Categoria: Todo Terreno

  • Loeb vence em Portugal 17 anos depois e escreve nova página no todo-o-terreno

    Loeb vence em Portugal 17 anos depois e escreve nova página no todo-o-terreno

    Sébastien Loeb voltou a fazer história em solo português. Dezassete anos depois da sua última vitória no Rally de Portugal, o francês regressou aos triunfos no país, desta vez no bp Ultimate Rally-Raid Portugal, aos comandos de um Dacia Sandrider, numa demonstração de classe e consistência no Campeonato do Mundo de Todo-o-Terreno.

    Num derradeiro dia exigente, com um setor seletivo de quase 100 quilómetros, técnico e desafiante, Loeb e Edouard Boulanger controlaram a vantagem na geral, mesmo cedendo 24 segundos para os colegas de equipa Lucas Moraes/Dennis Zenz, que venceram a etapa. No final, o francês garantiu o triunfo com uma margem confortável, deixando Seth Quintero/Andrew Short (Toyota) no segundo lugar e o português João Ferreira/Filipe Palmeiro (Toyota) a fechar o pódio, separados por 3m37s.

    “Foi um bom rali, com boas memórias de Portugal. As pistas eram técnicas e exigentes, mas o carro funcionou muito bem e conseguimos o melhor resultado possível”, destacou Loeb no final.

    O público português voltou a ter motivos para celebrar. João Ferreira, sempre combativo ao longo da prova, garantiu um lugar no pódio: “Não era a ambição inicial, mas um pódio em casa sabe sempre bem e somámos pontos importantes para o campeonato.”

    Domínio português no Challenger e luta intensa nas restantes categorias

    Na categoria Challenger, os portugueses Alexandre Pinto/Bernardo Oliveira (Taurus) confirmaram o excelente momento de forma e garantiram a vitória final, à frente de Charles Munster/Xavier Panseri. Já Rui Carneiro/Fausto Mota herdaram o terceiro lugar após contratempos de outras equipas.

    Nos SSV, Miguel Barbosa/Joel Lutas (Polaris) defenderam com sucesso a liderança, seguidos de João Monteiro/Nuno Morais e da dupla sul-americana Jeremias Gonzalez/Gonzalo Rinaldi. Na categoria Stock, o incontornável Stéphane Peterhansel (Defender) somou mais um triunfo ao seu impressionante palmarés, batendo Rokas Baciuska e Sara Price.

    A vitória de Loeb em Portugal assume um significado especial, não só pelo intervalo de 17 anos desde o último triunfo no país, mas também por marcar a sua afirmação no universo do rally-raid com a Dacia.

    Num rali exigente, técnico e marcado por constantes desafios, o francês voltou a provar por que é considerado um dos maiores nomes da história do desporto motorizado.

  • Dia de sobrevivência no Rally-Raid: Moraes vence, Loeb resiste e portugueses brilham

    Dia de sobrevivência no Rally-Raid: Moraes vence, Loeb resiste e portugueses brilham

    O quarto dia do bp Ultimate Rally-Raid Portugal foi marcado por um verdadeiro teste de resistência, onde furos, problemas mecânicos e erros de navegação voltaram a baralhar as contas da classificação geral. No final, Lucas Moraes/Dennis Zenz (Dacia) foram os mais fortes nos carros, enquanto Daniel Sanders (KTM) voltou a impor-se nas motos, reforçando a liderança.

    Depois de um dia anterior menos conseguido, a Toyota entrou ao ataque, mas a estratégia saiu gorada. Seth Quintero e João Ferreira sofreram furos, com o piloto português ainda penalizado em dois minutos por excesso de velocidade. “Furámos perto do final e tivemos de mudar o pneu. Estávamos fortes e podíamos ter ganho a etapa, mas é o que é”, lamentou Ferreira.

    Sem contratempos, Lucas Moraes aproveitou para atacar e garantir a vitória: “Fizemos uma prova limpa. Foi difícil com a pista estreita e escorregadia, mas correu muito bem”, afirmou o brasileiro.

    Na geral, Sébastien Loeb/Edouard Boulanger (Dacia) mantém a liderança, apesar de também ter sofrido um furo nos quilómetros finais: “Perdemos algum tempo com um furo, depois optei por ser mais cauteloso porque o terreno estava traiçoeiro.”

    Portugueses em destaque: Pinto lidera Challenger

    Na categoria Challenger, a dupla portuguesa Alexandre Pinto/Bernardo Oliveira (Taurus) voltou a vencer e assumiu a liderança da geral, com uma vantagem de 4m14s. Um desempenho notável depois de terem perdido tempo na etapa inaugural.

    Já nos SSV, a luta foi intensa até ao último metro, com cinco equipas separadas por segundos. No final, Luís Cidade/Valter Cardoso (Can-Am) levaram a melhor, batendo Miguel Barbosa/Joel Lutas e Luís Portela Morais/David Megre, com estes últimos a manterem a liderança geral por apenas 1m43s.

    Na categoria Stock, Stéphane Peterhansel/Michael Metge (Defender) venceram e assumiram o comando.

    Nas motos, Daniel Sanders (KTM) voltou a ser o mais rápido, consolidando a liderança. “Foi um dia complicado, muito escorregadio, mas puxei mais do que ontem e resultou”, explicou o australiano.

    O português Bruno Santos (Husqvarna) voltou a brilhar, terminando em segundo a apenas 59 segundos: “O terreno estava muito bom e senti-me bem na moto, mas no final já estava cansado.” Santos reforça assim a liderança em Rally2, enquanto na geral ocupa o terceiro lugar, empatado com Adrien Van Beveren.

    Em Rally3, destaque para a vitória do mongol Murun Purevdorj, embora Gonçalo Amaral mantenha a liderança da categoria. Nos Quad, Antanas Kanopkinas venceu, mas Adomas Gancierius continua na frente.

    A competição regressa agora a Portugal, com um exigente setor seletivo de 315 km até Loulé, numa etapa que poderá ser decisiva para as contas finais. Com diferenças curtas e o desgaste a aumentar, o bp Ultimate Rally-Raid Portugal entra na sua fase mais crítica — onde cada erro pode custar caro e cada segundo pode fazer a diferença.

  • Loeb assume liderança no bp Ultimate Rally-Raid Portugal num dia de reviravoltas

    Loeb assume liderança no bp Ultimate Rally-Raid Portugal num dia de reviravoltas

    O terceiro dia do bp Ultimate Rally-Raid Portugal ficou marcado por várias mudanças na frente e um elevado nível de exigência ao longo dos 377 quilómetros cronometrados entre Portugal e Espanha. Nos carros, a dupla francesa Sébastien Loeb/Edouard Boulanger (Dacia) ascendeu à liderança da classificação geral, enquanto nas motos o espetáculo foi protagonizado pelo português Bruno Santos, que ficou a apenas dois segundos da vitória na etapa.

    Depois de um arranque cauteloso em Grândola, Loeb entrou ao ataque e aproveitou as condições variáveis do terreno para assumir o comando. O francês superou na etapa Guy Botterill/Oriol Mena (Toyota) e Seth Quintero/Andrew Short (Toyota), enquanto a dupla portuguesa João Ferreira/Filipe Palmeiro (Toyota) teve um dia menos conseguido, caindo para a sétima posição.

    “Foi uma etapa complicada, com chuva no início, o que nos obrigou a alguma cautela. No final conseguimos aumentar o ritmo e, apesar de um erro num cruzamento, mantivemo-nos na frente”, explicou Loeb. Quintero, por seu lado, lamentou ter ficado preso no pó de João Ferreira durante a especial: “Apanhámos o pó e foi impossível ultrapassar. Mesmo assim, foi uma etapa divertida e vamos continuar a atacar.”

    Destaque ainda para Sara Price/Sean Berriman (Defender), que venceram entre os Stock, depois de superarem problemas mecânicos do dia anterior.

    Bruno Santos brilha nas motos, mas vitória escapa por 2 segundos

    Nas duas rodas, o português Bruno Santos (Husqvarna) esteve em grande plano, discutindo a vitória até aos últimos metros. No final, ficou a apenas dois segundos do vencedor, o espanhol Tosha Schareina (Honda), enquanto Daniel Sanders (KTM) terminou em quarto, mas manteve a liderança da geral.

    Apesar de não ter conseguido vencer, Santos mostrou-se determinado: “O dia estava a correr bem e senti muito apoio ao longo do percurso. Tenho pena de não ter ganho a etapa, mas vamos continuar a puxar para o conseguir.” Já Schareina destacou a competitividade do português: “Comecei com cautela, mas depois consegui aumentar o ritmo. O Bruno está muito forte e é um adversário a ter em conta.”

    Na classificação geral, Bruno Santos segue em quarto lugar absoluto e lidera a categoria Rally2, enquanto Gonçalo Amaral (Honda) continua a dominar a Rally3.

    Portugueses em destaque nas restantes categorias

    Na categoria Challenger, vitória para os portugueses Alexandre Pinto/Bernardo Oliveira (Taurus), que foram mesmo quintos à geral, pressionando a liderança de Ricardo Porém/Nuno Sousa (Kaizen). Já nos SSV, domínio total português, com João Monteiro/Nuno Morais (Can-Am) a vencerem a etapa, enquanto Luís Portela Morais/David Megre assumiram a liderança após o abandono de Luís Cidade/Valter Cardoso.

    Nos Quad, Adomas Gancierius (CFMOTO) venceu a etapa e subiu ao primeiro lugar da geral, trocando posições com o seu colega de equipa Antanas Kanopkinas.

    A competição prossegue com uma etapa totalmente disputada em Espanha, com 296 quilómetros cronometrados ao redor de Badajoz. A primeira moto parte às 07h05 e o primeiro carro às 09h35, estando a chegada prevista para as 13h10 (motos) e 15h42 (carros). Tal como nos dias anteriores, o bivouac estará aberto ao público, entre as 18h00 e as 23h00, prometendo mais um dia de grande espetáculo no bp Ultimate Rally-Raid Portugal.

  • Rally-Raid Portugal: Bruno Santos em destaque nas motos apesar de penalização,  Sanders mantém liderança

    Rally-Raid Portugal: Bruno Santos em destaque nas motos apesar de penalização, Sanders mantém liderança

    Na competição de duas rodas do bp Ultimate Rally-Raid Portugal, Daniel Sanders (KTM) voltou a impor o seu ritmo, sendo o mais rápido no setor seletivo principal com o tempo de 1h32m01s, à frente de Tosha Schareina (Honda) e Adrien Van Beveren (Honda).

    O grande destaque do dia foi, no entanto, o português Bruno Santos (Husqvarna), que protagonizou uma prestação de enorme nível. Mesmo depois de sofrer uma penalização de dois minutos por excesso de velocidade numa zona controlada, o piloto nacional manteve-se em evidência, terminando entre os melhores da geral e assumindo a liderança da categoria Rally2. Aos comandos da Husqvarna FR 450 Rally, Santos demonstrou capacidade para se intrometer entre os pilotos oficiais, evidenciando consistência e rapidez ao longo de todo o setor.

    “A primeira parte do setor seletivo foi muito divertida, apesar de molhada. Estou habituado a estas condições no campeonato nacional e sinto-me fisicamente bem”, explicou o piloto, que vive esta participação de forma particular, assegurando ele próprio grande parte da assistência à moto. “Até agora estávamos apenas eu e a minha mulher, mas agora contamos também com a ajuda de alguns amigos”, acrescentou.

    Na categoria Rally3, domínio português com os irmãos Gonçalo e Salvador Amaral (Honda) a serem os mais rápidos, superando o francês Steve Pasco. Já entre os Quad, a liderança pertence a Antanas Kanopkinas (CFMOTO).

    Segunda etapa liga Grândola a Badajoz

    A competição prossegue amanhã, dia 19 de março, com a segunda etapa a ligar Grândola a Badajoz, num setor seletivo de 377 quilómetros cronometrados. A primeira moto parte às 07h05, enquanto os carros arrancam a partir das 09h35. A chegada à cidade espanhola está prevista para as 12h53 (motos) e 15h22 (carros).

    À semelhança do que aconteceu em Grândola, o bivouac em Badajoz estará aberto ao público, com entrada gratuita entre as 18h00 e as 23h00, prometendo mais um dia de grande proximidade entre fãs, pilotos e máquinas.

  • João Ferreira entra a liderar no bp Ultimate Rally-Raid Portugal após dia inaugural exigente

    João Ferreira entra a liderar no bp Ultimate Rally-Raid Portugal após dia inaugural exigente

    João Ferreira e Filipe Palmeiro (Toyota) assumiram a liderança da classificação geral do bp Ultimate Rally-Raid Portugal no final do primeiro dia de competição, após uma jornada marcada por condições extremamente exigentes nos trilhos da região de Grândola. A dupla portuguesa superou os norte-americanos Seth Quintero e Andrew Short (Toyota), segundos classificados, enquanto Sébastien Loeb e Edouard Boulanger (Dacia) ocupam a terceira posição.

    O primeiro setor seletivo, disputado entre Grândola e Grândola, com cerca de 180 quilómetros, ficou marcado pelos trilhos enlameados da zona de Alvalade, junto ao rio Sado. A lama tornou a escolha de trajetórias um verdadeiro desafio, aumentando significativamente o grau de dificuldade da especial e provocando vários contratempos entre os favoritos. Carlos Sainz (Ford) enfrentou problemas de motor, enquanto Mattias Ekström (Ford) e Henk Lategan (Toyota) perderam tempo após saídas de pista com consequências mecânicas.

    O segundo setor seletivo, com apenas três quilómetros e disputado no mesmo traçado do prólogo, mas em sentido inverso, teve impacto reduzido nas classificações gerais.

    No final do dia, João Ferreira mostrava-se satisfeito, mas cauteloso: “Foi um bom começo, num traçado muito difícil e escorregadio. Era fácil cometer erros e vimos muitos pilotos com problemas. O nosso carro esteve muito bem e conseguimos evitar erros, mas ainda falta muito para o fim.”

    O piloto português reforçou ainda a importância da gestão neste tipo de condições: “Não podemos arriscar demasiado com esta lama. Não estamos aqui para ganhar setores, mas para manter o foco no objetivo final.”

    Nas restantes categorias, Rokas Baciuska e Oriol Vidal (Defender) lideram a classe Stock, enquanto Ricardo Porém e Nuno Sousa estão na frente entre os Challenger. Já na categoria SSV, domínio total português com Luís Cidade/Valter Cardoso, Luís Portela Morais/David Megre e Miguel Barbosa/Joel Lutas a ocuparem o pódio.

    Com um arranque marcado pela dureza do terreno e várias reviravoltas, o bp Ultimate Rally-Raid Portugal promete continuar a oferecer espetáculo nos próximos dias.

  • Sanders entra a vencer no bp Ultimate Rally-Raid Portugal após prólogo decidido por décimos

    Sanders entra a vencer no bp Ultimate Rally-Raid Portugal após prólogo decidido por décimos

    Daniel Sanders marcou posição no arranque do bp Ultimate Rally-Raid Portugal, ao vencer o prólogo disputado nas pistas arenosas de Grândola. O campeão do mundo foi o mais rápido aos comandos da sua KTM, superando por apenas um décimo de segundo o espanhol Tosha Schareina (Honda), enquanto Ricky Brabec (Honda) fechou o top três a escassos 0,03 segundos do melhor tempo.

    Ainda a recuperar da aparatosa queda sofrida no Dakar deste ano, Sanders demonstrou estar em plena forma, evidenciando ritmo e confiança num prólogo extremamente curto e competitivo. “Obviamente é bom poder chegar aqui e vencer. A pista é semelhante à do ano passado, mas as condições foram mudando. Todos estavam a puxar e, para encontrar a linha mais rápida, era preciso arriscar e não cair. É difícil aquecer numa etapa de dois ou três minutos, é preciso suster a respiração e ir o mais rápido possível”, afirmou o piloto australiano.

    Perante muito público nas especiais de Grândola, destaque também para os vencedores das restantes categorias: o neerlandês Jeremy Knuiman (KTM) foi o mais rápido em Rally2, enquanto o português Gonçalo Amaral (Honda) triunfou em Rally3.

    Entre os pilotos nacionais, o melhor desempenho pertenceu a Bruno Santos, em Husqvarna FR 450 Rally, que saiu satisfeito com a sua prestação: “Foi um prólogo positivo, muito interessante, com zonas arenosas e curvas sinuosas. Sei que imprimi um bom ritmo, mesmo sem ter ainda as linhas totalmente definidas. Tentei dar tudo e acredito que consegui garantir uma boa posição para a etapa de amanhã”, concluiu.

  • bp Ultimate Rally-Raid Portugal pronto para seis dias de desafio entre Grândola, Espanha e Algarve

    bp Ultimate Rally-Raid Portugal pronto para seis dias de desafio entre Grândola, Espanha e Algarve

    Está praticamente tudo preparado para o arranque do bp Ultimate Rally-Raid Portugal, prova pontuável para o Campeonato do Mundo de Rally-Raid (W2RC), onde pilotos e máquinas enfrentarão seis dias de competição exigente. Ao longo da prova, os concorrentes irão percorrer cerca de 2.200 quilómetros, dos quais mais de metade serão disputados ao cronómetro.

    A ação começa a 17 de março, com os pilotos de motos a entrarem em pista para disputar o prólogo nas imediações de Grândola, que servirá para definir a ordem de partida para a primeira etapa. No dia seguinte, toda a caravana entra em competição num percurso com partida e chegada na vila alentejana. Nesse mesmo dia realiza-se ainda o SS2, um setor com cerca de três quilómetros situado junto ao bivouac, que proporcionará uma excelente oportunidade para o público acompanhar a passagem dos concorrentes, com transmissão televisiva em direto.

    A 19 de março, a caravana deixa Grândola rumo a Badajoz, num setor com quase 400 quilómetros. Se em Portugal predominam os pisos arenosos, já em território espanhol os pilotos enfrentarão trilhos mais montanhosos, terminando a especial numa zona mais plana dominada por terrenos agrícolas. A etapa seguinte decorre totalmente em Espanha e apresenta mais de 300 quilómetros cronometrados, num traçado rápido e de bom piso, mas com algumas zonas particularmente escorregadias.

    O regresso a Portugal reserva a etapa mais longa da prova, com cerca de 650 quilómetros, dos quais 315 cronometrados. A dureza do terreno será uma constante, começando com um ritmo mais lento e técnico antes de evoluir para uma fase final mais rápida. Já no Algarve, os concorrentes enfrentam a penúltima especial na Serra do Caldeirão, num percurso serrano com cerca de 100 quilómetros, onde ainda será possível fazer diferenças nas classificações.

    A competição termina com uma especial curta transmitida em direto na televisão, antes da cerimónia de pódio na Marina de Vilamoura, que marcará o final de mais uma edição da prova.

    Segundo o diretor de prova, Orlando Romana, o desenho do percurso privilegia sobretudo as capacidades de pilotagem dos concorrentes: “No bp Ultimate Rally-Raid Portugal, os recursos de pilotagem acabam por ser mais importantes do que os conhecimentos de navegação. Para fazer a diferença é preciso andar mais no limite e isso aumenta o espetáculo. Apesar das alterações que tivemos de fazer devido às tempestades de fevereiro, estamos certos de que teremos um percurso exigente, desafiante e equilibrado, à imagem das edições anteriores. Esperamos que os participantes se divirtam e proporcionem um grande espetáculo aos muitos espetadores que acompanham a prova.”

  • Troféu X-Offroad estreia-se em 2026 para devolver à competição os clássicos do todo-o-terreno

    Troféu X-Offroad estreia-se em 2026 para devolver à competição os clássicos do todo-o-terreno

    O panorama do todo-o-terreno nacional vai ganhar em 2026 uma nova competição dedicada a máquinas que marcaram uma época. O Troféu X-Offroad by X-Adventure, promovido pela X-Adventure sob a égide da FPAK, nasce com o objetivo de devolver às pistas viaturas que, apesar do seu passado competitivo, deixaram de ter enquadramento nas fórmulas atuais da modalidade.

    Destinado a modelos históricos do todo-o-terreno – como UMM, Nissan Navara ou Toyota Land Cruiser, entre muitos outros – o novo troféu permitirá que estas máquinas voltem a competir em provas pensadas especificamente para as suas características. Poderão participar viaturas enquadradas nas classes T8, T9, T0 e TA, de acordo com o Regulamento Técnico do Campeonato de Portugal de Todo-o-Terreno.

    A criação desta competição resulta de um projeto pensado há vários anos pela organização e que começou a ganhar forma em 2025 com a realização de uma prova piloto. O sucesso dessa experiência levou à estruturação de um troféu com calendário próprio, concebido para ser simples, acessível e pouco burocrático, mantendo naturalmente o espírito competitivo, mas também privilegiando o convívio entre pilotos, equipas e aficionados da modalidade.

    Fórmula competitiva pensada para as máquinas clássicas

    As provas deverão disputar-se em circuitos fechados, preferencialmente em espaços privados ou em caminhos públicos devidamente encerrados ao trânsito. Cada percurso terá entre 8 e 20 quilómetros por passagem, com traçados em terra que recriam o ambiente típico das provas de todo-o-terreno.

    A classificação final será definida pelo número total de voltas realizadas e pelo somatório dos tempos obtidos, numa fórmula simples que recompensa simultaneamente a consistência e a rapidez em pista.

    Mangualde a Porto Santo na estreia do troféu

    A primeira edição do Troféu X-Offroad by X-Adventure contará com quatro provas, distribuídas por diferentes regiões do país e com cenários bastante distintos. A jornada inaugural realiza-se a 16 de maio em Mangualde, num traçado de características rápidas e técnicas que marcará o arranque oficial da competição. Segue-se a segunda etapa a 27 de junho em Elvas, numa região com forte tradição no todo-o-terreno e que promete grande ambiente em torno da prova.

    Após a pausa de verão, o troféu regressa a 12 de setembro em Alter do Chão, nas imediações da aldeia da Cunheira, uma zona profundamente ligada à história da modalidade e que muitas destas viaturas conhecem bem, sobretudo dos tempos das grandes provas nacionais. A temporada termina a 21 de novembro na ilha de Porto Santo, numa etapa insular que promete ser uma experiência única e um dos momentos mais marcantes da estreia deste novo troféu.

    Para a organização da X-Adventure, a criação do X-Offroad representa a concretização de um antigo objetivo: devolver às pistas viaturas que ajudaram a escrever a história do todo-o-terreno nacional e que continuam a despertar enorme paixão entre pilotos e fãs da modalidade. Em breve serão divulgados todos os detalhes regulamentares e operacionais no site oficial da competição.

  • Alexandre Pinto sobe aos Challenger no bp Ultimate Rally Raid Portugal

    Alexandre Pinto sobe aos Challenger no bp Ultimate Rally Raid Portugal

    Depois de se ter sagrado campeão do mundo SSV em 2025, Alexandre Pinto inicia uma nova etapa no seu percurso desportivo em 2026. O piloto do Old Friends Rally Team, que continuará a ser navegado por Bernardo Oliveira, também ele campeão do mundo, vai competir na categoria Challenger aos comandos de um Tauros, com o número 301, no bp Ultimate Rally Raid Portugal.

    A prova portuguesa, que se realiza entre 16 e 22 de março, constitui a segunda etapa do World Rally Raid Championship (W2RC) e é a única ronda do campeonato disputada no continente europeu.

    Esta mudança de categoria marca também a integração de Alexandre Pinto na Odyssey Academy by BBR, um programa destinado ao desenvolvimento de jovens pilotos de rally-raid, elevando a ambição e a exigência do projeto desportivo do campeão do mundo.

    “É um novo desafio que vamos ter pela frente e para o qual estamos extremamente motivados. A Odyssey Academy é um programa para jovens pilotos que me deixou muito entusiasmado e estou certo de que me vai ajudar bastante no meu crescimento enquanto piloto, especialmente com o objetivo de disputar as mais importantes competições internacionais de rally-raid”, explica Alexandre Pinto.

    Apesar da ambição, o piloto reconhece que a adaptação ao novo carro ainda está numa fase inicial. “Vamos entrar na prova portuguesa com muito poucos quilómetros feitos no carro. Estivemos em França para um curto teste e teremos ainda o shakedown antes da corrida. Espero conseguir adaptar-me rapidamente, porque o objetivo mantém-se: lutar pelo melhor resultado possível. A vitória é sempre a nossa ambição.”

    Com esta nova aposta, Alexandre Pinto inicia uma fase importante da sua carreira no rally-raid internacional, procurando afirmar-se também na competitiva categoria Challenger do campeonato do mundo.

  • Bruno Oliveira estreia-se no Mundial de Rally-Raid no Rally Raid Portugal

    Bruno Oliveira estreia-se no Mundial de Rally-Raid no Rally Raid Portugal

    Bruno Oliveira vai disputar a etapa portuguesa do Campeonato do Mundo de Rally-Raid (W2RC), que se realiza entre 16 e 22 de março, naquela que será a sua estreia numa prova do campeonato do mundo da modalidade.

    O piloto português estará aos comandos de um Can-Am Maverick inscrito na categoria SSV T4, contando com a navegação do experiente José Sá Pires, num desafio inédito para a dupla. A participação conta novamente com o apoio da Ford Trucks, associando o projeto a uma das provas mais exigentes do calendário internacional de todo-o-terreno.

    O bp Ultimate Rally Raid Portugal é a única prova europeia do W2RC e reúne alguns dos melhores pilotos do mundo, num campeonato que teve início em janeiro com o Dakar Rally, disputado na Arábia Saudita.

    Para Bruno Oliveira, a participação nesta competição representa uma oportunidade importante para dar dimensão internacional ao projeto. “Entendemos que esta participação no Rally Raid Portugal dá uma visibilidade mais internacional ao nosso projeto e, sendo a Ford Trucks uma marca global, fazia todo o sentido aproveitar esta oportunidade. Vamos também associar a nossa presença ao novo conceito da marca, o Game Changer, que acompanha o lançamento do novo Ford Trucks F-MAX, completamente renovado”, explica o piloto.

    “Vamos disputar uma prova diferente, integrada no campeonato do mundo de rally-raid, e ao mesmo tempo estar próximos do público e competir ao lado dos melhores pilotos do mundo. Esse será o nosso grande objetivo ao longo dos cerca de 2000 quilómetros desta competição.” Bruno Oliveira destaca ainda a exigência técnica da categoria em que irá competir.

    “Vamos alinhar na categoria SSV T4, aos comandos de um Can-Am Maverick R, um carro muito próximo de um modelo de série, o que torna o desafio ainda mais exigente. Teremos etapas com cerca de 600 quilómetros, com mais de 380 quilómetros cronometrados, pelo que será essencial gerir bem o ritmo. O nosso objetivo é fazer o melhor possível etapa a etapa, andar rápido mas sobretudo terminar a prova. Não temos ambições de lutar pelos lugares da frente; queremos aprender com os pilotos profissionais. Somos uma das poucas equipas amadoras nesta competição e sabemos que será um enorme desafio.”

    Para José Sá Pires, navegador da equipa, a participação na prova portuguesa do W2RC é também uma oportunidade especial. “O convite do Bruno foi aceite de imediato e fiquei muito contente por poder integrar este projeto. Trata-se de uma prova muito especial, inserida no campeonato do mundo que começou no Dakar e que agora passa por Portugal. É uma oportunidade fantástica para competir ao lado dos melhores pilotos do mundo.”

    O navegador acredita que o tipo de terreno poderá favorecer a competitividade do SSV. “Vamos competir com um SSV muito forte em aceleração e travagem. Apesar das limitações de velocidade máxima e do restritor do turbo, é um carro que pode ser competitivo nas pistas portuguesas. A navegação será semelhante à das provas nacionais, embora na etapa disputada em Espanha possamos encontrar percursos menos marcados, como é habitual nas provas do campeonato espanhol.”

    O Can-Am Maverick T4 de Bruno Oliveira será assistido pela equipa MM Sport, enquanto a competição terá início oficial a 17 de março, percorrendo ao longo de cinco dias pistas de Portugal e Espanha. No total, os concorrentes enfrentarão cerca de 1300 quilómetros cronometrados, numa prova que parte de Grândola, passa por Badajoz e termina em Loulé, no Algarve.