Categoria: Velocidade

  • Fórmula E: Félix da Costa estreia-se na Jaguar num dos palcos mais eletrizantes do campeonato

    Fórmula E: Félix da Costa estreia-se na Jaguar num dos palcos mais eletrizantes do campeonato

    A Fórmula E abre este fim de semana a temporada 2025/26, aquela que ficará marcada como o último capítulo da era Gen3. Será um ano de transição, com 17 rondas ao longo de nove meses e dez países, antes da chegada do muito aguardado Gen4, a nova geração de monolugares elétricos que promete ser mais leve, mais eficiente e capaz de regenerar ainda mais energia. Mas antes da revolução, todas as atenções se concentram em São Paulo, onde o Sambódromo do Anhembi recebe novamente uma das pistas mais vibrantes e imprevisíveis da modalidade.

    Uma das grandes histórias de abertura da nova temporada é a mudança de António Félix da Costa para a Jaguar TCS Racing. O piloto português estreia-se ao lado de Mitch Evans, autor de uma das recuperações mais impressionantes da história da Fórmula E — a vitória no Brasil em 2025 depois de arrancar do 22.º lugar.

    Após uma pré-época curta, Félix da Costa reconhece que entra na primeira corrida com a motivação em alta, mas consciente dos desafios naturais de uma mudança de equipa.

    “Estou muito contente por estar aqui numa nova equipa, mas tenho muitas zonas de desconhecimento. Só quero fazer a corrida, levar com tudo o que vier e perceber onde estamos bem e onde temos de melhorar. Sinto que me fazia jeito ter mais uns dias de testes. A equipa fez o trabalho de casa e vamos tentar fazer o nosso melhor.”

    A grelha de 2025/26 apresenta-se mais competitiva do que nunca. Na última temporada, 16 pilotos e todas as equipas estiveram no pódio — algo inédito. As mudanças reforçam esta sensação de equilíbrio:

    Nico Müller assume o lugar deixado por Félix da Costa na Porsche, juntando-se a Pascal Wehrlein, autor das duas últimas pole positions em São Paulo. A Citroën Racing estreia-se oficialmente na Fórmula E, trazendo uma dupla de luxo: Jean-Éric Vergne e Nick Cassidy. A DS Penske aposta no prodígio Taylor Barnard, que em 2024 se tornou o piloto mais jovem a conquistar uma pole position, um pódio e uma volta mais rápida.

    A Nissan regressa para defender o título de equipas com Oliver Rowland e Norman Nato, enquanto a Mahindra tenta converter o bom ritmo mostrado nos testes de Valência em resultados concretos. Também em destaque: Joel Eriksson passa a representar a Envision Racing, o jovem Pepe Martí estreia-se com a CUPRA Kiro e Felipe Drugovich inicia a sua primeira época completa na Andretti ao lado do campeão de 2023, Jake Dennis.

    Um circuito rápido, técnico e propenso a surpresas

    O traçado paulistano, com 2,933 km, volta a oferecer um cenário perfeito para uma corrida explosiva. A zona das curvas 1, 2 e 3 é uma das mais favoráveis a ultrapassagens no calendário, enquanto o setor rápido entre as curvas 4 e 6 continua a ser palco de duelos intensos e episódios marcantes — como o forte acidente de Wehrlein em 2024, do qual o alemão saiu ileso.

    São Paulo habituou os fãs a finais dramáticos, e a última volta costuma decidir a corrida. A ousada ultrapassagem de Sam Bird, que deu à McLaren a sua única vitória, ainda está fresca na memória dos adeptos.

    Primeiro teste antes do futuro

    Com tantas mudanças, tantos candidatos e tanta incerteza, o E-Prix de São Paulo assume-se como o primeiro grande termómetro da temporada. Será aqui que as equipas perceberão forças, fraquezas e tendências antes da entrada em cena do revolucionário Gen4, em 2026. Para Félix da Costa, o desafio é imediato: adaptar-se ao novo carro, à nova equipa e a um dos palcos mais exigentes da Fórmula E.

    A temporada arranca com promessa de emoção do início ao fim — e, em Portugal, toda a ação poderá ser acompanhada em direto no Eurosport e na HBO Max, numa época que se antevê histórica antes do salto tecnológico que moldará o futuro da competição elétrica.

  • 24H C1 Portimão: 223 pilotos, 45 equipas e recorde absoluto de nacionalidades na maior edição de sempre

    24H C1 Portimão: 223 pilotos, 45 equipas e recorde absoluto de nacionalidades na maior edição de sempre

    As 24H C1 Portimão regressam este fim de semana, 6 e 7 de dezembro, ao Autódromo Internacional do Algarve, com números históricos que confirmam a ascensão da prova-rainha da C1 Eurocup. No total, 223 pilotos e 45 C1 vão disputar uma corrida marcada por 11 nacionalidades, um novo recorde para a competição organizada e promovida pela Motor Sponsor.

    Pela primeira vez, as equipas internacionais (23) superam as formações nacionais (22), evidenciando a crescente projeção global do evento. A lista de inscritos inclui representantes de Portugal, Alemanha, Bélgica, Dinamarca, Inglaterra, Itália, Países Baixos, Polónia e República Checa, a que se juntam, pela primeira vez, Áustria e México. Também o número de estreantes atinge níveis inéditos: 23 equipas participam pela primeira vez nas 24H C1 Portimão.

    A edição de 2025 mantém a estrutura competitiva habitual, com seis classes em pista — PRO, AM, GEN 1, UK, DK e BE — garantindo diversidade de máquinas e estratégias. Mas traz também uma novidade relevante: uma classificação exclusiva para as equipas de assistência, com pódios próprios por classe, que se soma à classificação geral de pilotos. Uma dupla valorização que destaca o papel crucial das equipas técnicas numa corrida de 24 horas, onde a fiabilidade, rapidez e capacidade de resposta fazem a diferença.

    O programa arranca no sábado, 6 de dezembro, com treinos privados durante a manhã e sessões cronometradas à tarde. O dia culmina com a formação da grelha e o habitual grid walk, que volta a transformar a reta da meta num momento de confraternização entre pilotos, equipas e todos os protagonistas da C1 Eurocup. A corrida tem início às 16h00, prometendo um dia e uma noite de competição sem interrupções.

    Para André Duarte, responsável pela relação com Pilotos e Equipas da C1 Eurocup, os números falam por si: “Após sete anos de troféu, chegar às 24H C1 Portimão com 223 pilotos, 45 C1, 11 nacionalidades e 23 equipas estreantes é um marco absoluto em Portugal. Nunca tivemos tantas equipas estrangeiras e o facto de ultrapassarem as portuguesas mostra a força internacional da C1 Eurocup. É motivo de grande orgulho.”

    O dirigente destaca ainda o espírito inovador da organização: “Queremos melhorar a experiência de todos os participantes e, por isso, este ano distinguimos também as equipas de assistência com pódios próprios. Num evento de 24H, o seu trabalho é vital. Criámos ainda uma ilha de abastecimento no paddock e oferecemos serviço completo de pneus, garantindo máximo conforto às equipas. O grid walk será novamente um momento especial, com todas as estruturas reunidas na grelha numa moldura humana fantástica.”

    Com espírito de festa, competição e camaradagem elevado a um novo patamar, todas as condições estão reunidas para uma edição histórica das 24H C1 Portimão — um evento que encerra a temporada da C1 Eurocup de forma épica e inesquecível.

  • Supercars Endurance apresenta calendário provisório de 2026, reforçando estabilidade e continuidade desportiva

    Supercars Endurance apresenta calendário provisório de 2026, reforçando estabilidade e continuidade desportiva

    O Supercars Endurance revelou o calendário provisório para 2026, que mantém a estrutura e os circuitos que sustentaram o sucesso da temporada que agora termina. A preservação da arquitectura desportiva demonstra a aposta na estabilidade e no crescimento sustentado do projeto, após um ano marcado por grelhas densas, forte presença de público e corridas intensas, disputadas ao mais alto nível.

    Tal como em 2025, a temporada arranca no Autódromo Internacional do Algarve, entre 15 e 17 de maio, naquela que será a primeira ronda conjunta das três competições: Iberian Supercars, Campeonato de Portugal de Velocidade e Supercars España. Segue-se uma das etapas mais emblemáticas do calendário, em Madrid, com o histórico Circuito del Jarama a receber, de 5 a 7 de junho, mais uma ronda pontuável exclusivamente para o Supercars España.

    O Campeonato de Portugal de Velocidade regressa depois ao traçado citadino de Vila Real, de 10 a 12 de julho, assegurando a continuidade de uma jornada carregada de tradição e emoção, onde são novamente esperados mais de cem mil espectadores.

    A segunda metade da época inicia-se em Valência, de 25 a 27 de setembro, numa ronda válida para o Iberian Supercars e o Supercars España, antes do regresso a Jerez, de 6 a 8 de novembro, onde as três competições voltam a cruzar-se para definir os campeões espanhóis.

    O encerramento da temporada terá lugar no Autódromo do Estoril, entre 4 e 6 de dezembro, palco onde serão decididos os títulos do Iberian Supercars e do Campeonato de Portugal de Velocidade, replicando o modelo de sucesso de 2025.

    Com passagem por alguns dos traçados mais icónicos do automobilismo ibérico — sendo Valência a única exceção por nunca ter acolhido um Grande Prémio de Fórmula 1, embora tenha recebido inúmeros testes — o calendário de 2026 consolida uma fórmula vencedora. Mantendo a diversidade dos circuitos e a proximidade entre público e competição, o Supercars Endurance prepara uma nova temporada repleta de emoção, competitividade e espetáculo.

  • Veloso Motorsport encerra temporada do CPV com vitória à geral e pódios nas categorias GT4

    Veloso Motorsport encerra temporada do CPV com vitória à geral e pódios nas categorias GT4

    A Veloso Motorsport fechou a temporada 2025 do Campeonato de Portugal de Velocidade com uma prestação de grande destaque no Autódromo do Estoril, conquistando uma vitória absoluta, dois pódios na categoria GT4 Pro-Bronze e mais um pódio na GT4 Bronze. A formação liderada por Luís Veloso alinhou com três carros na última jornada do ano, determinada em discutir vitórias e títulos, reforçada pela presença do experiente piloto alemão Hendrik Still, vencedor das 24 Horas de Nürburgring, que se juntou a Patrick Cunha para a luta final pelo ceptro GT4 Pro-Bronze.

    A aposta revelou-se totalmente acertada. Still, profundamente familiarizado com o Porsche 718 Cayman GT4 RS CS da equipa, assegurou a pole position absoluta na segunda qualificação, enquanto Patrick Cunha se classificou em sétimo da geral e segundo da categoria na primeira sessão. Na corrida inaugural, a dupla luso-germânica esteve irrepreensível, conquistando o triunfo na sua classe e, de forma ainda mais impressionante, a vitória absoluta perante todos os candidatos aos diversos títulos em discussão. O desempenho exemplar foi complementado com o recorde da volta mais rápida para carros GT4 no Estoril.

    A segunda corrida parecia encaminhar-se para um desfecho igualmente positivo, mas um incidente na última volta, à entrada da reta da meta, retirou a Patrick Cunha e Hendrik Still a possibilidade de repetir o triunfo. Ainda assim, garantiram o terceiro lugar da categoria GT4 Pro-Bronze. Com estes resultados, Patrick Cunha sagrou-se vice-campeão, ficando a apenas dois pontos dos vencedores — prova da competitividade demonstrada ao longo do ano.

    Na categoria GT4 Bronze, Luís Calheiros e Paulo Macedo voltaram a evidenciar solidez e consistência. Depois de qualificações competitivas, terminaram a primeira corrida no quinto lugar da sua classe e subiram ao pódio na segunda manga com um terceiro posto, reforçando a evolução conquistada ao longo da época ao volante do Porsche 718 Cayman GT4 RS CS.

    Já João Posser viveu um fim de semana marcado por frustração. O piloto da categoria Cup mostrou andamento fortíssimo ao terminar ambas as qualificações no segundo lugar, discutindo diretamente a liderança. No entanto, problemas mecânicos no Porsche 997 GT3 Cup ditaram novo abandono na primeira corrida e impediram a sua presença na segunda.

    No balanço final, Luís Veloso destacou o trabalho da equipa ao longo da temporada e o nível competitivo alcançado: “Correu o pano sobre mais uma temporada da velocidade em Portugal, com o palmarés da Veloso Motorsport a enriquecer com mais uma vitória à geral e pódios nas duas categorias onde estivemos presentes. O Patrick tinha possibilidade de ser campeão e, com a ajuda preciosa do Hendrik Still, o título esteve nas nossas mãos até à última curva. Não aconteceu, mas deixámos uma excelente imagem dos pilotos e da equipa. Também o Luís Calheiros e o Paulo Macedo ganharam mais um pódio e experiência com um carro muito competitivo e exigente. Quero dar os parabéns a todos os campeões de 2026 e aos promotores do campeonato, a Race Ready. Agradeço ainda a todos os nossos colaboradores e pilotos, que permitem que a Veloso Motorsport continue, ano após ano, a vencer. Em 2026 vamos voltar ainda mais fortes.”

    Apesar das adversidades finais, a Veloso Motorsport encerra 2025 com um registo sólido de vitórias, pódios e afirmação técnica, já com olhos postos na preparação da próxima temporada.

  • Autódromo Internacional do Algarve anuncia calendário 2026 com duas dezenas de grandes eventos internacionais

    Autódromo Internacional do Algarve anuncia calendário 2026 com duas dezenas de grandes eventos internacionais

    O Autódromo Internacional do Algarve (AIA) prepara-se para um 2026 de intensa atividade, com 20 competições já confirmadas entre janeiro e novembro. O circuito de Portimão volta a afirmar-se como uma das pistas mais procuradas por equipas e promotores internacionais, acolhendo provas de destaque mundial que prometem trazer ao Algarve muitos milhares de visitantes e apaixonados pelo desporto motorizado.

    A diversidade das categorias — das duas às quatro rodas, de competições nacionais a campeonatos de referência global — confirma o estatuto do AIA como um dos traçados mais completos e desafiantes da atualidade. Entre os momentos altos da temporada destacam-se os regressos do MotoGP e do Campeonato do Mundo de Superbike, que voltarão a transformar a “Montanha-Russa” algarvia num dos centros do motociclismo mundial. No automobilismo, o European Le Mans Series e o Algarve Classic Festival voltam a brilhar num mês de outubro particularmente recheado.

    Vários promotores continuam ainda a ultimar as suas grelhas para integrar novas provas no calendário do AIA, que será atualizado ao longo dos próximos meses. Em paralelo, será também divulgado oportunamente o calendário desportivo do Kartódromo Internacional do Algarve, igualmente muito solicitado por equipas e competições internacionais.

    Os bilhetes para as principais provas de 2026 encontram-se já disponíveis em autodromodoalgarve.com.

    Calendário AIA 2026

    17–18 Janeiro – Winter Series
    25 Janeiro – Porsche Sprint Challenge Sul da Europa
    7–8 Fevereiro – 6 Horas de Portimão
    13–15 Fevereiro – Ultimate Cup Winter Series
    20–22 Fevereiro – F4 Espanha Winter Series
    27–29 Março – Mundial Superbike
    11 Abril – Porsche Cup Suíça
    17–19 Abril – GT Open
    24–26 Abril – CRM
    15–17 Maio – Iberian Racing Festival
    5–7 Junho – F4 Espanha
    17–19 Julho – Ferrari Challenge
    4–6 Setembro – Lamera Cup
    25–27 Setembro – CRM 24 Horas
    2–4 Outubro – Fun Cup
    9–10 Outubro – European Le Mans Series
    16–18 Outubro – GT World Challenge
    30 Outubro–1 Novembro – Algarve Classic Festival
    6–8 Novembro – Ultimate Cup Series
    13–15 Novembro – Grande Prémio de Portugal – MotoGP

  • Estreia histórica da Citroën Racing na Fórmula E acontece este sábado em São Paulo

    Estreia histórica da Citroën Racing na Fórmula E acontece este sábado em São Paulo

    A Citroën Racing Formula E Team prepara-se para um momento histórico: a sua estreia absoluta no Campeonato do Mundo FIA de Fórmula E, já no próximo sábado, 6 de dezembro, nas ruas de São Paulo. A marca francesa entra pela primeira vez na categoria de monolugares 100% elétricos, alinhando com uma dupla de luxo: Jean-Éric Vergne, duas vezes campeão da Fórmula E, e Nick Cassidy, vencedor da ronda da Nova Zelândia e um dos nomes mais fortes da grelha.

    A equipa chega ao Brasil com bases sólidas após os promissores testes de pré-temporada em Valência, no final de outubro, onde completou mais de 2.000 km de rodagem. As sessões permitiram afinar o conjunto técnico e validar o trabalho desenvolvido ao longo dos últimos meses.

    A abertura da temporada terá lugar no Circuito Citadino de São Paulo, um traçado de 2,933 km instalado no coração do icónico Sambódromo. Com 11 curvas, longas zonas de aceleração e fortes travagens, o circuito mantém-se inalterado face ao ano anterior e promete exigir eficiência energética, precisão e rigor estratégico — elementos que definem o ADN da Fórmula E.

    Xavier Chardon, CEO da Citroën, destacou o simbolismo da estreia: “Esta é a primeira participação oficial da Citroën num Campeonato do Mundo desde 2019, e é com grande orgulho que vivemos este regresso. A entrada na Fórmula E apanhou muitos de surpresa, mas representa perfeitamente o espírito da marca: gostar de estar onde ninguém espera. A preparação está feita, temos uma equipa de excelência e dois dos pilotos mais empolgantes da grelha. A expectativa é enorme e estou muito feliz por iniciarmos esta nova era no E-Prix de São Paulo.”

    Nick Cassidy, um dos protagonistas da nova formação, reforçou a ambição: “É um privilégio representar a Citroën nos seus primeiros passos na Fórmula E, ao lado do JEV. O ambiente no Brasil é fantástico e tenho ótimas memórias daqui. Este é apenas o primeiro capítulo de uma longa temporada, mas começar bem é sempre importante. O objetivo é lutar pelos lugares da frente.”

    Jean-Éric Vergne mostrou-se igualmente motivado: “Estou ansioso por começar esta nova fase com a equipa e com o Nick. Preparámo-nos ao máximo, mas nada substitui a sensação de entrar em pista e perceber o nosso verdadeiro nível. São Paulo é um circuito excelente, com oportunidades de ultrapassagem e corridas intensas. Queremos começar em força e lutar pelo pódio. Construir espírito de equipa será também fundamental nesta estreia.”

    Uma temporada global e ambiciosa

    A temporada 2025 da Fórmula E apresenta um dos calendários mais diversificados do desporto mundial, visitando algumas das maiores cidades do planeta na Europa, Ásia, Médio Oriente e Américas. A expansão do campeonato reforça o seu estatuto internacional e a ligação a uma base de fãs cada vez maior e mais apaixonada.

    Com uma formação competitiva, uma estrutura motivada e um projeto que marca o regresso da Citroën ao palco mundial do automobilismo, todas as atenções estão agora voltadas para São Paulo. É lá que começa um novo capítulo na história desportiva da marca — um capítulo elétrico, ambicioso e cheio de potencial.

  • Batina Racing encerra época de sucesso com fim-de-semana difícil no Estoril

    Batina Racing encerra época de sucesso com fim-de-semana difícil no Estoril

    A Batina Racing terminou a temporada 2025 do Supercars Endurance num fim-de-semana marcado por contratempos no Autódromo do Estoril, palco da última ronda do Iberian Supercars e do Campeonato de Portugal de Velocidade. Apesar do desfecho menos favorável, a formação de Aveiro fechou um ano altamente competitivo, no qual Orlando Batina e Sérgio Azevedo se mantiveram de forma consistente entre os principais protagonistas da divisão GT4 Pro-Bronze.

    A equipa chegava ao Estoril ainda com possibilidades matemáticas de lutar pelos títulos, embora dependesse de um fim-de-semana perfeito para manter vivas essas ambições. Porém, as dificuldades surgiram logo na qualificação: quando assinava a sua melhor volta, Orlando Batina sofreu um furo que comprometeu o ataque à frente da grelha. Ainda assim, garantiu um meritório 8.º lugar absoluto, mantendo a equipa na luta pelos pódios.

    A primeira corrida trouxe novo revés. No arranque, Sérgio Azevedo não conseguiu evitar um toque na segunda curva, que danificou o Toyota GR Supra GT4 EVO2 e levou ao abandono imediato, condicionando toda a estratégia da formação para o restante fim-de-semana. A penalização aplicada devido ao incidente teve impacto direto na segunda prova.

    Na corrida decisiva, a adversidade manteve-se. Durante o cumprimento da penalização, a entrada em pista do Safety Car coincidiu com o momento em que o semáforo das boxes ficou vermelho, atrasando ainda mais o regresso do Supra à corrida. Apesar dos esforços da equipa técnica e dos pilotos, a Batina Racing terminou em 18.º da geral e 6.º na GT4 Pro-Bronze, longe do nível exibido ao longo da época.

    No adeus à sua última prova com a equipa, Sérgio Azevedo reconheceu a frustração, mas destacou o valor da temporada: “Foi o pior fim-de-semana desde que estamos neste campeonato. Tivemos vários problemas logo desde o início e o incidente da primeira corrida afetou tudo. Mas este resultado não traduz, de todo, a nossa época. Vencemos corridas, lutámos por pódios em todas as rondas e enfrentámos talvez a concorrência mais forte desde o início do campeonato. Foi uma experiência extraordinária e saio com enorme satisfação.”

    Orlando Batina partilhou o sentimento, mas optou por valorizar o percurso conjunto: “Foi um fim-de-semana para esquecer… tudo o que podia correr mal, correu. Mas tivemos uma época fantástica: lutámos por vitórias e pódios, chegámos à última prova a disputar títulos e ainda fui vice-campeão do Supercars España. Esta foi a última corrida do Sérgio e gostávamos de terminar no pódio, mas faz parte das corridas. Foram três anos incríveis, cheios de evolução, vitórias e uma relação que se transformou em amizade. Agora é tempo de preparar 2026 e encontrar o piloto certo para o lugar que fica disponível.”

    Apesar do revés final, a Batina Racing fecha 2025 com um registo sólido e uma crescente afirmação técnica. O projeto com o Toyota GR Supra GT4 EVO2 tornou-se uma referência na GT4 Pro-Bronze, e a equipa já trabalha na próxima temporada, determinada em manter-se entre as forças mais competitivas do Supercars Endurance.

  • Silkunas, Clancy, Perico e Godschalk conquistam títulos após final emocionante em Al Forsan

    Silkunas, Clancy, Perico e Godschalk conquistam títulos após final emocionante em Al Forsan

    A temporada 2025 do Champions of the Future Academy Program terminou em grande estilo no Karting Al Forsan International Sports Resort, nos Emirados Árabes Unidos, coroando os novos campeões após uma época marcada por competitividade, fair-play e um nível excecional de talento nas categorias OK-N Senior, OK-N Junior, Mini 60 e Mini U10.

    Em OK-N Senior, o lituano Markas Silkunas confirmou um ano dominante ao conquistar o título, somando a sua sétima vitória na Final 1. Na Final 2, o destaque foi para Chiara Battig (Suíça), que assinou uma recuperação brilhante para vencer após uma última volta eletrizante, fechando o campeonato como vice-campeã. Wojciech Woda (Polónia) terminou em terceiro da geral.

    Na categoria OK-N Junior, o título ficou nas mãos de Conor Clancy (EAU), que garantiu classificações suficientes em Al Forsan para superar Many Nuvolini (França). As vitórias do fim de semana pertenceram a Axel Nocom (Filipinas) e Angelina Simons Torres (Espanha), esta última tornando-se a primeira piloto feminina a vencer em 2025.

    Em Mini 60, o italiano Niccolò Perico confirmou o seu forte favoritismo ao vencer ambas as Finais em Al Forsan, assegurando o título um ano após ter conquistado a categoria Mini U10. Achilleas Peruzzi (EAU) pressionou-o de perto em ambas as corridas, ficando por duas vezes a menos de um décimo da vitória.

    Na categoria Mini U10, o campeonato só ficou decidido na última Final. O norte-americano Wynn Godschalk recuperou dos pontos perdidos na Final 1, garantindo o título diante do compatriota Zayne Burgess. Francesco Lisignoli (Itália) venceu a Final 2 na U10, encerrando a época em grande nível.

    A temporada consolidou o programa “Arrive & Drive” da RGMMC como uma plataforma internacional de formação de talento, reunindo sete vencedores diferentes ao longo do ano.

    O calendário internacional de 2026 contará com seis rondas entre Espanha, Grécia, Itália, Omã e os Emirados Árabes Unidos. Como novidades, o Champions of the Future Academy Program expandirá a sua presença global com uma nova série britânica e um evento especial inaugural na Ásia, a disputar-se em Macau, de 16 a 18 de janeiro.

  • João Faria consagra-se vencedor do FJT Velocidade 2026: “Em Jerez senti que poderia ser campeão”

    João Faria consagra-se vencedor do FJT Velocidade 2026: “Em Jerez senti que poderia ser campeão”

    João Faria tornou-se Campeão do FPAK Júnior Team de Velocidade 2025 ao volante de um Ginetta G40, título conquistado no último fim de semana de novembro, no Estoril. A história do jovem piloto de Paredes é tão invulgar quanto inspiradora: sem ligação familiar ao automobilismo, foi graças à influência de um amigo proprietário de um kart que deu os primeiros passos numa carreira que, cinco anos depois, o coloca entre as maiores promessas nacionais.

    “Tudo começou devido a um acidente”, recorda. “Pedi ao meu amigo para dar uma volta e não consegui evitar um acidente que deixou o kart danificado. Para ele não ficar com o prejuízo, combinei comprar-lhe o kart. A partir daí nunca mais parei…” O episódio marcaria o início de quatro épocas no karting, que o fizeram evoluir até aos 18 anos, momento em que viu no projeto FPAK Júnior Team a oportunidade ideal para continuar a sua carreira no mesmo ano em que ingressava na universidade para estudar Engenharia Civil.

    A adaptação ao Ginetta G40 foi imediata. “A sensação foi muito positiva. O Ginetta não é muito potente, mas é leve e isso proporciona uma ótima relação peso/potência. Conduzi-lo no Estoril foi sentir-me verdadeiramente livre. Foi um primeiro teste entusiasmante.” A estreia oficial aconteceu no exigente circuito de Portimão, onde chegou a assegurar a pole-position, embora fatores externos, como a entrada do safety-car, tenham condicionado os resultados. “As minhas piores classificações da época foram no Algarve”, admite.

    A época incluiu ainda duas rondas internacionais, em Jarama e Jerez de La Frontera, experiência que considera marcante. “Foi completamente surreal correr em pistas tão famosas. O ambiente, os traçados, tudo contribuiu para a evolução. Representou uma enorme mais-valia competir nesses circuitos.”

    O momento decisivo rumo ao título aconteceu precisamente em Jerez. “Senti que poderia ser campeão quando venci o primeiro título, no Supercars Endurance Espanha. Percebi que, se continuasse assim, tinha hipóteses de terminar a época na liderança do FJT.”

    Ao fazer o balanço da temporada, João Faria destaca a estabilidade e a ausência de momentos críticos, sublinhando a importância do apoio recebido dentro da estrutura. “Sempre que surgia algum problema ou dúvida, tínhamos o César Campaniço, diretor desportivo do FJT, disponível para nos ajudar. Isso fez toda a diferença nos momentos de menor confiança ou indecisão.”

    Com o título assegurado, o jovem piloto aponta já ao futuro. “O meu sonho é evoluir, chegar a um patamar mais alto e correr além-fronteiras. Quero tirar o máximo partido deste desporto e divertir-me guiando carros cada vez melhores, idealmente nos GT. Adorava competir no WEC ou no DTM.” Para 2026, tudo dependerá da angariação de apoios. “Não será fácil continuar, porque o automobilismo exige grandes orçamentos. Mas estamos a trabalhar nisso, com o objetivo de fazer uma boa época no Campeonato de Portugal de Velocidade/Iberian Supercars.”

    A trajetória de João Faria em 2025 e 2026 confirma-o como uma das mais promissoras revelações da nova geração do automobilismo nacional — um talento que ascende sem herança familiar, movido apenas pela paixão, disciplina e vontade de chegar mais longe.

  • Art of Speed demonstra competitividade do SEAT León Supercopa na ronda final do Supercars Endurance

    Art of Speed demonstra competitividade do SEAT León Supercopa na ronda final do Supercars Endurance

    A Art of Speed encerrou a temporada do Supercars Endurance com um desempenho particularmente positivo na ronda final disputada no Autódromo do Estoril, prova pontuável para o Iberian Supercars e para o Campeonato de Portugal de Velocidade. A formação de Coimbra destacou-se pela competitividade e consistência demonstradas pelo SEAT León Supercopa Mk2, que evidenciou todo o seu potencial ao longo do fim de semana.

    Frederico Formiga e Frederico Castro foram dominadores da divisão TC, impondo-se nas duas corridas ao volante do carro espanhol. A dupla apresentou um nível muito sólido desde os treinos iniciais até à bandeira de xadrez, confirmando a eficácia do projeto e a maturidade competitiva alcançada nesta fase da época.

    O SEAT León Supercopa Mk2 revelou-se irrepreensível em fiabilidade, completando todo o programa desportivo sem qualquer constrangimento técnico e permitindo aos pilotos manter um ritmo constante e competitivo em todas as sessões. Essa consistência foi determinante para o domínio exercido na divisão TC, reforçando o valor do modelo como plataforma de desempenho no panorama dos campeonatos ibéricos.

    Para Frederico Formiga, que acumulou funções de piloto e chefe de equipa, o desfecho no Estoril é reflexo do trabalho desenvolvido ao longo do ano. “Foi um fim de semana em que a equipa mostrou bem a sua competência. O carro funcionou como um verdadeiro relógio suíço, sem qualquer problema técnico e sempre a rodar no máximo do seu potencial. Penso que ficou bem patente o bom nível de performance do SEAT na divisão TC, o que nos permitiu impor-nos nas duas corridas. Acredito que é um excelente carro para pilotos que queiram competir no Supercars Endurance na divisão TC com um budget muito acessível, sem abdicar de um forte potencial competitivo, e estamos já a avaliar candidatos para a temporada de 2026”, sublinhou o piloto.

    A prestação sólida do SEAT León Supercopa Mk2 reforça assim a sua credibilidade enquanto opção competitiva e económica para pilotos privados que pretendem alinhar nos principais campeonatos de velocidade da Península Ibérica.

    Paralelamente, a Art of Speed marcou também presença destacada nas corridas da Carrera 80, integradas no programa do fim de semana. Frederico Formiga, ao volante do Honda Jazz com que conquistou o título da Stock Cup, alcançou a sexta posição da geral em ambas as corridas, superando adversários em carros bastante mais performantes. Já Frederico Castro, aos comandos do Rover 25, terminou nas nona e sétima posições, contribuindo para um balanço global altamente positivo para a formação conimbricense.