Manuel Espírito Santo vai partir da nona posição da grelha da categoria LMP2 para as 24 Horas de Daytona, prova que marca a sua estreia na clássica corrida norte-americana e no IMSA SportsCar Championship.
O jovem piloto português integra a equipa da Pratt Miller Motorsports, ao volante de um Oreca 07 LMP2, partilhado com Pietro Fittipaldi, Enzo Fittipaldi e Chris Cumming. A qualificação ficou aquém do ritmo demonstrado nos treinos livres, depois de Cumming ter enfrentado problemas de andamento durante a sessão cronometrada.
Apesar disso, Manuel Espírito Santo relativiza o resultado alcançado: “A corrida é tão longa que a posição de partida acaba por ter pouca relevância. Claro que arrancar mais à frente ajuda a evitar confusões, mas perdemos performance por questões de afinação. O ‘set-up’ não estava ideal e vamos analisar tudo para ajustar da melhor forma.”
Antes do arranque da prova ainda está prevista uma sessão adicional de treinos livres, o que permitirá à equipa afinar o carro para a corrida de resistência. “Mantemos as aspirações iniciais: evitar percalços sem correr riscos desnecessários e, nas últimas horas, atacar dentro do possível. Estou otimista e muito desejoso que a corrida comece”, concluiu o piloto de Cascais.
A partida para as 24 Horas de Daytona está marcada para sábado, às 18h40, dando início a uma das provas mais emblemáticas do calendário mundial de endurance.
Manuel Espírito Santo vai estrear-se este fim de semana nas 24 Horas de Daytona, prova inaugural do IMSA SportsCar Championship. O piloto português, de 22 anos, fará parte da equipa da Pratt Miller Motorsports, competindo na categoria LMP2 aos comandos de um Oreca 07 LMP2.
Natural de Cascais, Manuel Espírito Santo divide o carro com Pietro Fittipaldi, Enzo Fittipaldi e Chris Cumming, integrando o Michelin Endurance Cup, que reúne as cinco provas de longa duração do campeonato norte-americano: Daytona, Sebring, Watkins Glen, Road America e Petit Le Mans.
Depois de duas épocas a competir no European Le Mans Series, o jovem piloto português dá agora um passo importante na carreira, entrando num dos campeonatos de endurance mais competitivos do mundo. Nos treinos oficiais que antecederam a prova, Espírito Santo esteve regularmente entre os mais rápidos da categoria LMP2, encarando esta estreia com otimismo.
“Estou muito entusiasmado com esta nova realidade. As corridas na América são muito diferentes daquilo a que estava habituado e isso abre novas perspetivas. Os treinos foram muito positivos e fizemos um bom trabalho, embora ainda haja aspetos a melhorar”, explicou o piloto.
Para a sua estreia nas 24 Horas de Daytona, Manuel Espírito Santo tem objetivos bem definidos: “Chegar às últimas quatro horas com o carro intacto, sem correr demasiados riscos, e depois poder atacar. Quero aproveitar ao máximo esta oportunidade, fazer bons turnos e ajudar a equipa em tudo o que for possível.”
O programa do fim de semana inclui sessões de treinos livres e qualificação na quinta-feira, com a corrida a arrancar no sábado ao final da tarde, dando início a mais uma edição de uma das provas mais emblemáticas do endurance mundial.
A temporada desportiva de 2026 no Autódromo do Estoril arranca já este fim de semana com a passagem da Winter Series, reunindo GT3, GT4 e monolugares de Fórmula 4 num programa intenso de nove corridas, sob promoção da Gedlich Racing e direção desportiva da Race Ready.
Na sua sétima edição, a GT Winter Series assume particular relevância, uma vez que será a única oportunidade em toda a temporada de 2026 para ver carros GT3 da última geração em pista no Estoril. A grelha inclui viaturas oriundas de competições como o DTM, GT World Challenge e International GT Open, bem como modelos dos troféus monomarca Lamborghini, Ferrari e Porsche.
Entre as equipas presentes destacam-se formações portuguesas como a AF Motorsport, com André Fernandes ao volante de um Porsche 991.2 GT3 R, e a estreante NACent Racing, que alinhará com um Porsche 992 Cup.
A GT4 Winter Series regressa para a sua terceira temporada, consolidando-se como plataforma de preparação de referência. O alinhamento inclui modelos como o Aston Martin Vantage GT4, BMW M4 GT4, Mercedes-AMG GT4, Porsche 718 Cayman GT4 RS CS e, pela primeira vez no Estoril, o Lotus Emira GT4. Em pista estarão também equipas nacionais como a Zome Racing e a Araújo Competição.
O programa completa-se com a Formula Winter Series, competição dedicada a jovens pilotos de Fórmula 4. Com 32 participantes, a FWS conta com equipas de renome internacional como Van Amersfoort Racing, Campos Racing e Rodin Motorsport, disputando três corridas de 30 minutos mais uma volta.
A Bancada B estará aberta gratuitamente ao público. O acesso ao paddock terá um custo de 10 euros no sábado, 20 euros no domingo ou 25 euros para todo o fim de semana.
Uma semana depois do rugir dos GT na Winter Series, o Autódromo Internacional do Algarve volta a ser palco de competição, recebendo já no próximo fim de semana a primeira prova da temporada 2026 da Porsche Sprint Challenge Sul da Europa.
A competição, reservada exclusivamente a modelos da Porsche, marca o arranque do novo ano desportivo com quatro corridas, todas disputadas na tarde de domingo, 25 de janeiro, prometendo muita ação ao longo das 15 curvas do exigente traçado algarvio.
Considerado o carro de competição mais vendido e utilizado em todo o mundo, o Porsche volta a ser o centro das atenções num evento que se assume como uma oportunidade única não só para os fãs da marca alemã, mas também para todos os amantes do desporto automóvel. O público terá acesso ao paddock, podendo acompanhar de perto o ambiente da prova, os pilotos e as máquinas.
Os bilhetes para esta ronda inaugural têm o custo de 10 euros, incluindo acesso ao paddock, permitindo uma experiência próxima e envolvente ao longo de todo o dia de corridas.
Horário das corridas – Domingo, 25 de janeiro
13h25 – 14h00 | Corrida 1 – Sport Division
14h30 – 15h05 | Corrida 1 – Club Division
15h35 – 16h10 | Corrida 2 – Sport Division
16h40 – 17h15 | Corrida 2 – Club Division
Com um programa compacto e intenso, a abertura da Porsche Sprint Challenge Sul da Europa promete um domingo de forte espetáculo no Algarve, dando o tom para mais uma temporada competitiva dedicada à marca de Estugarda.
Apesar de o arranque competitivo da temporada ainda estar distante, a Veloso Motorsport confirmou desde já a sua presença no Campeonato de Portugal de Velocidade 2026, dando continuidade a mais de três décadas de participação ininterrupta na Velocidade nacional.
Para já, está garantida a inscrição de um Porsche 718 Cayman RS GT4 na categoria GT4 Bronze, que será novamente pilotado por Luís Calheiros e Paulo Macedo. A dupla, que em 2025 conquistou vitórias e pódios, mantém a aposta na estrutura da Póvoa do Lanhoso com o objetivo claro de lutar pelas vitórias na categoria.
Depois de uma temporada de 2025 marcada por resultados positivos e evolução consistente, Calheiros e Macedo renovam a confiança na Veloso Motorsport para prosseguir um projeto de continuidade e crescimento competitivo.
Para além do carro já confirmado, a Veloso Motorsport tem disponível outro Porsche 718 Cayman RS GT4, bem como a intenção de inscrever dois carros adicionais na categoria GTX, projeto que se encontra em fase de desenvolvimento. A equipa liderada por Luís Veloso divulgará oportunamente os detalhes relativos aos modelos e pilotos que integrarão estas novas inscrições.
“Mais um ano em que a Veloso Motorsport vai marcar presença na Velocidade nacional com objetivos claros de vitória”, sublinhou Luís Veloso. “Temos um carro muito competitivo disponível para um projeto que queira ser ganhador e a intenção firme de inscrever dois carros na cada vez mais importante categoria GTX.”
O Campeonato de Portugal de Velocidade 2026 contará com jornadas duplas no Autódromo Internacional do Algarve (15 a 17 de maio), Circuito Internacional de Vila Real (10 a 12 de julho), Circuito Ángel Nieto – Jerez (6 a 8 de novembro) e Autódromo do Estoril (4 a 6 de dezembro). Antes do início oficial da época, está agendado um dia de testes no Estoril a 21 de março.
Com mais de 30 anos de presença contínua nas competições de pista em Portugal, a Veloso Motorsport prepara-se assim para mais uma temporada com ambição renovada, mantendo a tradição, o conhecimento acumulado e o foco na performance como pilares do seu projeto desportivo.
Filipe Albuquerque concluiu três dias intensivos de preparação para as 24 Horas de Daytona, prova que abre a temporada do IMSA WeatherTech SportsCar Championship e que se disputa no próximo fim de semana de 24 e 25 de janeiro, no circuito norte-americano de Daytona.
Ao longo de seis sessões de treinos, o piloto português voltou a partilhar o Cadillac V-Series.R da Wayne Taylor Racing com Ricky Taylor e Will Stevens, num programa de trabalho focado na afinação do carro e na preparação estratégica para uma das provas mais exigentes do calendário mundial de resistência.
Os indicadores recolhidos durante os treinos foram positivos e deixam boas perspetivas para a corrida. Em pelo menos uma das sessões, a equipa figurou entre as mais rápidas, ainda que Filipe Albuquerque sublinhe que, nesta fase, os tempos devem ser analisados com cautela. “Fizemos um bom trabalho. Chegámos mesmo a ser um dos mais rápidos numa das sessões, mas isso agora vale o que vale, porque nem todos estão a mostrar o que realmente têm para dar. Da nossa parte, cumprimos tudo o que estava planeado e estamos satisfeitos com estes três dias de trabalho”, afirmou o piloto português.
Com a fase inicial de preparação concluída, o foco passa agora para os últimos detalhes antes da corrida. “Agora é aguardar com expectativa esta semana, preparar o que falta planear e entrar em pista com determinação e foco”, acrescentou Albuquerque, que assume como objetivo claro lutar pela vitória à geral naquela que é uma das provas mais emblemáticas do automobilismo mundial.
As equipas do IMSA regressam à pista já na quinta-feira, dia 22 de janeiro, para a primeira sessão oficial de treinos do fim de semana de corrida, dando início à contagem decrescente para mais uma edição das míticas 24 Horas de Daytona.
A Zome Racing vai estrear-se esta temporada no Supercars Endurance, alinhando dois McLaren 570S GT4 na divisão GTX. A entrada da nova estrutura representa mais um sinal da vitalidade de um campeonato que continua a crescer e a atrair novas equipas, consolidando-se como uma referência competitiva na Península Ibérica.
Fundada em 2022 e com experiência noutras competições, a Zome Racing dá agora um passo natural na sua evolução ao integrar o Supercars Endurance, num projeto que nasce com uma missão dupla. Por um lado, pretende criar uma plataforma de progressão para jovens pilotos provenientes do karting; por outro, oferecer uma via estruturada para gentleman drivers que desejem iniciar ou desenvolver o seu percurso no automobilismo.
Ricardo Rajani, chefe de equipa da Zome Racing, explica que a subida ao Supercars Endurance era um passo lógico para a estrutura. “Tivemos sucesso noutras categorias e ascender ao Supercars Endurance era o passo natural para uma equipa como nós. Queremos ser uma solução para jovens que saem do karting e pretendem progredir nas suas carreiras e também uma via para gentleman drivers darem os seus primeiros passos no automobilismo e evoluírem. Vamos ter dois coaches que consideramos serem uma excelente ajuda, o Armando Parente e o Francisco Villar, e acredito que temos uma boa estrutura para que os nossos pilotos possam crescer”, afirmou.
Os dois McLaren 570S GT4 da equipa serão entregues a duas duplas distintas: uma composta por jovens pilotos com formação no karting e outra formada por gentleman drivers, cujos nomes serão anunciados oportunamente. Esta abordagem enquadra-se plenamente na filosofia da divisão GTX, que promove a diversidade de perfis e contribui para grelhas equilibradas e competitivas ao longo da temporada.
Apesar da ambição, a Zome Racing entra no campeonato com uma postura realista e progressiva. Ricardo Rajani sublinha que o primeiro ano será sobretudo de consolidação, sem abdicar da competitividade. “É sempre muito complicado apontar objetivos num primeiro ano, até porque sabemos que a concorrência será muito forte e o nível é muito elevado. No entanto, já provámos noutras categorias que podemos vencer e lutar de igual para igual com equipas de nomeada. Entramos com humildade e vontade de aprender, mas queremos trabalhar para lutar pelos lugares do pódio”, acrescentou.
A temporada conjunta do Iberian Supercars, Campeonato de Portugal de Velocidade e Supercars España arranca no Autódromo Internacional do Algarve, entre 15 e 17 de maio, sendo antecedida pelo teste oficial de pré-temporada no Autódromo do Estoril, a 21 de março. Datas que marcam o início de uma nova etapa para a Zome Racing e para um campeonato que continua a afirmar-se pela sua competitividade e capacidade de atração.
A temporada de 2025 representou muito mais do que uma sucessão de bons resultados para Duarte Camelo. Foi o ano em que o jovem piloto de Lousada consolidou definitivamente o seu lugar entre os nomes mais competitivos da velocidade nacional e ibérica, assumindo um papel de protagonista no Campeonato de Portugal de Velocidade e nos Iberian Supercars, na exigente categoria GTX, ao lado de Pompeu Simões e aos comandos do Porsche Cayman CS GT4 da Speedy Motorsport.
O arranque da época, no Autódromo Internacional do Algarve, deixou claro que a dupla entrava em 2025 com ambições bem definidas. Nas qualificações, o andamento foi imediatamente competitivo, confirmando que havia condições reais para lutar pelas vitórias.
Na primeira corrida, um infortúnio afastou a possibilidade de triunfo, mas a resposta surgiu na segunda prova, disputada sob chuva intensa. Foi aí que Duarte Camelo protagonizou uma das suas atuações mais marcantes da época. “Sabia que à chuva podia fazer a diferença. Entrei com faca nos dentes, ataquei sempre que foi possível e cheguei ao final do meu stint na liderança. Foi uma corrida em que senti que estava completamente ligado ao carro”, explicou o piloto.
A vitória acabaria por escapar devido a uma penalização, mas a mensagem estava dada: Duarte Camelo tinha atingido um novo patamar competitivo.
Vila Real: estreia exigente e afirmação num circuito de respeito
A segunda ronda levou o campeonato até Vila Real, um circuito citadino tão icónico quanto implacável. Para Duarte Camelo, tratava-se da estreia absoluta neste traçado e também a primeira experiência em circuito urbano. “Os nervos estavam à flor da pele. É um circuito onde não há margem para erro, mas a vontade de vencer era enorme”, confessou.
A chuva voltou a ser um fator determinante e, mais uma vez, a dupla mostrou uma competitividade acima da média. A leitura correta das condições, aliada a uma abordagem madura, resultou numa dupla vitória, transformando um fim de semana potencialmente traiçoeiro num dos momentos altos da época.
Valência: pole position, contrariedade e maturidade estratégica
No Circuit Ricardo Tormo, em Valência, Duarte Camelo confirmou o excelente momento de forma ao conquistar a pole position, demonstrando não só velocidade pura, mas também consistência ao longo das sessões.
A primeira corrida viria, no entanto, a ser condicionada por uma entrada de safety car quando a dupla seguia na liderança, alterando a estratégia e empurrando-os para a quarta posição. “São situações que fazem parte das corridas. O mais importante foi manter a cabeça fria e pensar no campeonato”, sublinhou. Na segunda corrida, essa maturidade revelou-se decisiva. Duarte entregou o carro na frente ao seu companheiro, permitindo uma gestão segura até à vitória, num exercício claro de inteligência competitiva.
Jerez: resiliência total e a consagração à geral
A etapa de Jerez de la Frontera assumiu um peso especial. Num circuito novo para Duarte Camelo, o fim de semana começou com forte andamento nas qualificações, deixando claro que o objetivo era discutir a vitória.
Na primeira corrida, quando liderava, uma nova intervenção do safety car voltou a baralhar as contas, relegando a dupla para a quarta posição. Longe de se deixar abalar, Duarte respondeu na segunda corrida com uma exibição irrepreensível, conquistando finalmente a primeira vitória à geral da temporada. “Foi especial. Num circuito novo, contra adversários fortíssimos, conseguir vencer à geral deu-me uma confiança enorme. Foi a confirmação de que estávamos no caminho certo”, assumiu.
Estoril: inteligência, controlo e títulos assegurados
A ronda final, no Estoril, exigia maturidade e gestão emocional. Duarte Camelo e Pompeu Simões sabiam que não era necessário correr riscos desnecessários, mas também não podiam abdicar da competitividade que os trouxera até ali.
Desde as qualificações, o ritmo foi forte. Na primeira corrida, Duarte protagonizou um arranque brilhante, assumindo a liderança durante várias voltas. O terceiro lugar final foi suficiente para garantir, desde logo, os títulos de Campeões Nacionais e Ibéricos, coroando uma época construída com consistência e inteligência.
Um percurso de crescimento sustentado
O sucesso de 2025 é o reflexo de um caminho traçado com paciência. Duarte Camelo iniciou-se no karting, passou pelo rallycross e por várias categorias de formação, acumulando experiência e capacidade de adaptação. “Nunca dei saltos maiores do que a perna. Cada passo foi pensado para evoluir como piloto e como competidor”, refere.
Duarte Camelo fez questão de deixar um reconhecimento claro a todos os que tornaram este projeto possível: “Quero agradecer à minha família, que esteve sempre presente, aos patrocinadores SC Médica Clinic, Biofisa, Reference e DAC CC Investimentos, e ao meu parceiro Pompeu Simões, que acreditou em mim desde o início”.
Um agradecimento muito especial foi dirigido a Pedro Salvador, responsável pela Speedy, pela confiança depositada, e a Tiago Allen, peça-chave na comunicação e estratégia em pista: “O Tiago via os vídeos comigo, ajudava-me a interpretar cada momento da corrida e a delinear estratégias. É um verdadeiro mestre na leitura da competição”.
2026 em aberto, mas com ambição bem definida
Quanto ao futuro, 2026 permanece em aberto. O piloto encontra-se atualmente em negociações com parceiros para viabilizar o próximo passo, admitindo vários cenários: defender o título na GTX, subir para a GT4, ou realizar um ano de preparação para categorias superiores. A exigência académica (frequenta Medicina Dentária na CESPU) e a sustentabilidade do projeto serão fatores determinantes, mas a ambição permanece intacta.
Focado, determinado e cada vez mais completo, Duarte Camelo encerrou 2025 como uma das figuras da velocidade nacional e ibérica. A época confirmou o talento e anunciou um futuro onde os desafios serão maiores e as expectativas, inevitavelmente, mais altas.
Piloto de Aveiro volta à competição em 2026 após um dos capítulos mais difíceis da sua carreira
Quando Miguel Abrantes alinhou à partida do Clio Rally Trophy Portugal 2025, integrado no Campeonato de Portugal de Ralis, tinha um objetivo claro: construir um projeto competitivo, estruturado e com ambição real. O arranque confirmou isso mesmo. No Rali de Castelo Branco, o piloto de Aveiro alcançou um 4.º lugar, resultado que validava o trabalho feito com a sua equipa e parceiros. Mas a época terminaria antes de verdadeiramente começar.
Pouco depois, Abrantes sofreu um enfarte, um acontecimento que travou abruptamente um projeto desportivo que seguia em plena aceleração. Não foi uma escolha, foi uma imposição da vida. A recuperação obrigou-o a parar, a ouvir o corpo e a redefinir prioridades.
O verão de 2025 foi passado em modo de reconstrução. Longe das especiais cronometradas, Miguel viveu uma fase de reaprendizagem: do ritmo, dos limites e da própria condição física. Um período exigente, mas determinante para o que viria depois.
“Sou dos que retiram dos momentos menos bons ensinamentos para o dia de amanhã. Dar a volta por cima, não enfiar a cabeça na areia”, escreveu então o piloto, numa mensagem que resumia o espírito com que encarou a adversidade.
Em dezembro, cinco meses depois do enfarte, veio a primeira prova concreta de que o caminho estava a ser bem feito. Miguel Abrantes completou a São Silvestre do Porto, uma corrida de 10 quilómetros, em 1h02m, um feito simbólico, mas extremamente relevante do ponto de vista físico e mental. Mais do que o tempo, ficou a confirmação da recuperação: consistência, gestão do esforço, confiança no corpo e respeito pelo processo.
Esse percurso culmina agora no anúncio do seu regresso às competições em 2026, com a entrada na Honda Legacy Cup, campeonato de circuitos que o levará aos traçados do Estoril, Portimão, Vila Real e Jerez de la Frontera.
“Depois de muita reflexão e alinhamento com os meus patrocinadores, 2026 será o ano de transição, com o foco totalmente direcionado para os circuitos”.
Depois de ter passado pelo ralicross, montanha e pelos ralis, e de já ter sido competitivo em pista na Kia Picanto GT Cup em 2018 e 2019, Miguel Abrantes volta agora à velocidade pura com uma bagagem que vai muito além da técnica: regressa com a experiência de quem teve de lutar fora do carro para poder voltar a competir dentro dele. Em 2026, o desafio é desportivo. Mas a vitória mais difícil já foi conquistada.
O piloto britânico Adam Fawsitt foi confirmado como novo elemento da Art of Speed para a temporada de 2026 do Supercars Endurance, onde alinhará na divisão Cup aos comandos de um Porsche 991.2 GT3 Cup. O acordo representa um reencontro natural entre piloto, equipa e carro, depois de Fawsitt ter disputado a mesma competição na época passada, período em que contactou de perto com a estrutura de Coimbra.
Com um percurso consolidado no automobilismo internacional, incluindo participações em campeonatos altamente competitivos como o Ferrari Challenge, o piloto inglês escolheu o projecto da Art of Speed numa fase em que o objetivo passa por lutar regularmente pelos lugares de topo da classificação.
“Depois de terminar em segundo lugar na divisão Cup do Campeonato de Portugal de Velocidade do ano passado, queria encarar 2026 com uma equipa que pudesse lutar genuinamente pelos lugares da frente. A Art of Speed tem um carro comprovadamente competitivo e uma reputação de grande profissionalismo”, explicou Adam Fawsitt, destacando ainda a capacidade técnica e o ambiente de trabalho da equipa.
Para a nova temporada, o piloto não esconde a ambição: “Quero ser competitivo desde o início e lutar consistentemente por vitórias. O objetivo final é discutir o campeonato, mas também continuar a evoluir como piloto e tirar o máximo de cada fim-de-semana.”
Do lado da estrutura de Coimbra, o chefe de equipa Frederico Formiga sublinha a importância da escolha do piloto britânico: “É muito significativo que o Adam tenha optado por fazer o Supercars Endurance connosco em 2026, em vez de seguir para o Ferrari Challenge. Isso é um claro voto de confiança no nosso projecto. Ele traz uma experiência valiosa de campeonatos muito exigentes, e já conhece bem o Porsche, o que nos permite começar a época com uma base sólida.”
A Art of Speed assume para 2026 um objetivo claro na divisão Cup: lutar pelo título. “Queremos ganhar a categoria. Vamos trabalhar com um programa orientado para maximizar resultados em todas as corridas e reduzir riscos”, reforçou Formiga.
Com esta parceria, a Art of Speed consolida a sua aposta na divisão Cup do Supercars Endurance, mantendo ainda disponível um lugar num Porsche 997 GT3 Cup para completar a sua estrutura competitiva em 2026.