A Opel fechou a dupla de pilotos com que vai atacar a temporada 2026/27 do Campeonato do Mundo de Fórmula E. Mitch Evans, recordista de vitórias na competição, junta-se ao jovem Théo Pourchaire numa formação que assume desde já um objetivo claro: lutar na frente desde a estreia.
O neozelandês chega à Opel com 16 vitórias na Fórmula E, sendo apresentado pela marca como o piloto mais vitorioso da história da competição. Ao seu lado estará Théo Pourchaire, numa combinação entre experiência e juventude que a Opel pretende transformar rapidamente em resultados.
«Mitch Evans foi o candidato preferido para a nossa Opel GSE Formula E Team desde o início», revelou Jörg Schrott, diretor da Opel Motorsport e chefe de equipa, assumindo sem rodeios a fasquia colocada para o novo projeto: «Estamos a entrar no Campeonato do Mundo para lutar pelas primeiras posições.»
Depois de voltar a ficar muito perto do título mundial na temporada passada, Evans vê a chegada da geração GEN4 como o momento ideal para iniciar uma nova etapa da carreira: «Após dez anos com um fabricante, estava na hora de enfrentar um novo desafio. A transição para os monolugares GEN4 representa o momento perfeito para começar algo novo», afirmou.
E a ambição está alinhada com a da Opel: «A equipa não está a entrar na série apenas para competir: a Opel está aqui para vencer, e é exatamente isso que eu aspiro.» Evans não esconde também que conquistar o campeonato continua a ser a principal meta pessoal: «O título mundial continua claramente a ser o grande objetivo para mim. Neste aspeto, ainda tenho contas a acertar na Fórmula E.»
A estrutura contará ainda com Sophia Flörsch como piloto de testes e desenvolvimento. O próximo grande passo do projeto acontecerá a 12 de outubro, no Salão Automóvel de Paris, onde a Opel revelará o design definitivo do monolugar com que disputará a temporada 2026/27.
Jakub Śmiechowski, Nick Yelloly e Tom Dillmann deram à Inter Europol Competition a vitória nas 4 Horas de Spa-Francorchamps, quarta jornada do European Le Mans Series. A corrida ficou marcada por seis períodos de Safety Car, lutas intensas até ao final e duas decisões dos comissários que alteraram os pódios após a bandeira de xadrez.
O trio recebeu a bandeira de xadrez apenas 3,3 segundos à frente do Vector Sport n.º 10, mas a classificação sofreria uma alteração importante após a corrida. Pietro Fittipaldi não cumpriu o tempo mínimo regulamentar de condução por 1m15,791s, levando a uma penalização de 1m50,791s que fez o Oreca da Vector Sport cair para 17.º da geral e nono entre os LMP2. A decisão promoveu o Forestier Racing by Panis n.º 29 ao segundo lugar, com o IDEC Sport n.º 18 a completar o pódio.
Na categoria LMP2 Pro/Am, o triunfo pertenceu ao Oreca n.º 83 da AF Corse, tripulado por François Perrodo, Antonio Fuoco e Matthieu Vaxiviere. A decisão aconteceu num intenso duelo entre Vaxiviere e Louis Delétraz, do AO by TF, com os dois a entrarem em contacto na travagem para Les Combes. Delétraz entrou em pião, enquanto Vaxiviere utilizou a escapatória e conseguiu conservar a liderança. A AF Corse venceu por 3,3 segundos sobre o Algarve Pro Racing de Malthe Jakobsen, com o AO by TF a terminar na terceira posição.
Desclassificação muda vencedor nos LMP3
Também nos LMP3 a classificação mudou depois da corrida. O Ligier n.º 5 da Rinaldi Racing recebeu inicialmente a bandeira de xadrez com larga vantagem, mas acabou desclassificado por apresentar um depósito de combustível com 101,5 litros, acima do máximo regulamentar de 100 litros. O triunfo passou assim para o CLX Motorsport, com Paul Lanchère, Alexander Jacoby e Louis Iglesias, à frente do R-ace GP e Eurointernational.
Photo Marius Hecker / European Le Mans Series – FocusPackMedia
Nos LMGT3, a GR Racing conquistou a sua primeira vitória no ELMS desde 2015. Mike Wainwright, Mex Jansen e Lorcan Hanafin levaram o Ferrari 296 LMGT3 ao triunfo, apenas 2,7 segundos diante do Porsche da Proton Competition. O Team Qatar by Iron Lynx completou o pódio com o Mercedes-AMG.
A prova ficou ainda marcada por um feito de Jamie Chadwick, que se tornou a primeira mulher a partir de uma posição do pódio absoluto numa corrida do ELMS, depois de o seu companheiro Valerio Rinicella ter colocado o IDEC Sport na pole position.
O European Le Mans Series regressa a 13 de setembro, com as 4 Horas de Silverstone, quinta jornada da temporada.
A temporada de 2026 ainda está longe de terminar, mas nos bastidores da Porsche Sprint Challenge Ibérica o futuro já começou. A P21 Motorsport, entidade organizadora da competição, tem já confirmada, até ao corrente mês de agosto, a aquisição de 13 unidades do novo Porsche 911 Cup da geração 992.2, modelo que fará a sua estreia na PSCI em 2027.
Um número particularmente expressivo quando ainda faltam quatro meses para terminar o presente ano e que constitui um poderoso indicador da confiança de equipas e pilotos no crescimento e no futuro da competição, estando mais unidades em negociação.
Mais do que intenções, são compromissos concretos. Os contratos de aquisição destas unidades incluem a obrigatoriedade da sua participação nas temporadas 2027 e 2028 da Porsche Sprint Challenge Ibérica, permitindo desde já antecipar uma presença muito significativa da nova geração do Cup na grelha dos próximos dois anos.
Equipas apostam forte na nova geração
Entre as estruturas que já garantiram unidades do novo Porsche encontram-se vários dos nomes atualmente mais presentes no paddock da PSCI. A AF Motorsport adquiriu dois exemplares, a GT Corse dois, a LMR dois, a LOB Motorsport um, a RGB Racing Team um e a NACent Racing um. A estes nove automóveis destinados a equipas juntam-se quatro unidades adquiridas individualmente por pilotos: Nuno Inocêncio, que adquiriu dois, Lorenzo Medieta Sola e Asier Gorostiza.
No total, são 13 novos Porsche 911 Cup já confirmados para 2027. A dimensão destes números assume particular relevância quando cruzada com outro dado: a chegada da geração 992.2 não significará o desaparecimento imediato dos atuais Porsche 992.1 GT3 Cup da competição.
A Porsche Sprint Challenge Ibérica continuará a geração 992.1, permitindo que equipas e pilotos continuem a competir com um automóvel que tem sido a base do enorme crescimento desportivo do campeonato. Neste momento, mais de dez unidades 992.1 estão já previstas para a próxima temporada, distribuídas por várias das estruturas atualmente presentes na competição. Entre elas estará igualmente a Skualo Competition, que continuará no campeonato em 2027.
A combinação das duas gerações começa, assim, a desenhar uma grelha potencial de dimensão particularmente relevante. Somando apenas os compromissos já existentes, mais de duas dezenas de Porsche estão neste momento projetados para competir na PSCI em 2027, quando ainda faltam vários meses para fechar o processo de preparação da nova temporada.
911 Cup: a nova geração da competição Porsche
A grande novidade será, naturalmente, a chegada do Porsche 911 Cup baseado na geração 992.2. Apresentado pela Porsche Motorsport como a evolução do bem-sucedido 911 GT3 Cup, o novo automóvel foi desenvolvido com três objetivos fundamentais: aumentar a performance, manter custos operacionais controlados e simplificar a utilização por pilotos e equipas.
No centro de tudo continua a estar uma das grandes assinaturas da Porsche Motorsport: o motor boxer atmosférico de seis cilindros e 4,0 litros, derivado da unidade utilizada no 911 GT3 de estrada. Na nova configuração de competição desenvolve 520 cv (382 kW) às 8.400 rpm, mais 10 cv do que o antecessor, e disponibiliza 470 Nm de binário máximo às 6.150 rpm, podendo atingir as 8.750 rpm. A transmissão é assegurada por uma caixa sequencial Porsche de seis velocidades, acionada através de patilhas, associada a uma nova embraiagem de competição de quatro discos.
Com aproximadamente 1.288 kg de peso base, o novo 911 Cup apresenta igualmente uma aerodinâmica profundamente revista e incorpora diversas evoluções destinadas a melhorar a performance e a facilitar a operação em contexto de corrida.
O sistema de travagem foi também significativamente evoluído, passando a contar com discos dianteiros de 380 mm e, pela primeira vez, ABS de competição de série. Incluiu ainda uma função automática de rearranque do motor em caso de paragem acidental. É, em suma, uma evolução construída sobre a filosofia que tornou o Porsche 911 uma referência mundial das competições monomarca: mais performance, maior eficácia e uma ligação cada vez mais próxima entre tecnologia de produção e Motorsport.
José Monroy: “Os números dizem muito sobre aquilo que estamos a construir”
Para José Monroy, Series Manager da Porsche Sprint Challenge Ibérica, as confirmações já alcançadas constituem um sinal particularmente forte para o futuro da competição: “Ainda estamos em agosto de 2026 e já temos 13 unidades do novo Porsche 911 Cup confirmadas para a próxima temporada. Os números dizem muito sobre aquilo que estamos a construir e, sobretudo, sobre a confiança que equipas e pilotos depositam na Porsche Sprint Challenge Ibérica.”
O responsável destaca igualmente a importância da convivência entre as duas gerações: “2027 representará um passo muito importante. Teremos a estreia do novo 911 Cup 992.2, um automóvel extraordinário e que representa a mais recente evolução da Porsche Motorsport, mas continuaremos também a ter uma presença muito forte dos atuais 992.1. Tudo aponta para que 2027 possa elevar exponencialmente a fasquia da Porsche Sprint Challenge Ibérica.”
Enquanto a temporada de 2026 prepara a sua segunda metade, a P21 Motorsport continua simultaneamente a trabalhar na definição de todos os detalhes do próximo ano, sendo certo que uma das grandes novidades será o aumento do tempo em pista ao longo de cada ronda.
O calendário oficial da Porsche Sprint Challenge Ibérica 2027 será anunciado brevemente, revelando os circuitos que receberão aquela que começa já a assumir-se como uma temporada particularmente aguardada. 2027 ainda não começou. Mas a grelha da Porsche Sprint Challenge Ibérica já está a acelerar.
Manuel Espírito Santo concluiu a jornada de Spa-Francorchamps do European Le Mans Series (ELMS) no sexto lugar da categoria LMP2 Pro/Am, partilhando o Oreca da Rossa Racing by Virage com John Falb e Rik Koen.
O trio apresentou um ritmo competitivo e consistente ao longo da prova, mas viu as possibilidades de lutar por uma classificação mais elevada condicionadas durante uma das paragens nas boxes. Quando Manuel Espírito Santo se preparava para iniciar o seu stint, o sinal vermelho à saída do pit lane permaneceu ativo, obrigando o português a ficar imobilizado e provocando uma perda de tempo importante face aos adversários diretos.
«Conseguimos amealhar bons pontos para o campeonato, mas fica a sensação de que poderíamos ter ido mais longe. O problema no sinal do pit lane acabou por nos custar bastante tempo num momento crucial», explicou.
Apesar do contratempo, o português retirou indicações positivas da passagem pelo exigente traçado belga: «A parte positiva é que tanto o carro como toda a equipa demonstraram um excelente desempenho e uma grande consistência ao longo de toda a prova. A velocidade está lá e saímos de Spa focados em converter este potencial num resultado ainda melhor na próxima corrida.»
O European Le Mans Series prossegue a 13 de setembro, em Silverstone, onde Manuel Espírito Santo e os seus companheiros procurarão transformar o ritmo evidenciado em Spa num resultado mais expressivo.
George Russell transformou a pole position numa vitória categórica na Sprint do Grande Prémio dos Países Baixos. O piloto da Mercedes bateu Charles Leclerc e Lando Norris nas 24 voltas disputadas em Zandvoort.
George Russell foi o grande dominador da Sprint do Grande Prémio dos Países Baixos, controlando a corrida praticamente desde o arranque e garantindo uma vitória segura para a Mercedes. O britânico partiu da pole position, arrancou bem e, apesar de ver a vantagem oscilar ao longo das 24 voltas, conseguiu manter-se sempre fora do alcance direto dos adversários.
A principal luta aconteceu atrás de Russell. Charles Leclerc, que apostou nos pneus macios, conseguiu fazê-los durar e atacou Lando Norris na fase final, ultrapassando o piloto da McLaren na 18.ª volta para conquistar o segundo lugar.
Norris terminou em terceiro, mas teve de resistir até à bandeira de xadrez à pressão de Kimi Antonelli, cruzando a meta apenas 0,3 segundos à frente do líder do campeonato.
Na frente, Russell manteve tudo sob controlo e recebeu a bandeira de xadrez precisamente quando começavam a cair as primeiras gotas de chuva em Zandvoort. Foi a terceira vez que George Russell converteu uma pole position numa vitória numa corrida Sprint, assinando uma prestação autoritária no circuito neerlandês.
Cinco vitórias em seis corridas e a liderança da classe City no Campeonato de Portugal de Velocidade de Clássicos & Legends 1300 marcam a estreia de Afonso Azevedo nos automóveis. Aos comandos de um Peugeot 107 da Art of Speed, o jovem de Oliveira de Azeméis já prepara o próximo passo da carreira.
Depois de vários anos no karting, Afonso Azevedo adaptou-se rapidamente aos automóveis e encontrou na Art of Speed o contexto ideal para acelerar a evolução. «Tem sido uma transição fantástica. Consegui aprender bastante rápido e adaptar-me ao mundo dos automóveis», destaca.
Os resultados confirmam esse progresso. Com cinco triunfos em seis corridas, Afonso lidera a classe City, tendo vivido em Vila Real um dos momentos mais marcantes da temporada, com duas subidas ao pódio num circuito que desconhecia: «As duas subidas ao pódio em Vila Real foram bastante importantes para mim, especialmente num circuito tão exigente.»
O piloto destaca também o papel da estrutura de Coimbra: «A Art of Speed contribui bastante para a minha evolução. Mostra-me diferentes técnicas de pilotagem e prepara um carro que me permite ser competitivo e lutar por vitórias.»
Apesar do excelente arranque, Afonso assume que ainda tem muito para aprender, sobretudo na procura do limite do carro, leitura dos adversários e compreensão das afinações. A ambição, contudo, está bem definida. Em 2027, o objetivo passa por continuar com a Art of Speed e subir ao Supercars Endurance: «Para chegar ao topo, tenho de subir um passo de cada vez. Vão ser precisos muitos anos e muito trabalho, mas acredito que consigo chegar a categorias como a GT3.»
Com uma primeira época já marcada por vitórias e liderança, Afonso Azevedo começa a desenhar um percurso que pretende levar bem mais longe.
Piloto português regressa este fim de semana à European Le Mans Series, aos comandos do Oreca da Rossa Racing by Virage. O objetivo passa por garantir um lugar entre os cinco primeiros na grelha e entrar na luta pelas posições cimeiras da LMP2.
Manuel Espírito Santo enfrenta este fim de semana, 22 e 23 de agosto, mais um desafio na European Le Mans Series, desta vez no emblemático circuito de Spa-Francorchamps, na Bélgica. O português volta a partilhar o Oreca da Rossa Racing by Virage com o norte-americano John Falb e o neerlandês Rik Koen, formando um trio que chega às Ardenas com objetivos bem definidos.
A prioridade passa por assegurar uma boa posição na qualificação, procurando colocar o protótipo entre os cinco primeiros da grelha para depois atacar um resultado de destaque na classe LMP2: «Spa é um circuito incrível e muito exigente para qualquer piloto. As condições meteorológicas têm um papel fundamental. Numa única volta encontramos as várias estações do ano. É preciso ter um plano bem definido», destaca Manuel Espírito Santo.
O jovem português mostra-se confiante no trabalho realizado antes da ronda belga: «Temos um conjunto forte e fizemos algum trabalho de preparação. O objetivo passa por fazer uma boa qualificação e garantir um lugar no Top 5 para, depois, estarmos na luta pelos lugares da frente durante a corrida.»
Com curvas tão emblemáticas como Eau Rouge e Raidillon e uma meteorologia tradicionalmente imprevisível, Spa-Francorchamps promete colocar à prova pilotos, equipas e estratégias ao longo das quatro horas de competição. A qualificação disputa-se no sábado, enquanto a corrida principal terá lugar no domingo. As 4 Horas de Spa-Francorchamps terão transmissão em direto na Sport TV 4, a partir das 11h45.
Depois da pausa de verão, Noah Monteiro está de regresso à competição este fim de semana, em Jarama, chegando à ronda madrilena na liderança do Campeonato Espanhol de Fórmula 4 e com três jornadas ainda por disputar.
O Campeonato Espanhol de Fórmula 4 retoma este fim de semana a atividade no Circuito de Jarama, em Madrid, com Noah Monteiro a iniciar a fase decisiva da temporada na liderança da classificação. Com apenas três fins de semana ainda pela frente e muitos pontos em disputa, o jovem português encara a jornada espanhola com um objetivo claro: manter a consistência apresentada na primeira parte da época, continuar a lutar pelas vitórias e, se possível, aumentar a vantagem no campeonato.
Jarama é, além disso, um circuito que traz boas recordações a Noah Monteiro, que já demonstrou forte competitividade naquele traçado no início do ano. O piloto reconhece, contudo, que a nova passagem por Madrid representará um desafio diferente, numa altura em que a luta pelo campeonato entra na sua fase mais exigente.
A ronda contará com três corridas. A primeira qualificação está marcada para sábado, às 13h40 de Portugal Continental, seguindo-se a Corrida 1 às 16h00. No domingo, a segunda qualificação começa às 09h00, antecedendo a Corrida 2, às 10h50, e a terceira e última prova do fim de semana, às 13h20.
Com a liderança em mãos e apenas três jornadas para o final, Jarama marca o início do verdadeiro sprint decisivo de Noah Monteiro rumo ao título espanhol de Fórmula 4.
Piloto português disputa este fim de semana a quarta ronda da European Le Mans Series, num circuito onde nunca competiu, procurando defender a vantagem de oito pontos antes das derradeiras jornadas de Silverstone e Portimão.
José Cautela está de regresso à competição este fim de semana para disputar as 4 Horas de Spa-Francorchamps, quarta ronda da European Le Mans Series 2026, que decorre entre 21 e 23 de agosto na Bélgica. O piloto português chega ao mítico traçado de Spa-Francorchamps, com 7,004 quilómetros e 20 curvas, numa posição favorável nas contas do campeonato, dispondo atualmente de oito pontos de vantagem.
Será, contudo, uma estreia para Cautela naquele que é considerado um dos circuitos mais exigentes e emblemáticos do automobilismo mundial: «Estou bastante desejoso de entrar em pista. Spa-Francorchamps é um dos melhores circuitos do mundo e é uma pista nova para mim, onde nunca corri, por isso há uma motivação especial para este fim de semana», afirma.
Apesar da margem conquistada, o português não pretende alterar a abordagem que tem seguido ao longo da temporada: «Temos oito pontos de vantagem e isso dá-nos alguma margem, mas não muda a nossa abordagem: queremos gerir corrida a corrida, somar o máximo de pontos possível e chegar a Portimão na melhor posição.»
Depois da passagem pela Bélgica, o calendário da ELMS prossegue em Silverstone, antes da decisão da temporada em Portimão, em outubro. A atividade em Spa começa esta sexta-feira com os primeiros treinos, seguindo-se no sábado as restantes sessões de preparação e a qualificação. As 4 Horas de Spa-Francorchamps arrancam domingo, 23 de agosto, às 13h00.
«Agora é aproveitar esta oportunidade, aprender rapidamente o circuito e dar o nosso melhor desde o primeiro momento», concluiu José Cautela.
Na época de estreia nos GT4, o jovem dinamarquês tem mostrado uma rápida adaptação ao Aston Martin Vantage AMR GT4 EVO da RACAR Motorsport – AMR Partner Team. As contrariedades mecânicas têm condicionado os resultados, mas a velocidade demonstrada alimenta a ambição para a segunda metade da temporada.
Anton Morsing chegou aos GT4 em 2026 depois de competir na Nordic 4 e encontrou no Aston Martin Vantage AMR GT4 EVO um desafio muito diferente dos monolugares. A adaptação, contudo, foi mais rápida do que esperava.
«Foi uma mudança enorme, passar de um carro leve e ágil como o fórmula para uma máquina pesada como o Aston Martin. Surpreendentemente, o processo foi bastante simples. Desde o primeiro momento em que me sentei no carro senti que era aqui que pertencia em termos de carros de competição», explica.
A evolução tornou-se particularmente evidente em Jarama, onde o dinamarquês sentiu ter conseguido juntar várias das peças que ainda faltavam no processo de aprendizagem: «Esta temporada melhorou imenso a minha compreensão da física e do equilíbrio do carro. Conseguir conduzir e, ao mesmo tempo, perceber o que estou a fazer mal foi uma mudança de jogo para mim.»
Mathieu Martins como referência
Um dos elementos fundamentais nesta primeira temporada tem sido a parceria com Mathieu Martins, campeão em título do Iberian Supercars de GT e do Supercars España de GT e GT4 Pro: «Ter o Mathieu como colega de equipa tem sido tudo para a minha aprendizagem. Poder utilizar os dados dele e ver exatamente o que faz o melhor piloto foi determinante para o meu desempenho.»
Apesar do andamento demonstrado pela dupla, vários problemas mecânicos impediram a RACAR Motorsport – AMR Partner Team de transformar regularmente essa competitividade em resultados.
Morsing prefere, por isso, concentrar-se naquilo que pilotos e equipa conseguem controlar: «Podemos chegar a esta pausa sabendo que os dois estivemos a lutar pelas vitórias. Não há dúvida de que somos capazes de ter essa performance.»
O jovem dinamarquês destaca igualmente o trabalho da estrutura de Odivelas, recordando o esforço realizado pelos seus elementos para manter o Aston Martin competitivo mesmo nos fins de semana mais difíceis.
Ambição intacta para a segunda metade
Para o que resta da temporada, Anton Morsing não pretende alterar a abordagem, embora reconheça que será importante evitar novos abandonos e começar a converter a velocidade demonstrada em resultados.
«Vou continuar a fazer aquilo que é o meu trabalho, melhorar e conduzir da melhor forma que conseguir. Os meus objetivos não mudaram.»
E a fasquia permanece elevada.
«Com aquilo que o nosso carro mostrou nestas primeiras rondas, vamos claramente apontar aos lugares cimeiros do pódio no resto da temporada.»
Mais do que estabelecer uma lista rígida de objetivos para a sua primeira época nos GT4, Morsing pretende continuar a crescer ao lado da RACAR Motorsport e de Mathieu Martins.
«O meu objetivo é desfrutar desta época, dar o meu melhor e ver até onde isso nos leva.»