Categoria: Velocidade

  • Porsche Sprint Challenge Ibérica: Dylan Pereira faz a “pole” para a Corrida 1 e bate

    Porsche Sprint Challenge Ibérica: Dylan Pereira faz a “pole” para a Corrida 1 e bate

    O luso-luxemburguês Dyland Pereira conquistou, na tarde desta sexta-feira, a pole position para a primeira corrida da jornada inaugural da Porsche Sprint Challenge Ibérica, mas acabaria por não evitar uma saída de frente pouco depois, com o seu carro a sofrer danos que não lhe permitiram participar na qualificação para a segunda corrida de sábado, no Autódromo Internacional do Algarve, em Portimão.

    O piloto convidado da equipa AF Motorsport superiorizou-se à concorrência nos 11 minutos de qualificação, com Pedro Salvador na segunda posição, a 0.606s, e Francisco Mora logo a seguir, a 0.905. Ainda haveria mais a discutir, mas o despiste de Dylan Pereira originou o final da sessão e quem ainda acalentava melhor o seu tempo viu frustradas as expetativas. Manuel Alves e Vasco Barros fecharam o “top 5”.

    De referir que o jovem Alexandre Areia teve um início de temporada aziago, já que se na primeira sessão de treinos livres, de manhã, viu rebentar-lhe um pneu, na segunda, devido a um problema de travões, saiu de pista no final da reta da meta, daí resultando danos irreparáveis no seu carro e a natural ausência nas duas primeiras corridas do ano.

    QUALIFICAÇÃO 1 (oficiosa)

    1º, Dylan Pereira (AF Motorsport/Porsche 911 GT3 Cup-997.2/PROAM), 1.46.580

    2º, Pedro Salvador (Porsche 911 GT3 Cup-991.2/PROAM), 1.47.186

    3º, Francisco Mora (Veloso Motorsport/Porsche 911 GT3 Cup-991.2/PROAM), 1.47.485

    4º, Manuel Alves (LOB Motorsport/Porsche 911 GT3 Cup-991.2/PROAM), 1.47.742

    5º, Vasco Barros (LOB Motorsport/Porsche 911 GT3 Cup-991.2/PROAM), 1.49.345

    6º, Manuel Gião (BigGeorge/Porsche 911 GT3 Cup-997.2/GD), 1.50.673

    7º, José Barros (Veloso Motorsport/Porsche 911 GT3 Cup-991.2/AM), 1.51.430

    8º, João Posser (Veloso Motorsport/Porsche 911 GT3 Cup-991.2/GD), 1.51.541

    9º, Ian Barret (Porsche 911 GT3 Cup-991.2/AM), 1.51.934

    10º, Chris Hillaby (HRT Performance/Porsche 911 GT3 Cup-991.2/GD), 1.51.961

    11º, André Fernandes (AF Motorsport/Porsche 911 GT3 Cup-997.2/AM), 1.52.091

    12º, Ricardo Costa (Monteiros Competições/Porsche 911 GT3 Cup-991.2/AM), 1.52.428

    13º, Jorge Ramirez (HRT Performance/Porsche 911 GT3 Cup-991.2/AM), 1.52.667

    14º, Leandro Martins/Racar Motorsport/Porsche 911 GT3 Cup-991.2/AM), 1.53.307

    15º, Bernardo Sousa (AF Motorsport/Porsche 911 GT3 Cup-997.2/PROAM), 1.53.497

    16º, Jorge Brioso (Porsche 911 GT3 Cup-911.1/AM), 1.54.388

  • CPV: Patrick Cunha e Jorge Rodrigues continuam de Audi R8

    CPV: Patrick Cunha e Jorge Rodrigues continuam de Audi R8

    Patrick Cunha e Jorge Rodrigues confirmaram a sua presença no Campeonato de Portugal de Velocidade e no ibérico Supercars Endurance aos comandos de um Audi R8 GT4, reforçando ainda mais um plantel que continua a crescer.

    A dupla bracarense que defende as cores da Veloso Motorsport foi já uma das grandes animadoras ao longo da temporada passada, tendo vencido na primeira corrida disputada no Circuito Internacional de Vila Real e estado envolvida na luta pelo ceptro da divisão GT4 Bronze até à última corrida do ano.

    Para 2023, confirmando o crescimento que as competições promovidas pela Race Ready têm vindo a apresentar, Patrick Cunha e Jorge Rodrigues voltam a marcar presença no Campeonato de Portugal de Velocidade e do Supercars Endurance.

    Patrick Cunha é um nome bem conhecido do automobilismo português, tendo vencido o Campeonato de Portugal de Velocidade de 2003, ao que somou os vice-títulos em 2012 e 2013 no Campeonato de Portugal de GT. Tem ainda no seu currículo a participação no FIA GT Series de 2013, ficando no nono lugar da Pro-Am Cup.

    Jorge Rodrigues, por seu lado, teve uma carreira de relevo nos carros de turismo, conquistando o Trofeo Abarth Europeu 2012 e assegurando ainda o vice-título italiano. Em 2019 participou no Campeonato de Itália de GT aos comandos de um Maserati Grandturismo MC GT4.

    Como se verifica, são dois pilotos que contribuem definitivamente para que as grelhas do Campeonato de Portugal de Velocidade e do Supercars Endurance tenham um nível ainda mais elevado, prometendo ser uma força a ter em conta aos comandos do Audi R8 GT4 inscrito pela Veloso Motorsport na divisão GT4 Bronze.

    Para Patrick Cunha a continuidade na competição “faz todo o sentido! É o campeonato mais importante de Portugal e da Península Ibérica, com carros fantásticos. Este ano a competição é ainda mais forte, esperando-se cerca de dez carros capazes de lutar pela vitória. O ano passado tivemos uma época complicada, com algumas contrariedades que nos impediram de terminar algumas corridas, para além de termos tido algumas dificuldades em encontrar os melhores acertos para o Audi. Este ano estamos muito mais bem preparados e queremos lutar pelas posições cimeiras e pelo título. Sabemos que vamos ter adversários muito fortes, mas vamos dar o nosso melhor”.

    Jorge Rodrigues sublinha que “os GT4 são os carros mais ajustados à realidade de Portugal e Espanha, dado que dão gozo de pilotagem e têm uma manutenção acessível, o que permite aos pilotos e equipas marcarem presença no Campeonato de Portugal de Velocidade e no Supercars Endurance. Corro há já alguns anos neste tipo de automóveis e continuar nas competições de pista mais importantes da Península Ibérica é a opção lógica.  A concorrência será muito forte este ano, ainda com mais pilotos de elevado nível e carros competitivos, portanto, sabemos que teremos uma tarefa difícil pela frente, mas vamos trabalhar para podermos estar na luta pelas vitórias e conquistar o título no final da época”.

    As temporadas do Campeonato de Portugal de Velocidade e do ibérico Supercars Endurance têm o seu início no Algarve Welcome Spring, a realizar no Autódromo Internacional do Algarve de 5 – 7 de Maio. Todas as provas contarão com transmissão televisiva, pela A Bola TV, assim como nas redes sociais das competições.

  • Campeonato de Portugal Rotax arranca com 90 inscritos em Braga

    Campeonato de Portugal Rotax arranca com 90 inscritos em Braga

    O Campeonato de Portugal Rotax arranca já no próximo fim de semana, no Kartódromo Internacional de Braga, com a organização a cargo do Motorsport Viana Clube. Para a jornada de abertura estão inscritos 90 pilotos, fazendo prever um fim de semana cheio de emoções fortes.

    A Korridas e Kompanhia, promotora das competições Rotax em Portugal, revelou que esteve muito empenhada para apresentar uma lista de inscritos bastante preenchida no arranque do Campeonato de Portugal Rotax. E conseguiu isso mesmo, dado que para a prova inaugural estão inscritos 90 pilotos, distribuídos pelas habituais oito categorias: Micro Academy, Micro Max, Mini Max, Júnior, Sénior Max, Sénior Max Master, DD2 e DD2 Masters. 

    “Mesmo antes da Rotax Cup, realizada há duas semanas, em Braga, sabíamos que íamos ter bastantes inscritos no arranque do campeonato. E o nosso objetivo era mesmo alcançar os 90. Estamos muito satisfeitos por atingir este número e acreditamos que ao longo do ano mais pilotos se irão inscrever nas provas do Campeonato de Portugal Rotax. Contudo, temos de fazer alguma coisa, em conjunto com outras entidades, para termos mais pilotos nas categorias dos mais jovens, pois eles são o futuro das categorias superiores e do desporto automóvel em Portugal”, salientou Arnaldo Frias, um dos responsáveis da Korridas e Kompanhia.

    Relativamente à fórmula de competição, em todas as categorias, a grelha de partida da Final 1 é determinada pela melhor volta obtida nos treinos cronometrados, enquanto que a grelha de partida da Final 2 é definida em função da segunda melhor volta. Já a grelha de partida da Final 3 é determinada pela classificação da Final 1. No que diz respeito à classificação final da prova, é feita através da soma dos resultados obtidos nas três Finais. Em caso de empate, vence quem tiver o melhor tempo dos treinos cronometrados e se persistir a igualdade, recorre-se a outro fator de desempate que passa pelo melhor resultado obtido nas três Finais.

    Já para efeitos de classificação final do campeonato, das 15 Finais serão consideradas as 13 melhores. A ausência na prova, a não participação na corrida ou uma desclassificação não serão contabilizadas para efeitos do apuramento da pontuação final. O máximo de pontos extra obtidos através dos melhores tempos dos treinos cronometrados é de 4 e o máximo de pontos para quem rubricar a volta mais rápida é de 12.
    Os Campeões de Portugal Rotax das categorias DD2, DD2 Master, Sénior Max, Júnior Max, Mini Max e Micro Max garantem a qualificação para as Rotax Max Challenge Grand Finals (RMCGF) que este ano serão disputadas entre 2 e 9 de dezembro, no Bahrain.

    Quanto ao programa desportivo para o próximo fim de semana em Braga, todas as categorias terão quatro sessões de treinos livres oficiais no sábado de manhã (entre as 08h50 e as 12h27) e para a tarde estão marcados os treinos cronometrados (entre as 13h25 e as 14h33) e as Finais 1 (entre as 14h58 e as 16h48). No domingo, disputam-se as Finais 2 (entre as 09h57 e as 11h42) e as Finais 3 (entre as 12h35 e as 14h20). A cerimónia de entrega de prémios está agendada para as 14h50.

    Calendário

    Campeonato de Portugal Rotax 2023
    1.ª prova – 15 e 16 de abril – Braga
    2.ª prova – 27 e 28 de maio – Portimão
    3.ª prova – 17 e 18 de junho – Baltar
    4.ª prova – 08 e 09 de julho – Leiria
    5.ª prova – 30 de setembro e 01 de outubro – Bombarral

    Rotax Max Challenge Grand Finals (RMCGF)
    Prova única – de 02 a 09 de dezembro – Bahrain

  • CPV: Francisco Abreu e José Carlos Pires vão a jogo com BMW M4

    CPV: Francisco Abreu e José Carlos Pires vão a jogo com BMW M4

    Mais dois grandes nomes do automobilismo português decidiram apostar no Campeonato de Portugal de Velocidade e no ibérico Supercars Endurance. Francisco Abreu e José Carlos Pires estarão em pista aos comandos de um novíssimo BMW M4 GT4.

    Francisco Abreu e José Carlos Pires, dividirão um BMW M4 GT4, inscrito na divisão GT4 Pro, preparado pela Speedy Motorsport, uma das equipas mais fortes do panorama ibérico de velocidade.

    Francisco Abreu não é estranho aos carros da categoria GT4, tendo em 2019 se sagrado Campeão das GT4 South European Series, acrescentando em 2021 o título de Campeão de Portugal de Velocidade e em 2022 o de Campeão de España de GT. Em 2017 sagrou-se também vencedor do TCR Ibérico.

    José Carlos Pires, por seu lado, mostrou ser uma força competitiva no troféu Super Seven, vencendo a competição nos dois últimos anos, sempre com as cores da Speedy Motorsport. Ascende agora à competição de pista mais importante da Península Ibérica.

    Esta dupla vem elevar ainda mais a qualidade do pelotão do Campeonato de Portugal de Velocidade e Supercars Endurance, ao passo que o BMW M4 contribuiu para o exotismo que se verifica na grelha de partida, com diversos carros de sonho que preenchem a imaginação dos adeptos de automobilismo.

    Francisco Abreu sente-se “feliz por regressar ao Campeonato de Portugal de Velocidade no meu vigésimo ano no desporto motorizado, ainda por cima com uma equipa competitiva e de qualidade e tendo a meu lado um piloto que já mostrou rapidez e consistência. Depois do título espanhol de GT em 2022, o regresso a Portugal esteve sempre em cima da mesa. O Campeonato de Portugal de Velocidade e o Supercars Endurance foram a escolha óbvia, uma vez que terá uma grelha com mais de vinte carros, visita pistas fantásticas e tem ainda transmissão televisiva – são condições muito importantes e apelativas. Claro que o objectivo será lutar pelo título, sendo o BMW M4 GT4, um carro da mais recente geração, uma boa via para tentar chegar aos nossos objectivos. Sabemos que a oposição será muito forte, mas vamos dar o nosso melhor”.

    Para José Carlos Pires, “depois de dois anos a trabalhar com a Speedy Motorsport que renderam dois títulos na Super Seven, estava na hora de ascender ao Campeonato de Portugal de Velocidade. Ainda por cima com o BMW M4 GT4 que me parece ser um carro muito competitivo e com um companheiro de equipa rápido e ‘boa gente’ pelo que tudo se encaminha para uma boa temporada. Vamos ter de nos preparar, testar, cuidar do físico e perseguir o objetivo que passa, claro, pela conquista do título, mantendo todo o respeito pelos nossos adversários”.

    As temporadas do Campeonato de Portugal de Velocidade e do ibérico Supercars Endurance têm o seu início a 5 – 7 de Maio no Autódromo Internacional do Algarve, realizando-se o último evento em Novembro. Todas as provas contarão com transmissão televisiva, pela A Bola TV, assim como nas redes sociais das competições.

  • 6 Horas de Portimão: as regras e os carros da classe Hypercar

    6 Horas de Portimão: as regras e os carros da classe Hypercar

    A 11ª temporada do Campeonato do Mundial de Resistência WEC reúne 7 construtores e mais de uma dezena de carros na classe principal (Hypercar), onde o destaque vai para o regresso da Ferrari depois de 50 anos de ausência, juntando-se à Toyota, Peugeot e Glickenhaus presentes em 2021, mas também à Porsche, Cadillac e Vanwall, que voltam às grandes competições de Endurance.

    Para dar nova vida à Endurance, a Federação Internacional do Automóvel (FIA) e o Automobile Club de l’Ouest (ACO) lançaram as bases da classe Hypercar em 2018, a nova categoria de topo do WEC. Depois de vários anos com os LMP1, houve uma mudança de filosofia, para conter a escala de custos, promover uma grande variedade em termos técnicos e assegurar igualdade de performance dos carros. Nasciam as classes LMH e LMDh. Como ideia base, a vontade de controlar a performance em vez de restrições de design, geometria ou aerodinâmica. Permitir aos construtores escolher vias tecnológicas diversas, tentando o regulamento que as marcas pudessem dar aos protótipos de competição uma imagem ligada aos modelos de produção. Ao mesmo tempo, ser uma montra para as vias de desenvolvimento tecnológico que os construtores estão a seguir. Por exemplo, ao nível de motorizações, atmosféricas ou híbridas, onde não há limites de cilindros e cilindrada, podendo a potência ser passada aos dois eixos (LMH) ou apenas ao posterior (LMH e LMDh).

    Para manter os níveis de performance o mais próximos possível, a FIA e o ACO criaram as designadas “janelas de performance”, com limites mínimos e máximos em áreas como peso, potência e capacidade aerodinâmica. A potência máxima foi estipulada nos 520kW e o peso mínimo nos 1030kg. Na fase de homologação, os carros são medidos aerodinamicamente em túnel de vento e a potência dos motores controlada com o uso de sensores de binário. Isso permite aos construtores escolher soluções técnicas eficientes e menos dispendiosas, sem futuros gastos, pois o protótipo fica com homologação congelada a cada ciclo.

    Conter custos é a palavra de ordem. Existem limite de testes. O uso de materiais exóticos está grandemente controlado. Por exemplo, a caixa de velocidade não pode pesar menos de 75kg. A suspensão tem de ser obrigatoriamente de duplo braço, sem quaisquer sistemas ativos. Proibida está ainda a homologação de uma carroçaria especial, com menos arrasto, para as 24 Horas de Le Mans.

    Uma das novidades é o controlo da competitividade graças a sensores de binário instalados na transmissão de cada carro, permitindo uma melhor definição, e em tempo real, do “Balance of Performance” (BoP) usado nas provas de resistência há cerca de 20 anos.

    Outra novidade do BoP para 2023 advém dos tempos por volta deixarem de ter o papel principal na definição dos valores de performance. A base de todo o processo passam a ser as simulações feitas com dados de telemetria, num sistema criado pela empresa AVL. Haverá um BoP em todas as provas até às 24 Horas de Le Mans, outro para a maior corrida do ano e esta aberta a possibilidade de surgirem alterações após a clássica francesa que este ano cumpre 100 anos de existência.

    A segurança foi outra das preocupações, sobretudo na proteção do habitáculo. Após uma extensa série de testes usando um manequim virtual “THUMS”, os pilotos estão sentados mais altos, para evitar lesões de coluna, tendo sido revistos os pontos de ancoragem dos cintos de segurança, a proteção para as pernas e os apoios de cabeça.

    Os Hypercar LMH (Le Mans Hypercar) não podem ter mais que cinco metros de comprimento e dois metros de largura, com uma distância entre eixos máxima de 3150mm. O peso mínimo é de 1030kg, sendo que o motor tem de pesar pelo menos 165kg e a caixa de velocidades 75kg. O motor é livre em cilindros e cilindrada, mas tem de ser a 4 Tempos. No caso de ter sistema híbrido, a potência elétrica que não pode ser superior a 200 kW e tem de ser utilizada por via do eixo dianteiro e a velocidade mínima limitada pelo BoP.

    Nesta classe, estão inscritas a Toyota, que optou por um motor V6 de 3500cc Turbo, enquanto a Ferrari aposta num V6 3.0 turbo e a Peugeot num V6 2.6 Turbo. Estes três construtores têm motorizações híbridas, ao contrário do que acontece com os Vanwall (Gibson V8 4.5 atmosférico) e Glickenhaus (V8 3.5 Turbo).

    Os LMDh (Le Mans Daytona híbrido) foram criados a pensar no campeonato americano IMSA, onde competem como GTP. Os chassis têm de ser construídos pela Oreca, Ligier, Dallara e Multimatic, devendo depois cada construtor criar uma carroçaria própria com identificação à marca. Os motores, derivados de série ou de competição, também não têm limite de cilindrada, mas o sistema híbrido (Williams-Bosch) é comum a todos os carros, com apenas 50 cavalos de potência extra, num valor total para o motor que também não pode passar os 520 kW. A caixa de velocidades é monomarca (Xtrac) e a tração faz-se apenas pelo eixo posterior. A Porsche, com um motor V8 4.6 Turbo, e a Cadillac, com um V8 5.5 atmosférico, enfrentam o WEC com carros desta classe.

  • Francisco Mora: “quero lutar pelo título da Porsche Sprint Challenge Ibérica”

    Francisco Mora: “quero lutar pelo título da Porsche Sprint Challenge Ibérica”

    Francisco Mora irá competir na Porsche Sprint Challenge Ibérica, num novo desafio para o piloto da Maia.

    Francisco Mora é já um nome incontornável da Velocidade nacional. Em 2022 o piloto da Maia competiu em Espanha, no campeonato de Espanha de GT, na companhia de Francisco Abreu, onde se sagrou campeão, juntando mais um título à sua já extensa lista de troféus. Foi o segundo ano da parceria com o piloto da Madeira. Este ano, Mora regressa às pistas a solo, enfrentando um novo desafio: a Porsche Sprint Challenge Ibérica.

    O troféu com a chancela da Porsche Motorsport, organizado pela P21 Motorsport, é a evolução natural da GT3 Cup, competição que rapidamente conquistou o seu espaço no panorama nacional. Em 2022, o troféu estendeu-se até Espanha e ganhou o apoio oficial da Porsche. Com duas corridas em Portugal e quatro em Espanha, o troféu ibérico passa por Portimão, (14-16 de abril, no mesmo fim de semana do WEC), seguindo para a pista de Motorland, Aragon (27-28 de maio), com o meio da época a ser feito na pista de Navarra (24-25 de junho). A segunda metade da época arranca no Estoril (29-30 de julho), seguindo-se a ronda de Jerez (22-23 de setembro) com a grande final a estar marcada para Valência (14-15 de outubro).

    O formato da competição conta com dois treinos livres de 40 minutos, duas qualificações de trinta minutos e duas corridas de 28 minutos + uma volta. 

    Francisco Mora, que nas últimas épocas competiu em corridas de maior duração, regressa a um formato que bem conhece, o das corridas sprint, mais rápidas e mais intens as.Com a mudança da GT3 Cup para a Porsche Sprint Challenge Ibérica, abrindo-se as portas aos Porsche 991.2 GT3 Cup, o piloto mostrou logo interesse em correr nesta renovada competição:“Desde o final do ano passado que mostrei interesse em correr na Porsche Sprint Challenge Ibérica. O formato é interessante e desde os tempos da GT3 Cup que a boa organização e promoção da P21 Motorsport se destacou. Confio no trabalho do José Monroy, que já prometeu algumas boas surpresas durante o ano e é com grande entusiasmo que encaro este novo desafio. Correr numa competição com o selo Porsche é muito aliciante”

    Mora entra neste troféu com um objetivo simples… lutar pelo título, como sempre faz:“Não escondo que o meu objetivo passa por lutar pelo título. Tenho-o feito em todas as competições onde corri a tempo inteiro e neste caso não será diferente. Tenho muito respeito pela concorrência, mas conheço bem o carro, brilhantemente assistido pela Veloso Motorsport, e já tenho experiência neste formato de corridas. Por isso acredito que posso mostrar o meu valor e lutar pelos primeiros lugares. Estou ansioso por começar esta nova etapa.”

    Francisco Mora já testou no Estoril em preparação para esta nova temporada e está tudo pronto para o arranque, que acontece no espetacular Autódromo Internacional do Algarve. De 14 a 16 de abril, Mora volta a correr em Portugal e pretende fazer o que sempre fez… lutar por vitórias.

  • Rui Miritta com ambição na Porsche Sprint Challenge Ibérica

    Rui Miritta com ambição na Porsche Sprint Challenge Ibérica

    O Piloto de Valongo vai disputar em 2023 a Porsche Sprint Challenge Ibérica, composta por duas provas em Portugal e quatro em Espanha, onde irá descobrir os circuitos de Navarra e Motorland.  

    Rui Miritta, que esta época já garantiu o terceiro lugar do pódio na categoria GTX nas 6 Horas de Abu Dhabi, no Yas Marina Circuit, em estreia absoluta com o Porsche 991 – que partilhou com o seu compatriota José Monroy e com o britânico Chris Hillaby –, vai enfrentar agora um novo desafio que passa por disputar a Porsche Sprint Challenge Ibérica, composta por duas provas em Portugal e quatro em Espanha.

    “O carro é fantástico, mas ainda tenho que me adaptar melhor a ele, mas acredito que será um processo fácil. Quanto à nova competição, será, sem dúvida, mais exigente, mas mais atrativa pois o pelotão promete ser extenso e existirá, naturalmente, maior competitividade. O teste que realizamos há cerca de duas semanas deu-nos boas indicações e por isso mesmo vamos correr para ganhar quer já na primeira prova em Portimão quer nas restantes da Porsche Sprint Challenge Ibérica, apesar de eu não conhecer tanto a pista de Navarra como a de Motorland”, afirmou Rui Miritta, que no traçado de Portimão irá realizará duas sessões de treinos livres oficiais de 40 minutos já na sexta-feira e depois as duas qualificações de 20 minutos cada. A Corrida 1 está agendada para as 10h10 de sábado e a Corrida 2 será disputada a partir das 17h15.

  • Pedro Salvador e Aloísio Monteiro: dupla The Racing Factory para atacar a Porsche Sprint Challenge Iberica

    Pedro Salvador e Aloísio Monteiro: dupla The Racing Factory para atacar a Porsche Sprint Challenge Iberica

    Será na nova Porsche Sprint Challenge Ibérica 2023 que a The Racing Factory fará a sua estreia na velocidade, juntando ao seu portfolio competitivo mais uma modalidade do Motorsport.

    Este “salto” para a velocidade dá corpo “ao conceito estratégico que aprovámos e que estamos a implementar. O projeto esteve para arrancar na época passada, mas a situação pandémica e a guerra, bem como a necessária contenção económica, forçou-nos a adiar para este ano a nossa entrada na modalidade”, frisa Aloísio Monteiro, CEO da TRF.

    Para o responsável máximo da equipa, a escolha da Porsche Sprint Challenge Ibérica dá-se “por ser uma competição internacional com a chancela oficial da marca e por termos seguido com interesse o desenvolvimento bem sucedido que a GT3 Cup, organizada pela P21, ostentou nos dois anos anteriores. No entanto, não colocámos de lado o nosso programa na velocidade ser alargado a outras competições, caso nos apareçam projetos que consideremos interessantes”.

    E a entrada é feita com toda a ambição. A “fábrica de campeões” vai inscrever dois novos Porsche 991.2 GT3 Cup que terão aos comandos o “patrão” Aloísio Monteiro e ainda Pedro Salvador.

    O flaviense dispensa apresentações. Pedro Salvador é um dos mais bem sucedidos pilotos nacionais das últimas duas décadas, com mais de uma dezena de títulos conquistados na Velocidade e na Montanha, tendo, em 2022, vencido as duas corridas do programa da prova final da GT3 Cup, no Estoril, época em que registou vitórias em várias modalidades.

    Para Pedro Salvador, assinar pela TRF para estar na Porsche Sprint Challenge “é uma honra. Foi um convite que partiu do Aloísio e que era irrecusável, sobretudo por saber os pergaminhos que a equipa tem. É uma estrutura vencedora e, obviamente, isso dá-nos muita responsabilidade. Estou também muito feliz por estar de regresso à velocidade e, particularmente por ser com uma marca e um carro que gosto bastante”.

    Quanto às expectativas para o programa competitivo que está prestes a arrancar, Salvador assume que “mesmo sendo uma aventura nova para a equipa, só poderia encarar este desafio com muita ambição. O profissionalismo da The Racing Factory e a forma como sempre encaro as corridas, exige de mim que lute pelos melhores resultados, tudo fazendo para devolver a confiança com sucessos”.

    Pelo mesmo diapasão afina Aloísio Monteiro:
    “Acho que ter o Pedro Salvador na estrutura vai ser uma mais-valia para todos nós, pois a sua longa experiência e o seu palmarés vão ajudar a TRF a entrar bem na velocidade. Para além do fabuloso piloto que é, vai-nos ajudar a conhecer o ambiente e a aprender como se deve fazer bem na velocidade. Também, particularmente, estou ansioso por aproveitar a sua longa experiência para me ajudar a evoluir como piloto na velocidade. Estou muito agradecido ao Pedro por ter aceite este nosso desafio”.

    Para Portimão, Aloísio Monteiro tem ambições claras, assumindo que “terei como objetivo pessoal rodar, aprender e fazer tudo para terminar as corridas, sem pressão de resultados. Já do Pedro, espero que nos dê a 1ª vitória da TRF na velocidade e, se possível, logo com um duplo triunfo!”.

    A nova competição ibérica oficializada pelo construtor de Estugarda, sucede à GT3 Cup e admitirá os Porsche 997.2 GT3 Cup e 911.1 GT3 Cup, bem como os 991.2 GT3 Cup. Cada jornada terá duas sessões de Treinos Livres e duas de Qualificações com a duração de 30 minutos, antecedendo duas corridas, que terão a duração de 28 minutos + 1 volta.

    O calendário incluirá 6 datas, arrancando já no fim-de-semana de 14 a 16 de abril, no Algarve, dentro do programa das corridas de suporte do WEC (Mundial de Endurance), avançando nos dois meses seguintes para o país vizinho, com as provas de Motorland Aragón, em maio, e de Navarra, em junho. Em julho, seguir-se-á a jornada do Estoril, antes da reta final, projetada para Jerez de La Frontera, em setembro e o encerramento, em outubro, no circuito de Valência. É provável que venha a ser acrescentada uma sétima prova ao calendário atual.

    Calendário Provisório
    14/16 abril Portimão
    27/28 maio Motorland (Espanha)
    24/25 junho Navarra (Espanha)
    29/30 julho Estoril
    23/24 setembro Jerez de La Frontera (Espanha)
    21/22 outubro Valência (Espanha)

  • Manuel Alves aposta na Porsche Sprint Challenge Ibérica

    Manuel Alves aposta na Porsche Sprint Challenge Ibérica

    Aos 19 anos, Manuel Alves vai disputar a Porsche Sprint Challenge Ibérica, competição constituída por quatro provas em Espanha e duas em Portugal.

    Em 2022, através de um convite feito pela QF, Manuel Alves disputou pela primeira vez uma prova da Porsche GT3 Cup, com um 997, no Circuito de Jerez de la Frontera. No traçado espanhol, o jovem piloto português garantiu o 2.º lugar do pódio na Corrida 1 e depois a 3.º posição na Corrida 2.

    Uma estreia auspiciosa, que também contribuiu para o trofense decidisse integrar esta época o extenso e forte pelotão da Porsche Sprint Challenge Ibérica, uma competição oficial da marca germânica, composta por quatro provas em Espanha e duas em Portugal, cuja primeira jornada está agendada já para o próximo fim de semana e será disputada no Autódromo Internacional do Algarve, em Portimão.

    “Já treinei com o Porsche 991.2 e as sensações foram muito positivas. De qualquer modo, face à pouca experiência que tenho com o novo carro, tanto eu como a minha equipa, para já, estamos focados em dar o nosso melhor e depois tentaremos situar-nos em termos de resultados. Já definimos que este ano é para eu aprender o máximo possível e acredito que vai ser muito entusiasmante a adaptação ao carro, assim como correr em três pistas que desconheço por completo: Navarra, Motorland e Valência. Agradeço aos meus patrocinadores e a todos os que contribuíram para que eu pudesse disputar a Porsche Sprint Challenge Ibérica”, salientou Manuel Alves, que vai cumprir a sua quarta época no automobilismo, onde já se sagrou campeão nacional de velocidade 1300 e somou vitórias no KIA GT Cup e no Desafio ANPAC.

  • 6 Horas de Portimão: um plantel recheado de campeões

    6 Horas de Portimão: um plantel recheado de campeões

    Nas 6 Horas de Portimão, a 80ª prova do Mundial de Resistência (WEC) desde 2012, vão estar em pista 37 carros e 111 pilotos, numa panóplia que inclui campeões do mundo da disciplina, mas também da Fórmula 1 e da Fórmula E, jovens promessas e gentlemen drivers.

    A lista de inscritos para as 6 Horas de Portimão (WEC) é um bouquet feito de enorme qualidade e muita variedade. Jacques Villeneuve, campeão do Mundo de Fórmula 1 (F1) em 1997 e vencedor das 500 milhas Indianápolis em 1995, é um dos grandes nomes, mas há mais 12 nomes que passaram pelos Grandes Prémios de F1, casos de António Giovinazzi e Pietro Fittipaldi, ainda pilotos de testes de equipas da disciplina, ou com vitórias e pódios nessa categoria como Robert Kubica, Kamui Kobayashi e Daniil Kvyat. A esses juntam-se Esteban Guerrieri, Andre Lotterer, Sebastien Buemi, Brendon Hartley, Paul di Resta, Jean-Eric Vérgne e Giedo Van der Garde.

    Campeões do Mundo no WEC desde 2012 estão presentes 15. Da categoria LMP temos dez, a saber: Earl Bamber, Mike Conway, Buemi, Loic Duval, Romain Dumas, Lotterer, Kobayashi, Hartley, José Maria Lopez e Ryo Hirakawa. Acrescentam-se mais cinco do Mundial de GT: Kevin Estre, Michael Christensen, Alessandro Pier Guidi, James Calado e Nicki Thiim.

    Com títulos na Taça do Mundo de LMP2 surgem António Félix da Costa, Julien Canal, Gustavo Menezes, Philip Hanson, Frijns, Ferdinand von Habsburg e Charles Milesi, sete nomes a que se juntam mais cinco que venceram a Taça do Mundo de LMGTE-Am desde 2012: David Heinemeier-Hansson, Paul Dalla Lana, Nicklas Nielsen, Alessio Rovera e Ben Keating,

    Vencedores à geral nas 24 Horas de Le Mans são uma dezena, entre eles todos os seis pilotos da Toyota Gazzo Racing, aos quais se somam Lotterer, Bamber, Duval e Dumas.

    Se falarmos de vencedores nas classes em Le Mans, onde António Félix da Costa está na lista, chegamos quase a uma vintena de nomes.

    Há também 9 campeões do European Le Mans Series (ELMS) – Olivier Pla, Harry Tincknell, Van der Garde, Memo Rojas, Hanson, Deletraz, Kubica, Ye Yefei e Habsburg.

    Do atual plantel do Mundial de Fórmula E, para além de António Félix da Costa, estão presente Vergne, Robin Frijns, Nico Muller, Buemi e Lotterer, sendo que o português e Buemi garantiram títulos na disciplina.

    Não faltam muitos jovens leões que nos últimos anos venceram corridas nas fórmulas de promoção e que seguem agora uma carreira, muitas vezes paralela, nas provas de resistência, seja em protótipos ou nos GT. Exemplos do calibre de António Fuoco, Alex Lynn, Tom Dillmann, Juan Manuel Correa, Sean Galael, Oli Caldwell, Louis Deletraz, Yifei, David Beckmann, deixam uma vez mais bem claro a valia do plantel presente em Portimão.

    Nos Gentlemen-Drivers merece destaque o alemão Christian Ried, o único piloto presente em todas as provas do WEC. Conseguiu 12 vitórias na categoria LMGTE-Am, onde foi vice-campeão por duas vezes, somando 24 pódios, o último dos quais com um 2º lugar nas 1000 Milhas de Sebring, na abertura da temporada 2023.