Categoria: Velocidade

  • Miguel Cristóvão e Francisco Carvalho: “um título muito suado tem outro sabor”

    Miguel Cristóvão e Francisco Carvalho: “um título muito suado tem outro sabor”

    Miguel Cristóvão e Francisco Carvalho, no McLaren 570S GT4 da Araújo Competição, foram os “senhores” da categoria GT4 Bronze, tanto no Campeonato de Portugal de Velocidade (CPV) como no Iberian Supercars Endurance.

    Se Carvalho tinha sido campeão nacional em 2019, quando conduziu um Porsche GT4, já Cristóvão foi estreante. “Ganhei agora o meu primeiro título no CPV, pois nunca tinha participado”, conta o piloto de Cascais, enquanto o seu colega acrescenta: “Vencer um campeonato muito suado, como foi este, tem outro sabor”.

    Cristóvão gostou da experiência de conduzir o McLaren 570S GT4 no CPV, considerando: “o carro, além de ser muito bonito, é bastante interessante de conduzir, embora revelasse alguns problemas ao nível da fiabilidade que afetou a performance, mas no cômputo geral foi uma época agradável”. E um dos factos que mais o surpreendeu foi o equilíbrio de andamentos verificado ao longo da época, como fez questão de sublinhar: “Houve uma grande homogeneidade de andamentos, devido à introdução do BoP (equilíbrio de performance), mas é sempre complicado, quanto se investe mais num carro que devia ser mais rápido e vê-lo depois andar ao nível de um TCR ou ver outros de troféus rodarem junto dos GT4. É difícil e até estranho de justificar ou compreender, mas é o que é”.

    Embora some vários êxitos em troféus, Miguel Cristóvão sagrou-se campeão do CPV pela primeira vez, razão bastante para fazer da época um balanço positivo: “A meta era essa, vencer, conseguimos, mas esteve difícil, devido a vários azares e aos problemas de fiabilidade, mas, no fim, sentimos o dever cumprido e, claro, uma grande satisfação”.

    Com maior experiência nas andanças do CPV, Francisco Carvalho atribui o interesse e competitividade gerado em 2022 devido à junção na grelha dos GT4 com os TCR e os GTC: “Desde o final do PTCC que defendo que a melhor fórmula para um bom campeonato deveria ser esta e o resultado está à vista. São carros mais acessíveis e valores exequíveis para a realidade portuguesa. Estão lá os ingredientes todos para ser um êxito, como já foi esta época”. Quanto a 2023, o piloto da Guarda já decidiu: “A ideia será repetir o CPV com um carro GT4, mas espero que não surjam tantas contrariedades e que eu sofra menos para conquistar o título…”

  • Carrera Los 80s quer crescer em 2023

    Carrera Los 80s quer crescer em 2023

    A competição ibérica Carrera Los 80’s, organizada pela Race Ready, vai manter em 2023 os mesmos moldes dos anos anteriores, mas o seu calendário irá “crescer”, com duas provas em Portugal e outras duas em Espanha.

    Com o mesmo espírito dos “3 C” – No Cheating, No Crashing, No Complaining – e com um formato em todo semelhante àquele implementado com sucesso no Iberian Historic Endurance, estas corridas oferecem uma competição onde, acima de tudo, os pilotos possam desfrutar da condução destes carros de corrida numa atmosfera aprazível. O formato de semi-endurance mantém-se inalterado, com duas corridas de 40 minutos,  com uma paragem compulsória nas boxes, permitindo equipas de um ou dois pilotos.

    Viaturas de Turismo e GT de diferentes gerações formam uma grelha de partida que capta um pouco do imaginário das corridas de outros tempos, remetendo-nos para a década de oitenta e início dos noventa, quando as corridas de Turismo cativavam marcas e adeptos, os troféus monomarca ganhavam popularidade e as corridas de GT davam os primeiros passos rumo ao seu renascimento.

    A temporada arranca no fim de semana do Algarve Welcome Spring, a 6 e 7 de Maio, num evento promovido pela Race Ready e num dos palcos preferidos dos pilotos e das equipas, a “montanha russa” do Autódromo Internacional do Algarve.

    Depois do evento de abertura em Portugal, a competição ruma a Espanha, para duas provas. O Circuito del Jarama, que detém o recorde de participantes com mais de 20 equipas inscritas em 2022, volta a ser uma paragem obrigatória no roteiro desta competição, ou não fosse esta pista dos arredores de Madrid um dos históricos palcos do automobilismo na Península Ibérica e, para muitos, a jornada mais esperada da temporada.

    Após um ano de ausência, o pelotão da Carrera Los 80’s regressa ao Circuito de Jerez-Ángel Nieto para enfrentar um traçado que alberga curvas de baixa, média e alta velocidade, numa altura do ano convidativa à prática do desporto automóvel.

    A época chegará ao fim no Autódromo do Estoril, o primeiro circuito permanente construído em Portugal continental e uma casa muito acarinhada por todos, com duas corridas dentro do programa do fim de semana dos 250km do Estoril.

    Para Diogo Ferrão, CEO da Race Ready, “há um enorme potencial nas Carrera Los 80’s e queremos emular o espírito do Historic Endurance nestas corridas. Em 2023 vamos redobrar o nosso foco nesta competição que é disputada com carros que têm um significado muito especial para os seus donos e que dão um enorme prazer de conduzir. Ao mesmo tempo, são de uma era onde se produziram alguns dos carros mais marcantes das corridas de Turismo e são muito aplaudidos pelo público e espectadores.”

    Calendário de 2023:

    17/18 Março – Estoril Exclusive Test – Autódromo do Estoril 🇵🇹

    06/07 Maio – Algarve Welcome Spring – Autódromo Internacional do Algarve 🇵🇹

    10/11 Junho – Supercars en Jarama – Circuito del Jarama 🇪🇸

    21/22 Outubro – Jerez Historic Festival – Circuito de Jerez-Ángel Nieto 🇪🇸

    25/26 Novembro – 250km Estoril – Autódromo do Estoril 🇵🇹

  • Bruno Pires: “é muito mais fácil guiar um GT4 do que um Porsche igual ao nosso”

    Bruno Pires: “é muito mais fácil guiar um GT4 do que um Porsche igual ao nosso”

    “Um GTC ganhar à geral, só com um jogo de pneus e ainda com o restritor no motor, foi espetacular. Sem dúvida que houve muito mérito, não só do preparador do carro, mas também dos pilotos que o guiaram”, palavras de Bruno Pires, o campeão da categoria GTC no Campeonato de Portugal de Velocidade e no Iberian Supercars Endurance na hora de fazer o balanço da época.

    O piloto de Vila Nova de Gaia não se cansa de elogiar a ajuda e os ensinamentos do amigo e colega Fábio Mota, bem como do trabalho desenvolvido pela Fabela Sport, fatores determinantes para uma época de sonho.

    “O nosso objetivo, meu e do Fábio, era dar seguimento à participação no campeonato anterior, com o Porsche 997, e disputar todas as provas do CPV, mas não imaginava que o carro fosse tão competitivo. Eu sabia que era muito bom, mas daí até que nos permitir vencer corridas à geral… É muito mais fácil guiar um GT4, com patilhas de velocidade no volante, e não só, do que um Porsche igual ao nosso, com caixa sequencial à antiga, obrigando o piloto a tirar as mãos do volante para engrenar as velocidades. Demos o máximo e a nossa aposta revelou-se excelente”, disse Bruno Pires.

    Para o novo campeão, foi fácil explicar onde esteve a chave para a conquista do título:

    “A equipa Fabela Sport entregou-nos sempre o carro em perfeitas condições e mesmo quando surgia algum problema ela conseguiu resolvê-lo de imediato. A parceria com o Fábio [Mota] também foi perfeita, pois ele ajudou-me muito, tal como a minha família”.

    Com o título da categoria GTC nas mãos, o campeão olha para 2023 com mais confiança: “Ainda não temos nada definido, mas gostávamos de continuar na mesma competição”.

  • Iberian Historic Endurance apresenta calendário para 2023 com duas novidades

    Iberian Historic Endurance apresenta calendário para 2023 com duas novidades

    O Iberian Historic Endurance celebra o seu 11º aniversário em 2023 e a prestigiada competição de clássicos da Race Ready irá apostar na continuidade, mantendo a regulamentação técnica e desportiva de sucesso e o mesmo número de provas, enquanto regressará às origens, com a novidade da visita a dois dos circuitos mais carismáticos em Espanha a voltarem a um calendário repleto de grandes eventos. 

    A temporada arranca com o Estoril Exclusive Test, no Autódromo do Estoril, no mês de Março,  numa oportunidade única para testar as máquinas antes da primeira prova do ano que está agendada para o fim de semana de 7 e 8 de Maio no Autódromo Internacional do Algarve. A exemplo do ano transacto, o imponente e moderno circuito de Portimão acolherá duas corridas de 50 minutos da competição que se rege pelo espírito dos “3 C” – No Cheating, No Crashing, No Complaining.

    O Iberian Historic Endurance não se ficará apenas pela Península Ibérica, indo visitar novamente dois dos circuitos icónicos do automobilismo mundial no centro da Europa. O decorado pelotão   teve a honra de ser novamente convidado para fazer parte do programa do Grand Prix de Pau Historique, dando a oportunidade aos pilotos e equipas conduzirem num dos mais antigos circuitos citadinos europeus na segunda prova da época. 

    Ainda no universo da francofonia, a caravana do Iberian Historic Endurance regressará no Verão às Ardenas belgas, mais precisamente ao Circuit de Spa-Francorchamps, para mais uma edição das 3 Horas de Spa. Sete dezenas de carros são esperados no “le plus beau Circuit du Monde” para esta “mini-maratona” no fim de semana do Spa Summer Classic.

    A Race Ready Espanha receberá novamente um total de quatro corridas em dois eventos. Desta vez o pelotão Relaxed Historic Racing vai voltar às origens, com dois circuitos míticos espanhóis: Jarama e Jerez. No fim de semana de 10 e 11 de Junho, nos arredores de Madrid, o Iberian Historic Endurance vai ser uma das provas cabeça de cartaz do “Supercars en Jarama”, um evento organizado pela Race Ready no Circuito del Jarama, uma infraestrutura erguida em 1967. 

    De volta ao calendário também está o Circuito de Jerez, outro ex-circuito de F1 e casa do MotoGP em Espanha. O ansiado retorno ao Jerez Historic Festival está planeado para o fim de semana de 21 e 22 de Outubro quando o clima é mais propício à prática do automobilismo neste ponto do globo.

    Entre os dois eventos espanhóis, pela mão da Race Ready, realiza-se no Autódromo do Estoril  um dos maiores eventos de carros clássicos na Europa. Com a presença de muito público e um ambiente extraordinário, que nos remete aos “anos de ouro” do Autódromo do Estoril, é esperada “casa cheia” para a única corrida integrada no popular Estoril Classics.

    A temporada encerra com a grande festa do Iberian Historic Endurance, os tradicionais 250km do Estoril, no fim de semana de 25 e 26 de Novembro, onde se voltará a organizar a partida simbólica ao “estilo Le Mans” no melhor espírito das corridas de resistência, com quatro turnos de condução, reabastecimentos e estratégia.

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    1000km Trophy e Index of Performance – Uma Aposta Acertada

    O Iberian Historic Endurance manterá a mesma estrutura de classes no próximo ano – Gentleman Drivers Spirit (GDS), H.1965, H1971, H-1976 e  GTP & Sports Cars – assim como a aposta no 1000km Trophy e no Index of Performance.

    O 1000km Trophy pretende valorizar a equipa mais consistente ao longo da época, premiando o binómio carro/piloto que participa  em mais corridas e que mais quilómetros percorre ao longo da época do Iberian Historic Endurance.

    Já o vencedor do Index of Performance de cada prova não tem de ser o primeiro a ver a bandeira de xadrez, mas sim o melhor classificado após um calculado com base num coeficiente aplicado a cada modelo, onde se valorizam os carros mais antigos e de menor cilindrada, sendo mais um incentivo à participação com carros diferentes e de menor cilindrada, que dão um igual ou até mesmo superior prazer de condução.

    Para Diogo Ferrão, CEO da Race Ready, “este ano, que vai ser bastante especial para nós, teremos um regresso às origens e aos circuitos mais populares em Espanha, após um ano de ausência, onde fomos experimentar novos traçados e desafios. Em 2023, vamos continuar a apostar nesta fórmula que é sinónimo de vitalidade e sucesso.”

    Calendário de 2023:

    18/19 Março – Estoril Exclusive Test – Autódromo do Estoril

    07/08 Maio – Algarve Welcome Spring – Autódromo Internacional do Algarve

    20/21 Maio – Grand Prix de Pau Historique – Circuit de Pau-Ville

    10/11 Junho – Supercars en Jarama – Circuito del Jarama

    08/09 Julho – Spa Summer Classic – 3 Horas de Spa

    07/08 Outubro – Estoril Classics – Autódromo do Estoril

    21/22 Outubro – Jerez Historic Festival – Circuito de Jerez-Ángel Nieto

    25/26 Novembro – 250km Estoril – Autódromo do Estoril

  • Proeza de Gustavo Menezes em filme raro de automobilismo

    Proeza de Gustavo Menezes em filme raro de automobilismo

    No Bahrein, palco da última ronda do Campeonato do Mundo de Resistência FIA 2022, a PEUGEOT produziu um vídeo que teve como protagonista Gustavo Menezes, piloto do Team Peugeot TotalEnergies, numa acrobacia que sublinha o seu novo slogan, “Allure Born to Race”.

    Bem acima do solo do Circuito Internacional do Bahrein, o piloto americano saltou de para-quedas de um helicóptero da Polícia Aérea do Ministério do Interior do Bahrein, para logo aterrar na pista e arrancar ao volante do 9X8 Hypercar da Peugeot.

  • Pódio final para Pompeu Simões

    Pódio final para Pompeu Simões

    Qualquer amante do desporto motorizado sonha em, um dia, poder fazer uma corrida e sentir os desafios da competição. Pompeu Simões era também um desses amantes que sonhava com corridas. Se antes a sua paixão eram as motos, foi gradualmente mudando o seu foco para os automóveis, querendo sempre sentir a adrenalina da velocidade. Há três anos, iniciou a sua aventura no Kia Picanto GT Cup. A primeira experiência nos Picanto “agarrou” logo o empresário de Braga, que se iniciou na competição. Fez dois anos nos Picanto, até que no ano passado foi desafiado para fazer a Taça Kia num Ceed e, logo nas primeiras voltas, entendeu que tinha de dar o passo e fazer o Ceed GT Cup, competição da CRM.

    Assim, 2022 foi um ano de novos desafios para Pompeu Simões, com um novo carro, novas exigências e novos adversários em pista. A tudo isto respondeu com trabalho, regularidade e evolução. Depois de uma época muito positiva, encarou as últimas corridas do ano com o desejo de manter o quarto lugar na competição e fazer, como sempre, o melhor possível. 

    As primeiras voltas no Estoril foram duras, com as condições meteorológicas a complicarem a tarefa dos pilotos nos primeiros treinos. Pompeu Simões enfrentou a molhada pista do Estoril nas primeiras voltas, sem percalços. Chegaram os treinos cronometrados, e se no primeiro, um erro deixou o piloto de Braga na quinta posição, no segundo treino cronometrado, alcançou um excelente segundo lugar, que o colocava na primeira linha da grelha da derradeira corrida do ano.

    A primeira corrida, já com piso seco, não correu de feição e, com alguns erros nas três primeiras voltas, perdeu a oportunidade de se juntar às lutas da frente e teve de se contentar com um quarto lugar. Mas o melhor estava reservado para o fim. Motivado pela excelente posição na grelha de partida, Pompeu Simões arrancou de segundo, lugar que nunca largou mesmo com a pressão constante do seu adversário. Terminou a corrida no segundo lugar e festejou no pódio do Estoril o terceiro lugar final na competição, fruto dos azares da concorrência. Um final em grande na sua primeira época nesta competição.

    O balanço do fim de semana e do ano são amplamente positivos, como explicou:

    “Foi um fim de semana excelente. Vínhamos motivados para fazer o melhor possível e manter o quarto lugar. O crono 1 e a corrida 1 não me correram bem, mas o crono 2 e a corrida 2 foram excelentes. Creio que foi uma corrida quase perfeita da minha parte, sem erros. Consegui manter o Vasco Oliveira atrás de mim, ele que muito me pressionou ao longo da corrida. O segundo lugar deixou-me muito feliz e orgulhoso, mais ainda quando entendi que esse resultado, com alguns azares de alguns adversários, me deram o terceiro lugar no Kia Ceed GT Cup. Sendo a minha época de estreia nesta competição, só posso estar orgulhoso.

    Foi uma época em cheio, num carro que me deu muito gozo a pilotar, conseguindo também um excelente resultado final para um estreante como eu. Esta época deu-me ainda mais prazer com o Ceed, após ter feito os Picanto. O Ceed oferece sensações de condução muito boas.”

    Com a época concluída, é tempo de olhar em frente, mas, para já, Pompeu Simões está focado em festejar os bons resultados obtidos esta época, ainda sem planos para 2023:

    “Os planos ainda estão indefinidos. Temos outros projetos a serem analisados, mas o Ceed é sempre uma excelente opção para a próxima época. Não posso esquecer que é apenas o meu terceiro ano de corridas e o meu foco é fazer o melhor possível dentro do que posso fazer e, acima de tudo, divertir-me. O Ceed já dá muito gozo e tenho participado noutros campeonatos, como os C1, onde a competitividade é grande. Para o ano, no mínimo, farei mais do mesmo. Outros voos.. Logo se vê.”

  • Manuel Gião : “sempre disse que corridas de resistência se ganham do meio para a frente”

    Manuel Gião : “sempre disse que corridas de resistência se ganham do meio para a frente”

    Para Manuel Gião, Elias Niskanen e a equipa Lema Racing foi praticamente chegar, ver e… vencer esta temporada no Campeonato de Portugal de Velocidade (CPV) e no Iberian Supercars Endurance, cujos títulos açambarcaram face a uma concorrência de respeito.

    A experiência de Gião, que aos 51 anos amealhou mais um troféu na sua longa e bem sucedida carreira – o último tinha sido conquistado em 2021, num troféu monomarca – ajudou a marcar diferença.“Desde que deixei de correr em Itália, há uns anos largos, e regressei a casa, participei em vários campeonatos ibéricos e, portanto, agora, em 2022, voltar a um campeonato fez-me sentir em casa. No ano anterior abrira a minha estrutura, a MG Competição, e tencionava colocá-la em ação no campeonato, mas constatámos que ainda não tínhamos reunidas todas as condições para fazer um bom trabalho. E é aí que entra a Lema Racing e o Niskanen”, começou por referir Gião, acrescentando: “Correu tudo bem, desde a equipa aos pilotos, a nível de rapidez e de experiência, até ao carro. Acabámos a época com uma boa margem para os adversários, o que foi muito relevante face a adversários fortíssimos. A McLaren Barcelona investiu muito no campeonato e nós fomos os líderes e vencedores, como corolário de um excelente trabalho”.

    Os conselhos do piloto e “patrão” da MG Competição terão sido cruciais, bem secundado pelo desempenho da Lema Racing na preparação e assistência do Mercedes-AMG GT4, para a conquista dos dois títulos em conjunto com o jovem finlandês Elias Niskanen.

    “O Elias também teve intervenção importante no acerto do carro e eu assumi o meu papel noutras áreas, a nível de conselhos, pois sempre defendi, por exemplo, que as corridas de resistência ganham-se do meio para a frente. Em Portimão, a temperatura no asfalto estava em os 40 e os 50 graus, portanto ia haver uma degradação enorme de pneus e eu defendi, como veio a provar-se estar certa, uma estratégia mais conservadora para o arranque e depois para a frente ir aumentando o ritmo. De resto, o Elias cumpriu sempre com o que lhe pedimos. Foi um bom casamento!”.

    Planos em relação a 2023 já existem e, neste momento, encontram-se na fase de angariação de patrocínios, para repetir a participação no CPV.

    “A minha estrutura, que já tem uma base sólida para crescer, vai ser uma das prioridades, até porque tenho de garantir o meu futuro. Como piloto, sinto-me competitivo e pretendo continuar no campeonato, desta feita com a MG Competição, mas será necessário adquirir um carro. Estamos a trabalhar para encontrar os parceiros para fazer avançar esse projeto”.

    Para o jovem finlandês Elias Niskanen, que se estreou nas competições ibéricas, o arranque da temporada não deixou de ser algo complicado e um volte-face na segunda metade revelou-se decisivo para a conquista do título, como sintetizou:

    “O início da temporada foi desafiante, mas no final melhorámos e ganhámos o campeonato. As novas pistas trouxeram desafios quando só tínhamos apenas algumas voltas de treinos antes da corrida. A minha equipa e o meu companheiro de equipa fizeram um excelente trabalho ao longo da temporada. No final, fiquei muito, muito satisfeito”.

  • GT Winter Series com corridas entusiasmantes em Portimão

    GT Winter Series com corridas entusiasmantes em Portimão

    O Team Joos Sportwagentechnik e a Good Speed Racing venceram as corridas das GT Winter Series em Portimão, que se caracterizaram pelas alterações das condições da pistas e pela emoção típica dos desportos motorizados, mas também por uma considerável disciplina de condução por parte dos pilotos.

    No Sprint 1 Michael Joos (Porsche 911 GT3-R) converteu a sua pole-position em liderança logo no início da corrida, afastou-se e segurou facilmente o comando da corrida. Não deixou dúvidas até ao final de que era o homem da corrida. O piloto e chefe de equipa prevaleceu na dianteira numa pista que estava a secar, jogando com a sua experiência. No entanto, o facto de ambos os pilotos da Olimp GT3 não terem alinhado, devido a perturbações gástricas, facilitou-lhe a vida. Infelizmente, o Audi da Phoenix também não competiu, pois a caixa de velocidades deixou de colaborar durante a qualificação. Mais motivos de interesse são esperados para as próximas corridas na classe GT3.

    Dustin Blattner, piloto da PRE cujo carro é operado pela Manthey Racing, terminou em segundo lugar na geral no seu Porsche 911 GT3 Cup. Como a classe Cup 2 perfaz a maioria da grelha de partida das GT Winter Series, o alemão foi honrado como o piloto com mais pontos após a corrida. Fuad Sawaya, Johannes Kapfinger e Mladen Pavlovic (todos em 992 Cup) travaram animados duelos pelas as outras posições. No final, Sawaya prevaleceu sobre o campeão da Swiss Porsche Sports Cup, Johannes Kapfinger.

    1Impression from Race 1 of the GT Winter Series Round 1 at Autódromo Internacional do Algarve in Portimão, Portugal.

    No Sprint 2 Joos (Porsche 911 GT3-R) também teve pouco trabalho no segundo “sprint” de 25 minutos, ganhando sem esforço aparente e sem obstáculos.

    Dustin Blattner, no Porsche da Manthey Racing, voltou a ocupar a segunda posição e foi assim o melhor piloto do pelotão em termos de pontos. O segundo lugar na classe Cup 2 foi para o piloto da Huber Racing, Johannes Kapfinger, que parecia estar em excelente forma este fim-de-semana. Após um duelo emocionante com Fuad Sawaya, o jovem conseguiu prevalecer e completar o “Top 3” geral.

    As GT Winter Series continuam no circuito português do Estoril. Nos dias 14 e 15 de Janeiro, a série de corridas organizada pela GEDLICH RACING fará mais uma vez uma aparição num circuito de homologação FIA Grau 1 na Península Ibérica. Senna, Prost e Mansell tiveram o seus momentos neste circuito. Hoje, a pista recentemente asfaltada encontra-se no topo de forma, estando localizada perto da praia e da cosmopolita cidade de Lisboa.

  • Álvaro Ramos: “a regularidade permitiu-me somar pontos sem nunca fechar a porta a ninguém”

    Álvaro Ramos: “a regularidade permitiu-me somar pontos sem nunca fechar a porta a ninguém”

    Na sua segunda temporada de competições e primeira completa, Álvaro Ramos destacou-se, claramente, entre os pilotos amadores no Campeonato de Portugal de Velocidade (CPV) e no Iberian Supercars Endurance esteve na discussão do título da categoria GTC até à última prova, no Autódromo do Estoril.

    E só a desistência forçada (o seu colega Leandro Martins viu-se envolvido num acidente, ficando com o carro irrecuperável), no início da segunda corrida, o deixou apeado do troféu de campeão, algo que, no início da época, nunca esteve nos seus projetos…

    “As minhas expetativas não eram tão grandes, atendendo a que era a primeira vez que ia disputar um campeonato do princípio ao fim. Portanto, estava focado, acima de tudo, em aprender e conhecer os circuitos. Depois, tenho um problema: não consigo treinar no simulador porque causa-me enjoo e isso representou uma dificuldade acrescida. Além de ser mais velho que os outros pilotos e também mais pesado. Decidi participar no CPV e no Iberian Supercars Endurance para me divertir e gozar, porque sempre gostei imenso de carros, nunca tive qualquer ambição de ganhar nada. Antes de correr levava os meus carros desportivos para os track days e ainda lá destruí alguns… Estou numa fase de vida consolidada, ao contrário do que sucedia quando era mais novo, mas aí faltavam-me as condições para concretizar o sonho de competir, só que hoje já não sou jovem nem tão atrevido ao volante. É o que é…”, explicou o piloto da Araújo Competição.

    Álvaro Ramos, que conduziu um McLaren 570S GT4 Trophy,não esconde que o conjunto de resultados somado ao longo desta época é o somatório da sua conduta em pista.

    “Os meus adversários são mais profissionais e não fugiam às ‘escaramuças’, buscando sempre ganhar uma posição na primeira curva. Eu não, quis estar longe das confusões e mesmo com chuva, em que a visibilidade é reduzida e aumenta a probabilidade de eu ter um acidente, reduzi logo o andamento. Como não tinha que ganhar provas, a minha regularidade permitiu-me ir somando pontos sem nunca fechar a porta a ninguém, mas verifiquei que há pilotos muito agressivos em pista. Fiz o meu percurso, em termos de aprendizagem, cumpri um sonho e claro que estou satisfeito por ter sido vice-campeão na categoria GTC dos Supercars”.

    Com uma carreira de dois anos na velocidade, Álvaro Ramos, embalado pelo entusiasmo de uma aprendizagem consolidada, já faz planos para 2023, mas as decisões só mais tarde…

    “O passo seguinte, depois de concluída a temporada, é reunir com a equipa e analisar tudo. Gostei muito de competir nos dois campeonatos, mas, agrada-me a ideia de fazer corridas mais longas. Não sei, será um caso a pensar…”.

  • Daniel Teixeira: “Trocava o lugar de piloto da Força Aérea por um volante para correr no TCR Europe”

    Daniel Teixeira: “Trocava o lugar de piloto da Força Aérea por um volante para correr no TCR Europe”

    Daniel Teixeira foi, indiscutivelmente, uma das figuras em destaque na época de 2022 tanto no Campeonato de Portugal de Velocidade (CPV) como no Iberian Supercars Endurance, em particular na categoria TCR, com o seu CUPRA TCR da JT59 Racing Team, ao discutir ambos os títulos até à derradeira corrida do ano. E no final festejou os louros na competição ibérica, algo que lhe soube a pouco… face à performance evidenciada ao longo do ano.

    “É minha convicção que quem ganha é sempre um justo vencedor. E creio que este ano fiz o suficiente para vencer. Fui o mais rápido em seis qualificações, ganhei quatro corridas e fui autor de três voltas mais rápidas, integrando a equipa com maior número de triunfos. Quanto a mim, merecíamos o título também no CPV, custou-me um bocado perdê-lo, mas, infelizmente, problemas mecânicos, duas vezes no Algarve e uma em Vila Real, condicionaram o resultado final. Enfim, são situações que fazem parte das corridas e resta-me procurar fazer melhor da próxima vez…”

    Puxando atrás o filme do CPV e do Iberian Supercars, Daniel Teixeira considera que além da falta de fiabilidade do CUPRA TCR, a sorte nem sempre esteve do seu lado ao longo da época.

    “Fomos praticamente os mais rápidos da classe TCR em todas as provas, tendo sido líder de sete em oito corridas. Os adversários que se sagraram campeões no CPV conseguiram-no com todo o mérito e são merecedores de parabéns, mas venceram uma corrida. Nós estivemos mais fortes, mas outras condicionantes limitaram-nos”.

    Filho de Joaquim Teixeira (multicampeão no Campeonato de Portugal de Montanha), Daniel começou a correr em 2014, nas provas de montanha, ainda antes de, profissionalmente, ingressar na Força Aérea e, volvidos alguns anos, se tornar piloto aviador. Atualmente, concilia a carreira de piloto em duas “frentes” distintas, mas quando questionado se trocava os comandos do Hércules C 130 pela outra, não hesita:

    “Sem dúvida alguma que neste momento, e era já, trocava o lugar de piloto da Força Aérea por um volante para correr no TCR Europe! Gosto muito de aviões e daquilo que faço atualmente, mas a minha grande paixão são as corridas de automóveis. Reconheço que em Portugal não é fácil ser piloto profissional, mas se a oportunidade surgisse nem pensava duas vezes”.

    O campeão ibérico dos Supercars na classe TCR confessa adorar carros de turismo, mas não enjeitaria outra oportunidade, tecendo, por outro lado, elogios à fórmula do CPV/SE, que foi a chave de corridas interessantes…“Gosto muito dos TCR, que são carros bastante competitivos e dão imenso gozo conduzir. Já não tenho aspirações, devido à falta de patrocínios, para correr no estrangeiro, e seria ótimo poder continuar no campeonato. De qualquer modo, não descarto outras oportunidades, seja nos GT ou mesmo em ralis. Desde que haja quatro rodas e um volante, estou recetivo a qualquer possibilidade, tal a paixão pelo desporto automóvel. Em relação ao CPV e SE, a fórmula utilizada foi, quanto a mim, a mais acertada, porque tanto para os pilotos como para o público as corridas revestiram-se de uma grande emoção. Recordo uma em Jarama na qual a vitória à geral foi decidida na última volta e por menos de um segundo. Corridas muito interessantes, excelentes carros e excelentes pilotos é tudo aquilo que faz sentido. A igualdade de andamentos foi uma realidade e tanto a Race Ready como o TCR Europe fizeram um excelente trabalho que, quanto a mim, deve ter continuidade nos próximos anos”, concluiu Daniel Teixeira.