Categoria: Velocidade

  • Sérgio Azevedo encerra ciclo competitivo na Batina Racing após três épocas de consistência e luta pelos títulos

    Sérgio Azevedo encerra ciclo competitivo na Batina Racing após três épocas de consistência e luta pelos títulos

    Depois de três temporadas ao serviço da Batina Racing, Sérgio Azevedo encerrou no Autódromo do Estoril um ciclo competitivo que o viu afirmar-se como uma das figuras mais consistentes e respeitadas da divisão GT4 Pro-Bronze, tanto no Iberian Supercars como no Campeonato de Portugal de Velocidade. Ao lado de Orlando Batina, o piloto de Cascais protagonizou uma temporada em que a dupla esteve regularmente na luta por vitórias e manteve viva a discussão pelos títulos até à derradeira prova do calendário.

    Aos comandos do Toyota GR Supra GT4 EVO2, a estrutura de Aveiro distinguiu-se pela capacidade de se manter competitiva em todos os fins de semana, adotando uma mentalidade determinada e focada, mesmo perante um pelotão que, em 2025, atingiu o nível mais elevado desde a criação do campeonato. Num contexto de enorme exigência técnica e desportiva, a Batina Racing conseguiu afirmar-se como uma referência de consistência e profissionalismo.

    Com a época terminada há apenas algumas semanas, o balanço do percurso é, para Sérgio Azevedo, claramente positivo. Num registo sereno e refletido, o piloto sublinha que estes anos representaram um período de crescimento competitivo, consolidação técnica e fortalecimento da própria estrutura da equipa.

    “O balanço é claramente muito positivo. Foram anos de enorme crescimento, aprendizagem e resultados consistentes, sempre com a ambição de lutar por vitórias e títulos. Há muitos momentos marcantes, mas destaco, acima de tudo, as primeiras vitórias com a Batina Racing, que confirmaram o potencial do projeto e reforçaram a confiança de todos.”

    Mais do que os resultados pontuais, Sérgio valoriza o percurso coletivo e a evolução contínua da equipa: “A forma como a equipa evoluiu de época para época, tornando-se cada vez mais sólida e competitiva, é algo que me deixa muito orgulhoso. Mais do que os resultados, levo comigo a união do grupo, a confiança mútua construída ao longo do tempo e a satisfação de ter feito parte de um ciclo verdadeiramente competitivo.”

    2025: a época mais exigente de sempre

    A temporada de 2025 colocou novos desafios à dupla da Batina Racing. A divisão GT4 Pro-Bronze apresentou uma grelha numerosa, extremamente competitiva e com elevados índices prestacionais, obrigando Sérgio Azevedo a elevar ainda mais o nível da sua preparação: “Sem dúvida que o nível de competitividade em 2025 elevou a exigência a outro patamar, especialmente na GT4 Pro-Bronze. Isso obrigou-me a ser ainda mais rigoroso na preparação, tanto a nível físico como mental.”

    A abordagem passou a ser ainda mais meticulosa, com atenção redobrada à estratégia, à análise de dados e à gestão emocional das corridas: “Trabalhámos de forma muito mais detalhada na análise de dados, na definição de estratégias e na procura de consistência em corrida. Cada pequeno detalhe passou a fazer a diferença, o que tornou o campeonato mais desafiante, mas também mais estimulante e motivador.

    Estoril: um encerramento carregado de simbolismo

    O Estoril, palco da última prova da época, assumiu um peso emocional especial para o piloto de Cascais. Para além de ser um circuito com forte ligação pessoal, foi ali que se fechou este capítulo competitivo.

    “Foi um fim de semana emocionalmente muito intenso. O Estoril é um circuito com um significado enorme para mim e para a minha carreira, e saber que seria ali a minha última corrida neste campeonato deu-lhe um peso ainda maior.”

    Apesar de contrariedades que não refletiram a competitividade demonstrada ao longo da temporada, o momento serviu como síntese de todo o percurso: “Apesar das dificuldades e de o resultado não ter sido o que pretendíamos, senti sobretudo gratidão: pela equipa, pelo percurso que construímos juntos e por tudo o que vivi ao longo destes anos. Não foi o desfecho ideal do ponto de vista desportivo, mas foi um encerramento carregado de simbolismo e significado.”

    A progressão do Toyota GR Supra GT4 EVO2, aliada ao trabalho próximo e consistente com a Autoworks Motorsport, foi um dos pilares fundamentais desta trajetória. Sérgio Azevedo reconhece que a evolução técnica do carro esteve intimamente ligada à capacidade de lutar regularmente pelos lugares de topo: “O carro foi, sem dúvida, uma peça-chave do nosso projeto em 2025. A evolução técnica ao longo da época foi evidente e resultou de um trabalho muito próximo, consistente e competente com a Autoworks Motorsport.”

    Essa evolução traduziu-se em maior consistência e competitividade, mesmo nos fins de semana mais exigentes.

    “Conseguimos melhorar significativamente a afinação do Toyota, a gestão de corrida e a consistência geral, o que se refletiu em resultados sólidos, mesmo em provas particularmente difíceis. Essa evolução foi determinante para estarmos regularmente na luta pelos lugares cimeiros.”


    Um novo papel, a mesma ligação

    Com o encerramento deste ciclo enquanto piloto, abre-se agora uma nova etapa. Sérgio Azevedo continuará ligado à Batina Racing, assumindo um papel diferente, mais estratégico, num momento em que a equipa entra numa fase de renovação e crescimento: “Continuar ligado à Batina Racing é algo que me deixa extremamente orgulhoso. Gostaria de assumir um papel mais estratégico e de apoio ao projeto, contribuindo para o seu desenvolvimento e para a integração de novos pilotos.”

    A experiência acumulada ao longo destes anos será agora colocada ao serviço da equipa: “Acredito que posso acrescentar valor não só a nível técnico e desportivo, mas também na transmissão de valores como a exigência, o profissionalismo e a ambição que sempre caracterizaram esta estrutura.”

    Um legado construído em alta

    Num campeonato que tem vindo a subir de nível ano após ano, Sérgio Azevedo termina o seu percurso no Supercars Endurance em alta: com vitórias no palmarés, presença constante na luta pelos títulos e um papel determinante no crescimento da Batina Racing.

    Agora, sem capacete, mas com a mesma paixão e compromisso, prepara-se para continuar a contribuir para o futuro da equipa — noutras funções, mas com a mesma dedicação que marcou todo o seu percurso em pista.

  • Lynk & Co revela novo 03+ TCR e reforça aposta no panorama global do TCR

    Lynk & Co revela novo 03+ TCR e reforça aposta no panorama global do TCR

    A Lynk & Co apresentou oficialmente o novo Lynk & Co 03+ TCR, um automóvel de competição desenvolvido de raiz para cumprir os regulamentos TCR, durante o Lynk & Co Fans Party, realizado em Hangzhou, na China.

    O novo modelo está a ser desenvolvido internamente pela Teamwork Motorsport, estrutura sediada em Hong Kong e na China, a partir da terceira geração do Lynk & Co 03 de estrada. Este projeto assume particular relevância histórica, ao tornar-se o primeiro carro TCR desenvolvido de forma independente por um construtor automóvel chinês, marcando um passo decisivo na afirmação da indústria chinesa no automobilismo internacional.

    Pensado como um verdadeiro “ready-to-race” para o mercado global, o Lynk & Co 03+ TCR foi concebido para competir em campeonatos TCR em todo o mundo, combinando desempenho, fiabilidade e custos controlados, pilares fundamentais do conceito TCR. As primeiras entregas aos clientes estão previstas para abril de 2026, abrindo caminho à sua estreia em competições internacionais ainda nesse ano.

    A confirmação deste novo modelo foi recebida com entusiasmo pela entidade promotora da categoria. O WSC Group, responsável pelos regulamentos TCR, sublinhou a importância do anúncio:

    “É com grande satisfação que vemos a Lynk & Co reforçar o seu compromisso com o TCR através de um novo modelo. A Teamwork Motorsport tem demonstrado, ao longo dos últimos anos, grande sucesso e competência na gestão de viaturas Lynk & Co em competição, o que comprova a sua experiência e elevado nível de profissionalismo.”

    Com o lançamento do 03+ TCR, a Lynk & Co reafirma a sua ambição de permanecer como um dos protagonistas da categoria, agora com um projeto totalmente desenvolvido em casa, preparado para enfrentar os desafios do TCR World Tour e dos principais campeonatos nacionais e regionais espalhados pelo mundo.

  • Single Seater Series 2026 com calendário reforçado e estreia no histórico Circuito de Jarama

    Single Seater Series 2026 com calendário reforçado e estreia no histórico Circuito de Jarama

    A temporada de 2026 da Single Seater Series, a única competição dedicada exclusivamente a monolugares em Portugal, encontra-se já plenamente definida e apresenta um calendário sólido, ambicioso e equilibrado. Estão previstas cinco corridas distribuídas por três circuitos, com destaque para uma novidade de grande relevo internacional que reforça a projeção da competição.

    A introdução, em 2025, de duas divisões técnicas distintas — uma destinada a monolugares com elementos aerodinâmicos e outra reservada a fórmulas sem asas — representou um verdadeiro ponto de viragem na história recente da Single Seater Series. Esta evolução regulamentar contribuiu decisivamente para revitalizar o interesse em torno da competição, que hoje se afirma como um palco único de diversidade técnica, herança histórica e competitividade acessível.

    As grelhas de partida refletem essa riqueza, reunindo máquinas tão distintas como Fórmula Renault 2.0, Fórmula 3 da década de 1970, os clássicos Fórmula Ford sem asas, bem como modelos mais raros provenientes da Fórmula Novis ou da Fórmula Continental, proporcionando um espetáculo singular no panorama ibérico do automobilismo.

    Com uma relação custo-performance praticamente inigualável, a Single Seater Series tem vindo a consolidar de forma sustentada a sua posição na Península Ibérica. Os 16 monolugares inscritos na prova de encerramento de 2025, aliados à chegada de novos carros a Portugal e ao regresso de outros atualmente em fase final de preparação, deixam antever uma época de 2026 particularmente forte e participada.

    Arranque no Algarve e estreia absoluta em Jarama

    A nova temporada arranca nos dias 16 e 17 de maio, integrada na segunda edição do Algarve Iberian Racing Festival, no Autódromo Internacional do Algarve. A prova assume um simbolismo especial, coincidindo com o período de preparação da infraestrutura algarvia para receber o Campeonato do Mundo FIA de Fórmula 1, reforçando o prestígio de um dos circuitos mais aclamados a nível mundial.

    A segunda jornada, marcada para 5 a 7 de junho, constitui uma das grandes novidades do calendário. Depois da experiência extremamente positiva em Valência em 2025, a Single Seater Series ruma agora a Madrid, para disputar duas corridas no Circuito de Jarama – RACE, o primeiro circuito permanente de Espanha a acolher uma prova do Mundial de Fórmula 1. A participação no Jarama Classic, evento de enorme tradição e forte afluência de público, garante um ambiente de paddock vibrante e uma exposição internacional relevante.

    A competição regressa depois a território nacional, com duas corridas agendadas para 19 de julho, integradas no Estoril Summer Party, no Autódromo do Estoril. Após a habitual pausa estival, a Single Seater Series volta à ação no fim de semana de 31 de outubro e 1 de novembro, no exigente traçado de Portimão, inserida no programa do Algarve Classic Festival, evento que se tem afirmado como uma referência europeia no universo dos históricos e clássicos de competição.

    O encerramento da temporada está marcado para o primeiro fim de semana de dezembro, novamente no Autódromo do Estoril, no âmbito do Estoril Endurance Festival, fechando o campeonato num dos palcos mais emblemáticos do automobilismo português e num ambiente de celebração.

    Para Miguel Pinto Coelho, coordenador da Single Seater Series, a época de 2026: “marca o início de uma nova fase de consolidação da competição. O calendário reflete a estabilidade e a consistência que procuramos, com duas provas em cada circuito permanente português e uma deslocação estratégica a Madrid, ao histórico Circuito de Jarama. Trata-se de um evento com um ambiente de paddock excecional, que permite conjugar o desporto automóvel com uma verdadeira experiência de lazer, ideal até para uma escapadela em família ao país vizinho.”

  • Daniel Teixeira: transformar uma época parcial num duplo título

    Daniel Teixeira: transformar uma época parcial num duplo título

    Daniel Teixeira voltou a demonstrar, na temporada de 2025, porque é amplamente reconhecido como um dos melhores e mais consistentes pilotos portugueses de velocidade. Aos comandos do Hyundai Elantra TCR do JT59 Racing Team, o piloto de Murça conseguiu um feito de enorme relevo competitivo: transformar uma participação parcial no calendário numa época de sucesso absoluto, conquistando dois títulos: Campeão Nacional de Velocidade e Campeão Ibérico, tanto à geral dos Turismos como na divisão TCR.

    Num campeonato que atravessa um dos seus períodos mais fortes, com grelhas numerosas, elevado profissionalismo e um nível técnico raramente visto em Portugal, Daniel Teixeira destacou-se pela capacidade de leitura estratégica, pela consistência em pista e pela forma como conseguiu maximizar cada fim de semana de competição.

    A abordagem à temporada de 2025 foi tudo menos improvisada. A decisão de disputar apenas quatro rondas do campeonato — todas elas a contar para o Campeonato de Portugal de Velocidade e três também para o Campeonato Ibérico — foi tomada de forma consciente e estratégica, tendo em conta os recursos disponíveis e os objetivos realistas.

    “Desde o início sabíamos que não faria sentido tentar abraçar tudo. Ao não estarmos presentes em Jarama e Valência, ficávamos automaticamente fora da luta pelo campeonato espanhol, porque só iríamos disputar metade das corridas. A partir daí, a decisão foi clara: concentrar todos os esforços no Campeonato Nacional e no Campeonato Ibérico, tentar ser competitivos em todas as provas em que estivéssemos presentes e não dispersar recursos. Felizmente, essa estratégia acabou por resultar.”

    A época arrancou no Autódromo Internacional do Algarve, um circuito que Daniel considera particularmente exigente para o seu conjunto técnico, pela importância que a potência assume no traçado. A ausência de testes prévios, por limitações orçamentais, e a chuva inesperada vieram acrescentar dificuldade ao desafio.

    “Portimão é, provavelmente, a pista menos favorável para nós em todo o campeonato. É um circuito onde a potência pesa muito e onde é mais difícil compensar apenas com condução. Ainda por cima, não tínhamos conseguido fazer testes antes da época e a chuva acabou por baralhar completamente as contas. Mesmo assim, conseguimos ser muito competitivos desde o início.”

    O desempenho nas qualificações foi revelador, com um primeiro e um segundo lugares que garantiram a primeira linha da grelha para ambas as corridas. Daniel aproveitou ainda para sublinhar a importância da separação das grelhas entre GT e Turismos: “Com mais de 40 carros inscritos, a separação das grelhas foi uma decisão muito positiva. Melhorou o tempo útil em pista, aumentou a segurança e tornou o espetáculo mais limpo e mais interessante para quem assiste.”

    A primeira corrida ficou marcada pelo primeiro contratempo da época: “Tivemos um problema técnico na volta de formação que me obrigou a ir às boxes e perdi uma volta. Apesar de conseguir regressar à pista, fazer a volta mais rápida à geral e recuperar muitas posições, tornou-se impossível lutar pela vitória.”

    Na segunda corrida, disputada à chuva, tudo mudou: “Foi uma corrida muito de gestão, de cabeça fria. Não era o dia para forçar sem necessidade. Controlámos o ritmo, evitámos erros e conseguimos vencer à geral. Saímos de Portimão com uma vitória quando, honestamente, tínhamos andamento para ganhar as duas corridas.”

    Vila Real: competir num palco de dimensão mundial

    A segunda ronda levou o campeonato até Vila Real, o evento mais emblemático do calendário. Para Daniel Teixeira, correr em casa tem sempre um significado especial, tanto pela ligação pessoal como pela dimensão única do evento; “Vila Real é muito mais do que uma corrida. É um dos maiores eventos desportivos do país, com uma moldura humana impressionante. Para mim, é correr em casa e tem sempre um peso emocional diferente.”

    Integrado no programa do TCR World Tour, o fim de semana foi encarado sem pressão de resultados: “Sabíamos perfeitamente que não tínhamos condições para lutar com equipas e pilotos de fábrica. Entrámos em pista com o objetivo de ser consistentes, fiáveis e competitivos dentro das nossas possibilidades.” Dois furos – um na qualificação e outro na segunda corrida – condicionaram o fim de semana. Na qualificação, o furo na última tentativa ditou o 13.º lugar, posição ingrata num circuito onde ultrapassar é extremamente difícil.

    A primeira corrida, apesar de uma penalização posteriormente reconhecida como erro da organização, acabou por ser um dos momentos mais intensos do fim de semana: “Foi uma corrida muito dura, com uma luta até à última volta com o Honda do Inácio Montenegro. Terminei como o segundo Hyundai mais rápido em pista, num contexto com três carros oficiais da marca, o que nos deixou bastante satisfeitos.”

    A terceira ronda, em Jerez de la Frontera, voltou a testar a capacidade de superação da equipa. Pelo terceiro ano consecutivo, problemas mecânicos comprometeram o início do fim de semana: “Na qualificação, depois de fazer o melhor primeiro setor à geral, tivemos um problema nos travões que me levou a sair de pista. Isso obrigou-nos a arrancar do último lugar, o que parecia comprometer tudo.”

    A primeira corrida, com zonas ainda molhadas e pneus de seco, foi uma demonstração de talento e leitura de corrida: “Fiz uma primeira volta muito forte, recuperei 14 posições logo ali e, a partir daí, consegui impor um ritmo consistente até à vitória. Foi uma corrida muito especial, daquelas que ficam na memória.”

    Na segunda corrida, quando seguia em segundo lugar à geral, um novo problema mecânico ditou a desistência: “Foi frustrante, porque tínhamos claramente condições para lutar pela vitória novamente, mas faz parte das corridas.”

    Estoril: fechar a época de forma irrepreensível

    A derradeira prova da época, no Estoril, foi o culminar perfeito de todo o trabalho desenvolvido ao longo do ano. Daniel conquistou a pole-position para ambas as corridas, venceu as duas à geral e assinou as melhores voltas.

    “Apesar dos resultados, não foi um fim de semana fácil. Na primeira corrida, com pista fria e húmida, tive muitas dificuldades em colocar temperatura nos pneus traseiros. Optei por uma abordagem mais calculista, deixei-me cair para terceiro e esperei pelo momento certo. Na segunda corrida perdi a liderança na primeira curva, fiquei atrás do Rui Mirita e tivemos uma luta intensa até à paragem nas boxes. Depois disso consegui assumir a liderança e construir uma vantagem confortável até ao final.” Com esses resultados, ficaram selados os títulos nacional e ibérico.

    No balanço final, Daniel Teixeira destaca a evolução do campeonato e o nível atual da competição: “Acredito sinceramente que temos hoje o melhor Campeonato de Portugal de Velocidade de sempre. Não apenas pelo número de carros, mas sobretudo pela qualidade dos pilotos, das equipas e do espetáculo. A separação das grelhas foi um passo muito importante e fico satisfeito por saber que vai continuar em 2026.”

    Quanto ao futuro, mantém os pés bem assentes no chão: “Com os meios que tínhamos, foi muito difícil fazer melhor. Fomos sempre competitivos e isso motiva-me a tentar manter ou até elevar o nível na próxima época, embora 2026 ainda esteja em aberto.”

    Daniel termina com uma mensagem clara de gratidão. “Nenhuma vitória se constrói sozinho. Estes títulos são o reflexo do trabalho de uma equipa extraordinária e do apoio fundamental dos nossos parceiros e patrocinadores. O sucesso é de todos nós.”

    Nesse agradecimento, Daniel faz questão de destacar o papel central do pai, Joaquim Teixeira, figura incontornável no seu percurso desportivo e humano: “Um agradecimento muito especial ao meu pai, Joaquim Teixeira. Para além de tudo aquilo que representa enquanto pai, foi também um pilar essencial nesta época, sempre presente, sempre a acreditar. Sem ele, este projeto simplesmente não existia. Quero agradecer igualmente à minha irmã Sónia Teixeira, ao Jorge Mourão, ao Filipe Borges, ao Tiago Silva e à Joana Cepeda. Cada um teve um papel fundamental, seja no planeamento, na execução, na logística ou no apoio constante. Foi um verdadeiro trabalho de equipa, com profissionalismo, dedicação e um enorme espírito de entreajuda.”

    Daniel Teixeira faz ainda questão de sublinhar a importância decisiva dos parceiros e patrocinadores: “Nada disto seria possível sem o apoio dos nossos patrocinadores, que acreditaram no projeto e estiveram connosco ao longo de toda a época. A todos eles, o meu mais sincero obrigado: Bompiso S.A., Município de Murça, ASF Construction, Município de Boticas, Villae3000, Cordialpanther, Jacinto Lda., Intermarché Valpaços e Alijó, Potauco, Iluadviser S.A., Publiserv e Officials.”

    Em 2025, Daniel Teixeira não conquistou apenas títulos. Reafirmou-se como uma referência da velocidade ibérica, capaz de transformar limitações em resultados máximos através de talento, inteligência e uma abordagem exemplar à competição.

  • Autódromo Internacional do Algarve arranca 2026 com dois grandes eventos de inverno

    Autódromo Internacional do Algarve arranca 2026 com dois grandes eventos de inverno

    Com a temporada de 2025 a chegar ao fim, o Autódromo Internacional do Algarve já prepara o arranque de 2026 com um mês de janeiro particularmente intenso. O traçado junto a Portimão receberá, na segunda quinzena do mês, duas competições de elevado nível, prometendo forte adesão de equipas, grande diversidade de máquinas e muita animação em pista.

    O primeiro grande evento do ano será a Winter Series, agendada para os dias 17 e 18 de janeiro. A prova marca o regresso do campeonato de inverno à “Montanha-Russa” algarvia e traz uma novidade de peso: os protótipos juntam-se aos mais recentes GT, elevando ainda mais o nível competitivo.

    Em 2025, a Winter Series contou com mais de 40 viaturas em pista; com a integração dos protótipos, antecipa-se um pelotão ainda mais numeroso. As corridas de resistência, a gestão de tráfego e a estratégia prometem ser ingredientes-chave de um fim de semana em que os motores voltarão a ecoar com intensidade nas 15 curvas do circuito.

    Uma semana depois, a Porsche Sprint Challenge Sul da Europa volta a animar o asfalto algarvio, com prova marcada para 25 de janeiro. Pilotos oriundos de vários países escolhem Portimão para iniciar a nova época ao volante dos sempre icónicos Porsche, numa grelha competitiva onde os pilotos portugueses têm, tradicionalmente, uma palavra a dizer na luta pelos lugares do pódio.

    Com estes dois eventos, o Autódromo Internacional do Algarve confirma um arranque de 2026 em grande, antecipando um ano novamente marcado por momentos de alto nível competitivo e forte presença internacional, reforçando o estatuto do circuito algarvio como um dos palcos de referência do automobilismo europeu.

  • Carrera 80 mantém fórmula vencedora e reforça afirmação ibérica em 2026

    Carrera 80 mantém fórmula vencedora e reforça afirmação ibérica em 2026

    A Carrera 80 prepara-se para entrar na temporada de 2026 apostando na continuidade de uma fórmula que tem demonstrado sucesso e consistência. A competição ibérica de carros de Turismo e GT manterá um calendário equilibrado, com duas provas em Espanha e duas em Portugal, num ano que marcará a sua consolidação definitiva no panorama automobilístico da Península Ibérica.

    A época terá início no primeiro fim de semana de junho, no histórico Circuito de Madrid Jarama RACE, integrado no prestigiado Jarama Classic, o maior evento anual dedicado aos clássicos de competição em Espanha. Este festival reúne tradicionalmente milhares de entusiastas e famílias, criando um ambiente único de celebração do automobilismo clássico e moderno.

    Em setembro, a Carrera 80 regressa a Espanha para integrar a segunda edição do Valência Iberian Racing Festival, no Circuito Ricardo Tormo. O traçado valenciano volta a receber um público numeroso para apreciar algumas das viaturas que marcaram o início do verdadeiro “boom” das corridas de velocidade no país vizinho.

    A segunda metade da temporada será disputada em solo português. A competição marcará presença no Algarve Classic Festival, no Autódromo Internacional do Algarve, um circuito de referência mundial que tem vindo a afirmar-se pela sua capacidade de atrair participantes internacionais e de proporcionar corridas de elevado nível competitivo.

    O encerramento da época acontecerá, uma vez mais, no histórico Autódromo do Estoril, integrado no programa do Estoril Endurance Festival, palco habitual do “baixar da cortina” de uma temporada que se antevê intensa e repleta de emoção.

    Mantendo intacta a filosofia dos “3 C” — No Crashing, No Cheating, No Complaining — herdada do Iberian Historic Endurance, cada jornada da Carrera 80 contará, sem exceção, com duas corridas de 40 minutos, incluindo uma paragem obrigatória nas boxes. As provas de domingo voltarão a ser transmitidas em live streaming, reforçando a visibilidade da competição.

    Depois da experiência positiva em 2025, os pneus slick Hankook continuarão autorizados em 2026, mantendo-se as restrições regulamentares e um handicap de tempo nas paragens nas boxes, de forma a equilibrar a competitividade face aos pneus radiais, mais económicos. Antes do arranque oficial da época, pilotos e equipas terão oportunidade de preparar a nova temporada no Exclusive Test Day, agendado para os dias 20 e 21 de março, no Autódromo do Estoril.

    Para Diogo Ferrão, CEO da Race Ready, a evolução da competição é clara: “A Carrera 80 tem vindo, passo a passo, a afirmar-se na Península Ibérica como uma competição de referência para carros de Turismo e GT dos finais da década de 1970 ao início dos anos 1990. Não foi por acaso que reunimos cerca de quatro dezenas de viaturas distintas nas quatro provas da temporada de 2025. Em 2026, a Carrera 80 realizará a sua primeira prova independente do Historic Endurance. A presença em Valência, um circuito e uma cidade muito apreciados pelos pilotos, revelou-se o momento ideal para afirmar essa autonomia, até porque o traçado não permite acomodar duas grelhas em simultâneo.”

    Calendário Carrera 80 – 2026

    20/21 março – Exclusive Test Day – Autódromo do Estoril 🇵🇹
    5/7 junho – Jarama Classic – Circuito de Madrid Jarama RACE 🇪🇸
    25/27 setembro – Valência Iberian Racing Festival – Circuito Ricardo Tormo 🇪🇸
    30 outubro / 1 novembro – Algarve Classic Festival – Autódromo Internacional do Algarve 🇵🇹
    4/6 novembro – Estoril Endurance Festival – Autódromo do Estoril 🇵🇹

  • Quatro países, sete provas e um calendário de excelência para o Iberian Historic Endurance 2026

    Quatro países, sete provas e um calendário de excelência para o Iberian Historic Endurance 2026

    O Iberian Historic Endurance prepara-se para disputar, em 2026, uma das temporadas mais apelativas da sua história, com um calendário de grande prestígio que integra sete provas distribuídas por quatro países: Bélgica, Espanha, França e Portugal. A principal competição de viaturas históricas de resistência do sul da Europa volta assim a afirmar-se no panorama internacional, combinando circuitos míticos, eventos de referência e um formato desportivo altamente atrativo.

    Fiel à tradição, a época arranca no emblemático Circuit de Spa-Francorchamps, palco das icónicas 3 Horas de Spa, agendadas para os dias 24 e 25 de abril. Esta prova de abertura reúne habitualmente alguns dos mais reputados pilotos e máquinas clássicas do panorama internacional, num dos traçados mais lendários do automobilismo mundial.

    Segue-se a deslocação a Espanha para o primeiro de cinco compromissos na Península Ibérica. No primeiro fim de semana de junho, o campeonato volta a integrar o programa do Jarama Classic, evento de enorme popularidade que decorre no histórico Circuito de Madrid Jarama – RACE, atraindo milhares de entusiastas aos arredores da capital espanhola.

    A grande novidade da temporada de 2026 surge no início de julho, com o regresso do Historic Endurance ao sul de França, desta vez para a estreia absoluta dos 400 km de Paul Ricard. Depois de sete participações no Grand Prix de Pau Historique, a competição passa a incluir o circuito de Le Castellet, inaugurado em 1969 e situado nas proximidades de Marselha. Um traçado que alia tradição e modernidade, proporcionando uma experiência inédita para muitos pilotos e equipas.

    Após a habitual pausa estival, o campeonato regressa à ação no Autódromo do Estoril, integrando novamente o programa do Estoril Classics, um dos maiores festivais europeus dedicados às viaturas históricas de competição. Em 2026, o evento decorrerá em data antecipada, no fim de semana de 19 e 20 de setembro.

    Cinco semanas depois, nos dias 31 de outubro e 1 de novembro, o Iberian Historic Endurance ruma ao Autódromo Internacional do Algarve, um dos traçados mais elogiados do calendário mundial, onde voltará a assumir um papel central no programa do renovado Algarve Classic Festival.

    A pausa será curta, aproveitando a logística concentrada na Península Ibérica. Entre 6 e 8 de novembro está marcado o regresso, dois anos depois, ao Circuito de Jerez – Ángel Nieto, no sul de Espanha, integrado na segunda edição do Jerez Iberian Racing Festival. Situado nos arredores de Sevilha, o circuito andaluz é reconhecido pelo seu carácter técnico e pelo ambiente vibrante que envolve o evento.

    A temporada de 2026 encerrará, uma vez mais, com um clássico absoluto: os 250 km do Estoril, a disputar nos dias 4 e 5 de dezembro, prova que se afirma como um dos momentos altos do calendário europeu de clássicos de resistência.

    Antes do arranque oficial do campeonato, equipas e pilotos terão ainda oportunidade de preparar a época durante o Exclusive Test Day, agendado para 21 e 22 de março, igualmente no Autódromo do Estoril.

    Diogo Ferrão, CEO da Race Ready, destaca a qualidade do calendário agora apresentado: “Dificilmente seria possível conceber um calendário mais interessante e diversificado. Pela primeira vez estaremos em Paul Ricard para uma prova de três horas, com um formato semelhante ao de Spa, numa altura do ano ideal também para desfrutar do sul de França. O regresso a Jerez de la Frontera, um circuito tão desafiante quanto divertido, numa cidade extraordinária, era igualmente muito aguardado e tornou-se, por mérito próprio, um dos eventos preferidos dos nossos pilotos. Tudo isto junta-se às presenças emblemáticas em Spa-Francorchamps, no Estoril Classics, no Algarve Classic Festival, no Jarama Classic e nos 250 km do Estoril, eventos absolutamente imperdíveis e referências incontornáveis no panorama internacional.”

  • Fórmula 1 regressa a Portugal em 2027 e 2028 com corridas em Portimão

    Fórmula 1 regressa a Portugal em 2027 e 2028 com corridas em Portimão

    Está confirmado o regresso da Fórmula 1 a Portugal em 2027 e 2028, com o Autódromo Internacional do Algarve, em Portimão, novamente escolhido para receber o mais prestigiado campeonato de automobilismo do mundo. O anúncio oficial foi feito esta terça-feira pelo ministro da Economia, Manuel Castro Almeida, confirmando uma informação que já tinha sido antecipada pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro, em agosto, durante a festa do Pontal.

    O acordo foi fechado na semana passada em Londres, após vários meses de negociações, marcando o regresso do Grande Prémio de Portugal ao calendário oficial da Fórmula 1, depois das edições realizadas em 2020 e 2021, em plena pandemia de Covid-19.

    Manuel Castro Almeida classificou o anúncio como “uma grande notícia para Portugal e para o turismo”, sublinhando que este regresso projeta “a imagem de um país moderno, ambicioso e dinâmico, com capacidade para integrar um grupo muito restrito de nações aptas a acolher um evento desta dimensão”. Segundo o ministro, trata-se de um investimento estratégico com impacto direto na projeção internacional do país, na economia e no setor turístico, reforçando simultaneamente o posicionamento de Portugal no mapa do desporto motorizado mundial.

    O regresso da Fórmula 1 foi igualmente saudado pela Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting. O seu presidente, Ni Amorim, destacou “a importância histórica do anúncio, considerando-o uma conquista extraordinária para todo o automobilismo nacional”. O dirigente sublinhou o papel decisivo do Governo português na concretização do acordo, frisando que o impacto da Fórmula 1 vai muito além da vertente desportiva, refletindo-se de forma significativa na economia, no turismo e também no estímulo à formação e desenvolvimento de jovens pilotos portugueses. Para Ni Amorim, este “é um investimento claro no futuro e um passo fundamental para consolidar Portugal como uma referência incontornável no panorama internacional do desporto automóvel”.

    O presidente da FPAK reforçou ainda que a realização do Grande Prémio de Portugal não representa apenas a organização de um grande evento desportivo, mas também o reconhecimento da qualidade das infraestruturas nacionais e da forte ligação do país ao automobilismo. Garantiu, por isso, que a Federação estará na linha da frente, dentro das suas competências, para assegurar o sucesso da prova e para contribuir para que a presença da Fórmula 1 em território nacional deixe uma marca duradoura, prolongando os seus benefícios muito para além dos dias de corrida.

  • Supercars Endurance prepara 2026 com mudanças estruturais e grelhas totalmente separadas

    Supercars Endurance prepara 2026 com mudanças estruturais e grelhas totalmente separadas

    O Supercars Endurance entra em 2026 com um conjunto de novidades estruturantes, impulsionadas pelo crescimento sustentado do campeonato e pelo interesse crescente que continua a gerar, não apenas na Península Ibérica, mas também no panorama europeu. A maturidade competitiva alcançada nos últimos anos cria as condições ideais para uma evolução equilibrada e estratégica do Iberian Supercars, do Campeonato de Portugal de Velocidade e do Supercars España.

    A principal novidade para a próxima temporada será a separação plena das grelhas de GT4 e de GTC/Turismos. Após o modelo ter sido testado com sucesso em 2025 nos circuitos de Portimão, Jerez e Estoril, a Race Ready decidiu adotá-lo em todas as provas de 2026, permitindo que cada categoria tenha os seus próprios testes privados de sexta-feira, treinos livres, sessões de qualificação e corridas. Esta decisão resulta do aumento consistente do número de participantes e permitirá uma leitura mais clara das lutas em pista, maior qualidade do tempo de condução e um espetáculo mais organizado para o público. Todas as provas seguirão este formato, estando apenas por confirmar a sua aplicação no Circuito Internacional de Vila Real.

    No que respeita às categorias, a GT4 manterá a estrutura atual, com as divisões GT4 Pro, GT4 Pro-Bronze, GT4 Bronze e GT4 Am. Já na GTC surgirá uma nova divisão, a GTX Am, destinada exclusivamente a pilotos amadores, enquanto a GTX tradicional continuará reservada a pilotos mais experientes. Ambas aceitarão carros GT4 já sem homologação e outros modelos aprovados pela organização, como o Ligier JS2 R.

    A divisão Cup continuará vocacionada para Gentlemen Drivers, utilizando viaturas oriundas de troféus monomarca, como o Porsche 911 Cup nas versões 997 ou 991.1, ou o Ferrari 430 Challenge. Nos Turismos, a grande novidade será a criação da divisão TC+, que irá integrar modelos como os TCR e os BMW M2 dos troféus monomarca da marca alemã. A divisão TC mantém-se inalterada, continuando a aceitar viaturas como os Ginetta G40, Mini Cooper e Renault Clio Cup. Está ainda prevista a introdução de uma terceira nova divisão, que será anunciada em breve em parceria com um construtor automóvel de prestígio.

    Com este conjunto de alterações, o Supercars Endurance pretende consolidar o seu crescimento, melhorar a experiência competitiva de pilotos e equipas e elevar o nível do espetáculo oferecido ao público, reforçando a sua posição como uma das plataformas de referência do automobilismo ibérico.

  • Toyota domina a velocidade pelo segundo ano consecutivo com títulos nacionais e ibéricos

    Toyota domina a velocidade pelo segundo ano consecutivo com títulos nacionais e ibéricos

    A Toyota voltou a afirmar-se como a grande referência da velocidade ibérica ao encerrar a temporada de 2025 do Campeonato de Portugal de Velocidade e do Iberian Supercars com um fim de semana de enorme protagonismo no Circuito do Estoril. Na derradeira jornada do ano, a Toyota Gazoo Racing Caetano Portugal conquistou a vitória na última corrida da temporada, enquanto as equipas Toyota Customer Racing somaram pódios e títulos, confirmando um final de época verdadeiramente impressionante para as cores da marca japonesa.

    O fim de semana começou de forma intensa para a estrutura oficial da Toyota em Portugal, com Francisco Mora e Francisco Abreu a evidenciarem desde cedo um ritmo competitivo, liderando sessões de treinos livres e garantindo a pole position na Qualificação 2. Apesar de um quinto lugar na Qualificação 1 ter antecipado maiores dificuldades para a Corrida 1, Abreu protagonizou uma excelente recuperação nas voltas iniciais, permitindo à dupla chegar ao terceiro lugar. No entanto, um toque com um carro acabado de sair das boxes, já com Mora ao volante e numa fase em que a vitória parecia bem encaminhada, ditou a desistência e afastou a equipa da luta direta pelo título até ao final da prova.

    A resposta surgiu na Corrida 2, onde a Toyota Gazoo Racing Caetano Portugal transformou a adversidade num exercício de superação. Extraindo todo o potencial do GR Supra GT4, Mora e Abreu impuseram-se de forma clara, garantindo um triunfo categórico na última corrida do ano. A vantagem de dez segundos antes da entrada do Safety Car foi reveladora do domínio exercido pela dupla, encerrando a temporada com uma nota forte e reafirmando a capacidade da equipa para reagir aos momentos mais difíceis.

    Em paralelo, as equipas Toyota Customer Racing voltaram a estar em grande plano, com destaque para a Speedy Motorsport, que confirmou no Estoril a consistência demonstrada ao longo de toda a época. Na Corrida 1, a formação colocou dois Toyota no pódio absoluto e na divisão GT4 Pro, com César Machado e Adrian Ferrer no segundo lugar e José Carlos Pires e Tomás Guedes a fecharem o pódio. Na Corrida 2, Machado e Ferrer voltaram a destacar-se, alcançando novamente o terceiro posto à geral e na GT4 Pro. Estes resultados permitiram à Speedy Motorsport conquistar os títulos de equipas no Campeonato de Portugal de Velocidade e no Iberian Supercars, juntando-os ao título já garantido no Supercars España. Individualmente, César Machado assegurou os títulos de GT4 Pro no CPV e no Iberian Supercars, bem como o título absoluto de GT4 no campeonato nacional.

    Pedro Salvador, responsável pela Speedy Motorsport, sublinhou que estes resultados refletem um enorme esforço coletivo, num ano particularmente exigente, com vários carros envolvidos na luta pelos títulos e uma gestão interna complexa. O dirigente destacou ainda o crescimento da estrutura ao nível da organização, processos e formação de jovens pilotos, reforçando a confiança no GR Supra GT4 EVO2 como referência absoluta no panorama ibérico e deixando clara a ambição de continuar esta trajetória em 2026.

    Também a Gianfranco Motorsport viveu um momento marcante ao conquistar o título ibérico na divisão GT4 Pro-Bronze, no primeiro ano da equipa nesta categoria. Depois de uma temporada exigente, marcada por aprendizagem intensa e alguns contratempos, a decisão do campeonato ficou em aberto até aos momentos finais da Corrida 2 no Estoril. Uma ultrapassagem decisiva de Nuno Areia na última curva garantiu o título de forma dramática, permitindo a Alex Areia e Nuno Afonso celebrarem um triunfo memorável. Para Ginho Rodrigues, responsável pela equipa, este título representa um ponto de partida para ambições futuras e valida o caminho traçado pela estrutura.

    Menos sorte tiveram a Batina Racing e a NokoTech Racing by Speedy. A Batina Racing viu as suas aspirações comprometidas por um toque na Corrida 1, que obrigou à desistência e a reparações demoradas, enquanto a Corrida 2 não trouxe melhores desfechos para Orlando Batina e Sérgio Azevedo, na última corrida da carreira deste último. Já a NokoTech Racing by Speedy ficou muito perto do pódio da GT4 Bronze na Corrida 1, com Andrius Zemaitis e Hudson Schwartz a demonstrarem clara evolução.

    Com este conjunto de resultados, a “armada Toyota” reforça um domínio que se tem vindo a consolidar ao longo dos últimos dois anos. O GR Supra GT4 EVO2 afirma-se como o carro mais vitorioso do pelotão, estabelecendo-se de forma inequívoca como a referência nos campeonatos ibéricos. Um sucesso que reflete o trabalho conjunto da marca, das equipas oficiais e privadas, e que espelha o compromisso da Toyota com a evolução contínua e a busca pela perfeição dentro e fora das pistas.