Categoria: Velocidade

  • Vila Real: corridas ANPAC deram espetáculo

    Vila Real: corridas ANPAC deram espetáculo

    A ANPAC trouxe até Vila Real mais de 100 pilotos e oferecer um espetáculo digno e vibrante com quatro disciplinas a seu cargo, a saber, Clássicos 1300, Clássicos, Legends e Super Legends.

    Depois do dia de sexta-feira dedicado às sessões de treinos livres e cronometrados, a tendência de sucesso ficou desenhada. Porém, a competição automóvel é conhecida pela sua imprevisibilidade e por momentos de superação. Adicionando a isto uma pista para homens de barba rija, reuniram-se os ingredientes para um dia com corridas muito animadas.

    Luís Alegria vence nos 1300 com o Datsun 1200

    No Campeonato de Portugal de Velocidade 1300, Luís Mendes intrometeu o seu Citroen AX Sport entre os dois maiores rivais na luta pelo campeonato, a saber, Luís Alegria e Jorge Marques. Porém, o rastilho do AX foi curto e na corrida a surpresa veio de outro lado. Ricardo Ferrão com um muito bem preparado Opel Corsa A, conseguiu saltar para a frente da corrida e foi um osso duríssimo de roer para Luís Alegria e Jorge Marques.

    O piloto do Datsun 1200 desenvencilhou-se do Opel Corsa mais célere que o piloto do Toyota Starlet 1300S. E essa vantagem foi decisiva para Luís Alegria. Após muita luta, Marques passou o Corsa, foi-se embora, mas já estava demasiado longe do Datsun 1200. O “Safety Car” acabou com a corrida à volta sete, depois do motor do Toyota Starlet de Andreia Fonseca ter entregado a alma ao criador.

    Contas feitas, Luís Alegria ganhou na frente de Jorge Marques, seguido de Pedro Barbosa (Datsun 1200). No que toca às diversas categorias, Pedro Botelho levou o seu Austin Mini Cooper S ao primeiro lugar da categoria H71 na frente de carro idêntico de Fernando Carneiro e do Fiat 128 SF de José Moreira. Nos H75, Luís Alegria, claro, venceu, na frente de Pedro Barbosa e João Braga, todos em Datsun 1200.

    Jorge Marques ganhou a categoria Legends 1300 na frente do Citroen AX Sport de Fernando Charais e o Toyota Starlet 1300 S de João Arantes. Finalmente, após enorme luta – como habitualmente – o melhor dos Fiat Punto 85 S do Desafio ANPAC foi Pedro Teixeira (5º à geral!). O pódio foi completado por Daniel Gouveia e Manuel Fernandes. Os três primeiros ficaram separados por menos de cinco segundos.

    O Porsche 930 Turbo de Luís Delgado dominou os Clássicos

    Se na qualificação a diferença de Luís Delgado para os restantes era significativa, na corrida o Porsche 930 Turbo não deu chances aos adversários. O único que ainda acalentou alguma esperança de desafiar Luís Delgado foi João Novo. O piloto do Ford Escort MKI tentou tudo, com uma condução exuberante e espetacular. Ainda esteve ali perto dos escapes do Porsche, mas Delgado aumentou o ritmo e Novo nada pôde fazer, terminando no segundo lugar. Muito longe ficou Joaquim Jorge (Ford Escort RS 1600).

    Esta corrida dos Clássicos ficou marcada pela bandeira vermelha que determinou o fim da corrida. Mário Barbosa (Ford Escort MKI) bateu forte e ficou no meio da pista. Foi um momento de azar para o piloto do carro da oval azul, a sorte grande para Rui Azevedo. O piloto do Ford Escort RS 2000 do Grupo 1 viu o motor do seu carro partir imediatamente antes do despiste de Barbosa. Saindo a bandeira vermelha, a classificação final foi a da volta anterior e, assim, Rui Azevedo ficou classificado e venceu o Grupo 1.

    Nos H71, a vitória foi para o Lotus Elan de Vitor Costa, enquanto nos H75, o melhor foi Joaquim Jorge seguido de Rui Alves e António Soares, todos em Ford Escort RS 1600. Nos H81, claro, vitória para Luís Delgado, o primeiro classificado à geral, seguido de Pedro Poças (Porsche 924). O terceiro carro deste agrupamento, o Talbot Sunbeam Lotus de Vasco Nina não participou. A vitória no Grupo 5 foi para o Escort de João Novo, seguido de João Cruz (Ford Escort RS 1600) e Mário Barbosa (Ford Escort MKI) que, apesar do despiste, acabou classificado.

    Legends com vitória sem contestação para o Ford Sierra RS500 de Luís Barros

    A “pole position” com uma vantagem superior a cinco segundos deixou claro que caso o Ford Sierra RS500 aguentasse os trinta minutos de corrida, Luís Barros seria o grande candidato a vencer. E o piloto nortenho não deixou créditos por mãos alheias, ganhando a corrida com mais de quarenta segundos de vantagem para o segundo classificado, o líder absoluto do campeonato, Paulo Sousa (BMW M3). O pódio ficou completo com o BMW M3 Joaquim Soares.

    Pelo meio, muitas lutas foram animando a corrida. Desde logo, Paulo Vieira que em modo recuperação esteve em grande luta com Gonçalo Novo. O jovem piloto deu muito que fazer ao BMW M3, com armas diferentes, mostrando todo o seu talento. Porém, teve de se vergar perante o poderio do carro alemão e Vieira ficou com o quinto posto, atrás do Alfa Romeo 156 2.0 TS de Hernâni Conceição.

    O Ford Sierra RS 500 de Luís Barros venceu, também, entre os L90, seguido de outro Ford Sierra RS 500 pilotado por João Novo. Na Taça Legends 1600, o melhor foi Gonçalo Novo que levou o pequeno Peugeot 106 GTI até ao sexto lugar da geral. Dentro desta categoria, o segundo classificado foi Ricardo Diniz (Honda Civic) seguido de Miguel Matias com um Citroen Saxo. Na Taça Legends 2000, o melhor foi Hernâni Conceição (Alfa Romeo 156 2.0 TS), seguido do Opel Astra de José Soares e o Honda Integra de José Miguel Almeida.

    Lotus de Francisco Gonçalves faz a “pole position” e vence na “Bila” entre os SuperLegends

    Uma vez mais, o “hábito fez o monge” e Francisco Gonçalves fez a “pole position” e levou o lindíssimo Lotus Elise à vitória na corrida e na categoria Super Trophy. O piloto ainda teve suportar a pressão do Mercedes de Vasco Barros, mas o carro de Estugarda durou, apenas, três voltas. O Westfield de Marco Osório e Marcos Oliveira instalou-se no segundo lugar, mas de forma dolorosa, o carro britânico decidiu fazer birra e a dupla de pilotos acabou, apenas, no 16º lugar final.

    Francisco Gonçalves teve, ainda, de navegar por entre um aguerrido pelotão que, mesmo com bandeiras azuis, estava tão envolvido nas suas lutas particulares que provocaram alguns calafrios ao piloto do Lotus Elise. Os problemas no BMW 330d de Hugo Mestre e João Sousa e o abandono de João Paulo Sousa (BMW E30), estenderam a passadeira vermelha ao Renault Clio RS de António Duarte e Telmo Nunes para reclamarem o segundo lugar e primeiro da categoria Super Trophy. Na terceira posição ficou o Honda Civic da Cars & Vibes Cup pilotado por Filipe Ferreira.

    Uma corrida com 25 carros em pista e lutas em todo o pelotão. Fosse pela liderança da classe, ou apenas por posição em pista, a corrida dos Super Legends foi das mais entretidas do dia de provas em Vila Real.

    Contas feitas, Francisco Gonçalves ganhou na frente de André Tavares e Miguel Mota (Honda S2000) e Hugo Lisboa (BMW 323i) a categoria Suoer Extra. Por seu lado, a Super Trophy foi ganha por António Duarte seguido de Filipe Ferreira e a dupla Eduardo leitão e Carlos Rodrigues. Ambos ao volante dos Honda Civic da Cars&Vibes Cup. Finalmente, a categoria Suoer Turismos foi ganha pelo Honda Civic Type R de Luís e Valdemar Nóvoa, seguidos de Marcos Gonçalves (Renault Clio RS) e Rui Silva e Marco Moura, igualmente ao volante de um carro da marca francesa. 

    O programa da ANPAC no 52º Circuito de Vila Real amanhã, domingo (16 de julho), estando reservado para as segundas corridas do CPVC 1300 (09:50), CPVClássicos (11:05), CPV Legends (12:25) e CPV SuperLegends (14:50).

    Como sucede em todas as organizações da ANPAC – desta feita com a colaboração do CAVR – Clube Automóvel de Vila Real – as corridas terão transmissão em “streaming” nas redes sociais da ANPAC (Facebook) e para seguir os tempos e as incidências de toda a atividade em pista, está disponível um “livetiming” que pode aceder em www.cronobandeira.com.

  • Vila Real: José Carlos Pires e Francisco Abreu vencem corrida 1 do CPV

    Vila Real: José Carlos Pires e Francisco Abreu vencem corrida 1 do CPV

    José Carlos Pires e Francisco Abreu, em BMW M4 GT4, venceram a primeira corrida do Campeonato de Portugal de Velocidade da 52ª edição do Circuito Internacional de Vila Real, após uma prova de elevada emoção.

    Com milhares de pessoas ao longo do circuito e sob um sol radioso, depois da chuva matinal, José Carlos Pires arrancou bem da pole-position, assumindo a liderança, mas com Manuel Gião (Mercedes-AMG GT4, Racar Motorsport) e Francisco Carvalho (McLaren 570S GT4, Araújo Competição) O piloto da Speedy Motorsport esteve sempre na liderança, mas sob pressão dos seus perseguidores sempre dispostos a aproveitar qualquer erro do líder.

    Depois da troca de pilotos, Carlos Vieira, que assumiu os comandos do carro de Estugarda, e Nuno Batista, que recebeu a máquina inglesa, envolveram-se num incidente que resultou no abandono do piloto da Araújo Competição, no atraso definitivo do homem da Racar Motorsport e numa bandeira vermelha.

    Quando a corrida foi retomada, após o McLaren ter sido retirado de pista, Francisco Abreu no BMW M4 GT4 da Speedy Motorsport foi pressionado por Patrick Cunha, mas este não conseguiu encontrar forma de desfeitear o madeirense, que cruzou a linha de meta em primeiro, vencendo, juntamente com o seu colega de equipa, pela terceira vez este ano.

    Com uma excelente prestação, Sérgio Azevedo e Orlando Batina, em BMW M4 GT4 (F82) da Batina Racing, subiram no final a segundo devido a uma penalização ao Audi R8 LMS GT4 da Veloso Motorsport pilotado por Patrick Cunha e Jorge Rodrigues (não cumpriram tempo de paragem nas boxes), tendo Manuel Fernandes, em Peugeot 308 Racing Cup da Team VRT, ficado em terceiro e vencido os Turismos.

    O piloto de Vila Real viu a sua tarefa facilitada ainda no primeiro terço da prova de quarenta e cinco minutos, uma vez que o seu principal adversário, Daniel Teixeira (Cupra TCR da JT59 Racing) abandonou com problemas de transmissão. Borja Hormigos e Héctor Hernández, em BMW M240i da Autoworks Motorsport, e Carlos Tavares e Jean-Philippe Imparato, em Peugeot 308 Racing Cup da Team VRT, completaram o pódio dos carros de Turismo.

    Bruno Pires e Fábio Mota, em Ginetta G55 GT4 da Tockwith Motorsports, subiram ao degrau mais baixo do pódio da GT4 Pro, numa boa performance que promete dar frutos na corrida de amanhã, ao passo que Patrick Cunha e Jorge Rodrigues, em Audi, apesar da penalização, venceram a GT4 Bronze à frente de Francisco Carvalho e Nuno Batista, que ficaram classificados em segundo da divisão. Álvaro Ramos, em Aston Martin Vantage da Araújo Competição, venceu entre os GTC, ao passo que João Vieira em Porsche 911 Cup da Garagem Aurora levou a melhor na divisão Cup.

  • Vila Real: Patrick Cunha conquista pole para a Corrida 2 do CPV

    Vila Real: Patrick Cunha conquista pole para a Corrida 2 do CPV

    A segunda qualificação iniciou-se com a pista já bastante molhada, sobretudo na zona de Mateus, o que obrigou a que todos os carros saíssem das boxes com pneus de chuva. No entanto, com a pista a secar progressivamente, seria no fim da sessão que os melhores tempos sairiam, tendo os pilotos de ter cuidado nos momentos iniciais da qualificação para evitar as muitas armadilhas do traçado da capital de Trás-os-Montes, que tem os rails muito próximos e ávidos de castigarem qualquer erro.

    Foram muitos os pilotos que passaram pelo topo da classificação, como foi o caso de Orlando Batina (BMW M4 GT4 (F82) da Batina Racing), Manuel Fernandes (Peugeot), Daniel Teixeira (Cupra), e Patrick Cunha (Audi R8 LMS GT4, Veloso Motorsport).

    Estes foram os grandes protagonistas na luta pela pole-position, acabando o piloto do carro de Ingolstadt por se impor, conquistando a melhor posição da grelha de partida para corrida de domingo. Patrick Cunha deixou Daniel Teixeira a dois décimos de segundo, tendo este assegurado a pole-position entre os carros de Turismo, ao bater Manuel Fernandes por quatro décimos de segundo.

    Numa qualificação em que se mostrava ser capaz de poder se impor, Orlando Batina perdeu muito tempo na sua última volta lançada devido a tráfego, terminando em quarto, o mais rápido dos GT4 Pro, a sete décimos de segundo de Patrick Cunha.

    Manuel Castro foi o melhor dos GTC, sendo também o mais forte da divisão Cup, batendo aos comandos do Porsche 911 Cup da Fabela Sport o Aston Martin Vantage da Araújo Competição pilotado por Álvaro Ramos, que foi o melhor entre os GTX.

  • Vila Real: José Carlos Pires mais forte na Qualificação 1 do CPV

    Vila Real: José Carlos Pires mais forte na Qualificação 1 do CPV

    O dia amanheceu bastante nublado em Vila Reale pouco antes da primeira qualificação começou a cair um ligeiro chuvisco que foi molhando a pista, dificultando a tarefa dos pilotos e equipas que tinham de apostar no pneu certo para a primeira qualificação.

    Os slicks foram os escolhidos pela generalidade dos pilotos, que se lançaram para a primeira qualificação sem saber exactamente como estava o asfalto do traçado da capital transmontana. Os tempos foram descendo progressivamente, mas José Carlos Pires (BMW M4 GT4, Speedy Motorsport) esteve sempre entre os primeiros, acabando por conquistar a pole-position para a primeira corrida, que se disputa hoje à tarde, ao realizar a sua melhor volta no momento certo, uma vez que já perto do final a chuva voltou com maior intensidade.

    Manuel Gião, aos comandos do Mercedes-AMG GT4 da Racar Motorsport, assegurou o segundo posto, batendo Manuel Fernandes, Peugeot 308 Racing Cup da Team VRT, por pouco mais de um décimo de segundo, que foi o melhor dos concorrentes da categoria Turismo ao bater Daniel Teixeira (Cupra TCR, JT59 Racing), que ficou no quinto posto. Entre os dois melhores dos Turismos ficou Francisco Carvalho que elevou o McLaren 570S GT4 da Araújo Competição até ao quarto posto, tendo o segundo, Manuel Gião, e quinto classificados, Daniel Teixeira, ficado separados por menos de três décimos de segundo.

    O Aston Martin Vantage da Araújo Competição pilotado por Álvaro Ramos foi mais rápido da GTC e da divisão GTX com o nono crono, ao passo que Gonçalo Manahu impôs-se entre os concorrentes da Cup, com o décimo primeiro registo, no Porsche 911 Cup da Fabela Sport.

  • Campeonato de Portugal de Velocidade assenta arraiais em Vila Real

    Campeonato de Portugal de Velocidade assenta arraiais em Vila Real

    O Campeonato de Portugal de Velocidade disputa no próximo fim-de-semana a sua terceira etapa da temporada em Vila Real, que realiza a sua 52ª edição, e, como tem sido habitual, espera-se muita animação num circuito muito exigente.

    Os carros de GT e de Turismo pilotados pelos grandes nomes da velocidade nacional e por alguns pilotos internacionais farão seguramente as delícias dos muitos aficionados vila-realenses que se esperam ao longo das ruas de Vila Real e que criam sempre um ambiente muito especial.

    Entre os GT4 Pro José Carlos Pires e Francisco Abreu, depois do duplo triunfo em Jarama, chegam à pista nortenha como favoritos, aos comandos do BMW M4 GT4 da Speedy Motorsport.

    No entanto, as ruas de Vila Real podem sempre produzir surpresas e a oposição está sedenta de resultados e de poder bater a dupla do carro bávaro.

    Manuel Gião e Carlos Vieira, em Mercedes-AMG GT4 da Racar Motorsport, tem mostrado potencial, mas diversas contrariedades têm impedido de conquistar resultados de relevo, o mesmo se passando com Bruno Pires e Fábio Mota, em Ginetta G55 GT4 da Tockwith Motorsports. Qualquer uma destas duplas olha para Vila Real com o desejo de concretizarem o que já prometeram a espaços, sendo qualquer uma delas capaz de contrariar os desígnios de José Carlos Pires e Francisco Abreu.

    Sérgio Azevedo e Orlando Batina, em BMW M4 GT4 da geração anterior inscrito pela Batina Racing, constituem outra dupla que pode realizar uma surpresa nas ruas vila-realenses, como já demonstrou na ronda de abertura, no Autódromo Internacional do Algarve, onde assegurou um pódio na primeira corrida.

    Jorge Rodrigues e Patrick Cunha, em Audi R8 LMS da Veloso Motorsport, e Francisco Carvalho e Nuno Batista, em McLaren 570S GT4 da Araújo Competição, bater-se-ão pelas honras das GT4 Bronze, mas não será uma surpresa se se imiscuírem nas batalhas das equipas GT4 Pro, como tem acontecido desde a primeira prova da temporada.

    Se entre os GT4 a luta promete ser dura, entre os Turismo espera-se também uma batalha intensa entre os seus concorrentes.

    Daniel Teixeira, Cupra TCR da JT59 Racing, tem revelado uma competitividade impressionante, mas algumas questões técnicas permitiram a Borja Hormigos e Hector Hernández, BMW M240i Racing da Autoworks Motorsport, dois triunfos, figurando presentemente na primeira posição do Campeonato de Portugal de Velocidade – Turismo.

    Estas duas duplas continuarão o seu duelo nas ruas de Vila Real, muito embora para a equipa espanhola a pista transmontana seja uma novidade, mas terão novos concorrentes que pretendem destabilizar a correlação de forças que se tem verificado desde o início da época.

    Manuel Fernandes regressa ao Campeonato de Portugal de Velocidade aos comandos de um Peugeot 308 Racing Cup da Team VRT e o seu conhecimento da pista da sua cidade leva a que possa ser um candidato à vitória na categoria Turismo em ambas as corridas de quarenta e cinco minutos do próximo fim-de-semana.

    Num carro da mesma equipa e semelhante ao do vila-realense, Carlos Tavares e Jean-Philippe Imparato serão uma dupla interessante de seguir, podendo ser candidatos ao pódio em ambas as provas. Os Ginetta G40 terão em Vila Real novos incumbentes, uma vez que o FPAK Junior Team não marcará presença na terceira ronda do Campeonato de Portugal de Velocidade, como estava planeado desde início.

    No carro com o dorsal 101 marcarão presença André Monteiro e António Veloso e no com o 103 Samuel Moura Teixeira e Manuel Moura Teixeira. Existe grande curiosidade com o que qualquer uma destas duplas poderá fazer, uma vez que o ágil carro inglês poderá adaptar-se muito bem às exíguas ruas do traçado transmontano.

    Nos GTC teremos dois automóveis inscritos na divisão GTX, o Aston Martin Vantage da Araújo Competição pilotado por Álvaro Ramos e o Ginetta G50 da Tockwith Motorsports tripulado por Simon Moore, e dois na Cup, uma dupla de Porsches 911 Cup, um de João Vieira (Garagem Aurora) e outro dividido por Gonçalo Manahu e Manuel Castro (Fabela Sport).

    Qualquer um dos quatro concorrentes poderá ser visto como um candidato ao triunfo, adivinhando-se incerteza nas lutas em pista ao longo de todo o fim-de-semana.

    Os motivos de interesse são evidentes para um evento que terá o seu início oficial hoje, sexta-feira, dia em que se efectuam os treinos-livres. No sábado realizam-se as qualificações (9h30 e 9h50) e a primeira corrida (15h40). A segunda prova será disputada no domingo (16h10), podendo ambas as corridas podem ser seguidas nas redes sociais.

     HORÁRIO 
    Sexta-Feira
    10h35 – 11h15 Treinos-Livres 1
    14h35 – 15h15 Treinos-Livres 2
    Sábado
    09h30 – 09h45 Qualificação 1
    09h50 – 10h05 Qualificação 2
    15h40 – 16h25 Corrida 1 (TV)
    Domingo
    16h10 – 16h55 Corrida 1 (TV)

  • Álvaro Parente regressa a Suzuka

    Álvaro Parente regressa a Suzuka

    Álvaro Parente disputa no próximo fim-de-semana a terceira ronda do GT World Challenge Asia, tendo como palco o circuito de Suzuka, uma pista que lhe proporciona boas memórias.

    Õ português continua a sua época asiática no mítico traçado japonês, onde em 2018 conquistou um segundo lugar aos comandos de um Mercedes-AMG GT3 nas 10 Horas de Suzuka, que contou para a temporada do Intercontinental GT Challenge.

    Álvaro Parente enfrentará a segunda prova japonesa da época, a primeira foi em Fuji, aos comandos de um novíssimo Porsche 911 GT3 R da HubAuto Racing que dividirá com Morris Chen. “É bom voltar a Suzuka, uma pista que me agrada bastante e onde consegui um segundo lugar na minha estreia! É uma pista muito técnica e onde os pilotos podem fazer a diferença, sobretudo no início, nos ‘esses’”, apontou o piloto do Porto.

    Numa competição que evidencia um nível muito elevado, Álvaro Parente sublinha que, para que possa ter aspirações a um bom resultado, nenhum aspecto poderá ser descurado. “Há muita competitividade no GT World Challenge Asia e, por isso, temos de estar no nosso melhor se quisermos aspirar a uma boa classificação! Vamos dar o nosso melhor para termos um carro bem afinado e vou continuar a trabalhar com o Morris para que possamos ser o mais competitivos possível”, concluiu o português.

    A primeira corrida da etapa do Suzuka Circuit do GT World Challenge Asia realiza-se no sábado (6h20) e a segunda no domingo (3h30), podendo ambas ser seguidas em directo através do website oficial da competição.

  • Motorsport Hoje (2ª Temporada): Francisco Mora

    Motorsport Hoje (2ª Temporada): Francisco Mora

    Desta vez, recebemos no nosso programa Francisco Mora, o atual líder da Categoria ProAm da Porsche Sprint Challenge Ibérica, sendo ainda o único piloto até ao momento a ter alcançado três vitórias à geral, isto em seis corridas realizadas.

    Na conversa com o jornalista Joaquim Amândio Santos, Francisco Mora fala ainda de toda a bem sucedida carreira que tem protagonizado desde a sua estreia em 2009.

  • O amanhecer trouxe o azar para Ramos, Chaves, Prette e Grunewald nas 24h de Spa-Francorchamps

    O amanhecer trouxe o azar para Ramos, Chaves, Prette e Grunewald nas 24h de Spa-Francorchamps

    Depois de um domínio avassalador durante grande parte da prova, o amanhecer trouxe o azar ao Mclaren #188 quando Conrad Grunewald estava ao volante e foi fortemente atingido por um adversário. A reparação no braço traseiro do Mclaren, afastou-os da liderança e o atraso de quatro voltas com que ficaram, tornaram impossível a recuperação.

    Um fim de semana que poderia ter sido perfeito, tornou-se um pesadelo. O arranque foi preconizado pelo Henrique Chaves que fez um duplo stint inicial simplesmente diabólico, demonstrando ao que vinha o quarteto do McLaren #188, recuperando até ao 1º lugar da classe e 3º da geral. A partir desse momento e com a liderança da Bronze conquistada, Ramos, Prette e Grunewald mantiveram um ritmo fortíssimo, controlando perfeitamente as operações.

    Só que uma corrida de 24h tem muitos imponderáveis e já com mais de metade da prova disputada, o amanhecer trouxe uma má noticia para a Garage 59. O McLaren #188 tinha sido atingido por um adversário e o norte-americano Grunewald trazia o carro com todo o cuidado para as boxes.

    O tempo despendido pela equipa para a recuperação do carro, fê-los perder 4 voltas e com isso a luta pela vitória esfumou-se definitivamente, sendo o 11º lugar final e a conquista de alguns pontos extra por ter estado na liderança durante tanto tempo foram um pequeno consolo para os pilotos do #188.

    No final da prova Miguel Ramos afirmou : “estamos com muito azar este ano na Endurance Cup. Foi em Monza, depois Paul Ricard e agora aqui em Spa. Em qualquer uma das provas estamos com a corrida mais que controlada e por um ou outro pormenor a vitória escapa-nos por entres os dedos. Tem sido terrível. Sabermos que estamos a fazer tudo bem feito e a conseguir sermos rápidos de forma consistente, mas…. os imponderáveis das corridas têm sido implacáveis. Daqui a duas semanas, 15 e 16 deste mês, temos uma jornada dupla com duas corridas da Sprint Cup em Misano, vamos lá a ver se o azar nos larga”.

    “Foi muito frustrante! Estávamos com ritmo, o carro estava muito bom, tínhamos a possibilidade de vencer a nossa classe e talvez até terminar entre os dez primeiros à geral. Mas sabemos que nestas corridas não podemos ter contratempos e acabámos por ser vítimas inocentes de um toque de outro concorrente. Ainda recuperámos, mas depois, foi um problema técnico a atrasar-nos e, sem tempo para recuperar, terminámos fora dos pontos“, afirmou Henrique Chaves.
     
    Apesar do desapontamento, o piloto da McLaren da Garage 59 tirou alguns aspectos positivos do fim-de-semana, uma vez que mostrou um ritmo fortíssimo, sendo a mais forte da sua classe, tendo ainda somado a pontuação máxima às seis e às doze horas.
     
    “Mostrámos um ritmo muito forte e os meus turnos de condução correram-me muito bem, fui rápido e fiz muitas ultrapassagens. Há sempre margem para melhorar, mas estou satisfeito com a minha performance, fiz o que a equipa me pediu e ganhei muitas posições. Para além disso, marcámos o máximo de pontos às seis e às doze horas, o que permite compensar ligeiramente os resultado final“, concluiu Henrique Chaves.

    A próxima prova da Endurance Cup da Fanatec GT World Challenge terá lugar em Spa-Francorchamps entre 29 de junho e 2 de julho.

  • The Racing Factory conquista duplo-duplo pódio em Navarra

    The Racing Factory conquista duplo-duplo pódio em Navarra

    O Circuito de Navarra, em pleno País Basco espanhol, foi palco da terceira dupla ronda da Porsche Sprint Challenge Ibérica, com a The Racing Factory (TRF) a apresentar-se, como habitualmente, com a dupla de pilotos formada por Pedro Salvador e Aloísio Monteiro. Foi mais uma oportunidade para a equipa crescer e demonstrar toda a sua competitividade, saindo do Navarra Racing Weekend com mais quatro pódios no bornal.

    Pedro Salvador assumiu, como sempre, a batuta do ataque da TRF aos lugares cimeiros da geral e da Categoria PROAM e fê-lo com maestria.

    Durante o dia de sábado, logrou alcançar o 3º lugar na Qualificação 1. Já na Corrida 1, um arranque de mestre colocou-o no 2º posto, de onde não seria desalojado, apesar dos ataque foi lhe foram movidos, nas duas fases da corrida sem Safety Car.

    No domingo, subiu um lugar na Qualificação 2, alcançando o 2º melhor tempo, para na Corrida 2 voltar a arrancar muito bem e a tentar mesmo chegar ao comando. Percebendo que o líder tinha um ritmo ligeiramente mais forte do que o que lhe era possível pelo atual setup do Porsche 991 GT3 CUP da TRF, optou por garantir mais um excelente 2º lugar, que lhe permite continuar com toda a capacidade para estar na luta pelo título.

    “Foi um fim-de-semana muito positivo. Na Corrida 1, enfrentámos muito calor e muito tempo de Safety Car, mas conseguimos ganhar uma posição face à qualificação. Já a Corrida 2 foi difícil, com a concorrência muito forte, principalmente na primeira parte, mas consegui sacudir a pressão por volta do meio da corrida. Não foi possível alcançar a vitória, mas demonstramos um boa consistência durante o fim de semana. Começaremos já amanhã a preparar a próxima corrida, em busca do degrau mais alto do pódio!”, destacou no final Pedro Salvador.

    Quanto ao fim-de-semana de Aloísio Monteiro, o mesmo foi vivido pelo patrão e piloto da The Racing Factory num misto de satisfação pela competitividade que demonstrou e de frustração causada pelos diversos incidentes que, nas duas corridas, o afastaram de duas possíveis vitórias.

    Nesta que é a sua temporada de estreia absoluta na velocidade e, particularmente, na competição organizada pela P21 Motorsport, Aloísio Monteiro voltou a demonstrar que é o “alvo a abater” na Categoria GD.

    Nas duas sessões de Qualificação, foi claramente o mais forte da sua categoria, tendo assinado o 8º tempo à geral em ambas as ocasiões.

    Na Corrida 1, realizada ao fim de tarde de sábado, Aloísio Monteiro não arrancou bem e caiu para o segundo posto da categoria. Mas, cedo se colou à traseira do líder, pressionando-o de forma musculada, sendo claro que estava muito mais rápido. Quando tentou a ultrapassagem, a luta entre os dois provocou um pião ao piloto da The Racing Factory que imediatamente caiu para a cauda do pelotão. Ainda tentou recuperar posições, mas a entrada do Safety Car e a sua permanência até ao início da última volta da corrida, não lhe permitiu mais do que garantir o Top 10 da geral e o 3º lugar da categoria, pecúlio magro para a sua exibição, coroada com a obtenção da volta mais rápida na corrida entre os GD.

    A jornada de domingo seria quase uma réplica do guião de sábado. A exceção deu-se no arranque, pois, desta feita, Aloísio Monteiro assinou uma partida fulgurante, saltando para o 5º lugar da geral, colocando-se bem a salvo dos seus opositores entre os GD.

    O seu ritmo estava tão forte que rapidamente se colou aos escapes do 4º classificado e, aí, um excesso de ousadia seria fatal. Percebendo que poderia ultrapassar o seu adversário, Aloísio Monteiro atacou e, quando parecia que a ultrapassagem se consumaria, um momento mais agressivo entre os dois pilotos na discussão da posição, levou-o a fazer novo pião e, a exemplo da corrida de sábado, a cair para a última posição da geral. Encetou nova recuperação, beneficiou de nova entrada do Safety Car para colocar ao pelotão e, mal este saiu, ultrapassou vários pilotos, mas, o primeiro pião tinha degradado muito os pneus traseiros e o “forcing” provocou mais dois piões, que inviabilizaram o seu esforço, terminando no 11º lugar da geral e, novamente, no 3º posto da categoria GD, conseguindo ser também repetente no que concerne à volta mais rápida.

    “Apesar de tudo, saio muito satisfeito de Navarra com a minha exibição. Mesmo sendo estreante na competição e em provas de velocidade deste quilate, tenho demonstrado rapidez para estar sempre na luta pela vitória na minha categoria. Em Navarra, fui sempre o mais rápido entre os GD, nos treinos e nas corridas, batendo-me de igual para igual com os melhores da categoria AM. A sorte não esteve pelo meu lado e reconheço que, sobretudo na segunda corrida, fui demasiado ambicioso e, quando o sensato era segurar uma vitória entre os GD, ataquei para chegar ao Top 4 absoluto e não correu da melhor maneira. Mas, ficamos com muita confiança para o futuro e, no Estoril, lá estaremos para tentar vencer as duas corridas!”.

    Já enquanto CEO da The Racing Factory, Aloísio Monteiro realça “mais uma exibição incrível do Pedro Salvador, com dois pódios absolutos alcançados e, sobretudo, com um trabalho de apoio ao desenvolvimento dos nossos carros que é precioso. O Pedro tem isso essencial para fazer crescer a nossa estrutura, sendo necessário lembrar que, também para a nossa equipa técnica, esta é uma temporada de estreia. Os dois Porsche 991 GT3 CUP apresentam ainda alguns pontos menos fortes, perfeitamente identificados e que iremos trabalhar para que, já no Estoril, uma evolução do setup os torne ainda mais competitivos”.

  • Filipe Albuquerque abandonou em Watkins Glen

    Filipe Albuquerque abandonou em Watkins Glen

    A quinta jornada do Campeonato Norte Americano de Resistência em Watkins Glen, foi, ao contrário do que se idealizou, madrasta para Filipe Albuquerque. Apesar de não ser propriamente supersticioso, a sequência de percalços têm sido uma constante esta época desportiva.

    Vejamos. O trio da Wayne Taylor Racing largou para as seis horas de competição de terceira posição da grelha. O stint de Louis Deletraz não foi propriamente feliz com problemas no sensor de travões, mas a performance ganhava novo folego quando Filipe agarrou o volante do Acura. O piloto português já estava na luta pelo primeiro lugar, quando perde a roda traseira do Acura já perto do final do seu ‘stint’. Não se dão por vencidos e lutam por chegar ao top 5, no entanto, uma sequência de outras problemas, nomeadamente de travões forçaram ao abandono.

    “A minha cabeça continua a repetir: “como é que isto é possível?!”. Temos andamento, estamos na luta e do nada, tudo fica virado do avesso. Foi a primeira vez que tivemos problemas mecânicos, mas mais uma vez, sempre com excelente andamento. É frustrante. Não sei se é azar, se o que é, mas que as coisas não estão a funcionar para o nosso lado, não estão. Estaremos de volta na próxima corrida mais fortes e mais determinados! Os infortúnios não nos vão vencer, isso é certo!”, referiu Filipe Albuquerque.

    A próxima corrida do IMSA acontece já no próximo fim-de-semana de 8 e 9 de julho no Canadá