou com a Yamaha presa nas rochas

    Dakar: António Maio ficou com a Yamaha presa nas rochas

    Piloto luso perdeu 15 minutos na 1ª etapa do Dakar Rally 2025.

    O prólogo que ontem definiu a ordem de partida para a primeira etapa colocou António Maio, piloto inscrito pelo Franco Sport Yamaha Racing Team a ser o terceiro a ir para a pista na etapa inicial do Dakar Rally 2025. Aos comandos da sua Yamaha WR450 Rally esta primeira etapa ficou marcada para o piloto português por um percalço que lhe fez perder cerca de 15 minutos.

    “Foi uma etapa onde tudo aconteceu. Começou bem. Fui o terceiro a arrancar. Entendi-me bem com a navegação até ao km 300. Houve um ou outro erro que fez com que perdesse tempo, mas era natural. Durante muito tempo tinha apenas uma marca no chão, mas fiquei bastante contente com o ritmo. Depois do reabastecimento, ao km 300 fiquei preso numa ravina, com a moto encaixada entre duas pedras numa zona trialeira. Acabei por perder imenso tempo. Tive ali quase 15 minutos. Depois houve um piloto, o Nosiglia, que me ajudou a tirar a moto porque sozinho não conseguiria. Tenter depois disso entrar num bom ritmo, mas já estava no meio de outros pilotos e havia pó. Foi pena este percalço que me fez perder bastante tempo, mas estou contente por ter chegado ao fim. Também está tudo bem com a moto apesar de algumas mazelas devido à situação em que fiquei entalado nas rochas, mas tirando isso está tudo bem e vamos agora preparar a etapa das 48 horas””, salientou no regresso ao bivouac António Maio.

    Nos próximos dois dias disputa-se a etapa crono de 48 horas introduzida pela primeira vez na edição de 2024. Quando forem cinco horas da tarde os participantes terão de parar na próxima das seis áreas de descanso que se encontram no percurso da especial. Os pilotos ficarão isolados do mundo acampando sob o céu estrelado depois de partilhar um jantar com os adversários. Na manhã seguinte, as ordens dos participantes serão dadas ao amanhecer em cada área de descanso, mas a segunda parte da etapa crono de 48 horas acontecerá em terreno mais variado no Norte de Bisha. Embora as dunas não sejam tão assustadoras, a dificuldade permanecerá praticamente inalterada. A maioria dos participantes enfrentará cerca de cem quilómetros de dunas todos os dias.

  • Santag Racing em estreia no Dakar com João Dias e Gonçalo Reis

    Santag Racing em estreia no Dakar com João Dias e Gonçalo Reis

    A 47.ª edição do Rali Dakar de todo-o-terreno, que se realiza na Arábia Saudita, a partir desta sexta-feira, 03 de janeiro e até dia 17 de janeiro, vai contar com a estreia do piloto português João Dias, que terá como navegador Gonçalo Reis, que estão na prova com um carro da categoria SSV T4, preparado pela Santag Racing, que faz também a estreia como equipa naquela que é considerada a “prova Rainha” do Todo-o-Terreno.

    “É para nós uma enorme satisfação estar aqui e trazer o João Dias e o Gonçalo Reis para esta edição do Dakar”, aponta David Vieira, manager da Santag Racing, que realça o facto de esta estreia ser “mais um passo” naquilo que tem sido o projeto de crescimento que a Santag Racing tem feito enquanto estrutura de apoio a pilotos no Todo-o-Terreno.

    João Dias, que recorde-se é campeão nacional e europeu T3 com as cores da Santag Racing, esteve no Dakar em 2023 mas no camião de assistência mecânica da X-Raid. “Dizem que quem vem, ou se apaixona e volta, ou odeia e nunca mais quer ouvir falar. Estou de volta, porque este é um sonho por realizar” diz João Dias, que terá companhia de Gonçalo Reis, navegador que já tem experiência na prova e que acompanhou o piloto nas últimas corridas, na Jordânia e no Dubai, já em preparação para esta longa aventura.

    Questionado sobre o enorme desafio que tem pela frente, João Dias não hesita: “O Dakar é a prova rainha, é chegar ao topo. Queremos terminar e só pensamos em chegar ao fim de cada etapa, dia-a-dia. Sabemos que a corrida é muito dura logo na primeira semana, com etapas maratona e sem assistência, e queremos sobreviver nessa fase para depois tentar algo marcante e que nos orgulhe a todos”.

     David Vieira realça as muitas qualidades do piloto, em quem confia para fazer um bom Dakar. “O primeiro objetivo será terminar todos os dias, com uma estratégia que seja capaz de nos levar até ao pódio final no dia 17 de janeiro”, destaca.

    A 47.ª edição do Rali Dakar de todo-o-terreno, que se realiza na Arábia Saudita, promete ser, segundo a organização, “a mais dura de sempre”. Os pilotos tem pela frente cerca de 7.700 quilómetros de percurso, 5.100 deles serão disputados ao cronómetro, que começa a contar já amanhã, 3 de janeiro, com um prologo em Bisha, a que se seguem 12 especiais de classificação que vão levar os pilotos por entre as areias do deserto saudita até  Shubaytah, onde no dia 17 de janeiro se fará a consagração dos vencedores mas também de todos aqueles que ousaram fazer este enorme desafio. “Queremos concluir todos os dias. É o nosso foco” dizem David Vieira e João Dias, ao lado do Can Am com o número 424 já depois do último teste ao carro e concluídas as verificações técnicas. A Santag Racing leva três mecânicos, dois camiões e um carro de assistência rápida para garantir o melhor apoio a João Dias e Gonçalo Reis e ao carro que vão pilotar neste Dakar de 2025.

  • Dacia pronta e ambiciosa para o Rali Dakar

    Dacia pronta e ambiciosa para o Rali Dakar

    Depois do domínio evidenciado no Rali de Marrocos, em outubro, substanciado com uma vitória na estreia, os Dacia Sandriders fazem do Rali Dakar, a derradeira aventura do desporto automóvel, o seu próximo e formidável desafio.

    A ronda de abertura do Campeonato do Mundo de Rally-Raid FIA 2025 (W2RC), de 3 a 17 de janeiro, é um teste sem paralelo para pilotos e máquinas. Realizado nas dunas de areia e em passagens rochosas de oeste a leste da Arábia Saudita, o próximo Rali Dakar marca o início da candidatura dos Dacia Sandriders ao título do W2RC de 2025 e segue-se aos 1º e 2º lugares conquistados no Rali de Marrocos, que serviu, acima de tudo, como um ensaio geral para o Rali Dakar.

    Após a etapa do Prólogo, a 3 de janeiro, o Rali Dakar 2025 assenta num percurso com 5.145 quilómetros cronometrados, disputados ao longo de 12 dias de intensa competição. Com início em Bisha, no oeste da Arábia Saudita, o evento termina em Shubaytah, no leste, com um dia de descanso em Hail e uma paragem noturna, na capital Riade. Incluída no itinerário está a etapa Chrono 48H, com 971 quilómetros de competição.

    A Chefe de Equipa da Dacia Sandriders, Tiphanie Isnard, não tem ilusões quanto ao árduo desafio que espera a equipa de três carros.

    “Estamos prestes a defrontar o que só podemos descrever como um desafio humano extraordinário, mas que estamos determinados a enfrentar com coragem e convicção, tendo em conta o esforço que fizemos para nos prepararmos”, afirmou Isnard

    “Embora seja um evento duro, com pouco descanso durante quase três semanas intensas, estamos entusiasmados com o que nos espera e mal podemos esperar para começar”.

    “É claro que vamos para a prova como vencedores, depois da nossa vitória no Rali de Marrocos. Mas esse resultado de nada servirá se subestimarmos a tarefa que temos pela frente ou se não nos mantivermos concentrados ao longo de cada etapa.”

    Após o Rali de Marrocos, a equipa dos Dacia Sandriders, equipados com pneus BFGoodrich, teve menos de um mês para preparar os seus carros da categoria Ultimate, antes da sua partida, por mar, para a Arábia Saudita. O Diretor Técnico, Philip Dunabin, explicou quais as alterações introduzidas nos Dacia Sandriders, movidos a combustível sustentável, antes do Rali Dakar 2025.

    Para Nasser Al-Attyah, “o objetivo é a vitória e estou muito confiante de que isso será possível. Mostrámos, em Marrocos, o potencial do nosso Dacia Sandrider, mas também a competitividade em condições difíceis e a qualidade da nossa jovem equipa. Mas com um percurso difícil, especialmente durante a primeira semana, temos de ser inteligentes, evitar correr riscos desnecessários e mantermo-nos concentrados. Duas das minhas cinco vitórias no Dakar foram na Arábia Saudita, por isso, tenho uma boa ideia do que podemos esperar. Mas este é um rali em que temos de contar com o inesperado, todos os dias, durante mais de duas semanas. Não vai ser fácil, mas vamos fazer tudo o que pudermos para ganhar“.

    Já Sebastien Loeb afirma que está “muito entusiasmado por começar o Dakar com os Dacia Sandriders. Trabalhámos arduamente para nos prepararmos para esta corrida e agora o entusiasmo está realmente a crescer. O nosso objetivo é sempre ganhar, mas sabemos quantos factores críticos têm de se alinhar para que isso aconteça. Vai ser um Dakar difícil e talvez tenhamos de gerir a nossa posição, mais do que fazer força para o podermos vencer. Vamos avaliar como as coisas evoluem dia após dia, mas tenho a esperança de que a nossa experiência seja uma vantagem fundamental. Estamos prontos para dar tudo o que temos e sei que a equipa vai fazer o mesmo.”

    Cristina Gutiérrez confessa que os seus sentimentos são “antes do Dakar são muito fortes. Foi um ano incrível de aprendizagem. O Pablo e eu somos como duas crianças pequenas, mas sentimos que nos adaptámos muito bem à categoria Ultimate e que isso também nos fez dar o melhor de nós próprios. Sinto-me muito feliz por fazer parte da Dacia Sandriders, porque sinto que faço parte de uma verdadeira família. O ambiente entre toda a equipa é incrível e partimos com um grande entusiasmo para fazer um bom Dakar. Estamos conscientes de que é o primeiro ano em que estamos todos juntos, mas também estamos confiantes, depois dos testes e do Rali de Marrocos. Estou muito entusiasmada com o que aí vem e com os Dacia Sandriders”.

    Os Dacia Sandriders vão enfrentar uma distância total de 7.726 quilómetros, no Rali Dakar 2025, incluindo 5.180 quilómetros cronometrados.

  • João Ferreira ataca terceiro Dakar Rally da carreira pela primeira vez na categoria principal

    João Ferreira ataca terceiro Dakar Rally da carreira pela primeira vez na categoria principal

    Aos 25 anos, e com o os títulos de Campeão do Mundo, Europeu e Nacional de Bajas na bagagem, João Ferreira arranca para o terceiro Dakar Rally da carreira com a ambição de lutar por um Top-10.

    Pela primeira vez ao volante de um MINI JCW T1+ da X-Raid na mais mítica prova de Todo-o-Terreno do Mundo, João Ferreira não se esconde do desafio e promete usar a experiência dos últimos dois anos, onde competiu nas categorias SSV e Challenger, para, em conjunto com o seu navegador Filipe Palmeiro, lutar pelo melhor resultado possível na prova organizada pela ASO, primeira ronda do World Rally-Raid Championship (W2RC) 2025.

    “Muitos podem considerar que estou a ser pouco humilde ao definir o meu objetivo para este Dakar, mas a verdade é que tenho comigo não só uma equipa super competente e recheada de triunfos na prova, bem como um navegador muito experiente. Juntando a isso, o meu chefe de carro, o português Filipe Ferrão, já ajudou três pilotos a conquistarem o Dakar em anos anteriores. E se nos lembrarmos que, com os combustíveis 100% Renováveis da Repsol, alcancei três dos mais importantes títulos do ano, não poderia partir para a prova com menos ambições do que lutar por um Top-10. Naturalmente que sei as dificuldades que vou encontrar, sei que não estarei eventualmente na principal lista de candidatos a vitórias em etapas, mas a minha ambição é muita e quero provar que Portugal tem muito talento em várias áreas, e o automobilismo e a alta-competição não são um limite para o nosso sonho”, afirmou confiante o jovem piloto de Leiria.

    O Dakar Rally 2025 arranca amanhã, em Bisha, na Arábia Saudita com a realização do prólogo com 29km de extensão. Nesta edição da mais dura maratona do mundo motorizado, os concorrentes enfrentarão 12 etapas desafiadoras no deserto que incorporam 5.145 quilómetros competitivos num percurso exigente de 7.753 km.

  • Paulo Oliveira em destaque nas 24H TT Vila de Fronteira

    Paulo Oliveira em destaque nas 24H TT Vila de Fronteira

    O piloto Moçambicano Paulo Oliveira regressou às corridas em Portugal, desta feita, nas 24H TT Vila de Fronteira onde realizou os dois eventos desportivos que se realizaram este fim-de-semana em Fronteira, no Alentejo.

    Na corrida destinada aos SSV, as 4 H TT Vila de Fronteira que contou com um painel de inscritos muito competitivo, participou integrado na equipa HS com o número 825, onde alinhou com o piloto Bruno Duarte. A dupla acabou a competição no 20º posto devido a alguns problemas ocorridos durante a corrida: “a prestação nas 4H TT foi modesta. Tínhamos delineado que o Bruno Duarte iria arrancar no primeiro turno, eu faria as duas horas seguintes e o Bruno iria fechar as 4 H. Logo nas primeiras horas o Bruno teve uma saída de pista que danificou o diferencial e eu acabei por fazer o meu turno em duas rodas motrizes. Na última hora o Bruno teve um problema num injetor e o carro começou a falhar e foi dificil fazer melhor, mas acima de tudo conseguimos concluir a prova”, referiu o piloto. 

    Relativamente à sua presença nas 24H TT Vila de Fonteira o piloto integrou a Prolama, com o número 12, onde fez equipa com os experientes pilotos Georgino Pedroso, Rui Sousa e Michael Braun.

    Apesar de não participar nesta corrida há alguns anos, a sua prestação foi bastante positiva: “competi nas 24H TT com a equipa da Prolama. Desde 2015 que não participava nesta prova e foi muito emocionante. Felizmente correu tudo bem, mas tivemos alguns problemas que são habituais nestas corridas longas. Terminámos a prova no 13º lugar da geral e no 2º lugar da agora classe stock. Subimos ao pódio o que é um resultado muito bom e o balanço que faço destas 24 H TT não podia ser mais positivo. Foi um prazer vir correr a Portugal com as cores da bandeira moçambicana ainda para mais depois de todos os problemas que o país tem vivido. É sempre bom regressar a casa com boas notícias. Espero anunciar em breve novidades para 2025. Quero agradecer aos meus patrocinadores e em especial à Remax Universal e ao BRUNCHIT que este ano se juntaram ao nosso projeto. Quero também agradecer à família e amigos todo o apoio”, contou Paulo Oliveira.

  • WRCteam com participação positiva nas 24 Horas TT de Fronteira

    WRCteam com participação positiva nas 24 Horas TT de Fronteira

    O quarteto formado por Nuno Carujo, João Bica, Francisco Santos e Humberto Pernão almejou terminar o duro desafio que foi proporcionado pela edição 2024 da icónica prova de resistência organizada pelo ACP Sport.

    O resultado na prova ficaria condicionado muito cedo, quando, logo à terceira hora de competição, um problema técnico no Rivet BMW Fouquet forçou a equipa a recolher o protótipo às boxes, perdendo aí muito tempo.

    Depois, já de madrugada, novo problema levaria o quarteto a ter de “levantar o pé” até ao fecho da prova, para garantir que a equipa via a bandeira de xadrez, objetivo que seria concretizado, sendo um justo prémio para todo o esforço dos pilotos e da equipa técnica do WRCteam.

    Para Nuno Carujo, líder da equipa, o rescaldo é “positivo, mas deixando-nos com alguma frustração. Terminar as 24 Horas TT de fronteira é sempre uma vitória e ficamos felizes, pois era o nosso objetivo principal. Já o sonho do Top 10 ficou muito longe, pois, não só a concorrência está cada vez mais forte, como também o nossos carro teve dois problemas que afetaram a nossa performance de maneira significativa. Esses imprevistos custaram-nos cerca de 4 horas e as 18 voltas que poderíamos ter dado nesse período levar-nos-iam ao Top 10”.

    Carujo afirma, desde já, que “em 2025 cá estaremos!… E, ainda quanto a esta edição, quero agradecer a minha família, que esteve sempre presente, aos pilotos que me acompanharam, a todos os meus amigos, dentro e fora da box, que nos apoiaram e nos deram força para nunca desistir e, em especial, um grande obrigado a nossa excelente equipa de mecânicos que são incansáveis e sem eles nada disto seria possível”.

    O líder do WRCteam deixa “um reconhecimento muito especial aos nossos patrocinadores, Anipura, MCI Reciclagem, Rosado & Filhos, Pasto Alentejano, Crédito Agrícola, Solar do Poço, Barro Negro, Miraldino, TGF Transportes, Paulo Alferes Construção Civil, Monte da Colónia, Sel, Salsicharia Hélder e Diário do Sul. O apoio que nos dão é fundamental para termos as condições que nos permitem ser competitivos e espro que possamos contar com eles em 2025”.

    Nuno Carujo promete que “iremos preparar com afinco a próxima temporada, para conseguir resultados de relevo. Em breve anunciaremos o nosso programa competitivo para 2025”.

  • Equipa Andrade vence pela nona vez em Fronteira

    Equipa Andrade vence pela nona vez em Fronteira

    Pela nona vez na história das 24 Horas TT Vila de Fronteira, a equipa Andrade Competition subiu ao lugar mais alto do pódio, através do luso-francês Alexandre Andrade e pelos franceses Cédric Duple, Yann Morize e Florent Charvot.

    Um quarteto que aliou a rapidez à consistência, apesar de não ter tido uma prova isenta de percalços no M.M.C. Proto Nissan. “Mais uma vitória. É sempre o mesmo sentimento. Estou muito feliz por toda a equipa. O Cedric fez um trabalho ‘top du top’. Ao longo da corrida, tivemos vários problemas mecânicos. O motor não está a funcionar bem. O alternador também falhou e tivemos problemas com a gasolina. É uma vitória muito difícil, mas estamos aqui. Vencer em Fronteira é sempre muito especial. São as terras do meu pai” disse Alexandre Andrade, que não escondeu a emoção e terminou as declarações com a voz embargada.

    O segundo lugar foi conquistado pelos franceses: Louis Lauilhé, Pierre Lauilhé e Lucas Lambert. Este foi o quarto pódio conquistado pela formação. “Estamos muito felizes, viemos com um grande amigo em honra ao meu pai. Este resultado é lindo! Quero agradecer imenso a todos que nos ajudaram a entrar nesta aventura. Fazer tudo isto e terminar com este resultado é mágico, mas o nosso principal objetivo era mesmo divertir-nos e isso também conseguimos. Em relação ao carro, não foi perfeito, mas o único problema que sentimos esteve relacionado com a embraiagem e a direção”, explicou Louis Lauilhe, o piloto que viu a bandeira de xadrez.

    Aos comandos de um Mitsubishi Pajero, a equipa letã constituída pelos pilotos Igors Skoks, Rudolfs Skoks e Arvis Pikis assegurou a terceira posição, sendo a quarta vez que subiu ao pódio de Fronteira. “A corrida não foi nada fácil, por isso, este terceiro lugar é um excelente resultado. O carro esteve muito bem e conseguimos ser consistentes. Mas também tivemos problemas, de aderência e de motor. A pista, este ano, estava incrível. Bem melhor do que no ano passado. Foi muito divertido”, afirmou Rudolfs Skoks.

    No quarto lugar e com a vitória na categoria Challenger terminou a primeira equipa 100% portuguesa, constituída por Filipe Marques/Ricardo Martins/André Serrano/Gonçalo Oliveira, aos comandos de um Can-Am. Um resultado inesperado, uma vez que foi herdado precisamente na derradeira volta. “Em primeiro lugar, quero dar um abraço à equipa do Amândio [Alves], que lideravam à entrada da última volta. Eles foram melhores que nós e não quero deixar de lhes dar um abraço. Mas claro que estou muito orgulhoso da minha equipa e daquilo que montámos, estes anos, para reforçar a cultura da empresa Momsteel. Esta é a festa do todo-o-terreno e nós temos muito orgulho em participar nela”, afirmou Filipe Marques.

    As formações Marco Martins/Marco Marques/José Martins (Nissan Proto), Jorge Cardoso/Alexandre Cardoso/Marco Cardoso (Can-Am), Denis Olivet/Patrice Couillet/Pierre Couillet/Fernando Malatesta/Fernando Ferrand (Can-Am), Jérome Destringuez/Charles Roches/Hervé Crevecoeur/Benoit Pepe (Can-Am), Sébastien Guyette, Stephane Gilissen/Killian Gilissen/Alexandre Beaujon (Can-Am) e Gaston Hanot/Maxime Hanot/Mathéo Hanot fecharam o grupo dos dez primeiros à geral.

    Referência, ainda, para os sucessos, nas classes respetivas, das equipas João Lourenço/Américo Santos/Carina de Castro/Igor Santos (Stock), Tony Salvatore/Patrick Martin/Pascal Genty/Jerôme Naquar (SSV), Johannes Senders/Stijn Van Erp/Marcelo Paulino/Sjoerd de Bij (Promoção C), Diogo Rogério/André Luís/Luis Ferreira/Bruno Custódio/Lucas Subtil (Promoção A) e Joaquim Serrão/Luis Silva/Diogo Silva/Luis Lino/João Pinheiro (Promoção B), estes últimos ao volante da famosa Peugeot 504.

    Recorde-se que, na véspera (sábado), a bp Ultimate 4 Horas SSV Vila de Fronteira abriu o programa da grande festa do todo-o-terreno nacional, com os competitivos SSV a proporcionarem um excelente espetáculo aos muitos milhares de espetadores espalhados nos 16,4 quilómetros de extensão da pista. Vitória de Luís Cidade, um regresso ao lugar mais alto do pódio, depois do triunfo na edição de 2019. “Fiz uma boa corrida. Gosto sempre de vir a Fronteira. Gosto da pista e o terreno estava espetacular”, sublinhou o jovem piloto da Can-Am Off-Road Portugal.

  • Super SSV: de regresso às pistas do Alto Alentejo

    Super SSV: de regresso às pistas do Alto Alentejo

    A cidade de Ponte de Sor, no Alto Alentejo, está já a pouco mais de uma semana de acolher a terceira e última ronda do Troféu Super SSV 2024, válida também para a Taça Bluemotor / Yamaha.   Uma vez mais com a organização a cargo do Moto Clube Matuzas, a prova Alentejana promete muita animação e competição, encerrando com chave de ouro a corrente edição do Troféu Super SSV.

    Os “SSV” chegam a Ponte de Sor depois de terem competido nas pistas de Paradela no Município de Barcelos e de Semideiro no Município de Chamusca,  numa viagem rumo a sul onde pelo caminho foi batido o recorde de participantes nesta competição.  Em Ponte de Sor também é esperada uma boa lista de inscritos, atraídos pela simplicidade deste troféu,  pela sua crescente popularidade ou pelo desafio desportivo. No entanto, Ponte de Sor  tem como atrativo especial o fato de ser uma das localidades do país onde há muitos anos se “escrevem capítulos” dos mais interessantes e relevantes da história do todo-o-terreno de competição em Portugal.   Esta prova será uma excelente oportunidade para todos os pilotos que gostam da Baja de Portalegre poderem vir matar saudades nas pistas que esta grande corrida tem usado ano após ano nesta zona.

    O Super SSV Ponte de Sor 2024 irá manter o figurino e localizações das edições anteriores, com o paddock a ficar implantado no topo norte da zona industrial local, proporcionando assim ótimas condições às equipas que ficarão instaladas na “Rua A”, ou seja, em piso totalmente asfaltado, ao mesmo tempo que ficam próximas da pista, da zona espetáculo e demais elementos necessários à prova.
    A zona espetáculo e as zonas de partida e chegada estarão localizadas no espaço imediatamente em frente às assistências, com o traçado a serpentear por entre as árvores para criar vários locais interessantes para o público poder assistir á passagem dos concorrentes.

    Quanto à pista desta edição, o organizador e a X-Adventure – promotor do troféu, decidiram fazer algumas correções comparativamente à edição anterior, retirando do traçado algumas zonas de mau piso, substituindo-as por novos troços mais limpos e sem pedra, com o intuito não só de apresentar um novo desenho da pista, mas também de poder incrementar a segurança da prova.   Apesar destas correções, a extensão total da pista mantém-se nos 13 quilómetros,  permitindo assim que os pilotos possam rodar à vontade e fazer uma melhor gestão da sua participação.  


    O Super SSV Ponte de Sor 2024 disputa-se já no próximo sábado, dia 14, com o programa a ocupar quase todo o dia.  O evento arrancará bem cedo com um período dedicado à receção dos participantes, realização das verificações e também breifing da prova.  O primeiro contato com o terreno será feito aproximadamente pelas 10 da manhã, altura em que os participantes irão percorrer o troço em caravana para poderem fazer o reconhecimento da pista e tirar algumas anotações que considerem necessárias.

    Seguir-se-á uma passagem cronometrada para cada um, destinada a ordenar os mesmos pelas suas prestações, com o primeiro concorrente a receber a luz verde às 10:30m.   O programa prevê o início do primeiro setor de classificação pelas 11 da manhã, com cada concorrente a realizar 4 passagens (PEC) cronometradas.  Seguir-se-á uma pausa para assistência e abastecimento das viaturas, e também para que os pilotos possam recuperar um pouco  antes de se realizar o segundo grupo de 4 PEC que irão compor o derradeiro setor do dia, com início marcado para as 14 horas. A entrega de prémios deverá ter lugar ás 17 horas.

    O Super SSV Ponte de Sor 2024  será organizado pelo Moto Clube Moto Matuzas, com o apoio do Município de Ponte de Sôr e da União de Freguesias de Ponte de Sor, Tramaga e Vale de Açor.