Categoria: Velocidade

  • Miguel Cristóvão: «A expectativa é começar a ganhar corridas»

    Miguel Cristóvão: «A expectativa é começar a ganhar corridas»

    Dois pódios em Spa-Francorchamps confirmaram a evolução do piloto de Lisboa na época de estreia no Lamborghini Super Trofeo Europe. Ao volante do Huracán Super Trofeo EVO2 da Vincenzo Sospiri Racing, Miguel Cristóvão entra na segunda metade da temporada cada vez mais próximo da primeira vitória na Pro-Am.

    Miguel Cristóvão está a protagonizar uma estreia de elevado nível no Lamborghini Super Trofeo Europe. Depois das três primeiras rondas, o português soma já dois pódios na Pro-Am e tem demonstrado andamento para discutir regularmente os primeiros lugares.

    Partilhando o Lamborghini Huracán Super Trofeo EVO2 da Vincenzo Sospiri Racing com o francês Paul Levet, Cristóvão iniciou a época com apenas uma sessão de testes de preparação. Em Paul Ricard conseguiu dois quartos lugares, antes de mostrar uma clara evolução em Imola. A confirmação chegou em Spa-Francorchamps, onde a dupla conquistou um segundo e um terceiro lugares na Pro-Am. «Sentimos que estamos a evoluir e que a vitória está cada vez mais próxima. É esse o nosso objetivo», assume Miguel Cristóvão.

    Adaptação a um Lamborghini muito particular

    Depois da experiência acumulada nos GT4 e LMP3, o português encontrou no Huracán Super Trofeo EVO2 um desafio bastante diferente: «Tem muita potência e é bastante mais lento em curva do que um GT3 ou, sobretudo, do que um LMP3. A condução passa muito por fazer o carro rodar e conseguir ter a direção direita o mais cedo possível, para sairmos com a máxima tração. São técnicas diferentes e que requerem algum tempo de adaptação.»

    O piloto destaca igualmente o papel da Vincenzo Sospiri Racing e de Paul Levet nesse processo: «É uma equipa Factory Supported da Lamborghini, com muita experiência. O Paul também tem estado num nível muito elevado e tem-me dado bastante apoio na forma de tirar o melhor partido do carro.»

    A segunda metade da temporada levará o campeonato a Nürburgring, Barcelona e Monza, três rondas que Miguel Cristóvão encara com ambição crescente: «Barcelona é uma pista que conheço muito bem e acredito que podemos estar muito fortes. Em Monza teremos ainda um dia de testes e a equipa conhece muito bem o circuito. Acredito que podemos ter um final de campeonato muito forte. A expectativa é começar a ganhar corridas.»

    A prestação do português já abriu também novas perspetivas. Depois de Nürburgring, Cristóvão terá oportunidade de testar um Lamborghini GT3 a convite da equipa, possibilidade que poderá influenciar os planos para 2027: «A Lamborghini tem interesse em pilotos fortes e rápidos na categoria Bronze. É uma oportunidade que surgiu por estar nesta equipa e pelo andamento que temos demonstrado. Pode abrir outras portas, eventualmente para competir num GT3 na próxima temporada.»

    Com a adaptação ao Huracán cada vez mais consolidada, Miguel Cristóvão entra assim na fase decisiva da sua primeira temporada no Lamborghini Super Trofeo com um objetivo claro: transformar a velocidade já demonstrada em vitórias na Pro-Am.

  • Flame Airikkala: da estreia nos GT ao Top 8 da PSCI em apenas três rondas

    Flame Airikkala: da estreia nos GT ao Top 8 da PSCI em apenas três rondas

    Sem qualquer teste de pré-temporada e depois de um início marcado pelos problemas mecânicos em Monteblanco, a jovem finlandesa transformou a sua estreia nos GT numa das revelações da Porsche Sprint Challenge Ibérica 2026. É segunda na Ladies Cup, oitava da geral e da Categoria 2 e já aponta aos pódios absolutos na segunda metade da época.

    Chegou à Porsche Sprint Challenge Ibérica para descobrir praticamente tudo. Um novo campeonato. Novos circuitos. Uma nova equipa. E, sobretudo, uma mudança radical na carreira: depois dos monolugares, Flame Airikkala enfrentava pela primeira vez o desafio da competição GT, aos comandos de um Porsche 992 GT3 Cup da portuguesa AF Motorsport.

    Três rondas depois, a jovem finlandesa chega à pausa de verão como uma das grandes revelações da temporada. Ocupa o segundo lugar da Ladies Cup, é oitava da classificação absoluta e da Categoria 2 e os seus resultados têm contribuído de forma importante para o excelente segundo lugar da AF Motorsport no campeonato reservado às equipas.

    Um percurso ainda mais significativo quando se percebe que praticamente tudo teve de ser aprendido em competição: “O início da temporada foi certamente desafiante. Infelizmente, não conseguimos terminar nenhuma das corridas em Monteblanco devido a problemas mecânicos e, sem testes de pré-temporada ou testes adicionais entre rondas, tive de me adaptar e aprender muito rapidamente.”

    Mas a resposta surgiu rapidamente: “Consegui fazer progressos significativos em cada evento. Cada novo circuito tem sido mais uma oportunidade para melhorar e toda a equipa da AF Motorsport tem dado um apoio incrível para me ajudar a desenvolver tanto o meu ritmo como o conhecimento do carro.”

    De monolugares para um Porsche 992 GT3 Cup

    A adaptação ganha outra dimensão quando se olha para o percurso de Flame. Começou no karting de aluguer aos 14 anos, passou pelo Fiesta Junior Championship e posteriormente pelos monolugares, competindo na GB4 e na Kyojo Cup, no Japão. Seguiu-se a Radical Cup UK antes da mudança, em 2026, para os GT através da Porsche Sprint Challenge Ibérica.

    E trocar um monolugar por um Porsche 992 GT3 Cup implicou reaprender algumas referências: “O que mais me surpreendeu foi provavelmente o próprio carro. É incrível de conduzir e a confiança que podemos ter nos travões e nos pneus é algo que realmente impressiona. Vindo dos monolugares, tive de me adaptar à transferência de massas, porque o Porsche tem quase o dobro do peso de um Fórmula 4, pelo que o estilo de condução é muito diferente.”

    Até o calor ibérico representou uma novidade para alguém habituada à chuva britânica e aos invernos finlandeses. O cockpit do Porsche, admite, transforma as elevadas temperaturas espanholas num desafio adicional durante os fins de semana de competição.

    AF Motorsport: aprender e crescer juntos

    Nesta adaptação acelerada, Flame destaca repetidamente o papel desempenhado pela AF Motorsport. A estrutura portuguesa colocou-a em dupla com a britânica Chloe Grant e tem desempenhado um papel fundamental na descoberta do Porsche e do próprio campeonato: “A AF Motorsport tem-me apoiado de forma incrível desde o início e desempenhou um papel enorme na minha adaptação ao campeonato. Os engenheiros e mecânicos dão-me feedback valioso depois de cada sessão, o que me tem ajudado a compreender o carro e a ganhar velocidade rapidamente, apesar de não ter feito testes de pré-temporada. Construímos uma relação de trabalho muito forte e sinto que estamos a melhorar juntos a cada ronda.”

    Os resultados desse trabalho já começaram a aparecer. Depois das dificuldades de Monteblanco, chegou o primeiro pódio na PSCI, na corrida 3 no Estoril precisamente o momento que Flame escolhe como o mais marcante da temporada até agora: “Depois de um início de época tão difícil, com os contratempos em Monteblanco, foi realmente gratificante ver todo o trabalho, meu e da equipa, ser recompensado.”

    Kika, Chloe e uma Ladies Cup que eleva a fasquia

    Se Flame é uma das grandes novidades da temporada, encontrou na Ladies Cup duas adversárias que não lhe permitem qualquer período de adaptação: a líder Francisca “Kika” Queiroz e a própria companheira de equipa, Chloe Grant.

    A finlandesa não foge à qualidade da oposição: “A Ladies Cup tem sido realmente competitiva esta temporada e tem sido fantástico fazer parte dela. Correr contra a Kika e a Chloe obrigou-me a melhorar em cada fim de semana e ter uma concorrência tão forte aumenta o nível de todas. Ambas são pilotos incrivelmente talentosas e já tivemos algumas batalhas muito próximas durante a temporada. É sempre gratificante competir contra pilotos que nos obrigam a dar mais, porque isso ajuda-nos a evoluir e a retirar o melhor de nós próprias.”

    A segunda metade da época será a solo

    Mas existe uma alteração importante a caminho. Nas três rondas finais, Flame passará a competir sozinha, deixando de partilhar o Porsche com Chloe Grant: “Nas últimas três rondas vou competir sozinha, tal como a Kika, em vez de partilhar um carro, o que me dará o dobro do tempo de pista. Cada volta adicional é mais uma oportunidade para continuar a evoluir.”

    E talvez seja esta a melhor demonstração de quanto mudou em apenas meia temporada. A piloto que chegou a Monteblanco sem testes e para descobrir a competição GT entra na segunda metade de 2026 com objetivos substancialmente mais elevados: “O meu principal objetivo para a segunda metade da temporada é aproveitar a progressão que conseguimos até agora. O objetivo é lutar consistentemente pelos pódios absolutos, assim como pelos pódios na Classe Silver e na Ladies Cup.”

    Não é uma ambição pequena para uma rookie dos GT. Mas também existe uma história familiar que ajuda a compreender de onde vem esta vontade de competir.

    Flame é neta de Pentti Airikkala, piloto que competiu no Campeonato do Mundo de Ralis, e a própria mãe também correu no Reino Unido durante a década de 1990. O Motorsport acompanhou-a, portanto, desde muito cedo: “Cresci rodeada pelo desporto. Seguir os passos deles foi sempre uma enorme motivação e estou realmente a desfrutar da oportunidade de continuar essa viagem enquanto evoluo como piloto de GT com a AF Motorsport.”

    Fora das pistas, Flame encontra na música, Noah Kahan está entre os seus artistas favoritos, nos passeios pelo paddock e no convívio com outros pilotos algumas das formas de desligar da pressão da competição. Mas, quando lhe pedimos uma mensagem para as jovens que sonham tornar-se pilotos, a resposta assume outra força: “Acreditem em vocês próprias e nunca desistam de algo pelo qual são apaixonadas. Merecem estar na grelha tanto como qualquer outra pessoa, por isso não deixem que ninguém vos diga o contrário.”

    Talvez a melhor síntese desta primeira metade da época venha, porém, da última resposta de Flame Airikkala. Para ela, competir na Porsche Sprint Challenge Ibérica significa “estar constantemente a desafiar-me para ser melhor. Cada fim de semana é uma oportunidade para competir contra um pelotão talentoso e dar mais um passo em direção ao meu objetivo de me tornar piloto profissional.”

    Três rondas foram suficientes para dar vários desses passos. Da estreia nos GT ao segundo lugar da Ladies Cup e ao Top 8 absoluto. Agora, com um Porsche exclusivamente para si e o dobro do tempo de pista, Flame Airikkala quer transformar a aprendizagem em algo ainda maior: lutar de forma permanente pelos pódios absolutos da Porsche Sprint Challenge Ibérica.

  • Estoril Classics celebra 10.ª edição com regresso da Endurance Racing Legends

    Estoril Classics celebra 10.ª edição com regresso da Endurance Racing Legends

    Autódromo do Estoril recebe, de 18 a 20 de setembro, a 10.ª edição do Estoril Classics, com três dias dedicados ao automobilismo histórico e o regresso de uma das categorias mais espetaculares do programa da Peter Auto.

    Entre os principais destaques está o regresso da Endurance Racing Legends, categoria que reúne alguns dos GT e protótipos mais marcantes das décadas de 1990 e 2000. Maserati MC12 GT1, Chrysler Viper GTS-R, Porsche 993 GT2, Porsche 997 GT3 RSR ou Ferrari F430 GTC estão entre as máquinas que representam esse período.

    O programa começa na sexta-feira com treinos e qualificações. O Classic GP, reservado aos Fórmula 1 anteriores a 1986, entra em pista às 10h35 e qualifica às 15h20. As duas divisões da Endurance Racing Legends terão igualmente duas sessões de qualificação ao longo do dia.

    Sábado concentra primeira grande jornada de corridas

    No sábado, a primeira corrida da Endurance Racing Legends 1, para LMP e GT1, está marcada para as 13h45. O Classic GP disputa a primeira corrida às 15h40, seguindo-se, às 16h20, a prova da Endurance Racing Legends 2, dedicada aos GT2. O programa inclui ainda Gentlemen Challenge, Classic Endurance Racing, Heritage Touring Cup, Iberian Historic Endurance, Sixties’ Endurance e 2.0L Cup, com competição a prolongar-se até às 21h00.

    No domingo, a Endurance Racing Legends 1 regressa à pista às 10h30, enquanto a segunda corrida do Classic GP está agendada para as 14h00. A Endurance Racing Legends 2 corre às 14h40 e o Iberian Historic Endurance encerra o programa competitivo às 16h55.

    Paddock volta a estar aberto ao público

    Uma das características do Estoril Classics continuará a ser a proximidade entre adeptos, pilotos, equipas e automóveis históricos, com acesso ao Paddock. Os bilhetes de Paddock, esgotados nas últimas seis edições, já estão à venda, existindo opções diárias e um passe para os três dias. Todos permitem também acesso à bancada da reta da meta.

    A entrada é paga a partir dos 16 anos. Até aos 15 anos, o acesso é gratuito quando acompanhado por um adulto, com um máximo de duas crianças ou jovens por adulto. O estacionamento no parque de terra será igualmente gratuito, sujeito à disponibilidade.

    Com Fórmula 1 históricos, protótipos, GT e turismos de diferentes gerações, o Estoril Classics prepara três dias de viagem pela história do automobilismo, tendo no regresso da Endurance Racing Legends um dos grandes argumentos da edição de 2026.

  • Supercars Endurance chega à pausa de verão com público em alta e títulos em aberto

    Supercars Endurance chega à pausa de verão com público em alta e títulos em aberto

    Depois de três etapas e seis corridas, o Iberian Supercars, o Campeonato de Portugal de Velocidade e o Campeonato de España de Supercars chegam à pausa de verão com forte adesão do público, grelhas competitivas e uma presença internacional cada vez mais significativa.

    Os três campeonatos do Supercars Endurance chegaram à pausa de verão com vários sinais de crescimento e uma temporada marcada pelo equilíbrio competitivo.

    No Algarve, cerca de cinco mil espectadores passaram pelo circuito ao longo do fim de semana, enquanto o Jarama Classic reuniu aproximadamente 20 mil pessoas. Em Vila Real, a assistência voltou a assumir uma dimensão muito superior, com mais de 100 mil espectadores ao longo dos três dias de competição.

    Uma das principais alterações introduzidas em 2026 foi a distribuição das duas corridas por sábado e domingo, em vez de ambas serem disputadas no último dia do programa. A separação entre as grelhas de GT4 e GTC/Turismos permitiu igualmente dar maior destaque às diferentes categorias e aumentar o tempo disponível para análise e preparação entre corridas.

    GT4 Pro-Bronze com vários protagonistas

    A GT4 Pro-Bronze tem sido uma das divisões mais equilibradas. Em seis corridas, três duplas diferentes já venceram: José Carlos Pires/Francisco Abreu, Nuno Afonso/Alexandre Areia e Nuno Pires/Orlando Batina, todas com Toyota GR Supra GT4 EVO2. Outros conjuntos, como Himar Acosta/Kyam Potez, Guillermo Aso/Mario Pinazo e Alfonso Colomina/Lluis Mas, também têm discutido regularmente os primeiros lugares, mantendo os títulos em aberto nos diferentes campeonatos.

    A dimensão internacional voltou igualmente a reforçar-se, com pilotos de 16 países presentes ao longo da temporada, para além dos representantes portugueses e espanhóis. Equipas e jovens pilotos de diferentes origens têm utilizado o campeonato como plataforma de formação e desenvolvimento nos GT4, contribuindo para elevar o nível competitivo das grelhas.

    Apenas uma dupla repetiu vitória absoluta

    O equilíbrio é também evidente nos resultados. Nas seis corridas já disputadas, apenas Francisco Mora e Rodrigo Almeida, em Toyota GR Supra GT4 EVO2 da Toyota Gazoo Racing Caetano Portugal, conseguiram repetir uma vitória absoluta. Nuno Afonso/Alexandre Areia, Luís Aguiar/Rafael Rajani, Tomás Teixeira/César Machado e Hendrik Still/Carlos Vieira também subiram ao lugar mais alto do pódio, reforçando a imprevisibilidade que tem marcado a temporada.

    O Supercars Endurance regressa de 24 a 27 de setembro, no Circuit Ricardo Tormo, em Valência, para a quarta ronda da época, já numa fase decisiva das contas dos campeonatos.

  • Duarte Costa, Martim Acúrcio, Vasco Simões, Diogo Caetano e Daniel Dunnets vencem em Palmela

    Duarte Costa, Martim Acúrcio, Vasco Simões, Diogo Caetano e Daniel Dunnets vencem em Palmela

    O Troféu Easykart Portugal cumpriu a quarta prova da temporada no Kartódromo Internacional de Palmela, numa jornada organizada pela ACDME e que voltou a combinar competição diurna e noturna.

    Depois de duas rondas no Bombarral e da passagem por Évora, a competição com chancela da FPAK teve como vencedores Duarte Costa (EK60), Martim Acúrcio (EK100), Vasco Simões (EK125), Diogo Caetano (TaG Livre 125) e Daniel Dunnets (DD2).

    Na Easykart 60, Duarte Costa dominou por completo. Depois de assinar a pole position com 58,077s, venceu as três corridas e terminou com 150 pontos. Afonso Figueiredo foi segundo, com 130, enquanto Ivan Volschi completou o pódio com 125.

    Também na Easykart 100 houve um vencedor incontestado. Martim Acúrcio foi o mais rápido na qualificação, com 52,082s, e ganhou as três corridas. Francisco Iglésias terminou sempre em segundo e assegurou essa posição na classificação da jornada, enquanto Senna Israni foi terceiro. O mesmo cenário repetiu-se na Easykart 125, onde Vasco Simões venceu as três corridas e somou os 150 pontos possíveis. Afonso Zambujo terminou em segundo e Martim Pedrosa completou o pódio.

    Diogo Caetano impõe-se na TaG Livre

    Na TaG Livre, Jorge Saraiva começou por estabelecer o melhor tempo na qualificação, com 50,850s, mas foi Diogo Caetano quem terminou a jornada no lugar mais alto do pódio. Caetano venceu duas corridas e foi segundo na restante, somando 145 pontos. Rafael Rajani, vencedor de uma manga e segundo nas outras duas, ficou a apenas cinco pontos, enquanto Jorge Saraiva terminou em terceiro.

    Na DD2, Daniel Dunnets completou outra prestação perfeita. Foi o mais rápido na qualificação, com 51,727s, e venceu as três corridas. Diogo Cortes terminou sempre em segundo, seguindo-se João Anjos e Rodrigo Santos.

    A quinta jornada do Troféu Easykart Portugal está marcada para 26 e 27 de setembro, no Kartódromo Internacional de Leiria.

  • DS Automobiles despede-se da Fórmula E com vitória histórica de Taylor Barnard

    DS Automobiles despede-se da Fórmula E com vitória histórica de Taylor Barnard

    A marca francesa encerrou 11 anos de participação na Fórmula E com um triunfo em Londres. Aos 22 anos, Taylor Barnard conquistou a primeira vitória da carreira e tornou-se o mais jovem vencedor da história da competição.

    A DS Automobiles encerrou a sua participação na Fórmula E da melhor forma possível, com Taylor Barnard a vencer a última corrida da marca no campeonato, disputada este domingo em Londres. Sexto na qualificação, o jovem britânico aproveitou o potencial do DS E-TENSE FE25 e uma estratégia bem executada pela DS PENSKE para se manter na discussão pelos primeiros lugares durante toda a corrida.

    Depois de rodar grande parte da prova na terceira posição, Barnard protagonizou duas ultrapassagens decisivas nas últimas voltas, assumindo a liderança e conquistando a primeira vitória da carreira na Fórmula E.

    «Estou a ter dificuldade em assimilar o que conseguimos. Terminámos a época com uma vitória e agora sou o vencedor mais jovem da história da Fórmula E. É uma sensação indescritível!», afirmou o britânico. Com apenas 22 anos, Barnard estabeleceu assim um novo recorde de precocidade entre os vencedores da competição totalmente elétrica.

    Maximilian Günther partiu apenas da 14.ª posição e conseguiu recuperar até ao 11.º lugar, ficando imediatamente fora da zona pontuável. O alemão encerra duas temporadas com a DS PENSKE durante as quais conquistou duas vitórias e duas pole positions.

    «Para a DS Automobiles, é uma forma magnífica de encerrar a sua participação no campeonato, e estou muito feliz por ter podido viver estes momentos finais de alegria», destacou Günther.

    Adeus após 11 temporadas

    A corrida de Londres encerrou um longo capítulo da DS Automobiles na Fórmula E. A marca francesa entrou na competição na segunda temporada e abandona o campeonato depois de 11 anos de presença ao mais alto nível. O balanço inclui dois títulos de Pilotos, dois títulos de Equipas, 19 vitórias, 56 pódios, 26 pole positions e 2.030 pontos conquistados, além de sete presenças no pódio final do Campeonato de Equipas.

    Na última temporada, a DS Automobiles contribuiu ainda para o terceiro lugar da Stellantis no Campeonato de Construtores. Uma despedida que dificilmente poderia ter sido mais simbólica: depois de mais de uma década na Fórmula E, a DS Automobiles saiu de cena com Taylor Barnard no lugar mais alto do pódio em Londres.

  • Adam Fawsitt: «Para transformar a liderança no título não precisamos de heroísmos»

    Adam Fawsitt: «Para transformar a liderança no título não precisamos de heroísmos»

    Líder da divisão Cup do Campeonato de Portugal de Velocidade, o britânico da Art of Speed chega à fase decisiva da época apostado em transformar a consistência demonstrada em Vila Real na conquista do título.

    Adam Fawsitt enfrenta as duas últimas jornadas do Campeonato de Portugal de Velocidade na liderança da divisão Cup, depois de uma primeira metade de temporada marcada por altos e baixos. O abandono na segunda corrida de Portimão contrastou com os dois segundos lugares conquistados em Vila Real, resultado que permitiu ao piloto do Porsche 911 GT3 Cup assumir o comando do campeonato.

    «Saímos de Portimão, trabalhámos no carro e chegámos a Vila Real com uma mentalidade completamente diferente: consistentes, limpos e determinados a pontuar nas duas corridas. Foi essa consistência que nos colocou na liderança», explica.

    Na sua primeira temporada completa com a Art of Speed, Fawsitt destaca também a evolução conseguida dentro da estrutura conimbricense: «A equipa eleva a fasquia. O Frederico tem sido fundamental, pressionando-me para ser mais preciso, mais consistente e para pensar no fim de semana como um todo.»

    Vila Real constituiu um dos desafios mais exigentes da temporada, com Fawsitt a disputar sozinho as duas corridas sob temperaturas elevadas.: «Terminar com dois pódios e assumir a liderança significou muito. Foi uma demonstração de resistência, disciplina e capacidade de manter a cabeça fria.»

    Com Jerez e Estoril ainda por disputar, o britânico mantém uma abordagem pragmática: «O objetivo é terminar todas as corridas e pontuar em todas. Para transformar a liderança no título não precisamos de heroísmos, mas de disciplina.»

    O futuro poderá continuar ligado à Art of Speed. Fawsitt admite que está em cima da mesa um possível projeto na GTX para 2027: «É uma possibilidade que faz sentido e que iremos avaliar no final da temporada. A minha vontade é continuar a construir este percurso com a Art of Speed.»

  • Francisca Queiroz: líder da Ladies Cup e cada vez mais perto do topo da PSCI

    Francisca Queiroz: líder da Ladies Cup e cada vez mais perto do topo da PSCI

    Francisca “Kika” Queiroz chegou à pausa de verão da Porsche Sprint Challenge Ibérica com 20 pontos de vantagem na Ladies Cup, ocupando um magnífico segundo lugar isolado na Classe Silver e somando 216 pontos na classificação absoluta, apenas um ponto atrás dos segundos classificados. Números que confirmam uma primeira metade de temporada de enorme nível.

    A primeira metade da temporada de Francisca “Kika” Queiroz pode ser resumida através destes três indicadores, mas os números contam uma história ainda mais interessante quando analisados em detalhe: transformam-se no retrato de uma piloto que começou a temporada com o objetivo de lutar pela Ladies Cup, mas que, corrida após corrida, se tem afirmado também entre os protagonistas da classificação geral da PSCI.

    “Estou muito satisfeita com a primeira metade da época. Conseguimos ser consistentes, evoluir de corrida para corrida e chegar à pausa de verão na liderança da Ladies Cup. Ainda há muito campeonato pela frente, mas é um bom indicador de que todo o trabalho da equipa e a preparação têm dado resultados.”

    Valência confirmou uma nova dimensão

    Se a consistência permitiu construir a liderança, Valência mostrou até onde pode chegar a competitividade da jovem portuguesa. A terceira ronda, disputada no Circuit Ricardo Tormo, transformou-se no melhor fim de semana de Francisca Queiroz em 2026. Em quatro corridas, “Kika” conquistou três vitórias na Ladies Cup e dois pódios absolutos, enfrentando diretamente alguns dos pilotos mais rápidos do campeonato e demonstrando que a sua presença entre os primeiros deixou de poder ser encarada como uma surpresa.

    “Sem dúvida que Valência foi um fim de semana muito especial. As três vitórias na Ladies Cup e os dois pódios absolutos deram-me muita confiança e mostraram que temos ritmo para lutar pelos lugares da frente. Mais do que um ponto de viragem, foi a confirmação de que estamos no caminho certo.”

    A própria escolha do circuito favorito desta primeira metade da temporada acaba por ser natural: “Valência. Além dos resultados, é um circuito muito técnico e divertido de conduzir. Foi onde senti uma maior ligação com o carro durante todo o fim de semana.”

    Ladies Cup: liderar não significa poder relaxar

    Os 20 pontos de vantagem oferecem a Francisca Queiroz uma liderança importante na Ladies Cup, mas estão longe de permitir qualquer tipo de gestão confortável. Pela frente estão duas adversárias que têm contribuído decisivamente para transformar a competição feminina numa das histórias desportivas mais interessantes da PSCI em 2026: Chloe Grant e Flame Airikkala.

    E “Kika” não hesita em reconhecer a qualidade das suas adversárias: “É uma competição muito exigente e isso só me faz crescer. Tanto a Chloe como a Flame são pilotos muito rápidas e obrigam-me a estar sempre ao meu melhor nível. Quando a concorrência é forte, a evolução acaba por ser maior.”

    Pedimos-lhe que definisse a Ladies Cup em apenas três palavras: “Competição. Evolução. Superação.” Três conceitos que descrevem igualmente bem a temporada que a própria portuguesa está a protagonizar.

    LOB Motorsport: confiança para continuar a evoluir

    Existe também uma componente fundamental por detrás da progressão demonstrada em pista: a continuidade da relação com a LOB Motorsport.

    A renovação da ligação entre piloto e equipa permitiu dar sequência a um projeto onde o conhecimento mútuo, a confiança e a ambição continuam a crescer: “Significa muito para mim. Existe uma grande confiança entre mim e a equipa, e isso é fundamental. Sinto que a LOB Motorsport acredita no meu potencial e proporciona-me todas as condições para continuar a evoluir como piloto.”

    Os resultados parecem confirmar essa evolução. Porque estar na liderança da Ladies Cup já seria, por si só, um excelente balanço. Mas fazê-lo enquanto ocupa simultaneamente o segundo lugar da Classe Silver e permanece a apenas um ponto do segundo posto absoluto confere outra dimensão à temporada de Francisca Queiroz.

    Apesar da vantagem construída, Francisca recusa antecipar cenários. Ainda existe uma longa segunda metade da temporada pela frente e o objetivo passa por manter exatamente aquilo que a colocou nesta posição: consistência.

    “O principal objetivo é manter a consistência, continuar a somar pontos e lutar pela conquista da Ladies Cup. Se surgirem oportunidades para voltar a lutar por pódios à geral, obviamente quero aproveitá-las.” É uma frase particularmente reveladora. O título da Ladies Cup constitui o grande objetivo, mas os dois pódios absolutos de Valência abriram outra perspetiva. Francisca sabe agora que, nas condições certas, pode lutar com os melhores pilotos da Porsche Sprint Challenge Ibérica.

    E quando lhe perguntámos o que será necessário para transformar a atual liderança num título no final da temporada, a resposta foi inequívoca: “Para vencer a Ladies Cup em 2026 será preciso ser consistente em todas as corridas, nunca deixar de evoluir e acreditar até à última volta.”

    “O talento não tem género”

    Fora do carro, Francisca encontra na música, no convívio com a equipa e nos momentos de tranquilidade entre sessões a forma de aliviar a pressão de um fim de semana de competição: Mas é quando olha para quem sonha um dia seguir o mesmo caminho que surge uma das mensagens mais fortes desta conversa: “Que nunca deixem ninguém dizer que não são capazes. O automobilismo exige muito trabalho, dedicação e persistência, mas o talento não tem género. Se acreditarem no sonho e trabalharem todos os dias para o alcançar, tudo é possível.”

    A meio da temporada, Francisca “Kika” Queiroz lidera destacada a Ladies Cup. É segunda na Classe Silver. Está a apenas um ponto do segundo lugar absoluto. E depois dos dois pódios conquistados em Valência, uma coisa parece cada vez mais evidente: já não está apenas a lutar para ser a melhor piloto feminina da PSCI. Está a lutar para ser uma das melhores da grelha.

  • Troféu de Baltar regressa em setembro para a terceira prova da temporada

    Troféu de Baltar regressa em setembro para a terceira prova da temporada

    Kartódromo de Baltar recebe, a 5 de setembro, a terceira jornada do Troféu de Baltar 2026. A competição arranca às 15h00 e será disputada no Circuito C, estando já abertas as inscrições.

    O Troféu de Baltar 2026 regressa à pista no próximo dia 5 de setembro, com a realização da terceira prova da temporada no Kartódromo de Baltar. A jornada está marcada para as 15h00 e terá como palco o Circuito C, uma das diferentes configurações possíveis do traçado de Baltar. O circuito apresenta um perímetro de 1.020 metros, uma largura constante de oito metros e permite quatro configurações distintas.

    A competição é realizada com os karts de aluguer do próprio Kartódromo de Baltar. Na jornada inaugural de 2026, disputada a 7 de março no Circuito A, foram utilizados Sodi RT10 equipados com motores de 390 cc, solução escolhida pela organização para colocar os participantes em condições técnicas semelhantes.

    O interesse despertado pelo troféu ficou desde logo evidente na abertura da temporada. A lista divulgada oficialmente para a primeira prova reuniu 55 pilotos, demonstrando uma forte adesão à competição de rental karting promovida pelo Kartódromo de Baltar. Depois das duas primeiras jornadas do ano, a prova de setembro abre agora uma nova fase da temporada, desta vez com os pilotos a enfrentarem o Circuito C.

    As inscrições para a terceira prova já se encontram abertas, existindo no site oficial do Kartódromo de Baltar uma área específica destinada ao registo dos participantes.

  • Gonçalo Capote estreia Yamaha R9 no CNV com duas vitórias à geral

    Gonçalo Capote estreia Yamaha R9 no CNV com duas vitórias à geral

    Gonçalo Capote foi uma das grandes figuras da terceira ronda do Campeonato Nacional de Velocidade, disputada no Autódromo Internacional do Algarve. No regresso ao CNV, o piloto estreou a Yamaha R9 na categoria Supersport e assinou um fim de semana perfeito, vencendo a classe e a classificação geral nas duas corridas.

    A jornada de Portimão, disputada nos dias 8 e 9 de agosto, apresentou um programa particularmente preenchido, reforçado pela presença das competições espanholas Copa R4C e BMW Motorrad RR Iberia Cup.

    Mas foi Gonçalo Capote quem protagonizou um dos grandes destaques. Depois de uma prolongada paragem devido a lesão, o piloto regressou à competição há menos de dois meses, inicialmente com a Yamaha R6 no FIM MotoJunior, no Estoril, estreando posteriormente a nova R9 no ESBK.

    No Algarve chegou a vez da estreia da Yamaha R9 no CNV, precisamente numa temporada em que a anterior classe Superstock 600 deu lugar às Supersport, permitindo a participação das motos “New Generation”, em linha com os regulamentos internacionais.

    A estreia dificilmente poderia ter sido mais convincente. No sábado, Capote levou a Supersport ao triunfo absoluto, terminando à frente da Honda CBR1000RR de Ricardo Lopes, melhor representante das Superbike, e da Honda CBR600RR de Martim Jesus. No domingo voltou a repetir a vitória, novamente batendo as motos da categoria principal, desta vez com as Superbike de Luís Ferreira, em BMW S1000RR, e Ricardo Lopes a completarem os três primeiros da geral.

    Dany Soares também assina fim de semana perfeito

    Outro dos grandes protagonistas em Portimão foi Dany Soares. Aos comandos da BMW S1000RR, venceu a classe CDM2 da Copa Dunlop Motoval nos dois dias, terminando ambas as corridas dentro do Top 5 absoluto. Mas o piloto acumulou ainda a participação na BMW Motorrad RR Iberia Cup e também aí venceu as duas corridas. Resultado: quatro corridas disputadas e quatro triunfos.

    Nas SportBike, Tiago João voltou a impor a Aprilia RS660, vencendo a categoria e a geral nas duas corridas, enquanto Carlota Carochinho, em Yamaha R7, foi segunda da classe. Nas Moto4, Alexandre Cabá e Tomás Canarias repartiram as vitórias.

    As Supersport 300 tiveram Rodrigo Asensio como vencedor no sábado, enquanto Vasco Camoesas foi o primeiro no domingo. Os resultados da segunda corrida ficaram, contudo, em suspenso devido a verificações técnicas motivadas por um protesto apresentado às motos de Camoesas e Lourenço Vicente.

    Nas corridas que reuniram CNV Júnior e PréMoto4, Tiago Tomé dominou entre as PM4, vencendo nos dois dias, enquanto Simão Viegas e Tomás Santos dividiram os triunfos na CNV Júnior.

    O Campeonato Nacional de Velocidade regressa entre 4 e 6 de setembro para o Circuito do Estoril III, quarta e penúltima ronda da temporada de 2026.