A Motul vai apoiar a entrada da McLaren Endurance Racing no Campeonato do Mundo de Resistência da FIA (WEC), tornando-se parceira oficial de lubrificantes do novo programa Hypercar da marca britânica, cuja estreia está prevista para 2027. O acordo alarga a parceria já existente entre a Motul e a equipa de Fórmula 1 da McLaren, anunciada no ano passado.
A empresa francesa irá fornecer lubrificantes avançados para o motor, transmissão e diferencial do McLaren United Autosports Hypercar, além de colaborar tecnicamente com a equipa no desenvolvimento de soluções específicas para responder às exigências extremas das corridas de resistência.
James Barclay, Team Principal da McLaren Endurance Racing, sublinha que a chegada da Motul reforça a preparação da equipa para o regresso da McLaren às provas de resistência ao mais alto nível, destacando a experiência da marca em desempenho, tecnologia e inovação como um fator decisivo para o sucesso do projeto.
Do lado da Motul, o diretor de Investigação e Desenvolvimento, Julien Plet, explica que o foco da parceria estará na criação de fluidos feitos à medida, capazes de garantir consistência, durabilidade e fiabilidade sob stress mecânico contínuo, qualidades essenciais nas provas de resistência.
Parceira histórica das 24 Horas de Le Mans desde a década de 1950 e fornecedora oficial do WEC desde 2016, a Motul traz para o projeto McLaren uma herança construída ao mais alto nível do automobilismo de resistência, incluindo experiências em provas de longa distância como o Dakar, agora aplicadas ao desenvolvimento do novo Hypercar.
A temporada 2025 da Porsche Sprint Challenge Ibérica ficou oficialmente concluída com a confirmação do título de Manuel Alves, depois de a Real Federación Española de Automovilismo (RFEDA) ter validado o resultado final da última corrida do ano, disputada no Circuito do Estoril. O piloto da LOB Motorsport conquista assim o seu segundo título consecutivo na competição, após várias semanas de incerteza motivadas por um protesto apresentado por uma equipa adversária.
Alves chegou à derradeira prova com o campeonato totalmente em aberto, depois de uma época marcada por elevado nível competitivo, ritmo consistente e lutas intensas em pista. No Estoril, o piloto português respondeu com maturidade à pressão, garantindo em pista o resultado que lhe permitiu assegurar o bicampeonato.
Contudo, o desfecho ficou provisoriamente suspenso na sequência de um protesto formal apresentado pela AF & V Motorsport, que alegava comportamento antidesportivo por parte de Alves durante a corrida decisiva. A RFEDA analisou todos os elementos do processo — incluindo imagens, dados de telemetria e relatórios desportivos — e concluiu pela total improcedência das acusações, confirmando a validade do resultado.
Em reação à decisão, Manuel Alves sublinhou a importância do reconhecimento oficial: “A RFEDA analisou o caso e chegou à conclusão óbvia de que não houve nenhuma irregularidade. Colaborámos em todo o processo com total transparência, confiantes de que a verdade prevaleceria. Agora é oficial: sou bicampeão da Porsche Sprint Challenge Ibérica, na época mais exigente e intensa da história do campeonato.”
O piloto da Trofa lamentou, no entanto, a natureza das acusações que lhe foram dirigidas, nomeadamente a alegação de que teria colocado em risco um adversário: “Ver o meu nome associado a uma acusação de pôr em risco a vida de um adversário é um desrespeito tremendo. Tenho enorme consideração pelo Dylan Pereira e nunca colocaria intencionalmente alguém em perigo” O relatório final da RFEDA veio, segundo o piloto, confirmar a inexistência de qualquer conduta irregular na manobra em causa.
Com o processo encerrado, Manuel Alves prefere agora concentrar-se no futuro, destacando o trabalho da sua equipa e o apoio recebido ao longo da época: “Sou bicampeão numa competição de topo, com adversários e equipas de enorme qualidade. Agora é tempo de pensar no que vem a seguir.”
A consagração de Manuel Alves fecha uma das épocas mais disputadas de sempre da Porsche Sprint Challenge Ibérica e reforça o estatuto do piloto português como uma das principais referências da competição.
A Porsche Cup C6 Bank prepara uma temporada de 2026 ainda mais ambiciosa, depois de um 2025 histórico que assinalou os 20 anos da maior categoria monomarca do Brasil. O grande destaque do novo calendário é a inclusão de uma etapa em Le Mans, integrada no programa oficial das 24 Horas de Le Mans, uma estreia absoluta para a competição.
A série construída a partir do Brasil e que honra os carros de corrida mais produzidos do mundo terá dez eventos, distribuídos entre Brasil, Portugal e França, mantendo as três categorias — Carrera, Challenge e Trophy —, com as duas primeiras a disputarem também campeonatos de Sprint e Endurance.
A presença em Le Mans é a grande novidade da temporada, colocando a Porsche Cup C6 Bank num dos palcos mais prestigiados do automobilismo mundial, reforçando a projeção internacional da competição.
Mantém-se igualmente outras marcas fortes do campeonato, como o estatuto de evento-suporte do Grande Prémio de São Paulo de Fórmula 1, em Interlagos, bem como as passagens por Goiânia e Velocitta, dois dos principais circuitos brasileiros. Portugal volta também a receber duas provas — uma de Sprint e outra de Endurance —, em circuito ainda a anunciar.
A época começa em Interlagos, no início de março, e termina novamente com a tradicional corrida de 500 km, também no circuito paulista.
Calendário Porsche Cup C6 Bank 2026
28 fev. / 1 mar. – Interlagos (Sprint – Carrera, Challenge e Trophy)
28 / 29 mar. – Velocitta (Sprint – Carrera, Challenge e Trophy)
4 out. – Goiânia (Endurance – Carrera e Challenge)
7 / 8 nov. – Interlagos (F1) (Sprint – Carrera e Challenge)
28 nov. – Interlagos (Endurance – Carrera, Challenge e Trophy)
Com a entrada de Le Mans no calendário, a Porsche Cup C6 Bank eleva o seu estatuto internacional e prepara uma das temporadas mais marcantes da sua história.
A temporada de 2026 da Winter Series arranca já nos dias 17 e 18 de janeiro, com o Autódromo Internacional do Algarve, em Portimão, a receber a primeira ronda do GT & GT4 Winter Series. O fim de semana promete grelhas repletas, diversidade de construtores e um elevado nível competitivo nas categorias GT3 e GT4.
A GT Winter Series contará com 32 carros, uma das maiores grelhas de GT3 da história da competição. Os campeões em título, SR Motorsport by Schnitzelalm Racing, alinham dois Mercedes-AMG GT3 Evo, com Kenneth Heyer e Jay Mo Härtling a defenderem o título no carro #11, enquanto Michael Sander e Moritz Wiskirchen pilotam o #111.
A Mercedes estará ainda representada pela PTT Racing, CBRX by SPS, Grupo Prom Racing Team e NM Racing Team, enquanto a luta pelo título contará também com a Orange Racing by JMH, que alinha um McLaren 720S GT3 Evo para Simon Orange e Marcus Clutton.
A Ferrari estará em força com quatro 296 GT3 das equipas AF Corse e Olimp Racing, enquanto a grelha se completa com a Haupt Racing Team (dois Ford Mustang GT3), AF Motorsport (Porsche 991.2), Juta Racing (Audi R8) e a LIQUI MOLY Team Engstler, com um Lamborghini Huracán GT3 Evo2.
Para além da classe GT3, o programa inclui várias categorias Cup, com destaque para a Cup 1 (Ferrari 296 Challenge), Cup 2 (Porsche 992 Cup) e Cup 4 (Lamborghini Super Trofeo), bem como a classe GTX, onde um BMW Z4 GT3 irá alinhar.
O evento marca o início de uma temporada que se antevê muito disputada e internacional, colocando Portimão no centro da ação do automobilismo europeu logo no arranque de 2026.
A Citroën Racing fez história ao conquistar a sua primeira vitória no Campeonato do Mundo FIA de Fórmula E, num E-Prix do México disputado perante bancadas esgotadas no Autódromo Hermanos Rodríguez. Nick Cassidy protagonizou uma recuperação notável, passando de 13.º a 1.º até à bandeira de xadrez, numa corrida marcada por gestão de energia exemplar e ultrapassagens decisivas.
O triunfo permitiu à Citroën somar 29 pontos no fim de semana, elevando o total da equipa para 44 pontos na Temporada 12, o que coloca a marca francesa na liderança dos campeonatos de Pilotos e Equipas. A vitória coloca também o grupo Stellantis no topo da classificação de Construtores.
Depois do 3.º lugar em São Paulo, na ronda inaugural, a vitória no México confirma o forte arranque da Citroën na sua época de estreia na Fórmula E. O resultado foi ainda reforçado pelo 8.º lugar de Jean-Éric Vergne, que recuperou desde 18.º na grelha, garantindo pontos importantes para a equipa.
Cyril Blais, diretor da equipa, destacou o momento histórico: “Que forma de celebrar a 150.ª corrida da Fórmula E. Começar a época com um pódio e depois uma vitória é algo extraordinário. Este triunfo é uma homenagem ao trabalho e à resiliência de toda a equipa.”
Nick Cassidy sublinhou o papel da estratégia e do conjunto técnico: “Arrancar de 13.º e vencer aqui é inacreditável. A equipa, o carro e a estratégia fizeram toda a diferença. Foi um trabalho coletivo”. Já Jean-Éric Vergne valorizou o seu desempenho: “Não foi uma qualificação fácil, mas recuperar de 18.º para 8.º e marcar pontos é um resultado sólido. Os parabéns ao Nick e à equipa por esta vitória histórica.”
A Citroën Racing segue agora para a próxima ronda da Temporada 12 no topo da Fórmula E, com o ímpeto claramente do seu lado.
A temporada de 2025 do Supercars Endurance ficou marcada por um nível de competitividade excecional, e Mathieu Martins esteve no centro dessa luta. Ao volante do Aston Martin Vantage AMR GT4 da Racar Motorsport, o piloto luso-francês conquistou o título de pilotos de GT do Iberian Supercars e sagrou-se campeão de GT e GT4 Pro no Supercars España.
Numa grelha repleta de equipas e pilotos de topo, Martins construiu o seu sucesso mais na consistência e gestão do que na velocidade pura. Apesar de ter vencido apenas uma corrida, subiu ao pódio em 11 das 12 provas, uma regularidade que acabou por ser decisiva.
“Desde o início sabíamos que a consistência seria mais importante do que ganhar todas as corridas. Tínhamos um carro fiável e uma abordagem estratégica”, explicou o piloto.
Um dos momentos mais delicados da época aconteceu em Vila Real, onde dois toques nos rails nos treinos quase comprometeram o fim de semana: “Foi um circuito muito exigente e um momento difícil a nível mental, mas manter a cabeça fria foi fundamental para salvar pontos importantes.”
Na fase final da temporada, a estabilidade dentro da equipa e a boa prestação de Henrique Ventura Oliveira como colega de equipa revelaram-se decisivas: “Ele foi consistente, exatamente o que precisávamos naquele momento.” No final, Mathieu Martins fez questão de sublinhar o papel coletivo da conquista: “Este título é o resultado do trabalho de toda a equipa. Sem eles, nada disto seria possível.”
A temporada de 2025 confirmou assim Mathieu Martins como uma das referências do automobilismo ibérico de GT, num campeonato onde cada decisão contou tanto como cada décimo de segundo.
A Porsche Sprint Challenge Ibérica revelou o calendário provisório para a temporada 2026, que mantém a estrutura de seis rondas pontuáveis, para além de um warm-up inaugural, reforçando a aposta num formato competitivo equilibrado e tecnicamente exigente.
A época arranca oficialmente com o warm-up no Circuito do Estoril, a 28 de março, antes da primeira ronda, agendada para Barcelona, durante o mês de abril, com data ainda a confirmar. Seguem-se as etapas de MotorLand Aragón (8 a 10 de maio), Valência (12 a 14 de junho) e Jerez (11 a 13 de setembro), antes da reta final composta por Navarra (23 a 25 de outubro) e pela grande final no Estoril, de 30 de outubro a 1 de novembro.
O calendário volta a repartir-se entre Portugal e Espanha, sublinhando a identidade ibérica da competição e a diversidade de traçados incluídos na temporada.
Para José Monroy, Series Manager da competição, o desenho do calendário responde a uma visão clara para a nova época: “queríamos um calendário que desafiasse pilotos e equipas do primeiro ao último fim de semana. O warm-up no Estoril, a variedade de traçados e o regresso ao Estoril para a grande final criam uma narrativa forte para a temporada. Acreditamos que 2026 será mais um ano de grande intensidade, competitividade e espetáculo, refletindo o crescimento contínuo da Porsche Sprint Challenge Ibérica.”
A temporada 2026 será a quarta edição da Porsche Sprint Challenge Ibérica desde a sua criação, estando ainda previstas novidades ao nível dos regulamentos técnico e desportivo, a serem apresentadas oportunamente.
O Team Manaia encerrou a temporada de 2025 de forma memorável, ao sagrar-se Campeão do Grupo 1 Portugal – Touring Race, culminando um projeto iniciado já no final de 2024 por Joaquim Bernardes e Sérgio Silva. A dupla decidiu então apostar nas provas de velocidade em pista, escolhendo um Volkswagen Golf, carro bem conhecido de Joaquim Bernardes, com o qual competiu durante mais de duas décadas em ralis, somando inúmeros resultados de destaque.
Segundo explica Joaquim Bernardes, responsável pelo Team Manaia, a entrada no campeonato teve inicialmente um caráter exploratório. “Fizemos duas corridas em 2024 para perceber como funcionavam estas provas e, sobretudo, para avaliar o nível de preparação do nosso Volkswagen Golf face aos adversários”, recorda. Essas primeiras experiências revelaram-se decisivas também para compreender a dinâmica das corridas em pista. “Tinha ouvido muitos comentários sobre este campeonato e, juntamente com o meu amigo Sérgio Silva, avançámos para este projeto numa primeira fase com o objetivo de aprender o máximo possível”, acrescenta.
O incentivo não tardou a surgir. Numa dessas primeiras corridas, a equipa subiu ao pódio, um resultado que viria a marcar o rumo do projeto. “Esse pódio foi logo um enorme estímulo para toda a equipa do Team Manaia. A partir daí, percebemos que tínhamos condições para continuar e definir um novo objetivo: lutar pelo título”, sublinha Joaquim Bernardes. Um objetivo que viria a ser plenamente alcançado em 2025.
A caminhada até ao título não foi, contudo, isenta de dificuldades. “Foi uma época muito bem preparada, mas em pista a luta foi, na minha opinião, bastante brava e sempre muito disputada”, refere o piloto, apontando ainda “alguns comportamentos menos desportivos por parte de certos adversários”, bem como “vários contratempos técnicos com o carro”, que a equipa foi resolvendo progressivamente ao longo da temporada. Apesar disso, o desfecho foi o desejado. “A verdade é que conseguimos atingir o nosso objetivo desportivo e vencer o campeonato”, afirma.
Visivelmente emocionado, Joaquim Bernardes fez questão de dedicar o título a todos os que estiveram envolvidos no projeto. “Quero dedicar este resultado a toda a nossa equipa, em especial aos mecânicos, que lutaram sempre para termos o Golf impecável”, destacou, sem esquecer uma homenagem pessoal. “Dedico também este título ao meu pai, que nos deixou em 2025 e que me deu muita força para alcançar este objetivo.” O agradecimento estendeu-se ainda à família e aos apoiantes. “A minha mulher, os meus filhos, as minhas netas, toda a família, assim como os muitos amigos e fãs que nunca nos deixaram baixar os braços, foram fundamentais.”
Com a época de 2025 concluída, o futuro do Team Manaia em 2026 permanece em aberto. Joaquim Bernardes admite que as decisões ainda não estão fechadas. “Para ser franco, ainda não sei exatamente o que iremos fazer. Nesta altura penso que não deveremos repetir a participação no Grupo 1 na totalidade”, explica, acrescentando que o plano para a próxima temporada está ainda em fase de estudo. “Estou a analisar o que poderá ser a época de 2026 para o Team Manaia em todas as frentes. Ainda é cedo para anunciar algo concreto, mas acredito que por volta de março já poderemos ter novidades”, conclui.
As Winter Series voltam a afirmar-se, no primeiro trimestre do ano, como uma das mais relevantes plataformas de automobilismo mundial fora da época regular, levando competição de alto nível a alguns dos circuitos mais emblemáticos da Península Ibérica, incluindo dois em Portugal. Trata-se de uma oportunidade única tanto para o público nacional como para pilotos e equipas portuguesas, que podem competir ou medir forças com algumas das melhores estruturas europeias de cada disciplina.
Nenhuma outra região do mundo concentra uma densidade tão elevada de circuitos homologados pela FIA, aliada a condições climatéricas particularmente favoráveis durante o Inverno. Ao longo de seis fins de semana de competição, sob organização comercial da Gedlich Racing e organização desportiva da Race Ready, serão disputados cinco campeonatos distintos, quatro dos quais passam por Portugal: GT Winter Series, GT4 Winter Series, Formula Winter Series e Sports Prototypes Winter Series. Está ainda prevista uma prova de resistência de seis horas, reforçando o atrativo desportivo do programa.
O calendário foi cuidadosamente estruturado para facilitar a logística das equipas. A competição arranca no sul de Portugal, com provas no Autódromo Internacional do Algarve e no Autódromo do Estoril, seguindo depois para Espanha, com eventos em Valência, Motorland Aragón e Barcelona. As corridas decorrem ao fim de semana, ficando quintas e sextas-feiras reservadas a testes privados, permitindo às equipas e pilotos usufruírem de extensos períodos de pista — um dos grandes atrativos das Winter Series.
GT Winter Series mantém estatuto de referência
A GT Winter Series, categoria fundadora do projeto, entra em 2026 na sua sétima edição, mantendo-se como a principal referência das competições de inverno. A grelha integra diversas classes e troféus monomarca de GT, com um sistema de pontuação que pondera o nível de competitividade de cada classe, valorizando de forma acrescida os triunfos nos contextos mais exigentes.
Além dos GT2 e GT3, oriundos de campeonatos como o DTM, GT World Challenge ou International GT Open, participam também viaturas de troféus monomarca, como Ferrari 296 Challenge, Porsche 992 GT3 Cup, McLaren Artura Trophy e Lamborghini Huracán Super Trofeo. Cada fim de semana inclui duas qualificações, duas corridas sprint de 30 minutos e uma corrida de 55 minutos com paragem obrigatória nas boxes.
GT4 Winter Series consolida-se como plataforma de topo
Na sua terceira temporada, a GT4 Winter Series afirma-se como um importante palco de preparação para uma categoria em forte crescimento no sul da Europa. A competitividade elevada é assegurada por um Balance of Performance definido pela SRO e pelo fornecimento de pneus Pirelli.
Cada evento inclui duas corridas sprint de 30 minutos e uma corrida de 60 minutos com paragem nas boxes. O pelotão divide-se pelas classes AM, PRO-AM e PRO, de acordo com a graduação dos pilotos, existindo pontuação por classe e também uma classificação absoluta do campeonato. A grelha integra ainda viaturas GT4 sem homologação SRO válida e Porsche Cayman GT4 CS oriundos de troféus monomarca.
Novidades: protótipos e formação de jovens talentos
A grande novidade para 2026 é a Sports Prototypes Winter Series, destinada a protótipos fora da família LMP, com um formato compacto e financeiramente mais acessível, alargando o leque de disciplinas presentes.
Já a Formula Winter Series (FWS) consolidou-se como uma ferramenta essencial de preparação para jovens pilotos de Fórmula 4, funcionando como trampolim antes do arranque dos campeonatos nacionais e regionais. Pela FWS passaram já vencedores dos campeonatos britânico e espanhol de Fórmula 4, confirmando o seu estatuto de viveiro de talento internacional.
A série utiliza o conjunto Tatuus-Abarth com pneus Pirelli e oferece três corridas por fim de semana. Pela primeira vez, o calendário passa a contar com cinco eventos, incluindo o Autódromo do Estoril.
Resistência em destaque em Portimão
Os carros das GT e GT4 Winter Series, bem como viaturas de Turismo, poderão ainda participar na segunda edição das 6 Horas de Portimão, prova de resistência independente a disputar no Autódromo Internacional do Algarve, entre 5 e 8 de fevereiro, reforçando o papel de Portugal como um dos grandes polos do automobilismo europeu durante o Inverno.
Com grelhas de alto nível, circuitos de referência e um formato pensado para maximizar tempo de pista e competitividade, as Winter Series voltam a colocar a Península Ibérica — e Portugal em particular — no centro do automobilismo internacional.
Poucos dias antes da passagem de ano, o jovem piloto português Vicente Capela (patrocinado pela Interkrarn e integrado na Júnior Racing Team) regressou à pista para dar início à preparação da época de 2026. Aproveitando o período de férias, o kartista deslocou-se ao Kartódromo Internacional de Braga, onde realizou os primeiros testes na nova categoria que irá disputar na próxima temporada: Júnior.
A transição para esta categoria representa um passo significativo na carreira de Vicente Capela, obrigando a uma adaptação a um kart de maiores dimensões, com características técnicas distintas e exigências físicas acrescidas. Os testes realizados em Braga foram fundamentais para iniciar esse processo, permitindo ao piloto recolher as primeiras sensações e ajustar a sua condução ao novo equipamento.
“Foram treinos muito importantes para mim. Precisava de voltar à forma física e começar a adaptar-me ao novo chassis. O kart é mais pesado, exige mais do corpo e os pontos de travagem são diferentes, mas estou muito motivado com esta nova fase”, referiu Vicente Capela no final da sessão.
Durante os testes, o piloto português contou com o acompanhamento do experiente mecânico espanhol Adrian Vaz, responsável por todos os ajustes técnicos do kart. Ao longo das sessões, Vaz trabalhou em vários aspetos do chassis, procurando criar uma base sólida que transmitisse confiança e competitividade ao piloto neste início de atividade.
Esta jornada em Braga marca apenas o arranque de um plano de preparação mais alargado. Antes do início oficial da temporada de 2026, Vicente Capela deverá realizar novas sessões de testes, com o objetivo de consolidar a adaptação à categoria Júnior e chegar à primeira competição em plenas condições.
“Tenho muito trabalho pela frente para começar bem a nova época. Vou continuar a treinar bastante e espero chegar bem preparado à primeira corrida de 2026”, acrescentou o jovem kartista.
A equipa de Vicente Capela ainda não divulgou oficialmente o calendário completo de competições para a nova temporada, estando o programa desportivo de 2026 a ser definido de forma cuidadosa. As novidades deverão ser anunciadas nas próximas semanas. Até lá, Vicente Capela mantém o foco total na preparação física e técnica, determinado em fazer de 2026 um ano de evolução, aprendizagem e afirmação no karting nacional.