Categoria: Velocidade

  • Determinação e talento: Mariana Posser de Andrade leva a melhor na Ladies Cup

    Determinação e talento: Mariana Posser de Andrade leva a melhor na Ladies Cup

    Mariana Posser de Andrade assinou uma temporada notável e conquistou a Ladies Cup 2025, sucedendo a Mariana Machado como campeã da competição promovida pela FPAK e pela CRM Motorsport, integrada na Caterham Motorsport Ibérica. A piloto de Cascais, de 31 anos, garantiu o primeiro título da carreira no automobilismo numa época marcada por enorme pressão competitiva, especialmente por parte da sua principal rival, a anterior campeã, Mariana Machado.

    Apesar de ter dado os primeiros passos na Ladies Cup no final da época anterior e de nunca ter competido em karting, ao contrário das restantes adversárias, Mariana Posser de Andrade rapidamente se afirmou como candidata ao título. Nas três jornadas da temporada — Portimão, Valência e Estoril — apenas deixou de vencer duas das doze corridas, precisamente devido à forte oposição de Mariana Machado.

    “Esta vitória foi tudo menos confortável. Os resultados podem sugerir outra coisa, mas estive sempre sob enorme pressão. Sei bem do valor da Mariana Machado. Mesmo quando estava na frente, sabia que ela podia recuperar. Ela tem uma ‘inteligência de pista’ que eu ainda não tenho”, confessou a nova campeã, sublinhando que a gestão das estratégias de corrida foi um dos maiores desafios do ano.

    O grande momento da temporada surgiu na última corrida do Estoril, já com o título garantido. “Foi a primeira vez que me senti completamente livre de pressão. Não havia nada a perder e forcei ao limite. Foi o meu melhor resultado absoluto do ano, um 4.º lugar fantástico, conquistado perante a minha família e amigos”, recorda.

    Mariana atribui grande parte da sua evolução ao coaching de Ricardo Megre, que espera manter em 2026, e para quem reservou um ensinamento determinante: nada está ganho antes da bandeira de xadrez. Agora, admite que o maior desafio será encontrar apoios para regressar à competição no próximo ano.

    Estreantes em destaque: Anabela Teles e Beatriz Correia fecham época no pódio

    Entre as estreantes da temporada, duas jovens pilotos destacaram-se e garantiram lugares no pódio final: a madeirense Anabela Teles e a bracarense Beatriz Correia. Ambas superaram Francisca Queiroz e Matilde Magalhães, fechando a época com mais 22 pontos.

    Beatriz Correia, de 18 anos, estudante na Suíça e oriunda de uma família com fortes ligações ao automobilismo, mostrou grande à-vontade ao volante do Caterham. “Adorei a época, foi muito competitiva e gostei de vencer entre as estreantes. O Caterham é quase como um ‘brinquedo’ com sensações muito semelhantes ao karting, por isso senti-me sempre confortável”, afirmou, admitindo que o futuro para 2026 ainda é incerto, embora não descarte regressar para algumas provas.

    Do lado de Anabela Teles, a experiência foi ainda mais marcante. A jovem engenheira madeirense, que passou do karting diretamente para o automobilismo, estreou-se ao volante de um carro de competição apenas este ano e completou a época com uma evolução notável. “No início estava vários segundos atrás das minhas adversárias, mas com o apoio do César Campaniço e da FPAK fui evoluindo e, no final, estávamos todas muito próximas. Nunca pensei terminar no pódio entre as estreantes”, reconhece.

    A piloto combina agora a paixão pelo automobilismo com a carreira na elite da engenharia desportiva. Depois de integrar a equipa de Fórmula 1 da Racing Bulls em 2024, mudou-se este verão para o Reino Unido, onde integra a estrutura da Cadillac F1 Team, que se estreará no Mundial de Fórmula 1 em 2026. “A experiência nas pistas ajuda-me a compreender melhor o comportamento de um carro, o que também é importante no meu trabalho”, sublinha, admitindo que fará tudo para regressar à Ladies Cup em 2026, desde que consiga reunir o apoio necessário.

    A edição de 2025 da Ladies Cup confirmou a competitividade crescente do projeto, revelando novos talentos femininos e fortalecendo o objetivo principal: abrir portas para que mais mulheres possam construir uma carreira sólida no automobilismo.

  • Luís Aguiar e a estreia no ‘Mundial’ Rotax: “estar na Final entre os melhores do mundo foi especial”

    Luís Aguiar e a estreia no ‘Mundial’ Rotax: “estar na Final entre os melhores do mundo foi especial”

    Aos 19 anos, Luís Aguiar viveu no Bahrein um dos momentos mais marcantes da sua ainda curta carreira no karting, ao estrear-se nas Rotax Max Challenge Grand Finals – o prestigiado ‘Mundial’ Rotax –, evento que reuniu quase 400 pilotos de mais de 60 países. Campeão nacional de DD2, o jovem piloto do Porto destacou-se pela rapidez, combatividade e capacidade de recuperação, garantindo um lugar na Final e fechando a competição no top 30 entre a elite mundial da categoria.

    A presença nas Finais Mundiais foi o corolário de uma época brilhante, coroada com o título nacional DD2, que lhe abriu as portas para aquele que é considerado o equivalente aos ‘Jogos Olímpicos’ do karting: apenas campeões nacionais Rotax ou vencedores de títulos continentais têm lugar na grelha.

    Durante a semana de competição no Circuito Internacional do Bahrein, Luís Aguiar mostrou sempre andamento para discutir posições de destaque, apesar de algum azar na sessão cronometrada, que o colocou na 19.ª posição para as mangas de qualificação. Determinado, reagiu com maturidade e agressividade controlada, somando 14 ultrapassagens nas diferentes corridas e terminando a Pré-Final muito perto do top 10, sinal de que a entrada na Final estava bem ao seu alcance.

    Na corrida decisiva, um arranque menos feliz obrigou-o a recuperar terreno, concluindo o evento no 29.º lugar entre os 70 melhores pilotos DD2 do mundo. Um resultado de grande mérito, considerando a exigência do nível competitivo e o facto de o português ter começado a competir apenas em 2023.

    A experiência deixou marca profunda no piloto portuense: “Foi um evento fantástico, porque só estão aqui mesmo os melhores do mundo, em representação de cada país, e cria-se um ambiente quase de ‘Jogos Olímpicos’ pela convivência com pilotos de tantos sítios diferentes”, destacou Luís Aguiar. “Pelo andamento que mostrámos, tinha a expectativa de terminar mais à frente na Final. Infelizmente, o arranque condicionou-me bastante e tive de arriscar. Ainda assim, o balanço é muito positivo. Se pensarmos que fiz a minha primeira corrida no karting em 2023, é incrível estar entre os 30 melhores do mundo dois anos depois.”

    Além do destaque nas Rotax Grand Finals, Luís Aguiar viveu também em 2025 a sua primeira experiência nos monolugares, estreando-se na Fórmula Renault 2.0 em Itália com uma vitória imediata, reforçando o estatuto de um dos jovens talentos mais promissores do automobilismo nacional.

  • Com 25 anos de história, as Finais Mundiais Rotax regressam ao Algarve em 2026

    Com 25 anos de história, as Finais Mundiais Rotax regressam ao Algarve em 2026

    As Finais Mundiais Rotax estão de volta ao Kartódromo Internacional do Algarve (KIA) em 2026, naquele que será o quinto regresso de um dos maiores eventos de karting do planeta a Portimão. Depois de 2012, 2015, 2017 e 2022, o traçado algarvio volta a assumir o papel de palco mundial da modalidade, recebendo entre 21 e 28 de novembro cerca de 400 dos melhores pilotos provenientes de todos os continentes.

    O reencontro com o Algarve acontece num ano especial: em 2022, o KIA acolheu 396 pilotos – um recorde absoluto na história das Finais Mundiais Rotax – e tudo indica que, em 2026, poderá ser ultrapassada a fasquia simbólica dos 400 participantes, num momento histórico para o karting global. O evento, transmitido em streaming para todo o mundo, transformará novamente o complexo junto ao Autódromo Internacional do Algarve no epicentro internacional da modalidade.

    Para Jaime Costa, CEO da Parkalgar, “o regresso das Finais Mundiais Rotax ao nosso kartódromo mostra a credibilidade e o respeito que conquistámos desde a primeira passagem da competição pela nossa pista. Mais uma vez, irá trazer à região cerca de 2000 pessoas da comitiva total, que tal como em anos anteriores irão ‘viver’ no Algarve durante duas semanas, reforçando a importância dos grandes eventos que acolhemos fora da época estival e que são fundamentais para a economia local.”

    A confirmação oficial do regresso ao Algarve foi dada no final da edição de 2025, recentemente disputada no Bahrein, quando André Gomes, Presidente da Região de Turismo do Algarve, recebeu o “testemunho” da organização, simbolizando a passagem de responsabilidade para a edição de 2026.

  • 250 km do Estoril: Paulo Lima e Ricardo Pereira vencem a “clássica” de final de época

    250 km do Estoril: Paulo Lima e Ricardo Pereira vencem a “clássica” de final de época

    Paulo Lima e Ricardo Pereira, ao volante de um majestoso Ford GT40, conquistaram a vitória na 13.ª edição dos 250 km do Estoril by Powershield, disputada no Autódromo do Estoril. A prova encerrou com chave de ouro a memorável temporada de 2025 do Iberian Historic Endurance, reafirmando o estatuto de “clássica” incontornável do calendário internacional de competições de clássicos no final de época.

    A sessão de qualificação de sexta-feira deu o primeiro sinal do equilíbrio de forças, com os três Ford GT40 inscritos a ocuparem as três primeiras posições da grelha. Os portugueses Paulo Lima e Ricardo Pereira rubricaram o melhor tempo, à frente da dupla britânica Alex Collins / Martin Stretton. Na segunda linha surgiam o Ford GT40 de Hipólito Pires / Tiago Raposo Magalhães / Diogo Tavares e o Shelby Cobra Daytona da HY Racing, melhor não GTP & SC e melhor dos H-1965. A seguir, alinhavam dois dos principais candidatos da classe H-1976: Pedro Rezende, em Porsche 911 3.0 RS, à procura da terceira vitória consecutiva na prova, e o francês Jean-Jacques Renaut, em Porsche 911 2.8 RSR.

    Fiel ao espírito dos “3C” – No Crashing, No Cheating, No Complaining – que caracteriza o Iberian Historic Endurance, a vontade de vencer estava bem visível no ambiente de paddock. Ao início da tarde de sábado, 45 carros alinharam na grelha para a tradicional partida “à Le Mans”: carros estacionados a 45 graus junto ao muro das boxes e pilotos do lado oposto da pista, prontos a correr até aos seus carros quando o diretor de corrida fez agitar a bandeira de Portugal.

    Lima e Pereira arrancaram com autoridade, enquanto, logo atrás, Alex Collins e Pedro Rezende protagonizavam um intenso duelo pelo segundo lugar, resolvido a favor do Porsche preparado pela Aurora Motorsport durante as primeiras dobragens. Na frente, as equipas ensaiavam estratégias distintas, ao passo que, pelo pelotão, não faltavam lutas de posição entre classes e categorias.

    As duas primeiras posições da geral mantiveram-se estáveis até às primeiras idas às boxes para trocas de piloto e reabastecimento. Nessa fase, Damien Kohler e José da Rocha ascenderam ao comando, seguidos de perto por Alex Collins. O Shelby Cobra assistido pela Classic Garage acabaria por ser ultrapassado pelo Ford GT40 três voltas depois, mas a dupla luso-francesa não tardou a recuperar a liderança, que apenas voltaria a perder quando a corrida chegou à 27.ª volta.

    Depois de todas as equipas cumprirem as paragens obrigatórias e estabilizarem os ritmos, Pedro Rezende emergiu na frente com cerca de cinco segundos de vantagem sobre o Ford GT40 de Paulo Lima e Ricardo Pereira. A margem começou, porém, a encolher rapidamente e a troca de posições consumou-se à 33.ª volta. O GT40 da RP Motorsport parecia em condições de se isolar na liderança, mas dez voltas mais tarde a diferença entre ambos era inferior a dois segundos. À 44.ª volta, Lima e Pereira cumpriram a derradeira paragem, devolvendo provisoriamente a liderança ao Porsche 911 3.0 RS, que ainda teve de regressar às boxes uma última vez.

    Na fase final, já com as estratégias definidas, o Ford GT40 regressou à pista na frente e impôs um ritmo fortíssimo, construindo a vantagem necessária para garantir o primeiro triunfo de Paulo Lima e Ricardo Pereira nos 250 km do Estoril by Powershield. Ao fim de 58 voltas, Pedro Rezende viu a sua exibição sólida recompensada com o segundo lugar absoluto e a vitória na classe H-1976. Jean-Jacques Renaut, em Porsche 911 2.8 RSR preparado pela Classic Garage, completou o pódio à geral e foi segundo na classe, naquela que foi a sua estreia na prova portuguesa. Bruno Duarte e Filipe Jesus, em Porsche 911 3.0 RS, fecharam o pódio da H-1976.

    Na categoria GTP & SC, Alex Collins e Martin Stretton terminaram no quarto posto absoluto e foram segundos da classe, enquanto Carlos Barbot e Filipe Vieira de Campos, em Merlyn MK4, asseguraram o terceiro lugar do pódio.

    Com cerca de 15 carros inscritos, a H-1965 prometia ser uma das classes mais animadas do fim de semana, reunindo máquinas de enorme pedigree competitivo, como Jaguar E-Type, Lotus Elan, Ford Mustang ou Shelby Cobra. Brice Pineau e Oliver Muytjens garantiram a pole-position ao volante do Shelby Cobra Daytona da HY Racing, mas a corrida ficou aquém das expectativas: perderam duas voltas e terminaram apenas em quarto. A vitória foi dominada de princípio a quase fim por Damien Kohler e José da Rocha, cujo Shelby Cobra chegou mesmo a liderar a tabela geral. A dupla assumiu o comando dos H-1965 logo na primeira volta e só o perdeu durante sete voltas, para o regressado Shelby Mustang GT350 de Ernesto Silva Vieira e André Castro Pinheiro, que terminariam em terceiro da classe graças a uma gestão de corrida exemplar. Sempre muito consistentes, os dinamarqueses Thorkild Stamp e Michael Holden levaram o seu Porsche 904/6 ao segundo lugar da categoria, depois de rodarem grande parte da prova em posição de ataque.

    Na classe H-1971, o interesse também foi máximo. O Alfa Romeo GTAm de Henry Wegener arrancou da pole, mas perdeu a liderança logo na volta inicial para o BMW 2800 CS de Luís Sousa Ribeiro e Ricardo Pereira. O BMW manteve-se na frente durante quatro voltas até ser ultrapassado pelo Chevrolet Corvette L88 de Pedro Bethencourth, Jorge Nogueira Pinto e Francisco Pinto Abreu, o carro mais rápido em pista. Quando o “muscle car” americano acabou por abandonar, a dupla do BMW regressou ao comando. Discreto mas eficaz, Wegener manteve o Alfa sempre no grupo da frente, entregando o turno final ao jovem compatriota Finn Gehrsitz, piloto Lexus no Mundial de Resistência (WEC). Com um ritmo muito forte nas voltas decisivas, Gehrsitz assumiu a liderança a 15 voltas do fim e selou uma vitória justa para a Fernandes Racing. Luís Sousa Ribeiro e Ricardo Pereira terminaram em segundo, enquanto Piero del Maso e o filho, Guilhermo, concluíram em terceiro com o Porsche 911 2.5 ST da Garagem João Gomes. Apesar do atraso de duas voltas, a dupla pôde celebrar em grande, ao garantir o “1000 km Trophy” da temporada 2025 do Iberian Historic Endurance.

    Na categoria Gentlemen Driver Spirit (GDS), a luta pela vitória ficou bem desenhada logo na qualificação, com um duelo anunciado entre o MG B Roadster de Paul Rayment / James Wheeler e o Austin Mini Cooper S da Dorset Racing, guiado pelos britânicos Ellie Birchenhough, Nick Topliss e Richard Parsons, autores do melhor tempo nos treinos cronometrados. Em corrida, a experiência de Rayment e Wheeler acabou por falar mais alto: a dupla impôs o seu ritmo e conquistou o triunfo com uma volta de avanço sobre Nuno Nunes, segundo classificado ao volante de um Porsche 911 SWB. O combativo Austin Mini Cooper S completou o pódio da categoria, depois de uma corrida intensa entre estes três protagonistas. O Mini liderou as duas primeiras voltas, o Porsche assumiu o comando à terceira, a Dorset Racing voltou à frente nove voltas depois e Nuno Nunes regressou ao topo à 27.ª volta. Na fase decisiva, o MG B Roadster aproveitou a consistência e o conhecimento do traçado para assumir a liderança na 37.ª volta e defendê-la com autoridade até à bandeira de xadrez.

    Index de Performance: Tourneur volta a brilhar com o Porsche 356

    A festa dos 250 km do Estoril by Powershield ficou completa com a atribuição do prémio do Index de Performance, uma classificação especial que não se baseia na ordem de chegada, mas sim no rendimento relativo de cada viatura face ao seu potencial técnico. Pelo segundo ano consecutivo, o vencedor foi o francês Vincent Tourneur, aos comandos do seu carismático Porsche 356 Speedster de 1954, um verdadeiro ícone do património automóvel e o primeiro modelo de competição-cliente alguma vez produzido pela Porsche. O piloto recebeu um relógio exclusivo da Cuervos y Sobrinos, associado a este prestigiado troféu.

    O pódio do Index de Performance foi completado pelos britânicos Ellie Birchenhough, Nick Topliss e Richard Parsons, cujo Austin Mini Cooper S alcançou o segundo lugar, e pelo brasileiro Fabiano Vivacqua Jr., que levou o Porsche 356 B d ao terceiro posto. Uma forma perfeita de encerrar um fim de semana que mais uma vez confirmou os 250 km do Estoril como uma das grandes provas de resistência para clássicos na Europa.

  • WEC 2026: 14 construtores na grelha num dos campeonatos mais competitivos de sempre

    WEC 2026: 14 construtores na grelha num dos campeonatos mais competitivos de sempre

    Quatorze fabricantes de renome internacional irão disputar a glória no FIA World Endurance Championship em 2026, num campeonato que procura dar continuidade ao grande momento que viveu esta temporada, marcada por nada menos do que oito marcas diferentes a vencer corridas nas duas categorias.

    À semelhança de 2025, Alpine, Aston Martin, BMW, Cadillac, Corvette, Ferrari, Ford, Lexus, McLaren, Mercedes-AMG, Peugeot, Porsche e Toyota regressam à competição. A grande novidade é a estreia da Genesis, marca premium do grupo Hyundai, que se junta ao pelotão da disciplina de resistência mais prestigiada do mundo.

    Na categoria principal, Hypercar, as equipas oficiais da Alpine, Aston Martin, BMW, Cadillac, Genesis, Peugeot e Toyota tentarão destronar a Ferrari, campeã em título. O Cavallino Rampante conquistou todos os troféus em jogo no seu terceiro ano com o 499P — protótipo que, até ao momento, permanece invicto nas icónicas 24 Horas de Le Mans, a prova rainha de um calendário composto por oito rondas.

    Também impressionante tem sido o domínio da Manthey em LMGT3. A potência alemã do GT garantiu o título nas duas temporadas desde a criação da classe Pro/Am, em 2024, e regressará em 2026 com dois competitivos Porsche 911 GT3 R, determinados em completar o “hat-trick”.

    Para isso, porém, terão de superar uma oposição cada vez mais forte, com equipas a alinhar máquinas de Aston Martin, BMW, Corvette, Ferrari, Ford, Lexus, McLaren e Mercedes-AMG — todas elas com presenças no pódio em 2025, prova da competitividade extrema que caracteriza o campeonato.

    Richard Mille, Presidente da Comissão FIA de Endurance, afirmou: “Com base no sucesso e estabilidade das últimas temporadas, a grelha do FIA WEC 2026 é o resultado de anos de trabalho intenso para elevar este magnífico campeonato ao nível onde se encontra hoje. A grelha do próximo ano reflete perfeitamente aquilo que o endurance deve ser: grandes marcas globais, tecnologia de ponta e um elenco de pilotos que combina campeões consagrados com jovens talentos e amadores ambiciosos. Não tenho dúvidas de que teremos mais uma época absolutamente fascinante.”

    Pierre Fillon, Presidente do Automobile Club de l’Ouest, sublinhou: “A lista de inscritos para 2026 volta a reunir os fabricantes, equipas e pilotos mais fortes do mundo das corridas de resistência. A categoria Hypercar celebrou sete vencedores diferentes em oito corridas em 2025, e o mesmo equilíbrio verificou-se na LMGT3, onde seis formações distintas subiram ao degrau mais alto. Este nível excecional de competição demonstra que todos os participantes estão a operar ao mais alto nível e motivados pelo sucesso. Estamos a caminho de mais uma temporada extraordinária, que continuará a impulsionar a tecnologia, o desporto e o futuro do endurance.”

    Frédéric Lequien, CEO do FIA WEC, acrescentou: “A apresentação da lista de inscritos do FIA WEC é sempre um momento de orgulho, especialmente quando recebemos novos construtores, como acontece em 2026 com a chegada de dois Hypercars da Genesis. Tivemos uma temporada extraordinária, com mais público nas pistas do que nunca e níveis recorde de envolvimento dos fãs. Isso demonstra o crescimento contínuo do campeonato. Com Ford e McLaren também a prepararem a sua entrada nos Hypercar em 2027, a popularidade do WEC está destinada a aumentar ainda mais.”

    A temporada 2026 começa a 28 de março com a prova inaugural, o Qatar 1812 km, antes de seguir para Imola (19 de abril), Spa-Francorchamps (9 de maio), Le Mans (13-14 de junho), Interlagos (12 de julho), COTA (6 de setembro) e Fuji (27 de setembro). O encerramento da época terá lugar no Bahrein, a 7 de novembro.

  • Gustavo Oliveira entre os sete melhores pilotos Rotax do mundo no Bahrein

    Gustavo Oliveira entre os sete melhores pilotos Rotax do mundo no Bahrein

    Aos 11 anos, Gustavo Oliveira assinou uma estreia brilhante nas Rotax Max Challenge Grand Finals, o prestigiado ‘Mundial’ de karting Rotax, onde alcançou um notável 7.º lugar na categoria Micro Max. O jovem piloto de Gondomar mostrou velocidade e maturidade ao longo de toda a semana no Bahrein, num evento que reuniu quase 400 pilotos de mais de 60 países.

    Campeão nacional Micro Max e vencedor da Rotax Cup em 2025, Gustavo confirmou imediatamente o seu valor numa competição onde todos os pilotos correm com material rigorosamente igual. Nos treinos cronometrados, marcou o 2.º melhor tempo da sessão e entrou directamente para o grupo dos candidatos ao triunfo. Nas mangas de qualificação voltou a destacar-se, terminando uma das corridas no 3.º lugar e concluindo esta fase no top 3 entre 36 pilotos, o que reforçou as expectativas para a Final.

    Na corrida decisiva, Gustavo chegou a integrar o grupo da frente e a discutir as posições de pódio, mas alguns azares na fase final acabaram por o afastar dos primeiros lugares. Ainda assim, fechou o ‘Mundial’ Rotax num muito meritório 7.º posto, um resultado extraordinário para uma estreia internacional ao mais alto nível.

    “Esta semana no Bahrein foi inesquecível, não só pela competição, mas por estarem aqui pilotos de todo o mundo, num ambiente que parece os ‘Jogos Olímpicos’ do karting”, afirmou o jovem português. “Fui rápido desde os treinos livres e isso deu-me confiança para os cronometrados e para as mangas. Na Final, cheguei a acreditar num pódio, mas tivemos algum azar. Mesmo assim, terminar entre os sete melhores pilotos Rotax do mundo, na minha primeira vez, deixa-me muito orgulhoso.”

    Com este resultado, Gustavo Oliveira fecha uma época para recordar, reforçando o seu estatuto como um dos mais promissores talentos do karting português.

  • 24H C1 Portimão: festa e consagração em jornada memorável da C1 Eurocup

    24H C1 Portimão: festa e consagração em jornada memorável da C1 Eurocup

    As 24H C1 Portimão voltaram a transformar o Autódromo Internacional do Algarve num palco vibrante de competição e confraternização, num fim de semana marcado pelo espírito desportivo, entreajuda e paixão pelo automobilismo. A edição de 2025 reuniu 223 pilotos e 45 carros, representando um novo recorde de diversidade com 12 nacionalidades presentes – entre elas Portugal, Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Inglaterra, Irlanda, Itália, México, Países Baixos, Polónia e República Checa.

    Pela primeira vez na história do troféu, as equipas internacionais superaram numericamente as formações portuguesas, num claro reflexo do crescimento da C1 Eurocup além-fronteiras. Em pista, a luta distribuiu-se por seis classes, com corridas intensas e variadas, marcadas por múltiplas trocas de liderança ao longo das 24 horas.

    A grande vencedora da edição 2025 foi a PK4fun 2, no C1 nº 278, que conquistou a vitória absoluta, o triunfo na classe BE e ainda a vitória entre as equipas de assistência, numa demonstração de domínio total. A equipa encerrou o fim de semana com uma simbólica dobradinha, graças ao segundo lugar conquistado pela PK4fun 3, no C1 nº 284. O pódio ficou completo com a Emax MotorSport 2, no C1 nº 275.

    Também na classe UK a luta pelo topo foi intensa, com a JLM by RABsport, no C1 nº 346, a impor-se tanto na classificação de pilotos como de equipas. O C1 nº 387 da BPC Motorsport With Performance terminou logo atrás, após várias alternâncias de liderança ao longo da corrida, enquanto o terceiro posto ficou para o C1 nº 591 da J W Bird Motorsport 2.

    Na classe DK, a Bmsport, no C1 nº 450, destacou-se pela consistência e ritmo forte, vencendo entre pilotos e equipas de assistência. A Lindholm, no C1 nº 307, assinou o segundo lugar, seguida pela AutoUna 2, que liderou grande parte da corrida e fechou o pódio com o C1 nº 488.

    Entre as equipas portuguesas, a Ribas Motorsport brilhou com especial intensidade. A formação do C1 nº 22 conquistou a vitória na classe PRO e foi a melhor estrutura nacional, assinando ainda o segundo lugar absoluto da geral, após uma corrida em que demonstrou ritmo e fiabilidade exemplar. O C1 nº 264 da Mafra C1 Team terminou no segundo posto da classe, com a Goldlimousine Team a fechar o pódio no C1 nº 5.

    Na classe AM travou-se uma das disputas mais imprevisíveis do fim de semana, com várias trocas de liderança. No desfecho, a T3 Racing, no C1 nº 52, garantiu o triunfo entre pilotos e equipas, seguida da Famaconcret, no C1 nº 69. A Lumio Studios, que liderou durante longos períodos e esteve sempre na luta pela vitória, concluiu na terceira posição com o C1 nº 92.

    Já a classe GEN 1 terminou com domínio da formação 71racing.com, assistida pela Wild Motors, que se estreou no troféu e controlou a corrida com o C1 nº 71. O segundo lugar foi conquistado pela Autocloche/Marbelo, no C1 nº 111, enquanto Os Azelhas do Norte subiram ao pódio no C1 nº 696.

    No balanço final, André Duarte, responsável pela relação com Pilotos e Equipas da C1 Eurocup, destacou a dimensão histórica do evento: “As 24H C1 Portimão chegam ao fim com um enorme sentimento de orgulho. Tivemos 45 equipas, 223 pilotos e um recorde de 12 nacionalidades, num ambiente extraordinário onde competitividade e respeito em pista se juntaram a uma fantástica convivência no paddock. A entreajuda e o espírito de equipa foram marcas desta edição, numa verdadeira celebração da paixão pelo automobilismo. O nosso enorme obrigado a todos os pilotos e equipas – são eles o rosto das 24H C1 Portimão, a prova rainha da C1 Eurocup.”

  • Vicente Capela faz história com pódio no ‘Mundial’ Rotax no Bahrein

    Vicente Capela faz história com pódio no ‘Mundial’ Rotax no Bahrein

    Com apenas 12 anos, Vicente Capela tornou-se o primeiro piloto português a subir ao pódio da categoria Mini Max do Rotax Max Challenge Grand Finals, considerado o ‘Campeonato do Mundo’ de karting Rotax. O jovem piloto de Beja, bicampeão nacional, foi terceiro classificado entre os 72 melhores pilotos do mundo, culminando o evento que terminou este sábado, no Circuito Internacional do Bahrein.

    Portugal tem um dos melhores pilotos de karting do mundo na categoria Mini Max, depois de Vicente Capela ter conquistado um histórico pódio no Rotax Max Challenge Grand Finals, disputado no Bahrein. O evento no Médio Oriente reuniu quase 400 pilotos de várias partes do planeta, que competem com material rigorosamente igual fornecido pela organização, tornando este ‘Mundial’ uma das provas mais relevantes para revelar os grandes talentos do karting internacional.

    Durante as mangas de qualificação e a Pré-Final, Vicente focou-se em garantir presença na Final, reservada aos 36 melhores entre os 72 inscritos da Mini Max. O bicampeão nacional arrancou para a corrida decisiva do 12.º lugar, mas um toque na fase inicial empurrou-o para fora da trajetória ideal, obrigando-o a cair para o 20.º posto. Mesmo assim, manteve a concentração, realizou várias ultrapassagens decisivas e terminou dentro do top 6. Penalizações aplicadas a alguns adversários, devido a contactos e abusos dos limites da pista, permitiram-lhe ascender ao terceiro lugar — o primeiro pódio de sempre para Portugal nesta categoria do ‘Mundial’ Rotax.

    Recorde-se que Vicente Capela já tinha escrito História em abril, na pista de Valência, quando venceu uma prova do Champions of the Future Academy Program, tornando-se o primeiro português a triunfar nesta competição apoiada pela Academia da Fórmula 1.

    Uma época que ficará para mais tarde recordar

    Este resultado no Bahrein encerra uma temporada verdadeiramente memorável para Vicente Capela. O jovem piloto iniciou o ano vencendo a Rotax Cup no Kartódromo Internacional de Braga e, semanas depois, sagrou-se bicampeão nacional Rotax, juntando o título Micro Max de 2024 ao domínio da Mini Max em 2025. Competiu também em Espanha, onde venceu no exigente Campeonato Valenciano de Karting, e assinou prestações históricas no Champions of the Future Academy Program e no próprio Rotax Max Challenge Grand Finals. Disputou ainda o IWF — o ‘Mundial’ de karting IAME — onde terminou no top 15 entre 88 pilotos. No conjunto da época, somou 13 vitórias e 23 pódios em competições nacionais e internacionais, consolidando-se como um dos talentos mais promissores do karting europeu.

    “Estou mesmo muito feliz com este resultado no Bahrein porque aqui estavam, literalmente, os melhores pilotos do mundo”, afirmou Vicente Capela, minutos depois de subir ao pódio em Sakhir, junto à pista de Fórmula 1. “Aqui só estão os campeões Rotax de cada país, ou detentores de títulos continentais, por isso o nível é altíssimo. A Final foi uma verdadeira montanha-russa de emoções! Arranquei bem, mas depois sofri um toque que me fez cair vários lugares. Mantive a concentração e, felizmente, consegui recuperar até ao grupo que discutia os lugares do pódio. Foi duro, mas isso só reforça o meu orgulho por colocar Portugal no pódio do maior evento de karting do mundo”, destacou o promissor piloto alentejano.

  • CARRERA LOS 80: Nuno Figueiredo sem sorte no Estoril

    CARRERA LOS 80: Nuno Figueiredo sem sorte no Estoril

    O regresso de Nuno Figueiredo às pistas nacionais, no Autódromo do Estoril, ficou marcado por um fim de semana de frustração, depois de a icónica “sueca endiabrada”, a Volvo 850, ter sido impedida de alinhar nas corridas da Carrera Los 80 devido a um problema técnico irreparável a tempo.

    O piloto começou por dar excelentes indicações na sessão de treinos cronometrados, onde conquistou o 5.º melhor tempo da grelha, registando a sua melhor volta em 2:00.979, à média de 123,9 km/h. Um desempenho promissor que deixava antever um bom resultado no domingo.

    No entanto, pouco depois da qualificação, a equipa técnica identificou um problema mecânico que impossibilitou a recuperação da Volvo 850 para a corrida. Assim, a participação de Nuno Figueiredo e do seu colega Fernando Charais terminou prematuramente.

    “Soube muito bem voltar a sentar-me na carrinha Volvo 850, tantas recordações… Mas as corridas têm destes imponderáveis. Um contratempo técnico impediu-me, a mim e ao Fernando, de prosseguir. Temos de ter paciência e aguardar por uma próxima oportunidade”, afirmou Nuno Figueiredo no final do dia.

    A dupla contou com os apoios de Liqui Moly, SPR e Nexen Tyre.

  • Gabriel Caçoilo encerra temporada em alta com exibição sólida no Estoril

    Gabriel Caçoilo encerra temporada em alta com exibição sólida no Estoril

    O jovem piloto aveirense Gabriel Caçoilo terminou a temporada 2025 do Iberian Supercars Endurance e do Campeonato de Portugal de Velocidade com uma exibição particularmente convincente no Autódromo do Estoril, onde demonstrou maturidade, velocidade e forte adaptação ao competitivo pelotão ibérico. Ao volante do Ligier JS2R da Chefo Sport Petrogold, Caçoilo assinou um dos desempenhos mais consistentes do fim de semana, reforçando o seu estatuto de talento emergente da velocidade nacional.

    As primeiras indicações de que Caçoilo poderia estar perante um fim de semana de destaque surgiram logo na qualificação. O piloto português rubricou o terceiro melhor tempo da geral, superado apenas por carros de categorias superiores, e garantiu simultaneamente a liderança provisória da divisão GTX.
    “Sabíamos que tínhamos um bom carro para esta pista e que podíamos lutar lá na frente. A volta saiu perfeita”, afirmou o piloto, satisfeito com o ritmo apresentado.

    A corrida principal trouxe o habitual desafio das provas conjuntas, com diferentes classes – GT4, Porsche Cup, TCR e protótipos – a partilharem o traçado do Estoril. O tráfego intenso e as diferenças de performance exigiram precisão, leitura de corrida e frieza competitiva, qualidades que Caçoilo exibiu do primeiro ao último minuto.

    Em conjunto com o colega de equipa Ángel Santos, o jovem piloto português manteve-se sempre nos lugares cimeiros, evitando incidentes e gerindo com inteligência os múltiplos duelos em pista. A dupla viria a terminar no top-5 da classificação geral, um resultado amplamente valorizado no paddock pela proximidade face a carros tecnicamente mais rápidos.

    “Foi uma corrida longa, com muitas batalhas e variações de ritmo por causa do tráfego, mas conseguimos manter o foco e trazer o carro para um resultado muito positivo”, destacou Caçoilo após a prova.

    Mesmo sem subir ao pódio absoluto na última corrida, Gabriel Caçoilo consolidou a sua posição como um dos pilotos portugueses em maior evolução, somando desempenhos consistentes ao longo do ano e revelando capacidade para lutar de igual para igual com máquinas superiores.