Categoria: Velocidade

  • Porsche Sprint Challenge SE: Algarve acolhe o arranque da 3ª época

    Porsche Sprint Challenge SE: Algarve acolhe o arranque da 3ª época

    Estão já a caminho do Autódromo Internacional do Algarve pilotos e equipas que alinham em 2025 na Porsche Sprint Challenge Southern Europe.

    Na sua terceira edição a competição realizará as duas primeiras corridas do ano, ambas no dia 19 de Janeiro (Domingo) depois de no dia anterior o traçado estar ocupado por testes privados para ambas as divisões da competição, a Sport e a Club, sendo esta a grande novidade do ano e destinada a Gentleman Drivers ao volante dos Porsche 911 GT3 Cup (992) e dos Cayman GT4 RS.

    Com uma grelha de partida bastante animada na divisão Sport, destacam-se as 23 inscrições na classe PRO a defender as cores de várias equipas que alinham inclusivamente na mediática Porsche Supercup – que divide pista com várias rondas da Fórmula 1.

    “Preparamo-nos meticulosamente para esta terceira temporada, que se foca na continuidade. A impressionante lista de inscritos na Divisão Sport reflecte isso mesmo. A Porsche Sprint Challenge Southern Europe estabeleceu-se como a plataforma de preparação para a Porsche Mobil1 Supercup e várias séries da Porsche Carrera Cup em toda a Europa. A lista de inscritos deste ano é particularmente forte, apresentando alguns dos jovens talentos mais rápidos da Europa e equipas líderes. A competição será feroz, o que a torna a preparação perfeita para a temporada de 2025.” Afirma Lars Plato, o Series Manager do campeonato.

    O Autódromo Internacional do Algarve irá assim iniciar em definitivo o seu ano desportivo, aquele com maior número de competições internacionais no seu asfalto e este será o primeiro de três fins-de-semana consecutivos de competição junto à cidade de Portimão. O acesso ao paddock tem um custo de 10 euros para ambos os dias e pode ser adquirido na loja do Kartódromo Internacional do Algarve.

    HORÁRIO

    SÁBADO

    09h00 – 17h00 – Treinos privados

    DOMINGO

    09h00 – 09h45: Treino Livre Sport Division

    09h50 – 10h35: Treino Livre Club Division

    10h40 – 11h15: Qualificação Sport Division

    11h20 – 11h55: Qualificação Club Division

    13h25 – 14h00: Corrida 1 Sport Division

    14h30 – 15h05: Corrida 1 Club Division

    15h35 – 16h10: Corrida 2 Sport Division

    16h40 – 15h15: Corrida 2 Club Division

  • Filipe Albuquerque de regresso ao European Le Mans Series

    Filipe Albuquerque de regresso ao European Le Mans Series

    Filipe Albuquerque está de regresso ao European Le Mans Series. O piloto português que venceu o Campeonato em 2020 vai juntar-se à Nielsen Racing e partilhará o Oreca LMP2 da equipa britânica com o austríaco Ferdinand Habsburg.

    Albuquerque irá disputar as seis corridas que compõem o calendário do ELMS, enquanto disputa em simultâneo o Campeonato Norte Americano de Resistência. Um programa desportivo completo e intenso que assenta na perfeição nos seus objetivos desportivos.

    “Todos sabem que o ELMS é um campeonato que gosto bastante e poder disputá-lo a tempo inteiro em simultâneo com o IMSA é algo que me deixa muito satisfeito. Este ano terá a particularidade de me juntar a uma equipa nova. A Nielsen Racing está motivada e focada em chegar ao título”, começou por dizer o piloto português.

    Para além disso, Filipe contará com um companheiro de equipa igualmente vencedor: “Dois pilotos vencedores com uma equipa motivada são os ingredientes necessários para o sucesso. Estou ansioso por dar início à época. Gosto de todos os circuitos do campeonato e acredito seriamente que vamos dar nas vistas”, concluiu o piloto de Coimbra.

    O ELMS arranca a 6 de abril em Barcelona e termina em Portimão em outubro.

  • Félix da Costa no México à caça da vitória no Mundial de Fórmula E

    Félix da Costa no México à caça da vitória no Mundial de Fórmula E

    Este sábado, a cidade do México acolhe a 2.ª prova do Campeonato do Mundo de Fórmula E e vai poder seguir toda a ação da corrida em direto no Eurosport 2 e na Max a partir das 19:50h.

    António Félix da Costa está no México à “caça” da primeira vitória da temporada, depois de ter estado muito perto de a conseguir no arranque do campeonato no Brasil, em dezembro passado. O piloto da Porsche foi segundo classificado na corrida discutida em São Paulo, atrás de Mitch Evans (Jaguar) e, após algumas semanas de descanso, volta com energia para fazer ainda melhor.

    Félix da Costa aproveitou igualmente a pausa no calendário para viajar até à Alemanha, à sede da Porsche, onde esteve a trabalhar no simulador, com os engenheiros, para preparar a corrida do México. 

    “Acredito que estaremos fortes, mas não seremos os únicos, a verdade é que o nível do campeonato está altíssimo e todos os detalhes contam para se ganhar aquele extra que pode fazer a diferença. Claro que entro sempre em pista para ganhar, mas também sei que os campeonatos se ganham com consistência, portanto vamos entrar ao ataque, mas com inteligência na corrida, para trazer bons pontos para casa!”, afirmou o piloto português.

    O e-Prix do México realiza-se este sábado no Autódromo Hermanos Rodriguez, na cidade no México, num circuito composto por 19 curvas, e um total de 2,63 quilómetros de perímetro. Acompanhe toda ação desta etapa do Mundial de Fórmula E no Eurosport 2 ou em streaming na Max a partir das 19:50h.

  • Sérgio Azevedo: “apesar das dificuldades, 2024 foi uma temporada muito enriquecedora”

    Sérgio Azevedo: “apesar das dificuldades, 2024 foi uma temporada muito enriquecedora”

    Depois de uma boa estreia em 2023, Sérgio Azevedo sabia que teria uma temporada de 2024 no Iberian Supercars e Campeonato de Portugal de Velocidade mais exigente, mas acabou por ser ainda mais desafiante, ainda que garanta optimismo para 2025.

    O piloto da Batina Racing, que faz equipa com Orlando Batina, foi progredindo ao longo da sua primeira época na competição que culminou com uma vitória à geral, na segunda corrida da etapa do Estoril, a última do campeonato, Mas ao longo da temporada foram ficando evidentes as limitações do BMW M4 GT4 (F82), uma máquina que já fora substituída pelo construtor bávaro por uma mais recente e deixava Sérgio Azevedo e Orlando Batina numa posição desfavorável face à fortalecida oposição.

    “No início, como estava previsto, não foi possível adquirir um carro novo, pelo que tínhamos de dar o máximo com o BMW que tínhamos disponível. Sabíamos que, com o aumento da qualidade e da quantidade de novos pilotos e carros, o nosso iria perder competitividade, o que tornaria muito difícil alcançar resultados expressivos”, começou por dizer o piloto da Batina Racing, que continuou: “o objetivo era realista – tentar ficar entre os dez primeiros, pois sabíamos que não seria possível repetir o desempenho da temporada anterior, quando terminámos no quarto lugar da GT4 Pro do Iberian Supercars e em terceiro do Campeonato de Portugal de Velocidade”.

    Sérgio Azevedo não esconde que “as primeiras corridas, com o BMW, mais antigo do que as armas da nossa concorrência, foi um desafio, dado que se confirmou aquilo que receávamos: uma clara perda de competitividade”. No entanto, foi com o carro bávaro que viveu o momento alto da temporada: “sem dúvida que olho para o pódio em Jarama, o único da temporada, com grande satisfação. Foi uma boa performance que nos deu o terceiro posto na GT4 Pro”.
     
    Apesar do bom resultado na prova do circuito situado em Madrid, a etapa seguinte, a primeira passagem pelo Estoril, confirmou que o BMW M4 GT4 (F82) já não conseguia contrariar o ascendente das máquinas mais recentes e a Batina Racing decidiu adquirir uma nova arma – um Toyota GR Supra GT4. No entanto, o novo carro da equipa teve um início de vida competitiva difícil, quando se baptizou em pista no Circuit Ricardo Tormo. “Valência foi uma grande frustração, quando recebemos o Toyota. Pensávamos que estaria ao nível dos outros, mas, na realidade, chegou a parecer-nos pior do que o anterior (nd.r.: BMW). Foi uma enorme desilusão, que serviu para nos empenharmos ainda mais e procurar uma adaptação rápida ao Supra”, afirmou Sérgio Azevedo.

    O carro japonês era bastante diferente do BMW a que a equipa e pilotos estavam habituados e isso tornou o processo de adaptação bastante difícil. “Não foi fácil. Apesar de termos passado a contar com um carro muito mais competitivo, demorámos demasiado tempo a desenvolvê-lo e a encontrar os ajustes certos, aliás ainda estamos nesse processo. Isso acabou por comprometer os resultados que pretendíamos, com exceção do último fim-de-semana, no Estoril, em que já conseguimos um quarto lugar numa das duas grelhas de partida”, apontou o piloto da Batina Racing.

    Foram muito os desafios e as contrariedades que foram enfrentadas ao longo da temporada de 2024, que implicaram resultados menos vistosos que em 2023, mas acabou por ser um ano que serviu para ganhar experiência e preparar a próxima época, como é frisado por Sérgio Azevedo. “Apesar das dificuldades, foi uma temporada muito enriquecedora. Competimos contra grandes pilotos, ganhámos experiência e tivemos a oportunidade de correr no circuito de Valência, que ainda não conhecíamos”, sublinhou, não se detendo: “além disso, realizámos três provas com o carro novo, o que nos permitiu conhecê-lo melhor. Diria que a temporada de 2024 foi um excelente ‘warm-up’ para o que aí vem em 2025”.

    Tendo isto em vista, o piloto da Batina Racing olha para a próxima época com maior confiança: 

    “os planos são simples – desenvolver bem o Toyota e garantir competitividade face à forte concorrência que vamos enfrentar. As novas divisões previstas para o campeonato deverão jogar a nosso favor, o que nos permite aspirar a um excelente resultado”.

    Muito embora focado na sua performance e na da equipa, Sérgio Azevedo não deixa de olhar para o quadro geral da competição, sublinhando o seu crescimento. “Tenho de dar os parabéns ao promotor do campeonato, que conseguiu reunir um excelente conjunto de carros e pilotos”, enfatizou o piloto da Batina Racing.
     

  • AIA: novo ano arranca com três competições no primeiro mês

    AIA: novo ano arranca com três competições no primeiro mês

    Com o novo ano já em marcha o Autódromo Internacional do Algarve prepara-se para receber já em Janeiro três competições que irão animar do complexo junto a Portimão nos derradeiros três fins-de-semana do ano.

    Em pista vão estar três animadas séries que irão marcar o arranque do ano desportivo no traçado, sendo que os primeiros a entrar em pista serão os pilotos da Porsche Sprint Challenge que iniciará a sua temporada nos dias 18 e 19 de Janeiro. De seguida e sem deixar arrefecer as quinze curvas da ‘Montanha Russa’ chegam ao Algarve os pilotos e equipas da Gedlich Winter Seriespara realizar a sua primeira corrida do ano nos dias 25 e 26 de Janeiro, uma semana antes da estreia do formato seis horas nesta competição entre os dias 31 de Janeiro e 2 de Fevereiro.

    Um mês de animação total e que marca o arranque do ano 2025, aquele em que mais competições internacionais vão visitar o Autódromo Internacional do Algarve.

  • Veloso Motorsport conquistou 3 títulos, mas queria mais

    Veloso Motorsport conquistou 3 títulos, mas queria mais

    A Veloso Motorsport é uma das equipas com maior historia na Velocidade Ibérica, mantendo-se um força competitiva ao longo de trinta e três anos, o que este ano se traduziu em três títulos, mas Luís Veloso não deixa de mostrar algum desapontamento com a forma como se viu impossibilitado de ver um dos seus carros se bater pelo ceptro de Pilotos da GT4 Pro.

    A formação de Póvoa de Lanhoso enfrentou a temporada deste ano do Iberian Supercars e Campeonato de Portugal de Velocidade com três carros distintos – o já conhecido Audi R8 LMS GT4 entregue a Jorge Rodrigues e a Patrick Cunha, um novíssimo Porsche 718 Cayman GT4 para Miguel Lobo e Francisco Mora, e um Mercedes AMG GT4 dividido por Francisco Carvalho e Nuno Batista.

    Os dois carros da região de Estugarda eram novidade na formação liderada por Luís Veloso, o que causou algumas contrariedades que tiveram algum impacto nos resultados. Ainda assim, a estrutura lusa podia celebrar no final do ano três ceptros. “Faço um balanço positivo de 2024, conquistámos três títulos – o de Equipas do Campeonato de Portugal de Velocidade e o de Pilotos da divisão Bronze tanto na competição nacional como no Iberian Supercars, com o Jorge (Rodrigues) e o Patrick (Cunha)”, começou por dizer Luís Veloso, que continuou: “o nível está muito elevado, com boas equipas e grandes pilotos, e isso dá mais valor às conquistas. No entanto, sabe a pouco! Recebemos o Porsche em cima do início da temporada e não tivemos tempo para testar e preparar a época. Quando começámos a perceber o carro estivemos sempre na luta pelo primeiro lugar, mas tivemos também o azar do Miguel (Lobo), quando estávamos muito competitivos”.

    A chegada tardia do carro de Zuffenhausen acaba mesmo por marcar a época da Veloso Motorsport, uma vez que Luís Veloso sente que, noutras condições, Francisco Mora e Miguel Lobo, e mais tarde Gonçalo Fernandes, poderiam estar na luta pelo ceptro da GT4 Pro com César Machado e Jan Durán, no Toyota GR Supra GT4 da Speedy Motorsport. “O maior desafio do ano foi estarmos competitivos com o Porsche! Recebemos o carro em cima da temporada e não tivemos tempo para testar e preparar a época convenientemente. Os dois primeiros eventos, no fundo, foram sessões de testes para colocarmos o carro com as afinações correctas. Depois tivemos o azar do Miguel se ter magoado em Valência, quando podíamos estar na luta pela vitória e poderíamos colocar-nos numa situação favorável no campeonato de pilotos. Foi pena! Já com o Audi fomos competitivos desde a primeira prova e estivemos sempre na luta pelos cinco primeiros lugares da classificação geral e pela vitória da divisão”, apontou o chefe de equipa da formação de Póvoa de Lanhoso.

    O título de Equipas do Campeonato de Portugal de Velocidade foi uma conquista tensa devido à elevada competitividade do plantel, tendo a Veloso Motorsport chegado à última corrida da temporada, a segunda do evento de Dezembro realizado no Autódromo do Estoril, em luta com a Speedy Motorsport e a Racar Motorsport, podendo qualquer uma destas estruturas ter motivos para celebrar, de acordo com as combinações de resultados dos dois carros nomeados por cada uma delas.

    Talvez por isso, Campeonato de Equipas conquistado no início deste mês tenha tido um sabor diferente, apesar dos trinta e três anos de existência da formação de Póvoa de Lanhoso. “Todos os títulos são especiais! Este foi suis generis, porque o conquistámos na última corrida, o que acaba por compensar os azares da temporada, sobretudo os que tivemos com o Porsche, que chegou muito tarde e que viu os seus resultados condicionados pelo incidente com o Miguel Lobo”, apontou o timoneiro da Veloso Motorsport.

    É notório que Luís Veloso deixa escapar alguma mágoa pelas contrariedades que a sua equipa sofreu com o Porsche 718 Cayman GT4 partilhado, inicialmente, por Miguel Lobo e Francisco Mora, tendo o piloto de Paços de Ferreira sido substituído por Gonçalo Fernandes devido à sua lesão.

    O homem forte sente que não teve com o carro de Zuffenhausen as mesmas hipóteses que teve com o Audi R8 LMS GT4 partilhado por Jorge Rodrigues e Patrick Cunha, que venceram os títulos de pilotos da GT4 Bronze, mas deixa um aviso para 2025: “O objectivo é ter três carros competitivos, lutar pela vitória em cada uma das corridas e pelos títulos em que estamos inseridos”.

  • Iberian Historic Endurance: Mantém a fasquia elevada e apresenta novos desafios em 2025

    Iberian Historic Endurance: Mantém a fasquia elevada e apresenta novos desafios em 2025

    Depois de um ano de 2024 excepcional para o Iberian Historic Endurance, a mais prestigiada competição de clássicos do sul da Europa, a temporada de 2025 promete ser ainda mais entusiasmante, com novos e excitantes circuitos, onde a adrenalina e a paixão pelo automobilismo estarão presentes a cada curva.

    A temporada que agora culminou registou números recorde, com uma média superior a 40 participantes, comprovando o entusiasmo crescente na Península Ibérica em competir com carros de Turismo e GT, construídos até 1976 e que fazem parte do imaginário dos verdadeiros aficionados do automobilismo. O rigor na implementação dos regulamentos das competições históricas internacionais (Anexo K) e a filosofia dos “3 C” – No Crashing, No Cheating, No Complaining – continuam a ser um cartão de visita de pilotos provenientes de todos os continentes.

    Mantendo uma das características que tornam o Historic Endurance uma competição de referência no panorama europeu, a Race Ready fez questão de marcar presença, uma vez mais, nos mais emblemáticos eventos e por algumas das pistas mais espetaculares desta região do globo. A aposta em eventos de prestígio traduz-se no regresso às 3 Horas de Spa, a prova mais longa da temporada e que abre a temporada, ao Jarama Classic, o maior festival de clássicos de Espanha, ao revitalizado Algarve Classic Festival e ao Estoril Classics, o maior evento de clássicos em Portugal. Para culminar a temporada, o Autódromo do Estoril acolherá os 250 km do Estoril, um “clássico” que celebra a sua 13ª edição no âmbito do Estoril Endurance Festival.

    Screenshot

    O calendário de 2025 tem, no entanto, duas novidades de vulto e ambas em Espanha. Após uma ausência de cinco anos, o Historic Endurance regressa ao Circuito de la Comunidad Valenciana Ricardo Tormo, uma pista que oferece todas as condições, dentro e fora de pista, para proporcionar aos pilotos e equipas uma experiência inesquecível numa das mais modernas infra-estruturas do sul da Europa. A outra novidade é a estreia absoluta do Circuito de Velocidade de Monteblanco no calendário. O circuito situado na província de Huelva, a poucos quilómetros de Sevilha, foi recentemente homologado e conta com uma reta de 960 metros, 18 curvas num traçado de 4,458 quilómetros.

    Para Diogo Ferrão, CEO da Race Ready: “A nossa missão é continuar a proporcionar experiências únicas, mantendo os quatro pilares que nos distinguem e que têm conquistado a confiança e o entusiasmo dos nossos participantes. A seleção dos circuitos será sempre feita com base na excelência, garantindo a máxima qualidade e emoção, o que justifica a inclusão de Valência e Monteblanco no nosso calendário. Pretendemos manter os fins-de-semana de corridas com muito tempo de pista e condições ideais para que os pilotos possam aproveitar ao máximo cada momento. Continuaremos também a apostar em veículos que respeitem integralmente o FIA Appendix K, assegurando que todos os carros cumpram as exigências e tradições do automobilismo histórico, incluindo as decorações autênticas que evocam as melhores memórias. Por último, a nossa equipa entusiástica e experiente estará sempre ao lado dos participantes, para que cada evento seja verdadeiramente inesquecível.”

    Antes do arranque da temporada desportiva, no fim de semana de 22 e 23 de Março, tem lugar no Autódromo do Estoril mais uma edição do “Exclusive Test Day”, uma oportunidade de pilotos e equipas testarem as suas máquinas para a época que se inicia no mês seguinte.

  • C1 Eurocup: competitividade e espírito de equipa na festa das 24H C1 no Circuito do Estoril

    C1 Eurocup: competitividade e espírito de equipa na festa das 24H C1 no Circuito do Estoril

    Emoção e competitividade marcaram as 24H C1 Estoril, que encerraram com chave de ouro este domingo. A competição icónica promovida e organizada pela Motor Sponsor, e disputada com os emocionantes e irreverentes C1, desenrolou-se ao longo de 4 dias que se revelaram uma verdadeira festa, dentro e fora de pista, com o sol e a chuva a fazerem-se sentir e a contribuirem para o espetáculo.

    A prova rainha da C1 Eurocup reuniu uma grelha composta por 39 C1’s, com 24 estruturas nacionais e 15 formações estrangeiras, 176 pilotos na luta pelo triunfo e um número recorde de 10 nacionalidades ao cronómetro: Portugal, Alemanha, Bélgica, Bielorrússia, Dinamarca, Escócia, Estados Unidos da América, República Checa, Inglaterra e Países Baixos.

    Um fim de semana de festa, em que o público teve a oportunidade de estar em pista junto de todas as viaturas durante a formação da grelha na sexta-feira e, durante 4 dias, teve acesso gratuito à bancada A, paddock, boxes e pitlane, a par de uma zona social e de lazer, com tenda e box lounge exclusiva, e uma praça de alimentação, com 4 estações de street food. Zonas de convívio por excelência que foram muito apreciadas por todos ao longo das 24H C1 Estoril e que beneficiaram o contacto entre pilotos, equipas e adeptos.

    Já em pista, o evento contou com treinos privados na quinta-feira, 5 de dezembro, seguindo-se 3 dias de competição com um formato inovador de 3X8H: 1 período de 8H realizado entre sexta-feira e domingo, respetivamente, e o cronómetro a contar em contínuo. Um formato que manteve intacto o espírito das 24H, mas que colocou novos desafios a todas as estruturas na luta pelo triunfo em cada classe: PRO (8), AM (13), GEN1 (3), UK (9), BE (4) e DK (2).

    No primeiro momento oficial em pista, os treinos cronometrados, a melhor marca de todo o pelotão foi assinada pela Oeste Racing 1, equipa belga a militar no C1 nº 143. Porém, este foi apenas um aperitivo para o que estava por vir, a jornada de 24H. Uma corrida que centraria todas as atenções e que, antes de começar, teve um Microlino, marca recém chegada a Portugal pela mão do C. Santos VP, a realizar a volta de safety car na abertura da prova.

    Nos 3 dias de corrida, a emoção foi palavra em todas as classes. Na PRO, o triunfo acabaria por sorrir ao C1 nº 330, da WallUp Woodlab, formação composta por Jorge Passanha, Pedro Antunes e Gonçalo Gaivão, que haviam terminado o dia de sexta-feira e sábado na frente, mantendo a mesma toada este domingo. No final, os pilotos destacaram: “Queremos agradecer a toda a equipa e em particular aos mecânicos. O carro esteve impecável, nem uma avaria e a vitória é deles”, acrescentando, “queremos destacar o trabalho de boxes, o espírito de equipa e nós também guiámos qualquer coisa”, referiram entre risos. Na discussão do segundo posto, a TZI Designs Racing Team, com o C1 nº 33 de António Ferreira, Reinaldo Fonseca, Tiago Mesquita, João Moreira, superiorizou-se ao C1 nº 22 da Termolan, de João Lousada, José Artur Teixeira, André Moura, André Ferreira, Estevão Oliveira e Raul Delgado.

    Na AM a vitória foi muito disputada entre duas estruturas estreantes. No final, o triunfo foi alcançado pela Mafra C1 Team, no C1 nº 264, equipa formada por Pedro Baiona, Paulo Fiúza, António Baiona, Carlos Silva, Gonçalo Boaventura, Alexandre Alves e Dario Alves. “O Paulo acreditou, nós todos acreditámos e o segredo desta vitória é a consistência da equipa e esta vitória é dedicada a Mafra. Mafra Sempre!”, referiram no final. O lugar intermédio do pódio foi assim obtido pelo C1 nº 80 da L&P Racing, formada por Luís Alcino, Pedro Cruz, Pedro Alves e Filipe Ferreira. No terceiro posto terminou a TimGuinvest de Hugo Antão, Guilherme Antão, Paulo Manso, Helder Assunção, no C1 nº 38.

    A GEN 1 viveu um carrossel na troca de líderes ao longo de todo o evento e no final a vitória foi assinada pelo C1 nº 111 da Autocloche, que alinhou com Pedro Escarigo, Pedro Pinto, João Tiago Godinho, Pedro Faustino, Emanuel Saraiva e Nuno Farias, pilotos que comentaram: “No meio de muitos azares conseguimos vencer. A assistência esteve muito bem e estamos muito felizes.” A segunda posição foi ocupada pelo C1 nº 89 da AISIN – Japopeças, equipa formada por João Viegas, André Marques, André Araujo, Ricardo Ferreira e Ricardo Leitão. O pódio foi fechado pelo C1 nº 27 da Formula F, estrutura de Paulo Santos, Alexandre Nabuco, Rafael Antunes e António Cristas.

    Na classe UK a liderança esteve nas mãos da JWBird 1 deste o primeiro dia e assim se manteve até ao final. A equipa do C1 nº 347, composta por Philip House, Paul O’Neill e Nicholas Beaumont foi assim a vencedora do fim de semana, sublinhando: “Muito obrigado por este excelente evento, muito bem organizado e no qual fomos muito bem recebidos, adorámos.” No segundo posto ficou o C1 nº 346 da Emax Motorsport 3, com James Little, Jake Little, David Alstadter e Stuart Ratcliff, com o pódio a ser completado pelo C1 nº 449 da JWBird 3, com Paul Dehadray, Kieran Griffin e Joe Roach.

    A classe BE teve como vencedor a Oeste Racing 1, no C1 nº 143, equipa de Calvin de Groot, Andy Gaban, Lancelot Alsteens e Maxime Alsteens que liderou todo o evento. “Vencemos hoje, foi ótimo. A pista é muito desafiante e estamos muito satisfeitos com o trabalho levado a cabo por toda a equipa.” O segundo posto foi alcançado pelo C1 nº 283 da Emax Motorsport 4, conduzido por James Little, Jake Little, David Alstadter e Stuart Ratcliff. A terceira posição ficou nas mãos do C1 nº 243 da Oeste Racing 2, com Laura Vos, Filip Bartos, Laurenz Rühl, Laszlo van Houwelingen e Mathias Ronzani.

    Na classe DK o triunfo foi para o C1 nº 455 da BM Sport DK 1, estrutura formada por Per Bernd, Bent Dyhre Hansen, Sebastian Petersen e Torben Nielsen. “Estamos muito felizes com a vitória, foi uma grande corrida. Gostamos muito do formato de 3X8H e obrigado por nos receberem. E no próximo ano estaremos de volta com toda a certeza.” A segunda posição ficou nas mãos do C1 nº 451 da MHO-Co, com Mik Henriksen Frederik Mark Henriksen, Nick Stentved e Joachim Lee Holmstoel.

    Uma prova que Ricardo Leitão, gestor operacional da Motor Sponsor e responsável pela relação com Pilotos e Equipas, enaltece: “Arriscámos um formato inédito e a aposta está ganha. Termos 176 pilotos, 39 C1’s e um recorde de 10 nacionalidades na estreia das 24H C1 no Circuito do Estoril deixa-nos muito satisfeitos. Foram 4 dias de verdadeira festa. Em pista a prova foi marcada pela competitividade e incerteza, com muito equilíbrio em cada classe, e fora de pista sobressaiu o grande ambiente e convívio vivido entre todos. Ver a satisfação e sorrisos no rosto de pilotos, equipas e público é muito gratificante e o melhor que levamos de cada fim de semana. Obrigado à ACDME por todo o trabalho e uma palavra em especial para os Comissários Desportivos, que tiveram uma longa jornada pela frente. Os melhores resultados alcançam-se em equipa e foi isso que aconteceu este fim de semana. Muito obrigado a todos!”

  • Vicente Capela conquista pódio na Academia de Karting da Fórmula 1 em Abu Dhabi

    Vicente Capela conquista pódio na Academia de Karting da Fórmula 1 em Abu Dhabi

    Campeão Nacional de Karting Micro Max, Vicente Capela esteve em destaque na última jornada do Champions of the Future Academy Program, a academia de Karting apoiada pela Fórmula 1. Na pista de Al Forsan, em Abu Dhabi, o promissor piloto português conseguiu o 3.º lugar e contactou com as estrelas da Fórmula 1.

    Um jovem português entre a elite do Karting internacional. Vicente Capela, de apenas 11 anos, fechou com um pódio (3.º lugar) a sua primeira temporada no Champions of the Future Academy Program, campeonato apoiado pela Fórmula 1 Academy e pela Mercedes-Benz, que pretende descobrir jovens talentos do Karting mundial. Na prova disputada em Al Forsan, que antecede o Grande Prémio de Abu Dhabi de Fórmula 1 deste fim de semana, Vicente Capela foi sempre um dos pilotos mais rápidos em pista, num pelotão de três dezenas de concorrentes na categoria Mini 60, com pilotos oriundos de várias partes do mundo. Fez várias ultrapassagens e conseguiu o 4.º lugar na Corrida 1 (terça-feira) e o 3.º lugar na Corrida 2 (quarta-feira), obtendo, assim, o primeiro pódio de um piloto português nesta competição.

    Foi a melhor forma de fechar um campeonato onde Vicente Capela também competiu nas pistas de Cremona (Itália), Valência (Espanha), Franciacorta (Itália) e Al Ain (Emirados Árabes Unidos). Apesar de ter sido obrigado a falhar a ronda no Dubai, devido à coincidência de datas com o Campeonato de Portugal Rotax, onde se sagrou campeão nacional, o piloto de Beja conseguiu terminar a competição no 7.º lugar (a 1 ponto do 6.º classificado), entre 56 pilotos!

    “Fiquei muito orgulhoso com este resultado”, afirmou Vicente Capela, após subir ao pódio em Abu Dhabi. “Estive muito competitivo ao longo de todo o fim de semana e senti mesmo que podia ter ganho a Corrida 2. Sofri um toque na última volta que me afastou da luta pela vitória, e esse piloto acabou por ser penalizado. De qualquer forma, este pódio é um prémio por todo o trabalho que realizámos desde o início do ano, num campeonato com excelentes pilotos e material idêntico para todos. A experiência de correr na semana do GP de Fórmula 1 também foi fantástica, porque pude estar, por exemplo, com o Oliver Bearman (piloto da Ferrari F1) e com o Toto Wolf (diretor-geral da Mercedes F1), ídolos que só via na televisão! Agradeço ao meu mecânico Adrian Vaz, ao meu ‘coach’ Pedro Ivars e a todo o apoio dos portugueses e da minha família”, referiu o atual campeão nacional Micro Max.

  • Francisco Mora e Gonçalo Fernandes terminam a época em grande

    Francisco Mora e Gonçalo Fernandes terminam a época em grande

    O Circuito do Estoril recebeu as equipas do Campeonato de Portugal de Velocidade, para a última jornada da competição nacional. Em jogo, estava o título nacional, com duas corridas para determinar os vencedores. Francisco Mora voltou a contar com Gonçalo Fernandes, reeditando a dupla de Portimão, que conseguiu dois pódios. 

    Para Mora era também tempo do tudo ou nada. Apesar de estar longe, a matemática ainda permitia olhar para o título como uma possibilidade e ia determinado para dar tudo por tudo para o conseguir. Ao seu lado, Fernandes queria fazer o melhor trabalho possível e ajudar o seu companheiro de equipa.

    E a fórmula cedo começou a dar resultados, com a dupla a conseguir o terceiro tempo em ambas as sessões de qualificação, decididas por margens mínimas. Mas o terceiro lugar abria boas perspetivas para as corridas. 

    Na Corrida 1, vimos o melhor desta dupla. Com um excelente arranque, aproveitando erros de adversários, Fernandes subiu ao segundo lugar e iniciou o ataque ao primeiro posto. Sempre muito regular, manteve a pressão constante, fundamental para as contas da corrida, pois a dupla tinha um handicap de 5 segundos na sua paragem para a troca de pilotos. Fernandes cumpriu a sua missão na perfeição e cabia a Mora a tarefa de fazer o assalto final. Muito mais rápido que o então líder, Mora foi ganhando terreno até passar para a primeira posição, de onde nunca mais saiu até ver abandeira de xadrez. 

    Na corrida 2, foi Francisco Mora a fazer o arranque e logo na primeira volta conseguiu subir ao primeiro posto que manteve sempre durante o seu turno de condução, apesar da pressão do adversário. No entanto, o handicap atribuído pela vitória na corrida anterior, ditou que a dupla da Veloso Motorsport ficasse em desvantagem, regressando em segundo lugar, onde se manteve até ao final da corrida. No final, uma vitória e um segundo lugar, num fim de semana de grande nível por parte de Mora e Fernandes.

    Mora mostrou-se muito satisfeito com os resultados obtidos e pelo ritmo demonstrado: “O nosso objetivo para este fim de semana era terminar a época de uma forma positiva e conseguimos isso com uma vitória e um segundo lugar. Pagamos pelo arranque de época, com percalços que mascaram o bom andamento que demonstramos. A penalização que sofremos na primeira passagem pelo Estoril foi um grande golpe e esses 19 pontos fizeram-nos falta nas contas do título. Foi um ano em que aprendemos muito, quer relativamente ao carro, quer em relação a situações menos positivas que, felizmente, conseguimos evitar nas últimas épocas. Quero parabenizar os vencedores, ao Gonçalo pela excelente performance e à Veloso Motorsport que fez tudo para estarmos sempre na melhor posição possível. Mesmo com o azar a perseguir-nos, estivemos na luta do título até ao fim. 2025 trará mais e melhor”.

    Já Fernandes estava orgulhoso do nível apresentado e ficou com vontade de repetir a dose em 2025: “ Quero começar por agradecer a todos os que proporcionaram esta oportunidade de estar nas corridas. Comecei apenas há um ano, mas desde início que fui ambicioso, buscando sempre ser melhor cada ida para a pista. Trabalho constantemente para isso e este fim de semana tive os primeiros frutos desse esforço, com a minha primeira vitória. O Francisco tem muito mérito neste desfecho, mas entreguei o carro numa boa posição e ele tratou do resto. Na segunda corrida tentei aproximar-me do líder e recuperar os 10 segundos de handicap. O Safety Car acabou comprometer um pouco as nossas aspirações e terminamos no segundo lugar. Mas creio que o balanço final só pode ser positivo. Apesar de saber que há sempre muito a melhorar, não estou longe do nível onde quero estar e vou continuar a trabalhar para estar preparado para novos desafios”.