Categoria: Velocidade

  • Manuel Espírito Santo: “Tínhamos ritmo para lutar pelo pódio”

    Manuel Espírito Santo: “Tínhamos ritmo para lutar pelo pódio”

    Manuel Espírito Santo encerrou a temporada de 2026 da European Le Mans Series (ELMS) com um sexto lugar na categoria LMP2 Pro/Am, na derradeira corrida do campeonato, disputada no Autódromo Internacional do Algarve. Um resultado que soube a pouco ao jovem piloto português, que chegou a liderar a categoria e tinha legítimas aspirações a terminar a época no pódio, perante o público nacional.

    Ao lado de John Falb e Rik Koen, Manuel Espírito Santo protagonizou uma prestação competitiva, mantendo-se na discussão dos lugares cimeiros durante boa parte da corrida. O trio chegou mesmo a assumir o comando dos LMP2 Pro/Am a meio da prova, confirmando o potencial demonstrado ao longo do fim de semana.

    Contudo, duas penalizações acabaram por comprometer as possibilidades de lutar pela vitória, afastando a equipa dos lugares do pódio e relegando-a para a sexta posição final.

    “É duro não conseguir dar este resultado aos nossos familiares e amigos”

    No final, Manuel Espírito Santo não escondeu a desilusão por deixar escapar um resultado que considerava perfeitamente ao alcance da equipa, sobretudo numa corrida disputada em casa.

    “Fica um sentimento agridoce, sem dúvida. Trabalhámos duramente todo o fim de semana e demos absolutamente tudo em pista. Chegámos a liderar a nossa categoria e tínhamos ritmo para lutar pelo pódio, o que torna estas penalizações difíceis de digerir, mas que fazem parte daquilo que acontece em pista.”

    O jovem português lamentou particularmente não ter conseguido proporcionar um resultado de destaque aos familiares, amigos e adeptos presentes no circuito algarvio.

    “É duro não conseguir dar este resultado aos nossos familiares e amigos presentes em Portimão. No entanto, as corridas são assim mesmo. Tiramos daqui grandes ensinamentos e o foco está já a 100% na preparação para a próxima época.”

    Apesar do desfecho menos conseguido, Manuel Espírito Santo termina a temporada com indicadores positivos quanto à sua competitividade, retirando da experiência acumulada ao longo de 2026 ensinamentos importantes para o futuro.

    Com a European Le Mans Series encerrada, o piloto português vira agora as atenções para 2027, estando já em curso o trabalho de preparação e planeamento da próxima temporada.

  • EKO/Birelart Portugal leva seis pilotos às Easykart International Grand Finals em Lonato

    EKO/Birelart Portugal leva seis pilotos às Easykart International Grand Finals em Lonato

    Lourenço Antunes, Francisco Iglésias, Martim Acúrcio, Vasco Simões, Salvador Branco e Noah Aguiar representaram a EKO/Birelart Portugal na 25.ª edição das Easykart International Grand Finals, disputadas em Lonato, Itália, numa prova que reuniu 261 pilotos de vários países.

    A formação portuguesa apresentou seis pilotos repartidos por quatro categorias numa das mais tradicionais competições monomarca do karting internacional, promovida pela Birelart.

    Na Easykart 100, Francisco Iglésias começou em bom plano, ao conseguir o quarto tempo do seu grupo nos treinos cronometrados e o sétimo registo da geral. Foi ainda segundo na primeira manga, mas uma desclassificação comprometeu as suas aspirações. Recuperou depois com um sexto lugar na manga seguinte, garantindo presença na Final A, onde partiu de 28.º e terminou em 22.º.

    Também na EK100, Martim Acúrcio qualificou-se para a Final A depois de uma jornada condicionada por penalizações nas mangas. Largou do 25.º lugar e recuperou até à 21.ª posição. Na EK125, Salvador Branco foi o melhor representante da equipa na Final A, concluindo no 20.º lugar, depois de um 15.º e um 18.º postos nas mangas. Vasco Simões terminou a decisão em 27.º.

    Entre os EK60, Lourenço Antunes protagonizou uma boa recuperação na Sprint Race, subindo de 24.º para 16.º, antes de terminar a Final na 25.ª posição. Já na BMB Challenge, Noah Aguiar, ainda em fase inicial da sua experiência no karting, foi 23.º na Final depois de uma jornada em que continuou a acumular quilómetros e experiência competitiva.

    “Os nossos seis pilotos tiveram sortes diferentes ao longo da prova, mas também foi importante estarem envolvidos numa competição desta natureza, com 261 pilotos de diferentes nacionalidades”, destacou Nuno Inácio, responsável pela Birelart Portugal e impulsionador do Troféu Easykart em Portugal.

    A passagem por Lonato representou assim mais uma experiência internacional importante para os jovens pilotos da Escola de Karting da Região Oeste, num evento que voltou a reunir um vasto pelotão e forte concorrência internacional.

  • Manuel Espírito Santo fecha temporada no IMSA com Top 5 nas 10 Horas de Petit Le Mans

    Manuel Espírito Santo fecha temporada no IMSA com Top 5 nas 10 Horas de Petit Le Mans

    Manuel Espírito Santo encerrou a temporada no IMSA WeatherTech SportsCar Championship com o quinto lugar na categoria LMP2 nas 10 Horas de Petit Le Mans, em Road Atlanta. Ao lado de Pietro Fittipaldi e Chris Cumming, o português chegou a rodar no segundo posto da classe antes de uma fase final condicionada pela estratégia e por sucessivos períodos de Safety Car.

    A derradeira jornada da temporada norte-americana deixou um sentimento agridoce para Manuel Espírito Santo. A cerca de uma hora e meia do final, o trio ocupava o segundo lugar entre os LMP2, depois de um stint muito consistente do jovem piloto português. Porém, as sucessivas neutralizações com Safety Car e uma opção estratégica que acabou por não produzir o efeito desejado fizeram a equipa cair até ao sexto posto.

    Na parte final, ainda foi possível recuperar uma posição e terminar no quinto lugar da categoria: “Terminar as 10 Horas de Petit Le Mans no Top 5 é um resultado positivo, mas é impossível não sentir alguma frustração quando estivemos tão perto de lutar pelo pódio até à fase decisiva”, explicou Manuel Espírito Santo.

    O piloto destacou também o trabalho realizado durante o seu turno de condução: “Fiz um stint muito consistente que nos colocou no segundo lugar, mas as paragens sob Safety Car acabaram por jogar contra nós em termos de estratégia. Caímos para sexto, mas acabámos por recuperar um lugar.”

    Apesar de o resultado final ter ficado abaixo do potencial demonstrado em Road Atlanta, o balanço da temporada é claramente positivo: “Este foi um ano de enorme aprendizagem para mim. Adaptar-me a um novo campeonato e a circuitos com exigências únicas nos Estados Unidos foi um desafio exigente, mas muito enriquecedor. Aprendi imenso ao longo de toda a época e estou confiante de que todo este trabalho e experiência vão dar frutos já no próximo ano.”

    Concluída a campanha no IMSA, Manuel Espírito Santo muda agora imediatamente o foco para a última jornada do European Le Mans Series, que se disputa já no próximo fim de semana, em Portimão.

  • Jordi Fuset: 14 anos longe das corridas e uma estreia de sonho na PSCI

    Jordi Fuset: 14 anos longe das corridas e uma estreia de sonho na PSCI

    Do karting à Copa Clio e aos ralis, de uma longa pausa ao regresso com a Porsche. Jordi Fuset chegou à Porsche Sprint Challenge Ibérica em Jerez e precisou de apenas um fim de semana para conquistar duas vitórias Bronze, um pódio absoluto e, para fechar, uma vitória à geral. Uma estreia que é também a história de uma amizade de dez anos com Lorenzo Mendieta e de um reencontro com a PCR Sport.

    Ter alguns dos principais protagonistas da Porsche Sprint Challenge Ibérica nos espelhos de um Porsche 992 GT3 Cup e liderar uma corrida à geral não parece o cenário mais tranquilo para uma estreia. Jordi Fuset descobriu isso poucos segundos depois de assumir o comando da Corrida 4 em Jerez: “Quando me vi na frente pensei: ‘Isto vai ser longo…’.”

    Foi. Mas terminou da melhor maneira. Fuset arrancara atrás de alguns dos pilotos que têm marcado a temporada, encontrou espaço na primeira travagem, colocou-se em posição para atacar na curva seguinte e chegou ao comando. Depois percebeu que conseguia manter cerca de um segundo de vantagem e concentrou-se numa única missão: não errar.

    Nem a entrada do Safety Car perto do final, anulando de repente a vantagem construída, mudou o desfecho. “Tive algumas dúvidas, porque todo o trabalho feito até então desaparecia de repente. Mas o recomeço foi bom, consegui defender a posição e manter a liderança até à bandeira de xadrez. Foi um momento muito especial.”

    Era a conclusão quase perfeita de um primeiro fim de semana na PSCI: “Foi praticamente a estreia de sonho numa categoria como a Porsche Sprint Challenge Ibérica e consegui-lo num circuito mítico como Jerez torna tudo ainda mais especial. Chegámos com vontade de aprender e perceber onde poderíamos estar. Terminar com estes resultados superou claramente as nossas expectativas.”

    Uma carreira interrompida durante 14 anos

    Para boa parte do paddock da PSCI, Jerez apresentou um novo nome. Mas Jordi Fuset está longe de ser um recém-chegado ao automobilismo. Começou a competir no karting aos 16 anos e ganhou posteriormente uma seleção de pilotos, o programa Jove Promesa Renault, que lhe abriu as portas da Copa Clio espanhola em 2002. Seguiram-se os ralis, onde competiu até 2008.

    Depois, o silêncio competitivo prolongou-se durante 14 anos. Fuset só regressaria às corridas em 2023, disputando nas duas temporadas seguintes o Campeonato de Espanha de GT4 com Porsche Cayman. Sem competir em 2025, regressou este ano para uma participação no Campeonato de Espanha de GT com o Porsche 992 GT3 Cup, antes de chegar à PSCI: “A minha trajetória talvez não tenha sido a mais convencional, mas precisamente por isso valorizo especialmente poder voltar agora a competir a este nível.”

    E Jerez mostrou que a longa interrupção não lhe retirou velocidade. Mais ainda porque Fuset tinha competido apenas uma vez no traçado andaluz, em 2023, e não realizara qualquer teste prévio naquele circuito com o 992 GT3 Cup: “Sabíamos que podíamos ser competitivos, mas sinceramente não esperava conseguir um resultado assim no nosso primeiro fim de semana na PSCI. Perceber desde o início que tínhamos ritmo para estar perto dos pilotos da frente foi uma satisfação importante.”

    De instrutor e aluno a companheiros num Porsche 992 GT3 Cup

    Há, contudo, outra história por detrás deste projeto. E começou cerca de dez anos antes de Jordi Fuset e Lorenzo Mendieta chegarem juntos à PSCI. Quando se conheceram através de um amigo comum, Lorenzo nunca tinha rodado num circuito. Jordi tornou-se o seu instrutor desde a primeira volta.

    Um trackday com um automóvel de estrada deu lugar a outros. Depois chegou o Porsche 718 Cayman GT4 Clubsport, seguiram-se as corridas com o 718 Cayman GT4 RS Clubsport e, finalmente, o Porsche 992 GT3 Cup: “Foi uma progressão muito sólida, sem pressas mas sem pausas, tentando dar o passo seguinte quando estávamos preparados. A nossa relação é mais de amizade do que apenas de instrutor e aluno. Poder agora partilhar um carro na PSCI com um grande amigo, depois de todo o caminho que percorremos juntos, é uma das partes mais especiais deste projeto.”

    Também a ligação à PCR Sport transporta Fuset para o passado. A estrutura fundada por Pep Codinach trabalhou com o piloto nos ralis entre 2006 e 2008 e o reencontro, tantos anos depois, dificilmente poderia ter produzido um resultado mais marcante.

    Fuset destaca a confiança em Pep Codinach, Cristina e na equipa de mecânicos formada por Robert, Guillem, Marc e Dani, assim como o papel do engenheiro Roger Floriach, que trabalha consigo desde 2023 e que considera uma peça fundamental na sua evolução.

    Navarra primeiro. 2027 já no horizonte

    O resultado de Jerez acrescentou ambição, mas não alterou a essência do projeto. Jordi e Lorenzo tinham escolhido as rondas de Jerez e Navarra para perceber se a PSCI correspondia ao que procuravam: “Depois de Jerez sabemos que temos ritmo para lutar por posições importantes na classificação absoluta. É uma motivação, mas não muda a filosofia do projeto. Queremos ser competitivos, mas sobretudo desfrutar da oportunidade de nos sentarmos num Porsche 992 GT3 Cup e continuar a melhorar.”

    Navarra será agora o segundo capítulo. E poderá não ser o último. A intenção é continuar na Porsche Sprint Challenge Ibérica em 2027, numa temporada marcada pela chegada do novo Porsche 911 Cup. Depois de Jerez, Fuset acredita ainda existir margem de evolução, nomeadamente na adaptação aos pneus Michelin utilizados na PSCI.: “Esperamos continuar no campeonato na próxima temporada e preparar 2027 com mais tempo e experiência. A chegada do novo Porsche 911 Cup é também um incentivo importante e tudo indica que teremos uma grelha muito interessante.”

    Jordi Fuset deixou ainda uma palavra para a organização e para o ambiente encontrado na sua estreia na PSCI: “Quero também dar os parabéns à organização pelo ambiente que consegue criar durante todo o fim de semana. O PSCI VIP & DRIVERS VILLAGE é um espaço premium fantástico, que aproxima pilotos, equipas, parceiros e convidados e contribui para uma atmosfera muito especial no paddock. É mais um detalhe que torna a experiência de competir na PSCI diferente e muito agradável.”

  • KIKA QUEIROZ SOBE AO PÓDIO EM VALÊNCIA E REFORÇA PROGRESSÃO NA BMW M2 CUP

    KIKA QUEIROZ SOBE AO PÓDIO EM VALÊNCIA E REFORÇA PROGRESSÃO NA BMW M2 CUP

    Kika Queiroz encerrou a passagem da BMW M2 Cup pelo Circuito Ricardo Tormo, em Valência, com um pódio na primeira corrida e um quarto lugar na segunda, num fim de semana marcado por batalhas constantes e elevado nível competitivo.

    A jornada espanhola revelou-se particularmente exigente para Kika Queiroz, que teve de responder a um pelotão muito equilibrado e a corridas marcadas por sucessivas lutas diretas.

    Na Corrida 1, a piloto manteve um ritmo sólido sob pressão e conseguiu terminar no 3.º lugar, garantindo presença no pódio depois de várias disputas ao longo da prova.Na segunda corrida, o cenário voltou a ser muito competitivo. Kika Queiroz esteve novamente envolvida em diferentes batalhas e cruzou a linha de meta na 4.ª posição, somando mais pontos importantes para o campeonato.

    “Foi um fim de semana verdadeiramente desafiante em Valência. Tivemos duas corridas duríssimas, repletas de batalhas e muita luta em pista do início ao fim. Embora o resultado geral não tenha sido exatamente o que procurávamos, saímos daqui com um pódio e com dados que nos demonstram progressão”, destacou a piloto.

  • CARRERA 80 EM RITMO DE SPRINT NO VALENCIA IBERIAN RACING FESTIVAL

    CARRERA 80 EM RITMO DE SPRINT NO VALENCIA IBERIAN RACING FESTIVAL

    A Carrera 80 encerrou a sua passagem pelo Valencia Iberian Racing Festival, disputado entre 25 e 27 de setembro no Circuit Ricardo Tormo, com duas corridas integradas no programa do Campeonato de Velocidad de la Comunitat Valenciana (CCVV).

    Num fim de semana que levou mais de 20.000 espectadores ao circuito para assistir a um rico programa de corridas, a competição ibérica organizada pela Race Ready apresentou um formato diferente do habitual. Em vez das tradicionais duas corridas de 40 minutos, a Carrera 80 disputou em Valência duas provas de sprint, sem paragem nas boxes, no traçado de 4.005 metros.

    A experiente dupla espanhola Luis López e Álvaro Rodriguez esteve em destaque ao vencer as duas corridas aos comandos do Porsche 968 CS #88, impondo um ritmo elevado ao longo do fim de semana.

    O exemplar alemão tem ainda uma história competitiva particular, sendo proveniente da Copa Porsche 968 CS, competição monomarca promovida pela Porsche España entre 1993 e 1996. Depois de triunfar na primeira corrida, o Porsche #88 voltou a dominar na segunda, completando 13 voltas e estabelecendo a melhor marca do fim de semana, com uma volta em 1m46,643s.

    O BMW M3 E36 nº87, tripulado por Kilian Revuelta Rodríguez e Gustavo Castro Rodríguez, dois pilotos oriundos do todo-o-terreno que fazem este ano a estreia na Carrera 80, obteve dois segundos lugares nas duas corridas, mantendo-se como principal oposição ao Porsche vencedor.

    Na categoria Grupo 2, Jesus Lahoz Martin, em Alfa Romeo GTV, e Manuel Ferrão, ao volante do seu histórico Ford Escort MKII RS1800, protagonizaram um interessante duelo pelas vitórias nas duas corridas. O piloto espanhol levou a melhor na primeira prova, depois de Manuel Ferrão ter ficado imobilizado na reta da meta no momento do arranque.

    Na segunda corrida, o piloto português respondeu da melhor forma e assegurou o triunfo na categoria. O Porsche 968 CS nº57, de Luís Tojeiro, assistido pela Garagem João Gomes, completou o top cinco nas duas corridas e terminou igualmente no terceiro lugar da categoria GT-C, atrás do Porsche e do BMW que dominaram a classificação geral.

    Entre os T2000, Abel Hernandez Paez, aos comandos de um Hyundai Accent Cup, garantiu a vitória nas duas corridas. No Grupo 1/N, Guillermo Velasco, que partilhou o Datsun 1200 com José Antonio Zorilla, desistiu na primeira prova, mas viu “El Zorro” assegurar o triunfo na segunda corrida.

    Completados os dois fins de semana de competição em Espanha, a Carrera 80 regressa agora a Portugal para a fase final da temporada. Entre 30 de Outubro e 1 de Novembro, a competição ibérica disputa duas corridas integradas no programa do Algarve Classic Festival, no Autódromo Internacional do Algarve.

    A temporada encerra, como é tradição, de 4 a 6 de Dezembro, no Autódromo do Estoril, onde a Carrera 80 fará parte do programa de mais uma edição do Estoril Endurance Party. 

  • Daniel Casas estreia-se a vencer numa BMW M2 Cup Iberia em crescimento

    Daniel Casas estreia-se a vencer numa BMW M2 Cup Iberia em crescimento

    A BMW M2 Cup Iberia cumpriu em Valência a segunda etapa da temporada, numa jornada marcada pelo crescimento da grelha, pela estreia vitoriosa da Promotion Motorsport e por duas corridas extremamente equilibradas. Daniel Casas venceu no sábado, enquanto Gonçalo Moura e Bernardo Passanha triunfaram no domingo.

    O jovem espanhol adaptou-se rapidamente ao BMW M2 Racing e começou o fim de semana com autoridade, conquistando as duas pole positions.

    Na primeira qualificação, Diego Sirgado foi segundo, seguido por Francisca “Kika” Roby Queiroz e Gonçalo Moura. Na segunda sessão, Casas voltou a ser o mais rápido, desta vez à frente de Kika Queiroz, Nathan Corbet e Bernardo Passanha.

    Na primeira corrida, Daniel Casas confirmou o ritmo demonstrado na qualificação e conquistou a vitória logo na estreia na competição.

    Gonçalo Moura e Bernardo Passanha, da FPAK Junior Team, terminaram no segundo lugar, enquanto Kika Queiroz, da LOB Motorsport, completou o pódio.

    A segunda corrida voltou a mostrar o enorme equilíbrio da categoria, com os quatro BMW separados por apenas 3,5 segundos.

    Desta vez, a vitória pertenceu a Gonçalo Moura e Bernardo Passanha, à frente dos companheiros da FPAK Junior Team, Diego Sirgado e Nathan Corbet. Daniel Casas, condicionado pelo handicap de dez segundos resultante do triunfo de sábado, terminou em terceiro, com Kika Queiroz novamente muito perto do pódio.

    Seis mil euros distribuídos em prémios

    A jornada valenciana distribuiu 6.000 euros em prémios, com 1.800 euros destinados aos vencedores de cada corrida, 900 aos segundos classificados e 300 aos terceiros.

    Valência recebeu cerca de 20 mil espectadores ao longo do evento e deixou boas perspetivas para o crescimento da BMW M2 Cup Iberia.

    A próxima ronda disputa-se entre 6 e 8 de novembro, em Jerez de la Frontera, onde é esperada uma grelha ainda mais numerosa.

  • Veloso Motorsport soma três pódios e pole position em Valência

    Veloso Motorsport soma três pódios e pole position em Valência

    A Veloso Motorsport fechou a ronda de Valência do Supercars Endurance com três pódios, uma pole position e uma volta mais rápida, confirmando andamento para lutar pelas vitórias nas várias categorias.

    Na GT4 Pro, Hendrik Still colocou o Porsche 718 Cayman RS GT4 na pole position da primeira corrida e assinou também a volta mais rápida. Carlos Vieira recebeu o carro na liderança, mas um toque em luta direta acabou por comprometer o resultado. Na segunda manga, a dupla recuperou do 18.º lugar da grelha até ao quarto posto final.

    Na GT4 Bronze, Luís Calheiros e Paulo Macedo garantiram o terceiro lugar na segunda corrida, depois de terem ficado perto do pódio na primeira.

    Nos Ligier JS2 R, Himar Acosta e Artur Ferreira alcançaram um terceiro lugar na GTX, enquanto Santiago Vallejo e Marcos de Jorge terminaram a segunda corrida no segundo posto da GTX Am.

    “Demonstrámos andamento para lutar pela vitória à geral e nas diversas categorias. Trouxemos mais pódios, uma pole position e uma volta mais rápida”, destacou Luís Veloso, CEO da equipa.

    A próxima ronda disputa-se entre 6 e 8 de novembro, em Jerez de la Frontera.

  • Álvaro Bajo: quatro vitórias e uma temporada que supera todas as expectativas

    Álvaro Bajo: quatro vitórias e uma temporada que supera todas as expectativas

    Da formação no karting aos monolugares, dos títulos nos Turismos à chegada à sua “marca de sonho”. Álvaro Bajo é um dos grandes protagonistas da Porsche Sprint Challenge Ibérica 2026. Com quatro vitórias conquistadas em três circuitos diferentes, o piloto espanhol e o mexicano Gildardo Herrera ocupam a segunda posição absoluta aos comandos do Porsche 992 GT3 Cup #88 da GT Corse, quando faltam apenas Navarra e a Grand Finale do Estoril para terminar a temporada.

    Os números traduzem a competitividade que Álvaro Bajo tem demonstrado na Porsche Sprint Challenge Ibérica, mas, contam apenas parte da história de um piloto que chegou ao campeonato trazendo consigo uma longa experiência no automobilismo e que encontrou no Porsche 992 GT3 Cup um novo e exigente desafio.

    E nem o próprio piloto espanhol esconde que o caminho percorrido foi além daquilo que imaginava: “a temporada está a superar todas as expectativas. Existe muito trabalho de preparação por detrás destes resultados, mas estávamos convencidos de que poderíamos ser competitivos. O nível dos nossos adversários é muito elevado e, por isso, em cada corrida temos de dar o melhor.”

    Quatro vitórias, mas Valencia ficou no coração

    Estoril abriu a contagem. Valencia acrescentou mais duas vitórias. Jerez trouxe a quarta, confirmando Álvaro Bajo como um dos apenas cinco pilotos que já venceram à geral nesta temporada da PSCI.

    Escolher uma delas não é fácil para alguém que, ao longo da carreira, já viveu outros momentos de triunfo. Mas há uma corrida de 2026 que reúne ingredientes suficientes para ocupar um lugar especial na memória: “Todas as vitórias são especiais. Mas, se tivesse de escolher uma deste ano, seria a primeira de Valencia. Foi uma corrida que dominei do princípio ao fim, diante dos meus amigos e da minha família, e isso tornou-a muito especial!”

    Por detrás dos resultados está também uma estrutura que Bajo conhecia bem antes de tomar a decisão de integrar o seu projeto. A aposta na GT Corse não aconteceu por acaso: “A GT Corse é uma equipa de topo e foi precisamente por isso que decidimos competir nesta estrutura. Já conhecíamos os seus resultados e a sua forma de trabalhar, pelo que não foi difícil confiar neles para o nosso projeto. Considero que Gil, Alejandro, Borja e eu formamos um grande conjunto e lutaremos pelo campeonato até ao final.”

    Gildardo Herrera: partilhar o carro e construir resultados

    A temporada de Bajo tem uma particularidade importante. O espanhol partilha o #88 com Gildardo Herrera, que regressou à competição depois de uma longa ausência. Num campeonato onde ambos contribuem para a mesma pontuação, a complementaridade entre os dois pilotos assume especial importância.

    Bajo destaca sobretudo a evolução que tem observado no mexicano e a relação criada dentro e fora das pistas: “Gil esteve muitos anos afastado deste mundo e, embora este desporto nunca se esqueça, pois é como andar de bicicleta, precisou de algumas corridas para voltar a adaptar-se às exigências deste nível. Creio que está a fazer um trabalho impecável, evoluindo constantemente e somando muitos pódios na categoria Bronze. A nossa relação é muito saudável e tentamos ajudar-nos dentro e fora da pista.”

    Os resultados refletem essa consistência. A duas rondas do final, os 286 pontos colocam o #88 no segundo lugar absoluto.

    Do karting aos títulos nos Turismos e… finalmente Porsche

    Por detrás do protagonista que hoje luta pelos lugares cimeiros da PSCI existe uma carreira iniciada há mais de duas décadas. Álvaro Bajo começou no karting em 2005, competindo em campeonatos nacionais e internacionais até 2010. Seguiu-se a passagem para os monolugares, primeiro na Fórmula BMW e posteriormente na Fórmula 3.

    Em 2011 iniciou uma nova etapa nos Turismos, área onde construiria uma parte significativa do seu currículo. Segundo o próprio piloto, conquistou por várias vezes o título de Campeão de Espanha, tornou-se Campeão da Europa e alcançou uma medalha de prata nos FIA Motorsport Games.

    Em 2026, acrescentou finalmente Porsche à lista. E Álvaro   não esconde o significado dessa chegada: “Agora estou na Porsche, a minha marca de sonho.”

    A relação com o Porsche 992 GT3 Cup está, contudo, longe de ser facilitada pelo entusiasmo que sente pela marca. Bajo considera-o um dos GT mais difíceis de explorar no limite: “O Porsche 992 GT3 Cup é um carro tremendamente exigente. Diria que é um dos GT mais complicados de conduzir no limite, mas são precisamente essas características que fazem dele também o mais emocionante de pilotar. Este carro não permite erros; temos de manter a concentração sempre a 200%. É precisamente essa necessidade de manter um nível de concentração tão elevado que mais me tem feito evoluir.”

    Navarra e Estoril: defender o segundo lugar e continuar a vencer

    Com apenas Navarra e a Grand Finale do Estoril pela frente, Álvaro Bajo reconhece a vantagem construída pelo Porsche #14 de Borja García e Alejandro Barambio Perea, mas não abdica de objetivos ambiciosos para o encerramento da temporada.

    “O campeonato está muito complicado. O nosso carro ‘irmão’ #14 tem a situação muito bem encaminhada, porque ambos os pilotos fizeram um trabalho excecional. Mas vamos lutar para manter esta segunda posição, que está a ser muito disputada, e, se for possível, continuar a somar vitórias.”

    Com a Porsche Sprint Challenge Ibérica a preparar uma nova etapa em 2027, Bajo gostaria de continuar a fazer parte do projeto, embora reconheça que a decisão estará dependente das condições necessárias para construir o programa:

    “Adoraríamos continuar neste campeonato. Estar de mãos dadas com a Porsche Sprint Challenge Ibérica torna esta competição ainda mais especial. Toda a equipa da organização é constituída por pessoas fantásticas, desde José Monroy a todos os restantes elementos. Mas sabemos como funciona este mundo: veremos qual o orçamento de que dispomos e tomaremos uma decisão o mais rapidamente possível.”

  • Mathieu Martins e Anton Morsing quebram maré de azar e vencem em Valência

    Mathieu Martins e Anton Morsing quebram maré de azar e vencem em Valência

    Mathieu Martins e Anton Morsing conquistaram a segunda corrida de GT4 da ronda de Valência do Supercars Endurance, colocando finalmente o Aston Martin Vantage AMR GT4 da Racar Motorsport no lugar mais alto do pódio depois de uma temporada marcada por vários contratempos.

    Partindo da pole position, Mathieu Martins não teve um arranque feliz e caiu para quarto logo na primeira volta. A resposta do luso-francês foi, porém, imediata.

    Ainda durante a primeira metade do seu stint, ultrapassou o McLaren Artura GT4 de Luís Aguiar, o Mercedes-AMG GT4 de Filip Vava e o Toyota GR Supra GT4 Evo2 de Francisco Mora, recuperando a liderança e construindo depois uma vantagem superior a três segundos.

    Quando Anton Morsing assumiu o volante do Aston Martin da Racar Motorsport, a dupla parecia ter a corrida controlada. Um período de Safety Car, provocado pelo despiste de Guillermo Aso, anulou contudo toda a margem.

    Na fase final, Morsing teve de resistir à forte pressão de Rodrigo Almeida, mas manteve a concentração até à bandeira de xadrez e garantiu uma vitória particularmente saborosa depois de vários azares sofridos ao longo da temporada.

    Francisco Mora e Rodrigo Almeida, no Toyota GR Supra GT4 Evo2 da Toyota Gazoo Racing Caetano Portugal, terminaram no segundo lugar e somaram pontos importantes para as contas dos campeonatos. O terceiro posto ficou para Tomás Granzella, no Mercedes-AMG GT4 da NM Racing Team, depois de uma excelente ultrapassagem a Rafael Rajani já perto do final.

    Em grande recuperação esteve também a dupla da Veloso Motorsport. Depois de Carlos Vieira ter arrancado de 18.º, Hendrik Still completou uma forte subida na classificação e levou o Porsche Cayman GT4 ao quarto lugar final. Na GT4 Pro-Bronze, Andrius Zemaitis e Lachlan Evenett venceram com o Toyota GR Supra GT4 Evo2 da Nokotech Racing by Speedy.

    A corrida ficou marcada por vários incidentes logo na primeira volta. Francisco Abreu perdeu muito tempo num toque que envolveu também Andrés Prieto e Eric Gené, vencedor da corrida de sábado, que abandonou de imediato.

    Orlando Batina e Nuno Pires chegaram a estar em posição de discutir a vitória com o Toyota da Batina Racing, mas um problema de caixa de velocidades condicionou a reta final e deixou a dupla no segundo lugar.

    José Carlos Pires e Francisco Abreu conseguiram ainda recuperar até ao terceiro posto e assegurar presença no pódio para a Toyota Gazoo Racing Caetano Portugal.

    Racar faz dobradinha de vitórias nas categorias

    Na GT4 Bronze, a vitória pertenceu a Manuel Gião e Vasco Oliveira, que completaram uma corrida sólida aos comandos do Aston Martin da Racar Motorsport.

    Borja Hormigos e Héctor Hernández, no BMW M4 GT4 da Autoworks Motorsport, terminaram em segundo, enquanto Luís Calheiros e Paulo Macedo colocaram o Porsche Cayman da Veloso Motorsport no terceiro lugar, regressando assim aos resultados positivos depois de uma sequência de contrariedades.

    Na GT4 Am, Javier Macias e Smörg venceram com o BMW M4 GT4 Evo da Promotion Motorsport.

    Miguel Ferreira e Fernando Soares chegaram a cruzar a meta em primeiro com o Aston Martin Vantage AMR GT4 da NGT Motorsport, mas uma penalização por limites de pista relegou-os para o segundo lugar. Josep Parera e Aleix Nogué completaram o pódio com o Mercedes-AMG GT4 da NM Racing Team.

    Concluída a ronda de Valência, o Supercars Endurance regressa entre 6 e 8 de novembro, em Jerez de la Frontera, para nova etapa do Iberian Supercars e do Campeonato de España de Supercars.