Categoria: Velocidade

  • Gonçalo Fernandes soma dois pódios Rookie na Porsche Cup France em fim de semana exigente em Zandvoort

    Gonçalo Fernandes soma dois pódios Rookie na Porsche Cup France em fim de semana exigente em Zandvoort

    O piloto português terminou no 2.º lugar da categoria Rookie na Corrida 1 e repetiu a presença no pódio com um 3.º lugar na Corrida 2, num fim de semana marcado por condições meteorológicas difíceis e vento forte no Circuito de Zandvoort.

    Num fim de semana particularmente exigente, com condições atmosféricas instáveis e fortes rajadas de vento junto à costa holandesa, o piloto português soube adaptar-se às constantes alterações do comportamento do carro e manter-se sempre na discussão pelos lugares da frente.

    Na Corrida 1, Gonçalo Fernandes apresentou um andamento seguro e consistente, garantindo o 2.º lugar entre os Rookies. Já na Corrida 2, voltou a mostrar rapidez e capacidade de gestão, terminando na 3.ª posição da categoria e assegurando, assim, uma nova presença no pódio.

    “Foi um fim de semana exigente e de muita adaptação em Zandvoort. As condições em pista mudavam a cada volta por causa das rajadas que se faziam sentir no circuito, o que exigiu atenção máxima na condução”, explicou o piloto português.

    “Fico muito satisfeito por termos conseguido manter o foco, impor o nosso ritmo e fechar as duas corridas no pódio da categoria”, acrescentou.

    Com dois novos resultados de destaque, Gonçalo Fernandes deixa Zandvoort com mais uma jornada positiva no currículo e vira agora as atenções para a última ronda da temporada, agendada para 9 a 11 de outubro, em Paul Ricard.

  • Duplo pódio para Pedro Bartolomeu em Jerez

    Duplo pódio para Pedro Bartolomeu em Jerez

    Pedro Bartolomeu esteve em plano de evidência na passagem dos Legends pelo Circuito de Jerez de la Frontera, terminando as duas corridas no pódio da sua categoria aos comandos do Renault Spyder.

    O piloto Top Yachts começou o fim de semana espanhol com um melhor registo de 2m13,770s, à média de 174,2 km/h, nos treinos livres, resultado que lhe valeu o 10.º lugar. Na qualificação voltou a rodar praticamente no mesmo ritmo, assinando 2m13,779s e garantindo a décima posição na grelha de partida.

    Na primeira corrida, Pedro Bartolomeu aproveitou uma boa partida para ganhar terreno e protagonizou uma prestação consistente, terminando no sexto lugar da classificação geral. A sua melhor volta foi cumprida em 2m18,967s, num desempenho que lhe permitiu subir ao pódio da respetiva categoria.

    O piloto português voltou a estar entre os protagonistas na segunda corrida. Desta vez recebeu a bandeira de xadrez no sétimo posto da geral, registando como melhor volta 2m17,965s e conquistando novo pódio na categoria, completando assim um fim de semana de saldo claramente positivo.

    Apesar dos bons resultados, as elevadas temperaturas registadas em Jerez aumentaram a exigência física de ambas as corridas: “Foi um fim de semana que de fácil não teve nada, com um calor incrível que não ajudou. Eu ainda beneficiei do facto de o meu carro não ser fechado, mas foram duas boas corridas, sempre a lutar pela melhor posição, e conseguimos ir ao pódio”, destacou Pedro Bartolomeu.

    O piloto Top Yachts fez ainda questão de sublinhar o trabalho realizado pela estrutura que o acompanha. “Quero salientar o excelente trabalho de toda a equipa técnica, liderada pelo André Roque, que me deixou sempre o carro impecável. Quero dedicar estes resultados aos meus patrocinadores, equipa, família e amigos. Muito obrigado a todos.”

    Cumprida a jornada espanhola com dois pódios, Pedro Bartolomeu vira agora as atenções para a derradeira ronda da temporada, que terá como palco o Autódromo do Estoril.

  • Nuno Breda e Manuel Almeida estreiam-se nas 24 Horas de Portimão com P7

    Nuno Breda e Manuel Almeida estreiam-se nas 24 Horas de Portimão com P7

    Dupla integrou a equipa Zome ao volante de um Caterham SS600 e terminou satisfeita a primeira experiência numa corrida de resistência de 24 horas

    Nuno Breda e Manuel Almeida concluíram com um positivo sétimo lugar na categoria Gentleman a estreia nas 24 Horas de Portimão, disputadas nos dias 18 e 19 de setembro no Autódromo Internacional do Algarve.

    Integrados na equipa Zome e aos comandos de um Caterham SS600, os dois pilotos enfrentaram pela primeira vez uma corrida de resistência com 24 horas de duração, num desafio marcado pela exigência física, pela gestão da mecânica e pela necessidade de manter um ritmo consistente durante toda a prova.

    A dupla conseguiu adaptar-se às particularidades do Caterham e às exigências do formato, mantendo uma prestação regular que lhe permitiu chegar ao final e conquistar o P7 entre os Gentleman.

    “Entrar nas 24 Horas de Portimão com a equipa Zome foi um desafio incrível. Correr de Caterham SS600 exige muita concentração e adaptar-me a uma prova de resistência tão longa foi uma experiência fantástica. Alcançar o P7 na nossa categoria logo na estreia deixa-me muito satisfeito. Foi um fim de semana excelente, com uma equipa incrível, e quero sem dúvida repetir”, destacou Nuno Breda.

    Mais do que o resultado, a estreia permitiu aos dois pilotos acumular experiência num formato muito diferente daquele a que estavam habituados, num fim de semana em que a gestão do andamento e o trabalho coletivo assumiram particular importância.

    Também Manuel Almeida destacou o desempenho conseguido e, sobretudo, a experiência proporcionada pelas 24 horas de competição.

    “A dinâmica da corrida e o trabalho com a equipa Zome foram irrepreensíveis do primeiro ao último minuto. Para primeira vez numa prova com esta exigência, gerimos bem o ritmo, mantivemos a consistência e o P7 final é o reflexo disso. Gostei imenso de toda a vivência e da condução do Caterham. Ficámos claramente com o gosto de querer voltar a repetir uma prova de endurance.”

    Nuno Breda e Manuel Almeida encerraram assim a sua primeira participação nas 24 Horas de Portimão com um resultado positivo e, sobretudo, com a vontade assumida de regressar às competições de resistência no futuro.

  • Tom Bradshaw vence do último lugar e Bernie Ecclestone marca fecho do Estoril Classics

    Tom Bradshaw vence do último lugar e Bernie Ecclestone marca fecho do Estoril Classics

    A 10.ª edição do Estoril Classics terminou este domingo com as bancadas cheias, um paddock repleto de público e uma corrida memorável do Classic GP, na qual Tom Bradshaw levou o McLaren MP4/1 do último lugar da grelha até à vitória. A presença de Bernie Ecclestone acrescentou ainda maior simbolismo a um dia dedicado à história do automobilismo.

    O último dia do Estoril Classics 2026 voltou a proporcionar uma atmosfera especial no Autódromo do Estoril. Bancadas muito compostas, milhares de adeptos a percorrer o paddock e algumas das máquinas mais emblemáticas de diferentes épocas do desporto automóvel deram o enquadramento perfeito ao encerramento da 10.ª edição.

    Entre os muitos nomes presentes, um destacou-se inevitavelmente: Bernie Ecclestone. O antigo responsável da Brabham e figura central na transformação da Fórmula 1 moderna acompanhou de perto um programa em que vários monolugares da sua era voltaram a competir no traçado português.

    Bradshaw protagoniza recuperação memorável no Classic GP

    A segunda corrida do Classic GP, reservada a monolugares de Fórmula 1 até 1986, foi um dos grandes momentos do fim de semana. Tom Bradshaw, aos comandos do McLaren MP4/1, partiu do último lugar da grelha e protagonizou uma recuperação impressionante até à vitória.

    Na frente, Nick Padmore, vencedor no sábado e novamente ao volante do Lotus 87, arrancou da pole position e impôs inicialmente um ritmo forte. O britânico acabou, contudo, por não conseguir resistir à progressão de Bradshaw, terminando na segunda posição.

    Steven Brooks, com o Lotus 91, completou o pódio de uma corrida particularmente evocativa da Fórmula 1 dos anos 1980, acompanhada por Bernie Ecclestone a partir do paddock.

    Panoz repete vitória na Endurance Racing Legends

    Na segunda corrida da Endurance Racing Legends, o espetacular Panoz LMP1 Roadster S voltou a confirmar a sua competitividade. Olivier Galant repetiu a vitória alcançada na véspera, desta vez à frente do MG EX264 LMP2 de Mike Newton.

    O DBA 03S de Emile Breitmayer, que esteve envolvido na discussão pela vitória até à penúltima volta, terminou em terceiro, permitindo aos três protagonistas manterem-se novamente nos lugares de destaque.

    No The Gentlemen Challenge, o triunfo pertenceu ao Bizzarrini 5300 GT de Volker Hichert, invertendo o resultado do primeiro dia. O vencedor de sábado, Luc-Pierre Verquin, colocou o Lister Knobbly Chevrolet no segundo lugar, enquanto Carlos de Quesada e Catesby Jones, em Porsche 904/6 Carrera GTS, completaram o pódio.

    Guenat volta a vencer entre os protótipos

    A Classic Endurance Racing 2 voltou a colocar em evidência Maxime Guenat, que levou o Lola T286 ao primeiro lugar depois de uma corrida sólida. O Lola T282 de Stéphane Nguyen terminou em segundo, enquanto Yves Scemama, com o TOJ SC304, garantiu o terceiro posto.

    Guenat esteve igualmente entre as figuras do fim de semana noutra das corridas do programa, conquistando uma vitória aos comandos do Ford Capri RS 3100, depois de ter garantido a pole position. Os BMW 3.0 CSL de Olivier/Emile Breitmayer e Dominique Guenat/Guillaume Mahé completaram o pódio, recriando em pista o ambiente das grandes batalhas dos Turismos europeus.

    Já na Classic Endurance Racing 1, a vitória pertenceu ao Lola T70 Mk3B GT de Jan Magnussen/Chris Ward, numa corrida de uma hora recheada de algumas das máquinas mais emblemáticas das décadas de 1960 e 1970.

    O mítico Porsche 917 K de Claudio Roddaro terminou na segunda posição, enquanto o Lola T70 Mk3B Spyder de Emile Breitmayer completou o pódio.

    Barbot e Matos fecham Estoril Classics com vitória

    Coube ao Iberian Historic Endurance, em parceria com a Liqui Moly, encerrar o programa competitivo da 10.ª edição. Uma imponente grelha de 45 protótipos, GT e Turismos construídos até 1976 alinhou para uma corrida de 45 minutos que voltou a proporcionar espetáculo até final.

    Carlos Barbot e Pedro Matos, aos comandos do Merlyn MK4, conquistaram a vitória, terminando à frente de Carlos Brízido/João Pina Cardoso, em Porsche 911 3.0 RS.

    O Ford GT40 de Alex Collins completou o pódio daquela que foi a última corrida de um intenso fim de semana no Autódromo do Estoril.

    A edição de 2026 terminou assim com muito público, corridas disputadas e máquinas pertencentes a diferentes capítulos da história do automobilismo novamente em plena competição.

    Entre Fórmula 1, protótipos, GT e Turismos, o Estoril Classics voltou a cumprir a sua essência: colocar a história em movimento e permitir ao público não apenas recordar o passado, mas voltar a ouvi-lo, vê-lo e senti-lo em pista.

  • Nick Padmore vence Classic GP num sábado de grande ambiente no Estoril Classics

    Nick Padmore vence Classic GP num sábado de grande ambiente no Estoril Classics

    O segundo dia do Estoril Classics levou muito público ao Autódromo do Estoril e ficou marcado pela primeira corrida do Classic GP. Nick Padmore confirmou o domínio do Lotus 87, enquanto o Panoz LMP1 Roadster S brilhou na Endurance Racing Legends.

    O segundo dia do Estoril Classics confirmou a forte adesão do público à 10.ª edição do evento, com bancadas bem compostas e um paddock repleto de visitantes ao longo de um sábado preenchido por algumas das mais emblemáticas máquinas da história do automobilismo.

    A proximidade entre público, pilotos e automóveis voltou a ser uma das imagens de marca do evento. Entre sessões, o paddock transformou-se num verdadeiro museu vivo, permitindo aos adeptos observar de perto monolugares, protótipos e GT que marcaram diferentes épocas da competição automóvel.

    Nick Padmore confirma domínio no Classic GP

    O grande momento do dia foi a primeira corrida do Classic GP, com Nick Padmore a confirmar aos comandos do Lotus 87 a superioridade já demonstrada na qualificação.

    A vitória, contudo, esteve longe de resultar de uma corrida sem oposição. O Lotus 91 de Steven Brooks e o histórico McLaren MP4/1 de Steve Hartley, modelo associado à era de John Watson e Niki Lauda, protagonizaram uma intensa discussão pelos lugares do pódio ao longo das 13 voltas.

    O Arrows A4 de Simon Fish terminou igualmente muito próximo dos homens da frente, enquanto um Williams FW07B e um Tyrrell 011 completaram os seis primeiros, numa grelha capaz de transportar o público diretamente para o ambiente da Fórmula 1 do início dos anos 1980.

    Panoz vence duelo decidido por seis décimos

    Na Endurance Racing Legends, o espetacular Panoz LMP1 Roadster S confirmou que a sua configuração pouco convencional não lhe retira competitividade.

    Na primeira presença do modelo em Portugal, Olivier Galant conquistou a vitória depois de um intenso duelo com o DBA 03S de Emile Breitmayer, que havia conquistado a pole position e terminou a apenas seis décimos do vencedor.

    O MG EX264 LMP2 de Mike Newton completou o pódio, à frente do Courage C65 conduzido por Romain Belleteste e Martin O’Connell. Entre os GT, Markus Palttala impôs o Porsche 996 Bi-Turbo GT2 R.

    Também a The Gentlemen Challenge proporcionou espetáculo, com o Lister Knobbly Chevrolet de Luc Pierre Verquin a voltar a fazer valer a sua agilidade.

    Hipólito Pires e Manuel Gião, num Porsche 904/6 Carrera GTS, terminaram na segunda posição, num pelotão que contou com outros exemplares do modelo conduzidos por Stephan e Philipp Koenig e Luca Littardi.

    O Morgan SLR de John Emberson e Nigel Greensall e o Lotus XI de Jean Pascal Cuerel surgiram nos lugares seguintes, reforçando o caráter histórico de uma grelha dedicada aos grandes GT das décadas de 1950 e 1960.

  • Toyota Supra GT2: o “David” que desafiou os gigantes chega ao Estoril Classics

    Toyota Supra GT2: o “David” que desafiou os gigantes chega ao Estoril Classics

    Exemplar único construído a partir do Supra Mk.IV Bi Turbo é uma das máquinas mais aguardadas da 10.ª edição

    O Estoril Classics celebra este fim de semana a sua 10.ª edição e, entre as muitas máquinas históricas que vão passar pelo Autódromo do Estoril, há uma cuja história merece atenção especial. O Toyota Supra GT2 é um exemplar único, nascido de um projeto privado que ousou enfrentar os poderosos programas oficiais do GT europeu.

    A história remonta ao início dos anos 2000, quando Jean Pierre Signoret e Jacques Point decidiram transformar um Toyota Supra Mk.IV Bi Turbo num verdadeiro GT2. Sem apoio oficial da Toyota e numa época em que o Campeonato Francês FFSA GT era território de máquinas como os Chrysler Viper GTS-R e Porsche 911, o objetivo era tão simples de definir quanto difícil de concretizar: construir um carro capaz de lhes fazer frente.

    Para isso foram utilizados componentes oriundos dos GT500 japoneses, incluindo uma carroçaria em fibra de carbono, cubos de aperto central, travões AP Racing e jantes Enkei de 18 polegadas.

    O lendário 2JZ-GTE no coração da máquina

    O motor não podia deixar de ser um dos elementos centrais do projeto. O célebre seis cilindros em linha 2JZ-GTE foi preparado pela TEAM4 em colaboração com a ORECA, recebendo gestão eletrónica Magneti Marelli e diferentes mapas desenvolvidos pela ORECA Moteur para adaptação às exigências de qualificação, corridas longas ou condições de chuva.

    Com cerca de 1.200 kg e caixa sequencial Quaife de seis velocidades, o Supra beneficiou ainda do trabalho de desenvolvimento de Soheil Ayari, piloto com experiência em Le Mans.

    A estreia aconteceu em 2004 no Campeonato Francês FFSA GT. A sonoridade do seis cilindros, a aparência inspirada nos radicais GT500 e, sobretudo, a natureza independente do projeto rapidamente transformaram o Supra numa das máquinas mais carismáticas do pelotão, competindo em pistas como Dijon-Prenois, Magny-Cours e Nogaro.

    Depois de vários anos afastado da competição, o Toyota Supra GT2 encontrou uma segunda vida nas provas históricas. E é precisamente nessa condição que chega agora ao Estoril.

    A presença deste exemplar raro será, assim, mais um dos pontos de interesse de um Estoril Classics que comemora dez edições, proporcionando ao público português a oportunidade pouco comum de voltar a ver em ação uma máquina onde se cruzam engenharia japonesa, criatividade francesa e uma boa dose daquela irreverência que tantas histórias memoráveis deixou no automobilismo europeu.

  • Simplício Taveira domina entre os Citroën C1 em Jerez

    Simplício Taveira domina entre os Citroën C1 em Jerez

    Piloto de Vila Real venceu a categoria nas duas corridas disputadas no circuito espanhol

    Simplício Taveira esteve em grande plano no Circuito de Jerez de la Frontera, assinando um fim de semana de domínio entre os Citroën C1. O piloto da ST Car foi o mais forte da categoria nas duas corridas, juntando às vitórias dois resultados dentro do Top 10 da classificação geral.

    O piloto de Vila Real começou por mostrar rapidez logo nos treinos livres, com 2:38.093, à média de 141,5 km/h. Na qualificação conseguiu baixar a marca para 2:37.765, correspondente a uma média de 141,7 km/h, garantindo o nono lugar na grelha de partida.

    Na primeira corrida, Taveira manteve um ritmo forte e consistente, evitando erros e impondo-se entre os C1. Cruzou a meta no oitavo lugar da geral e primeiro da categoria, assinando ainda a sua melhor volta em 2:36.990, o registo mais rápido de todo o seu fim de semana.

    O domínio repetiu-se na segunda corrida. Novamente o melhor Citroën C1 em pista, Simplício Taveira terminou na 10.ª posição absoluta, com 2:37.965 como melhor volta, completando assim uma passagem por Jerez com pleno de triunfos na categoria.

    “Foi um fim de semana muito positivo, inesperado até. O carro esteve excelente e o trabalho de toda a equipa foi sensacional. Dedico estes resultados a toda a equipa, à minha família, que esteve presente em força em Jerez de la Frontera, e aos patrocinadores, pois sem eles nada disto seria possível. Foi um domínio total, estou obviamente muito satisfeito e agora há que pensar na próxima participação”, destacou Simplício Taveira no final.

  • Iberian Historic Endurance leva 49 clássicos ao Estoril

    Iberian Historic Endurance leva 49 clássicos ao Estoril

    Grelha máxima reúne 75 pilotos de 11 nacionalidades na corrida que encerra a 10.ª edição do Estoril Classics.

    O Iberian Historic Endurance está de regresso ao Autódromo do Estoril, entre 18 e 20 de setembro, integrado na 10.ª edição do Estoril Classics. Com 49 carros de 14 marcas e 75 pilotos de 11 nacionalidades, a competição apresenta a maior grelha do fim de semana e volta a atingir o limite máximo permitido pela pista.

    A corrida, novamente patrocinada pela Liqui Moly, reúne máquinas das categorias GDS, H-1971, H-1976, H-1965 e GTP & SC, numa diversidade que coloca no mesmo evento automóveis tão distintos como o Ford GT40 e o Datsun 1200.

    GT40, Lotus 23B e dois Datsun 240Z entre as atrações

    Entre as novidades está o regresso do Ford GT40 de Alex Collins, enquanto Filipe Nogueira e Carlos Cruz deverão estrear no Historic Endurance um Lotus 23B vindo do Reino Unido. Quase uma década depois, Rob Bergmans regressa com o raro Iso Rivolta 300 IR, juntando-se ainda o Elva MK7 de Carlos de Miguel e o Ferrari 308 GT4 de César Freitas.

    Destaque também para a estreia de dois Datsun 240Z. Filipe Martins e João Diogo Lopes apresentam um exemplar com história no automobilismo português, anteriormente utilizado por Carlos Peres e José Montes, enquanto Pedro Ramos e Filipe Carvalho aguardam na lista de reservas com outra unidade recentemente chegada da Dinamarca.

    A grelha recupera igualmente vários capítulos da história do automobilismo nacional. Manuel Ferrão estará presente com o Lotus Elan S3 do histórico Team Palma, enquanto a Aurora Motorsport coloca em pista dois Porsche, prolongando uma ligação à competição que atravessa várias gerações.

    Vitória promete discussão forte

    A corrida terá 50 minutos e paragem obrigatória nas boxes, com Tom Canning a regressar no Ginetta G10 depois da vitória alcançada em 2025.

    Entre os nomes com argumentos para discutir os primeiros lugares estará Paulo Lima, que dividirá o Ford GT40 da RP Motorsport com Jordi Puig. Lima venceu esta corrida em 2024 e chega ao Estoril depois de ter triunfado com o mesmo GT40 na Classic Cup disputada em julho.

    O Shelby Cobra Daytona de Olivier Muytjens surge como uma das referências entre os H-1965, enquanto a categoria H-1976 contará com uma forte representação Porsche, incluindo Pedro Bastos Rezende, Carlos Brizido/João Pina Cardoso, Bruno Duarte/Filipe Silva Jesus, Gerardo Garcia/José Antonio Zorrilla e Brice Pineau.

    Para além das cinco categorias, estará novamente em disputa o Index de Performance, classificação que pondera fatores como idade, cilindrada e tipo de carroçaria. O vencedor receberá um relógio exclusivo Cuervo y Sobrinos, prémio conquistado em 2025 pelo brasileiro Fabiano Vivacqua Jr., que regressa ao volante do Porsche 356 B.

    Os bilhetes para o Estoril Classics 2026 encontram-se à venda, com entrada gratuita até aos 15 anos quando acompanhados por um adulto. O acesso à bancada da reta da meta será igualmente gratuito para todos os espectadores.

  • André Ferreira e Estevão Oliveira dominam Type R Legacy Cup em Jerez

    André Ferreira e Estevão Oliveira dominam Type R Legacy Cup em Jerez

    Dupla da Ribas Motorsport conquistou a pole position e dividiu as vitórias nas duas corridas da quarta jornada da Type R Legacy Cup, reforçando a liderança antes da decisão final no Estoril.

    André Ferreira e Estevão Oliveira voltaram a estar em grande destaque na Type R Legacy Cup, desta vez no Circuito de Jerez Ángel Nieto, onde protagonizaram mais um fim de semana de domínio para a Ribas Motorsport.

    Depois de garantirem a pole position na qualificação, os dois pilotos dividiram entre si as vitórias nas duas corridas.

    Na Corrida 1, Estevão Oliveira assumiu a liderança logo desde o arranque e controlou a prova até à bandeira de xadrez, confirmando o excelente momento competitivo da dupla.

    Na Corrida 2, foi a vez de André Ferreira subir ao lugar mais alto do pódio. Na estreia absoluta em Jerez, o piloto impôs um ritmo muito forte desde os primeiros metros, construindo rapidamente uma vantagem confortável sobre a concorrência e assegurando uma vitória clara.

    Com mais este resultado, André Ferreira e Estevão Oliveira reforçaram a liderança do campeonato. A dupla tinha chegado a Espanha com 31 pontos de vantagem e sai de Jerez ainda mais perto de concretizar o objetivo traçado para a temporada.

    A Type R Legacy Cup entra agora na fase decisiva, com a última jornada agendada para o Circuito do Estoril.

  • Xavier Lázaro fecha Champions Of The Future com melhor prestação da época

    Xavier Lázaro fecha Champions Of The Future com melhor prestação da época

    Jovem português de 13 anos mostrou consistência, ritmo e maturidade em Sarno, concluindo a temporada com a sua exibição mais sólida ao serviço da Parolin Motorsport.

    Xavier Lázaro encerrou a temporada dos Champions Of The Future com a sua melhor prestação global do ano, na quinta e última ronda disputada no Circuito Internazionale Napoli, em Sarno, Itália.

    Perante 54 pilotos de 25 países na categoria OKJ, o jovem português começou por alcançar o 16.º tempo no Qualifying, com 59,272 segundos, resultado que lhe permitiu partir sempre dentro dos oito primeiros nas três Eliminatórias.

    Ao serviço da Parolin Motorsport, Xavier confirmou a evolução evidenciada nas últimas jornadas, terminando as três corridas em sexto, sétimo e sétimo lugares. Mais do que os resultados, destacou-se pela consistência, gestão dos pneus e capacidade para se manter regularmente no grupo da frente, chegando mesmo a ocupar a quarta posição.

    Na Super-Heat B, partiu de quinto e, depois de uma primeira volta prudente que o fez cair para oitavo, protagonizou uma forte recuperação. Com excelente ritmo, subiu até ao quinto lugar e terminou muito próximo do grupo que discutia a segunda posição.

    O resultado garantiu-lhe o 11.º lugar na grelha da Final.

    Também na corrida decisiva, Xavier começou de forma positiva e chegou ao nono posto. A progressão acabou, contudo, condicionada por uma fase de intensa luta no pelotão, com vários contactos. O português terminou com danos no bico do kart e recebeu uma penalização de 10 segundos, caindo para o 19.º lugar final.

    Apesar do desfecho, Sarno confirmou a crescente adaptação de Xavier Lázaro à Parolin Motorsport e permitiu ao jovem da Várzea de Sintra fechar os Champions Of The Future com uma exibição marcada por ritmo, consistência e maturidade competitiva.