Categoria: Velocidade

  • GT Winter Series regressa à Península Ibérica com duas corridas em Portugal

    GT Winter Series regressa à Península Ibérica com duas corridas em Portugal

    As GT Winter Series voltarão a visitar a Península Ibérica na temporada 2022/2023, com duas provas em Portugal e quatro em Espanha.

    A competição de Inverno organizada pela alemã Gedlich Racing, experiente organizadora de Track Days, e pela Race Ready, como parceiro desportivo e local, volta a reunir na Península Ibérica mais de três dezenas de GT e Protótipos, divididos por sete classes.

    O início de temporada está agendado para os dias 12 e 13 de Dezembro, no Autódromo Internacional do Algarve, sendo que lista de inscritos apresenta 34 concorrentes. A segunda corrida em Portugal está prevista para os dias 14 e 15 de Janeiro no Autódromo do Estoril.

    De forma a assegurar que a competição e preparação local do evento decorre sem sobressaltos, a organização germânica delegou a organização desportiva e local à Race Ready, líder ibérico na organização de corridas e também proprietária da licença da categoria GT4 para a Península Ibérica.

    As GT Winter Series foram concebidas para serem disputadas em palcos onde a meteorologia é mais propícia à prática de desportos motorizados nesta altura do ano em que o Inverno chega em força ao norte e centro da Europa. O conceito passa por dar a oportunidade às equipas para prepararem adequadamente as temporadas desportivas regulares, com o sucesso a ser evidente, pois as equipas participantes nas GT Winter Series na temporada passada conseguiram durante 2022 vitórias no ADAC GT4 Germany, no DTM Trophy e até mesmo no Internacional GT Open.

    O organizador das GT Winter Series expandiu o calendário de quatro para seis eventos esta temporada, adicionando Valência e Navarra ao calendário e repetindo as visitas a Jerez e Barcelona. Sendo este, na sua essência, um organizador de dias de testes, cada equipa pode escolher participar na sessão de testes ou então optar pelo pacote completo e participar nos testes e nas três corridas do fim-de-semana.

    “Os residentes por vezes tendem a esquecer-se, mas a Península Ibérica tem alguns dos melhores circuitos do mundo. Também o nosso clima no Inverno é único na Europa e ideal para preparar da melhor forma as épocas desportivas do próximo ano. Isto, num paddock vibrante, com muitos pilotos a testa em com novas equipas e a experimentarem novas máquinas, inclusive com muitos contratos a serem fechados para as temporadas principais”, explica Diogo Ferrão, CEO da Race Ready.

    O formato das GT Winter Series incluem um primeiro dia de testes apenas, com o segundo dia a ser preenchido com uma sessão de qualificação e três corridas: duas de “sprint” e outra de resistência com a duração de 60 minutos.

    Calendário 2022/2023

    12./13. Dez 2022    Portimão /P

    14./15. Jan 2023    Estoril /P

    11./12. Fev 2023    Jerez /E

    18./19. Fev 2023    Valência /E

    04./05. Mar 2023    Navarra /E

    11./12. Mar 2023    Barcelona /E

  • TF Sport volta a confiar em Henrique Chaves

    TF Sport volta a confiar em Henrique Chaves

    Henrique Chaves disputará as Asian Le Mans Series de 2023, prosseguindo a sua relação com a TF Sport, equipa com a qual venceu as 24 Horas de Le Mans deste ano.

    O português foi um dos pilotos da equipa inglesa ao longo da temporada de 2022, participando na competição de índole asiático, nas European Le Mans Series e no Campeonato do Mundo de Endurance, tendo no certame global assegurado o terceiro lugar na competição de pilotos GTE Am, com dois triunfos garantidos para o seu currículo, um deles na grande clássica francesa.

    A TF Sport voltou a confiar em Henrique Chaves, que fará equipa com Jonny Adam e John Hartshorne aos comandos de um Aston Martin Vantage GT3 nas Asian Le Mans Series. “Foi uma boa notícia! A equipa quis continuar comigo nesta competição com dois pilotos que já conheço bem. O John evoluiu muito ao longo da temporada e penso que estará num nível ainda mais elevado no Médio Oriente. É a minha última participação com a categorização ‘Silver’ e o foco é conquistar bons resultados e mostrar à equipa o que posso fazer enquanto piloto ‘Gold’ de modo a poder continuar a época depois das Asian Le Mans Series”, sublinhou o jovem de Torres Vedras.

    A competição asiática tem o seu início em Fevereiro e terá quatro corridas. Como tem sido habitual, espera-se uma concorrência forte, mas Henrique Chaves está confiante na obtenção de resultados importantes. “São muitos os pilotos e equipas que iniciam a temporada nas Asian Le Mans Series para preparar a temporada europeia e mundial e sabemos que teremos adversários muito fortes. No entanto, o John está cada vez mais competitivo e o Jonny é muito rápido e consistente. Penso que os três e com a TF Sport poderemos estar na luta pelos lugares do pódio e, quem sabe, se tudo correr bem, conquistar um triunfo, mas vamos ver e trabalhar afincadamente para podermos conquistar bons resultados”, concluiu o português.

    As primeiras provas das Asian Le Mans Series serão disputadas no Dubai, a 11 e 12 de Fevereiro, terminado a competição em Abu Dhabi, a 18 e 19 do mesmo mês.

  • Miguel Cristóvão conquista dois títulos

    Miguel Cristóvão sagrou-se Campeão de Portugal de Velocidade e do Supercars Endurance, ao vencer duas corridas na ronda do Autódromo do Estoril, que fechou a temporada deste ano.

    O piloto de Lisboa e o seu colega de equipa, Francisco Carvalho, chegavam ao derradeiro evento da mais importante competição de pista da Ibéria de 2022 dependentes apenas de si próprios e logo na prova de sábado mostraram que estavam no mais antigo circuito permanente português para assegurarem os títulos que estavam em liça.

    O duo da McLaren 570S GT4 da Araújo Competição esteve imparável vencendo à geral, apesar de uma pista difícil, depois de a chuva ter molhado o asfalto, mas que foi secando ao longo dos quarenta e cinco minutos de prova.

    O primeiro passo rumo aos títulos estava dado, mas era preciso ainda disputar a segunda corrida do fim-de-semana e selar os títulos.

    Sem a necessidade de ter de ficar à frente dos seus rivais, Miguel Cristóvão e Francisco Carvalho tinham como estratégia realizar uma prova sem riscos. No entanto, as incidências das corridas levaram a que o duo assinasse mais uma prestação notável, apesar de algumas contrariedades, vencendo a sua classe e conquistando os títulos do Campeonato de Portugal de Velocidade e do Supercars Endurance ambos na classe GT4 Bronze. “Sabíamos que dependíamos apenas de nós e, depois da vitória de sábado, na corrida de domingo estávamos numa estratégia de não tomar riscos e terminar de modo a podermos ser campeões. No final, devido às contingências da corrida acabámos por vencer, mostrámos um ritmo forte, uma vez mais, muito embora no final, algumas contrariedades tenham obrigado ao Francisco a rodar mais devagar. No entanto, nem assim deixámos de triunfar”, apontou o piloto de Lisboa.

    Com os resultados deste fim-de-semana Miguel Cristóvão soma o seu quinto título em quatro anos – GT4 South European Series (2019) Ultimate Cup Series – LMP3 (2020 e 2021) e Campeonato de Portugal de Velocidade e Supercars Endurance, ambas na classe GT4 Bronze (2022).

    O português sublinha a conquista dos ceptros, numa temporada muito complicada, mas que com a resiliência da Araújo Competição e dos seus pilotos foi possível contrariar as dificuldades que foram surgindo. “Foi uma época muito complicada, com contrariedades que poderiam ter esmorecido alguns. Trabalhámos sempre para suplantar os problemas e conseguimo-lo como demonstra o desfecho dos dois campeonatos perante adversários muito fortes. O Francisco esteve num nível elevadíssimo e a Araújo esteve sempre disponível para suplantar as contrariedades que iam surgindo. Penso que, todos juntos, estivemos muito fortes e fomos os melhores da nossa classe. Para mim, pessoalmente, foi o meu quinto título em quatro anos, o que demonstra estou num bom momento da minha carreira e, sobretudo, muito consistente. Não quero deixar de agradecer aos meus patrocinadores que foram determinantes para este projecto e, claro, para estes títulos”, concluiu Miguel Cristóvão.

  • Filipe Albuquerque em evidência no Caterham Racing Festival no Estoril

    Foi um excelente fim-de-semana aquele que Filipe Albuquerque viveu no Estoril a disputar os Super Seven by Toyo Tyres. O piloto português voltou a aceitar o convite da CRM Motorsport para se juntar à família ‘Caterham’ e correr em território nacional. Disputou duas das três corridas e foi sem dúvida, um dos grandes protagonistas.

    Na primeira corrida subiu ao segundo lugar do pódio numa corrida disputada ao milésimo com Pedro Salvador: “E o divertido que foi. É por isso que adoro fazer esta prova. O espirito é único e a competição muito saudável. O Pedro ganhou e bem depois de eu ter cometido um pequeno erro no cone de ar dele. No final, a satisfação de ambos por uma corrida impar foi notória”, explicou.

    Depois viria a disputar a corrida do ‘europeu’ e cruzou a linha de meta no terceiro posto com dois pilotos franceses à sua frente: “Foi mais uma boa corrida, muito disputada. Não dava para lutar pelo primeiro lugar, a regulamentação francesa do campeonato permite-lhes ter um pouco mais de motor assim como outras coisas que lhes dão vantagem. Mas foi bom terminar nos lugares do pódio”, continuou.

    No final, fica a satisfação de um fim-de-semana de competição quase familiar: “Ter a família e os amigos por perto é sempre excelente. Para além disso tive oportunidade de rever pessoas que não via há muito tempo. E o ambiente é sempre extraordinário. É muito bom correr em Portugal especialmente com este ambiente e neste campeonato”, finalizou o piloto de Coimbra.

  • CPV-SE: Manuel Gião e Elias Niskanen ganham a corrida das consagrações

    Manuel Gião e Elias Niskanen duplos campeões da classe GT4 Pro no CPV e no SE, tal como Miguel Cristóvão e Francisco Carvalho na GT4 Bronze e Bruno Pires na classe GTC, enquanto António Coimbra e Luís Silva conquistaram o título da classe TCR no CPV e Daniel Teixeira no Iberian Supercars Endurance

    A dupla Manuel Gião/Elias Niskanen, no Mercedes-AMG GT4 da Lema Racing, encerrou com chave de ouro a jornada de consagração do Campeonato de Portugal de Velocidade (CPV) by Hankook e do Iberian Supercars Endurance, no Autódromo do Estoril, ao triunfar na última corrida da época que definiu os campeões das diferentes classes, sendo que a incerteza maior pairou no TCR e até à… última volta. Manuel Gião e Elias Niskanen (GT4 Pro), Miguel Cristóvão e Francisco Carvalho (GT4 Bronze), Bruno Pires (GTC) e António Coimbra e Luís Silva (TCR), além de Daniel Teixeira (TCR), foram os pilotos que fizeram a festa do título na tarde deste domingo.

    Gião e Niskanen, que partiam para a segunda e última corrida com sete pontos de vantagem face aos espanhóis Fernando Navarrete e Gonzalo de Andrés na classe GT4 Pro, dominaram em absoluto e ficaram ainda mais à-vontade quando viram, logo na segunda volta, o McLaren 570S GT4 daquela dupla da SMC Motorsport envolvido num “toque” que ditou a sua prematura desistência. “Que grande deceção, sofrer um acidente assim logo no início, quando tínhamos boas perspetivas de acabar bem a corrida, e perder o campeonato desta maneira…”, lamentava Gonzalo de Andrés.

    Na mesma “carambola” ficaram ainda Leandro Martins, no McLaren 570S GT4 da Araújo Competição, deitando por terras as aspirações do seu colega Álvaro Ramos, líder da classe GTC no Iberian Supercars, a quem bastava terminar a corrida para conquistar o título. “Tenho pena e lamento o que aconteceu, mas é a vida…”, referia Ramos, já conformado com o sucedido. Quem beneficiou foi Bruno Pires, o piloto do Porsche 911 Cup da Fabela Sport que já havia garantido na véspera o título daquela classe no CPV e agora juntou o do “Ibérico”, depois de ter ganho entre os GTC, voltando a fazer uma excelente corrida na companhia de Fábio Mota, premiada com o segundo lugar absoluto.

    “Não sabia que também sou campeão do Supercars Endurance! Fico muito contente e só tenho a agradecer a ajuda do Fábio, que me incentivou bastante, da equipa Fabela Sport e da minha família”, declarou o novo campeão, enquanto o seu colega Mota acrescentava: “O Bruno, que é meu amigo de infância, merece os dois títulos. Fico muito feliz por ele, pela equipa e pelos patrocinadores. Obrigado a todos”.

    No incidente da segunda volta e que motivou a entrada do safety-car para limpeza da pista esteve envolvido ainda o Audi RS8 LMS GT4 da Veloso Motorsport guiado por Patrick Cunha, então quarto classificado. Ainda conseguiu retomar a prova, já com um atraso considerável depois da ida à boxe para avaliar os estragos.

    Vencedores da última corrida e campeões da classe GT4 Pro tanto no CPV como no Iberian Supercars Endurance, Manuel Gião e Elias Niskanen estavam, naturalmente, radiantes no final e o português fazia questão de salientar: “Correu tudo muito bem e o Elias seguiu na íntegra as ‘dicas’ que lhe dei, quer em relação ao arranque quer a outros detalhes, pois o nosso carro era rápido numas zonas e menos eficaz noutras. E a chave da nossa corrida estava aí, pois ele cumpriu a 100 por cento entregou-me o carro em boa posição e na parte final, já comigo a ouvir todos os ruídos do motor e não só, foi só controlar, para garantir a vitória e a conquista dos dois títulos. Parabéns ao Elias, à Lema Racing e um agradecimento especial a todos os patrocinadores deste projeto”.

    Também de olhos nos títulos da classe GT4 Bronze esteve sempre a dupla Miguel Cristóvão e Francisco Carvalho, no McLaren 570S GT4 da Araújo Competição, a quem bastava o segundo lugar para fazer a festa. “Desde o início que andei à defesa e com muitas cautelas, para evitar toques e ainda vi uma carambola à minha frente, conseguindo entregar o carro ao Francisco perto dos primeiros lugares. Depois de todas as vicissitudes por que passámos desde o início da época, ser campeão acaba por ser um justo prémio”, disse Cristóvão, enquanto Carvalho afirmava pelo mesmo discurso: “Somos campeões e isso é uma grande satisfação, pois há muito que poderíamos ter assegurado a conquista do título, mas tudo acabou da melhor forma para nós”.

    Interessante de seguir foi, também, o despique pelo último lugar do pódio na classe GT4 Pro, entre os Porsche Cayman de Quique Bordás e Pedro Bastos Rezende, da Garagam João Gomes, e de Tomasso Lovati e Óscar Pires, da Lema Racing, que apenas ficou decidido na derradeira volta. Rezende logrou superiorizar-se a Pires por apenas… 39 décimos de segundo.

    A emoção foi uma constante na classe TCR desde a primeira volta e até ao baixar da bandeira xadrez, já que Daniel Teixeira, no CUPRA TCR da JT59 Racing Team estava “obrigado” a vencer a corrida e a somar a volta mais rápida para superar António Coimbra e Luís Silva, no Hyundai Elantra N TCR da Sports & You. Coimbra, que não fizera a qualificação, por motivos profissionais, largou do último lugar e o seu único objetivo era conseguir a volta mais rápida para somar o ponto extra face a Teixeira. “Por um ponto se ganha, por um ponto se perder! Fiz uma autêntica qualificação e consegui a volta mais rápida, que era a chave para chegarmos ao título, pelo que estamos muito satisfeitos…”, declarou António Coimbra, enquanto o seu colega Luís Silva contava: “Não consegui, no meu ‘stint’ manter-me à frente do Teixeira, andei sempre atrás dele na expetativa de que cometesse um erro, mas sabia que o nosso objetivo estava assegurado”.

    Para o piloto do CUPRA restou a consolação do título de campeão no Iberian Supercars Car Endurance: “Infelizmente, perdi o título do CPV por um ponto, parabéns ao António Coimbra e ao Luís Silva por terem alcançado a volta mais rápida, mas sou campeão do Iberian Supercars. Foi um campeonato muito disputado e há que endereçar os parabéns a quem definiu esta fórmula de manter tudo em suspense até à última corrida”, palavras de Daniel Teixeira.

  • Motorsport Hoje: José Monroy

    Motorsport Hoje: José Monroy

    O convidado desta emissão é José Monroy, CEO da P21 Motorsport.

    Senhor de uma carreira de sucesso como piloto e como gestor, foi da sua ousadia que nasceu a GT3 Cup, competição que, nos últimos dois anos, se assumiu como uma das mais importantes no panorama ibérico. O rescaldo destes dois anos de GT3 Cup e do nascimento da Porsche Sprint Challenge Ibérica 2023, são destaques de uma entrevista concedida ao jornalista Joaquim Amândio Santos durante o Estoril Racing Tribute Armando Pinto.

    A edição de imagem esteve a cargo de Armando Leitão e este episódio do programa é uma co-produção VMotores, Novum Canal e Jornal Autosport.

  • Daniel Teixeira: “estamos ainda na luta pelos títulos e agora é tudo ou nada!”

    Apesar de todos os problemas que já enfrentou durante a atribulada época de 2022, Daniel Teixeira chega à derradeira dupla jornada final no Autódromo Fernanda Pires da Silva, no Estoril, com reais possibilidades de conquistar os títulos quer no Campeonato de Portugal de Velocidade, quer no que concerne à Supercars Endurance.

    E as lides decisivas começam já hoje, com a tarde a ter horas de destaque, sendo palco das sempre importantes sessões de qualificação.

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    Daniel Teixeira arriba ao duelo derradeiro na segunda posição de ambos os campeonatos, confiando na capacidade da equipa JT59 Tacing Team/Bompiso para lhe entregar um Cupra TCR competitivo.

    O piloto salienta que “temos feito mesmo um grande esforço para estar ainda na luta. Das seis corridas já realizadas, apenas numa não fomos os mais rápidos entre os TCR. Ganhámos duas corridas e, nas outras três, quando liderávamos de forma firme, tivemos sempre problemas mecânicos que nos retiraram os triunfos e tornaram assim muito mais difícil chegar ao título”.

    Daniel Teixeira vinca ainda que “apesar de sermos segundos nas duas tabelas pontuais, dependemos só de nós para sermos campeões. Mas tenho perfeita consciência da tarefa árdua que está pela frente. Se fizermos as duas pole-positions, as duas voltas mais rápidas e vencermos as duas corridas, os títulos serão nossos, independentemente do que os adversários fizerem. Precisamos de um fim-de-semana perfeito. Caso isso não aconteça, teremos de fazer contas e ficaremos dependentes do que os outros conseguirem. Os nossos adversários são fortes, competentes e vai ser muito difícil, mas estamos ainda na luta pelos títulos e agora é tudo ou nada!”.

    O jovem piloto transmontano formula o desejo de que “os problemas mecânicos que nos têm afetado não apareçam. Se assim for, sei que consigo ser rápido e competitivo no Estoril, pista onde o Cupra também consegue andar a lutar pela primazia. Estamos otimistas e com vontade de vencer. Queria ainda destacar a boa saúde dos dois campeonatos. 16 excelentes carros em pista, com grandes pilotos, a prometerem um fim-de-semana espetacular e que merece bem que o público apareça em força!”

    PROGRAMA DO CPV/SUPERCARS ENDURANCE NO ESTORIL

    SEXTA-FEIRA (18 novembro)

    11:25/12:05 – Treinos Livres

    14:30/14:45 – Qualificação 1

    14:50/15:05 – Qualificação 2

    SÁBADO

    12:10/12:55 – Corrida 1 (45’)

    DOMINGO

    12:10/12:55 – Corrida 2 (45’)

  • Carrera Los 80s despede-se de 2022 no Autódromo do Estoril

    Num fim-de-semana que se espera de festa e grandes corridas, o Autódromo do Estoril vai ser o palco da terceira e última prova da temporada de 2022 da competição ibérica Carrera Los 80’s.

    Com o mesmo espírito dos “3 C” – No Cheating, No Crashing, No Complaining– e com um formato em todo semelhante àquele implementado com sucesso no Iberian Historic Endurance, estas corridas oferecem uma competição onde, acima de tudo, os pilotos possam desfrutar da condução destes carros de corrida numa atmosfera aprazível.

    Uma dezena e meia de carros de Turismo e GT de diferentes gerações vão formar uma grelha de partida que capta um pouco do imaginário das corridas de outros tempos.

    Entre os carros de Turismo de menor cilindrada estarão à partida no Autódromo o Datsun 1200 de João Neves e o VW Golf GTI MK1, nas especificações de Grupo 2, de Paulo Duarte. Igualmente inscritos, estão quatro Ford Escort, três RS2000 em especificação Group 1 Portugal, para as duplas Rui Ribeiro/Paulo Alves, António Maia/José Serra e Luís Liberal/Francisco Freiras e um RS1800 – o exemplar ex-Rodam e ex-José Miguel Leite Faria, um carro que há precisamente quarenta anos terminou no pódio no Rally de Portugal, que será tripulado pelo seu proprietário Manuel Ferrão e por Tiago Marques.

    Durante as décadas de 1980s e 1990s a BMW e as corridas de carros de Turismo andaram de mãos dadas e não há Carrera Los 80’s sem a presença das espectaculares máquinas da marca de Munique. César Freitas estreia-se ao volante de um 323, enquanto que dupla pai e filho Paulo Sousa/João Paulo Sousa regressam com um bonito 635 CSI. O contingente português da BMW conta ainda com o modelo 323i E21 de Francisco Pinto e Francisco Xavier e o BMW M3 E36 de Paulo Vieira.

    Depois do forte andamento imprimido nas duas corridas disputadas durante o “Supercars en Jarama”, o sevilhano Teo Palomo alinhará com um mais recente, e por isso inscrito na categoria GT Copa, BMW 325i E36. A equipa Clasicos Madrid, composta por Luis Delso e Carlos de Miguel, trará a Portugal o seu sempre espectacular BMW 635 CSI, um modelo que teve uma década de vida activa no automobilismo de 1980 a 1989. Para os fãs dos automóveis japoneses, não irá faltar um Honda Civic, com o regresso de Juan Alonso e Juan Antonio Zorrilla.

    A presença espanhola nesta corrida completa-se com o Porsche 968 CS, um carro que teve direito a um troféu monomarca nos inícios dos anos 1990s, e que será conduzido pela dupla espanhola Juan Carlos Zorrilla/Tomas Morena. Destaque ainda para a estreia na Carrera Los 80s do Volvo 850, dos irmãos Miguel e Eduardo Monteiro. 

    O programa da Carrera Los 80’s do fim-de-semana é composto por uma sessão de qualificação de 40 minutos, agendada para as 13h45 de sexta-feira, 18 de Novembro, e uma única corrida, com 50 minutos de duração e paragem obrigatória nas boxes, marcada para 11h00 de sábado, 19 de Novembro.

  • CPV: Dezasseis candidatos a quatro títulos numa “roleta” de duas corridas

    A última jornada do Campeonato de Portugal de Velocidade (CPV) by Hankook, este próximo fim de semana (18, 19 e 20), no Autódromo do Estoril, com quatro títulos para decidir em duas corridas e um total de dezasseis candidatos, promete fazer circular muita adrenalina, dentro e fora da pista.

    O cair do pano sobre a mais importante competição de velocidade a nível ibérico antevê-se espetacular e, em simultâneo, emocionante, a fazer jus ao elevado nível competitivo que foi uma constante desde o início da época.

    “É espetacular haver um número alargado de pilotos com hipóteses de se sagrarem campeões na derradeira jornada do campeonato. Isso prova que a fórmula encontrada para o novo figurino do CPV está adequada à nossa realidade. Vamos ter agora, no Estoril, um número de inscritos superior aquele com que iniciámos a época, o que é de louvar. Quanto ao futuro, tudo faremos para que haja estabilidade a nível de regulamentos, de modo que os pilotos saibam com o que podem contar nos próximos anos”, comenta Ni Amorim, presidente da Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting.

    Só na categoria GT4 Pro, matematicamente há nada menos que 6 pilotos ainda com possibilidades de chegarem à conquista do título, com Manuel Gião e Elias Niskanen, da Lema Racing, à cabeça e com mais um ponto que o inglês Marmaduke Hall, que vai estar ausente no Estoril e, portanto, é uma carta fora de baralho. Na segunda linha, com menos 11 pontos que o duo líder já referido, surgem os espanhóis da SMC Motorsport, com os McLaren 570S GT4, Fernando Navarrete e Gonzalo de Andrés. Embora com um atraso de 24 pontos face a Gião e Niskanen, há mais dois pilotos espanhóis, no segundo McLaren daquela equipa madrilena, Guillermo Aso e Tomás Pinto, que ainda têm hipóteses, ou não estivessem em jogo ainda mais de 50 pontos agora no Estoril.

    Na categoria GT4 Bronze, o lituano do Porsche Cayman GT4 Andrius Zemaitis, atual líder com mais três pontos que Miguel Cristóvão e Francisco Carvalho, no McLaren 570S GT4 da Araújo Competição, não terá uma tarefa fácil para segurar os seus adversários diretos, até porque ao duo já referido juntam-se ainda os dois pilotos do Audi R8 LMS GT4 da Veloso Motorsport, Jorge Rodrigues e Patrick Cunha, os quais somam apenas uma desvantagem de 7 pontos para Zemaitis. Portanto, há muito para discutir, também, entre os “bronzes”.

    Bruno Pires, com o Porsche 911 Cup da Fabela Sport ocupa a primeira posição na categoria GTC, somando mais 20 pontos que a inglesa Jemma Moore, no Ginetta G50 da Tockwith Motorsport. Será uma discussão a dois pela conquista do título, já que tanto Álvaro Fontes como Fábio Mota, mesmo que obtivessem a pontuação máxima no Estoril ela seria insuficiente para superar Pires.

    Outro dos grandes pontos de interesse desta última jornada do CPV está focado na categoria TCR, na qual apenas 11 pontos separam o duo que é líder, António Coimbra e Luís Silva, no Hyundai Elantra N TCR da Sports & You, de Daniel Teixeira, no CUPRA TCR do JTR59 Racing Team. Depois de um início fulgurante em Jarama, a rapidez de Teixeira não tem sido acompanhada pela fiabilidade do CUPRA, aguardando-se com expetativa este fim de semana do tudo ou nada na discussão do título.

    A espanhola SMC Motorsport já garantiu, por antecipação, o título das Equipas, somando uma vantagem (54 pontos) irrecuperável por parte da Veloso Motorsport, mas o vice-campeonato ainda está em aberto entre a formação da Póvoa de Lanhoso e a eslovena Lema Racing.

    PROGRAMA HORÁRIO DO CPV/ISE NO ESTORIL

    SEXTA-FEIRA (18 novembro)

    11:25/12:05 – Treinos Livres

    14:30/14:45 – Qualificação 1

    14:50/15:05 – Qualificação 2

    SÁBADO

    12:10/12:55 – Corrida 1 (45’)

    DOMINGO

    12:10/12:55 – Corrida 2 (45’)

  • WallUp WoodLab (PRO) e Razão Automóvel (AM) alcançam títulos no Troféu C1 Learn & DriveMini-Endurance 2022

    O Troféu C1 Learn & Drive, competição icónica organizada pela Motor Sponsor e que reúne em pista os emocionantes e irreverentes C1, rumou ao mítico Circuito do Estoril, no último fim de semana, para a decisão dos títulos das classes PRO e AM do Troféu Mini-Endurance, numa empolgante jornada ao cronómetro onde a competitividade e o bom ambiente foram protagonistas maiores.

    Um fim de semana em que a competição, que integrou o cartaz do Estoril Racing Tribute | Armando Pinto, com organização a cargo da P21 Motorsport, reservou aos concorrentes duas disputadas corridas de 50M, a par de uma sessão de treinos cronometrados com igual duração. Presentes, duas dezenas de C1 centravam em si os holofotes, no evento que se assumia como o derradeiro da época e que todos procuravam vencer.

    Na corrida 1, o fantástico pelotão do Troféu C1 Learn & Drive Mini-Endurance responderia com um fervoroso arranque ‘à chamada’ do sinal verde. Uma corrida que fechou o programa de sábado e que por essa razão se revelou de enorme exigência para os plantéis PRO e AM, ao terminar já sob noite cerrada, com os C1 a darem um colorido muito especial ao Circuito do Estoril, num evento marcado pela emoção e competitividade da primeira à última volta. Uma corrida em que Tzi Designs Racing Team e a Casiraghi Cars 88, embora de classes diferentes, foram protagonistas de um disputado e salutar duelo na frente, cortando a meta no primeiro lugar da PRO e AM, respetivamente.

    Na PRO, o triunfo sorriria assim à Tzi Designs Racing Team, de Afonso Cidrais e Carlos Rodrigues, dupla que deu a melhor resposta em prova ao andamento demonstrado nos treinos cronometrados: “Foi uma corrida em que estivemos sempre em disputa com o C1 nº 88, eles estavam ligeiramente mais rápidos e acabámos também por perder algum tempo na troca de pilotos. Mas como estávamos em classes distintas, acabámos por nos centrar na nossa corrida, gerir a vantagem até final e vencemos.” A segunda posição foi alcançada pela Torres Racing Team, de Pedro Perino e João Ventura, com o C1 nº 3, num pódio fechado pelo C1 nº 44 da Team NB Klima, formada por Paulo Ribeiro e Pompeu Simões, que alcançou a terceira posição.

    Na AM, a Casiraghi Cars 88 seria a primeira estrutura a cruzar a meta, seguida do C1 nº 29 da Slow Motion e do C1 nº 17 da Bugaparts Motorsport. No entanto, a Casiraghi Cars 88 acabaria por ser penalizada pelo Colégio de Comissários Desportivos com um stop & go por incumprimento dos tempos de condução e a Bugaparts Motorsport com um drive-through por pisar a linha branca à saída do pit lane. Um contexto que colocaria a Slow Motion no topo da tabela classificativa, com a equipa de Eduardo Rodrigues e Tiago Amorim, ao volante do C1 nº 29, a alcançar a primeira vitória da época no troféu: “Temos ambos ritmo, já alguma experiência no Circuito do Estoril e não tivemos nenhum toque. Correu-nos tudo bem e estamos contentes por termos chegado ao primeiro lugar. Uma palavra também para a nossa equipa, a Gianfranco Motorsport, que fez um trabalho fantástico.”

    Ao segundo posto ascenderia o C1 nº 81 da Razão Automóvel. Um resultado que permitiu à equipa automaticamente sagrar-se vencedora do Troféu C1 Learn & Drive Mini-Endurance 2022 na classe AM, título que juntou à já assegurada conquista do Troféu Endurance. Um feito que os pilotos Diogo Teixeira e Guilherme Costa sublinham: “Foi um ano espetacular, no qual conseguimos alcançar as duas vitórias no Troféu Mini-Endurance, à qual somamos a vitória nas 24H C1 Portimão do Troféu Endurance. Para esta prova, viemos a pensar nas contas do troféu e mais focados em gerir do que propriamente em atacar, e o resultado está à vista, uma dobradinha para a Razão Automóvel este ano.” Uma corrida 1 em que a Central Mensageiro 88, de Pedro Alface e Rui Simões, com o C1 nº 8, terminaria na terceira posição da AM, alcançando o primeiro pódio da época no troféu. Estavam assim ‘dadas’ as primeiras cartas de uma jornada que teria ainda muita ação por revelar em pista.

    Na corrida 2, de domingo, a comitiva de 20 C1 voltaria ao traçado luso para a corrida que faria cair o pano sobre a época de 2022 do Troféu C1 Learn & Drive Mini-Endurance e que fechava o programa de competições do fim de semana, numa jornada que terminaria ao cair da noite, desta vez com o desafio extra da chuva que se fez sentir no traçado do Estoril.

    Uma prova onde as lutas na discussão de posições seriam uma vez mais uma constante ao longo dos 50M de corrida, com o protagonismo na frente a ser assumido pela Tzi Designs Racing Team, equipa que daria continuidade ao registo evidenciado ao longo de todo o fim de semana, carimbando o segundo triunfo da jornada na PRO e uma estreia ao melhor nível no Troféu Mini-Endurance, após a conquista do título do Troféu Endurance, embora com outra formação de pilotos. Um desempenho que os pilotos do C1 nº 33, Afonso Cidrais e Carlos Rodrigues, resumem: “A corrida foi muito engraçada, com a chuva a revelar-se um condimento especial. Mas correu-nos tudo bem, soubemos gerir a primeira posição e vencer. Estamos, por isso, naturalmente muito satisfeitos.”

    Já a WallUp WoodLab, com o C1 nº 330, assinou um segundo lugar na classe com sabor a vitória. A formação composta por Jorge Passanha, Pedro Antunes e Gonçalo Gaivão, que havia chegado ao Circuito do Estoril na liderança partilhada da classe juntamente com a Manahu Care – Gianfranco Motorsport, conquistou o título do Troféu C1 Learn & Drive Mini-Endurance 2022 na classe PRO após a segunda posição alcançada na corrida 2: “Esta era a corrida onde se decidia o título no troféu e graças a Deus que veio a chuva, que era aquilo que queríamos. Um agradecimento muito especial a toda a nossa equipa, sempre à altura e com total dedicação em todas as provas, o que é muito importante. Muito obrigado também à organização por tudo.” Uma corrida 2 em que o pódio na PRO foi fechado pelo C1 nº 248 da T3 Racing, de Pedro Alves e Francisco Araújo, estrutura que fez a estreia absoluta no troféu nesta jornada.

    Uma corrida 2 igualmente disputada na classe AM, com o C1 nº 17 da Bugaparts Motorsport, de Rui Nunes e Samuel Eufrásia, a terminar na primeira posição. “A vitória era algo que já ambicionávamos e a chuva também acabou por ajudar. Estamos todos muito contentes e este resultado é a forma de fechar com chave de ouro este ano de 2022.” Um pódio formado pela Casiraghi Cars 88, de João Silvestre e João Simões, e pela Slow Motion, de Eduardo Rodrigues e Tiago Amorim, segunda e terceira classificadas, respetivamente.

    Um fecho de época ao melhor nível, conforme o responsável máximo da Motor Sponsor, André Marques, sublinha: “Encerrámos a quarta época do troféu e quero deixar um obrigado a todos os pilotos e equipas que têm estado connosco e nos permitiram chegar aqui. Desde o seu início que a competição tem proporcionado corridas bastante competitivas e com grelhas cheias, a que se junta o muito tempo de pista. Só este ano os Troféus Endurance e Mini-Endurance garantiram um total de 39h50m ao cronómetro, numa época em que a competição recebeu 47 equipas e mais de 180 pilotos. Números que são um marco no desporto automóvel nacional. Ao mesmo tempo, e conforme anunciado, estamos já a trabalhar em 2023, sempre com o objetivo de inovar e fazer evoluir o troféu, para proporcionar a melhor experiência de competição a pilotos e equipas. Obrigado a todos e vemo-nos em 2023.”