Categoria: Velocidade

  • PCL Karting destaca-se em 3 categorias do Campeonato de Portugal de Karting

    PCL Karting destaca-se em 3 categorias do Campeonato de Portugal de Karting

    A PLC Karting conseguiu resultados promissores na quarta jornada dupla do Campeonato de Portugal de Karting Toyota (CPK), disputada no Kartódromo Internacional de Braga. A equipa de Barcelos viu a jovem Beatriz Costa surpreender tudo e todos ao conquistar uma pole- position na categoria X30 Mini, com Luís Fernandes também a mostrar resiliência na categoria Cadete 4T. Na categoria-rainha, a X30 Sénior, Pedro Cachada e Francisco Costa também deram sinais positivos num pelotão muito competitivo, com mais de três dezenas de participantes.

    A quarta e penúltima jornada do CPK foi um verdadeiro desafio para a PLC Karting, que voltou a dar assistência a quatro jovens promessas do Karting nacional: Luís Fernandes (Cadete 4T), Beatriz Costa (X30 Mini), Pedro Cachada (X30 Sénior) e Francisco Costa (X30 Sénior). Incorporando alguns novos elementos técnicos na sua estrutura, a equipa liderada por Nuno Cachada tentou sempre chegar às melhores afinações em cada uma das três categorias em que está envolvida, sendo, no entanto, condicionada por alguns azares que obrigaram os seus pilotos a mostrar determinação e resiliência.

    Na categoria Cadete 4T, num fim de semana de intenso calor em Braga, Luís Fernandes foi afetado por uma indisposição severa no sábado, que afetou a sua performance também no domingo. O jovem piloto de apenas 7 anos, que ainda podia estar a competir na categoria abaixo, a Iniciação, fez um grande esforço físico e foi recompensado com um top 6 na Final de sábado e o 7.o lugar na Final de domingo.

    Na X30 Mini, Beatriz Costa foi uma das grandes surpresas e logo no seu regresso às competições nacionais. A jovem piloto de 12 anos, que recentemente brilhou no exigente Campeonato de Espanha de Karting, na pista de Motorland Aragón, começou o fim de semana com um 14.o lugar na Final de sábado, quando ainda se estava a readaptar à realidade do CPK. No domingo, Beatriz Costa já pôde mostrar todo o seu potencial e bateu toda a concorrência na sessão de treinos cronometrados, onde conseguiu a pole-position num competitivo pelotão com quase duas dezenas de concorrentes. Contudo, a promissora piloto de Barcelos sofreu um toque logo na manga de qualificação que lhe provocou uma lesão na mão, tendo disputado a Final com fortes dores. O 15.o lugar na Final de domingo não revela o verdadeiro andamento de Beatriz Costa, que promete ser um nome a ter em conta também no CPK e Taça de Portugal.

    Na X30 Sénior, a categoria-rainha que voltou a ter uma extensa grelha de 33 pilotos, Pedro Cachada – ex-campeão nacional Juvenil (IAME) e Júnior (Rotax) – foi obrigado a fazer uma grande recuperação na Final de sábado, conseguindo 10 ultrapassagens até terminar no 20.o lugar. Sendo o piloto mais novo de todo o pelotão, com apenas 13 anos, nunca baixou os braços e na Final de domingo voltou a recuperar mais seis posições, terminando no 16.o lugar. O seu companheiro de equipa, Francisco Costa, regressou esta época à realidade competitiva do Campeonato de Portugal, depois de ter disputado o Campeonato de Espanha. O jovem piloto de Barcelos foi afetado por alguns problemas mecânicos que o impediram de mostrar o seu verdadeiro andamento. Ainda assim, o talento de Francisco Costa ficou visível com a recuperação de 8 lugares na Final de domingo, onde foi 24.o classificado depois de ter saído da cauda do pelotão, devido ao acidente que sofreu na segunda manga de qualificação.

    A PLC Karting vai agora testar na pista de Braga, fazendo um ‘debriefing’ técnico sobre a jornada do CPK e preparar já da melhor forma a Taça de Portugal de Karting, que também será disputada no histórico circuito minhoto, a 14 e 15 de outubro. Antes disso, a 16 e 17 de setembro, a equipa de Barcelos vai fechar o CPK na pista de Leiria.

  • Tomás Gomes vai correr em Itália no FIA Karting Academy Trophy

    Tomás Gomes vai correr em Itália no FIA Karting Academy Trophy

    Tomás Gomes vai disputar, no próximo fim de semana, a terceira prova do FIA Karting Academy Trophy, na pista italiana de Cremona. Na derradeira jornada da competição promovida pela Federação Internacional do Automóvel (FIA) e que visa detetar novos talentos, o jovem piloto português tem a ambição de voltar a qualificar-se para a Final, entre 45 talentosos pilotos, oriundos de 45 países e 5 continentes. 

    Integrado no restrito pelotão do FIA Karting Academy Trophy, competição promovida pela Federação Internacional do Automóvel (FIA) e que pretende revelar novos talentos, Tomás Gomes, o único representante português, de apenas 13 anos, vai novamente descobrir uma pista nova, a de Cremona, em Itália, na terceira e última prova, agendada para o próximo fim de semana.

    Na competição destinada a pilotos dos 12 aos 14 anos, indicados pelas federações dos seus países, o jovem piloto português começou com um enorme desafio, dado que teve de correr no traçado de Třinec, na República Checa, que desconhecia por completo, assim como todo o material que utilizou, pois nunca tinha corrido com um kart equipado motor Vortex nem com um chassis Exprit, nem com pneus Vega. Mas superou o desafio com distinção, dado que garantiu logo a qualificação para a Final e foi um honroso 24.º classificado. Na segunda prova, Tomás Gomes também se estreou a correr na pista de Rodby, na Dinamarca, e estava em excelente posição para chegar à Final, até ser abalroado por um concorrente italiano na segunda manga de qualificação.

    Agora, no circuito italiano de Cremona, novamente com o grau de exigência de se adaptar a uma pista que desconhece por completo, o jovem piloto português ambiciona obter novamente a qualificação para a Final e depois lutar pelo melhor resultado possível. “Para além de voltar a correr numa pista que não conheço, vai ser apenas a terceira vez que vou correr com um kart equipado com um motor Vortex, chassis Exprit e pneus Vega, mas estou motivado para fazer uma boa prova. O meu objetivo é garantir a qualificação para a Final e depois lutar pelo melhor resultado. Tal como nas jornadas de Třinec e de Rodby, também não fiz qualquer treino em Cremona, o que é uma desvantagem considerável para mim, pois a maioria dos outros pilotos já treinou em Cremona e também participou em corridas. Contudo, com os treinos que tenho feito em Portugal, vou dar o meu melhor”, referiu Tomás Gomes, na antevisão da prova italiana.

    Sendo a jornada de Cremona a última do FIA Karting Academy Trophy, o jovem piloto bracarense faz um balanço da experiência até ao momento: “Tem sido uma experiência muito positiva e ficará para a vida, pois estou a correr em pistas novas e com excelentes pilotos, de dezenas de países, com quem tive oportunidade de fazer novas amizades. Por vezes os resultados não foram os que pretendia, mas estou muito feliz por ter conseguido disputar a Final da República Checa e, na Dinamarca, apesar de ter ficado a um ponto da qualificação para a Final (porque fui abalroado por um adversário numa manga), também tive uma boa prestação”, acrescentou Tomás Gomes.     

    Recordamos que o FIA Karting Academy Trophy é uma competição monomarca, já que todos os pilotos têm os seus karts equipados com motores Vortex, chassis Exprit e pneus Vega fornecidos pela organização, sendo também o fato de competição igual para todos. A título de curiosidade e só para citar um exemplo, o monegasco Charles Leclerc disputou e venceu esta competição em 2011, sendo uma oportunidade única para os jovens talentos se mostrarem ao mundo, face ao mediatismo das provas FIA.

  • British GT fez a sua estreia no Autódromo Internacional do Algarve

    British GT fez a sua estreia no Autódromo Internacional do Algarve

    Jonny Adam igualou o recorde de vitórias do Intelligent Money British GT Championship ao conquistar a sua terceira vitória da temporada ao lado do companheiro na 2 Seas Motorsport, James Cottingham, numa corrida de três horas muitas vezes intensa, mas também orientada para a estratégia, no Autódromo do Algarve.

    A dupla ampliou sua vantagem no campeonato face a Mark Radcliffe e Rob Bell, da Optimum Motorsport, este último a manter atrás de si Sandy Mitchell – que dividiu o Lamborghini da Barwell Motorsport com Shaun Balfe – durante os 30 minutos finais.

    Dois períodos de Safety Car na primeira meia hora levaram a maioria das equipas a fazer duas das três mudanças obrigatórias de pilotos mais cedo do que o esperado e no final de todas essas escolhas de estratégia, foram Michael Johnston e Chris Salkeld que se viram no topo na GT4.

    A dupla BMW da Century Motorsport obteve a sua primeira vitória na classe por 3,3s face ao novo Mercedes-AMG da Enduro Motorsport, com Darren Burke e Harry George, que herdaram o segundo lugar dos ‘pole position’ Josh Miller e Seb Hopkins depois de este último ter batido com o #55 Ginetta, da Raceway. A paragem não programada para reparações no seu carro parecia abrir caminho para James Townsend e Mike Simpson, da Toro Verde, subirem ao pódio, mas suas aspirações perderam-se com um furo no início da volta final. Josh Rowledge, da DTO Motorsport, e Aston Millar terminaram assim de forma inesperada em terceiro. Enquanto isso, Kevin Tse e Chris Froggatt pareciam bem encaminhados para sua quarta vitória consecutiva na GT3 Silver-Am, até que um ‘drive-through’ tardio entregou a vitória na classe a Mark Sansom e Will Tregurtha de Barwell.

    A réplica recordista de vitórias de Adam é nota de destaque no final da prova algarvia, mas foi o excelente ‘stint’ intermédio de Cottingham que ajudou a dupla a superar não apenas uma primeira hora turbulenta mas também o tempo de compensação de 10 segundos, que finalmente permitiu que fosse igualada a contagem de vitórias de Phil Keen.

    De fato, ninguém ‘navegou’ melhor nas trocas iniciais do que Cottingham e Adam, que evitaram a infinidade de percalços vividos pelos seus rivais. Miguel Ramos aproveitou a ‘pole position’ para se destacar com o McLaren Garage 59 logo após o arranque, liderando perante Cottingham e Ian Loggie no segundo 2 Seas Mercedes-AMG nas primeiras voltas. Mas isso foi apenas no período inicial pois dois ‘safety car’ nos primeiros 30 minutos levaram as equipas a alterar seriamente suas estratégias.

    O primeiro ‘safety car’ foi chamado logo aos nove minutos, quando o BMW GT4 #22 da Century mergulhou na escapatória da curva cinco. Com a corrida neutralizada, a maioria do pelotão optou por parar e realizar a primeira de três mudanças obrigatórias de piloto. A Optimum decidiu de outra forma e manteve Radcliffe em pista para deixar o McLaren fora da curva estratégica durante grande parte da corrida.

    Após a saída do ‘safety’, Dan Harper aumentou o ritmo durante várias voltas e com isso levou o BMW da Century para o segundo lugar, atrás de Radcliffe, mas quando a corrida parecia estar estabilizada o McLaren GT4 #7 da Paddock Motorsport parou na pista com um problema de escape que fez com que chamas invadissem o compartimento do motor.

    Um segundo ‘safety car’ depois de apenas 32 minutos e outra onda de paragens que baralhou enormemente a ordem. Alguns pilotos foram atrasados na saída dos boxes pelo ‘safety car’ que liderava o pelotão, mas a RAM Racing apostou forte ao colocar Raffaele Marciello em sétimo, por troca com John Ferguson, e o carro regresso ao asfalto da ‘montanha-russa’ em segundo à frente do Barwell Lamborghini de Sansom, RACE LAB McLaren de Lucky Khera, Enduro Aston Martin de Matt Topham e Cottingham.

    A segunda hora foi animada pela batalha épica entre Ferguson e Cottingham vista pela última vez em Snetterton. Quando Sansom se atrasou e Khera e Topham se juntaram, Cottingham passou o grupo para atacar Ferguson, mas mais uma vez o RAM Mercedes-AMG lutou sem erros e apenas uma grande ultrapassagem por fora na curva 13 ‘furou’ as suas defesas.

    Cottingham atacou decidido e conquistou uma vantagem confortável enquanto Ferguson segurava a concorrência. Essa diferença – cerca de 30 segundos – seria vital para a 2 Seas no momento do seu Tempo de Compensação e foi Adam quem manteve o comando da corrida para a hora final. Embora um terceiro ‘safety car’ – chamado para recuperar o #56 Raceway Ginetta da gravilha – tenha corroído a vantagem de Adam, este acabou mesmo por segurar o primeiro posto no momento da bandeira de xadrêz.

    Depois de apostar para ficar em pista durante o primeiro ‘safety car’, a Optimum aproveitou as seguintes para subir Bell para segundo, uma vez que o ciclo final de paragens tinha funcionado. Bell perseguiu Adam, mas quando os seus espelhos ficaram cheios com o Lamborghini Barwell de Sandy Mitchell – que também optou por não parar no primeiro período de ‘safety car’ – a pressão deixou de ‘assustar’ Adam. Bell segurou Mitchell para conquistar um segundo pódio do ano para a equipe GT3 da Optimum, enquanto Marciello aproveitava o trabalho de Ferguson para voltar para casa em quinto, apesar de cumprir o tempo máximo de compensação no ‘pit stop’ final.

    As performances de Johnston e Salkeld muitas vezes ficaram fora do radar este ano, apesar da dupla estar em segundo lugar na classificação da Pro-Am antes da corrida de hoje. Mas com o formato de três horas o BMW M4 #14 foi um modelo de consistência através do caos, já que a dupla passou do oitavo lugar na grelha para assinar a sua primeira vitória no British GT. A corrida em si resumiu-se a uma luta a três entre o BMW da Century, o Mercedes-AMG da Enduro de Harry George e Darren Burke, e o Aston Martin da R Racing de Josh Miller e Seb Hopkins, que talvez pudesse ter vencido.

    Tal como na GT3, os primeiros períodos do Safety Car levaram a maioria dos participantes a fazer dois dos seus três ‘pitstops’ muito mais cedo do que a sabedoria convencional ditaria. O primeiro período foi causado pelo rival de Johnston e Salkeld no campeonato Pro-Am e companheiro de equipe Carl Cavers quando plantou o carro que partilha com Lewis Plato no cascalho e fora da corrida nos primeiros 10 minutos antes que as classificações Pro-Am fossem reduzidas ainda mais quando Tom Rawlings foi forçado a parar o McLaren #7 da Paddock.

    Os dois Safety Car tornaram a primeira hora imprevisível, dando às equipas a chance de tentar estratégias alternativas que poderiam alterar a ordem. Ambos os Ginettas da Raceway optaram por correr muito, assim como o gêmeo Ford Mustang da Academy Motorsport, o que significava que a verdadeira ordem de corrida só se tornaria clara quando esses quatro carros tivessem feito suas últimas visitas ás boxes já na hora final.

    O Aston da R Racing liderou todas as sessões no Algarve, e liderou a corrida logo no início, mas também foi um dos primeiros carros a parar aquando do primeiro Safety Car. Miller e Hopkins correram sob pressão durante grande parte da tarde, assim como a BMW de Johnston e Salkeld. Os dois carros estavam nos seis primeiros na média distância, e então ambos cumpriram as suas paragens finais sem problemas para lutar durante toda a hora final.

    O tempo de compensação da R Racing, mais o fato que as duplas Pro-Am efectuam paragens mais curtas no geral, fizeram com que Salkeld assumisse a liderança geral da corrida com meia hora pela frente, com Hopkins cerca de oito segundos atrás, mas a recuperar rapidamente.

    Hopkins pressionou com intensidade e chegou a estar a apenas três segundos do líder quando um toque com o #55 Ginetta danificou a dianteira esquerda do Aston e o obrigou a uma paragem extra para reparar o carro. Hopkins voltaria a juntar-se, mas perdeu duas voltas, e uma penalização pós-corrida pelo contacto atrasou ainda mais o carro.

    Isso deixou Salkeld ao volante para uma primeira vitória da BMW na frente de um alegre Ainsley Harriott que estava na boxe. O Mercedes-AMG da Enduro manteve a calma e o ritmo e Burke aceitou de bom grado o presente do segundo lugar e a vitória na categoria Prata.

    Mas havia mais drama no alinhamento do dia quando a Ginetta de Mike Simpson e James Townsend – que se saiu melhor das opções estratégicas e deveria ter fechado o pódio – sofreu uma explosão dramática quando começou sua última volta abrindo caminho para Josh Rowledge e o McLaren DTO da Aston Millar terminarem em terceiro.

    O RACE LAB McLaren Artura de Tom Wrigley e Ian Gough foi o quarto, à frente do Mustang de Simpson/Townsend e Matt Cowley/Erik Evans, que completaram os seis primeiros.

  • Pompeu Simões estreou-se a vencer na Carbon Neutral Cup

    Pompeu Simões estreou-se a vencer na Carbon Neutral Cup

    Pompeu Simões estreou-se a vencer na Carbon Neutral Cup, depois de ter ficado na primeira linha da grelha para as duas corridas da competição agendadas para este fim de semana no programa do Racing Sound Festival. Tudo aconteceu na primeira corrida que o piloto do Kia Ceed preparado pela Speedy Motorsport, dominou até à última volta.

    Um toque de um adversário na traseira do seu carro atrasou-o e, depois, uma travagem otimista acabou por fazer Pompeu Simões perder ainda mais tempo e, crucialmente, o primeiro lugar. No final da corrida o piloto da Speedy Motorsport estava desapontado por não ter conseguido traduzir numa vitória o seu excelente andamento.

    Os festejos, porém, seriam soltos um pouco mais tarde quando surgiu a notícia da penalização imposta ao vencedor – um “drive through” convertido em 45 segundos de penalização – que veio trazer alguma justiça ao que tinha sucedido em pista. Apesar de ser na secretaria, foi a estreia de Pompeu Simões a vencer na Carbon Neutral Cup.

    A segunda manga não correu tão bem a Pompeu Simões. O arranque não foi o melhor, perdeu uma posição e andou em luta pelo segundo lugar até que o Kia Ceed decidiu entrar em modo de segurança. Parou e o piloto da Speedy Motorsport fez, mesmo, sair o “Safety Car”. Porém, o Kia voltou à vida e o piloto regressou à prova e, no final, ainda recuperou até ao quarto lugar.

    “Naturalmente que fico feliz pela primeira vitória na competição, mesmo que tenha sido da forma que foi. Porém, entendo que o velho ditado ‘deus escreve direito por linhas tortas’ aplicou-se de forma perfeita e depois de tudo o que fiz em pista, é um primeiro lugar inteiramente merecido e justo. Na segunda corrida, arranquei mal, erro meu, mas estava a tentar recuperar quando o carro entrou em modo de segurança e parou. Consegui regressar à corrida, mas o estrago estava feito. Porém, ainda consegui recuperar até ao quarto posto e isso deixa-me satisfeito, pois o ritmo foi bem superior e estou a adaptar-me cada vez mais ao carro e ao andamento superior face ao Picanto GT. Foi um bom fim de semana com uma vitória que dedico à minha família e a todos os parceiros que permitem estes resultados”, afirmou no final.

  • Rodrigo Seabra no pódio entre os Rookies na Fórmula Aquila 1000

    Rodrigo Seabra no pódio entre os Rookies na Fórmula Aquila 1000

    O fim-de-semana de Rodrigo Seabra em Mittsverigebanan na Suécia onde decorreu mais uma jornada dupla da Fórmula Aquila 1000 teve um misto de sentimentos para o jovem piloto da Maia. Se por um lado, um sabor agri-doce por no sábado não ter podido discutir a qualificação e como consequência largar para as corridas do último lugar da grelha, por outro a alegria de ter conseguido os seus primeiros pódios entre os ‘rookies’ em ano de estreia na competição e ter ficado à beira do pódio na classificação geral.

    Voltemos ao dia de sábado, e à primeira jornada do fim-de-semana. Problemas na caixa de velocidades não permitiram a Rodrigo disputar a qualificação e a corrida 1. O sentimento de alguma frustração não condicionou a sua determinação para as duas restantes corridas. De trás para a frente, fez uma brilhante recuperação. De 16º para nono e sétimos lugares na segunda e terceira corridas. Notável.

    Domingo, seria todo um novo dia de competição, mas com chuva! O sétimo lugar na qualificação abria boas perspectivas para as corridas que viriam a concretizar-se: terminou a corrida 1 no quarto lugar da geral, segundo entre os Rookies. Na Corrida 2, foi quinto da geral e novamente segundo dos Rookies e no derradeiro confronto ficou novamente a um degrau do pódio na geral e somou mais um segundo lugar entre os Rookies

    Uma operação fantástica em termos de campeonato, que irá permitir ao jovem piloto português somar pontos importantes. No final de um dos fins-de-semanas mais exigentes da época, Rodrigo estava feliz e satisfeito com o trabalho realizado: “Foi um fim-de-semana intenso e muito trabalhoso. Não começou da melhor forma e deixou-me desiludido por não poder entrar em pista como os meus adversários para disputar a qualificação e a primeira corrida de sábado. Mas assim que a equipa resolveu o problema da caixa de velocidades, sabia que podia recuperar o tempo perdido. E foi isso que fiz. Foquei-me no meu trabalho e em fazer, melhor e melhor. E os resultados apareceram e deixam-me muito feliz. Os primeiros pódios neste campeonato, logo em ano de estreia, deixam-me confiante e determinada para as corridas que aí vêm. Acho que tenho margem para evoluir e conseguir ainda melhores resultados. O fim-de-semana começou mal, mas acabou muito bem!”, concluiu Rodrigo Seabra que regressa agora a Portugal para uns dias de descanso antes de regressar novamente à competição.

    A Fórmula Aquila regressa às pistas de 11 a 13 de Agosto em Karlskoga.

  • Pedro Marreiros: “fui impedido pela Race Ready de participar no CPV em Vila Real”

    Pedro Marreiros: “fui impedido pela Race Ready de participar no CPV em Vila Real”

    Pedro Marreiros, piloto atualmente, a participar no Campeonato Internacional GT Open Cup, afirma num comunicado enviado à comunicação social ter sido impedido de participar na jornada dupla do Campeonato de Portugal de Velocidade (CPV) disputada no Circuito Internacional de Vila Real pela Race Ready, a entidade promotora do CPV.

    O convite para a presença de Marreiros tinha partido de Nuno Baptista que encontrou algumas contrariedades para manter os seus compromissos de participação no Campeonato de Portugal de Velocidade no Circuito de Vila Real.

    “Não podendo esquecer os anos e os resultados obtidos com o meu amigo e antigo colega de equipa, com o qual fui campeão de Espanha de GT em 2018, fiz um esforço adicional para encontrar apoios nos meus patrocinadores e conciliar a minha preenchida agenda profissional, bem como encontrar forma de pilotar um carro diferente da marca com a qual, habitualmente, corro. Tudo no sentido de auxiliar um amigo e ocupar o lugar de segundo piloto no McLaren 570S GT4 da equipa Araújo Competição”, afirma Pedro Marreiros.

    No comunciado é dito que Nuno Baptista informou o promotor do CPV da alteração de piloto no seu carro, mas foi surpreendido quando o responsável máximo da Race Ready, Diogo Ferrão, recusou a inscrição de Pedro Marreiros. O comunicado refere que Diogo Ferrão terá afirmado que Pedro Marreiros jamais correrá num campeonato organizado pela Race Ready.

    “Senti-me vexado e abusado por uma decisão absurda e sem justificação, Procurei aconselhamento judicial para confirmar a ilegalidade da situação. Desde logo por ser uma decisão que é atentatória da igualdade de direitos de um cidadão praticante desportivo num campeonato que, lembramos, não é privado, mas tutelado pelaFPAK. Por isso mesmo, deve estar ao alcance de qualquer atleta que pretenda praticar a modalidade. Desde que não haja nenhuma restrição legal ou regulamentar, razões que não se colocam neste caso”, enfatiza Pedro Marreiros.

    O piloto lembra no enunciado que “todas as competições automóveis realizadas sob a égide da FPAK são tuteladas, em primeiro lugar, pelo Código Desportivo Internacional (CDI) que prevalece sobre as restantes normas articuladas em regulamento. Dizem as PEV no Ponto 4.1 que ‘Qualquer prova/evento de circuito, inscrita no Calendário Desportivo Nacional, é organizada de acordo com as normas do CDI da FIA e seus anexos’, CDI que no seu artigo 3.14.1 estabelece que a recusa de inscrição pelo organizador deverá ser justificada. Ora, Diogo Ferrão e a Race Ready não forneceram qualquer justificação. Plausível ou não!”.

    Pedro Marreiros considera ainda que “foi colocada em causa a minha honra como cidadão e como piloto e fui vexado perante os meus patrocinadores que aceitaram o esforço extra solicitado. Exijo uma reação oficial por parte da FPAK e uma ação no sentido disciplinar por violação grosseira do Código Desportivo Internacional (CDI), pois esta é uma situação perfeitamente inusitada e anormal sem que se perceba a razão por trás desta decisão, gravosa, perante um piloto federado pela FPAK e que tentou participar no campeonato de velocidade do seu país!”, afirmando ainda que “esta semana, à comunicação social, Diogo Ferrão lamentou a redução de inscritos na prova transmontana e que o CPV não era acarinhado neste circuito. Com estas atitudes e prepotencia ficará certamente mais difícil”.

  • Bernardo Pinheiro segundo em França

    Bernardo Pinheiro segundo em França

    Aos comandos do Ligier JS P4 com que alinha esta temporada na Ligier European Series Bernardo Pinheiro assinou este fim-de-semana dois brilhantes segundos lugares naquela que foi a terceira etapa da competição promovida pela marca francesa. 

    Num fim-de-semana marcado pelas elevadas temperaturas que foram adversário extra para todas as equipas o jovem piloto do Algarve voltou a fazer equipa com o britânico George King e logo na qualificação voltaram a mostrar a sua candidatura ao pódio ao conseguirem a segunda posição a pouco mais de seis décimas da ’pole’, sendo nota de destaque apenas os dois primeiros conseguiram uma volta aos 5771 metros do circuito abaixo dos dois minutos.

    Os sessenta minutos da primeira corrida foram como se esperava intensos e sem nunca baixar os braços a equipa Pinheiro e King lutaram até à bandeira de xadrez pela vitória e com os termómetros a marcarem quase 28 graus de temperatura ambiente a dupla luso-britânica fechou a corrida com pouco mais de três segundos de diferença para o primeiro após as 28 voltas que realizaram ao traçado conseguindo mesmo a melhor volta em corrida com 2m00.083s.

    Na segunda corrida, com mais temperatura mas igualmente em ritmo mais veloz como atestam as 29 voltas realizadas pelos primeiros classificados, Pinheiro voltou a estar em destaque ao volante do Ligier do Team Virage e foi na segunda posição que cruzou a linha de meta, desta feita a pouco mais de 11 segundos do vencedor, prestação que coloca a equipa com o número 60 na segunda posição das Ligier European Series quando faltam ainda cumprir três rondas duplas (seis corridas) até ao final da época. Um segundo lugar na geral que poderia ser bem diferente não fosse o abandono em Le Mans aquando da segunda prova do calendário.

    “Foi um fim-de-semana exigente do ponto de vista físico e técnico. As temperaturas muito elevadas que se fizeram sentir foram um adversário de respeito mas conseguimos rapidamente encontrar um bom ritmo e no final os dois segundos lugares mostram que somos candidatos a vencer esta competição. O abandono em Le Mans esconde um pouco o nosso real valor no pelotão, mas temos ainda seis corridas pela frente e não vamos baixar os braços até recebermos a derradeira bandeira de xadrez do ano”. comentou o único piloto português presente na competição.

    A próxima prova está agendada para o final do mês de Agosto no circuito espanhol do Motorland em Aragón e Bernardo Pinheiro quer continuar a senda positiva de resultados aos comandos do Ligier que serve de base a esta competição, um protótipo que utiliza um motor Ford V6 com 3.7 litros de capacidade e que debita 385 cavalos às 7.000rpm. Com chassis monocoque em carbono este Ligier JS P4 ‘nasceu’ em 2018 e tem sido uma escola para muitos pilotos que querem inscrever o seu nome nos escalões maiores da resistência a nível europeu e mesmo mundial.

  • Vila Real: Cars & Vibes Cup com 8 vencedores diferentes em apenas 3 provas

    Vila Real: Cars & Vibes Cup com 8 vencedores diferentes em apenas 3 provas


    A Cars & Vibes Cup, troféu promovido e organizado pela Motor Sponsor que assinalou o regresso aos traçados nacionais dos emblemáticos Honda Civic Type-R, levou este fim de semana o público ao delírio, numa memorável jornada de ação ao cronómetro disputada no icónico Circuito Internacional de Vila Real.

    Perante os milhares de adeptos presentes ao longo dos três dias de competição, os 12 rostos dos plantéis PRO (4) e AM (8) foram protagonistas maiores em pista, apresentando um ritmo que os levou a superiorizarem-se a viaturas mais evoluídas, numa jornada em grelha partilhada com os Super Legends e onde os pilotos viriam a usufruir de uma experiência ao cronómetro alargada, com 30 minutos por sessão.

    Uma ronda muito aguardada, num palco de referência do automobilismo mundial, onde a Cars & Vibes Cup apresentou-se em força, ao igualar a sua melhor grelha de sempre, com 8 Honda Civic Type-R presentes, e uma vez mais com novos rostos em estreia, num total de 4 novidades absolutas no plantel e duas nacionalidades presentes (Portugal e França).

    Um evento que teve nos treinos cronometrados de sexta-feira o momento inaugural de verdadeira ação em pista. Uma sessão em que Eduardo Leitão, atual vencedor em título da PRO, se viria a superiorizar ao volante do Honda Civic Type-R nº 151 assistido pela Gianfranco Motorsport, depois de uma renhida disputa ao cronómetro com o piloto da Brivel Sport, Filipe Ferreira, que aos comandos do Honda Civic Type-R nº 151 distaria escassos 0.088s, deixando antever que este seria um fim de semana de muita emoção na luta pelo triunfo. Já na AM, a pole position seria assinada por Carlos Barbosa, no Honda Civic Type-R nº 154 partilhado com Carlos Rodrigues e assistido pela Gianfranco Motorsport, dupla que começava da melhor forma um evento que assinalava a sua estreia absoluta no troféu.

    Após o contacto inaugural ao cronómetro realizado na sexta-feira, o sábado reservava a todo o pelotão a primeira de duas corridas da jornada, num evento de exigência máxima, numa ronda que assinalava a segunda deslocação do troféu em apenas dois anos de existência ao desafiante Circuito Internacional de Vila Real.

    E foi justamente num ambiente revestido de verdadeira festa e paixão pelo automobilismo, que a comitiva da Cars & Vibes Cup viu o semáforo verde dar início à corrida 1. Uma corrida marcada pela forte disputa pelos lugares cimeiros na PRO, com Eduardo Leitão a partir da pole position e a segurar o comando ao volante do Honda Civic Type-R nº 151, seguido dos Honda Civic Type-R nº 150 e 155, de Filipe Ferreira e Raul Delgado, respetivamente. Uma prova em que Raul Delgado, que defendia as cores da LOB Motorsport em dupla com Estevão Oliveira, acabaria por conseguir ascender à liderança e distanciar-se na frente, beneficiando de um intenso duelo pelo segundo posto, que seria protagonizado por Filipe Ferreira e Eduardo Leitão.

    No entanto, Raul Delgado acabaria por ceder a liderança de forma inglória, na sequência de problemas mecânicos que obrigariam o piloto do Honda Civic Type-R nº 155 a ir às boxes. Um contexto que faria Filipe Ferreira ascender ao primeiro posto da PRO e da comitiva da Cars & Vibes Cup, posição que seguraria até final, assinando desta feita o terceiro triunfo da época, com Eduardo Leitão a ser segundo, seguido de Raul Delgado, a fechar o pódio na PRO.

    Na AM, a história escrever-se-ia a novidade, num plantel marcado por 4 novos rostos na competição. Uma corrida em que Carlos Rodrigues, no Honda Civic Type-R nº 154, lograria segurar o comando de início ao fim, assinando da melhor forma a sua estreia no troféu, ao vencer em Vila Real. Uma classe marcada pela grande disputa pelo lugar intermédio do pódio, que opôs o Honda Civic Type-R nº 160 de Miguel Porto, partilhado com Paulo Lopes Porto e assistido pela AMSport, ao Honda Civic Type-R nº 157 assistido pela J. Santos Competição, do também estreante Joel Reis, com os pilotos a seguiram colados, num evento que terminariam por esta ordem. A disputar também pela primeira vez a Cars & Vibes Cup, César Tavares, no Honda Civic Type-R nº 159 partilhado com Guilherme Oliveira e também assistido pela AMSport, seria quarto classificado, com Vincent Labedan, assistido pela Gianfranco Motorsport, a classificar-se no quinto posto, apesar de problemas de motor no seu Honda Civic Type-R nº 153.

    Uma corrida que Filipe Ferreira, vencedor da PRO, resumia: “O arranque, como se esperava, foi atribulado, e, inclusivamente, eu e o Raul acabámos por ter algum contacto, mas sem excesso de nenhuma das partes. No meu caso, acabaria por cair para terceiro, mas viria a conseguir passar o Eduardo, o que, com a entrada do Raul nas boxes, me permitiu segurar a vitória.”

    Já Carlos Rodrigues, que assinou o triunfo na AM, afirmou: “Foi uma corrida em que acabei por rodar isolado na frente, sempre com muita margem para progredir. O meu objetivo era mesmo fazer uma participação esporádica no troféu, juntamente com o meu companheiro de equipa, o Carlos Barbosa, e entregar-lhe o carro irrepreensível para ele poder lutar por um bom resultado. Foi o que aconteceu, por isso estou satisfeito.”

    Depois de intensas lutas ao cronómetro no sábado, este domingo abria portas ao derradeiro duelo do fim de semana da comitiva da Cars & Vibes Cup, com a corrida 2. Um evento no qual Filipe Ferreira partiria da pole position no Honda Civic Type-R nº 150, realizando uma corrida sempre na frente sob forte pressão do Honda Civic Type-R nº 151 de Eduardo Leitão, com os pilotos a imprimirem um grande andamento, acompanhados de perto por Estevão Oliveira, no Honda Civic Type-R nº 155. Uma intensa corrida ao cronómetro, em que Filipe Ferreira assinaria novo triunfo, sendo o segundo carro de uma grelha partilhada com os Super Legends, onde pautam viaturas mais evoluídas, a cruzar a bandeira de xadrez, numa demonstração clara do andamento apresentado em pista pelos protagonistas da Cars & Vibes Cup. Logo atrás, o segundo posto ficou nas mãos de Eduardo Leitão, que repetiu assim o resultado da corrida 1, com Estevão Oliveira a fechar o pódio na PRO.

    Igualmente na AM a discussão do triunfo foi ponto central de uma corrida em que os holofotes incidiram sobre dois dos estreantes na competição. Carlos Barbosa, que partiu do primeiro posto ao volante do Honda Civic Type-R nº 154, lideraria a contenda até à entrada do safety car em pista. No entanto, no recomeço, Joel Reis, no Honda Civic Type-R nº 157, seria protagonista de uma manobra arrojada que lhe permitiria ascender ao topo da classificação na AM, rubricando o primeiro triunfo da carreira no troféu, seguido de Carlos Barbosa, que assinaria a estreia na competição com um pódio, ao ser segundo. Uma corrida em que Vincent Labedan, apesar de a braços com problemas de motor no Honda Civic Type-R nº 153, acabaria por terminar no top 3 da AM. Na quarta posição ficaria o Honda Civic Type-R nº 160 de Paulo Lopes Porto, com Guilherme Oliveira a fechar o lote dos cinco mais rápidos aos comandos do Honda Civic Type-R nº 159.

    Um fim de semana saldado por um duplo triunfo, que Filipe Ferreira resumiu: “Foi perfeito. Conseguimos duas vitórias nas duas corridas, algo que não estávamos à espera, e na corrida 2 fui sempre muito pressionado pelo Eduardo. A entrada do safety car acabaria por reduzir bastante o tempo de pista, mas felizmente segurei a vitória.”

    Numa estreia com chave de ouro, ao vencer a corrida 2 na AM, Joel Reis afirmou: “Este fim de semana foi uma aventura. Um carro para mim novo, num circuito muito exigente, a que se juntaram alguns contratempos mecânicos que felizmente conseguimos contornar. No final, vencer é o melhor agradecimento que posso dar à equipa, num evento muito divertido de realizar.”

  • Vila Real: Jorge Rodrigues e Patrick Cunha vencem corrida 2 do CPV

    Vila Real: Jorge Rodrigues e Patrick Cunha vencem corrida 2 do CPV

    Jorge Rodrigues e Patrick Cunha levaram à vitória o Audi R8 LMS GT4 da Veloso Motorsport na segunda corrida do Campeonato de Portugal de Velocidade da 52ª edição do Circuito Internacional de Vila Real.
     
    O traçado da capital de Vila Real engalanou-se com um mole humana impressionante para ver a corrida mais esperada do programa, tendo os pilotos da principal competição de pista de Portugal respondido com uma exibição de elevado nível, procurando os seus limites e os dos seus exuberantes carros a cada volta, negociando cada curva no máximo, passando muitas vezes a milímetros das barreiras que estão sempre prontas para punir qualquer excesso.

    Patrick Cunha arrancou da pole-position e imprimiu um ritmo infernal que os seus perseguidores tiveram dificuldades em acompanhar. Para ajudar a causa do piloto do Audi, Francisco Abreu, no BMW M4 GT4 da Speedy Motorsport, tentou ultrapassar Orlando Batina, que seguia em segundo no BMW M4 GT4 (F82) da Batina Racing, no final da subida de Abambres, tendo havido um contacto entre ambos. Os dois carros atrasaram-se consideravelmente, sobretudo o de Orlando Batina, passando Carlos Vieira, no Mercedes-AMG GT4 da Racar Motorsport para o segundo posto.

    Depois das trocas de pilotos a corrida mudou de feição, com o líder, Jorge Rodrigues, a ser perseguido por Manuel Gião, que substituiu Carlos Vieira, e por José Carlos Pires, no lugar de Francisco Abreu. O piloto do Mercedes-AMG da Racar Motorsport passou a aproximar-se do Audi da Veloso Motorsport, ao passo que o homem do BMW M4 GT4 da Speedy Motorsport se aproximava de ambos.

    A grande expectativa era perceber se os três primeiros poderiam ficar juntos de modo a estarem em luta nas derradeiras voltas da corrida de quarenta e cinco minutos. Jorge Rodrigues geriu bem a aproximação dos seus adversários, deixando Manuel Gião a menos de três segundos, ao passo que este tinha José Carlos Pires a apenas quatro décimos de segundo, quando cruzou a linha de meta.

    No final, Jorge Rodrigues e Patrick Cunha cruzavam a linha de meta em primeiro, vencendo a GT4 Bronze, ao passo que Manuel Gião e Carlos Vieira impunham-se pela primeira vez este ano na GT4 Pro à frente de José Carlos Pires e Francisco Abreu, que ficaram no segundo posto da mesma divisão. Apesar do muito tempo perdido com o toque, Orlando Batina e Sérgio Azevedo terminaram na terceira posição da GT4 Pro, ao passo que Francisco Carvalho e Nuno Batista, no McLaren 570S GT4 da Araújo Competição, com uma prova sólida terminaram na segunda posição da GT4 Bronze.

    Daniel Teixeira, em Cupra TCR da JT59 Racing Team, foi o vencedor entre os concorrentes da divisão TCR e na categoria Turismo, depois de uma prova irrepreensível. O piloto de Murça esteve envolvido num toque com Fábio Mota, quando o piloto do Ginetta G55 GT4 da Tockwith Motorsports que divide com Bruno Pires, calculou mal uma potencial ultrapassagem para terceiro, dando um toque na traseira do carro espanhol. O piloto da Tockwith Motorsports foi obrigado a rumar às boxes com problemas na direcção, ao passo que Daniel Teixeira pôde continuar, subindo ao degrau do mais alto pódio da sua categoria depois do desapontamento de ontem.

    Manuel Fernandes, em Peugeot 308 Racing Cup da Team VRT, venceu entre os concorrentes TC, sendo acompanhado na subida ao pódio pelos estreantes Carlos Tavares e Jean-Philippe Imparato, num carro semelhante da mesma equipa espanhola, e por Borja Hormigos e Héctor Hernández, em BMW M240i Racing da Autoworks Motorsport.

    Álvaro Ramos, em Aston Martin Vantage da Araújo Competição, assinou uma corrida sólida, vencendo na GTC, ao passo que Gonçalo Manahu e Manuel Castro, em Porsche 911 Cup da Fabela Sport, cruzaram a linha de meta em primeiro lugar entre os concorrentes da divisão Cup, mas uma penalização por não terem cumprido o tempo de paragem nas boxes, acabou por dar o triunfo a João Vieira, em Porsche 911 Cup da Garagem Aurora.

    A próxima e derradeira etapa do Campeonato de Portugal de Velocidade disputa-se no Autódromo do Estoril a 25 e 26 de Novembro.

  • Dupla Vitória de Miguel Ramos e Henrique Chaves em Misano

    Dupla Vitória de Miguel Ramos e Henrique Chaves em Misano

    Um fim de semana fantástico para a dupla de pilotos portugueses que acabam com a malapata das últimas corridas e venceram a GT World Sprint Bronze Cup de forma inequívoca.

    Duas corridas independentes que tiveram um denominador comum, a vitória de Ramos e Chaves na GT World Sprint Bronze Cup.

    A Pole Position para a Race 1 de sábado foi conseguida por Chaves, cabendo-lhe a responsabilidade da partida e começando logo aí o domínio do McLaren #188. No Pit-Stop a equipa realizou um excelente trabalho e colocaram Miguel Ramos em pista no primeiro lugar onde se manteve até final, conseguindo a vitória e muito importante, o acabar com os azares que têm acompanhado o #188 desde o início da temporada. 

    Para a Race 2 deste domingo, coube a Miguel Ramos fazer a qualificação, tendo alcançado o 2º lugar e colocando assim tudo em aberto para a corrida da tarde. Ramos fez um stint ao seu melhor nível e entregou o carro a Chaves para a segunda parte da corrida, encostado ao então líder. O jovem Henrique Chaves, começou então a colocar uma forte pressão sobre o primeiro classificado, tendo conseguido passar para a liderança a cerca de quinze minutos do final e ganhar uma pequena vantagem, para se colocar a salvo de alguma reação.

    A próxima prova da Sprint Cup, terá lugar a 2 de setembro em Hockenheim na Alemanha.