Passagem da Porsche Sprint Challenge Ibérica por Jerez de la Frontera confirmou a competitividade da dupla, com vitória de Miguel Lobo na Corrida 1 e um quarto lugar de Mário Ferreira entre os Bronze. A segunda metade da jornada ficou marcada por contratempos.
Mário Ferreira e Miguel Lobo deixaram Jerez de la Frontera com a certeza de que o andamento demonstrado permitia aspirar a uma colheita de pontos ainda mais expressiva na Porsche Sprint Challenge Ibérica.
A Corrida 1 começou da melhor forma para Miguel Lobo, que assumiu a dianteira e impôs um ritmo muito forte até garantir uma categórica vitória. Na mesma corrida, Mário Ferreira confirmou a sua evolução, terminando no quarto lugar da categoria Bronze: “Jerez trouxe-nos um resultado muito forte na Corrida 1, onde consegui assumir o P1 e ditar o ritmo desde o início”, destacou Miguel Lobo.
A segunda metade do fim de semana trouxe, contudo, um cenário bem diferente. Um contacto obrigou Lobo a abandonar a Corrida 2, quando o andamento deixava antever nova luta pelos lugares da frente: “Tínhamos andamento de sobra para lutar por mais um grande resultado, mas isso faz parte das corridas. Retiramos os pontos positivos, continuamos a trabalhar e mudamos o foco para Navarra”, acrescentou.
Também Mário Ferreira ficou impedido de transformar em resultado a rapidez evidenciada. Depois de um intenso trabalho dos mecânicos para deixar o carro novamente em condições, questões regulamentares relacionadas com a autorização para alinhar acabaram por impedir a partida, resultando num DNS.
“Conseguimos demonstrar um bom ritmo na Corrida 1 e o P4 na Bronze foi um resultado positivo. Sinto que estou a melhorar cada vez mais”, afirmou Mário Ferreira.
“Na segunda corrida, a equipa fez um esforço incrível para ter o carro pronto a tempo, mas infelizmente não fui autorizado a partir. Não foi a forma como queríamos fechar o fim de semana, mas o nosso andamento ficou provado.”
Entre a vitória de Miguel Lobo e a evolução demonstrada por Mário Ferreira, Jerez confirmou o potencial da dupla, que vira agora as atenções para Navarra, próxima ronda da Porsche Sprint Challenge Ibérica.
Jovem lousadense conquistou o quarto lugar absoluto e foi segundo na Classe Silver, mas os danos sofridos pelo Porsche impediram-no de disputar a última corrida.
A quarta ronda da Porsche Sprint Challenge Ibérica proporcionou sentimentos antagónicos a Duarte Camelo. No Circuito de Jerez – Ángel Nieto, o jovem piloto português realizou uma exibição de grande nível, conquistando um quarto lugar à geral e o segundo posto da Classe Silver, mas acabou impedido de disputar a segunda corrida que lhe estava destinada.
Escalado para competir nas Corridas 2 e 4, Duarte Camelo partilhou o Porsche 992 GT3 Cup #19 da LOB Motorsport com o seu mentor, Manuel Alves, bicampeão da competição, que protagonizou em Jerez um regresso pontual à PSCI.
Na Corrida 2, o jovem lousadense esteve sempre entre os mais rápidos e envolvido na discussão dos lugares cimeiros. Com um ritmo forte e consistente, soube gerir muito bem o desgaste dos pneus e manteve-se competitivo até ao final, coroando a excelente prestação com o quarto lugar absoluto e um saboroso segundo posto na Classe Silver.
Foi uma exibição pautada pelo foco, pela garra e pelo talento, através da qual Duarte Camelo voltou a demonstrar a evolução conseguida na sua primeira temporada aos comandos do exigente Porsche 992 GT3 Cup. O resultado alcançado em Jerez confirmou a capacidade do jovem português para ombrear com os principais protagonistas da competição e lutar regularmente pelos lugares de pódio.
Depois da satisfação, surgiu o reverso da medalha. Duarte Camelo já não conseguiu alinhar na Corrida 4, a última da jornada andaluza. Um toque dado por Manuel Alves durante a Corrida 3 provocou danos no Porsche #19, tendo sido impossível à LOB Motorsport colocar a viatura em condições de regressar à pista.
Duarte viu, assim, interrompida a possibilidade de dar continuidade a um fim de semana que estava a decorrer em excelente plano e no qual demonstrou um dos seus melhores níveis competitivos desde que chegou à Porsche Sprint Challenge Ibérica: “Estou muito feliz com o meu andamento e, naturalmente, com o pódio alcançado. Foi ótimo ter o Manuel ao meu lado e poder beneficiar, de uma forma ainda mais próxima, de todos os seus conhecimentos e da sua enorme experiência. Sabemos que estamos no bom caminho e acredito que, no futuro, seremos capazes de estar regularmente na luta pelos pódios e até pelas vitórias. Estou muito satisfeito com a evolução que tenho demonstrado e sinto-me cada vez mais motivado para continuar a trabalhar”.
Apesar de não ter podido disputar a última corrida, o balanço desportivo de Jerez reforça a confiança de Duarte Camelo e deixa indicadores muito positivos para as duas jornadas que restam na temporada de 2026, nas quais voltará a partilhar o Porsche da LOB Motorsport com Henrique Cruz.
Depois da vitória de Manuel Alves na Corrida 1 de sábado, a Porsche Sprint Challenge Ibérica tinha reservado para domingo um verdadeiro cardápio de competição: três Sprint Races, praticamente toda a jornada dedicada às batalhas em pista e temperaturas que começaram perto dos 25 graus e chegaram aos 34.
E Jerez correspondeu. Três corridas produziram três vencedores diferentes, com vários duelos pela liderança, Safety Car, luta intensa no pelotão e um desfecho difícil de antecipar.
Álvaro Bajo abre o domingo a vencer
A Corrida 2 começou com Álvaro Bajo na pole position e o piloto da GT Corse não desperdiçou a vantagem. Assumiu o comando desde o arranque e permaneceu na frente ao longo das 12 voltas, embora nunca tenha tido uma manhã verdadeiramente tranquila.
Atrás dele, o seu colega de equipa Alejandro Barambio Perea protagonizou uma corrida particularmente exigente. O espanhol teve simultaneamente de defender o segundo lugar dos ataques do estreante Jordi Fuset e procurar aproximar-se de Bajo para discutir a vitória. Resistiu à pressão e garantiu o segundo posto.
Mas o grande destaque da corrida foi mesmo Jordi Fuset. Na estreia na PSCI, o piloto da Real Peña Motorista Vizcaya colocou imediatamente o seu Porsche 992 GT3 Cup entre os protagonistas, conquistando um extraordinário terceiro lugar absoluto e a vitória na Classe Bronze.
A intensidade prolongou-se pelos lugares seguintes. Duarte Camelo (LOB Motorsport) recuperou até ao quarto posto, enquanto Tomas Slootweg (AF Motorsport) assinou também uma excelente estreia ao fechar o Top 5. Diego Carrascal Vega viu a sua corrida condicionada por um furo.
Também Flame Airikkala voltou a confirmar o excelente momento que atravessa. Depois da vitória de sábado, a jovem finlandesa da AF Motorsport voltou a impor-se na Ladies Cup, dando continuidade à excelente adaptação à nova realidade de competir a solo.
Borja García responde numa Corrida 3 intensa
À tarde, já com os termómetros a aproximarem-se dos 34 graus, a Corrida 3 voltou a oferecer luta desde os primeiros metros. Borja García partiu da frente e foi o mais rápido no ataque à primeira curva. Atrás, Manuel Alves teve imediatamente de responder à pressão de Chloe Grant e Miguel Lobo, com a britânica a chegar mesmo a colocar-se momentaneamente na frente do bicampeão português antes de Alves recuperar o segundo lugar.
Chloe e Miguel Lobo envolveram-se numa disputa de posição, acabando por se tocar. Lobo saiu de pista e o incidente provocou a entrada do Safety Car, única neutralização da corrida.
No recomeço, Borja García foi irrepreensível. O piloto da GT Corse reagiu rapidamente, manteve o comando e começou a construir a vitória, embora Manuel Alves nunca o tenha deixado completamente sozinho, tendo o radiador do seu carro afetado por um ligeiro toque no Porsche de Garcia. Na fase final, o português lançou um ataque forte, ao qual Borja respondeu, de forma categórica
Depois da vitória de sábado, Manuel Alves acrescentava assim um segundo lugar absoluto ao seu regresso à PSCI. O seu Porsche, contudo, sofreu danos no radiador na sequência de um toque, uma situação que acabaria por ter consequências para Duarte Camelo na última corrida do programa, pois a reparação foi impossível e o jovem português não pôde alinhar.
E atrás dos dois primeiros surgiu uma das grandes exibições do fim de semana. Chloe Grant (AF Motorsport) conquistou um brilhante terceiro lugar absoluto e venceu a Ladies Cup, recuperando da desistência sofrida no sábado da melhor maneira possível. Flame Airikkala voltou igualmente a estar em excelente plano, imediatamente atrás de Chloe, enquanto Francisca “Kika” Queiroz somou pontos importantes para as suas contas na Ladies Cup.
Jordi Fuset transforma a estreia numa vitória absoluta
Se o terceiro lugar absoluto e a vitória Bronze alcançados durante a manhã já tinham tornado memorável a estreia de Jordi Fuset, a Corrida 4 transformou-a num dos grandes acontecimentos da ronda de Jerez. O arranque do piloto da Real Peña Motorista Vizcaya foi simplesmente fulgurante.
Fuset atacou as primeiras curvas, ultrapassou primeiro Álvaro Bajo e depois o poleman Alejandro Barambio Perea, colocando o Porsche 992 GT3 Cup no comando praticamente de imediato. E não mais o perdeu.
Barambio permaneceu sempre próximo, rodando durante grande parte da corrida a pouco mais de um segundo, mas Fuset mostrou uma serenidade pouco habitual para quem estava a disputar o primeiro fim de semana na competição. Nem a entrada do Safety Car, já na fase final e motivada pela saída de Tomas Slootweg para a gravilha, alterou o destino da corrida.
Jordi Fuset venceu. Uma estreia absoluta na PSCI transformada, no espaço de um único domingo, duas vitórias na classe Bronze e um triunfo à geral. Um resultado muito significativo por acontecer na primeira participação da Real Peña Motorista Vizcaya.
Ao ser segundo, Alejandro Barambio Perea concretizou mais uma importante operação pontual para as contas do campeonato, enquanto Diego Carrascal Vega alcançou o terceiro posto depois de uma corrida sólida e beneficiando também dos incidentes que foram retirando adversários da discussão pelos lugares da frente.
Filipe Carvalho levou o Porsche da Veloso Motorsport ao quarto lugar e Francisca “Kika” Queiroz encerrou o fim de semana com a vitória que ainda lhe faltava na Ladies Cup. A portuguesa da LOB Motorsport terminou num excelente quinto lugar absoluto
Para José Monroy, Series Manager da Porsche Sprint Challenge Ibérica, o fim de semana de Jerez voltou a evidenciar a competitividade do campeonato: “Foi uma ronda fantástica e este domingo é provavelmente o melhor exemplo daquilo que queremos para a PSCI: quatro corridas, quatros vencedores diferentes, muita luta em pista e um piloto a conquistar a sua primeira vitória logo no fim de semana de estreia.. Saímos de Jerez muito satisfeitos e com a certeza de que temos todos os ingredientes para uma fase final de temporada extraordinária.”
Cumprida a quarta ronda, a Porsche Sprint Challenge Ibérica segue agora para o Circuito de Navarra, que será palco da quinta e penúltima ronda de uma temporada.
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O bicampeão da Porsche Sprint Challenge Ibérica não poderia ter escolhido melhor forma de assinalar o regresso à competição.
Manuel Alves conquistou a pole position e venceu a Corrida 1 no Circuito de Jerez – Ángel Nieto, resistindo à pressão de Borja García. Miguel Lobo completou o pódio absoluto e venceu entre os Bronze, enquanto Flame Airikkala protagonizou uma das grandes exibições do dia ao dominar a Ladies Cup e terminar no quarto lugar da geral.
O regresso de Manuel Alves à Porsche Sprint Challenge Ibérica dificilmente poderia ter sido mais convincente. Ausente das três primeiras rondas da temporada e de volta pontualmente para dividir o Porsche 992 GT3 Cup da LOB Motorsport com Duarte Camelo, o bicampeão entrou em Jerez determinado a demonstrar que continua a ser uma das grandes referências da competição.
E foi exatamente isso que fez num sábado marcado pelo sol intenso e por temperaturas que chegaram aos 35 graus no Circuito de Jerez – Ángel Nieto.
Pole e vitória para um regresso em grande
Manuel Alves começou por dominar a Qualificação 1, garantindo a pole position para a primeira corrida do fim de semana. O português colocou-se na frente do líder do campeonato, Borja García, enquanto Patrick Cunha e Miguel Lobo garantiam os lugares seguintes. Também em grande plano esteve Chloe Grant, autora do quinto melhor tempo absoluto e a mais rápida entre as concorrentes da Ladies Cup.
A Corrida 1 transformou-se depois num duelo entre Alves e García. O piloto da LOB Motorsport assumiu o comando e conseguiu responder à pressão exercida pelo espanhol, mas Borja nunca permitiu que o bicampeão respirasse verdadeiramente tranquilo. Ao fim das 13 voltas, apenas 1,4 segundos separavam os dois primeiros classificados.
Alves consumou assim o regresso à PSCI com uma vitória absoluta, enquanto Borja García reforçou a demonstração de velocidade ao estabelecer a volta mais rápida da corrida: 1:47.262, registada na quinta passagem pela linha de meta.
Miguel Lobo no pódio e Flame brilha a solo
O terceiro lugar absoluto pertenceu a Miguel Lobo. O piloto da RGB Racing Team assinou uma corrida extremamente consistente e acrescentou ao saboroso lugar no degrau mais baixo do pódio geral uma clara vitória na Classe Bronze. Entre os Bronze, destaque também para o estreante Lorenzo Mendieta, segundo classificado, enquanto Gildardo Herrera completou o pódio da classe.
Mas uma das grandes exibições da jornada teve assinatura finlandesa. A aposta de Flame Airikkala em passar a competir a solo começa desde já a produzir resultados. A jovem piloto da AF Motorsport dominou a Ladies Cup, terminou num excelente quarto lugar absoluto e conquistou ainda o terceiro posto da Classe Silver, apenas atrás de Manuel Alves e Borja García.
Um resultado que ganha ainda maior expressão numa grelha extremamente competitiva e que confirma a progressão demonstrada por Flame ao longo da primeira metade da temporada.
O Top 5 absoluto da Corrida 1 ficou completo com João Macedo Silva, ao volante do Porsche da Skualo Competición.
Na Ladies Cup, Francisca “Kika” Queiroz terminou na segunda posição, garantindo pontos importantes para a sua campanha. Sorte bem diferente teve Chloe Grant. Depois do excelente desempenho nos treinos e de ter sido a mais rápida das pilotos femininas na Qualificação 1, a britânica foi obrigada a abandonar pouco depois do arranque, num desfecho particularmente inglório para uma jornada que até então a tinha visto rodar entre os melhores da classificação absoluta.
A jornada de domingo reserva três novas corridas no Circuito de Jerez – Ángel Nieto. A Corrida 2 abre a ação às 09h50, seguindo-se a Corrida 3 às 13h30 e a Corrida 4 às 14h10, todas disputadas no formato de 20 minutos mais uma volta. Três confrontos que prometem prolongar a intensidade vivida neste sábado e completar um programa particularmente exigente para pilotos e equipas.
A quarta ronda da Porsche Sprint Challenge Ibérica traz uma novidade à formação da AF Motorsport. Chloe Grant terá como novo companheiro o neerlandês Tomas Slootweg no Porsche 992 GT3 Cup da estrutura portuguesa.
A Porsche Sprint Challenge Ibérica regressa à ação no próximo fim de semana e a AF Motorsport apresenta uma novidade importante para a segunda metade da temporada. Tomas Slootweg vai juntar-se a Chloe Grant aos comandos de um dos Porsche 992 GT3 Cup da formação portuguesa. Para o jovem neerlandês será a estreia absoluta na PSCI e o primeiro de três desafios previstos para 2026: Jerez, Navarra e Estoril.
Natural de Haia e com apenas 21 anos, Slootweg chega ao campeonato com um percurso particularmente invulgar. O automobilismo entrou muito recentemente na sua vida e a experiência acumulada é ainda reduzida. Começou a testar automóveis de competição apenas em outubro de 2024, sem qualquer passado no karting ou noutras disciplinas, e realizou a primeira corrida a 15 de julho de 2025, ao volante de um BMW M240i.
Menos de um ano depois, está preparado para enfrentar um dos automóveis mais exigentes da competição GT: o Porsche 992 GT3 Cup.
Seis dias de testes para preparar um novo desafio
Apesar da curta carreira, Slootweg conta já com sete partidas em competição e dois pódios. Em Jerez entrará na Classe Silver, numa participação que assume sobretudo como mais uma etapa de aprendizagem e preparação para o futuro.
O próprio piloto não esconde a dimensão do caminho que percorreu em tão pouco tempo: “Comecei o meu percurso no automobilismo em outubro de 2024, sem qualquer experiência anterior de karting ou competição, e fiz a minha estreia num BMW M240i em julho de 2025. Em 2026 tenho trabalhado intensamente para dar o salto para o Porsche 992 Cup, realizando vários dias de testes com a MDM Motorsport e a AF Motorsport em preparação para a Porsche Sprint Challenge Ibérica.”
O objetivo está igualmente definido. Jerez não será uma experiência isolada. Depois da ronda andaluza, Tomas deverá regressar em Navarra e Estoril, procurando “ganhar o máximo de experiência possível para a temporada de 2027 numa competição monomarca Porsche. Estou muito entusiasmado com este novo capítulo e mal posso esperar por partilhar esta caminhada com todos durante o resto da temporada.”
Chloe Grant chega a Jerez numa nova dimensão
Do outro lado do Porsche estará uma piloto que conhece perfeitamente o significado de ter de acelerar a aprendizagem. Chloe Grant chegou à Porsche Sprint Challenge Ibérica em 2025 depois de uma carreira construída no karting e nos monolugares. Começou a competir aos sete anos, passou sete temporadas no karting, conquistou aos 15 anos uma bolsa que lhe permitiu iniciar a carreira nos automóveis e posteriormente disputou duas temporadas na GB4, antes de integrar a primeira temporada da F1 Academy, em 2023.
Em 2025 fez a transição para os GT e para a PSCI, iniciando uma aprendizagem que a própria britânica considera ter transformado profundamente a sua pilotagem: “Acho que evoluí imenso ao longo do último ano. Passar diretamente dos monolugares para um Porsche Cup foi obviamente um grande desafio, mas penso que ter-me lançado diretamente para uma realidade tão exigente acabou por me beneficiar muito e ensinou-me imenso.”
A mudança para a AF Motorsport em 2026 permitiu dar outro passo. Chloe destaca sobretudo o profissionalismo, a experiência e a relação construída com a estrutura portuguesa: “A AF Motorsport tem sido fenomenal. É uma equipa fantástica para trabalhar. Exigem que eu continue a evoluir e, ao mesmo tempo, tornam toda a experiência muito divertida. Depois de todo o tempo que passámos juntos este ano, tornaram-se verdadeiramente como uma família para mim.”
Dos pódios de Valência para um dos seus circuitos favoritos
A primeira metade da temporada confirmou o aumento de competitividade de Chloe Grant. A britânica deixou progressivamente de lutar apenas pelos lugares de destaque da Ladies Cup e passou a intrometer-se regularmente nas discussões pelos lugares cimeiros da classificação absoluta. Valência constituiu uma das melhores demonstrações dessa evolução. Num fim de semana particularmente exigente devido às elevadas temperaturas, Chloe conquistou um segundo e um terceiro lugares à geral: “Valência foi provavelmente o meu momento favorito da temporada até agora. É um circuito difícil, especialmente quando as temperaturas são tão elevadas, e o nosso fim de semana foi extremamente quente. Gostei muito desse desafio e tivemos também um fim de semana muito forte, conseguindo um P2 e um P3.”
Agora surge Jerez. E dificilmente poderia existir melhor cenário para iniciar esta nova parceria com Tomas Slootweg. Quando questionada sobre os seus circuitos favoritos do calendário da PSCI, Chloe coloca precisamente Jerez ao lado do Estoril: “Temos muita sorte por contar com circuitos incríveis neste campeonato, mas provavelmente escolheria Jerez e Estoril. Tive resultados muito bons nos dois no ano passado e são também bastante diferentes de muitas das pistas onde já corri pelo mundo. São ambos extremamente desafiantes e muito divertidos de conduzir.”
A nova dupla da AF Motorsport reúne, assim, dois percursos muito diferentes. Chloe Grant tem 20 anos, mas acumula já mais de uma década de competição e experiências no karting, monolugares, F1 Academy e Porsche. Tomas Slootweg começou a testar carros de corrida há menos de dois anos e realizou a sua primeira corrida apenas no verão de 2025.
Existe, contudo, um denominador comum: ambos encaram a Porsche Sprint Challenge Ibérica como uma plataforma fundamental para crescer dentro do universo Porsche.
Tomás Gomes protagonizou uma estreia de grande nível em Spa-Francorchamps, nos dias 3 e 4 de setembro, fechando o fim de semana com uma vitória, dois segundos lugares e a melhor volta de todo o evento.
A qualificação começou de forma muito positiva, com o piloto português a garantir o 2.º lugar. Na primeira corrida, apesar de uma partida menos conseguida que o fez cair para sexto, Tomás recuperou várias posições e terminou novamente em segundo. Na Corrida 2, com inversão dos dez primeiros lugares da grelha, arrancou de 9.º e voltou a protagonizar uma forte recuperação até ao 2.º posto.
A vitória surgiu na terceira corrida. Partindo novamente de 9.º, Tomás escalou o pelotão até ao segundo lugar e, quando a chuva começou a cair a meio da prova, conseguiu tirar partido da sua rapidez em piso molhado, mesmo com uma afinação preparada para condições de seco.
“A meio da corrida começou a chover e, como ninguém estava preparado, acabei por sair em vantagem por conseguir correr melhor com um setup de seco numa corrida à chuva”, explicou. O fim de semana ficou ainda marcado pela melhor volta absoluta do evento, com Tomás Gomes a registar 2m46,189s, à média de 151,72 km/h.
“Na qualificação consegui o segundo lugar e isso ajudou. Na Corrida 1, apesar de ter falhado o arranque e caído para sexto, consegui recuperar até segundo. Na Corrida 2 voltei a sair de nono e recuperei até ao segundo lugar. Na Corrida 3 tivemos muitas lutas e, com a chuva, consegui aproveitar melhor as condições”, resumiu.
Na primeira experiência em Spa-Francorchamps, Tomás Gomes sai do traçado belga com uma vitória de grande destaque e a confirmação de um ritmo competitivo muito forte.
Duarte Camelo está preparado para regressar à competição no próximo fim de semana, dias 12 e 13 de setembro, naquela que será a quarta ronda da Porsche Sprint Challenge Ibérica 2026, disputada no Circuito de Jerez–Ángel Nieto, em Espanha.
Aos comandos do Porsche 992 GT3 Cup da LOB Motorsport, o jovem piloto português prossegue a sua época de estreia numa das mais exigentes competições monomarca da Península Ibérica. A jornada andaluza ficará marcada por uma alteração pontual na formação habitualmente apresentada pela equipa.
Impossibilitado de estar presente em Jerez, Henrique Cruz não acompanhará desta vez Duarte Camelo. O seu lugar será ocupado por Manuel Alves, mentor do jovem piloto e uma das grandes referências da história recente da Porsche Sprint Challenge Ibérica.
Bicampeão da competição em 2024 e 2025, depois de ter sido vice-campeão na temporada inaugural de 2023, Manuel Alves protagoniza um regresso pontual ao campeonato. A presença de Alves representa uma oportunidade particularmente importante para Duarte Camelo aprofundar o conhecimento do Porsche 992 GT3 Cup e acelerar o seu processo de adaptação ao carro e à exigência competitiva da PSCI: “Poder correr com o Manuel é um privilégio. Ele tem sido muito importante para a minha evolução e, com ele em pista, terei uma excelente oportunidade para continuar a trabalhar a minha adaptação ao carro e ao campeonato”.
O jovem piloto faz também questão de sublinhar a relação construída com o seu habitual companheiro de equipa, cuja ausência estará limitada à jornada de Jerez: “Tem sido ótimo ter o Henrique como companheiro de equipa e assim continuará a ser nas duas provas seguintes. O Manuel tem-nos ajudado muito ao longo desta temporada e estou verdadeiramente expectante quanto a este fim de semana. Será muito importante poder beneficiar diretamente da sua experiência e das indicações que me poderá transmitir”, acrescenta.
Duarte Camelo disputará duas das quatro corridas previstas para o fim de semana, encarando a ronda espanhola com a ambição de continuar a evoluir: “Quero aproveitar ao máximo os treinos livres e as qualificações para evoluir e preparar bem as duas corridas que vou disputar. O principal objetivo será levar o carro até ao fim, sem cometer erros, mas sem deixar de lutar pelos lugares cimeiros da categoria e da classe se surgir essa oportunidade. O foco continua a ser a aprendizagem, tal como assumi no início desta minha primeira temporada num campeonato tão exigente”.
No sábado, 12 de setembro, a ação da Porsche Sprint Challenge Ibérica começa às 09h30, com a primeira sessão de treinos livres, seguindo-se o Free Practice 2 às 10h45. As duas sessões de qualificação estão marcadas para as 12h35 e 14h00, antes da primeira corrida do fim de semana, com partida às 16h25, disputada ao longo de 20 minutos mais uma volta.
No domingo, 13 de setembro, o programa reserva três corridas para a PSCI. A Corrida 2 arranca às 09h50, seguindo-se a Corrida 3 às 13h30 e a Corrida 4 às 14h10, todas igualmente disputadas no formato de 20 minutos mais uma volta. O pódio encerra a participação da Porsche Sprint Challenge Ibérica no fim de semana de Jerez. Todos os horários são apresentados em hora local espanhola.
Manuel Alves vai regressar à Porsche Sprint Challenge Ibérica já no próximo fim de semana, na quarta ronda da temporada, em Jerez de la Frontera. O bicampeão da competição substituirá pontualmente Henrique Cruz e fará equipa com o jovem Duarte Camelo no Porsche 992 GT3 Cup da LOB Motorsport.
A oportunidade surgiu perante a impossibilidade de Henrique Cruz estar presente na ronda espanhola. Para o bicampeão, será também um regresso a um ambiente onde construiu algumas das páginas mais importantes da sua carreira recente: “Em primeiro lugar, estou feliz por voltar a uma casa onde também fui muito feliz durante estes últimos anos. Infelizmente, o Henrique Cruz não vai conseguir estar presente nesta prova e surgiu esta oportunidade de eu lhe ‘roubar’ o lugar e manter-lhe o lugar quente durante esta ronda.”
De mentor para companheiro de equipa
Embora não tenha competido na PSCI durante a primeira metade de 2026, Manuel Alves nunca esteve verdadeiramente afastado do projeto. Ao longo da temporada tem acompanhado de perto o trabalho desenvolvido por Henrique Cruz, Duarte Camelo e Francisca “Kika” Queiroz, colocando a experiência acumulada ao longo das últimas temporadas ao serviço dos pilotos da LOB Motorsport.
Em Jerez, essa função ganhará uma dimensão diferente. Manuel passará de observador e conselheiro para companheiro de carro de Duarte Camelo: “É um piloto que já tenho acompanhado ao longo do ano. Tanto ele, como o Henrique, como a ‘Kika’, tenho estado sempre com eles, a ajudá-los. Agora vou poder ajudar o Duarte de uma maneira ainda mais próxima, porque vou estar dentro do mesmo carro.”
O objetivo desportivo, naturalmente, não desaparece. Manuel Alves regressa para competir e a fasquia continua colocada onde sempre esteve: “Vamos numa ótica de tentar ganhar as corridas que eu fizer, mas, acima de tudo, tentar ajudar o Duarte e continuar a ajudar a Kika, como tenho feito.”
Apesar do impacto da notícia, Manuel Alves faz questão de deixar claro que este regresso não representa, neste momento, uma alteração ao seu programa desportivo para 2026. Jerez será uma participação pontual: “Não está planeado, nem sequer delineado, fazer mais do que esta prova. É mesmo um one-off e queremos aproveitar para que seja muito produtivo, tanto ao nível dos pontos para a equipa como da evolução e desenvolvimento dos nossos pilotos.”
A componente coletiva assume, assim, particular importância. Cada resultado conquistado em Jerez poderá contribuir para as contas da LOB Motorsport, enquanto a presença do bicampeão acrescentará uma referência adicional ao trabalho desenvolvido com os jovens pilotos da estrutura.
Da Porsche Cup France novamente para a PSCI
O regresso acontece num momento em que Manuel Alves está a enfrentar um desafio bastante diferente fora da Península Ibérica. Em 2026, o português compete na Porsche Cup France.
E os resultados têm acompanhado o processo de adaptação. Manuel chega a Jerez integrado no Top 10 absoluto da competição francesa, ocupando o nono lugar do campeonato e o terceiro entre os rookies: “Este ano está a ser um desafio enorme, competir lá fora num dos campeonatos monomarca Porsche mais competitivos da Europa. Está a correr bem. Sinto que estou a evoluir bastante a todos os níveis, no conhecimento do carro e na forma de trabalhar com ele, dentro de um ambiente mais competitivo e mais complicado de gerir.”
“Vamos voltar a casa”
Manuel Alves não esconde o significado emocional deste regresso. A PSCI foi palco dos seus dois títulos e a LOB Motorsport continua a ser a estrutura à qual permanece profundamente ligado: “Vamos voltar a casa, à PSCI, à LOB Motorsport, e vamos ver o que nos espera. Acima de tudo, o foco, como é sempre em todas as corridas em que entro, é dar o meu melhor e ganhar, não só dentro da categoria, mas à geral.”
Mas Jerez terá também outra missão. Duarte Camelo estará ao seu lado no mesmo Porsche. Kika Queiroz, atual protagonista da luta pelos lugares da frente da PSCI, continuará igualmente a beneficiar da experiência do bicampeão: “Acima de tudo quero apoiar o desenvolvimento dos nossos pilotos, que têm muito potencial. Tanto o Duarte, com quem vou partilhar o carro, como a Kika têm muito potencial e é nessa perspetiva que me vou focar: ajudá-los e transmitir-lhes o maior know-how possível. Já o tenho feito desde a primeira prova e temos visto que estão a evoluir muito bem.”
A quarta ronda da Porsche Sprint Challenge Ibérica ganha, assim, mais um ingrediente de enorme interesse.
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Raúl Zunzarren, Lluís Mas, Eric Gené e Mario Pinazo representam uma nova vaga de jovens pilotos espanhóis que escolheram o Supercars Endurance como plataforma de crescimento no universo dos GT.
A temporada de 2026 tem confirmado o Supercars Endurance como uma das principais portas de entrada para jovens talentos que procuram afirmar-se no universo dos GT. Entre eles estão quatro pilotos espanhóis com percursos distintos, mas unidos pela mesma ambição: evoluir num campeonato de elevada exigência competitiva. A competição promovida pela Race Ready – que engloba o Iberian Supercars, o Campeonato de Portugal de Velocidade e o Campeonato de España de Supercars – tem vindo a reforçar o nível das suas grelhas e a atrair pilotos que procuram preparar-se para desafios de maior dimensão.
Um deles é Raúl Zunzarren, que divide o Porsche Cayman CS RS GT4 da Speedy Motorsport com Ruben Costa. Depois da experiência na Ginetta Junior Championship, o espanhol encontrou no campeonato ibérico o passo ideal antes de pensar numa eventual passagem para o Europeu de GT4.
“Acredito que o Supercars Endurance, para dar o primeiro salto da Ginetta Junior para os GT4, tem um nível de competição muito alto. Antes de ir para um Europeu de GT4, queria fazer um ano para entender esta nova categoria e ganhar experiência”, explica.
Também Lluís Mas está a cumprir a primeira temporada nos GT, conduzindo um McLaren Artura GT4 da McLaren Barcelona – SMC Motorsport ao lado de Alfonso Colomina. A transição do karting trouxe-lhe novos desafios: “A mudança em relação ao karting foi bastante grande. Num GT4 tens de te adaptar ao peso do carro, à gestão dos pneus, às travagens, ao tráfego e, sobretudo, às corridas de resistência e ao trabalho com a equipa”, sublinha.
Gené e Pinazo também procuram novo patamar
Com maior experiência, Eric Gené, vice-campeão em título do TCR España, compete agora com um BMW M4 GT4 Evo da BMW Motorsport España, partilhado com Jan Durán. Para o espanhol, a dimensão das grelhas é um dos fatores que eleva a exigência: “A grande grelha de pilotos é claramente notória. Em muitos campeonatos as grelhas não passam dos 20 pilotos; aqui são quase 40. Isso faz com que não possas falhar e tenhas sempre de dar o máximo”, afirma.
Já Mario Pinazo, Campeão de Espanha de GT4 em 2025, divide o Mercedes-AMG GT4 da NM Racing Team com Guillermo Aso e destaca precisamente o salto competitivo proporcionado pelo campeonato: “A principal diferença é o salto de nível e a exigência que implica competir no Supercars Endurance. É um campeonato que te obriga a estar no máximo em cada momento e a preparar muito bem cada fim de semana.”
Apesar dos diferentes percursos, os quatro pilotos convergem na avaliação positiva do campeonato e no papel que este está a assumir na respetiva evolução: “Cada corrida está a ser uma oportunidade enorme para aprender, ganhar experiência e continuar a evoluir como piloto”, resume Mario Pinazo.
A próxima oportunidade para esta nova geração espanhola continuar a mostrar progresso surge entre 25 e 27 de setembro, no Circuit Ricardo Tormo, em Valência, numa jornada particularmente especial por permitir aos quatro pilotos competirem perante o público espanhol.
A participação na Porsche Sprint Challenge Ibérica foi decidida apenas cerca de dez dias antes do arranque da temporada e Patrick Cunha chegou a Monteblanco sem qualquer contacto prévio com o Porsche 992 GT3 Cup e sem conhecer o circuito. Três rondas depois, o piloto bracarense lidera a Classe Bronze, ocupa o segundo lugar absoluto e da Categoria 2 e tem sido determinante para o terceiro posto da Veloso Motorsport na Taça de Equipas.
O próprio Patrick não procura esconder a dimensão do desafio inicial: “O balanço que faço é positivo, tendo em conta que decidimos fazer o campeonato cerca de dez dias antes e fomos para a primeira corrida de Monteblanco sem qualquer tipo de contacto com o carro e sem conhecer a pista.”
O que começou inevitavelmente como um processo acelerado de descoberta rapidamente se transformou em algo diferente. A adaptação trouxe velocidade. A velocidade trouxe resultados. E os resultados colocaram Patrick Cunha numa posição que dificilmente poderia antecipar quando chegou a Monteblanco.
Após as três primeiras rondas, o piloto da Veloso Motorsport lidera a Classe Bronze, ocupa o segundo lugar da classificação absoluta e é igualmente segundo na Categoria 2.
Da aprendizagem aos pódios absolutos
Monteblanco serviu sobretudo para conhecer. O Porsche, o campeonato e uma pista completamente nova. Quando a PSCI chegou ao Estoril e, posteriormente, a Valência, a realidade começou a ser substancialmente diferente. Com maior conhecimento do automóvel e competindo em circuitos que já lhe eram familiares, Patrick conseguiu aproximar-se progressivamente da frente: “A partir daí foi uma aprendizagem e tornámo-nos rápidos em pista, ganhando corridas na categoria e estando sempre no Top 3 da geral. Com pistas que já conhecemos, foi mais fácil.”
Os resultados confirmaram essa evolução. Estoril e Valência colocaram repetidamente Patrick entre os protagonistas dos lugares cimeiros. O próprio piloto reconhece que cada corrida continua a acrescentar algo: “A cada corrida que fazemos ganhamos mais ritmo e conhecimento do carro e iremos sempre tentar a vitória.”
Os pódios já chegaram. O passo seguinte está perfeitamente identificado. Patrick Cunha quer vencer uma corrida à geral na Porsche Sprint Challenge Ibérica. Não ignora a dimensão do desafio e aponta diretamente para Borja García, protagonista de uma primeira metade de temporada extraordinariamente forte: “Um dos meus objetivos é ganhar uma corrida à geral, sabendo que, enquanto estiver nas mesmas corridas que o Borja, é difícil, porque ele tem cinco anos deste campeonato e de campeonato europeu, onde tem um ritmo e um conhecimento do carro acima da média. Senti-me rápido no Estoril e em Valência, mas, tendo o Borja na mesma corrida que eu, com o ritmo que ele tem, ainda é difícil. Mas, irei tentar!”
Uma declaração que talvez sintetize melhor do que qualquer classificação aquilo que mudou entre Monteblanco e a pausa de verão. Patrick quer ganhar.
Veloso Motorsport: uma relação de muitos anos que faz a diferença
Existe, contudo, uma componente fundamental para compreender a rapidez desta evolução. Se o Porsche e a Porsche Sprint Challenge Ibérica eram novidades, a equipa estava longe de o ser.
Patrick Cunha mantém uma relação de vários anos com a Veloso Motorsport e esse conhecimento mútuo revelou-se importante numa temporada iniciada praticamente sem preparação: “A Veloso Motorsport é a minha equipa há muitos anos e conhece bem o meu tipo de pilotagem. O nosso trabalho em conjunto e a capacidade da Veloso Motorsport no desenvolvimento e na estratégia, desde os treinos à corrida, têm sido exímios.”
O trabalho estende-se naturalmente ao setup do Porsche, procurando uma base capaz de permitir aos pilotos explorar as características do automóvel e, simultaneamente, evoluir ao longo de cada fim de semana. Essa eficácia não se traduz apenas na classificação individual de Patrick. Após Monteblanco, Estoril e Valência, a Veloso Motorsport ocupa o terceiro lugar da Taça de Equipas da Porsche Sprint Challenge Ibérica, e os resultados alcançados por Patrick Cunha têm dado uma contribuição decisiva.
Primeiro os pódios. Agora, a vitória
Talvez a melhor forma de medir a evolução de Patrick Cunha seja regressar aos objetivos com que começou a temporada. Não existiam proclamações de candidatura ao título. Nem a obrigação de vencer. A prioridade era conhecer o Porsche, adaptar-se a uma competição nova e perceber progressivamente até onde poderia chegar.
Os pódios eram uma ambição. E já chegaram. Agora, três rondas depois, a realidade permite elevar a fasquia: “O meu objetivo inicial era a adaptação ao carro e tentar pódios, o que já consegui. Irei tentar, na segunda metade da época, ganhar uma corrida à geral e o meu objetivo para este primeiro ano é tentar ganhar a Classe Bronze.”
A equação para a segunda metade da temporada fica, assim, particularmente clara. Procurar aquela primeira vitória absoluta. E transformar a atual liderança da Classe Bronze num título no final da temporada.