A segunda corrida do fim de semana na Porsche Sprint Challenge Ibérica, na jornada de Navarra, foi vencida por Francisco Mora depois de ter saído da pole position.
O piloto da Veloso Motorsport foi importunado nos primeiros momentos por Pedro Salvador, mas depois de passado esse desafio, esteve sempre na frente do pelotão aumentando a diferença para o resto dos adversários e sendo novamente muito forte no recomeço após um período de Safety Car a menos de 5 minutos do final da prova. Venceu com 3.5s de vantagem para Salvador, enquanto Manuel Alves foi o terceiro classificado.
Na classe AM, foi Ricardo Costa que triunfou, secundado por José Barros e Nuno Inocêncio, enquanto entre a categoria GD foi Chris Hillaby o vencedor, Rui Miritta o segundo e Aloísio Monteiro, com uma corrida complicada, foi terceiro.
Pedro Salvador, depois de ter tentado a ultrapassagem logo após a partida a Mora, viu-se ele próprio ameaçado por Manuel Alves e teve que defender a sua posição permitindo ao líder galgar terreno à sua frente. Ainda nas primeiras voltas de corrida, Aloísio Monteiro seguia no quinto lugar, mas um pião deixou-o no fundo do pelotão. Pouco depois o Porsche de Vasco Barros ficou parado em pista, obrigando o piloto da Lob Motorsport a desistir da derradeira corrida do fim de semana.
A menos de 10 minutos para o fim da corrida, marcada por alguns piões de vários pilotos, Tiago Gonçalves e Jorge Brioso também foram apanhados com esta questão, com o último a ficar com o Porsche preso na caixa de gravilha ao tentar regressar à pista. O Safety Car teve de entrar em pista para permitir a recolha do carro de Brioso, anulando os quase 10 segundos de vantagem que Francisco Mora tinha antes para Pedro Salvador. Uma situação semelhante à corrida 1.
Após o recomeço da corrida, quando o SC saiu de pista, os três primeiros classificados mantiveram as suas posições, enquanto Chris Hillaby também fez um pião e perdeu a quinta posição da classificação geral, mantendo, pelo menos, a liderança da categoria GD, mas no oitavo posto.
Daniel Teixeira é o actual titular do ceptro de Supercars Endurance na classe TCR, participando na competição desde o seu início. O piloto do Cupra TCR explica o porquê de continuar a sua aposta e os seus objectivos para a presente temporada.
Dificilmente o piloto de Murça poderia fugir ao desporto automóvel, uma vez que o seu pai, Joaquim Teixeira, é um dos nomes sonantes do Campeonato de Portugal de Montanha, tendo conquistado diversos títulos da categoria.
Não fugindo ao seu destino, em 2014, Daniel Teixeira fez a sua estreia no automobilismo, na Rampa Porca de Murça. “Estreei-me na prova da minha terra! Em jeito de brincadeira emprestaram-me um carro e a verdade é que correu bem e o bichinho nunca mais saiu e continuei até hoje. Foi uma inevitabilidade, dado que tinha muitos familiares no automobilismo e o meu pai também começou há mais de vinte anos. Para além disso, sempre gostei muito do desporto automóvel, penso que era mesmo inevitável”, reconheceu o piloto do Cupra TCR.
Daniel Teixeira acaba por ser um parceiro do seu pai no mundo do automobilismo, dado que partilham o mesmo carro, ainda que em campeonatos diferentes. “A nossa escolha pelo Cupra TCR deve-se ao facto de ser o carro que o meu pai usa para competir no Campeonato de Portugal de Montanha, correndo eu com ele em pista. É uma máquina muito competitiva e gosto muito de o pilotar, dado que é muito divertido. Claro que os GT4 mais recentes são mais rápidos, mas ainda assim é possível imiscuir-me entre eles, dependendo das pistas”, afirmou o piloto da JT59 Racing, a equipa criada pela família.
O facto de dividir o carro com o seu pai, acabou por ser determinante para que o piloto oriundo de Murça tenha passado para os circuitos, mas hoje este é o ambiente que prefere. “Como partilhamos o carro, e o meu pai compete no Campeonato de Portugal de Montanha, de que tanto gosta, os circuitos seriam opção ideal. No entanto, muito embora tenha gostado muito da experiência na Montanha, pessoalmente prefiro a pista, dado que fazemos mais quilómetros e, sobretudo, temos as lutas roda com roda, que é o que me fascina mais. Portanto, se hoje tivesse de escolher, manter-me-ia nas competições de pista”, admitiu Daniel Teixeira.
Dentro da Velocidade, a escolha do piloto de Murça recaiu no Supercars Endurance, tendo sido um dos primeiros a fazê-lo, quando a competição abriu as suas grelhas aos carros da categoria TCR e aponta motivos importantes para manter a sua aposta. “Este é o meu terceiro ano neste campeonato, na verdade, participo nele desde que apareceu. É uma competição que apresenta os valores que considero ser importantes – rigor organizativo e justiça competitiva. O Diogo Ferrão e o Paulo Ferreira e as respectivas equipas têm vindo a fazer um trabalho fantástico”, sublinhou o piloto que lidera a classificação na divisão TCR, que acrescenta: “a competição é muito forte, mas é uma luta justa, com grandes carros, e para mim é mais importante vencer um campeonato como este que um troféu. Acredito que este é o campeonato mais competitivo e com um nível mais elevado da Península Ibérica”.
O BoP é sempre um tema de conversa nas competições que recorrem a esta ferramenta, mas Daniel Teixeira sublinha que no Supercars Endurance e Campeonato de Portugal de Velocidade a correcta aplicação do dispositivo é um garante de justiça: “os BoP são completamente imparciais, mas é evidente que haverá sempre descontentes, dado que todos têm o desejo de vencer. Porém, a adopção dos BoP internacionais e a sua implementação rigorosa dá-nos garantias de justiça. A organização está a fazer um trabalho fantástico”.
A época deste ano do piloto da JT59 Racing tem tido duas caras – tem sido consistentemente o mais rápido entre os concorrentes da categoria Turismo, o que se traduziu em duas vitórias, mas questões técnicas resultaram em dois abandonos. “Esta temporada está a replicar a que tive no ano passado, em que venci metade das corridas! Temos tido alguns problemas técnicos que nos obrigaram a abandonar em duas corridas, mas temos mostrado um ritmo muito forte, o que me deixa muito contente. Vamos trabalhar para tentar resolver estas questões e evitar mais abandonos”, prometeu Daniel Teixeira.
Os objectivos do piloto da JT59 Racing são claros, mostrando-se determinado em ter um resto de temporada o mais bem-sucedido possível. “Vamos trabalhar para tentar vencer todas as corridas que faltam disputar, muito embora saibamos que vamos ter uma oposição forte, e lutar pelos títulos dos Turismo e da TCR. E, apesar de não existir uma classificação geral, vamos tentar terminar as corridas o mais bem classificados possivel”, concluiu Daniel Teixeira.
O piloto de Murça está no primeiro lugar da divisão TCR dos Supercars Endurance e Campeonato de Portugal de Velocidade, estando no segundo posto da categoria de Turismos, a vinte e sete pontos da dupla do BMW M240i Racing, Borja Hormigos e Héctor Hernández.
Francisco Mora colecionou mais um triunfo na Porsche Sprint Challenge Ibérica, ao dominar, na tarde deste sábado, a primeira corrida da terceira jornada da competição, no circuito espanhol de Navarra, terminando na frente de Pedro Salvador e de Manuel Alves, o trio que se destacou desde o início.
Ricardo Costa, na categoria AM, e o britânico Chris Hillaby, na categoria GD, foram outros dos vencedores de uma corrida encurtada pela necessidade de duas “intervenções” do Safety Car, na sequência de igual número de acidentes.
“Conseguimos melhor o carro, que agora está muito melhor e iremos continuar a trabalhar para evoluir ainda um pouco mais o ‘setup’. Fiz um bom arranque e imprimi um bom ritmo, mas a entrada do Safety Car não me permitiu perceber qual a minha verdadeira diferença para os adversários”, disse Francisco Mora, um vencedor tranquilo. Pedro Salvador conseguiu, pouco depois da partida, ganhar uma posição a Manuel Alves e até ao final nunca esteve em condições de ameaçar a superioridade de Mora.
“Temos uma pequena dificuldade técnica no carro, que está identificada, mas hoje não deu para rivalizar com o andamento do Kiko [Francisco Mora] e só tenho que lhe dar os parabéns”, comentava o segundo classificado.
Manuel Alves sabia que não seria fácil, partindo do segundo lugar da grelha, suster Salvador… “As três primeiras curvas desta pista são ingratas para quem parte de segundo e o Pedro ultrapassou-me. Fui atrás dele, o nosso ritmo era muito semelhante, mas a entrada do Safety Car estragou a corrida a muita gente e eu perdi a oportunidade de poder recuperar uma posição. Amanhã espero fazer melhor…”, referiu o jovem piloto da Trofa.
Com aquele trio destacado na frente, Vasco Barros ficou isolado na quarta posição e destacado de José Barros, o líder da categoria AM, mas ambos acabariam, já mais tarde, por se tocar na reta da meta com o Safety Car (SC) em pista, quando faziam os habituais “S” para manter a temperatura dos pneus. A entrada do carro de segurança acontecera no seguimento do despiste de Jorge Ramirez, então a discutir com Ricardo Costa a primazia na categoria AM. O choque entre Vasco Barros e José Barros foi violento, embora sem consequências físicas para qualquer dos intervenientes, deixando o carro do primeiro bastante danificado, enquanto o segundo desistia logo a seguir.
No recomeço da corrida, Mora não permitiu surpresas, ao passo que Ricardo Costa confirmava a vitória na categoria AM, na frente de Tiago Gonçalves e de Nuno Inocêncio, que não escondia a satisfação de subir ao pódio na sua segunda corrida de velocidade. Chris Hillaby dominou a categoria GD numa tarde em que Aloísio Monteiro, autor da “pole”, depois de ter andado pelos primeiros lugares, acabou, na sequência de dois “peões”, por cair para terceiro.
Classificação final (oficiosa)
1º, Francisco Mora (Veloso Motorsport/PRO-AM), 29.53.350
2º, Pedro Salvador (PRO-AM), a 0.792
3º, Manuel Alves (LOB Motorsport/PRO-AM), a 1.630
4º, Ricardo Costa (Monteiros Competição/AM), a 7.550
5º, Tiago Gonçalves (AM), a 10.973
6º, Nuno Inocêncio (AM), a 11.751
7º, Chris Hillaby (RGB Racing Team/GD), a 12.942
8º, Rui Miritta (Monteiros Competição/GD), a 15.078
9º, Jorge Brioso (AM), a 16.527
10º, Aloísio Monteiro (GD), a 35.927
11º, José Barros (Veloso Mortorsport/AM), a 4 voltas
12º, Vasco Barros (LOB Motorsport/PRO-AM), a 4 voltas
As emoções da Porsche Sprint Challenge Ibérica (PSCI) estão de volta este fim de semana, agora no Circuito de Navarra, na região do País Basco espanhol, em mais um Racing Weekend organizado pela federação do país vizinho e a The Racing Factory volta a colocar em pista os seus dois Porsche 991 GT3 CUP entregues a Pedro Salvador e Aloísio Monteiro.
O consagrado piloto natural de Chaves está motivado para chegar à vitória nas duas corridas que tem pela frente no traçado espanhol. Salvador apresenta-se em Navarra a escassos dois pontos da liderança na Categoria PROAM, sendo claro que quer sair desta terceira tirada no comando da competição.
Pela frente, aguarda-o um duelo intenso com os principais protagonistas da categoria e da geral, sendo claro o equilíbrio que se está a sentir na luta pela supremacia nesta competição.
Já Aloísio Monteiro quer regressar aos triunfos, sendo claro que, em condições normais e sem incidentes que o prejudiquem, o patrão e piloto da The Racing Factory tem andamento para levar de vencida a forte concorrência dentro da Categoria GD, assumindo-se como um dos candidatos ao título.
Para a estrutura da TRF, o fim-de-semana competitivo em Navarra será, segundo Aloísio Monteiro, mais “uma oportunidade importante para a nossa equipa técnica evoluir e aprimorar toda a sua já enorme capacidade, neste que é o nosso primeiro ano na velocidade. Estou ciente de que a nossa equipa é capaz de me entregar e ao Pedro Salvador dois carros muito competitivos e que ambos poderemos estar na luta pelas vitórias, o Pedro à geral e eu na categoria GD. Estamos muito motivados e prontos para lutar!”.
Tal como sucedeu em Motorland, as duas corridas (sábado e domingo) serão transmitidas em live streaming na página oficial do Youtube da Porsche Sprint Challenge Ibérica.
As emoções e a espetacularidade da Porsche Sprint Challenge Ibérica (PSCI) estão de volta este próximo fim de semana, agora no Circuito de Navarra, na região do País Basco espanhol, que visita pela primeira vez e de novo integrada no programa Racing Weekend, promovido pela RFEDA (Real Federação Espanhola de Automobilismo), incluindo mais três campeonatos. Nesta terceira jornada da época há a registar, como principais novidades face a Motorland em finais de maio, um regresso e uma estreia.
André Fernandes, um dos protagonistas da categoria AM, que estivera ausente na jornada anterior, retoma os comandos do Porsche 991.2 número 82 da AF Motorsport, havendo ainda a destacar o batismo da ítalo-espanhola Christine Giampaoli – mais conhecida por Christine GZ –, cuja carreira se tem centrado no off-road e na competição Extreme E. Christine vai partilhar o Porsche 991.1 com Jorge Brioso e será, pelo seu mediatismo, um dos focos de atenção no Circuito dos Arcos.
No plano desportivo, voltam a ser aguardados com grande expetativa os duelos pela primazia tanto da categoria AM 991.2 como da AM 991.1, nas quais há vários protagonistas, como Ian Barrett, Ricardo Costa, Tiago Gonçalves e Nuno Inocêncio, entre outros, que têm proporcionado excelentes corridas. O mesmo sucede, aliás, na categoria GD, com Chris Hillaby, Frank Barrett e Aloísio Monteiro a destacarem-se neste início de época.
Na categoria PRO-AM, a dos pilotos “consagrados” e habituais dominadores dos primeiros lugares a nível absoluto da Porsche Sprint Challenge Ibérica, há um trio que promete discutir cada ponto em disputa até ao fim da época, até porque Vasco Barros confessa que ainda não se adaptou 100 por cento ao Porsche 991.2: Francisco Mora, Pedro Salvador e Manuel Alves. Mora lidera e tem 2 pontos de avanço para Salvador e a dois pontos deste e a quatro do primeiro está Alves, sem dúvida a grande revelação de 2023. Portanto, vem aí mais um fim de semana de muita incerteza.
Tal como sucedeu em Motorland, as duas corridas (sábado e domingo) serão transmitidas em live streaming na página oficial do Youtube da Porsche Sprint Challenge Ibérica.
O Campeonato Norte de Americano de Resistência tem este fim-de-semana de 24 e 25 de junho a sua quinta jornada. Filipe Albuquerque enfrenta as seis horas de prova como se de uma final de tratasse, não que o resultado seja determinante para o objetivo final, mas porque quer regressar às vitórias e centrar-se na conquista do título.
Ao volante do Acura de Wayne Taylor Racing, o piloto português sabe que tem de trabalhar mais que os seus adversários, mas isso não o intimida, antes pelo contrário, motiva-o para a prova deste fim-de-semana e para todas as outras: “Está na hora de ter um bom resultado. Andamos sempre na frente e depois nunca conseguimos concretizar. Não pode continuar, temos de ser mais fortes que isso e lutar com todas as nossas armas. Esta corrida tem de ser o ponto de viragem, não há mais margem para desculpas”, continuou Albuquerque que ocupa a terceira posição nas contas do Campeonato.
Se será tarefa fácil, Albuquerque sabe que não: “Não será fácil, mas não há impossíveis. Os nossos principais adversários estiveram em Le Mans a evoluir os seus carros e parecendo que não, isso faz toda a diferença. Se no início do ano, o nosso Acura estava melhor preparado para os desafios da época, atualmente já não é bem assim, por isso vamos ter de trabalhar mais. Mas isso não me assusta, só quero mesmo regressar às vitórias. Coisas boas, atraem coisas boas. Precisamos de vitórias para conseguir chegar ao título americano, algo que ambiciono muito”, disse.
O programa do fim-de-semana começa na sexta-feira com a realização dos treinos livres. No sábado terá lugar a qualificação e no Domingo, 25 junho, arranca pelas 15.40h a corrida com transmissão em direto em imsa.com
Na sequência da apresentação do Mustang GT3 em Le Mans, no passado dia 9 de junho, a Ford anuncia hoje que o novo Mustang GT4 será apresentado às 14h00 CET (13h00 em Portugal Continental) da próxima quarta-feira, dia 28 de junho de 2023, no icónico Circuito de Spa-Francorchamps, na Bélgica.
Baseado na versão Dark Horse do novo Mustang de sétima geração, o Mustang GT4 está apto a competir nos principais campeonatos de GT4 espalhados pelo mundo, pelas mãos de clientes privados. O novo Mustang GT4 foi desenvolvido pela Ford Performance, em parceria com a Multimatic Motorsports, entidade que irá construir as unidades para os clientes a nível global.
Na apresentação do Mustang GT4 em Spa estará Mark Rushbrook, Diretor da Ford Performance Global Motorsports, bem como Stephane Ratel, Presidente da SRO. Para os fãs do Mustang que não puderam ver o Mustang GT3 em Le Mans, este também estará presente no evento de Spa, para que todos possam vê-lo de perto.
Detalhes adicionais serão revelados até ao anúncio, pelo que deverá manter-se atento ao portal www.media.ford.com .
Com o público a ocorrer em grande número ao Jarama Classic, o colorido pelotão da Carrera Los 80 proporcionou duas corridas interessantes no mítico Circuito de Jarama, oferecendo um animado espectáculo automobilístico para pilotos e espectadores com 20 equipas à partida.
Com bom tempo e mais de 20.000 espectadores, tanto no paddock como espalhado pelas bancadas, Pedro Bastos Rezende manteve a toada forte do primeiro evento da temporada, disputada no Autódromo Internacional do Algarve, para conquistar a pole-position com o seu Porsche 911 3.0 RS. Contudo, Bastos Rezende teve que arrancar do pitlane para a primeira corrida de 40 minutos, mas a sua corrida viria a terminar prematuramente, quando já rodava entre os cinco primeiros.
Sozinho na primeira linha da grelha de partida, o BMW M3 E36 de Paulo Vieira não tirou o máximo proveito da posição e viu-se surpreendido no arranque pelo Porsche 968 de Lucas Gonzalez/Jorge López e pelo Renault Clio dos irmãos Javier e Victor Rodriguez-Rey, com este último a fazer uma primeira volta canhão, assumindo a cabeça do pelotão. Todavia, a passagem do pequeno carro francês pela liderança foi curta, pois no início da segunda volta, tanto o Porsche de Gonzalez como o BMW de Vieira impuseram a maior potência dos seus carros para no final da recta da meta recuperarem as posições perdidas. Infelizmente, pouco depois o Renault Clio iria retirar-se para as boxes com problemas mecânicos.
A liderança da corrida só viria a mudar com a paragem das boxes, com Paulo Vieira ao parar mais cedo três voltas do seu rival e a imprimir um ritmo mais forte, acabou por suplantar o Porsche 968 amarelo e negro. Vieira continuou a ganhar tempo e acabou por obter um triunfo incontestado, com mais de 20 segundos de avanço para o Porsche da dupla espanhola.
Nuno Breda (Ford Escort RS2000) foi o terceiro a ver a bandeira de xadrez, vencendo entre os carros de Grupo 1, ao passo que Teodosio Antonio Palomo, em BMW 325i, completou o pódio da classe GT Copa. César Freitas recuperou de uma incursão na gravilha para vencer nos Grupo 2, enquanto Luis Delso/Carlos de Miguel, no monumental BMW 635 CSI, triunfaram na TMax, e o Juan Alonso Catalá/Gonzalo Alonso Catalá, em Honda Civic, venceu a classe T2000.
Da parte da tarde, a renovada competição do universo da Race Ready voltou a oferecer um bom espectáculo em pista. Na frente da corrida, o Porsche da dupla espanhola Gonzalez/López subiu à primeira posição, passando o BMW de Vieira nos primeiros metros da corrida. Enquanto os dois primeiros construíam uma sólida vantagem sobre os seguintes, a luta a três pelo terceiro lugar, entre César Freitas, Nuno Breda e Teodosio Palomo, estava ao rubro. Mais atrás, o Citroen Saxo Cup de Bruno Lima/Ricardo Pereira, o Ford Escort da dupla Nuno Afoito/Mira Gomes e o Porsche 934 de Pedro Bethencourt/Teddy Pilette rodavam muito perto um dos outros.
Tal como tinha acontecido na primeira corrida, Paulo Vieira voltou a ultrapassar o Porsche de Gonzalez/López na segunda parte da corrida, vencendo com autoridade a corrida e a categoria GT Copa. Nuno Breda voltou a ser o terceiro a cortar a linha de chegada, e a vencer entre os Grupo 1, após ultrapassar Teodosio Antonio Palomo, o terceiro classificado da GT Copa, a cinco minutos do fim da corrida. O Ford Escort da dupla Nuno Afoito/Mira Gomes foi o quinto a ver a bandeira de xadrez, ao levar a melhor sobre o Citroen Saxo Cup “convidado”.
Luis Delso/Carlos de Miguel, venceram novamente na classe TMax, ao passo que os compatriotas Juan Alonso Catalá/Gonzalo Alonso Catalá repetiram o feito entre os T2000.
Destaque para a participação do ex-piloto de Fórmula 1 Teddy Pilette, que dividiu o volante de um Porsche 934 com Pedro Bethencourt. Apesar de já não estar no seu pico de forma aos 80 anos, o veterano piloto belga divertiu-se com a experiência num ambiente descontraído e festivo.
A próxima prova da Carrera Los 80 está agendada para o fim de semana de 21/22 de Outubro no Circuito de Jerez-Ángel Nieto, em Espanha, como parte do programa do Jerez Historic Festival.
Ainda com as memórias do MotoGP e WEC bem presentes o Autódromo Internacional do Algarve recebe no início de Julho mais uma importante prova do motociclismo mundial, o FIM Junior GP, campeonato onde ‘nasceram’ as grandes estrelas do MotoGP como Francesco Bagnaia, Marc Marquéz ou Miguel Oliveira.
A ronda algarvia será a quarta de um total de sete provas que integram o calendário do campeonato e em pista vão estar os pilotos das classes JuniorGP, Moto2, European Talent Cup e Superstock para um programa que começará no dia 29 de Junho e terminará no dia 2 de Julho depois de realizadas seis corridas nos 4.592 metros e 15 curvas da ‘montanha-russa’, o Autódromo Internacional do Algarve.
Logo de seguida as duas rodas dão lugar às quatro do competitivo British GT, o campeonato britânico que viaja pela primeira vez até ao Algarve para realizar nos dias 22 e 23 de Julho aquela que será a sua sétima prova do calendário e a única realizada fora do seu território, reforçando a magia e desafio que é competir no Autódromo Internacional do Algarve.
Com oito marcas e 17 modelos elegíveis para alinhar nas grelhas de partida este campeonato conta com quase quatro dezenas de carros inscritos para uma corrida com três horas de duração e que será certamente mais uma grande jornada de desporto motorizado no Algarve.
Os bilhetes para ambos os eventos podem já ser adquiridos no site oficial do Autódromo Internacional do Algarve em: www.autodromodoalgarve.com.
A Ferrari não podia ter pedido melhor regresso às 24 Horas de Le Mans, já que venceu a 91ª edição da prova – que marca o 100º aniversário da mesma – batendo a grande favorita Toyota, após um duelo épico entre o 499P # 50 de Alessandro Pier Guidi, James Calado e Antonio Giovinazzi e o GR 010 # 8 de Ryo Hirakawa, Sébastien Buemi e Brendon Hartley.
E isto após ambas as formações terem sofrido dissabores com os seus dois outros Hypercar, já que o 499 P # 50 – que largara da ‘pole-position’ – teve problemas e o GR # 7 abandonou. Sendo que na grande clássica francesa de resistência o pódio final espelhou a atual dimensão do Campeonato do Mundo de Endurance, uma vez que a terceira posição fiinal foi para o Cadiillac V-RS # 2 de Earl Bamber, Alex Lyynn e Richard Westbrook.
Foi uma corrida duríssima, marcada em certas fases por chuva intensa, e sobretudo por múltiplos acidentes e incidentes, em que, de uma forma ou de outra Ferrari e Toyota foram escapando, até verem um dos seus protótipos sofrerem percalços. Mesmo os vencedores passaram por alguns ‘calafrios’, como foi uma ligeira saída de Pier Guidi na primeira chicane de Mulsanne durante a noite. Depois a equipa do # 51 recompôs-se e voltou ao comando, chegando a deter quase um minuto de vantagem sobre o Toyota # 8.
TOYOTA GAZOO Racing.
World Endurance Championship.
Le Mans 24 Hours
Le Mans Circuit, France
5th to 11th June 2023
Essa diferença praticamente foi anulada quando o italiano fez um ‘pitstop’ na passagem da 19ª volta. Isso fez a marca japonesa voltar à discussão pela vitória, rodando a escassos segundos do líder.
Mas a Ferrari voltou a levar vantagem já que Hirakawa perder o controlo do Toyota # 8 em Arnage, falhando a travagem, dando um toque nas barreiras. O estrago não foi muito e o japonês pôde prosseguir em prova, rumando às boxes sem contudo perder uma volta para Pier Guidi.
Mas o Ferrari # 51 também teria um susto a 23 minutos do final da corrida quando Pier Guidi teve dificuldades em fazer funcionar o 499 P após o seu último ‘pitstop’. Contudo a vantagem sobre o Toyota # 8 foi suficiente para que o italiano ‘segurasse’ o comando e ‘voasse’ para um triunfo histórico para a marca de Maranello.
Cadillac Racing; 24 Hours of Le Mans in Le Mans, France; June 10-11, 2023; Cadillac V-Series.R No. 2 driven by Earl Bamber, Richard Westbrook, and Alex Lynn; Cadillac V-Series.R No. 3 driven by Renger van der Zande, Sebastien Bourdais, and Scott Dixon; Cadillac V-Series.R No. 311 driven by Pipo Derani, Alexander Sims, and Jack Aitken; (Richard Prince/Cadillac Photo).
Já o caminho do Cadillac # 2 para o terceiro posto foi relativamente mais tranquilo, se excetuarmos um pião de Westbrook na nona hora de corrida. O que comparado com o outro Hypercar da Ganassi, o Cadillac # 3, foi pouco significativo, e explica porque razão Sébastien Bourdais, Scott Dixon e Renfer van der Zande se tiveram de contentar com o quarto lugar final.
O primeiro percalço aconteceu quando a traseira do V-SR amarelo e preto foi atingida por um carro da classe GTE-Am na curva Dunlop durante um período de ‘slow zone’ na parte inicial da prova, obrigando a reparações. Esse incidente acabou por ser muito semelhante ao ocorrido quando Bourdais se desentendeu com um dos Oreca LMP2 do Team WRT em Tertre Rouge, na mesma altura em que o piloto francês tinha regressado à volta dos líderes durante a fase noturna.
Já no domingo Bourdais viu Kevin Estre aproximar-se e ameaçar o terceiro posto, mas o francês da Porsche Penske acabaria por perder o controlo do 963 # 6 e embater contra as barreiras e dessa forma hipotecou quaisquer possibilidades da marca de Weissach conseguir um bom resultado. Um percalço que Antonio Fuoco não cometeu, no Ferrari 499 P # 50 que dividiu com Nicklas Nielsen e Miguel Molina.
O carro que o italiano colocara na ‘pole’ sofreu bastante na fase em que uma chuva intensa se abateu sobre Le Mans – que levou Nielsen a ter uma saída de pista nas curvas Porsche –, e acabou por se atrasar bastante quando o Hypercar assistido pela AF Corse teve uma fuga no fluído do sistema de recuperação de energia. Apesar deste revés, o trio empenhou-se em limitar as perdas e a quinta posição final foi o reflexo desse esforço.
Mas os grandes perdedores destas 24 Horas de Le Mans foram mesmo a Porsche e a Peugeot, ainda que a marca francesa tenha chegado a liderar na fase molhada da corrida. Jean-Eric Vergne não evitou um pão com o 9X8 # 93 em Mulsanne que lhe custou duas voltas, enquanto Gustavo Menezes acabaria por sair de pista com o # 94 na primeira chicane de Mulsanne nas primeiras horas de corrida. Além disso os dois Hypercar de Sohaux também foram travados por problemas hidráulicos que os mantiveram muito tempo nas boxes, com o # 93 a ser o melhor classificado, e mesmo assim apenas na oitava posição. Já do lado da Porsche o fim de semana acabou por ser ‘miserável’, com o trio dos 963 LDMh a sofrerem todo o tipo de percalços. O primeiro deles afetou o # 75, com um problema de pressão e gasolina, antes de Estre sofrer o despiste na curva Porsche que colocou um ponto final da corrida do # 6 quando o francês perseguia o quarto posto de Bourdais. Depois perdeu ainda mais tempo a substituir a bateria do sistema híbrido do carro.
O Porsche # 5 estava a caminho de um possível quinto lugar quando sofreu um furo, teve uma fuga no sistema de arrefecimento e teve mais problemas que na última hora o fizeram descer para a nona posição. Infelizmente, e apesar de ter passado efemeramente pela liderança, o Porsche 963 # 38 da JOTA, não seria mais feliz. Primeiro devido a um despiste de Yfei Ye, que danificou bastante o Hyercar dourado, depois com nova incursão fora de pista com António Félix da Costa ao volante.
#34 INTER EUROPOL COMPETITION (POL) Oreca 07 – Gibson (LMP2) Jakub Smiechowski (POL) Albert Costa (ESP) Fabio Scherer (CHE)
Na classe LMP2 o desfecho foi surpreendente, com um vencedor improvável no Oreca 07 Gibson # 34 da Inter Europol. O protótipo partilhado por Fabio Scherer, Jakub Smiechowski e Albert Costa não figurava entre os favoritos, mas apesar do suíço padecer de uma fratura num pé – sofrida quando o Corvette de GTE – Am o pisou num dos ‘’pitstops’ – conseguiu levar até ao fim e na primeira posição da categoria o protótipo verde e amarelo. Sendo que a equipa chegou à liderança a oito horas do fim e não ais a largou.
Isto depois de ter ultrapassado várias investigações a possíveis infrações de procedimentos na fase final da prova, e do Oreca # 41 do Team WRT tudo ter feito para se aproximar. Louis Deletraz, Robert Kubica e o angolano Rui Andrade teriam de se contentar com a segunda posição, terminando a uns 21 segundos dos vencedores. Com o Oreca da Duqueine Engeneering – guiado por Neel Jani, René Binder e Nico Pino – a terminar na terceira posição, aproveitando um problema do segundo Oreca da WRT na fase final da corrida. Na qual Filipe Albuquerque foi verdadeiramente infeliz no Oreca # 22 da United Autosports, já que um dos seus companheiros de equipa, Frederik Lubin, acabaria por cometer um erro e despistar-se, colocando um ponto final à participação do piloto de Coimbra.
#33 CORVETTE RACING (USA) Chevrolet Corvette C8.R (LMGTE Am) Nicky Catsburg (NLD) Ben Keating (USA) Nicolas Varrone (ARG)
Finalmente em GTE-Am o Corvette C8-R # 33 de Ben Keating, Nick Catsburg e Nicola Varrone saiu vencedor depois de uma prova de grande persistência, já que a equipa ‘deu a volta’ a um dissabor, quando na fase inicial da corrida perdeu 10 minutos nas boxes para substituir um amortecedor frontal. Depois aproveitou situações de ‘safery-car’ para recuperar de uma volta de atraso para os carros da frente da classe.
O excelente andamento dos três pilotos, sobretudo de Catsburg, também ajudou a chegar ao comando à passagem da 19ª volta a levar a melhor sobre a concorrência, que teve mais problemas, nomeadamente o Porsche 911 RSR-19 da equipa feminina Iron Dames, que rodou muito tempo na segunda posição, mas que quando Rahel Frey estava ao volante durante a noite sofreu um furo e uma penalização de ‘drive-throgh’, que permitiu a ascensão ao segundo posto do Aston Martin Vantage da ORT bt TF Sport confiado a Ahamd Al Harthy, Michael Dinan e Charlie Eastwood. Michael Wainwgright, Ben Barker e Riccardo Pera completaram o pódio da categoria no Porsche 911 GT3-R da GR Racing.