Categoria: Velocidade

  • Filipe Albuquerque vai sair de quinto para as 24h de Daytona

    Realizou-se hoje a corrida de qualificação com vista às 24h de Daytona, prova que vai ter lugar no próximo fim-de-semana e que será a primeira corrida do Campeonato Norte Americano de Resistência. Filipe Albuquerque e Ricky Taylor, os pilotos da Wayne Taylor Racing, arrancaram da sétima posição da grelha e terminaram no 5º lugar depois de terem rodado em terceiro.

    No final Filipe estava ciente que teve pouco tempo para conhecer o carro e que quantos mais quilómetros fazia mais à vontade se sentia. Um período de adaptação que o piloto de Coimbra espera concluído no início da emblemática prova americana no próximo sábado: “A prova de hoje serviu para aprender o carro em situação de corrida. Arranquei de sétimo, entreguei o carro ao Ricky em terceiro e acabámos em quinto. Penso que o resultado de hoje é irrelevante para o desfecho das 24h de Daytona. Demorei 20 minutos a recuperar de sétimo até terceiro, por isso numa corrida tão longa, tudo pode acontecer“, começou por referir Filipe Albuquerque. 

    Roar Before the 24, IMSA, Daytona, January 2021(Photo by Brian Cleary/bcpix.com)

    Estes últimos dias têm sido muito importantes: “Para aprender o carro, ajustar ‘set-up’ e sentir-me confortável. É tudo novidade mas cada vez sinto-me melhor. Acho que estamos no caminho certo para a primeira corrida da época. E não tenho dúvidas que vai ser uma corrida daquelas!”, concluiu o piloto de Coimbra optimista e ao mesmo tempo ansioso para começar a grande maratona americana.

    De recordar que Filipe Albuquerque já venceu por duas vezes em Daytona na classe GTD em 2013 e à geral em 2018.

  • Legends: António Sarabando satisfeito com a evolução que assinou em 2020

    A época de 2020 serviu para evoluir o Peugeot 306 com que António Sarabando tem corrido .

    Não será demais recordar que a estreia deste piloto no Campeonato Portugal Legends verificou-se em 2019, quando o carro estava quase de série. Para o ano que passou de 2020, a situação foi  bem diferente, como António Sarabando nos explicou “o ano de 2020 foi para mim importante, pois foram feitas uma série de evoluções no 306 a nível técnico e, fruto disso, foram melhoradas as performances, embora sem se reflectirem em termos de resultados finais, pois a fiabilidade do carro não foi a que pretendemos, mas a verdade é que nas três provas em que alinhamos, ficou à vista de todos a evolução que o carro sofreu, e estamos no bom caminho, pois os tempos alcançados são demonstrativos disso mesmo”. 

    Depois, o piloto esteve “ausente em duas provas , em Braga por razões familiares, e depois na deslocação ao Estoril, por razões de saúde, pois fui alvo duma intervenção cirúrgica, e não tive o ok por parte do médico para competir, e, assim passei de piloto a espectador”. Quanto a 2021, António Sarabando afirmou que vai “continuar o nosso trabalho de evolução do Peugeot 306 de forma a tornar o carro bem mais competitivo“.

  • Filipe Albuquerque já testou ao Acura para o IMSA WeatherTech Sportscar Championship

    Filipe Albuquerque sentou-se, pela primeira vez, ao volante do Acura ARX-05 da Wayne Taylor Racing com quem irá disputar o vulgarmente conhecido por Campeonato Norte Americano de Resistência.

    O piloto português e os seus companheiros de equipa, Ricky Taylor, Alexander Rossi  e Helio Castroneves estiveram em Sebring para o primeiro teste do ano com vista à preparação da primeira corrida da temporada, as emblemáticas 24h de Daytona.

    Sebring test, WTR, Acura Dpi, January 19, 2021. (Photo by Brian Cleary/bcpix.com)

    Depois de um dia de trabalho, Filipe Albuquerque chegou ao final satisfeito com o desempenho: “Foi o meu primeira dia em pista com a nova equipa e com o novo carro. Foi um começar de novo que me agradou bastante. A equipa é altamente profissional, os meus companheiros de equipa estão muito motivados e senti-me ‘em casa’. Foi uma primeira abordagem que me deixou bastante agradado. Agora é trabalhar na informação recolhida e preparar os dias que aí vêm”, começou por referir o piloto de Coimbra.

    Dia 23, sábado, terá lugar o habitual teste pré-Daytona: “Roar before the Rolex 24”, onde as equipas terão uma abordagem mais próxima daquilo que serão em termos competitivos, para logo depois no dia 24, domingo, efectuarem uma corrida, de duas horas, para preparar Daytona: “O teste é importante para avaliarmos o carro na própria pista e encontrarmos o melhor ‘set-up. A corrida de dia 24, que será disputada por mim e pelo Ricky Taylor, já contará em termos pontuais, e servirá sobretudo para a organização avaliar o ‘balance of performance’. Uma semana intensa para logo depois arrancarmos com as 24h de Daytona”, concluiu Filipe Albuquerque.

  • Toyota Gazoo Racing apresentou o novo GR010 Hybrid

    A TOYOTA GAZOO Racing inicia uma nova era nas corridas de resistência com o lançamento de seu novo hípercarro eletrificado para Le Mans GR010 HYBRID, que irá competir no WEC (World Endurance Championship) no Campeonato Mundial de Resistência de 2021 da FIA.

    Os campeões mundiais em título e vencedores por três vezes das 24h de Le Mans vão defender esses títulos usando uma versão de corrida do próximo hipercarro de estrada, com tecnologia desenvolvida no TS050 HYBRID e em destaque pela nova marca Racing Hybrid. O GR010 HYBRID é um protótipo desenvolvido ao longo dos últimos 18 meses e fruto da parceria entre os engenheiros da sede da equipa em Colónia, Alemanha, e especialistas na motorização híbrida do centro de tecnologias de eletrificação de Higashi-Fuji, no Japão.
     
    O GR010 HYBRID incorpora uma poderosa motorização híbrida de competição com tração às quatro rodas, com motor biturbo V6 de 3,5 litros, que debita 680 cv ao eixo traseiro, combinado com um motor gerador de 272 cv, desenvolvido pela AISIN AW e DENSO, no eixo dianteiro. A potência total combinada é limitada a 500kW (680 CV), o que significa que a eletrónica sofisticada do GR010 HYBRID reduz a potência do motor de acordo com a quantidade de aceleração híbrida que é debitada.
     
    Atualmente em desenvolvimento, o novo protótipo de corrida impressiona pelas proporções e reflete a aparência de sua inspiração, o hipercarro GR Super Sport que fez a sua estreia durante uma demonstração de devolução do troféu cerimonial nas 24 Horas de Le Mans 2020. Para marcar esta nova era para o TOYOTA GAZOO Racing, uma nova pintura inclui as letras GR para indicar a forte ligação entre os carros de corrida e de estrada.
     
    A TOYOTA GAZOO Racing entra em sua nona temporada no WEC com a mesma formação de pilotos que trouxe Le Mans e a glória do Campeonato Mundial à equipa na campanha de 2019-2020. Os recém-coroados campeões mundiais Mike Conway, Kamui Kobayashi e José María López vão conduzir o  GR010 HYBRID #7 enquanto Sébastien Buemi, Kazuki Nakajima e Brendon Hartley vão correr com o carro #8. Nyck de Vries continua em seu papel de piloto de teste e reserva.
     
    Todos já iniciaram um intenso programa de desenvolvimento do GR010 HYBRID, com dois testes de três dias já concluídos à medida que a equipa se adapta aos novos regulamentos que são uma mudança significativa em termos de desempenho e filosofia.

    Como parte de uma iniciativa de redução de custos incorporada nos regulamentos, o novo GR010 HYBRID é 162 kg mais pesado e com 32% menos potência do que seu antecessor TS050 HYBRID, com tempos mais lentos por volta em Le Mans esperados de cerca de 10 segundos. Conta também com maiores dimensões; é 250 mm mais comprido, 100 mm mais largo e 100 mm mais alto.
     
    Pela primeira vez desde o início de seu projeto WEC, a TOYOTA GAZOO Racing irá participar sem uma unidade motor/gerador traseira (MGU), com o único MGU permitido fica localizado no eixo dianteiro. Isto significa que um motor de arranque teve que ser instalado no GR010 HYBRID bem como, travões traseiros totalmente hidráulicos.
     
    O GR010 HYBRID apresenta uma aerodinâmica de última geração, otimizada para eficiência e desenvolvida usando um poderoso software de Dinâmica de Fluidos Computacional e testes em túnel de vento. Os novos regulamentos técnicos permitem apenas um único conjunto de carroçaria homologado, com apenas um dispositivo aerodinâmico ajustável. O GR010 HYBRID irá, portanto, competir com a mesma especificação em circuitos de apoio baixo e alto (downforce), com uma asa traseira ajustável que modifica as características aerodinâmicas.
     
    Também pela primeira vez, a classe superior do WEC e Le Mans apresentará um equilíbrio de desempenho, o que significa que os organizadores irão modificar o desempenho de cada carro a cada corrida, regulando o uso de energia e peso, visando o potencial de desempenho idêntico de cada hípercarro de Le Mans. Prevê-se muita competição entre a TOYOTA GAZOO Racing e suas concorrentes de hipercarros: Scuderia Cameron Glickenhaus e ByKolles Racing, bem como a Alpine, que irá também alinhar com o seu carro LMP1.
     
    As batalhas serão travadas em seis corridas em três continentes, começando com as 1000 milhas de Sebring a 19 de março, antes das 6 Horas de Spa-Francorchamps (1º de maio) e o destaque da temporada, as 24 Horas de Le Mans entre 12-13 de junho. A primeira corrida de resistência do Campeonato Mundial em Monza desde 1992 acontece a 18 de julho, antes das viagens para Fuji Speedway (26 de setembro) e Bahrein (20 de novembro), sendo todas competições de seis horas.

  • Alpine reúne “músculo” desportivo do Grupo Renault

    A Alpine anunciou, hoje, os planos de crescimento, a longo prazo, como marca do Grupo Renault dedicada a automóveis desportivos, inovadores, autênticos e exclusivos. As atuais atividades da Alpine Cars, Renault Sport Cars e Renault Sport Racing serão reunidas numa única entidade, sob a marca Alpine.

    A Alpine associará a credibilidade de uma marca autêntica, a uma produção especializada, ao domínio de engenharia e a uma imensa exposição mediática na Fórmula. Juntas, essas atividades transportam a Alpine para uma nova dimensão e lançam as bases de uma marca automóvel de “nova geração”, destinada a clientes exigentes e apaixonados.

    Ativos atuais e novas sinergias para novos desafios

    A Alpine é, sem dúvida, a incarnação do automóvel francês; uma marca reconhecida, com uma gloriosa herança da competição e com especialistas altamente qualificados que produzem o modelo A110, na fábrica de Dieppe.

    A Renault Sport Cars é formada por uma equipa de 300 pessoas, mestres no desenvolvimento de automóveis desportivos. Especialistas que deram ao Grupo Renault modelos icónicos como o Renault 5 Turbo, Clio V6, Mégane R.S. Trophy e o novo Alpine A110.

    A Renault Sport Racing e escuderia F1 juntas, reúnem 1200 pessoas, que desenvolvem, ao nível do desporto automóvel, o equivalente aos mais exigentes “desafios da relojoaria”, concentrando alguns dos maiores especialistas em aerodinâmica, mecânica e engenharia de motores. A Fórmula 1 oferece uma imensa plataforma de marketing e representa uma oportunidade única para fortalecer, globalmente, a imagem da marca Alpine à escala mundial.

    A Alpine beneficiará dos recursos do Grupo Renault e da Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi, que incluem tecnologias como a plataforma EV da Aliança, a presença industrial global do grupo, o acesso a uma estrutura de compras profissional que permitirá garantir a otimização dos custos, sem esquecer também o acesso privilegiado à rede de distribuição global e os serviços financeiros da RCI. O objetivo é atingir a rentabilidade em 2025, incluindo os investimentos na competição automóvel.

    “A nova entidade Alpine combina três marcas com ativos e áreas de excelência distintas, em prol de uma empresa única e autónoma. O ‘know-how’ da nossa fábrica de Dieppe, e a excelência da engenharia das nossas equipas de F1 e da Renault Sport, brilharão com a nossa gama 100% elétrica e tecnológica, ancorando assim o nome ‘Alpine’ no futuro. Estaremos nas pistas e nas estradas, de forma autêntica, com a mais elevada tecnologia e seremos disruptivos e apaixonados”. Laurent Rossi, Diretor-geral da Alpine.

    Manutenção na competição

    A Alpine e a Renault têm uma longa história na competição, em diferentes categorias, seja na Fórmula 1, nos Ralis ou na Resistência. A competição permanecerá no centro dos ambiciosos planos da Alpine, com a Fórmula 1 a desempenhar um papel central na estratégia desportiva da marca. A partir de 2021, a equipa Alpine F1 competirá contra alguns dos mais prestigiados nomes da indústria automóvel e entrará no muito exclusivo e restrito “clube” das equipas de fábrica.

    A Alpine foi fundada em 1955, por Jean Rédélé, um jovem apaixonado pelo desporto automóvel, que se inspirou no nome do seu “parque de diversões” favorito – os Alpes – para atribuir o nome à sua marca.

    Foi, em 1962, que a Alpine começou a ser reconhecida e a descolar para “voos mais altos”, com o lançamento do original A110. Naquela época, a Alpine e a Renault colaboravam de forma próxima, com os modelos Alpine a serem vendidos e assistidos nos concessionários Renault. No início dos anos 70, a Alpine fazia já parte da elite dos ralis. Em 1971, monopolizou, pela primeira vez, o pódio do célebre Rali de Monte-Carlo, repetindo a façanha dois anos depois. E foi precisamente em 1973, que a Alpine conquistou, também, o título de Construtores no Campeonato do Mundo de Ralis.

    Paralelamente e fora da competição, as vendas dos modelos de estrada da Alpine cresciam. Para responder a esse sucesso, a Alpine construiu uma fábrica, em Dieppe, em 1969 (o mesmo local onde atualmente é produzido o novo A110), e onde, em 1971, o A310 entrou em produção, antes da marca ser adquirida pelo Grupo Renault, em 1973.

    Em 1978, a Alpine conquistou o seu mais famoso triunfo, alcançando a glória com a vitória nas míticas 24 Horas de Le Mans. Em Dieppe, a fábrica continuou a lançar novos e inovadores modelos desportivos, como o A310 V6 e o GTA, com a produção da Alpine a cessar em 1995. Em 2017, a Alpine lançou o novo A110, um modelo fiel aos princípios intemporais do A110 original que, de imediato, atingiu o sucesso, não só pela onda de apaixonados que conquistou, mas também pelos números prémios internacionais granjeados.

  • GT Winter Series junta-se à GT4 South e conseguem 29 inscritos em Portimão

    A última ronda de GT4 South e a primeira de GT Winter Series juntam em Portimão 29 equipas.
    Nos próximos dias 23/24 de Janeiro, a GT4 South European terá a sua ultima prova de 2020 e assim atribuir os títulos. Ao mesmo tempo, a competição de inverno “GT Winter Series 2021” irá iniciar-se na mesma ocasião.

    Com uma primeira passagem discreta por Portugal em 2020, a GT Winter Series foi pensada como uma competição onde as equipas europeias possam competir no inverno e preparar da melhor forma 2021. Assim a GT Winter Series está estruturada com 3 corridas de Inverno, duas em Portimão e uma no circuito Motorland Aragon, por onde passou o WTCC em 2020. A GT Winter Series é pensada para equipas internacionais, que vêm treinar no Sábado e correr no Domingo. Os Pilotos podem assim fazer uma corrida no circuito onde passaram o Sábado a treinar, aceitando um grande leque de carros, incluindo o Troféu BMW M2 Alemão, diversos Turismos e carros vindos de copas Monomarca entre outros.

    Voltando aos GT4, depois da visita a Jerez de la Frontera, a GT4 South irá finalizar a temporada e entregar o título de 2020. Apesar de faltarem ainda 3 semanas, a lista de inscritos provisória revela quantidade e qualidade, já contando com 12 GT4 e onde os Mercedes AMG da Bullitt Racing, vencedores em Jerez, terão certamente maior concorrência. Equipas como a famosa Zakspeed Racing e a Burgmann Racing, que no ano passado já estiveram em Portimão, regressam com os seus Mercedes AMG e Porsche Cayman respectivamente. Também presente em 2020, regressa em 2021 a importadora KTM para a Alemanha, Teichmann Racing, com 2 KTM GT4. Já uma novidade para 2021, será a Racing One, normalmente presente no DTM Trophy, que participará com um Audi GT4, sendo a quinta marca diferente a inscrever-se.

    Diogo Ferrão com um brilho nos olhos comenta: “Depois de bastante luta e num ano tão difícil, os 12 GT4 vão estabelecer um record destes carros presentes em Portugal na mesma prova. Obviamente que a presença estrangeira é essencial, mas acreditamos ainda receber alguns pilotos portugueses, que como é habitual, deixam as suas inscrições para os últimos dias. Será um prazer ver tantas e tão fantásticas máquinas com a mais recente tecnologia a competir em Portimão. A estes junta-se a alegria de apresentarmos uma grelha de 29 carros com a GT Winter Series, depois das 18 equipas inscritas no ano passado, um grande incremento face a 2020”.


  • Hugo Branquinho com balanço positivo da época de 2020

    Ao volante do seu Honda Civic, Hugo Branquinho foi um dos pilotos mais marcantes em pista no Campeonato Portugal Legend´s.

    O piloto do carro nipónico deu sempre o seu máximo, conseguindo assim resultados de vulto ,que culminaram com o titulo de Campeão na categoria. Assim pedimos a Hugo Branquinho se nos fazia um balanço do que foi a época de 2020, na qual o simpático piloto começou por nos dizer “ O ano 2020 foi desafiante em todos os aspectos . Para 2020, fizemos algumas evoluções no carro, que obrigaram a uma adaptação até cerca de metade do época”.

    Hugo Braquinho destacou ainda que “em todas as corridas, com exceção da corrida de Portimão, ganhamos à classe e fomos fazendo uma progressão positiva na classificação geral. contei com os patrocínios da EQS Global, Tomeifel, Alma Engenharia e Construção, AMP Caixas Automáticas, DNY Racing, Tecniverca, Moldacril Racer Design. Espero que em 2021 possa contar com o apoio destes e de outras marcas que queiram abraçar um projeto vencedor. O esforço da equipa técnica (Pedro Silva e João Mestre) foi fantástico para ter um verdadeiro carro de corrida!”

    Antes de  terminar acrescentou-nos uma novidade para 2021, “ Espero para 2021, conseguir evoluir mais o Honda Civic e eventualmente colocar um Clio 2 Cup em pista” conclui Hugo Branquinho.

  • Jorge Santos com época 2020 variada e bem sucedida

    Jorge Santos fez a época de 2020 ao dum competitivo Alfa Romeo, tendo estado sempre na luta pelos pódios, ao longo de toda a temporada.

    Como tal, o piloto faz um balanço da época “muito positivo. O ano de 2020 fui um ano atípico e como tal o meu programa desportivo também o foi. Tinha um programa de cinco  provas, começando por Valência e terminando em Jarama ( Madrid ), mas a incerteza das datas fez abortar o programa inicial. Neste contexto, a minha primeira prova, onde tive a companhia do Alcides Petiz, foi Valência, circuito que nos brindou com um sol fantástico e corridas muito bem disputadas, pouco antes do confinamento“.

    Na corrida inicial assinaram “o 3º Lugar nos H71. Lutamos sempre com o Porsche do Dal Maso. Levei um chega para lá do Porsche 914 do Manuel de la Torre, quando o ultrapassava numa disputa entre o Paulo Rompante e o Sousa Ribeiro. Na 2º corrida saímos com uma roda mal apertada e fui obrigado a parar no final da 1º volta, iniciando uma recuperação secundada pelo Alcides Petiz até ao 4º lugar dos H71”.

    Seguiu-se o interregno causado pelo combate ao surto pandémico e o pioto decidiu “parar até 2021.Mas o bichinho não me deixou e logo que a FPAK e a DGS autorizaram o HE a deslocar-se ao Algarve, correspondi afirmativamente do meu amigo Roberto Rincón, para alinhar no seu Alfa Romeo GTAm. Foi um fim-de-semana fantástico, que nos deu na 1º corrida um 2º lugar dos H71, posição que voltaríamos a obter na Corrida 2. Terminei a época no Estoril Classic, onde fiquei apeado nos treino cronometrados devido a um toque do meu filho com o Bernardo Sá Nogueira. Venha 2021 com muita saúde para poder desfrutar novamente da companhia dos amigos neste ambiente fantástico que são as corridas de resistência” conclui Jorge Santos.

  • Nuno Figueiredo alcança título no Estoril

    Na chegada à última prova da temporada realizada no Autódromo do Estoril o campeonato ainda não estava decidido. Nuno Figueiredo podia matematicamente ser Campeão, mas estaria sempre dependente de terceiros. No final, o piloto alcançaria o grande objetivo da época.

    O primeiro contacto com a pista decorreu na sessão de treinos livres, com Nuno Figueiredo e a sua carrinha Volvo 850 a rubricarem o oitavo melhor tempo da sessão, em 2.12.090 à média de 113,5 km/h. Já na sessão de treinos cronometrados, Nuno Figueiredo e a sua sueca endiabrada conseguiram melhorar de forma acentuada, fazendo a sua melhor volta ao autódromo do Estoril em 2.08.695 à média de 116,5 km/h, garantindo assim o sétimo melhor tempo na geral, o qual determinaria a posição na grelha de partida.

    Na primeira corrida do fim-de-semana, realizada sábado de manhã e disputada debaixo de chuva intensa, Nuno Figueiredo fez uma boa largada recuperando de imediato algumas posições, Ao longo da corrida sempre com piso muito escorregadio e visibilidade reduzida, Nuno Figueiredo imprimiu um ritmo bastante forte que lhe permitiu ver a bandeira de xadrez na 3ª posição à Geral e 1ª posição na Classe L99, um resultado garantido à entrada para a última volta da corrida, conseguindo também a volta mais rápida na classe com 2.04.518 à média de 120,4 km/h.

    Na segunda corrida, com condições atmosféricas muito semelhantes à primeira, Nuno Figueiredo repetiria o 3º lugar à Geral e 1º lugar entre os L99, rubricando novamente a volta mais rápida da corrida da L99 com 2.05.753 à média de 119,2 km/h.

    Após a subida ao pódio para receber o troféu, o piloto disse-nos “com a diferença pontual existente à entrada para esta última prova, as perspectivas de vencer o campeonato estavam muito dependentes dos resultados dos meus adversários directos. Arranquei para as duas provas sem qualquer pressão e focado apenas em fazer o melhor resultado possível. Felizmente à medida que as corridas iam decorrendo o cenário também ia mudando a meu favor, e no final da segunda corrida, com alguma surpresa à mistura, consegui renovar o título. Foram duas corridas muito difíceis, em condições muito adversas e com piso muito escorregadio, tendo apanhado alguns sustos na segunda corrida, mas consegui levar a “sueca endiabrada” até ao final das duas corridas e assim tornar-me Bicampeão”. O piloto de Lisboa concluiu: “Dedico este título à minha equipa Monteiros Competição que sempre me entregou a Volvo nas melhores condições, a toda a minha família e a todos os patrocinadores que acreditaram e renovaram a confiança neste projecto.”

  • Filipe Albuquerque volta a fazer o Campeonato do Mundo de Resistência LMP2 com a United Autosports

    Campeão do Mundo de Resistência LMP2, Campeão do European Le Mans Series e vencedor das 24h de Le Mans em 2020, Filipe Albuquerque terá em 2021 um programa desportivo ao mais alto nível no que aos Campeonatos de Resistência diz respeito: para além do Campeonato Norte Americana de Resistência já confirmado há umas semanas, é agora altura de confirmar a presença, uma vez mais, no Campeonato do Mundo de Resistência LMP2 com a United Autosports.

    Em equipa que vence, não se mexe, e Filipe volta a juntar-se a Phil Hanson na luta pela revalidação do título, a quem se junta também o jovem piloto Fábio Scherer. Numa das melhores fases da sua carreira desportiva Filipe está ciente dos desafios que tem pela frente e dos objectivos que pretende alcançar: “Depois do que conseguimos em 2020, não posso ser modesto nos objectivos para 2021: quero revalidar o Título Mundial e quero ser Campeão Norte Americano. Se será tarefa fácil?! Não, não será. Mas as dificuldades e a exigência de trabalho, nunca me assustaram. Estou ciente das condições que tenho em mãos e sei que é possível alcançar estes feitos. É com isso em mente que vou arrancar para 2021”, começou por dizer.

    Desta forma Filipe irá disputar as duas provas mais exigentes em termos mundiais: as 24h de Daytona em Janeiro, prova que já venceu por duas vezes, e as 24h de Le Mans, prova que ganhou em 2020 e que disputará pelo oitavo ano: “Acho que disputar estes dois campeonatos e estas duas provas é o sonho de qualquer piloto de resistência. Não poderia pedir melhor”, continuou.

    Com a United Autosports pelo quinto ano consecutivo e partilhando o Oreca com Phil Hanson e agora com Fábio Scherer, o piloto de Coimbra está confiante: “Que vamos estar na luta pela revalidação do título. Temos um óptimo carro, o Phil tem evoluído como nunca enquanto piloto e isso viu-se bem na época passada e o Fábio, que agora se junta à estrutura, é um piloto jovem mas rápido. Acho que temos um conjunto muito forte que vai dar muita luta em pista”, rematou.

    A disputar dois campeonatos ao longo do ano, a agenda será cheia e começa já em Janeiro com as 24h de Daytona.