Categoria: Velocidade

  • Guilherme Oliveira estreia-se nas míticas 24 Horas de Daytona com apenas 18 anos

    Guilherme Oliveira estreia-se nas míticas 24 Horas de Daytona com apenas 18 anos

    Poucas semanas após ter completado 18 anos, Guilherme Oliveira vai subir mais um patamar na carreira, ao competir na 61ª edição das 24 Horas de Daytona, uma das mais prestigiadas provas de automobilismo do mundo, disputada entre 26 e 29 de janeiro, nos Estados Unidos.

    O jovem piloto de Vila Nova de Gaia que, em 2022, fez sensação ao sagrar-se vice-campeão da Europa de LMP3, vai tornar-se o mais jovem português de sempre a participar na clássica americana, ao volante de um protótipo Ligier da Categoria LMP3, pela equipa alemã MRS GT-Racing.

    Uma ascensão meteórica! Guilherme Oliveira só completou 18 anos de idade no passado sábado, mas prepara-se para voltar a fazer História no automobilismo português, ao tornar-se o mais jovem piloto nacional a competir nas Rolex 24 Horas de Daytona, a mais emblemática prova de resistência em solo americano, que tem dois pilotos portugueses no quadro de vencedores.

    O piloto nacional vai integrar a equipa alemã MRS GT-Racing, repartindo o volante do Ligier JS P320 com o mexicano Sebastián Álvarez, o singapurense Danial Frost e o norte-americano Alex Vogel.

    “É, ao mesmo tempo, o concretizar de um sonho e uma grande oportunidade”, admitiu o jovem piloto português. “Daytona é um dos mais emblemáticos locais do desporto automóvel mundial, um nome que me desperta um certo fascínio desde criança, além de treinar bastante este circuito nos simuladores. O IMSA é um campeonato importantíssimo, cheio de equipas de topo, que estão sempre à procura de pilotos rápidos e competitivos, de várias partes do mundo. Fiquei muito contente com a oportunidade de correr com a MRS GT-Racing. Sei que é uma equipa com uma estrutura forte e que está a aprender a trabalhar com o LMP3. Espero integrar-me bem, fazer um bom trabalho e ajudar a formação a conseguir um bom resultado. O LMP3 não é um carro pensado para provas de 24 Horas, por isso, acredito que eu e os meus companheiros de equipa teremos de fazer uma boa gestão da corrida, que é muito dura”, apontou Guilherme Oliveira, que já conhece Sebastián Álvarez da ELMS, visto que o mexicano foi terceiro classificado dos LMP3 no ano passado.

    Correr na mesma categoria de uma referência como João Barbosa é outro momento significativo para Guilherme Oliveira. “O João Barbosa é um dos pilotos portugueses que me habituei a seguir desde pequeno. É mesmo um exemplo a todos os níveis para mim. Qualquer jovem piloto gostava de construir uma carreira como profissional, como ele fez a partir dos Estados Unidos ao longo de décadas, daí esta ser uma oportunidade que quero muito agarrar”, afirmou.

    Guilherme Oliveira, que nunca competiu nos Estados Unidos, vai viajar para a Flórida no dia 17 de janeiro, preparando a sessão de qualificação (Roar), que é disputada no fim de semana anterior à corrida de 24 Horas, definindo a grelha de partida para a prova. O evento principal disputa-se de 26 a 29 de janeiro e este ano tem um atrativo-extra: a estreia dos novos Hypercars da categoria-rainha, GTP, onde pontificam marcas como a BMW, Porsche, Acura (Honda) e Cadillac.

    Disputadas desde 1966 na Daytona International Speedway, uma das mais históricas pistas norte-americanas, que utiliza uma secção da famosa oval, misturada com uma zona no ‘miolo’ do circuito, as Rolex 24 Horas de Daytona atraem anualmente as melhores equipas dos Estados Unidos e vários pilotos e equipas de elite da Europa, num plantel que terá 61 carros, distribuídos por diferentes categorias. João Barbosa (três vezes) e Filipe Albuquerque (duas) já inscreveram o seu nome na lista de vencedores em Daytona, e o sucesso dos pilotos portugueses abriu portas a uma nova geração de talentos lusos, da qual Guilherme Oliveira é o mais promissor representante.

    Depois de uma notável carreira no karting, onde conquistou 15 títulos nacionais e ibéricos, Guilherme Oliveira teve uma rápida adaptação ao mundo dos protótipos e das corridas de resistência, ficando a um pequeno passo de se sagrar campeão da Europa da categoria LMP3, apenas na sua segunda época nos automóveis. Pelo meio, venceu provas como as 4 Horas de Monza (Itália), as 4 Horas de Barcelona (Espanha) e as 4 Horas de Spa-Francorchamps (Bélgica), ficando a escassos 11 minutos de garantir o título europeu em ‘casa’, nas 4 Horas de Portimão, quando um incidente de um companheiro de equipa danificou irremediavelmente o seu carro.

    A performance, no entanto, não passou despercebida a algumas das equipas que competem no IMSA WeatherTech SportsCar Championship, o campeonato norte-americano de resistência. A equipa alemã MRS GT-Racing convidou-o para disputar as 24 Horas de Daytona ao lado do mexicano Sebastián Álvarez, do singapurense Danial Frost e do norte-americano Alex Vogel. O quarteto de pilotos estará ao volante de um Ligier JS P320 da categoria LMP3, o mesmo modelo que Guilherme Oliveira pilotou em 2022, no European Le Mans Series.

  • Single Seater Series estreiam duplo formato em 2023

    Single Seater Series estreiam duplo formato em 2023

    Em 2023, as Single Seater Series, competição promovida pela Motor Sponsor e único troféu de monolugares em Portugal, estão de volta para uma época revestida de novidades.

    A competição, que reúne em pista verdadeiros exemplares da história do automobilismo mundial, mantém as classes – Fórmula Livre, Fórmula Renault, Fórmula Mais, ZT, KT, KT 80 e VJ – e apresenta pela primeira vez dois formatos, numa temporada que se divide entre corridas e, em estreia, sessões de time attack.

    A época tem início precisamente com as 2 jornadas de time attack, dias 26 de março e 3 de junho, ambas no Circuito do Estoril. Uma novidade absoluta que proporciona aos participantes 6 sessões de 30 minutos por evento, num total de 3H de tempo de pista. Um formato que dá total liberdade a pilotos e equipas na gestão das sessões em pista, uma vez que cada monolugar pode ser pilotado por até um máximo de 6 pilotos por edição (1 por sessão). Nas sessões de time attack são contabilizados os registos de tempo de cada sessão, sendo a vitória por evento atribuída ao autor da melhor marca em cada classe.

    Com a entrada na segunda metade do calendário, os pilotos têm pela frente 2 exigentes jornadas ao cronómetro, que reservam 1 sessão de treinos livres e 1 sessão de treinos cronometrados, que passam a contemplar 15 minutos cada, seguindo-se 2 corridas com igual duração. A primeira tem como palco o Circuito do Estoril, dias 2 e 3 de setembro, e a segunda o Autódromo Internacional do Algarve, de 8 a 10 de dezembro.

    Neste contexto, e mantendo os custos de inscrição, pilotos e equipas passam a usufruir praticamente do dobro de tempo de pista por temporada, com a época completa a garantir um total de 8H em circuito no conjunto das corridas e sessões de time attack, enquanto todos os participantes têm agora a oportunidade de lutar pelo triunfo em dois formatos diferentes numa mesma temporada.

    Ricardo Leitão, gestor operacional e responsável pela relação com Pilotos e Equipas, sublinha as novidades apresentadas: “2023 é um ano de mudança nas Single Seater Series, com um rol de novidades que visam tornar a competição ainda mais apelativa para os participantes. O grande destaque é a criação das sessões de time attack, que abrem a possibilidade de um maior número de pilotos poderem estar em pista, como também de testarem diferentes monolugares por evento. Em paralelo, é um formato que permite às equipas terem maior liberdade por fim de semana e proporcionarem a novos rostos um contacto com a modalidade”, frisou, acrescentando: “Por outro lado, os formatos apresentados permitiram-nos praticamente duplicar o tempo de pista garantido aos participantes sem alteração dos custos, o que entendemos ser um grande contributo para todos os envolvidos na modalidade.”

  • PR1ME Driver Management aposta no karting

    PR1ME Driver Management aposta no karting

    A PR1ME Driver Management criou a PR1ME Academy com o intuito de ajudar os jovens talentos do karting a planificar uma carreira sustentada que lhes permita concretizar o potencial demonstrado.

    Há quase dois anos, Álvaro Parente e Ricardo Teixeira, com o apoio de Jorge Girão e Sérgio Fonseca, criaram a PR1ME Driver Management, uma empresa de gestão de carreiras de pilotos de automobilismo, podendo estes beneficiar de todo o conhecimento e contactos dos dois conhecidos pilotos que fizeram todo o caminho desde o karting até à entrada da Fórmula 1 – ambos testaram monolugares da categoria máxima do desporto automóvel.

    Desde então, a PR1ME Driver Management colocou Roberto Faria – piloto brasileiro que competiu na GB3 Championship e continuará este ano nos monolugares – na Sauber Academy, e permitiu a Quique Bordas, um talentoso piloto espanhol, dar os seus primeiros passos no universo dos GT.

    Com o intuito de poder ajudar jovens pilotos desde o início das suas carreiras, foi decidido formar a PR1ME Academy para poder direccionar os jovens talentos, ainda nos primeiros anos de competição, da melhor forma para que possam atingir os seus objectivos num mundo extremamente selectivo.

    Através da PR1ME Academy, chancela pela qual serão conhecidos, os pilotos que competem nas diversas categorias do karting terão serviço de Coaching, Preparação Física, Nutrição, Ajuda na Angariação de Patrocinadores, Gestão de Carreira e Comunicação.

    Com estas seis valências, juntamente com o ‘know-how’ da PR1ME Driver Management, os responsáveis desta estão seguros de que poderão ajudar pilotos que estão nos seus primeiros passos no desporto motorizado a caminhar de uma forma segura para alcançarem o potencial do talento que revelam.

    Para Álvaro Parente, PR1ME Driver Management “o Karting é o berço de qualquer piloto que tenha como objectivo a Fórmula 1 e a profissionalização no automobilismo. Com a PR1ME Academy pretendemos, com a nossa experiência e conhecimentos, preparar da melhor forma possível jovens pilotos que tenham como objectivo serem profissionais, ajudando-os a traçar o caminho sustentado para atingirem esse desiderato”.

    Já Ricardo Teixeira, PR1ME Driver Management, afirma que: “é no Karting que se começam a vislumbrar os talentos com potencial para singrarem no exigente mundo motorizado. Até à profissionalização o caminho é duro e cheio de questões que, sem experiência, podem terminar prematuramente a carreira de um jovem piloto. Com a PR1ME Academy os jovens talentos terão a oportunidade de beneficiar da nossa experiência e evitar algumas contrariedades que surgem sempre ao longo de uma carreira”.

  • Troféu C1 Learn & Drive evolui para C1 Eurocup e estreia calendário internacional

    Troféu C1 Learn & Drive evolui para C1 Eurocup e estreia calendário internacional

    Após 4 temporadas, em que reuniu um total de 597 pilotos e 114 equipas, o Troféu C1 Learn & Drive entra num novo capítulo da sua história. Em 2023, a competição icónica organizada pela Motor Sponsor e que coloca em pista os emocionantes e irreverentes C1 evolui para C1 Eurocup.

    Uma época revestida de novidades, em que o troféu apresenta pela primeira vez um calendário internacional, com 6 jornadas em 3 países – Portugal (3), Bélgica (2) e França (1) –, disputadas em traçados míticos, todos já palco do Campeonato do Mundo de Fórmula 1, que garantem um total de 82H ao cronómetro só de corrida.

    A competição tem início a 1 e 2 de abril, na Bélgica, com as 8H de Zolder, seguindo-se 2 jornadas em maio, respetivamente em Portugal e França, as 3H+3H do Estoril, dias 20 e 21, e as 12H de Magny Cours, de 27 a 29. Completadas as 3 primeiras provas, o troféu entra na pausa veranil, com a ação ao cronómetro a regressar a 2 e 3 de setembro, mês que inaugura a segunda metade do calendário, que tem início em Portugal com as 8H do Estoril, seguido das 24H de Spa-Francorchamps, na Bélgica, entre 20 e 22 de outubro. Um fabuloso ano competitivo que terá em Portugal a jornada de todas as decisões, com as 24H de Portimão, de 8 a 10 de dezembro, a assumirem-se como a derradeira prova da época. 

    Um contexto em que passa a haver 3 opções de calendário, com títulos independentes, com as equipas a poderem optar pela que mais se adequa aos seus objetivos: calendário integral (6); só provas nacionais (3), com as 24H de Portimão a valerem pela primeira vez 1,5 da pontuação; só provas internacionais (3).
    E de forma a garantir os custos controlados, a organização já apresentou, para as equipas nacionais que o pretendam, packs exclusivos que incluem o transporte dos C1 para as provas internacionais. Estão também disponíveis packs arrive & drivepara participações isoladas ou no calendário completo ‘chave na mão’.
    Destinada a equipas formadas por um mínimo de 3 e um máximo de 6 pilotos, nas provas internacionais, ou 8, nas provas nacionais, a C1 Eurocup estreia, em 2023, novas classes, que irão fazer subir a fasquia da emoção em pista. A PRO e AM mantêm a classificação geral e passam também a incluir as classes C1 +45, C1 -45 e C1 -30, com as equipas a serem distribuídas mediante a média de idades dos seus pilotos.

    Em paralelo, e com o objetivo de potenciar o surgimento de novas formações no troféu, a C1 Eurocup criou ainda a classe C1 NEW, na qual 70% dos pilotos de cada equipa só pode ter disputado no máximo uma prova de C1.
    Um ano recheado de novidades, em que a competição inova também no plano técnico. Para a temporada de 2023 os C1 irão receber uma suspensão específica, desenvolvida em exclusivo para o troféu. Uma alteração que irá aumentar a performance dos C1 em pista, reduzindo o tempo por volta em pelo menos 2s. Por outro lado, a C1 Eurocup 2023 vai contar com uma ficha técnica para o motor e a possibilidade (opcional) de a organização verificar e selar os motores das estruturas que o pretendam antes do início da época e durante o desenrolar da mesma, tendo desta forma as equipas a garantia de que tudo está de acordo com o regulamento e ficando isentas de verificações pós prova.

    As provas nacionais terão também em estreia uma zona exclusiva de Hospitality, a qual visa proporcionar maior conforto e comodidade a todos os participantes. Na área Hospitality serão servidas as refeições principais durante cada fim de semana de corridas, incluídas na inscrição, e os participantes terão um espaço de repouso, com café, água e fruta disponíveis de forma permanente.

    Uma época em que o responsável máximo da Motor Sponsor, André Marques, sublinha: “Estamos muito satisfeitos com o percurso do troféu. Uma competição que, desde o seu início, foi sempre muito bem recebida por pilotos e equipas e que em 4 temporadas apresenta números bastante motivadores e que nos permitem continuar a evoluir e a inovar. Neste contexto, e tendo em conta o crescimento da Motor Sponsor noutras áreas, para continuarmos a garantir um serviço personalizado a todos os participantes, a partir de 2023 o Ricardo Leitão passa a assumir as funções de gestor operacional e de relações com todos os Pilotos e Equipas na estrutura da Motor Sponsor.”

    E num olhar sobre a próxima temporada, Ricardo Leitão afirma:“Para 2023, e pela primeira vez, temos um calendário internacional, que permitirá às equipas nacionais correr, a custos controlados, em traçados que estão no imaginário de todos nós. Ao mesmo tempo, com o surgimento de novas classes aumentam os títulos em discussão para as equipas, a que se juntam as inovações no plano técnico que, a par de reforçarem o equilíbrio técnico entre as estruturas, vão tornar a experiência em pista ainda mais aliciente ao aumentarem a performance dos C1 ao cronómetro. É por isso com grande orgulho que apresentamos aquela que será a melhor época de sempre do troféu.”

    Inscrição ou mais informações sobre a temporada de 2023 em www.motorsponsor.pt, na área Motorsport em C1 Eurocup, ou através do e-mail ricardo@motorsponsor.pt.

  • Manuel Gião disseca ano de títulos e aponta para 2023

    Manuel Gião disseca ano de títulos e aponta para 2023


    Manuel Gião teve em 2022 um ano extraordinário aos comandos do Mercedes AMG GT4 da Lema Racing, tendo conquistado na companhia de Elias Niskanen os títulos do Campeonato de Portugal de Velocidade e do Iberian Supercars, uma competição que pretende repetir em 2023.

    Esta temporada regressaste às corridas de GT. Como foi voltar a competir neste tipo de carros?
    Manuel Gião: Foi óptimo! De facto, são os carros que mais gozo me dão de pilotar, têm tracção traseira. Foi muito bom, dado que tudo correu bem. Gostei do carro, do meu colega de equipa, o Elias (Niskanen), da equipa, a Lema Racing e o campeonato foi emotivo, teve um elevado nível competitivo e foi bem organizado. Foi um ano excepcional.

    Obtiveste inúmeras vitórias e pódios ao longo da temporada. Qual foi o momento alto da tua temporada?
    Manuel Gião: Penso que foi a corrida de Barcelona! Pensávamos que iria ser a mais dificil, dado os nossos principais adversários serem de Barcelona e, por isso, conhecerem bem o circuito, de lá terem feito, com certeza, diversos testes e de terem um carro mais competitivo que o nosso para aquele traçado, mas acabou por ser o contrário. Penso que foi lá que resolvemos a questão do campeonato ou, pelo menos, deixou-nos numa situação muito confortável para decidir tudo a nosso favor na última etapa, no Estoril.

    Com dois títulos conquistados, que balanço fazes balanço do ano 2022?
    Manuel Gião: Foi um ano fantástico! A quinze dias de começar o campeonato não estava sequer seguro de ser tão competitivo, mas por vezes, por sorte, reúnem-se situações em que bate tudo certo. Principalmente, este “casamento” entre mim e o Elias (Niskanen). Ele é um piloto jovem e rápido e eu tenho muita experiência neste tipo de corridas, neste tipo de carros. Penso que lhe transmiti algum conhecimento – acerto de carro, estratégia, gestão de corrida. Foi uma temporada que me deu muito gozo também por esta razão. Foi um ano muito bom que culminou em dois títulos – o do Iberian Supercars e o do Campeonato de Portugal de Velocidade.

    Quais são os teus planos para futuro?
    Manuel Gião: Gostei imenso deste campeonato, é uma hipótese voltar a fazê-lo com a minha estrutura, a MG Competição. Estamos a trabalhar para isso. Há outras possibilidades, como o Porsche Sprint Challenge Ibérica. Mas a MG Competição quer estar presente no Iberian Supercars / Campeonato de Portugal de Velocidade.

  • Quique Bordas impressiona na Época de Estreia nos GT

    Quique Bordas impressiona na Época de Estreia nos GT

    O ex-piloto espanhol de monolugares Quique Bordás estreou-se esta temporada nas corridas de GT com sucesso imediato.

    O piloto da Pr1me Driver Management participou nas últimas três rondas do Iberian Supercars Endurance, conduzindo o Porsche Cayman Clubsport GT4 nº918 da Garagem João Gomes na classe GT4 Pro, obtendo três lugares no pódio e também marcando pontos nas cinco corridas disputadas.

    “A época foi bastante especial”, disse Quique Bordas, que terminou em quarto lugar na classificação de pilotos da classe GT4 Pro do Iberian Supercars Endurance. “Foi realmente difícil encontrar um lugar com o orçamento que tínhamos, mas finalmente conseguimos correr na série ibérica de GT4. Foi realmente bom começar a ganhar experiência em corridas de resistência para preparar o futuro. Em termos de desempenho, penso que estávamos todos à espera de muito melhor. Do meu lado, fiz tudo o que pude para obter os melhores resultados possíveis, estando três vezes no pódio em cinco corridas. Alguns problemas mecânicos não nos deixaram testar muito e numa série como o Iberian Supercars, em que o tempo na pista é crucial, não o tivemos”.

    O piloto catalão acrescentou: “Falando de mim, foi uma época desafiante. É difícil ter apenas três fins-de-semana de corrida em todo o ano, mas mostrou o quanto quero viver deste desporto e continuar a desfrutá-lo como o fizemos esta época. Agradeço tudo o que a minha equipa, a Garagem João Gomes, fez nesta época, e quero agradecer à Pr1me Driver Management pelos seus esforços incansáveis para que eu pudesse continuar a correr este ano”.

    O piloto espanhol ainda não tem a certeza do seu programa desportivo do próximo ano, mas em Novembro passado Quique Bordás teve a oportunidade de testar o ADESS-03 EVO LMP3 no Circuito do Estoril.
    “Para 2023 espero outro ano com bons progressos nas corridas de resistência, esperançosamente com alguns pódios e vitórias. No final, colocarei tudo nas minhas mãos para estar pronto para aproveitar qualquer oportunidade que tiver, e para mostrar como somos capazes de competir numa série de corridas de alto nível”.

  • Em 2022 Miguel Cristóvão conquistou títulos pelo 4º ano consecutivo

    Em 2022 Miguel Cristóvão conquistou títulos pelo 4º ano consecutivo

    Em 2022, Miguel Cristóvão conquistou títulos pelo quarto ano consecutivo, sagrando-se Campeão de Portugal, tendo ainda lançado bases para a temporada de 2023, quando espera dar um salto na sua carreira.

    Esta temporada, depois de quatro anos, centraste a tua temporada no nosso país. Como foi voltar a correr num campeonato português?

    Miguel Cristóvão: A experiência foi boa, dado que gosto muito dos circuitos portugueses e a competição foi bem organizada e muito competitiva. No entanto, o campeonato não se disputou apenas em Portugal, tendo também corridas em Espanha com pilotos de vários países, o que tornou a experiência mais rica e competitiva. O nível do Campeonato de Portugal de Velocidade/Iberian Supercars foi muito elevado, o que deu ainda mais valor ao título e às vitórias que conquistámos.

    Com dois títulos no bolso, tiveste, seguramente, diversos momentos altos ao longo da temporada. Mas qual destacas?

    Miguel Cristóvão: Eu escolheria a vitória à geral à chuva no Estoril com o McLaren 570S GT4 no último fim-de-semana da época. Depois dos muitos azares que tivemos ao longo do ano, não foi possível decidir o título mais cedo e essa vitória, assegurada em condições muito difíceis, foi o xeque-mate para conquistarmos o Campeonato.

    Conquistaste o título GT4 Bronze no Campeonato de Portugal de Velocidade e no Iberian Supercars e ainda participaste em duas provas do European Le Mans Series. Tiveste momentos mais difíceis, assim como grandes sucessos. Que balanço fazes da tua época?

    Miguel Cristóvão: Apesar das dificuldades que tivemos, conseguimos superá-las e tornar o projeto GT4 vencedor. Queríamos lutar por vitórias à geral, o que conseguimos, e temos ainda dois títulos para acrescentar ao currículo. Para além disso, as duas provas do European Le Mans Series, em Spa-Francorchamps e no Algarve, com o Ligier JS P320 da Eurointernational permitiram-me estrear numa competição do mais alto nível, tendo conseguido apresentar um ritmo muito competitivo. Face a tudo isto, só posso fazer um balanço muito positivo.

    Depois de teres conquistado títulos pelo quarto ano consecutivo, quais são os teus planos para futuro?

    Miguel Cristóvão: Tenho vindo a manter um excelente momento da minha carreira, com diversos ceptros internacionais conquistados nas últimas temporadas. Tenho vindo a trabalhar para poder estar num nível competitivo elevado e poder ascender às European Le Mans Series. Estou confiante de que estou no patamar que me pode permitir aceder a esta competição e creio que estão reunidas as condições para poder dar este salto.

  • Henrique Chaves faz balanço perspetivando 2023

    Henrique Chaves faz balanço perspetivando 2023

    Henrique Chaves afirmou-se este ano definitivamente na cena internacional das corridas de GT com uma temporada bastante movimentada, tendo triunfado em Le Mans na sua primeira visita à emblemática prova francesa. O jovem português tem algumas propostas para 2023 e deverá tomar uma decisão em breve

    Este ano disputaste quatro campeonatos distintos, quase vinte corridas aos comandos de três carros diferentes. Como foi gerir uma temporada tão eclética?
    Henrique Chaves: Sim este ano fiz vinte corridas com três carros distintos – o Aston Martin Vantage GT3, o Aston Martin Vantage GTE e o McLaren 720S GT3 – tomando parte do Asian Le Mans Series, European Le Mans Series, Campeonato do Mundo de Endurance no GT World Challenge Europe Endurance Cup.
    Foi uma temporada bastante longa e exigente.

    Não só pelo número de corridas e pelas várias viagens, mas também pela constante adaptação aos diferentes carros e algumas pistas novas. Algo também muito importante e diferente foi a adaptação aos diversos pneus e compostos que tive de usar este ano, entre Michelin, Pirelli e Goodyear. Houve inúmeros desafios, mas tendo por trás de mim equipas super-competentes ajuda nesta gestão toda, mas houve muito trabalho que tive de desempenhar antes e durante cada um dos fins-de-semana de corridas.

    Conquistaste diversos triunfos e bons resultados ao longo do ano, qual foi o momento alto da tua temporada?
    Henrique Chaves: O momento alto foi sem dúvida a vitória nas 24 Horas de Le Mans na classe GTE Am na minha estreia na prova. Foi uma corrida isenta de erros, pois só assim foi possível dado a falta de andamento que tínhamos relativamente aos nossos adversários devido ao BoP.

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    Ficaste em terceiro lugar no Campeonato do Mundo de Endurance e no GT World Challenge Europe. Qual o balanço do ano 2022?
    Henrique Chaves: Faço um balanço extremamente positivo. Tivemos algumas vitórias pelo caminho e um ritmo sempre rápido e consistente relativamente aos nossos adversários mais fortes. Foi um ano de afirmação que espero dar continuidade no futuro.

    Depois de uma temporada em que te evidenciaste, quais são os teus planos para 2023?
    Henrique Chaves: Os planos para já passam pelo regresso às Asian Le Mans Series, que começa já a 11 de Fevereiro, depois do convite da TF Sport para continuar a fazer equipa com o Jonny Adam e o John Hartshorne. A restante da época está ainda em aberto. Tivemos uma temporada muito positiva em que pude evidenciar o meu potencial o que me permite ter algumas opções em cima da mesa. Estamos a analisá-las e vamos decidir nas próximas semanas!

  • Gonzalo De Andrés, SMC Motorsport: “o título de equipas até tem mais valor porque premeia o trabalho de todos”

    Gonzalo De Andrés, SMC Motorsport: “o título de equipas até tem mais valor porque premeia o trabalho de todos”

    A equipa madrilena SMC Motorsport, com os dois McLaren 570S GT4, guiados pelas duplas Gonzalo De Andrés/Fernando Navarrete e Guillermo Aso/Tomás Pintos, foi a grande vencedora do título de campeã de equipas tanto do Campeonato de Portugal de Velocidade como do Iberian Supercars Endurance.

    Um resultado que corresponde às expetativas do team espanhol, liderado pelo também piloto Gonzalo De Andrés, um nome de referência nas competições em circuito do país vizinho.

    “Tanto a McLaren Barcelona como nós, SMC Motorsport, estamos satisfeitos com os resultados da temporada e sem dúvida que vamos recordá-la no futuro”, refere o manager da SMC Motorsport, ao fazer uma espécie de balanço da época que começou na pista do Autódromo de Jarama, em meados de maio, para ser concluída no Autódromo do Estoril, seis meses depois.

    “O ano passado participámos no campeonato apenas um carro inscrito e esta época decidimos acrescentar mais um. O nosso objetivo seria ganhar o título de equipas, que foi concretizado, e no campeonato de pilotos conseguimos os segundo e terceiro lugares em GT4, o que também foi muito positivo”, acrescentou Gonzalo De Andrés.

    O manager e piloto madrileno recusa-se a admitir que soube a pouco à SMC Motorsport a conquista do título de equipas, quando o de pilotos também chegou a estar ao seu alcance…

    “Qualquer piloto quer ganhar, mas depois há outras coisas. Lutámos até à última corrida, fomos sempre competitivos ao longo da época, a equipa trabalhou muito bem e estamos satisfeitos por isso. O título de equipas até tem mais valor, porque premeia o trabalho de todos”.

    A SMC Motorsport teve um início de campeonato auspicioso, ao dominar a jornada de abertura, na pista madrilena de Jarama, a partir da qual o equilíbrio de andamento em pista entre as várias equipas foi evidente.

    “Em todos os campeonatos há sempre equilíbrio e rivalidade, essa é uma parte fundamental das corridas e é disso que gostamos. Estivemos em bom plano com rivais de grande nível”.

    E quando questionado sobre o piloto ou a equipa que mais o impressionaram ao longo de 2022, Gonzalo De Andrés fez questão de destacar um dos membros da SMC Motorsport, confessando:“De todos os que vi, sem dúvida que Tommy Pintos, que com apenas 16 anos esteve regularmente em lugares do pódio, lutando com pilotos muito mais experientes, demonstrou que tem um futuro promissor no desporto automóvel”.

  • Motorsport Hoje (2ª Temporada) com Carlos Vieira

    Motorsport Hoje (2ª Temporada) com Carlos Vieira

    Carlos Vieira é o convidado do 3º episódio desta temporada.
    O piloto fafense ficará para a historia como o único campeão absoluto da GT3 CUP by P21 Motorsport, ao dominar de forma vincada as duas épocas desta competição ibérica que dará lugar a Porsche Sprint Challenge Ibérica em 2023.
    O MOTORSPORT HOJE é uma co-produção Novum Canal/VMotores.