Categoria: Velocidade

  • GT3 Cup: Carlos Vieira imparável na corrida 1 em Portimão

    Carlos Vieira triunfou de forma categórica, ao princípio da noite desta sexta-feira, na primeira corrida da terceira jornada da GT3 Cup, no Autódromo Internacional do Algarve, em Portimão, controlado em absoluto Ricardo Costa e Vasco Barros, os seus opositores mais diretos que concluíram as 13 voltas bem próximos… mas longe do vencedor.

    “Estou muito feliz por mais esta vitória. Mantivemos um bom ritmo e voltei a conseguir a pontuação máxima, que era o meu objetivo. Amanhã espero repetir este resultado…”, declarou Vieira na hora de subir ao pódio. Atrás de si, o seu “aluno” Ricardo Costa passou por algumas dificuldades nas últimas voltas, apertado por Vasco Barros. “A primeira metade da corrida foi ótima, mas a segunda acabou por ser terrível, em parte, também, devido à minha falta de preparação física. Comecei a cometer alguns exageros e nas últimas voltas o Vasco aproximou-se, exercendo uma grande pressão. De qualquer modo, este segundo lugar deixa-me radiante”, confessava Costa, enquanto Vasco se lamentava de problemas de travões e não só:

    “No início o Vieira bloqueou-me um pouco, talvez para proteger o seu colega de equipa [Ricardo Costa] e perdi ligeiramente o contacto, só que depois os travões deixaram de ser eficazes e refreei um pouco o ritmo. Contudo, na parte final consegui aproximar-me do Ricardo, ainda tive esperanças de passá-lo, mas não deu”, referia o jovem piloto da Lob Motorsport.

    Desde o início que Jorge Areia foi perdendo terreno para o trio da dianteira, embora com uma margem confortável face a João Parreira, o quarto classificado e vencedor destacado da classe GD. “Procurei não entrar em loucuras na primeira curva, fiz duas ultrapassagens e depois foi só gerir a liderança da classe”,contava Parreira, que terminou com uma vantagem confortável face a Rui Miritta, o qual não escondia a sua satisfação: “Depois do panorama negro de Valência, aqui está a resposta…”. E o terceiro posicionado, Miguel Caetano, também tinha motivos para estar satisfeito: “Sofri uma penalização e parti mais atrás, acabando à frente do meu adversário direto [João Vieira] no troféu, o que é importante, para além de me ter divertido bastante”.

    Bastante mais renhida foi a luta pelo pódio da classe AM, ganha por André Fernandes, que desde o início se posicionou muito bem, explicando, a propósito: “Tentei não bater em ninguém no arranque e o objetivo era chegar ao fim, depois de ter ficado a zero, a nível de pontos, em Valência. Correu tudo bem nesta pista fabulosa”. Mais atrás, René Quintaneiro resistiu até onde pôde à pressão de Alexandre Martins, acabando por ser desalojado do segundo lugar: “Já não tinha ritmo nem forças para aguentar a segunda posição. Mas foi uma corrida espetacular e não há nada como guiar um Porsche numa pista como esta”, referia o terceiro classificado, enquanto o segundo, Alexandre Martins, contava:

    “Fiz um bom arranque, mas de início ‘queimei’ os pneus, o que me levou a falhar uma travagem e ser ultrapassado. Depois foi tentar recuperar ao máximo, mas ter ou não patilhas no volante para mudar de caixa faz toda a diferença e tive muitas dificuldades, mas o resultado foi bom”.

    Corrida 1 (classificação oficiosa)

    1º, Carlos Vieira (Veloso Motorsport/PRO/AM+), 13 voltas

    2º, Ricardo Costa (Veloso Motorsport/PRO/AM+)

    3º, Vasco Barros (Lob Motorsport/PRO/AM+)

    4º, Jorge Areia (PRO/AM+)

    5º, João Parreira (Rosário Classics/GD)

    6º, André Fernandes (AM)

    7º, Alexandre Martins (AM)

    8º, René Quintaneiro (Monteiros Competições/AM)

    9º, Ricardo F. Costa (SC)

    10º, Leandro Martins (P 21 Motorsport/SC)

    11º, Rui Miritta (Monteiros Competições/GD)

    12º, Miguel Caetano (GD)

    13º, João Vieira (Araújo Competições/GD)

    14º, Álvaro Ramos (Araújo Competições/GD), a 1 volta

    15º, Jorge Brioso (AM), a 1 volta

    Volta mais rápida: Carlos Vieira, 1.49.084

  • Mundial de Resistência está de volta com as 6 horas de Monza e um trio de pilotos portugueses

    O Campeonato do Mundo de Resistência da FIA está de volta este domingo com as 6 Horas de Monza, 4.ª prova da temporada, e a expectativa é grande entre os adeptos de motores lusos graças aos bons resultados obtidos pelos pilotos nacionais. 

    Filipe Albuquerque, António Félix da Costa e Henrique Chaves competem no mítico circuito italiano e querem um bom resultado. Albuquerque, que compete na categoria LM P2, vem de duas provas consecutivas nos EUA, e espera contrariar o azar que o tem afastado dos pódios. O piloto da United Autosports guarda boas recordações de Monza já que foi o local onde ganhou o campeonato das European Le Mans Series em 2020. 

    António Félix da Costa chega em grande plano a Monza depois da conquista histórica das 24 Horas de Le Mans, na categoria LM P2, na última jornada, e acredita que pode tornar a ganhar. O piloto da ORECA #38 da JOTA terá concorrência forte sobretudo das equipas da United Autosports e da Team WRT.

    Quem também chega a Monza em grande destaque é Henrique Chaves. O jovem piloto da TF Sport estreou-se a ganhar no WEC e logo em Le Mans, na última etapa, na categoria GTE Am, isto depois de já ter feito também um 2.º lugar em Spa-Francorchamps. A ideia agora passa por ajudar a equipa a defender a liderança do campeonato e aumentar a vantagem para as outras formações. 

    As 6 Horas de Monza, uma excelente corrida, podem ser vistas no Eurosport 2, em direto, na sua totalidade este domingo a partir das 10:30h, com os comentários de Vítor Sousa e Ricardo Grilo. 

  • Falta de homologação da pista obriga Race Ready a cancelar evento de outubro em Braga

    O evento agendado para os dias 1 e 2 de Outubro no circuito Vasco Sameiro, com provas a contar para o Campeonato de Portugal de Velocidade (CPV) by Hankook, Group 1 Portugal e Troféu Mini, foi cancelado.

    A três meses do evento e dada a confirmação por parte do clube organizador – o CAMI – que o processo da nova homologação da pista ainda não começou, a Race Ready viu-se obrigada a cancelar as visitas planeadas do Campeonato de Portugal de Velocidade (CPV) by Hankook, Group 1 Portugal e do Troféu Mini ao circuito bracarense em 2022.

    Apesar da vontade da Race Ready em regressar este ano ao Circuito Vasco Sameiro, perante o cenário em que a pista minhota não se encontra homologada e as obras requeridas pelas entidades competentes ainda não arrancaram, a viabilidade do evento estava comprometida.

    Para o CEO da Race Ready, Diogo Ferrão: “dada a indefinição em que nos encontrávamos a menos de três meses da prova, achamos por bem cancelar as nossas corridas em Braga. É obviamente de lamentar este cancelamento, pois este é um circuito muito acarinhado pelos nossos pilotos e equipas. Temos uma enorme vontade de voltar a ver as nossas competições em Braga e torcemos para que tal seja possível num futuro próximo”.

    Esta prova não será substituída nos calendários das três competições que ficarão com os seus calendários encurtados em quatro eventos esta temporada.

    Tanto o Campeonato de Portugal de Velocidade (CPV) by Hankook como o Group 1 Portugal e o Troféu Mini regressam à pista ainda este mês, no programa do Algarve Summer Festival, evento que está agendado para o fim de semana de 30 e 31 de Julho no Autódromo Internacional do Algarve.

  • GT3 Cup de volta em Portimão e com várias “caras novas”

    Decorridas três semanas sobre a jornada espanhola de Valência, a GT3 Cup volta à ação esta sexta-feira e sábado (8 e 9 de julho), no Autódromo Internacional do Algarve, em Portimão, para a terceira ronda da temporada, sendo de registar algumas novidades numa lista que apresenta 18 inscritos para as duas corridas do programa.

    A P21 Motorsport, promotora deste troféu monomarca, dá as boas-vindas à Repsol, o seu novo patrocinador oficial de combustível, contando com a presença no circuito algarvio do represente da marca em Portugal, engenheiro Armando Oliveira. Mas haverá mais “caras novas”, designadamente entre os pilotos, que vão fazer a sua estreia nestas andanças, juntando-se ao regressado Jorge Areia. Referimo-nos a Leandro Macedo, piloto oriundo do autocrosse, e que fará dupla com outro estreante, Jorge Brioso, e ainda ao convidado Ricardo Filipe Costa, que guiará um 991 e, tudo indica, vai ser presença assídua na próxima época.

    “A avaliar pelas duas jornadas anteriores, tudo se conjuga para que estas quinta e sexta corridas da época voltem a ser animadas por um elevado nível competitivo em pista nas diferentes classes. Essa é a verdadeira essência da GT3 Cup, que pela sua espetacularidade continua a cativar pilotos e a fazer parte dos sonhos de outros, sendo de destacar, nesse âmbito, o bom ambiente entre os participantes e as equipas, o que nos apraz registar”, sublinha José Monroy, responsável máximo da P21 Motorsport.

    Até ao momento, Carlos Vieira tem sido a grande figura desta segunda edição da GT3 Cup, já que arrebatou até ao momento todas as ‘pole position’ e voltas mais rápidas em corrida, perdendo apenas a primeira corrida em Valência para o jovem Vasco Barros. De resto, e salvo essa exceção, o piloto de Fafe não deixou que nenhum rival lhe fizesse sombra na discussão da vitória. Na classificação geral, Vieira dispõe de uma vantagem de 18 pontos face a Barros, enquanto João Vieira, o terceiro da tabela, soma já uma diferença de 30 pontos em relação ao piloto da Lob Motorsport.

    CLASSIFICAÇÕES DA GT3 CUP APÓS DUAS JORNADAS (4 corridas)

    1º Carlos Vieira, 106 pontos; 2º, Vasco Barros, 88; 3º, João Vieira, 58; 4º, Miguel Caetano, 57; 5º, Álvaro Ramos, 52; 6º, Nuno Mousinho, 42; 7º, José Barros, 38; 8º, João Parreira, 36; 9ºs, Francisco Cruz e Paulo Martins, 36; 11º, André Fernandes, 29; 12º, João Posser, 28; 13º, Paulo Martins, 20; 14º, René Quintaneiro, 16; 15º, Rui Miritta, 15; 16º, Diogo Rocha, 11.

    PROGRAMA DA GT3 CUP EM PORTIMÃO

    Sexta-feira (8 julho)

    10:05/10:30 – Treino Livre 1

    13:35/14:00 – Treino Livre 2

    16:10/16:30 – Qualificação 1

    19:35/20:00 – Corrida 1 (15 voltas)

    Sábado (9 julho)

    09:40/10:00 – Qualificação 2 12:35/13:00 – Corrida 2 (15 voltas)

  • Guilherme Oliveira vence LMP3 nas 4 Horas de Monza

    Com apenas 17 anos, o português Guilherme Oliveira conquistou a primeira vitória em corridas de automóveis e logo no prestigiado European Le Mans Series (ELMS). Ao vencer a categoria LMP3 nas 4 Horas de Monza, o piloto ascendeu ao quarto lugar do campeonato, mantendo legítimas aspirações à conquista do título e isto na época de estreia na competição. 

    Aos 17 anos, Guilherme Oliveira tornou-se o piloto português mais jovem de sempre a vencer uma corrida do European Le Mans Series, o mais importante campeonato europeu de protótipos. Revelando uma rapidez e maturidade impressionantes, o jovem piloto de Vila Nova de Gaia triunfou nas 4 Horas de Monza, na categoria LPM3, aos comandos de um Ligier JS P320 da equipa Inter Europol. 

    Uma jornada de glória que começou a ser construída logo na qualificação, depois da sua equipa ter conquistado um lugar na primeira fila da grelha de partida, por intermédio de Nico Pino, com o companheiro de equipa chileno de Guilherme Oliveira a tirar bom partido da afinação desenvolvida pelo piloto português durante os primeiros treinos 

    Mas foi, verdadeiramente, nos 240 minutos que durou a corrida que Guilherme Oliveira e os seus dois colegas de equipa se destacaram, chegando ao primeiro triunfo da temporada e confirmando serem uma das mais rápidas e eficientes triplas da categoria LMP3 do ELMS. Uma vitória suada, mas merecida, onde o piloto português teve um papel preponderante, na fase final da corrida disputada no emblemático Autódromo de Monza. 

    “A equipa delineou uma estratégia de corrida que conseguimos pôr em prática e que se revelou perfeita e que foi, para além do bom desempenho de todos os pilotos da equipa, o fator de sucesso”, explica o jovem piloto português, dias depois de saborear o champanhe da vitória nas 4 Horas de Monza. 

    “Sabíamos que seríamos obrigados a fazer uma paragem extra nos últimos 15/20 minutos de prova, devido ao consumo de combustível que, em Monza, é sempre elevado. Assim, estrategicamente, a equipa optou por estender, ao máximo, o turno do Charles Crews (um americano que completa o trio de pilotos da equipa de Guilherme Oliveira) e fazer o Nico Pino rodar no segundo turno com pneus usados, para que eu fosse o último piloto a entrar em pista e pudesse tirar todo o partido do derradeiro jogo de pneus novos disponíveis. E só posso dizer que a tática resultou em pleno: recuperei 20 segundos nos 40 minutos finais da corrida para os primeiros e fiz uma ultrapassagem final arriscada (por fora, na Variante Ascari) para dar à equipa a primeira vitória do campeonato. E ainda terminei a corrida com oito segundos de vantagem sobre o segundo classificado, uma recompensa pelo enorme esforço físico e psicológico que tive de fazer dada a responsabilidade de estar ao volante no último terço da prova”, explica Guilherme Oliveira. 

    Depois de múltiplos triunfos no Karting, esta foi a primeira vitória de Guilherme Oliveira nos automóveis e logo numa disciplina tão competitiva como o ELMS. Uma proeza que, naturalmente, orgulha o jovem piloto: “De facto, conseguir o primeiro trunfo em corridas de automóveis no European Le Mans Series é uma grande honra e só posso ficar muito contente com isso. Depois dos azares na época de preparação no Asia Le Mans Series e nas duas primeiras corridas da temporada, esta vitória, em Monza, para além da satisfação pessoal, recompensa o excelente trabalho que a equipa tem vindo a desenvolver desde o início da época”.

    Na sequência da vitória na corrida de Monza, a equipa de Guilherme Oliveira subiu à quarta posição do campeonato na categoria LMP3, mantendo legítimas aspirações à conquista do título, quando faltam ainda disputar três provas, precisamente em Barcelona, Spa-Francorchamps e Portimão. “Estamos a apenas 14 pontos dos líderes. Isto permite-nos ainda alimentar o sonho de festejar a conquista do campeonato ‘em casa’, em Portimão, na última prova do calendário e pelo ritmo que temos demonstrado em todas as provas, parece-me realisticamente viável”.

    No próximo dia 28 de agosto realiza-se a quarta prova do calendário do ELMS, no Circuito de Barcelona de Montmeló.

  • António Félix da Costa foi 2ºem Marraquexe

    O quinto E-Prix de Marraquexe realizou-se esta tarde no Circuito de Moulay El Hassan, sob temperaturas quentes e piso seco, condições que se mostraram favoráveis à DS TECHEETAH e António Félix da Costa, com a conquista de um 2º lugar, terminando Jean-Éric Vergne na 4ª posição.

    Já na Qualificação do final da manhã, a DS TECHEETAH havia demonstrado uma forte performance, tendo o piloto português alcançado a sua primeira pole da época, ficando o seu companheiro de equipa com o 3º melhor tempo, ambos aos comandos dos seus DS E-TENSE FE21.

    Photo Germain Hazard / DPPI

    Arrancando do primeiro lugar da grelha, Félix da Costa demonstrou uma grande desempenho, lutando pelos lugares da frente durante toda a corrida, vindo a conquistar a 2ª posição do E-Prix de Marraquexe, o primeiro pódio da época para o piloto português, que assim demonstrou de que está de regresso ao seu melhor nível.

    “Foi um bom dia, com uma ‘pole-position’ e o 2º lugar. A corrida foi uma loucura! Estávamos à frente mas depois perdemos essa posição. Tentámos ter a estratégia certa, mas no final perdemos um pouco para o Edo [Mortara]. Ainda assim estou feliz com o primeiro pódio da época, que chegou um pouco tarde, mas estamos a ganhar dinâmica e estamos a apostar fortemente para terminar a temporada em alta.”, afirmou o português no final.

    Saindo do 3º lugar, Vergne fez um bom arranque, mantendo a sua posição. Depois de uma corrida agitada e de muitas ultrapassagens, JEV fez tudo o que estava ao seu alcance para voltar aos lugares da frente nesta corrida muito estratégica. No baixar da bandeira axadrezada garantiu o 4º lugar e somou 12 preciosos pontos, que lhe permitem continuar a ocupar o 2º lugar no Campeonato de Pilotos, com um total de 128 pontos.

  • CPV: Cristóvão e Carvalho vencem primeira corrida em Vila Real

    A dupla Miguel Cristóvão/Francisco Carvalho, no McLaren 570S GT4 da Araújo Competição, venceu, na tarde deste sábado, a primeira corrida da segunda jornada do Campeonato de Portugal de Velocidade (CPV) by Hankook, no Circuito de Vila Real, cuja parte final foi pródiga em sobressaltos e dissabores para alguns pilotos, sendo de destacar o triunfo de Miguel Oliveira, o piloto de MotoGP da KTM, na classe TCR, fazendo dupla com o seu pai aos comandos do Hyundai i30 N.

    O grande azarado da tarde foi, sem dúvida, Francisco Mora, autor da “pole position” e que dominou a corrida por completo… até ser forçado a parar, com problemas na bomba de gasolina do CUPRA, a 6 minutos do final. Mesmo assim, conseguiu classificar-se na quinta posição. “O problema, que acontece às vezes nestes carros, começou a manifestar-se logo à segunda ou terceira volta. Foi um grande stress, porque eu nunca sabia quando poderia ser forçado a renunciar. Dei o máximo até parar…”, contava Francisco Mora, que esteve na liderança desde a partida, muito bem secundado por Daniel Teixeira, cujo CUPRA também deu problemas ao piloto de Vila Real, que no final de contas ainda foi mais penalizado (12º lugar final) que Mora. “A partir da terceira volta, quando seguia atrás do Francisco [Mora], o motor começou a falhar, repetindo-se o sucedido ontem, na segunda qualificação, talvez por falta de pressão de gasolina, acabando por se desligar. É frustrante, porque tanto eu como ele estávamos com um ritmo muito superior ao dos adversários”, lamentava Teixeira.

    Francisco Carvalho ascendeu ao primeiro lugar absoluto graças ao problema de Mora, depois de ter conseguido superar o Porsche 911 Cup de Bruno Pires e de Fábio Mota, mas as duas equipas passaram por valentes sustos. “A quatro voltas do final, na segunda esquerda de Mateus, a descer, bati num Ginetta, cujo piloto não me viu, e foi uma sorte não ter ficado com danos grandes no McLaren”, contava Francisco Carvalho, enquanto o seu colega de equipa Miguel Cristóvão confessou: “Esta foi uma vitória especial, pois é a terceira vez que corro em Vila Real e já tinha sido segundo e terceiro classificado. Agora, à terceira foi de vez que consegui ganhar”.

    Segunda classificada, a dupla Bruno Pires/Fábio Mota esteve em plano de destaque, ao levar o Porsche 911 Cup da Fabela Sport ao segundo lugar absoluto e a uma vitória inquestionável na classe TCR, mas não sem sobressaltos mesmo no final, como revelou Bruno Pires:

    “Para além de aspirarmos ao triunfo na classe GTC, queríamos terminar o mais à frente possível e manter-nos na dianteira do McLaren do Carvalho ia ser difícil. O Fábio, no seu turno, fez uma excelente recuperação até ao terceiro lugar que acabou por ser segundo, mas na última volta ele teve um furo. Foi mesmo um segundo lugar à tangente…”

    O último lugar do pódio, em termos absolutos, foi conquistado por Jorge Rodrigues e Patrick Cunha, no Audi R8, deixando evidente o acréscimo de competitividade. “Fizemos uma corrida de trás para a frente e até deu para experimentar algumas coisas para amanhã. Agora o comportamento do carro é bastante melhor”, referia Patrick Cunha.

    Em matéria de falta de sorte, não foram apenas os já referidos Mora e Teixeira a poderem lamentar-se, porque a dupla André Pimenta/Pedro Salvador, outra das candidatas à vitória com o McLaren 570S da SMC Junior Motorsport, também terminou a corrida de forma inglória e ocupava a quarta posição absoluta. Simplesmente, no momento da troca de piloto, o sistema de extinção de incêndio do habitáculo disparou e… Salvador já nem teve oportunidade de fazer o gosto ao pé.

    Com os problemas de Francisco Mora e Daniel Teixeira, as “vedetas” da classe TCR foram, merecidamente, Miguel Oliveira e o seu pai Paulo, no Hyundai i30 N que ajudou o húngaro Norbert Michelisz a sagrar-se campeão mundial do WTCR em 2019. Pura e simplesmente, arrebataram a vitória, a que juntaram um excelente quarto lugar absoluto, fruto de uma impressionante regularidade. “Fiz uma boas voltas, várias ultrapassagens e diverti-me. Claro que tivemos um pouco de sorte, mas procurei, acima de tudo, evitar toques, que às vezes acontecem numa pista como esta”, comentava Miguel Oliveira e o seu pai, Paulo, explicava o porquê de também ter sido rápido: “Fui piloto de motos e, portanto, tenho perfeita noção do que é competir. Esta pista exige coração e o mínimo erro leva logo à interrupção da corrida. Amanhã, o objetivo é continuar a divertir-me e manter a adrenalina em alta…”.

    De destacar o desempenho dos Skoda Octavia e o checo Ondrej Krupka foi sempre muito certinho, tirando o máximo partido da competitividade da sua “máquina”, para terminar num notável sexto lugar final e segundo da classe GTC.

    Os três Ginetta da Tockwith Motorsports estiveram uns furos abaixo do habitual e se Paulo Sousa/Aubrey Hall, devido a problemas de motor, não completaram mais do que uma volta, os de Tom Roche/Marmaduke Hall e de Jemma Moore e Damian Hirst, acidentados nos treinos, rodaram com cautelas redobradas, de modo a concluir a corrida. António Veloso, por seu turno, foi forçado a abandonar quando a manga de eixo do Fiat 500 Abarth cedeu.

    Corrida 1 (classificação oficiosa)

    1º, Miguel Cristóvão/Francisco Carvalho (Araújo Competição/McLaren 570S GT4/Bronze), 20 voltas

    2º, Bruno Pires/Fábio Mota (Fabela Sport/Porsche 911 Cup/GTC), + 18.563s

    3º, Jorge Rodrigues/Patrick Cunha (Veloso Motorsport/Audi R8 LMS/GT4 Bronze), + 23.869

    4º, Miguel Oliveira/Paulo Oliveira (Hyundai Portugal/Hyundai i30 N TCR/TCR), + 38.157

    5º, Francisco Mora (Veloso Motorsport/CUPRA TCR/TCR), a 1 volta

    6º, Ondrej Krupka (Monteiros Competições/Skoda Octavia/GTC), 1 volta

    7º, António Coimbra/Luís Silva (Sports & You/Hyundai Elantra N TCR/TCR), a 1 volta

    8º, Tom Roche/Marmaduke Hall (Tockwith Motorsports/Ginetta G55/GT4 PRO), a 1 volta

    9º, Damian Hirst/Jemma Moore (Tockwith Motorsports/Ginetta G50/GTC), a 1 volta

    10º, Nuno Breda/Nuno Teixeira (Monteiros Competições/Skoda Octavia/GTC), a 2 voltas

    11º, António Veloso (Veloso Motorsport/Fiat 500 Abarth/Abarth), a 2 voltas

    12º, Daniel Teixeira (JT 59 Racing Team/CUPRA TCR/TCR), a 3 voltas

  • CPV: Francisco Mora conquista as duas “pole position” em Vila Real

    Francisco Mora, no CUPRA TCR, foi a grande figura, na tarde deste sábado, das duas sessões de qualificação da segunda jornada do Campeonato de Portugal de Velocidade (CPV) by Hankook, no Circuito de Vila Real, ao conquistar a “pole position” para as duas corridas do fim de semana, deixando bem vincada a superioridade dos TCR face aos GT4 na discussão das melhores posições da grelha de partida. Contudo, um cenário diferente poderá acontecer em corrida, já que a duração de cada uma é de 45 minutos e a gestão de pneus vai ser determinante na discussão da vitória.

    “Nesta pista, com corretores altos e várias chicanes, creio que um TCR se encaixa melhor que um McLaren, que tem alguns dispositivos que interferem na condução, como o controlo de tração e o de estabilidade, que não se desligam, obrigando o piloto a adaptar-se. Passamos por cima de muitos corretores altos e quase temos de descobrir como ‘enganar’ os dispositivos de ajuda à condução. Guiar o McLaren numa pista do como a do Estoril é muito mais fácil…”, comentava Pedro Salvador, que na segunda sessão conseguiu colocar o GT4 da SMC Junior Motorsport na segunda posição, ao lado do CUPRA TCR de Mora.

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    “Não tenho dúvidas que os TCR são mais ágeis nesta pista face aos GT4, por causa das chicanes, mas eu diria que aqueles últimos terão vantagem nas travagens, pois dispõem de ABS. Eu creio que em corrida a situação mudará de figura, pois em 45 minutos julgo que os GT4 conseguem uma melhor gestão dos pneus, mas estou na expetativa”, referia o detentor do título de campeão nacional de velocidade.

    Na primeira sessão, Daniel Teixeira conquistou o segundo lugar, ao lado de Mora, reforçando o domínio TCR, mas na segunda, com o motor do CUPRA a falhar, apenas conseguiu completar uma volta e “só deu para ser quinto classificado”. A terceira posição da categoria nunca esteve em risco para o Hyundai Elantra da Sport & You de António Coimbra e Luís Silva, que lograram superiorizar-se ao motard Miguel Oliveira (Hyundai i30 N) e ao seu pai, Paulo Oliveira.

    Entre os GTC, Bruno Pires e Fábio Mota, no Porsche 911 da Fabela Sport, estiveram sempre na dianteira e desta vez os Ginetta da Tockwith Motorsports, devido a diversos contratempos mecânicos, estiveram longe das expetativas, sendo até superados pelos Skoda Octavia da Monteiros Competições do checo Ondrej Krupka e da dupla Nuno Breda/Nuno Teixeira.

    Na categoria GT4, o acidente de Tom Roche, que faz dupla com Marmaduke Hall, na primeira qualificação com o Ginetta G55 da Tockwith Motorsports, levando a uma interrupção, condicionou a parte final da sessão, mas nem por isso os dois McLaren 570S – Álvaro Ramos, por razões profissionais inadiáveis, estará ausente em Vila Real – de Miguel Cristóvão/Francisco Carvalho e de André Pimenta/Pedro Salvador, e o Audi R8 LMS de Jorge Rodrigues/Patrick Cunha ficaram distantes, a nível de andamento.

    Face ao exposto, é com natural expetativa que se aguarda pela primeira corrida do programa, na tarde deste sábado, para se desfazerem dúvidas relativas à “performance” dos GT4 em relação aos TCR ao longo de 45 minutos…

    QUALIFICAÇÃO 1

    1º, Francisco Mora (Veloso Motorsport/CUPRA TCR/TCR), 2.03.891

    2º, Daniel Teixeira (JT 59 Racing Team/CUPRA TCR/TCR), 2.05.591

    3º, Bruno Pires (Fabela Sport/Porsche 911 Cup/GTC), 2.06.774

    4º, Miguel Cristóvão (Araújo Competição/McLaren 570S GT4/Bronze), 2.07.425

    5º, André Pimenta (SMC Junior Motorsport/McLaren 570S/GT4 PRO), 2.08.079

    6º, Tom Roche (Tockwith Motorsports/Ginetta G55/GT4 PRO), 2.09.200

    7º, Jorge Rodrigues (Veloso Motorsport/Audi R8 LMS/GT4 Bronze), 2.10.763

    8º, António Coimbra (Sports & You/Hyundai Elantra N TCR/TCR), 2.14.013

    9º, Ondrej Krupka (Monteiros Competições/Skoda Octavia/GTC), 2.16.232

    10º, Miguel Oliveira (Hyundai Portugal/Hyundai i30 N TCR/TCR), 2.17.566

    11º, Nuno Breda (Monteiros Competições/Skoda Octavia/GTC), 2.25.831

    12º, Paulo Sousa/Aubrey Hall (Tockwith Motorsports/Ginetta G50/GTC), 2.35.670

    13º, António Veloso (Veloso Motorsport/Fiat 500 Abarth/Abarth), 2.41.224

    14º, Damian Hirst (Tockwith Motorsports/Ginetta G50/GTC), sem tempo

    QUALIFICAÇÃO 2

    1º, Francisco Mora (Veloso Motorsport/CUPRA TCR/TCR), 2.03.143

    2º, Pedro Salvador (SMC Junior Motorsport/McLaren 570S/GT4 PRO), 2.04.610

    3º, Francisco Carvalho (Araújo Competição/McLaren 570S GT4/Bronze), 2.05.008

    4º, Patrick Cunha (Veloso Motorsport/Audi R8 LMS/GT4 Bronze), 2.05.354

    5º, Daniel Teixeira (JT 59 Racing Team/CUPRA TCR/TCR), 2.06.025

    6º, Fábio Mota (Fabela Sport/Porsche 911 Cup/GTC), 2.08.590

    7º, Paulo Oliveira (Hyundai Portugal/Hyundai i30 N TCR/TCR), 2.15.564

    8º, Luís Silva (Sports & You/Hyundai Elantra N TCR/TCR), 2.17.704

    9º, Nuno Teixeira (Monteiros Competições/Skoda Octavia/GTC), 2.21.535

    10º, Ondrej Krupka (Monteiros Competições/Skoda Octavia/GTC), 2.31.693

    11º, Jemma Moore (Tockwith Motorsports/Ginetta G50/GTC), st

    12º, António Veloso (Veloso Motorsport/Fiat 500 Abarth/Abarth), st

    13º, Aubrey Hall (Tockwith Motorsports/Ginetta G50/GTC), st

    14º, Marmaduke Hall (Tockwith Motorsports/Ginetta G55/GT4 PRO), st

    PROGRAMA DO CPV EM VILA REAL

    Sábado (2 julho)

    16:00/16:45 – Corrida 1 (45’)

    Domingo (3 julho)

    15:30/16:15 – Corrida 2 (45’)

  • ANPAC bate recordes com 116 inscritos em Vila Real

    Os três Campeonatos de Portugal de Velocidade promovidos pela ANPAC terão um número recorde de 116 inscritos no Circuito de Internacional de Vila Real, no próximo fim de semana.

    Depois da prova de abertura no Circuito do Estoril, em abril, os Campeonatos de Portugal de Velocidade promovidos pela Associação Nacional de Pilotos de Automóveis Clássicos vão atingir um momento histórico, no próximo fim de semana, no mítico Circuito Internacional de Vila Real. As grelhas do Campeonato de Portugal de Velocidade Clássicos, Campeonato de Portugal de Velocidade 1300 e Campeonato de Portugal de Velocidade Legends terão um total de 116 inscritos e mais de 140 pilotos no evento transmontano, um número recorde que nunca tinha sido atingido em campeonatos nacionais sob a égide da FPAK. Uma realidade que, mais uma vez, reforça a escolha da ANPAC por parte da entidade federativa para promover as competições de Clássicos, 1300 e Legends em Portugal.

    A adesão dos pilotos foi de tal ordem que a ANPAC tentou, por todos os meios, garantir uma quarta grelha em Vila Real, algo que não se revelou possível devido aos constrangimentos de um programa que também inclui o FIA WTCR. A grelha do CPV Legends tem nada menos de 56 carros inscritos, um recorde absoluto em campeonatos nacionais de Velocidade. Para não excluir pilotos, os Super Turismos que normalmente estariam na grelha dos Legends vão correr na prova do CPV Clássicos em Vila Real, que tem 23 inscritos. Por outro lado, a grelha do CPV 1300 tem 37 carros inscritos, voltando a demonstrar, tal como os Legends, a validade do regulamento introduzido pela FPAK e ANPAC.

    Paulo Alves, um dos responsáveis da ANPAC, destacou a proximidade que existe entre a Associação e os concorrentes dos campeonatos de Clássicos, 1300 e Legends em Portugal. “Penso que os números e a adesão dos pilotos falam por si”, afirmou sobre o recorde atingido em Vila Real. “Sabemos que o Circuito de Vila Real é um atrativo extra para qualquer piloto ou amante do automobilismo, sobretudo nesta edição de regresso após a pandemia, mas a vitalidade destes campeonatos deve-se, sobretudo, ao verdadeiro espírito de proximidade que existe entre os pilotos e a ANPAC. É bom não esquecer que continuamos a atravessar circunstâncias difíceis no país e no mundo, por isso o esforço e a adesão dos pilotos é algo que nos enche de orgulho. É aqui que está o verdadeiro espírito do automobilismo nacional. Tentámos tudo o que nos era possível para termos uma quarta grelha e não deixarmos ninguém de fora, o que infelizmente não foi possível. Ainda assim, nunca tivemos grelhas com tantos carros num circuito citadino em Portugal, por isso o bom senso dos pilotos será fundamental para que tudo corra bem dentro de pista. Tenho a certeza que Vila Real será, mais uma vez, uma verdadeira festa da Velocidade nacional”, referiu Paulo Alves.

  • Zdenek Chovanec está de regresso à Fórmula 3 em Silverstone

    Atualmente a liderar o campeonato internacional BOSS GP na Formula Class, Zdenek Chovanec vai regressar ao campeonato FIA de Fórmula 3, no próximo fim de semana, em Silverstone. Um desafio motivador para o jovem piloto português, de 17 anos.

    A Fórmula 3 é, historicamente, considerada uma das mais importantes competições de monolugares do mundo, uma categoria por onde passaram grande parte dos pilotos de Fórmula 1. Aos 17 anos, Zdenek Chovanec prepara-se para regressar a esse campeonato, onde disputou as últimas três provas de 2021 com a Charouz Racing System (Spa-Francorchamps, Zandvoort e Sochi).

    Sochi (RUS), SEP 24 – 27 2021 – Russian Grand Prix at Sochi Autodrom. Zdenek Chovanec #31 Charouz Racing System © 2021 Sebastiaan Rozendaal / Dutch Photo Agency

    Será no circuito britânico de Silverstone, no próximo fim de semana, e novamente ao volante de um dos Dallara da equipa checa. “É muito bom regressar à Fórmula 3 e à Charouz”, afirmou Chovanec, que viveu durante vários anos na República Checa, antes de se mudar para Portugal, em 2018. “É no FIA F3 que estão os melhores pilotos do mundo da minha geração e é sempre muito motivador correr com os melhores. A época na BOSS GP tem sido positiva, porque me permite acumular quilómetros e experiência em diferentes pistas com um Fórmula 2. Acredito que me vou readaptar bem ao Fórmula 3, que tem menos potência e downforce. O meu objetivo em Silverstone é evoluir ao longo de todo o fim de semana”, referiu Zdenek Chovanec.

    Silverstone será a quarta das nove provas do calendário do FIA Fórmula 3.