Manuel Espírito Santo não poderia ter começado da melhor forma a sua estreia em Le Mans. O jovem piloto português não só arrecadou a ‘pole position’ como conseguiu uma brilhante vitória à geral naquele que é considerado um dos mais emblemáticos circuitos mundiais.
Depois do karting e dos fórmulas, Manuel Espirito Santo estreou-se este ano nas corridas de resistência nomeadamente na Michelin Le Mans Cup. Ainda em fase de adaptação a esta nova realidade, a jornada que marca os festejos do centenário em Le Mans está a correr de feição e a colocar o piloto português de 19 anos num patamar de destaque.
A fazer equipa com Martin Rich no Ligier #58 do Team Virage, Manuel Espírito Santo está a viver o sonho: “Correr em Le Mans está no imaginário de qualquer piloto, mas conseguir a ‘pole’ e a vitória em prova de estreia é só extraordinário. Não sei explicar o sentimento. Estou muito feliz e reflete todo o trabalho que tenho vindo a fazer esta época mas também em anos anteriores. A equipa está também de Parabéns porque me proporcionou um carro muito competitivo. Estamos todos de Parabéns” referiu o piloto de Cascais.
Ainda a tentar digerir todas as emoções, Manuel tem já de se focar na segunda corrida no circuito de La Sarthe que acontece já amanhã às 10.30h.
O ibérico Supercars Endurance e o Campeonato de Portugal de Velocidade têm no próximo fim-de-semana o seu segundo evento da temporada de 2023, o Jarama Classic, e avaliar pela emoção que se viveu no Autódromo Internacional do Algarve, espera-se no Circuito del Jarama muitos motivos de interesse.
As mais importantes competições da Península Ibérica voltam a apresentar uma lista de inscritos numerosa, vinte e sete concorrentes, e com muita qualidade, o que garante um elevado nível competitivo em pista, tendo como palco o magnifico circuito situado nos arredores de Madrid.
Num traçado composto por elevações e curvas selectivas, esperam-se emoções fortes para todos os que se deslocarem à pista espanhola e àqueles que acompanharam as provas pelas transmissões em directo.
Na divisão GT4 Pro, a Lema Racing, através de Nuno Pires e Elias Niskanen, venceu ambas as corridas algarvias, mas o duo luso-finlandês teve de se aplicar ao máximo, frente uma esquadra de adversários extremamente forte.
A Speedy Motorsport deixou a primeira ronda da temporada com algum amargo de boca. José Carlos Pires e Francisco Abreu conquistaram a pole-position em cada uma das suas qualificações, mas devido as contrariedades, não as conseguiram concretizar em vitórias, apesar de terem mostrado um elevado potencial com o novíssimo BMW M4 GT4 (G82).
O carro bávaro estará contra uma armada de Mercedes-AMG GT4, uma vez que, para além da máquina da Lema Racing, também a Racar Motorsport, com Manuel Gião e Carlos Vieira, e a NM Racing Team, com Guillermo Aso e Gilles Vannelet, têm ao seu dispor automóveis de Estugarda, querendo estas equipas recuperar de inícios de temporada menos auspiciosos.
No entanto, o McLaren 570S GT4 tem-se dado bem com o traçado de Jarama, esperando a SMC Motorsport poder repetir os dois triunfos do ano passado, desta feita com Andrius Zemaitis e Alejandro Geppert, que dividem o carro de Woking da equipa espanhola inscrito na GT4 Pro.
Outro carro que se dá muito bem com os ares de Madrid é o Ginetta G55 GT4, e Bruno Pires e Fábio Mota contam com a experiência da Tockwith Motorsports, que já provou o doce sabor da vitória na pista espanhola, para poder estar na luta pelos lugares cimeiros no próximo fim-de-semana.
Orlando Batina e Sérgio Azevedo, aos comandos de um BMW M4 GT4 da geração anterior, foram uma agradável surpresa no Algarve, mostrando um bom ritmo, o que lhe garantiu um pódio. Em Jarama a dupla da Batina Racing poderá ser novamente uma factor na luta pelas posições cimeiras.
Se na GT4 Pro a luta será intensa, na GT4 Bronze não se espera menos, com o Audi R8 LMS GT4 da Veloso Motorsport a assumir-se como uma das máquinas mais competitivas, assim como o Mercedes-AMG GT4 da NM Racing Team.
Patrick Cunha e Jorge Rodrigues na máquina de Ingolstadt e Alberto de Martín e Nil Montserrat na de Estugarda evidenciaram um ritmo extremamente competitivo no Algarve, imiscuindo-se entre os concorrentes da GT4 Pro. Em Jarama não se espera uma postura diferente destas duas duplas, que serão também protagonistas de grandes batalhas.
Luís Calheiros e Paulo Macedo assinaram uma performance sólida no Algarve com dois pódios e em Jarama poderão continuar a sua adaptação aos comandos do Mercedes-AMG GT4 da Lema Racing, olhando para um lugar no pódio como uma possibilidade forte.
Também na GT4 Bronze estarão dois McLaren 570S GT4 com pilotos ansiosos por poderem explanar na pista espanhola o potencial do material que têm à sua disposição. Francisco Carvalho e Nuno Batista, da Araújo Competição, estão seguramente determinados em repetir o pódio obtido na segunda corrida do Algarve, ao passo que Alfonso Colomina, da SMC Motorsport, deseja ver uma subida de competitividade num circuito que tão bem conhece.
Nos Turismos, Daniel Teixeira é o grande candidato ao triunfo, aos comandos do Cupra TCR, uma vez que foi o vencedor das duas últimas corridas disputadas em Jarama na sua categoria. O piloto da JT59 Racing Team terá, contudo, a oposição de Manuel Sousa e Luís Silva, que terão também ao seu dispor de um carro semelhante, mas inscrito pela Grupo TDS, e se estreiam na histórica pista espanhola.
Borja Hormigos e Héctor Hernández serão igualmente uma dupla a ter conta, uma vez que estão a correr em casa aos comandos de um BMW M240i Racing da Autoworks Motorsport, inscrito na divisão TC.
Os jovens da FPAK Junior Team irão continuar a realizar a sua adaptação ao automobilismo, desta feita com novas duplas. Assim, Lourenço Monteiro e Duarte Pinto Coelho vão encontrar-se no Ginetta G40 nº101, ao passo que Henrique Cruz e Grabriel Caçoilo estarão aos comandos do nº102 e Duarte Camelo e Mariana Machado dividirão o bólide inglês com o dorsal nº103.
Na GTC serão nove os inscritos e tal como nas outras categorias, a emoção está garantida. Álvaro Ramos e Fernando Soares estiveram em grande forma no Algarve, vencendo ambas as corridas na GTX aos comandos do seu belo Aston Martin Vantage AMR GT4 da Araújo Competição. Porém, no seio da equipa de Lisboa terá um oponente de peso o McLaren 570S Trophy de Manuel Vistas e Ruben Vaquinhas, que se estrearam no Algarve aos comandos do carro da marca de Woking com boas indicações.
A Tockwith Motorsports, que já venceu em Jarama, terá dois Ginetta G50 – um para Tomás Pinto Abreu e Simon Moore e outro para Stephen Kirton e Jonathan Elsworth – poderá ser uma força a ter em conta, dada a agilidade do carro inglês. Os irmãos Miguel e André Nabais não tiveram a sorte do seu lado no Algarve, na sua estreia no automobilismo, procurando em Jarama um fim-de-semana consistente aos comandos do Porsche Cayman GT4 Clubsport da Speedy Motorsport e podem surpreender.
A divisão GTX terá ainda um maior exotismo no evento de Madrid, com Samy Pineda a pilotar um Ligier JS2 R da Chefo Sport, uma máquina que se estreia no Campeonato de Portugal de Velocidade e Supercars Endurance. Ainda na categoria GTC, ainda que na divisão Cup, estão inscritos três Porsche 911 Cup. A Garagem Aurora, com para João Vieira, venceu ambas as corridas do Algarve, mas a Monteiros Competições, com Rui Miritta, e a Tockwith Motorsports/Bespoke Cars Racing, com Marcus Fothergill e Dave Benett na sua máquina de Zuffenhausen, estarão apostadas a contrariar o ascendente inicial da equipa do Porto.
Os dados estão lançados para mais um fim-de-semana de emoções fortes e incerteza, podendo todos os momentos das duas corridas ser seguidas em directo nas redes sociais das competições e na A Bola TV.
Arrancam oficialmente amanhã as 24h de Le Mans com a primeira sessão de treinos livres. A edição que marca o centenário da prova, vê Filipe Albuquerque chegar à sua 10ª participação. A emblemática prova de resistência mundial, que já viu o piloto português subir ao lugar mais alto do pódio entre os LMP2 irá assistir a mais um assalto aos lugares da frente. Não só por parte do piloto português e dos seus companheiros de equipa, mas de todos aqueles que têm o privilégio de integrar a prova.
Vencer é o mote para todos e Filipe não descura essa hipótese até porque a sua equipa a United Autosports com Phil Hanson e Frederike Lubin são os actuais líderes do Campeonato do Mundo de Resistência LMP2.
Depois do pré-teste no passado domingo, amanhã pilotos e equipas terão três horas de pista para verificações finais do carro não só em termos de ‘set-up’, mas de pneus e de consumos de combustível. No pré-teste não houve tanta preocupação com os tempos: “Mas sobretudo em dar oportunidade ao piloto menos experiente, neste caso Lubin, de conhecer esta nova realidade. Amanhã, é o início da preparação para as sessões de qualificação que vão ditar a grelha de partida. E agora que cada equipa vai começar a mostrar o seu realmente andamento e nós também”, começou por explicar.
Apesar de ser a 10ª participação na prova e de já contar com uma subida ao lugar mais alto do pódio entre os LMP2, Filipe não esconde: “Aquele friozinho na barriga de que vai começar a corrida mais difícil do ano. Aquela que move tudo e todos e que pode mudar o rumo dos campeonatos. Estamos na frente, cientes de todo o nosso potencial e confiantes num bom resultado. Não impomos limites a nós próprios, apenas fazer de tudo para chegar à vitória. Vencer Le Mans pela segunda vez e manter a equipa na frente do campeonato é tudo o que posso desejar”, concluiu o piloto que leva até Le Mans a bandeira de Portugal, mas sobretudo da cidade de Coimbra.
As 24h de Le Mans como é habitual, terão transmissão na integra no Eurosport.
Drama a sete minutos do fim para o #188, quando uma vitória mais que certa cai por terra, devido ao cubo da roda traseira esquerda ter partido, o Mclaren ficou sem travões e o consequente foco de incêndio na traseira ter obrigado ao abandono.
Um fim de semana que podia ser considerado perfeito, tornou-se a sete minutos do fim, num autêntico pesadelo para Ramos, Chaves e Prette. Desde os treinos livres de sexta-feira nos quais Ramos foi o mais rápido da Bronze Class, e da qualificação desta manhã com a conquista da Pole Position por Chaves/Ramos/Prette, a equipa demonstrou o elevado nível de competitividade tal como na última corrida de Monza.
Miguel Ramos fez a partida e conseguiu manter o McLaren #188 ileso nas escaramuças e acidentes das primeiras voltas que provocaram mesmo a entrada em pista do Safety Car.
Quando Louis Prette terminou o quarto stint e entregou o Mclaren #188 a Chaves, este último partiu para as duas últimas horas completamente ao ataque, tendo conseguido recuperar de 2º para 1º da Bronze Class (14º da geral) e abrindo uma distância confortável para o 2º classificado de 34 segundos.
Contudo, para vencer há que antes de tudo o resto, terminar e foi isso que infelizmente não aconteceu, pois, o Mclaren #188 teve de abandonar a sete minutos do fim com o cubo da roda traseira esquerda partido.
No final da prova Miguel Ramos afirmou : “depois do que nos aconteceu nas boxes em Monza, não pensei que o azar nos pudesse bater novamente à porta. É novamente uma mais que certa vitória que nos foge inexplicavelmente. Arranquei e mantive-me longe dos habituais problemas nas partidas, o Louis fez um excelente trabalho tendo entregue o carro ao Henrique em 2º. A estratégia da equipa era a mais acertada como se viu ao ter mandado o Henrique para um duplo stint no final da corrida, no qual recuperou o atraso de 4 seg e construiu depois uma vantagem de 34 seg na liderança. A vitória estava na mão, mas quando na nossa boxe a menos de 7 minutos do fim, vimos o Henrique a um ritmo lento com a roda traseira esquerda a arder até acabar por saltar do carro, não queríamos acreditar. Esta foi o azar que no-la roubou. No final do mês temos as 24h de Spa, devia ser já para a semana”.
“Mais uma corrida que poderíamos vencer e em que acabámos por abandonar! Fizemos a pole-position e mostrámos que somos a tripla de pilotos mais rápida e a equipa mais competitiva. O Miguel e o Louis fizeram um trabalho fantástico, sofreram alguns toques, mas conseguiram recuperar e eu só tive de apanhar o Mercedes e ultrapassá-lo. Consegui abrir uma vantagem de mais de trinta segundos, portanto, tínhamos a vitória segura. Mas a sete minutos do final qualquer se partiu no carro e fomos obrigados a abandonar. É frustrante, mas as corridas são assim”, concluiu Henrique Chaves.
A próxima prova da Endurance Cup da Fanatec GT World Challenge terá lugar em Spa-Francorchamps entre 29 de junho e 2 de julho.
O Mundial de Fórmula E está de volta aos ecrãs do Eurosport este fim-de-semana, em Jacarta, e em dose dupla com a realização das 10.ª e 11.ª provas da temporada. Depois da estreia do campeonato na Indonésia no calendário da época passada, o e-Prix de Jacarta foi ampliado e conta agora com duas corridas que decorrem este sábado, 3 de junho, e domingo, 4 de junho.
Emoção seguramente não vai faltar e o Mundial está ao rubro. Depois da vitória no Mónaco no início do mês de maio, Nick Cassidy assumiu a liderança do campeonato com 121 pontos, mais 20 que o segundo classificado, o alemão Pascal Werhlein. Jake Denis é terceiro classificado com 96 pontos, seguido de Mitch Evans com 94 pontos. António Félix da Costa ocupa o sexto posto do mundial com 68 pontos.
Em jeito de balanço da época e antevisão das corridas em Jacarta que aí vêm, Félix da Costa considera ser “um fim-de-semana muito importante, pois é uma jornada dupla, que obriga a muito foco, trabalho de equipa e concentração. Temos estado muito fortes em corrida, mas tem faltado alguma performance em qualificação, pelo que essa é uma das áreas que temos focado muito no simulador, com os engenheiros da Porsche. Sei que o nível dos nossos adversários está bastante alto, portanto temos de conseguir dar esse salto em qualificação, para depois nas corridas estarmos em boa posição de lutar por um lugar no pódio. Nesta altura não quero muito olhar para as contas do campeonato, mas sim focar corrida a corrida e lutar por pódios e vitórias!”
Na época passada, o piloto português da Porsche obteve o quarto lugar no e-Prix de Jacarta pelo que as perspetivas para a jornada dupla são bastante positivas. Para sábado estão agendadas 36 voltas ao circuito enquanto que no domingo cumprem-se 38, o que significa que pilotos e equipas terão de ajustar as suas estratégias ao longo de fim-de-semana. Esta dupla jornada oferece simultaneamente a possibilidade de os pilotos somarem muitos pontos, podendo alterar substancialmente a classificação do Mundial.
Os e-Prix de Jacarta têm transmissão em direto no Eurosport 2 no sábado e domingo a partir das 08:50h e com os comentários de Vítor Sousa.
Miguel Ramos e Henrique Chaves disputa no próximo fim-de-semana os 1000 km de Paul Ricard, a terceira etapa do GT World Challenge Europe e, como é seu timbre, estão determinados em lutar pelo triunfo na sua categoria.
Os portugueses continua a sua temporada no circuito francês, numa prova que é vista por muitos como uma preparação para as míticas 24 Horas de Spa-Francorchamps, mas para já o seu foco é em somar pontos para poderem bater-se pelo título da Endurance Cup juntamente com o seu colega de equipa no McLaren 720S GT3 da Garage 59, Louis Prette.
Na primeira ronda, as 3 Horas de Monza, o trio do carro com o dorsal número 188 conquistou a pole-position, mas na corrida, apesar de ter mostrado andamento para vencer a categoria Bronze, algumas contrariedades acabaram por significar o quarto posto no final da prova.
Em pista estarão cinquenta e sete máquinas, o que num circuito de 5,791 km de perímetro pode criar algumas questões tácticas, assim como dificuldades nas paragens, dado o exíguo espaço para tantos carros.
O programa oficial dos 1000 km de Paul Ricard tem o seu início na sexta-feira com o ‘Bronze Test’, treinos-livres e a Pré-Qualificação, que se realiza às 18h50, Hora de Lisboa. No sábado realizam-se a qualificação, 10h00, e a corrida, 16h55, que terá a duração de seis horas. Todos as sessões competitivas podem ser seguidas em directo através do website oficial do GT World Challenge.
José Barros teve um fim-de-semana muito difícil em Motorland Aragón, onde se disputou a segunda ronda do Porsche Sprint Challenge Ibérica, com diversos episódios que, inclusivamente, colocam em dúvida a sua continuidade na competição.
O jovem do Porto chegava à etapa espanhola no comando da classificação dos pilotos AM e estava determinado em se bater por bons resultados para manter o primeiro lugar e, se possível, sedimentá-lo.
No entanto, desde cedo, o fim-de-semana de José Barros começou a correr mal, com o motor do seu Porsche 991.2 GT3 Cup a partir na primeira sessão de treinos-livres, o que o impediu de participar na segunda, deixando-o em desvantagem. Ainda assim, na primeira qualificação mostrou-se muito competitivo e conseguiu a segunda posição na sua categoria, sexta da geral, o que lhe abria possibilidade de poder lutar pelos melhores lugares da Am.
José Barros mostrou um andamento muito forte assim que a primeira corrida teve o seu início, sendo o principal candidato ao triunfo da sua categoria. Porém, quando se aprestava para concluir a ultrapassagem para primeiro, sofreu um toque do seu adversário que o enviou para o abandono.
Depois de um sábado desapontante, o jovem de dezoito anos esperava corrigir a situação no domingo, e este começou da melhor forma, com a conquista da pole-position da Am, quinto lugar da geral. O primeiro passo estava dado para um sucesso dominical, mas no arranque, o seu adversário direto apertou-o contra o muro e quando chegou à travagem para a primeira curva, na zona suja, não teve como evitar o contacto com Pedro Salvador, tendo sido obrigado a abandonar novamente.
“Foi um fim-de-semana desapontante! Não conhecia o circuito, mas preparei-me bem e estive competitivo, apesar de não ter participado na segunda sessão de treinos-livres, por se ter partido o motor do meu carro. Julgo que tinha andamento para poder vencer as duas corridas na minha categoria, mas o meu adversário direto teve sempre uma postura muito agressiva, acabando por ser o causador de ambos os meus abandonos. Não há muito mais a dizer quanto ao fim-de-semana – tinha andamento, mas fui impedido de mostrar o meu potencial. Quero agradecer à Veloso Motorsport pelo trabalho e dedicação para que pudesse estar competitivo apesar de todas as contrariedades”, afirmou José Barros.
O jovem portuense entende as contingências das corridas que podem, por vezes, criar situações profundamente dececionantes, mas não compreende o porquê de alguns comportamentos serem permitidos. “Todos nós erramos, somos humanos! Eu próprio dei um toque no Pedro Salvador, no arranque, apesar de ter sido despoletado por um apertão do piloto que estava na luta comigo pela liderança da AM. Mas no final, assim que pude, fui falar com o Pedro e explicar toda a situação. Penso que é importante este tipo de abordagem, mostra respeito, o que é essencial para o bom ambiente da competição e para que em pista não existam situações como as que se verificaram. O mesmo piloto teve um papel ativo nas duas desistências que tive este fim-de-semana e nada foi feito da parte de quem de direito. Esta é uma situação que me desagrada profundamente e que contribui para um ambiente negativo na Porsche Sprint Challenge Ibérica”, sublinhou José Barros.
O piloto de dezoito anos está profundamente desiludido com o comportamento em pista de alguns pilotos e, inclusivamente, está a equacionar a sua continuidade na competição organizada pela P21 Motorsport. “Ninguém tem um orçamento ilimitado e, claro, o meu também não o é. Investimos para participar de forma competitiva no Porsche Sprint Challenge Ibérica, mas a conduta em pista de alguns pilotos é inaceitável, para o nível que a P21 Motorsport quer colocar a sua série. Devido às incidências provocadas pelo mesmo piloto em duas corridas diferentes tenho uma reparação muito avultada para colocar o meu carro em condições. Estamos a avaliar a minha continuidade na competição, mas se o nível de pilotagem que se verificou em Motorland se mantiver, prefiro optar por rumar a outro campeonato, onde o comportamento dos pilotos seja mais correto, por muito competitivos que sejam”, concluiu agastado José Barros.
A estreia de Rodrigo Seabra na Fórmula Aquila 1000 correu de feição com as expectativas do jovem piloto de 12 anos a ser amplamente superada. Ocupa a sexta posição no Campeonato Júnior e a terceira entre os pilotos estreantes. Agora, avizinha-se a segunda jornada da temporada, este fim-de-semana de 4 e 5 junho no circuito sueco de Karlskoga, Gelleråsloppet. Depois do início bem-sucedido as ambições renovam-se para esta prova, sem nunca perder o foco da importância de aprender e evoluir.
Até porque Rodrigo desconhece por completo o circuito onde irá competir nesta segunda jornada, um ‘handicap’ face aos seus adversários, perfeitos conhecedores da realidade que vão encontrar. No entanto, o piloto da Maia não se intimida e enfrenta mais este fim-de-semana de competição com o otimismo natural que o caracteriza.
“Estou ansioso por dar início ao fim-de-semana que competição. A primeira prova foi surpreendente, correu muito bem. E agora estou na expectativa de conseguir pelo menos o mesmo desempenho. A descoberta deste campeonato tem sido incrível e estar a competir com pilotos mais velhos e mais experientes deixa-me entusiasmado, não só com tudo aquilo que posso aprender, mas sobretudo evoluir. Acho que os conhecimentos adquiridos da primeira corrida me vão ajudar este fim-de-semana a ser ainda mais competitivo”, começou por explicar.
O desconhecer o circuito pode ser uma desvantagem, mas não é uma total preocupação para Rodrigo Seabra: “Vou aproveitar os treinos para conhecer o figurino e adaptar-me. Claro que conhecer os circuitos é uma mais-valia, mas vou ter de lidar com isto em quase todas as provas por isso não posso ficar demasiado preocupada, tenho é de aproveitar ao máximo o tempo em pista para anular essa desvantagem para os meus adversários”, continuou.
Assim, em termos de objetivos, Rodrigo só espera: “Fazer melhor ou igual ao primeiro fim-de-semana. Se conseguir estão os objetivos mais que alcançados”, concluiu.
O programa do fim-de-semana começa no sábado, 3 de junho com a realização dos treinos e qualificação. A corrida 1 decorre nesse mesmo dia pelas 16h (portuguesas). No Domingo, a corrida 2 e corrida 3 têm lugar às 12.10 e 15.25h (portuguesas). As três corridas podem ser acompanhadas em direto em: https://www.youtube.com/@AquilaFormula1000/streams
Não foi um fim de semana fácil, mas Francisco Mora saiu de Motorland com uma vitória e um segundo lugar na segunda jornada da Porsche Sprint Challenge Ibérica.
A segunda dupla ronda da Porsche Sprint Challenge Ibérica teve como palco o circuito de Motorland, em Aragão. Francisco Mora foi para Espanha com o intuito de conseguir vitórias num traçado que conhecia da sua passagem pelo CER GT. Apesar da experiência anterior, não foi um fim de semana fácil, com algumas dificuldades em encontrar a afinação ideal no seu Porsche 991.2 GT3 Cup.
Tendo conquistado as duas poles para as duas corridas, apesar de não ter o carro bem ao seu gosto, as duas corridas tiveram desfechos semelhantes. Na primeira corrida, largou da pole e manteve-se na frente, apesar do ataque feroz de Manuel Alves. Mora foi coach de Alves nos tempos dos karts e do Kia Picanto GT Cup, por isso foi um confronto entre o professor e o aluno. Mora cruzou a meta em primeiro lugar, mas uma penalização por exceder os limites de pista deu o triunfo a Alves, com Mora a ficar com o segundo posto.
Na segunda corrida, já com o carro mais perto do equilíbrio que pretendia, Mora liderou de fio a pavio, gerindo a corrida, apesar do ataque inicial de Manuel Alves, que teve de refrear os seus intentos depois das primeiras voltas. Mora controlou o andamento e só não venceu com uma margem maior devido a um pequeno erro perto do fim. Mas a vitória nunca esteve em causa e Mora acabou por triunfar.
No final do evento, a satisfação do piloto era evidente, depois de um fim de semana mais positivo do que tinha conseguido em Portimão, onde conquistou dois pódios:“ O fim de semana correu bem. Na qualificação consegui ser sempre o mais rápido e na segunda qualificação até daria para um tempo melhor. Na corrida 1, o carro não estava a 100% e sofremos bastante com a falta de frente do carro, o que nos impediu de nos distanciarmos dos ataques do Manuel Alves. Nessa luta excedi os limites de pista uma ou duas vezes, o que motivou a penalização, ficando a vitória para o Manel. Na corrida 2, conseguimos mais uma boa prestação, mas não perfeita. O carro ainda não estava 100% ao meu gosto, mas conseguimos a vitória, que era o nosso grande objetivo. Temos ainda de trabalhar alguns pormenores para ficar como eu realmente quero. Nos treinos o carro estava bom, mas nas corridas o equilíbrio degradou-se. Temos de entender a causa dessa diferença. Aproveito também para dar os parabéns ao Manuel Alves que esteve muito forte o fim de semana todo, especialmente na corrida 1 em que acabou por vencer, um triunfo que lhe fica muito bem. Fiquei muito orgulhoso pela sua atuação e confirmou a qualidade que sempre lhe reconheci.”
Francisco Mora saiu de Motorland com a liderança da Porsche Sprint Challenge Ibérica, sabendo que tanto ele como a Veloso Motorsport têm trabalho pela frente. Os resultados têm sido positivos, mas a vontade é de fazer mais e melhor.
A próxima jornada (3ª) da Porsche Sprint Challenge Ibérica está agendada para o circuito espanhol de Navarra, no País Basco, a 24 e 25 de junho.
O Racing Weekend Motorland, que decorreu nessa pista aragonesa, foi palco da segunda ronda dupla da Porsche Sprint Challenge Ibérica (PSCI) e a The Racing Factory arribou a terras espanholas com os seus dois pilotos na liderança das tabelas pontuais das suas categorias, a saber, Pedro Salvador entre os PROAM e Aloísio Monteiro nas lides dos GD. O “patrão” e piloto da The Racing Factory (TRF) foi claramente o mais forte da Categoria GD no circuito aragonês e, depois de ter vebncido a Corrida 1, só um toque logo no arranque da Corrida 2 impediu Aloísio Monteiro de lutar por um segundo triunfo no fim-de-semana.
O fim-de-semana voltou a demonstrar todo o alto grau de competitividade que o pelotão Porsche da PSCI e também a capacidade que a dupla da TRF tem em estar sempre na luta pela primazia.
Mas, nem tudo foram rosas para a equipa em Aragão. Pedro Salvador rodou sempre rápido, mas, uma afinação mesmo bem conseguida, limitou a sua progressão no programa competitivo de sábado. Aí e na Corrida 1, o piloto ainda tentou lutar com os seus dois adversários mais diretos na refrega pela vitória, mas, cedo percebeu que o “setup” não era o mais indicado e, a partir de metade da corrida focou-se em segurar o 3ºlugar, que conquistou sem oposição, amealhando preciosos pontos.
No domingo e depois da equipa técnica ter trabalhado no melhoramento da afinação do Porsche 991 GT3 CUP, Salvador estava motivado para atacar a liderança, mas foi vítima de um toque logo no arranque, que o atirou para o último posto. Daí para a frente, o piloto deu um recital de condução, ultrapassando quase todo o pelotão e ainda conseguindo recuperar até ao 3º lugar, conquistando assim mais dois pódios esta época.
No rescaldo desta segunda jornada dupla da Porsche Sprint Challenge Iberica, Pedro Salvador não escondia alguma desilusão:
“No sábado, fiz a corrida possível, pois não ‘tinha frente’ no carro e, nessas circunstâncias, procurei minimizar os danos, conservando o terceiro lugar. No domingo o setup do carro melhorou muito, conforme comprovamos na qualificação. Mas, na primeira curva da corrida sofri um toque fui parar a último. Daí para a frente, fui em busca do prejuízo e recuperei até terceiro, tendo as ultrapassagens que efetuei sido a parte divertida da corrida. De qualquer forma, saio de Motorland com a tristeza de não ter estado na luta pela vitória, que era o objetivo principal. Foi o que foi e agora há que começar a trabalhar para a terceira jornada, pois continuámos com todas as possibilidades de lutar pelo título”.
Já Aloísio Monteiro rubricou em Motorland uma exibição simplesmente colossal. Desde os primeiros treinos que ostentou um ritmo muito forte, que permitia perceber que o líder do campeonato reservado à Categoria GD estava em Aragão para defender e, mesmo, reforçar essa liderança.
Na Corrida 1, cedo chegou ao 2º lugar e começou a pressionar o líder da categoria, sendo claro que, a qualquer momento, o piloto e “patrão” da TRF iria consumar a ultrapassagem. E assim foi. O adversário cometeu um erro e Aloísio Monteiro passou para o comando, não mais tendo oposição até à bandeira de xadrez.
Na corrida de domingo e saindo da primeira posição entre os GD, foi vítima dos toques que aconteceram logo na primeira curva, sendo forçado a abandonar.
“Este fim de semana no R2 Motorland mostrou a minha progressão e ritmo. No sábado fui sempre muito rápido e, na corrida senti que tinha o melhor ritmo. Fui pressionando até chegar ao comando da categoria e a vitória acabou por ser minha, julgo eu, com todo o mérito. No domingo, marquei o melhor tempo na qualificação, não deixando dúvidas de que fomos consistentemente os mais rápidos na pista na nossa classe. Infelizmente, durante o início da segunda corrida, uma colisão foi iniciada por um piloto que partiu da faixa exterior. Tentamos evitar o caos, dirigindo-nos para trás do carro à frente, mas com um muro à nossa esquerda e um carro a girar à frente, não havia espaço para manobrar, levando a uma colisão inevitável e a nossa saída prematura da corrida. Apesar do final precoce, demonstramos o nosso ritmo rápido na nossa classe e levaremos este ímpeto para a frente.”, resumiu no fecho Aloísio Monteiro.
Enquanto líder da TRF, destacou ainda “o excelente trabalho técnico de toda a equipa que ao longo do fim-de-semana, foi sempre capaz de me apoiar e ao Pedro, continuando a sua aprendizagem e evolução na velocidade. Esta é a nossa primeira época nesta competição e estamos a bater-nos taco-a-taco com equipas muito mais experientes. É este o caminho e vamos ficar cada vez melhor!”.