Categoria: Velocidade

  • GT3 Cup: Carlos Vieira impõe a sua lei nos treinos livres no Estoril

    Carlos Vieira impôs a sua lei nas duas sessões de treinos livres da quinta e última jornada da GT3 Cup, no Autódromo do Estoril, ao averbar, na tarde desta sexta-feira e de forma destacada, os melhores “cronos”, com margem superior a um segundo face ao jovem Vasco Barros, que foi quem mais se aproximou do piloto de Fafe.

    Num dia reservado ao ensaio geral para as duas qualificações da manhã de sábado – as duas últimas corridas da época disputam-se na tarde desse mesmo dia –, Vieira não deixou créditos por mãos alheias e fez questão de “vincar” quem é o mais forte no troféu dos Porsche 997 GT3 Cup. Forte candidato à vitória na categoria PRO, dispõe de 31 pontos de vantagem para Francisco Carvalho, segundo classificado, e mais 8 em relação a José Rodrigues.

    Já vencedor da categoria GD, Jorge Areia assinou os melhores tempos, destacando-se de João Parreira e de João Vieira, enquanto da categoria AM Luís Rocha e Francisco Cruz dividiram as voltas mais rápidas. Recorde-se que nesta categoria está tudo em aberto quanto à luta pelo título, com Luís Rocha no comando, mas apenas com 4 pontos de avanço para Francisco Cruz, enquanto Alexandre Martins, o terceiro, soma uma dezena de pontos de desvantagem para o líder.

    Portanto, há muito por decidir na GT3 Cup nesta derradeira jornada da época, no Autódromo do Estoril, na tarde deste sábado…

    TREINOS LIVRES 1

    1º, Carlos Vieira (PRO), 1.38.749

    2º, VLB Racing, Vasco Barros (PRO), 1.40.000

    3º, Jorge Areia (GD), 1.40.500

    4º, Luís Rocha (AM), 1.42.441

    5º, MDriving Racing Team, Mousinho Esteves (AM), 1.42.812

    6º, Alexandre Martins (AM), 1.43.124

    7º, Revislogos, João Parreira (GD), 1.43.415

    8º, João Vieira (GD), 1.44.353

    9º, Paulo Martins (AM), 1.44.474

    10º, Pedro Branco (GD), 1.44.632

    11º, Monteiros Competições, Rui Nuno Silva (GD), 1.44.836

    12º, Diogo Rocha (AM), 1.45.110

    13º, Monteiros Competições, René Quintaneiro (AM), 1.45.636

    14º, Caetanovich (AM), 1.45.814

    15º, José Rodrigues (PRO), 1.46.760

    16º, José Rocha (GD), 1.47.129

    17º, Álvaro Ramos (AM), 1.47.767

    18º, Francisco Carvalho (PRO), 1.50.967

    Não participaram: João Posser (AM) e MDriving Racing Team, José Barros (AM).

    TREINOS LIVRES 2

    1º, Carlos Vieira (PRO), 1.37.977

    2º, VLB Racing, Vasco Barros (PRO), 1.39.289

    3º, Jorge Areia (GD), 1.40.678

    4º, Francisco Cruz (AM), 1.41.106

    5º, Francisco Carvalho (PRO), 1.41.260

    6º, Revislogos, João Parreira (GD), 1.41.664

    7º, João Vieira (GD), 1.42.996

    8º, Pedro Branco (GD), 1.43.008

    9º, Monteiros Competições, René Quintaneiro (AM), 1.43.182

    10º, Monteiros Competições, Rui Nuno Silva (GD), 1.44.081

    11º, MDriving Racing Team, Mário Silva (PRO), 1.44.442

    12º, Afonso Vaz (AM), 1.44.593

    13º, Diogo Rocha (AM), 1.44.705

    14º, José Rocha (GD), 1.45.885

    15º, Álvaro Ramos (AM), 1.47.423

    16º, André Fernandes (AM), 1.48.532

    17º, Luís Rocha (AM), 1.52.274

    Não participaram: José Rodrigues (PRO), Miguel Caetano (GD) e MDriving Racing Team, José Barros (AM).

    PROGRAMA (*)

    Sábado (27 novembro)

    08:30/08:45 – Qualificação 1 categoria AM (15’)

    08:45/08:50 – Qualificação 1 AM+GD (5’)

    08:50/09:05 – Qualificação 1 GD+PRO (5’)

    09:10/09:25 – Qualificação 1 PRO (15’)

    10:40/10:55 – Qualificação 2 AM (15’)

    10:55/11:00 – Qualificação 2 AM+GD (5’)

    11:00/11:15 – Qualificação 2 GD (15’)

    11:15/11:20 – Qualificação2 GD+PRO (5’)

    11:20/11:35 – Qualificação 2 PRO (15’)

  • Single Seater Series encerram época com ‘corrida de campeões’ no Circuito do Estoril

    Icónico traçado português recebe ronda decisiva que irá coroar os vencedores de 2021. Jornada marca o regresso à ação dos irreverentes e espetaculares monolugares repletos de história.

    As Single Seater Series, competição organizada pela Motor Sponsor e único troféu de monolugares em Portugal, estão de regresso à ação já no próximo sábado, 27 de novembro, para o derradeiro desafio da época que tem como palco o icónico Circuito do Estoril. Uma jornada que se reveste de contornos de emoção e imprevisibilidade ímpares onde serão conhecidos os novos campeões em cada classe.
     
    À entrada para a última ronda do ano, a muito disputada classe ZT, na qual alinham carros com motor Ford Zetec, é liderada por João Silva, aos comandos de um Van Diemen RF04. Com apenas 5,5 pontos de diferença, Vítor Sampaio está no segundo posto, piloto que no Estoril irá dividir o Vector MG01 com o atual líder da classe KT, o seu filho Vasco Sampaio. Também na discussão dos lugares cimeiros estará Rui Silva, que coloca o seu Mygale SJ04 no quarto lugar da ZT. Duarte Pires e Fernando Mayer Gaspar, atuais quintos classificados, voltam a partilhar o volante do Mygale SJ00 para as lutas ao cronómetro, numa prova onde Filipe Graça, sétimo da ZT, também terá uma palavra a dizer com o seu Mygale SJ00

    Na classe dedicada em exclusivo a monolugares construídos em Portugal, a PT, os holofotes centram-se em António Correia, líder da tabela classificativa com o seu Funspeed FS 2019. Já na KT 80, reservada a monolugares com motor Kent construídos entre 1980 e 1992, Fernando Gaspar, segundo classificado, apresenta-se em dupla inédita esta temporada, partilhando o volante do Quest MT86 com a esposa, Madalena Mayer Gaspar.
     
    Os monolugares com asas, que fizeram esta época a estreia nas Single Seater Series, têm em Miguel Abreu, segundo classificado na classe FR, o seu representante no Estoril, piloto que atua ao volante de um Fórmula Renault sob o pseudónimo de Al Capone.
     
    A derradeira prova da época destaca-se também pela estreia ao cronómetro esta temporada da classe Fórmula Livre, através da participação de Miguel Matos, que se apresenta no último evento do ano com um Griip G1.
     
    Para o responsável máximo da Motor Sponsor, André Marques, a prova do Estoril marca um fecho de época premiado pela resiliência e empenho de todos os intervenientes: “Este foi um ano extremamente exigente para todos, mas graças a um compromisso coletivo chegamos até aqui. Pela frente espera-nos uma jornada de muita ação e emoção em pista, com as Single Seater Series a galardoarem os novos campeões já no próximo sábado. O nosso desejo é fechar a época com um grande evento, onde todos se divirtam e o fair play, que é uma marca das nossas competições, esteja mais uma vez presente. A todos, desejamos uma excelente prova.”

    Horário
    Sábado, 27 de novembro
     
    09:35 – 09:55 | Treinos Livres
    11:45 – 12:05 | Treinos Cronometrados
     
    14:25 – 14:40 | Corrida 1 (Partida Parada)
    14:45 | Pódio
     
    16:35 – 16:50 | Corrida 2 (Partida Parada)
    16:55 | Pódio
  • GT3 Cup: Emoção e incerteza na decisão dos títulos no Estoril

    Com a atribuição de dois títulos (AM e PRO) ainda em aberto e as respetivas decisões reservadas para a jornada (5ª) de encerramento, no próximo sábado (27 novembro), no Autódromo do Estoril, a GT3 Cup tem já a garantia de emoção e incerteza acrescidas nas duas últimas corridas da época.

    Às qualificações matinais daquele mesmo dia e num formato diferente, a servir de teste para 2022, seguem-se, a meio da tarde, as duas corridas do “tudo por tudo” e depois será tempo de festa e de descontração no paddock, com a música de um DJ convidado.

    “Ainda há muito por decidir na GT3 Cup em mais do que uma categoria, o que diz bem da competitividade deste troféu dos Porsche 997, de tal modo que apenas nas derradeiras corridas da temporada se conhecerão os campeões. Voltaremos a utilizar a versão do traçado que inclui a curva do tanque, por decisão dos pilotos. Só espero, e essa é também uma exigência minha, que eles mantenham, como até agora, um comportamento desportivo adequado, de modo a proporcionarem um excelente espetáculo a todos quantos irão deslocar-se ao autódromo”, sublinha José Monroy, manager da P21 Motorsport, empresa promotora da GT3 Cup que neste ano de estreia em Portugal superou todas as expetativas.

    “Queremos fazer da final da GT3 Cup, que tem sido um troféu de grande sucesso, uma enorme festa no sábado, atendendo a que no domingo não haverá programa, e celebrar a última jornada deste troféu. Agradecemos o empenho e o entusiasmo dos nossos patrocinadores, podendo anunciar que já estamos a trabalhar para 2022 e com algumas novidades…”, concluiu José Monroy.

    No plano desportivo, se na categoria GD Jorge Areia tem já assegurada a conquista do título de campeão, face à vantagem de 65 pontos face a João Vieira, nas restantes há ainda muito por decidir nestas duas últimas corridas. Na categoria AM, liderada por Luís Rocha, a diferença entre este e Francisco Cruz é de apenas 4 pontos, enquanto Alexandre Martins, o terceiro classificado, está somente a 10 do primeiro lugar. E Diogo Rocha (4º) soma uma desvantagem de 13 pontos para o seu irmão Luís. Portanto, há ainda muito por decidir nos primeiros lugares.

    Carlos Vieira está destacado no comando da categoria PRO, somando 31 pontos na frente de Francisco Carvalho e mais 8 pontos atrás surge José Rodrigues. Sem dúvida que o piloto de Fafe tem o título à sua mercê, nem necessitando de “atacar”, ao contrário dos seus adversários mais diretos, para confirmar tal desiderato.

    Novidade será a presença de 21 carros na grelha, com Paulo Martins e André Fernandes a partilharem o volante do 20º Porsche 997 GT3 Cup, a que se juntarão dois convidados, estes aos comandos de um 911 GT3 Cup, que não marcam pontos no troféu. Tratam-se de Alexandre Fonseca e de André Figueiredo, dois altos responsáveis da Altice Portugal, patrocinadora da GT3 Cup.

    Está assegurada a presença de público no recinto e os bilhetes já se encontram à venda na MEO Blueticket, FNAC e ainda no site da P21 Motorsport, havendo uma scooter elétrica NIU para ser atribuída. Quem não puder deslocar-se ao Autódromo do Estoril poderá acompanhar todas as incidências das duas corridas (13h30 e 15h40 de sábado) através da transmissão de livrestreaming na página de Facebook da GT3 Cup Portugal.

    PROGRAMA (*)

    Sexta-feira (26 novembro)

    15:15/15:35 – Treinos Livres 1 (20’)

    16:20/16:40 – Treinos Livres 2 (20’)

    Sábado (27 novembro)

    08:30/08:45 – Qualificação 1 categoria AM (15’)

    08:45/08:50 – Qualificação 1 AM+GD (5’)

    08:50/09:05 – Qualificação 1 GD+PRO (5’)

    09:10/09:25 – Qualificação 1 PRO (15’)

    10:40/10:55 – Qualificação 2 AM (15’)

    10:55/11:00 – Qualificação 2 AM+GD (5’)

    11:00/11:15 – Qualificação 2 GD (15’)

    11:15/11:20 – Qualificação2 GD+PRO (5’)

    11:20/11:35 – Qualificação 2 PRO (15’)

    13:30/13:55 – Corrida 1 (15 voltas)15:40/16:05 – Corrida 2 (15 voltas)

  • Nuno Nunes e José Carvalhosa vencem na estreia da Carrera 80’s no Autódromo do Estoril

    Nuno Nunes e José Carvalhosa com prova de sonho. Nuno Breda e António Maio convencem com um segundo posto na classificação geral.

    Como corrida de suporte aos 250 KM do Estoril, as Carreras Los 80’s fez a sua corrida de estreia no traçado do município de Cascais. Uma prova de 60 minutos, com uma paragem obrigatório entre o minuto 35 e 25 com um tempo mínimo obrigatório.

    Os 11 carros receberam ordem de partida para a derradeira corrida do ano de 2021. No entanto, quando o semáforo no final do Pit Lane passou a verde e as equipas faziam o seu caminho para a grelha de partida, a historia da corrida começou a delinear-se, quando um dos favoritos, o BMW M3 E36 de Paulo Vieira teve de desistir, o que impossibilitou o piloto do Porto de arrancar para última prova do ano. Pedro Bastos Rezende e o seu Porsche 911 3.0 RS também não alinhou para a partida devido a problemas mecânicos depois de ontem ter conquistado a Pole Position.

    Com os azares dos pilotos que partiam à sua frente, Nuno Nunes no seu Porsche 964 RS, que partia de terceiro, estava agora na primeira linha da grelha com J. Filipe Nogueira no Ford Escort RS2000 MKI a seu lado. Quando o diretor de prova apagou o semáforo dado a partida para os 9 carros aceleraram a fundo e o cronômetro iniciou. Nunes rapidamente se distanciou dos seus adversários criando, curva após curva, uma distância cada vez maior. Nunes entregou o carro a José Carvalhosa que manteve o veloz andamento até à linha de chegada, triunfando na categoria GTCOPA.

    Em segundo lugar destacava-se Francisco Pinto no BMW 323i. A atenção dos espectadores focava-se na luta entusiasmantes entre J.Filipe Nogueira, Manuel Ferrão no seu Ford Escort RS1800 ex-Rodam, António Maia no Ford Escort RS2000 MKII, Jose A. Borras num Honda Civic e Jorge Correia num Ford Capri.

    Os cinco pilotos discutiram lealmente curva após curva com diversas trocas de posição entre si, sem nunca se tocarem apesar das condições de pista traiçoeiras. Quando J.Filipe Nogueira apanhou os seus adversários em luta, escapou e iniciou a construção de uma vantagem que permitisse ao piloto da BestLap gerir a sua corrida e manter a liderança da categoria GR2.

    Manuel Ferrão seguia no segundo posto pressionado por Jorge Correia. João Neves , num Datsun 1200 liderava a T1400 seguido por Francisco Pinto Abreu num Datsun 1200 com especificações de troféu. Neves, seguia confortavelmente na liderança da categoria até que de repente o seu Datsun perdeu a pressão de óleo que ditou a desistência do piloto. Jose A. Borras, líder da categoria seguia no encalço de António Maia que, por sua vez, seguia no segundo posto da categoria GR1 liderada por Francisco Pinto. O piloto estreante ao volante do BMW 323i, mostrava grande maturidade e mestria na sua estreia. Seguindo na perseguição do líder, o Porsche 964 RS de Nuno Nunes.

    A distância entre os pilotos aumentou e a janela da paragem obrigatória foi aberta. Os pilotos entraram para cumprir e a classificação manteve-se inalterada. José Carvalhosa, que recebia o Porsche de Nunes, seguia isolado na liderança, quem seguia o piloto e preparador era Francisco Pinto que na volta a seguir à sua paragem sofreu um problema mecânico que ditou o abandono do BMW 323i. J.Filipe Nogueira subia à segunda posição, no entanto o experiente piloto era fortemente pressionado por Nuno Breda que na vigésima volta, se adiantou a Nogueira assumindo assim a liderança da categoria GR1 e o segundo posto da classificação. Manuel Ferrão seguia na 4ª posição, segundo dos GR2, com Jorge Correia na sua traseira, a completar a categoria GR2.

    Jose Zorrilla, no seu Honda Civic seguia na perseguição dos pilotos da GR2. O piloto espanhol, que recebera o volante de Jose A. Borras, seguia na liderança da categoria T2000. Francisco Pinto Abreu, no seu Datsun 1200, de especificações de troféu, liderava a T1400, categoria dedicada a carros Turismo com cilindrada até 1400cc.
     
    Ao fim da hora de corrida, a classificação não sofreu alterações, com o triunfo da dupla portuguesa Nunes/ Carvalhosa seguidos de Breda/Maia e J. Filipe Nogueira a completar os três primeiros classificados.

  • 250km do Estoril: a grande festa final do Iberian Historic Endurance

    Derradeira prova do ano com os clássicos 250 km do Estoril. Última qualificação do ano disputada ao limite com Markus Palttala / Paul Daniels em Porsche 911 3.0 RS a conseguir a Pole Position. Guillermo Velasco e Francisco Freitas em Porsche 356 conquistam a última vitória de 2021 do Index Performance by Cuervo y Sobriños.

    Com uma partida simbólica ao estilo Le Mans que nos remete aos anos 60, com os carros de corrida alinhados em espinha junto ao muro das boxes e os 40 bravos pilotos fora dos mesmos no lado ao oposto da reta da meta frente às suas respectivas máquinas à espera do cair da bandeira dado pelo diretor de corrida.

    Pedro Lima, diretor de corrida, fez cair a bandeira do Motor Clube do Estoril e os 40 pilotos correram em direção às suas jóias. Os motores fizeram-se ecoar pelo Autódromo do Estoril e a partida simbólica estava completa, os 40 carros completaram essa volta e alinham conforme a ordem estabelecida na qualificação.
    Markus Palttala e Mário Meireles compunham a cabeceira do extenso pelotão do Iberian Historic Endurance e assim que as luzes do semáforo se apagaram a corrida de 2h que marcam o final da época começou.

    Lars Rolner, num Porsche 911 3.0 RS teve uma reação ao cair do semáforo brilhante e na travagem para a primeira curva já se tinha adiantado a Mário Meireles, Bastos Rezende e a Thibault Pierre. Palttala aproveitava assim para escapar do restante pelotão e construir uma vantagem que permitisse ao piloto profissional finlandês, gerir, pois, a corrida ainda seguia no princípio. Atrás deste a luta pelo segundo lugar seguia ao rubro com Lars Rolner, Jakob V. Holstein, Miguel Ferreira, Miguel Vaz e Carlos Barbot na perseguição pelo lugar intermédio do pódio.

    Quando abriu a primeira janela de paragens obrigatória, a liderança da prova passou de Palttala, que parava para entregar o volante do Porsche 911 3.0 RS ao seu companheiro de equipa Paul Daniels, para Lars Rolner que decidiu estender o seu turno de condução. Estratégia que se mostrou acertada pois quando Rolner entrega o Porsche a Pattrick Simon, este sai isolado na frente. Paul Daniels quando recebeu o carro do piloto finlandês começou a sentir alguns problemas mecânicos que impossibilitaram a dupla assistida pela JWA Engeneering de continuar a lutar pela vitória. O Porsche da JWA Eng. foi volta após volta perdendo posições até que pouco tempo antes da última janela de paragens foi obrigado a abandonar a prova.

    Quem se destacou na segunda posição foram Annette Rolner/Thibault Pierre, Carlos Barbot e Diogo Matos, Jakob V.Holstein e José Monroy, Luís Sousa Ribeiro e Ricardo Pereira que aproveitaram para subir mais um lugar na classificação. Com os pilotos a encontrarem o seu ritmo de corrida a classificação não sofreu alterações.

    No Iberian Historic Endurance as classificações das categorias é que interessam e quando o relógio marcou 0 minutos restantes e a bandeira de xadrez caiu, era Rolner / Simon que conquistavam a categoria H-1976 seguidos de Rolner/Pierre, ambas as duplas munidas de Porsche 911 3.0 RS, e no terceiro posto a completar o pódio Holstein e Monroy no belíssimo Ferrari 365GTB/4 Daytona.

    Na Gentleman Driver Spirit, Mark Martin e Michael Gans num Ford Cortina Lotus triunfaram na categoria na frente da dupla pai e filho do Porsche 911 SWB de Piero e Guilherme dal Maso, Pedro Moriyon e José Carvalhosa completaram o pódio num carro idêntico aos segundos classificados.

    Em H-1965, Barbot /Matos repetiram o triunfo do ano transato, vencendo a já mítica prova dos 250 km do Estoril num Lotus Elan 26R. A dupla portuguesa trifara sobre Robert Frowein no seu raro Porsche 904/6 e Per-Ake Forsvall também num Lotus Elan 26R que estreava no Estoril.

    Nos H-1971, Ribeiro/Pereira com uma corrida com um misto de velocidade e estratégia, vencia a categoria num BMW 2800CS com Gutiérrez/Fuster/Ochagavias no seu habitual Porsche 911 2.5 ST a subirem ao lugar intermédio do pódio e Santos/Bravo a finalizarem os três primeiros classificados.

    Em H-GTP & Sportscars, a vitória foi para João Mira Gomes e Nuno Afoito no seu ágil Lotus Seven. Os portugueses foram seguidos por Paulo Rompante no seu Alfa Romeo Ti Super com Palle Pedersen e Rasmus Lokvig, num pequeno Ginetta G4R a completarem o pódio da categoria.

    No Index Performance by Cuervo y Sobriños o grande vencedor foi o Porsche 356 de Guillermo Velasco e Francisco Freitas, a dupla saiu do traçado do Estoril com um relógio único feito pela marca Cuervo Y Sobriños. Carlos Barbot e Diogo Matos, num Lotus Elan 26R foram os segundos classificados e o Datsun 510 SSS de Nelson Rego, Alexandre Leal, João Diogo Lopes e Filipe Martins terminaram o pódio daquela que é a mais importante categoria da competição ibérica.

    Uma menção especial a Miguel Lobo que com o seu Shelby Cobra Daytona fez uma prova de trás para a frente, superando vários contratempos mecânicos no seu carro. O piloto algarvio terminou as duas horas de prova colocando o seu carro inscrito como convidado na 5ª posição da classificação geral apesar de correr na categoria convidado dado a especificações técnicas do carro.

    Para Diogo Ferrão, responsável pela competição “Assistimos a uma prova de encerramento de época de grande qualidade, hoje aqui no Autódromo do Estoril. Todos os pilotos e equipa estão de parabéns pois não tivemos um único toque o que vai de encontro com o mote desta competição. Eu quando criei o Iberian Historic Endurace queria que fosse uma competição para Gentleman Drivers e as 40 equipas aqui presentes foram isso mesmo.
    Termina mais um ano, o melhor de sempre tenho que confessar. Com uma média de 40 equipas por prova, com grandes corridas em termos de qualidade e com excelentes exemplares históricos presentes prova após prova. Ainda não posso adiantar novidades relativamente ao ano de 2022 mas muito em breve lançaremos o nosso calendário para o próximo ano e podem ter a certeza que haverá algumas surpresas. Agora desejo a todos um ótimo descanso e umas festas felizes e para o ano tudo faremos para sermos ainda melhores ainda”

  • Mazda participou na “Super Taikyu Race” com um combustível biodiesel de nova geração

    O modelo de competição “Mazda Spirit Racing Bio concept Demio” cumpriu a “Super Taikyu Race” usando, em exclusivo, um combustível 100% biológico. Os construtores Kawasaki Heavy Industries, Subaru, Toyota, Mazda e Yamaha anunciaram um compromisso na procura de novas soluções para produção, transporte e utilização de diferentes combustíveis, rumo à neutralidade carbónica.

    Contando com a colaboração da equipa NOPRO, a Mazda inscreveu o seu modelo de competição “Mazda Spirit Racing Bio concept Demio” na “Super Taikyu Race 2021”, viatura que, pelas suas características, foi integrada na classe “ST-Q”. Destaque-se o motor Skyactiv-D 1.5 nele instalado, bloco que, sem qualquer alteração, cumpriu com enorme êxito as 94 voltas em redor do circuito japonês de Okayama, assim demonstrando todo o seu potencial com a utilização deste biodiesel de nova geração, derivado inteiramente de biomateriais, denominado “Susteo” e fornecido pela Euglena.

    Realizadas desde 1991 como jornadas de resistência para modelos de produção em massa, as “Super Taikyu Races” integram uma categoria “ST-Q”, aberta a viaturas desenvolvidas pelos fabricantes e aprovados pelo comité organizador do evento.

    Acrescente-se que esta primeira abordagem antecipa a participação da Mazda, em 2022, em todas as rondas deste campeonato japonês de corridas de resistência. O combustível da Euglena deverá também ser usado nessa próxima temporada.

    A Mazda e o “Hiroshima ‘Your Green Fuel’ Project”

    A Mazda é membro do “Hiroshima ‘Your Green Fuel’ Project, uma iniciativa que está a decorrer na sua cidade natal e que se destina a popularizar e a divulgar a utilização de biocombustíveis de próxima geração, geridos conjuntamente pelo Hiroshima Council for Automotive Industry – Academia – Government Collaboration (Hirojiren) e Euglena Co., Ltd.2. O mesmo visa estabelecer um modelo de revitalização das áreas regionais, através da manutenção da totalidade da cadeia de valor dos combustíveis neutros em carbono, desde o fabrico e fornecimento de matérias-primas, até à utilização de combustível na envolvente de Hiroshima.

    O projecto confirmou, em Agosto de 2020, que a performance deste combustível biodiesel estava em pé de igualdade com o gasóleo à base de petróleo, pelo que a Mazda começou a utilizá-lo em viaturas de serviço equipadas com motores diesel.

    Cinco construtores com objectivos comuns e partilhados

    No passado fim-de-semana, os construtores Kawasaki Heavy Industries, Subaru, Toyota, Mazda e Yamaha anunciaram que, em conjunto, irão abraçar um desafio destinado a expandir as opções de combustíveis combinadas com motores de combustão interna na “Super Taikyu Race”. Mais especificamente, pretendem expandir as opções de produção, transporte e utilização de combustíveis, pelo que as cinco empresas pretendem unificar e ir ao encontro de três iniciativas: participar em competições com combustíveis neutros em carbono; explorar a utilização de motores a hidrogénio em veículos de duas rodas e em outros veículos; e continuar a competir com mecânicas a hidrogénio.

  • Filipe Albuquerque Vice-Campeão Norte Americano de Resistência

    Filipe Albuquerque sagrou-se esta madrugada, em Road Atlanta, Vice-Campeão Norte Americano de Resistência e vencedor da Taça Norte Americana depois do terceiro lugar conquistado nas 10h de Petit Le Mans. O piloto português e os seus companheiros de equipa na Wayne Taylor Racing, Ricky Taylor e Alexander Rossi protagonizaram uma recuperação notável e de tudo fizeram para chegar à vitória e ao ceptro.

    Na liderança de um dos Campeonatos mais exigentes a nível mundial desde o início da temporada, Filipe queria chegar ao título americano, mas alguma falta de competitividade do Acura este fim-de-semana, impediu que isso acontecesse. Para já, assenta-lhe na perfeição o vice-campeonato: “Foi uma época longa, dura e ao mesmo tempo brilhante, com um sem número de excelentes resultados, como a vitória nas 24h de Daytona, que foi memorável. No meu primeiro ano com a Wayne Taylor Racing, só posso estar feliz com tudo o que conquistámos.  Estamos todos de parabéns pelos bons resultados, mas também pela persistência e garra nas alturas mais complicadas” começou por referir o piloto português que soma mais esta conquista ao seu, já vasto palmarés.

    Agora é altura de avaliar o ano e começar já a preparar a próxima época que começará logo em Janeiro com as 24h de Daytona: “O título fugiu-nos este fim-de-semana por meio segundo, a diferença para o vencedor. Fizemos uma corrida espectacular com o material que tínhamos à disposição e que nesta corrida, infelizmente, não estava tão performante. Isto mostra bem a competitividade, a loucura deste campeonato e como nada pode ser dado como certo em nenhuma altura. Por isso, vamos já começar a preparar a próxima época para daqui a um ano, estarmos onde queremos estar, no topo”, rematou Filipe Albuquerque.

    Esta importante conquista, o Vice-Campeonato, junta-se a dois títulos ímpares conquistados a época passada, o Mundial e Europeu de Resistência LMP2 e fazem, por isso, de Filipe Albuquerque, um dos melhores pilotos portugueses de sempre.

  • Troféu C1 Learn & Drive encerra 3ª temporada com chave de ouro em Braga

    VLB Racing (PRO) e Torres Racing Team (AM) sagram-se campeãs. Fim de semana ao rubro com oito equipas a vencerem.

    Caiu o pano sobre a temporada de 2021 do Troféu C1 Learn & Drive, competição icónica organizada pela Motor Sponsor qe reúne em pista os emocionantes e irreverentes Citroën C1, com uma jornada épica, marcada pela competitividade e fair play em pista, no exigente Circuito Vasco Sameiro, em Braga.
     
    Com 15 equipas na luta pelos títulos no conjunto das duas categorias, PRO e AM, estavam reunidos os ingredientes para um fim de semana ao mais alto nível. Expectativas superadas quando as duas dezenas e meia de Citroën C1 arrancaram para cada uma das seis corridas de 50 minutos, numa prova onde foi estreado o formato de corridas de sprint no Troféu C1 Learn & Drive.
     
    Na categoria PRO, a VLB Racing, na liderança da categoria à chegada à ronda bracarense, venceu as quatro primeiras corridas. Uma performance que permitiu à equipa adotar um ritmo de maior gestão nos dois derradeiros desafios e assinar o triunfo nesta jornada. O segundo posto ficou nas mãos da Termolan, estrutura que apresentou um andamento sempre consistente, com destaque para dois segundos e um terceiro lugares. O pódio da categoria foi fechado pela Gianfranco Motorsport, com uma prestação onde sobressai a vitória na Corrida 5, a que se juntam um segundo e dois terceiros lugares. Nota também para a equipa Team NB Klima, que se destacou com o triunfo na Corrida 6.

    A categoria AM foi também um pleno exemplo do total equilíbrio que se vive no Troféu C1 Learn & Drive. Cinco vencedores diferentes em seis corridas foram o mote de um fim de semana de grande animação em pista. Uma competitividade onde o desempate foi feito com as duas vitórias da LJ Sport 88, decisivas para o triunfo na categoria AM em Braga. Na segunda posição ficou a OF Motorsport, que se destacou com o triunfo na Corrida 2. A fechar o pódio, a G’s Competizione, que saboreou a vitória na Corrida 4. Entre o rol de equipas que triunfou nesta exigente jornada na categoria AM, incluem-se a Five Team e a Casa da Eira.

    Um fim de semana decisivo nas contas do campeonato, que definiu os campeões de 2021 no Troféu C1 Learn & Drive. Uma conquista que sorriu à VLB Racing na categoria PRO, que fechou o ano com um triunfo e dois segundos lugares. “Quando nos propusemos a fazer este troféu foi com o intuito de vencer. Nos dois primeiros anos não tivemos muita sorte, mas à terceira foi de vez. Fizemos tudo para ter uma época ao mais alto nível, sem surpresas, e fechámos o ano da melhor forma”, sublinhou o responsável da equipa, Luís Delgado. Na segunda posição da categoria ficou a Termolan, estrutura que se destacou pelo segundo lugar em Portimão. Já a terceira posição ficou entregue à Artlaser by Gianfranco, equipa que havia vencido a primeira ronda da época, também em Braga.
     
    Na categoria AM, a Torres Racing Team sagrou-se campeã, numa época saldada por uma vitória, um quarto e um quinto lugares. Um título que deixou o responsável da equipa, Nuno Torres, naturalmente satisfeito: “Estamos muito contentes, porque este foi um grande feito para nós. Somos quatro amigos, todos amadores, que nos juntámos o ano passado para competir no troféu e o resultado de todo o trabalho não podia ser melhor.” A segunda posição da AM, com uma diferença de apenas quatro pontos, foi para a Razão Automóvel, equipa que chegou a estar na liderança da competição, com a vitória na ronda de abertura, também em Braga. O pódio da AM foi fechado pela LJ Sport 88, numa temporada em que a equipa se despediu com a vitória na última jornada, no traçado bracarense.
     
    Após mais um ano de intensa atividade ao cronómetro, chega ao fim a 3ª edição do Troféu C1 Learn & Drive, numa época com um balanço muito positivo para o responsável máximo da Motor Sponsor, André Marques: “Foi um fim de semana fantástico, com corridas bastante disputadas e várias equipas a vencer. Arriscámos estrear um formato de 6 corridas de sprint, com duração de 50 minutos, numa jornada em que se decidiam os títulos. Sabemos que no desporto automóvel inovar é palavra de ordem e foi isso que mais uma vez fizemos. No final, a satisfação foi geral e essa é sem dúvida a melhor forma de encerrar uma época onde o fator competição esteve sempre presente”, realçou, acrescentando: “Parabéns aos vencedores e muito obrigado a todos os participantes pelo contributo indispensável para o crescimento de um troféu que está já a caminho da sua 4ª temporada. Novidades muito em breve.”

  • TCR Ibérico Sprint Trophy: Azcona “passeou” e Gustavo Jr. surpreendeu em Barcelona

    O campeão europeu Mikel Azcona (CUPRA Leon Competición) dominou, na tarde deste sábado, no circuito catalão de Montmelo (Barcelona), a primeira das três corridas da jornada de encerramento do TCR Ibérico Sprint Trophy, numa prova em que o jovem Gustavo Jr. (Hyundai Elantra) protagonizou uma estreia auspiciosa na classe TCR, ao conquistar a quinta posição final, depois de ter sido o terceiro mais rápido na qualificação.

    Azcona, autor da “pole”, rapidamente se destacou do alemão Mike Halder (Honda Civic Type R FK7 TCR), líder do campeonato e que assegurou o título com ao somar mais um triunfo – Azcona não interfere nas contas deste TCR Ibérico Sprint Trophy –, e da sua irmã Michelle, que completou o pódio. O piloto do CUPRA da Volcano Motorsport chegou a dispor de uma vantagem superior a 4 segundos face ao mais rápido dos Halder, mas um pouco mais trás viveram-se despiques interessantes, com Gustavo Jr. em plano de destaque. Terceiro mais rápido na qualificação, o jovem de Paços de Ferreira, a fazer a sua estreia absoluta ao volante do Hyundai Elantra e na pista catalã, protagonizou um início prometedor, prolongando esse desempenho à corrida… até ser “tocado” por um adversário.

    Na partida, Gustavo Jr. foi cauteloso quanto baste e perdeu três posições, mas depois de saber tirar partido das “picardias” entre Isidro Callejas (CUPRA), que partida do último lugar da grelha TCR, e o hispano-venezuelano Sergio Lopez (CUPRA), era quarto quando o primeiro, muito agressivo nas primeiras voltas, o tocou. O jovem português ainda conseguiu evitar sair e pista, mas baixaria para sétimo. Contudo, até ao final ainda logrou recuperar posições face ao já referido Lopez e ainda ao russo Leonov. Uma estreia auspiciosa para quem acabou por ser o quarto piloto mais rápido em pista.

    Corrida 1

    1º, Mikel Azcona (Volcano Motorsport, CUPRA León Competición TCR), 12 voltas

    2º, Mike Halder (Halder Motorsport, Honda Civic Type R FK7 TCR), + 1.715s

    3º, Michelle Halder (Halder Motorsport, Honda Civic Type R FK7 TCR), + 14.137

    4º, Isidro Callejas (Volcano Motorsport, CUPRA León Competición TCR), + 17.719

    5º, Gustavo Jr. (P&B Racing, Hyundai Elantra N TCR), + 24.668

    6º, Alba Cano (Monlau Competición, CUPRA Leon Competición TCR), + 26.786

    7º, Evgeny Leonov (Volcano Motorsport, CUPRA León Competición TCR), + 30.969

    8º, Alejandro Cutillas (SMC Motorsport, Peugeot 308 TCR), + 35.257

    9º, Sergio Lopez (RC2 Junior Team, CUPRA Leon Competición TCR), + 38.905

    10º, Fernando Navarrete (SMC Motorsport, Peugeot 308 TCR), + 40.248

    As duas restantes corridas (2ª e 3ª) da jornada de encerramento do TCR Ibérico Sprint Trophy, no circuito de Barcelona, disputam-se este domingo, às 11h30 e às 15h30 (hora de Portugal continental), e podem ser acompanhadas  em direto neste link:

  • Daniel Teixeira sagrou-se vice-campeão na Supercars Endurance Series

    Na última prova da temporada, em Jerez de La Frontera, o piloto do JT59 Racing Team/Bompiso lutou arduamente para chegar ao título TCR na SuperCar Endurance Series, mas, na pista andaluza, mas alguns incidentes limitaram a sua ambição. Mesmo assim, fechou a época com mais duas grandes exibições e o 2º lugar no campeonato.

    Daniel Teixeira sabia que em Jerez de La Frontera, na derradeira dupla jornada da época 2021 da Supercars Endurance, precisava que todas as estrelas estivessem alinhadas e tudo lhe corresse bem para levar o título para casa.

    “Sabia que iríamos ter algumas dificuldades, pelo facto de não conhecermos a pista. De qualquer forma, na sexta-feira conseguimos fazer o melhor tempo do dia no SuperCars Endurance. O que nos deixava boas indicações para a qualificação e depois para as corridas, dando indicações de que poderíamos lutar pelas vitórias e, quem sabe, pelo título”, refere o piloto transmontano sobre os treinos iniciais do primeiro dia de competição.

    Mas os problemas começaram depois, na qualificação. Daniel Teixeira conta que “na primeira qualificação acabei “por ter duas voltas ‘estragadas’ por um concorrente mais lento. Mesmo assim fiz o terceiro tempo à ‘geral’ e também entre os TCR. Portanto estaríamos na segunda linha da grelha de partida para a corrida, o que, não sendo o ideal, nos mantinha claramente com todas as possibilidades de vencer”

    Já na qualificação 2, o piloto transmontano acabou “por cometer um ligeiro erro, sendo, mesmo assim, o segundo TCR e o terceiro ‘à geral”. Na realidade acabou por largar de segundo para a corrida 2, uma vez que o Ginetta que tinha feito o segundo tempo acabou por ser relegado para o final da grelha. Uma vez mais, Daniel Teixeira ficava com a certeza de que “tínhamos andamento para estar na batalha pelo triunfo”.

    Quanto à história da corrida 1, a mesma teve duas partes antagónicas. Mercê de “um bom arranque, logrei ultrapassar o Hyundai, nosso principal adversário e subir para 2º dos TCR. Mas depois perdi a posição e acabou por ser uma corrida muito difícil. Percebi que a perda de rendimento do Cupra tinha a ver com a quebra da barra estabilizadora traseira e, a partir desse momento. O que também não me permitiu ter um andamento melhor”, gerindo até final, terminando a corrida no 4º posto da geral e 3º dos TCR.

    Mercê de um trabalho intenso e eficaz, a equipa técnica do JT59 Racing Team/Bompiso conseguiu resolver o problema a tempo da Corrida 2. Mas, mais uma vez, a sorte não acompanharia Daniel Teixeira. Logo na primeira curva, o piloto sofreu “um toque do outro Cupra, que me fez ir à gravilha e ‘cair’ para os últimos lugares em termos de ‘geral’. Consegui recuperar, ascendendo ao segundo lugar absoluto, só atrás do Ginetta mas à frente nos TCR. Isto até à paragem na box”, recorda.

    Só que, a partir dessa paragem, a vantagem que tinha construído mercê de um andamento fabuloso começou a se desvanecer. E a razão foi técnica: “na paragem na box, os meus adversários montaram pneus novos, enquanto eu continuei a utilizar pneus usados. E isso fez toda a diferença na segunda parte da corrida”, salienta, acrescentando: “cai para terceiro e, obviamente, e depois já não tive argumentos para recuperar essas duas posições. Por isso o cômputo do fim-de-semana são dois terceiros lugares em termos de TCR e dois quartos ‘à geral’. Foi o resultado possível”.

    Como balanço da época, o piloto transmontano diz que “este segundo lugar no campeonato não me deixa satisfeito, na medida em quando participo é sempre para ganhar e logicamente que o objetivo era ser campeão. Infelizmente não conseguimos. Desde já endereço os parabéns ao Gustavo Moura, que ganhou com mérito. Foi uma luta cerrada ao longo de toda a época, e como tal quem de nós vencesse o campeonato seria um justo vencedor. Foi ele a vencê-lo, por isso conquistou-o com toda a justiça”, concede também Daniel Teixeira.

    O piloto aproveita também para elogiar a sua equipa, destacando: “Convém não esquecer que foi o ano de estreia da JT59. Fizeram um trabalho notável, num campeonato tão competitivo, com tão bons pilotos. E conseguimos estar sempre entre os mais rápidos, não entre os TCR, mas também à ‘geral’. Estivemos sempre entre os três ou quatro mais rápidos em todas as corridas. E tendo em conta que havia duas pistas, Jarama e Jerez, que não conhecíamos, foi de facto notável”. Da mesma forma Daniel Teixeira não esquece que foi o seu primeiro ano “a tempo inteiro”, salientando também a importância de todos os seus patrocinadores, “porque eles são indispensáveis para nós continuarmos a competir. Por isso desde já o meu muito obrigado a todos eles”.