O Kartódromo de Viana do Castelo vai receber no próximo fim de semana o Open de Portugal de Karting, sob a organização do Clube Automóvel do Minho (CAM). Para além de atribuir os primeiros títulos de 2022, esta competição é igualmente importante para pilotos e equipas, já que o Campeonato de Portugal de Karting Toyota arranca precisamente na pista vianense, nos dias 19 e 20 de março.
Mais de 80 pilotos distribuídos pelas categorias Iniciação, Cadete 4T, X30 Mini, Júnior, X30 (que inclui a classe Master) e X30 Super Shifter (que inclui as classes Sénior, Master e Gentleman), vão tentar conquistar o primeiro título de 2022 no Open de Portugal de Karting.
Contudo, pilotos e equipas também encaram o Open de Portugal de Karting como uma prova importante para ‘ensaiar’ a jornada de abertura do Campeonato de Portugal de Karting Toyota que, três semanas depois, nos dias 19 e 20 de março, realizar-se-á precisamente na pista de Viana do Castelo.
A categoria X30 (que engloba a classe Master, destinada a quem tem mais de 30 anos) é a mais concorrida, com 31 pilotos, seguindo-se a categoria Júnior que conta com 14 inscritos, enquanto a X30 Mini e a X30 Super Shifter (esta reservada a karts com caixa de velocidades) apresentam uma lista de inscritos com 11 pilotos cada. Nas categorias dos mais jovens, a Cadete 4T conta com 9 inscritos, enquanto que a Iniciação – destinada a pilotos dos 5 aos 7 anos – apresenta mais inscritos face aos anos anteriores: 7.
“Este número de inscritos (83) para o Open de Portugal de Karting, deixa-nos muito satisfeitos e otimistas, pois reflete o trabalho desenvolvido pela FPAK. Registo com particular agrado o aumento de inscritos nas categorias dos mais jovens, dado que são muito importantes para continuarmos a ter no futuro bastantes participantes no total de todas as categorias. As categorias de formação são uma aposta da direção da FPAK, fazendo parte do programa do nosso presidente Ni Amorim, para termos cada vez mais pilotos portugueses. Desejo uma excelente prova a todos, assim como uma boa época em 2022”, sublinha João Rito, diretor para o Karting na FPAK.
Quanto ao programa desportivo, todas as categorias irão realizar uma sessão de treinos livres e outra de treinos cronometrados no sábado de manhã, enquanto à tarde, entre as 13h30 e as 16h50, todos os pilotos vão disputar duas mangas de qualificação. Para domingo, entre as 10h30 e as 11h45, estão agendadas as Pré-Finais, enquanto as Finais serão disputadas entre as 13h40 e as 14h55, estando a cerimónia de entrega de prémios marcada para as 15h30.
Henrique Chaves esteve em grande nível na terceira etapa da Asian Le Mans Series, que se realizou este sábado no circuito de Yas Marina, Abu Dhabi, acabando no sexto posto entre os GT.
O português mostrava-se optimista para esta ronda da competição asiática e a qualificação confirmou a sua expectativa, uma vez que Jonathan Adam, seu colega de equipa, conquistou a pole-position para a corrida de hoje e o segundo posto na grelha de partida para a prova de amanhã.
Henrique Chaves deu seguimento às expectativas da TF Sport, ao longo do seu turno de condução. O jovem de Torres Vedras manteve a vantagem da pole-position e imprimiu um ritmo avassalador que ninguém conseguiu acompanhar.
Quando entregou o Aston Martin Vantage GT3 número noventa e cinco a John Hartshorne liderava autoritariamente com mais de vinte segundos para os seus perseguidores, o que evidencia bem o nível da performance de Henrique Chaves.
No entanto, durante a segunda hora o carro inglês acabaria por ser atrasado, caindo para fora dos dez primeiros.
Jonathan Adam ainda realizou um turno ao ataque, mas ao tentar fazer o “undercut” na sua última paragem, saiu no tráfego, não podendo aproveitar as borrachas frescas para ganhar lugares. No final não conseguiu regressar ao pódio, resultado parecia ao alcance do Aston Martin #95, vendo a bandeira de xadrez num, ainda assim, muito bom sexto lugar.
No final o jovem português estava satisfeito com a sua prestação e com o resultado. “Tenho de analisar melhor o meu ‘stint’, mas conseguiu arrancar bem e imprimir um bom andamento, no geral estou satisfeito. Depois tentámos jogar estrategicamente no turno do Jonny (Adam), mas a sorte não esteve do nosso lado. Penso que foi um bom resultado, terminámos entre os dez primeiros e conquistámos pontos, o que é muito positivo, dado que tivemos algumas dificuldades com a gestão dos pneus”, apontou Henrique Chaves.
Para a corrida de amanhã o trio arranca do segundo posto da grelha de partida, o que deixa o piloto de Torres Vedras optimista na obtenção de um resultado que já mostrou estar ao alcance dos pilotos da TF Sport. “Amanhã voltamos a arrancar de uma boa posição da grelha de partida, o que nos permite pensar numa boa classificação. A corrida começa um pouco mais tarde, mas aparentemente temperatura vai estar bem mais alta, apesar de a corrida começar mais tarde… Vai ser novamente complicado para nós, mas temos de encontrar soluções. Vamos dar o nosso melhor e, se tivermos alguma sorte e estivermos bem estrategicamente, poderemos voltar a conquistar um bom resultado”, concluiu Henrique Chaves.
Após ter regressado ao desporto automóvel em 2013, a Alpine prepara-se para a sua nona campanha consecutiva em provas de resistência. A marca irá cumprir a sua segunda temporada na categoria rainha do Campeonato Mundial de Resistência da FIA (FIA WEC) após seis pódios em seis corridas – incluindo um terceiro lugar nas 24 Horas de Le Mans – no seu primeiro ano na classe Hypercar.
Lançado em 2013, o programa contemporâneo de corridas de resistência da Alpine tem sido um verdadeiro sucesso e está preparado para enfrentar novos desafios. Após duas vitórias europeias no ELMS, dois títulos mundiais no WEC da FIA e três prestigiosas vitórias nas 24 Horas de Le Mans, a Alpine fez um notável regresso à categoria de elite de uma disciplina em que escreveu algumas das páginas mais gloriosas da sua história.
Fiel ao seu ADN, a Alpine enfrentou os desafios na sua passagem para a categoria Hypercar. Confiado à talentosa equipa de operações liderada pela Signatech e ao trio de pilotos composto por Nicolas Lapierre, André Negrão e Matthieu Vaxiviere, o Alpine A480 rapidamente se estabeleceu como o único rival dos detentores do título, estendendo a luta até à final da época no Bahrein.
36 NEGRAO André (bra), LAPIERRE Nicolas (fra), VAXIVIERE Matthieu during the 2022 FIA WEC pre-season private test on the circuit Paul Ricard from February 15 to 11, in Le Castellet, France – Photo Antonin Vincent / DPPI
Com base numa primeira época rica em valiosas lições, a Equipa Alpine Elf Endurance Team Elfos aposta, este ano, na regularidad para atingir novas metas ao mais alto nível.
Vice-campeã do Campeonato Mundial de Resistência da FIA em 2021, a equipa acolherá de volta Nicolas Lapierre, uma figura-chave no sucesso da marca do “A em forma de seta” (A-arrowed) em 2016 e 2019. O francês irá também reunir-se com o brasileiro André Negrão, duas vezes vencedor das 24 Horas de Le Mans, que está com Os Azúis (Les Bleus) desde 2017, e com o seu compatriota Matthieu Vaxiviere, que confirmou todo o seu talento desde que fez a sua estreia com a Alpine.
Tal como em 2021, os três pilotos terão apenas um objectivo: dar tudo por tudo no calendário de seis provas para levar os Alpine ao cume, apesar da competição cada vez mais renhida na categoria de elite. 2022 também marcará a oportunidade de se prepararem para o futuro Alpine LMDh, concebido em torno de um chassis Oreca e de um motor Alpine desenvolvido em Viry-Châtillon, que correrá na categoria de Hypercarros a partir de 2024. “Ao entrarmos neste nosso décimo ano com a Alpine, foi importante para nós confiarmos no mesmo trio para conduzir o A480 nesta categoria Hypercar. André, Matthieu e Nicolas estão realmente a encarnar este projecto. Eles, tal como nós, fizeram tudo para continuar a nossa colaboração este ano. Já conseguimos encontrar uma operação equilibrada com excelentes relações interpessoais, dois factores-chave para o sucesso nas provas de Resistência. Eles são “alimentados” com o espírito da nossa equipa e esta é uma situação ideal para todos, uma vez que nos dá muita serenidade e uma base fértil para os nossos próximos desafios. A confiança já está estabelecida, o que também nos poupará muito tempo. Ao mesmo tempo, a época de pré-temporada foi muito curta, mas trabalhámos arduamente para melhorar o nosso conjunto. Com a chegada de novos concorrentes à categoria, os elementos técnicos irão provavelmente evoluir e fizemos um trabalho imenso para termos uma época ainda melhor do que no ano passado. Temos de ser ambiciosos nesta categoria de topo e estamos a fazer o nosso melhor todos os dias para estarmos à altura deste prestigiado e excitante desafio”, referiu Philippe Sinault, Responsável Principal da Equipa Alpine Elf Endurance.
A equipa iniciará a sua campanha em Sebring (Estados Unidos) durante o prólogo oficial do WEC FIA a 12 e 13 de Março, antes da primeira corrida da temporada no mesmo circuito a 18 de Março.
Calendário de 2022
12-13 março: Prólogo – Sebring (Estados Unidos)
18 março: 1,000 Milhas de Sebring (Estados Unidos)
A inscrição de um Mazda2 Bio Concept com motor Skyactiv-D a biodiesel de próxima geração, pretendepromover o processo rumo à neutralidade carbónica. Segunda viatura será um Mazda Roadster (Mazda MX-5), com bloco Skyactiv-G. Equipas formadas por pilotos profissionais e pessoal interno Mazda.
A Mazda Motor Corporation irá participar na série de resistência denominada ‘Super Taikyu Series 2022’, nela inscrevendo dois veículos, um Mazda2 Bio Concept e um Mazda Roadster (Mazda MX-5). Ao participar nas corridas com um veículo que opera com um combustível biodiesel de próxima geração, a Mazda pretende realizar um teste de demonstração do veículo, bem como expandir a utilização do biodiesel de próxima geração, uma opção alternativa para se alcançar a neutralidade carbónica. Através desta participação, a Mazda pretende, também, contribuir para a revitalização do automobilismo no Japão.
O Mazda2 Bio Concept está equipado com um motor diesel Skyactiv-D e utiliza um biodiesel de próxima geração, 100% derivado de biomassa, denominado Susteo, fornecido pela Euglena Co., Ltd. A Mazda conta, neste projecto, com a ajuda de entidades externas envolvidas na competição, nomeadamente equipas com provas dadas nesta competição Super Taikyu, como o TEAM NOPRO da Nogami Project Ltd., a HM RACERS da Hiroshima Mazda Co., Ltd. O modelo será inscrito na classe ST-Q, que integra veículos especiais de competição não homologados, desenvolvidos por fabricantes.
Quando ao Mazda Roadster, inscrito na classe ST-5, conta com um motor a gasolina Skyactiv-G, permitindo aos pilotos que se dedicam às competições motorizadas uma oportunidade de participar em corridas mais desafiantes.
Engenheiros e mecânicos internos e externos à Mazda irão, assim, juntar-se, estando o início da sua participação nesta série agendado para a terceira jornada da ‘Super Taikyu Series 2022’, evento que irá ter lugar no circuito Sportland SUGO, a 9 e 10 de julho.
O Circuito de Jerez – Angel Nieto, recebeu uma mão cheia de estreantes na com GT Winter Series. Algumas surpresas e decisões preliminares do campeonato de Inverno organizado pelos alemães Gedlich Racing em parceria com os portugueses da Race Ready.
Nas sessões de qualificação, logo pela manhã, os pilotos depararam-se com um clima que pelos padrões andaluzes era frio. Pois 12 graus pareciam frescos em comparação com os 22 graus que se fizeram sentir sob o céu azul de Jerez nos dias anteriores. A grande surpresa foi Michael Joos no 991 GT3 R que foi o primeiro líder na tabela de tempos durante grande parte da sessão e que obrigou os favoritos, os polacos da Olimp Racing, a aplicarem-se para colocar o seu AMG GT3 na Pole Position. Karol Basz numa fantástica volta em 1:40.8 arrancou o Porsche de Joos do lugar cimeiro da tabela de tempos. Ainda houve esperança para Joos já que Basz marcou o seu tempo mais rápido durante uma volta em que bandeiras amarelas eram mostradas num dos sectores do circuito. No entanto, depois de cuidada análise do colégio de comissários foi comprovado que o piloto polaco (Basz) tinha abrandado no sector em causa não tendo consequências para o piloto do Mercedes AMG GT3 da Olimp Racing. Assim, Karol Basz repetia o feito conquistado no circuito do Estoril, a Pole Position. Basz, que ao contrário das rondas anteriores estava ao volante do AMG ao invés do Audi R8 GT3 (utilizado em Portimão) ou do Ferrari 488 (vencedor no Estoril) mostrou toda a sua versatilidade provando que é rápido ao volante de qualquer carro. Joos conseguiu dominar a segunda sessão de qualificação sem quaisquer problemas, enquanto Marcin Jedlinski acompanhou o piloto do Porsche na primeira fila da grelha com o AMG GT3 da Olimp Racing.
Corrida de Sprint 1
No início da primeira corrida de sprint, Basz assumiu a liderança e gradualmente conseguiu construir uma vantagem sobre o Porsche 911 GT3-R de Joos. Embora este último se tenha mantido por perto, o alemão (Joos) só podia esperar que Basz cometesse um erro, nunca estando realmente a uma distância que permitisse atacar a sua liderança. Joos, no entanto, conseguiu afastar-se dos restantes adversários da categoria GTR. Para os dois primeiros classificados, foi uma corrida bastante solitária até à bandeira axadrezada. No entanto o vencedor não seria o primeiro a receber a bandeira de xadrez, mas sim Michael Joos. O piloto polaco do AMG (Bazs) receberia uma penalização de 30 segundos por ter ultrapassado outro carro quando os comissários mostravam bandeiras amarelas. Assim, Joos triunfava na primeira corrida do fim-de-semana. Atrás deles logo se seguiu Javier Ibran Pardo no seu veloz Ligier LMP3 e Löfquist com o seu Porsche Cup de última geração, seguido por Ulrich Ziegler no Porsche 991.2 da HP Racing.
Markus Lungstrass, com um Aston Martin Vantage GT4 estava num patamar acima da sua concorrência. O alemão impôs um ritmo semelhante ao dos Porsche Cup até que, infelizmente, sofreu um toque por parte de Stanislav Jedlinski no Audi R8 LMS GT3 da Olimp Racing. Lungstrass ainda conseguiu levar o Aston Martin até às boxes, no entanto seria o fim da corrida para o piloto do Aston Martin da Racing One.
Andreas Greiling mostrou-se numa forma fantástica. O piloto alemão, residente em Marbella, não só conduziu o seu Porsche 718 GT4 CS para a vitótia na sua categoria, como superou grandes nomes como o de Martin Toth num AMG GT4 da DRAGO-ZvO.
A equipa BMW España já tinha anunciado que considerava Jerez como a sua corrida de casa – tanto os pilotos como a equipa têm uma vasta experiência no traçado andaluz. Os espanhóis provaram de facto que em casa mandam eles. Nerea Marti foi capaz de manter à vista de Marchewicz (Schnitzelalm Racing), que triunfou na BMW M2 Winter Cup, e manteve muitos carros mais potentes da classe GT4 atrás dela! “Enhorabuena” Nerea! A Schnitzelalm Racing inscreveu uma vez mais um trio de BMWs para as três corridas no Sul de Espanha.
Corrida de Sprint 2
No segundo sprint de 25 minutos, tudo correu de acordo com o planeado para Michael Joos. Joos liderou desde o apagar das luzes até à bandeira de xadrez, Marcin Jedlinski seguiu-se, no entanto o intervalo para o Porsche 911 GT3-R era considerável. Piotr Wira no AMG GT3 da GoodSpeed AMG conseguiu encontrar o ritmo a que nos habituou conquistando um excelente terceiro lugar na classificação geral.
De facto a categoria GTR tem vindo a surpreender ronda após ronda, em Jerez apresentou uma vez mais três exemplares idênticos, nada menos que três espetaculares Porsche 991 GT3 R. Relembramos que na ronda anterior no Estoril a categoria GTR apresentou 3 (!) Ferrari 488 GT3 de última geração. Mal podemos esperar pelo virá na derradeira ronda em Barcelona.
O piloto Jörg Dreisow, da Porsche Centre 5 Lakes Team, não só surpreendeu ao trazer o piloto profissional Manuel Lauck consigo para esta jornada da GTWS, como também ao mostrar que cada vez estava mais rápido e mais habituado ao seu carro, participando em duelos ferozes com Klaus Horn no segundo carro do Team Joos e Uwe Lauer no Ferrari 488 GT3 da Die Biermacher Racing.
Javier Ibran Pardo no seu LMP3, que infelizmente, teve de partir do final da grelha devido a um incidente na primeira prova, no entanto aproveitando ao máximo a agilidade do seu protótipo, Pardo conseguiu superar a grande maioria dos seus adversários terminando na quinta posição da classificação geral. Uma recuperação espetacular de assistir por parte do piloto espanhol!
Quase nos sentiríamos mal em não mencionar os campeões em título. Não porque Robert Haub e Gabriela Jilkova conduziram de forma discreta – pelo contrário, este fim-de-semana ganharam tudo o que podia ser ganho na categoria GT4, mas estiveram sempre solitários na liderança da categoria dedicada a carros de homologação GT4.Mesmo um pequeno erro por parte Haub na penúltima volta da corrida não afetou a liderança do piloto americano. Haub teve uma breve passagem pela gravilha do circuito Angel Nieto e embora esse erro lhe custasse um segundo ou dois, a vantagem do AMG GT4 da DRAGO Racing ZvO era suficientemente grande para garantir o triunfo do piloto americano. A dupla Haub / Jilkova assume pela primeira vez o topo da classificação e aguardam agora a final em Barcelona a 12 e 13 de Março de 2022 para tentarem revalidar o seu título de campeões.
O desempenho de Moritz Gisy não passou despercebido. O piloto já tinha impressionado na corrida no Estoril, mas agora em Jerez conseguiu mostrar não só a sua rapidez como a sua garra na espetacular luta com Josef Liska, o que lhe garantiu a quarta posição entre os GT4.
De facto, a categoria GT4 era sem dúvida a categoria mais animada, com muita coisa a acontecer. O recém-chegado David Henn, que tinha ainda de encontrar um pouco o seu ritmo aproveitando as sessões de treinos livres para o fazer, arriscou e atacou na segunda corrida de sprint mantendo-se sempre concentrado e na última volta superou Andrius Zemaitis cruzando a bandeira de xadrez com a curta vantagem de 0,4 segundos. A sua equipa Burgmann Racing festejou efusivamente no muro das boxes.
Na M2 CS Racing Cup, José de los Milagros não só dominou a competição da categoria, como também superou vários GT4s, o que sublinha a sua classe de condução e a sua vasta experiência em Jerez. Quem assistiu, pôde ver a olho nu que o espanhol escolhia diferentes linhas de trajetória aqui e ali, o que se traduziu em tempos por volta estonteantes por parte do espanhol. A vitória na categoria já não lhe escapava.
Corrida de Endurance
Já no início da época do GTWS conseguimos observar que nas corridas de Endurance tudo se torna imprevisível e muitas vezes os favoritos não são os que vencem. A consistência é imprescindível bem assim como o trabalho de equipa. Algo nos dizia que isso não iria mudar em Jerez.
No início da corrida de 45 minutos ao final da tarde na Andaluzia, o piloto Manuel Lauck no Porsche 991 GT3 R da Porsche Zentrum 5 Seen parecia “esquecer-se” que se tratava de uma prova de endurance, pelo que corajosamente na travagem para a primeira curva ultrapassou dois concorrentes (Jedlinski/Basz e Joos/Horn) de uma assentada só assumindo a liderança. Joos preocupou-se apenas consigo e em encontrar um ritmo confortável deixando Lauck seguir o seu caminho e instalando-se no segundo posto, mas nunca parou de aumentar a pressão.O triunfo foi para a dupla Lauck/Dreisow graças à manobra arriscada na partida. Estes foram seguidos pelo Ferrari 488 GT3 de Lauer/López e com Joos/Horn a completarem o pódio da classificação geral e da categoria GTR.
Ziegler e Assfalg foram imbatíveis no Porsche 991 da HP Racing e venceram na categoria Cup R na ausência de Oscar Löfquist e o seu Porsche 992 GT3 Cup. O segundo classificado na categoria foi o Porsche 911 Cup da PZ5 Seen, no qual, o próprio chefe da PZ, Franz Wörle, sentou-se ao volante fazendo equipa com o estreante da GTWS, Christian Kindsmüller. Segundo Wörle não sentiu a falta de ritmo devido ao facto de já não correr há anos.
Com a entrada do Safety Car a meio da corrida baralhou as contas das equipas, e tal como era de esperar surgiram uma série de oportunidades. A BMW España foi quem melhor aproveitou e conseguiu a façanha de terminar em sexto (!) na classificação geral com o seu M2 CS Racing, mesmo no meio dos participantes da CUP R e à frente de todos os GT4s! Os aplausos foram tão grandes quanto merecidos. A dupla holandesa Verkerk/Verkerk também obteve um desempenho notável, dominando a sua classe CUP S com o seu Porsche Cayman GT4 preparado pela RFF Racing e terminou apenas alguns segundos atrás do esplêndido Aston Martin de Lungstrass/Pedersen. Uma menção honrosa para Karsten Krämer Racing teve vários Cayman GT4 na partida e os seus carros estiveram envolvidos em batalhas emocionantes em todas as corridas, as quais, apesar de toda a tensão, permaneceram sempre limpas.
Henrique Chaves assinou uma estreia positiva no Asian Le Mans Series, tendo conquistado o nono lugar na primeira ronda da temporada, as 4 Horas do Dubai. Já na segunda ronda terminou no décimo primeiro posto da classe GT.
O jovem português chegava ao Médio Oriente sem conhecer a sua nova equipa, a TF Sport, o carro, o Aston Martin Vantage GT3, o circuito, o Dubai Autodrome, e os seus colegas de equipa, Jonathan Adam e John Hartshorne, o que o obrigava a um esforço redobrado.
A qualificação foi realizada por Jonathan Adam, piloto oficial da Aston Martin, tendo o experiente escocês conseguido o décimo primeiro lugar entre os GT para a corrida de hoje e a pole-position para a 2ª prova, o que abria boas perspectivas para o trio do carro número noventa e cinco.
John Hartshorne foi encarregue de efectuar o primeiro turno de condução e, nas primeiras voltas, caiu para décimo sexto, entregando o carro a Henrique Chaves no décimo oitavo posto. O piloto de Torres Vedras encetou então uma perseguição notável e, com um ritmo impressionante, sobretudo para quem nunca tinha competido com o Aston Martin, guindou-se ao décimo lugar, assinando pelo caminho aquela que era até então a segunda melhor volta da corrida entre os concorrentes de GT.
Jonathan Adam realizou o último “stint”, mas a necessidade de realizar uma paragem nas boxes extra acabou por o atirar para décimo primeiro, apesar do bom andamento revelado. Após o final, diversos concorrentes foram penalizados com o tempo correspondente a uma passagem pela via das boxes, dado terem ultrapassado o tempo máximo para cada turno de condução, o que promoveu o piloto luso e os seus colegas de equipa ao nono lugar final.
No final da prova Henrique Chaves estava agradado com a sua prestação e adaptação a todo um novo ambiente. “Estou satisfeito com a minha primeira corrida ao volante do Aston Martin Vantage e no Dubai. Temos ainda de tentar melhorar o carro, que está subvirador, tendo também começado a fugir de traseira quando os pneus ficaram menos frescos, mas consegui imprimir um bom ritmo e ganhar posições em pista. Foi muito positivo”, apontou o português.
Depois da excelente prestação da corrida inaugural, o jovem português tinha boas perspectivas para a corrida de domingo, uma vez que o Aston Martin Vantage que divide com Jonathan Adam e John Hartshorne alinhava na pole-position.
Porém, o Gentleman Driver inglês não teve um bom início de corrida, caindo para décimo terceiro na primeira volta. John Hartshorne acabaria por entregar o carro da TF Sport a Henrique Chaves na décima nona posição. Para dificultar ainda mais a situação do piloto de Torres Vedras, pouco depois de ter saído das boxes, verificou-se uma situação de Full Course Yellow, o que permitiu aos carros que ainda não tinham parado realizar a troca de pilotos com custo muito inferior em tempo.
Henrique Chaves, ainda assim, evidenciou um ritmo forte a partir do momento em que as bandeiras verdes foram mostradas, mas mais duas situações de Full Course Yellow impediram que pudesse ganhar as posições que recuperaria em condições normais, entregando o Aston Martin a Jonathan Adam no décimo quinto posto. O escocês, piloto oficial da marca de Gaydon, prosseguiu a recuperação iniciada pelo português, mas viria a bandeira de xadrez no décimo primeiro lugar, a meio segundo do décimo classificado.
Após a prova desta tarde, Henrique Chaves mostrava-se conformado com todos os infortúnios que a equipa do carro noventa e cinco foi sofrendo. “Foi uma corrida complicada! O John (Hartshorne) teve um turno muito difícil, ficou no meio do tráfego, o que teve como resultado perder muito tempo. Depois tivemos o azar de, depois de ter entrado no carro, ter havido uma situação de Full Course Yellow, o que nos fez perder ainda mais tempo. No meu ‘stint’ não pude recuperar muito, dado que a corrida esteve neutralizada durante largos momentos. O Jonny fez um grande turno e por pouco não subia a décimo. Foi uma prova com muitas contrariedades, mas às vezes é assim“, apontou o português.
As Asian Le Mans Series prosseguem já no próximo fim-de-semana com duas corridas no circuito de Yas Marina, Abu Dhabi.
Filipe Albuquerque esteve este fim-de-semana no circuito brasileiro de Interlagos para a disputar a primeira jornada da Stock Car Brasil a convite da Eurofarma-RC. A fazer dupla com Ricardo Maurício, o piloto português ambicionava divertir-se nesta prova extra ao seu programa desportivo, ao mesmo tempo que lutaria por uma resultado entre os primeiros lugares.
Mas, se no início do fim-de-semana tudo parecia no caminho certo, com a dupla luso-brasileira a registar constantemente tempos no top 5, a realidade é que a qualificação realizada por Ricardo Maurício os colocou no 16º lugar da grelha de partida. Posição em que o brasileiro largaria para a primeira corrida.
A Filipe Albuquerque caberia disputar a segunda prova do fim-de-semana, que em termos de grelha de partida significava a inversão dos 10 primeiros classificados na corrida 1. Filipe mantinha a esperança de Ricardo conseguir recuperar, pelo menos até ao 10º posto que na inversão o colocaria na ‘pole’.
“E na realidade o Ricardo estava a fazer um óptimo trabalho. Já estava em oitavo lugar, o que para mim significaria o terceiro lugar da grelha, mas quando faltavam somente três minutos para o final da corrida, um problema na caixa de velocidades – ficou presa em sexta velocidade – forçou ao abandono”, começou por explicar Filipe que viu goradas as suas melhores expectativas.
O piloto de Coimbra teve assim, de arrancar para a sua corrida das linha das boxes: “A equipa fez um trabalho notável de ter o carro pronto para a corrida 2. Mas arranquei das boxes, para lá de último, e isso é uma enorme perda em termos de tempo. Estava no entanto a recuperar bem, o carro estava bom, ainda fiz um pião depois de ter levado um toque na traseira, mas mesmo assim recuperei até 15º. Com o andamento que tínhamos, se tivéssemos saído de terceiro como imaginávamos, teríamos lutado pela vitória. Mas quando as coisas não têm de acontecer, não acontecem. É pensar na próxima!”, rematou o piloto de Coimbra.
Henrique Chaves dá início no próximo fim-de-semana à sua temporada com as primeiras rondas do Asian Le Mans Series, enfrentando no Dubai um evento de muitas novidades.
O piloto de Torres Vedras defende este ano as cores da TF Sport nas provas continentais do ACO – as Asian Le Mans Series e European Le Mans Series – dividindo um dos Aston Martin Vantage AMR GT3 da equipa com Jonathan Adam, piloto oficial da marca britânica, e John Hartshorne. O certame asiático tem o seu início no próximo fim-de-semana no Autódromo do Dubai, onde se realizam as duas primeiras corridas da época, a primeira no sábado e a segunda no domingo.
Para Henrique Chaves este início da competição representa inúmeras novidades e incógnitas, uma vez que não conhece o circuito, é a primeira prova com o Aston Martin Vantage AMR GT3, com a TF Sport e com os seus colegas de equipas.
Ainda assim, o jovem português mostra-se confiante e optimista. “Vai ser tudo novo, portanto, será um desafio adaptar-me. No entanto, vamos ter algumas sessões de treinos que serão determinantes para que possa encontrar uma forma de me ambientar o mais rapidamente possível. Para além disso, tenho como colega de equipa o Jonny (Adam) que conhece muito bem o carro e vem de um pódio nas 24 Horas de Daytona. Ele é muito rápido e vou trabalhar para aprender o máximo com ele. A equipa também conhece também o Aston Martin, o que será igualmente muito importante”, apontou Henrique Chaves.
As novidades são muitas, mas o piloto de Torres Vedras está determinado e empenhado para que possa mostrar o tipo de performances que tem assinado no mundo dos GT. “São muitas as novidades, mas o objectivo passa sempre por rodar entre lugares da frente. A TF Sport é muito competente e estou certo de que vamos ter um carro competitivo. Vamos trabalhar afincadamente e tentar evoluir o mais rapidamente possível para que possamos ter bons resultados, muito embora saibamos que teremos adversários fortes e numerosos”, concluiu o Campeão do International GT Open 2020 e do GT World Challenge Europe Pro-Am 2021.
O programa oficial da ronda dupla do Dubai da Asian Le Mans Series terá o seu início na próxima sexta-feira, com os treinos-livres, seguindo-se no sábado com a qualificação (5h30) e a corrida de quatro horas (12h30). No domingo será realizada a segunda prova, que tem o seu início previsto para as 13h30. Ambas as corridas podem ser seguidas em directo através do canal de Youtube da competição.
Equipa histórica na competição, a G-Tech volta a ser presença nas Single Seater Series em 2022. A estrutura portuguesa vai colocar um total de três fórmulas a competir nas pistas nacionais, em três diferentes categorias. Equipa vai estrear um Fórmula Novis, que se junta em pista ao Mygale SJ00 e Quest MT86.
Fernando Gaspar, principal rosto da equipa e piloto que milita na competição desde o seu início, vai estrear um Fórmula Novis da classe Fórmula Livre, que irá dividir com o filho, Fernando Mayer Gaspar, na fase inicial da época. “Vai ser a primeira vez que vou conduzir um fórmula com asas, e estou muito curioso para perceber as diferenças face aos carros sem asas a que estou habituado. O Fórmula Novis é um carro raro, há poucos exemplares, e estou muito entusiasmado para o conduzir.”
A G-Tech está também a preparar o seu Mygale SJ00 para a Fórmula Mais (destinada a carros PT e ZT), uma nova classe surgida em 2022, na qual os fórmulas recebem asas e um upgrade de potência no motor. Um modelo que a equipa prevê ter finalizado para a segunda metade da época. Uma vez pronto, o carro terá Fernando Mayer Gaspar como piloto, altura em que Fernando Gaspar passará a competir a solo no Fórmula Novis. Já Madalena Mayer Gaspar irá alinhar na classe KT com o Quest MT86.
Com a nova época no horizonte, Fernando Gaspar deixa elogios às novidades no regulamento das Single Seater Series: “Acredito que podem fazer mexer a competição e trazer mais carros, tudo aponta nesse sentido. Quanto ao objetivo da G-Tech para esta época, é mais uma vez divertirmo-nos, mas claro que nos divertimos muito mais quando ganhamos”, finalizou o piloto.
Filipe Albuquerque ficou a três segundos da vitória nas 24h de Daytona. O piloto português e os seus companheiros de equipa no Acura #10 de tudo fizeram para conseguir a segunda vitória consecutiva na emblemática prova americana, mas este ano não estava destinado e pese embora o esforço e a constante luta, Filipe Albuquerque, Ricky Taylor, Alexander Rossi e Will Stevens cruzaram a linha de meta no segundo posto. Um resultado importante em termos de Campeonato, já que Daytona marcou o arranque do Campeonato Norte Americano de Resistência.
Filipe Albuquerque arrancou da ‘pole position’ e cedo percebeu que a luta iria ser muito renhida, mas estava tudo no caminha certo. No entanto, um dos seus companheiros de equipa cometeu um erro, fez um pião e furou um pneu. A perda de tempo para solucionar o problema colocou-os na cauda do pelotão. Mas havia muita corrida pela frente e unidos por um objectivo comum, foram recuperando posições até chegarem novamente à frente. Os últimos 45 minutos foram um tudo ou nada que desta vez, e contrariamente ao desejado, sorriu ao adversário.
“Apesar de saber que o segundo lugar é óptimo para início de campeonato não escondo algum desalento por não termos vencido. Entrámos para ganhar, demos tudo o que tínhamos e ficar a somente três segundo é frustrante. É duro perder quando temos a vitória ao nosso alcance. O ano passado ganhámos Daytona e não ganhámos o campeonato, pode ser que esta inversão nos ajude no final da época. Teria a sua graça…”, começou por referir o piloto português que disputou pelo 10º ano a prova norte americana.
“Em termos de campeonato são pontos importantes, somados aos pontos da ‘pole position’. O campeonato é muito longo, esta foi a primeira prova, uma prova especial que já tive o prazer de vencer três vezes. Agora é levantar a cabeça e começar já a pensar e a preparar a próxima que acontece dentro de um mês e meio em Sebring. Não fomos totalmente felizes neste primeiro confronto, mas há muitas provas para ganhar até ao final do ano!”, rematou Filipe Albuquerque.